Setor sucroenergético

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Conab: Corte pela raiz

Empenhada em moldar a Pasta da Agricultura à sua imagem e semelhança, Katia Abreu está chacoalhando a árvore da Conab para derrubar o nº1 da autarquia, Rubens Rodrigues dos Santos, uma semente plantada pelo PTB. (Jornal Relatório Reservado 28/07/2015)

 

Após 7 anos, ERB tira do papel usina de cogeração

A Energias Renováveis do Brasil (ERB) vai inaugurar nos próximos dias sua fábrica de cogeração de energia de bagaço de cana na usina de açúcar e álcool Santa Vitória, que pertence aos grupos Dow Chemical e Mitsui.

O projeto Santa Vitória ficou conhecido em 2007, quando a extinta usina Santa Elisa, de Sertãozinho (SP), que pertencia à família Biagi, tradicionais usineiros da região de Ribeirão Preto, anunciou um aporte bilionário para a construção dessa usina em Minas. O negócio não vingou e a Santa Elisa foi incorporada ao grupo francês Louis Dreyfus.

A época, o projeto Santa Vitória foi vendido à americana Dow Chemical e à japonesa Mitsui. Em 2013, as companhias venderam o projeto para a ERB, que começou a se especializar em unidades de cogeração, utilizando bagaço de cana e eucalipto, instaladas em grandes companhias que precisam de energia.

A unidade de Santa Vitória recebeu um aporte de R$ 240 milhões e vai usar bagaço de cana para gerar até 41 Megawatt (MW) de energia, afirmou Danilo Nakano, diretor de operações e novos negócios da ERB, que tem entre os sócios a holding MDCPar, o Fundo Caixa Ambiental (administrado pela Mantiq Investimentos, do Grupo Santander), a BNDESPar e a Rioforte, da família Espírito Santo. "Temos outros oito projetos em desenvolvimento em outras regiões", disse Nakano. Segundo ele, esses oito projetos somam aportes de R$ 3 bilhões. (O Estado de São Paulo 28/07/2015)

 

Etanol amplia vantagem sobre a gasolina

Os preços persistentemente baixos do etanol na usina estão sustentando a competitividade do biocombustível na bomba. Na semana entre 19 e 25 de julho, o preço médio do etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, caiu nos postos de 18 Estados, entre eles, nos principais consumidores do produto, tais como São Paulo e Minas Gerais.

De acordo com dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio do hidratado praticado nos postos paulistas caiu 0,87% entre 19 e 25 de julho na comparação com a semana anterior, para R$ 1,916 por litro. Com isso, o biocombustível ampliou sua competitividade no Estado em relação à gasolina C, o que tende a elevar ainda mais a demanda.

A paridade entre o hidratado e a gasolina C no Estado de São Paulo foi a 61% na última semana, um ganho de 1 ponto percentual ante os 62% dos sete dias anteriores. Essa vantagem passa a existir, conforme parâmetro mais aceito pelo mercado, quando o preço do litro do hidratado nos postos equivale a menos de 70% do preço da gasolina C. Conforme levantamento da comercializadora SCA Trading, a última vez que a paridade em São Paulo alcançou 61% foi em setembro de 2010.

O consumo do biocombustível já está elevado neste ano. De janeiro a junho, subiu 30% no Estado de São Paulo, para 4,566 bilhões de litros. No mesmo intervalo, a demanda por gasolina C no Estado caiu 12,1%, para 4,7 bilhões de litros.

Na última semana, o etanol hidratado também ampliou sua vantagem em relação à gasolina C em Mato Grosso, onde a paridade foi a 58,9%, ante 60,2% dos sete dias anteriores. Nos outros Estados onde abastecer com o biocombustível já era vantajoso, a paridade ficou estável em igual intervalo: Paraná (66%), Minas Gerais (65%), Mato Grosso do Sul (68,9%) e Goiás (62%).

No primeiro semestre deste ano, o consumo de hidratado nesses seis Estados onde a paridade é vantajosa alcançou 7,075 bilhões de litros, um aumento de 37,4% sobre igual intervalo de 2014. Somada, a demanda nesses Estados representou 84,36% de todo o consumo brasileiro do produto no período. Nesses mesmos seis Estados, a demanda por gasolina C caiu 10,3%, para 9,540 bilhões de litros. (Valor Econômico 28/07/2015)

 

Exportação de açúcar chega a 2,1 milhões de toneladas, alta de 40%

A balança comercial brasileira das commodities vai terminar o mês com um volume de exportações melhor do que o de junho. Em alguns casos, como o de frango, a tendência é de novo recorde.

Se o país ganha em volume, perde em receitas. Praticamente todas as commodities mantiveram queda de preços no mercado internacional neste mês.

No setor de grãos, as exportações de soja continuam aquecidas e devem somar 8,9 milhões de toneladas, abaixo dos 9,8 milhões de junho, mas 48% acima das de julho do ano passado.

Se as exportações de soja perdem ritmo, o que é normal neste período do ano, as de milho ganham força.

Os dados desta segunda-feira (27) da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) apontam para exportações de 1,2 milhão de toneladas do cereal neste mês, bem acima das 137 mil de junho.

As carnes aumentam o volume de exportações. A de frango, líder no setor, deverá atingir 416 mil toneladas de produto "in natura", com receitas de US$ 690 milhões. Os valores superam os de junho e de julho de 2014.

Mas o preço médio da carne de frango recua para US$ 1.656 por tonelada, 16% menos do que há um ano.

A carne bovina tem um volume médio diário menor neste mês, mas o acumulado deverá atingir 92 mil toneladas, acima do de junho. A alta se deve ao número maior de dias úteis em julho.

Ao contrário das carnes de frango e suína, a bovina teve alta de preços no mês, com a tonelada do produto "in natura" subindo para US$ 4.592.

As exportações de carne suína devem subir para 53 mil toneladas neste mês, 30% mais do que no mês anterior. As receitas também sobem, atingindo US$ 142 milhões, 29%.

O Brasil ganha espaço, também, nas vendas de açúcar em bruto, que sobem para 2,1 milhões de toneladas neste mês, 40% mais do que em junho.

Com a queda média dos preços externos, as receitas sobem menos do que o volume. Devem atingir US$ 646 milhões, 36% mais. (Folha de São Paulo 28/07/2015)

 

Exportação de commodities aumenta no mês

A balança comercial brasileira das commodities vai terminar o mês com um volume de exportações melhor do que o de junho. Em alguns casos, como o de frango, a tendência é de novo recorde.

Se o país ganha em volume, perde em receitas. Praticamente todas as commodities mantiveram queda de preços no mercado internacional neste mês.

No setor de grãos, as exportações de soja continuam aquecidas e devem somar 8,9 milhões de toneladas, abaixo dos 9,8 milhões de junho, mas 48% acima das de julho do ano passado.

Se as exportações de soja perdem ritmo, o que é normal neste período do ano, as de milho ganham força.

Os dados desta segunda-feira (27) da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) apontam para exportações de 1,2 milhão de toneladas do cereal neste mês, bem acima das 137 mil de junho.

As carnes aumentam o volume de exportações. A de frango, líder no setor, deverá atingir 416 mil toneladas de produto "in natura", com receitas de US$ 690 milhões. Os valores superam os de junho e de julho de 2014.

Mas o preço médio da carne de frango recua para US$ 1.656 por tonelada, 16% menos do que há um ano.

A carne bovina tem um volume médio diário menor neste mês, mas o acumulado deverá atingir 92 mil toneladas, acima do de junho. A alta se deve ao número maior de dias úteis em julho.

Ao contrário das carnes de frango e suína, a bovina teve alta de preços no mês, com a tonelada do produto "in natura" subindo para US$ 4.592.

As exportações de carne suína devem subir para 53 mil toneladas neste mês, 30% mais do que no mês anterior. As receitas também sobem, atingindo US$ 142 milhões, 29%.

O Brasil ganha espaço, também, nas vendas de açúcar em bruto, que sobem para 2,1 milhões de toneladas neste mês, 40% mais do que em junho.

Com a queda média dos preços externos, as receitas sobem menos do que o volume. Devem atingir US$ 646 milhões, 36% mais.

As exportações de minério de ferro sobem e vão a 32,8 milhões de toneladas. (Folha de São Paulo 28/07/2015)

 

Clima e China derrubam preços na Bolsa de Chicago

O mercado de commodities viveu um dia perfeito para quedas nesta segunda-feira (27), com a influência do clima e da China.

As chuvas, pouco intensas, em alguns Estados estão sendo consideradas favoráveis.

Já a forte queda das ações na Bolsa de Chicago fez os fundos, com aversão a riscos, saírem do mercado, embolsando lucros, segundo Heitor Hayashi, da AgRural.

No dia 12, o cenário deverá ficar mais claro, uma vez que o Usda (Departamento de Agricultura dos EUA) deverá atualizar números sobre produtividade e área, afirma ele.

O primeiro contrato do milho recuou 4,97% ontem, para US$ 3,73 por bushel. Já a soja caiu 3%, para US$ 9,61.

Petróleo: As exportações deste mês estão destoando do cenário registrado pelas demais commodities. Devem recuar para 2,9 milhões de toneladas, ante os 4 milhões de junho e os 3,9 milhões de julho de 2014, de acordo com dados da Secex.

Urbano e rural: O agronegócio é um setor estratégico para o Brasil, e é necessária uma aproximação maior entre a população urbana e a do campo.

Campanha: Para estreitar essa interação, a Basf lança a campanha "Agricultura, o maior trabalho da Terra", que neste ano enfocará os aspectos sustentáveis da atuação do agricultor em prol da preservação dos recursos naturais.

Troca: Mato Grosso tem a menor relação de troca entre boi gordo e bezerro desde 2008. A relação é 14% inferior à daquele ano, aponta o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

Trigo: Os preços à vista despencaram no mercado mundial, em meio a uma falta de interesse de grandes importadores, segundo a AGR Brasil.

Testes: O grupo Adir, fornecedor de genética, está promovendo abates técnicos de filhos de reprodutores para realizar um estudo da carne.

Dados reais: Conduzido pelo professor Sergio Pflanzer, da Unicamp, a experiência serve para fornecer dados e resultados reais de reprodutores. (Folha de São Paulo 28/07/2015)

 

MG: Santa Vitória Açúcar e Álcool inicia as operações da planta de etanol

A The Dow Chemical Company e a Mitsui & Co. Ltd. iniciaram a operação e comercialização de etanol na Usina Santa Vitória Açúcar e Álcool (SVAA), localizada na cidade de mesmo nome, no Pontal do Triângulo Mineiro. Com capacidade de processamento de 2,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o polo -álcool químico produzirá até 240 milhões de litros de etanol hidratado combustível por safra.

O complexo de SVAA conta com mais de 36 mil hectares de cana e foi projetado com o alto padrão de segurança adotado pela indústria química. A usina conta ainda com tecnologia de ponta, sendo a mais moderna e automatizada unidade de produção de etanol. Desta forma, quase todas as operações são feitas por meio do Centro de Operações Industriais (COI), colaborando com a segurança, eficiência e produtividade da planta. O complexo foi concebido e construído de forma modular e com infraestrutura apropriada, permitindo eventual ampliação e instalação de unidades álcool químicas.

"A usina de Santa Vitória é responsável pela geração de mais de dois mil empregos, entre diretos e indiretos. Esta operação reforça o compromisso da Dow de investir no crescimento do Brasil e em setores de grande inovação e de alto valor por meio de parcerias estratégicas", afirma Pedro Suarez, presidente da Dow na América Latina.

Atualmente, a SVAA possui um quadro de mais de 1.000 colaboradores diretos, que atuam nas áreas Agrícola, Industrial e Administrativa da empresa. No período de safra, esse número chega a mais de 1.600, sendo que 80% da mão-de-obra é proveniente da região.

Para Luis Cirihal, diretor de negócios para alternativas renováveis para América Latina da Dow, "a joint venture é prova do compromisso global da empresa de investir no desenvolvimento de matérias primas de fontes renováveis, expandindo assim o leque de matérias primas sustentáveis".

Compromisso social e ambiental

A usina Santa Vitória Açúcar e Álcool e a empresa Energias Renováveis do Brasil (ERB) assinaram um contrato para cogeração de energia e vapor para a usina a partir de biomassa de bagaço de cana. A planta de cogeração poderá gerar 38 MW de energia e 250 toneladas de vapor por hora, consumindo aproximadamente 102 toneladas de bagaço de cana por hora. Esta capacidade supre 100% da demanda de energia da usina e o excedente produzido será distribuído pela rede elétrica.

Além de consumir energia de fonte renovável, na SVAA todos os procedimentos para a implantação dos canaviais são realizados de forma sustentável e alinhados às exigências legais ambientais. A colheita é 100% mecanizada e não há queima do canavial, contribuindo para a qualidade do ar ao reduzir as emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. Para otimizar o uso e preservar os recursos naturais, toda água destinada ao abastecimento do Parque Industrial é tratada e reutilizada para a fertirrigação no campo.

A usina conta ainda com o Programa de Reflorestamento, que já plantou, até maio de 2015, mais de um milhão de mudas de árvores nativas na região de Santa Vitória e que até 2019 irá plantar ao todo 2 milhões de mudas. Instalou, ainda, em sua área operacional, um viveiro de mudas nativas da região para fomentar tanto a proliferação de espécies de canamais saudáveis quanto o reflorestamento local. O ambiente conta com capacidade para produção média de 500 mil mudas/ano. (Brasil Agro 28/07/2015)

 

Dólar sobe e reforça aposta em alta de 0,5 ponto da Selic

A alta do dólar frente ao real ajudou a consolidar a aposta na continuidade do ritmo de aperto monetário na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que termina amanhã. A moeda americana renovou ontem a máxima no ano e subiu 0,54%, para R$ 3,3638, maior patamar desde 28 de março de 2003.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2016 subiu de 14,29% para 14,3%, enquanto o DI para 2017 avançou de 13,87% para 13,88%.

Os investidores mudaram suas posições na sexta-feira, após declarações do diretor de Política Econômica, Luiz Awazu Pereira, que reforçaram a expectativa de alta de 0,5 ponto percentual da taxa Selic, dado o novo cenário fiscal. Até o dia 23, a curva de juros refletia maior chance de um aumento de 0,25 ponto. "A redução da meta fiscal e a alta do dólar devem levar o BC a manter o ritmo de alta de juros, e aumentam as chances de ter um novo aumento de 0,25 ponto em setembro", diz Luciano Rostagno, estrategista ­chefe do Banco Mizuho do Brasil.

Algumas instituições, como Banco Fator e Nomura Securities, mudaram suas projeções para a Selic após os comentários de Awazu e agora esperam uma alta de 0,5 ponto em julho.

Ontem, o Boletim Focus mostrou uma mudança das apostas para a taxa Selic no fim do ano. A mediana das projeções passou de 14,50% para 14,25%, com o mercado prevendo mais uma alta final de 0,5 ponto na reunião julho. Já a mediana da projeção para o IPCA subiu de 9,15% para 9,23% para 2015 e ficou estável em 5,40% em 2016.

De acordo com o economista da Opus Gestão de Recursos José Márcio Camargo, se deseja levar a inflação para 4,5% em 2017, o BC tem de manter o passo de meio ponto de alta e o discurso duro. Para 2016, ele não acredita que seja possível entregar IPCA em 4,5%, como defende a autoridade monetária, devido às alterações da meta fiscal e a um reajuste de cerca de 9% do salário mínimo. Além disso, a nova rodada de desvalorização cambial chegará aos preços.

Ontem, as preocupações com a desaceleração na China e com a piora do cenário político local sustentaram a demanda pela moeda americana, refletindo o movimento de busca por proteção.

A queda de 8,48% do índice Xangai Composite, a maior desvalorização diária desde 2007, aumentou o temor de uma desaceleração mais forte da China. Houve impacto nos preços das commodities e nas moedas emergentes, como o real.

Além disso, a piora do cenário político contribui para o quadro de incerteza. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disse que a possibilidade de o país atingir a meta de superávit primário de 0,15% do PIB neste ano é nula.

O projeto de lei sobre a mudança da meta ainda prevê a possibilidade de o governo fechar o ano com prejuízo de R$ 17,7 bilhões, se algumas receitas extraordinárias não se realizarem. "Hoje, o que pesa mais para o câmbio são os problemas locais. A picuinha entre a Câmara e o Executivo traz preocupação e não temos perspectiva de quando isso vai melhorar", afirma o diretor de gestão de recursos da Ativa Corretora, Arnaldo Curvello. (Valor Econômico 28/07/2015)

 

Funcionários da Dedini encerram greve

Empresa se compromete a não dispensar ninguém até o dia 5 de agosto e a realizar o pagamento dos salários sem descontar os dias de greve.

Os 1,6 mil funcionários da Dedini Indústrias de Base em Piracicaba, interior de São Paulo voltaram a trabalhar nesta segunda, dia 27, após uma semana de greve.

Em entrevista, o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do município, Carlos Pereira dos Santos, afirmou que a companhia se comprometeu a não dispensar ninguém até o dia 5 de agosto e a realizar o pagamento dos salários sem descontar os dias de greve, iniciada no último dia 20. A paralisação ocorreu porque a empresa não havia pago salários e ameaçava realizar demissões.

Segundo Pereira dos Santos, a Dedini prometeu que em 20 dias pagará as férias atrasadas de seus funcionários e que, em agosto, voltará a pagar as parcelas das rescisões de trabalhadores demitidos entre novembro do ano passado e fevereiro deste ano. Caso essas condições não sejam atendidas, uma nova greve será organizada, informou o diretor sindical.

A Dedini tinha até hoje para dar esclarecimentos acerca dos atrasos nos pagamentos de salários e da possibilidade de demissões em massa. A empresa enfrenta dificuldades financeiras desde a crise do crédito de 2008, na esteira dos problemas enfrentados pelo setor sucroenergético nacional.

A companhia é uma das principais fabricantes de equipamentos para usinas de cana-de-açúcar.

Desde a semana passada, nenhum porta-voz atende em nenhum dos números de telefones disponibilizados pela própria companhia em seu site na internet. (Canal Rural 27/07/2015 às 16h: 50m)

 

Consumo de etanol aumenta e tema terá destaque na 23ª Fenasucro & Agrocana

Soluções, tecnologias e compradores em potencial do setor sucroenergético se reúnem de 25 a 28 de agosto em Sertãozinho - SP

O aumento de mais de 9% no valor da gasolina nos primeiros quatro meses de 2015 resultou na queda de 3,7 % na venda do combustível fóssil de acordo com cálculos do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE e da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Já a procura por etanol teve um aumento de 32% de janeiro a abril de 2015 quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) estima que a safra 2015/2016 tem sido mais alcooleira que em 2014. Até a segunda quinzena de junho o volume produzido de etanol hidratado, no acumulado desde o início da atual safra, somou mais de 5.700 milhões de litros, uma alta de 18% sobre o valor no mesmo período da safra anterior. A entidade ainda apresentou que as vendas de etanol hidratado pelas usinas do Centro-sul bateram recorde no mês passado, registrando alta de 51,76% em relação ao mesmo mês em 2014: 1,53 bilhão de litros foi o volume negociado.

O Gerente Geral da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone, classifica como positiva a atual situação do etanol, destacando inclusive as manobras do governo para incentivar o consumo do produto. "O etanol tem sua fundamental importância para o setor sucroenergético, que tem a Fenasucro & Agrocana como a maior feira do mundo. Toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar estará reunida em Sertãozinho em busca de soluções e tecnologias para melhorar a eficiência e produtividade das usinas", afirma Montabone.

Entre os expositores, a A Mausa - empresa que atua no desenvolvimento, produção e manutenção de equipamentos para usinas - levará para a feira duas centrifugas separadoras de fermento com capacidades para 130 m³/h e 200 m³/h. O Gerente Comercial Egon Scheiber explica que os equipamentos trazem economia para as usinas, concentrando o fermento até 80% com perdas no vinho inferiores a 0,5%.

A Fenasucro & Agrocana também integra às comemorações dos 40 anos do Proálcool - Programa Nacional do Álcool. Com a implantação do Proálcool, a produção brasileira de etanol saltou de 555 milhões de litros em 1975/76 para 28,6 bilhões de litros na safra passada. Há 10 anos as vendas de automóveis com motores flex lideram nas concessionárias. Aproximadamente 85% dos veículos já saem das fábricas com o sistema que recebe os dois combustíveis.

Sobre a Fenasucro & Agrocana 2015

A 23ª edição da Fenasucro & Agrocana acontecerá de 25 a 28 de agosto, nos pavilhões do Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho/SP. Integrando o calendário mundial de eventos de energia da Reed Exhibitions Alcantara Machado, a feira reúne os líderes do mercado e seus principais compradores vindos de todo o Brasil e de mais 50 países. Neste ano, a expectativa é receber mais de 33 mil visitantes/compradores.

Com foco em negócios, a Fenasucro & Agrocana estará dividida em cinco grandes setores: Agrícola, Fornecedores Industriais (pequenos, médios e grandes fornecedores de equipamentos, suprimentos e serviços industriais), Processos Industriais (vitrine do que há de mais moderno em tecnologias, máquinas, equipamentos e serviços para a indústria), Transporte e Logística e Energia. (Ascom Fenasucro & Agrocana 27/07/20185)

 

Commodities Agrícolas

Café: Peso do câmbio: O contínuo fortalecimento do dólar em relação ao real voltou a pressionar as cotações do café arábica na bolsa de Nova York. Os contratos com entrega em dezembro fecharam em baixa de 200 pontos, a US$ 1,2365 por libra-peso. A valorização da moeda americana estimula as vendas de café por parte dos produtores brasileiros (maiores fornecedores mundiais do grão), uma vez que aumenta a rentabilidade das exportações. Com mais oferta no mercado, os preços tendem a cair. Do lado dos fundamentos, as previsões meteorológicas indicam que o clima deve continuar favorável à colheita de café no Brasil, o que atua como um fator adicional de pressão às cotações. No mercado doméstico, a saca do café de boa qualidade oscilou entre R$ 460 e R$ 480, segundo o Escritório Carvalhaes.

Soja: Pressão de todo lado: O clima benéfico às lavouras nos EUA e o temor com o cenário macroeconômico global pesaram sobre a soja em Chicago. Os lotes para setembro fecharam ontem em baixa de 28 centavos, a US$ 9,3925 por bushel. Há sinais de que a demanda pela soja americana arrefeceu nos últimos dias. Conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país embarcou 120,41 mil toneladas do grão na semana encerrada em 23 de julho, 60,8% menos que na semana anterior. O clima está mais quente e seco nas regiões produtoras dos EUA, depois de um período de excesso de chuvas, o que manteve em 59% os plantios de soja em boas a excelentes condições na semana encerrada no domingo, informou o USDA. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja no Paraná ficou em R$ 69,03 a saca, em baixa de 1,19%.

Milho: Demanda fraca: A tensão com a demanda fraca, no momento em que o clima favorável impulsiona a safra americana, fez os preços do milho despencarem na bolsa de Chicago. Os lotes para dezembro fecharam em baixa de 19,25 centavos, a US$ 3,8350 por bushel. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país embarcou 1,11 milhão de toneladas de milho na semana até 23 de julho, 4,31% menos que na semana anterior. Nos últimos dias, o tempo ficou mais amistoso às lavouras de grãos, que sofreram com o excesso de chuvas de junho ao início de julho. Assim, a situação dos plantios melhorou no país: 70% deles estavam em boas a excelentes condições até domingo, ante 69% na semana anterior. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 25,92 por saca, em queda de 1,18%.

Trigo: Na esteira do milho: A queda acentuada nos preços do milho arrastou para o terreno negativo também os preços do trigo nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para dezembro fecharam ontem em queda de 8 centavos, a US$ 5,1175 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os lotes com o mesmo vencimento caíram 8 centavos, para US$ 5,1925 por bushel. O dólar em alta exerce pressão sobre o trigo porque torna mais cara a aquisição da commodity por estrangeiros. Conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país embarcou 439,33 mil toneladas de trigo na semana encerrada em 23 de julho, 10,9% menos que na semana anterior. No Paraná, a saca de 60 quilos do trigo ficou estável ontem, em R$ 34,20, conforme o Deral/Seab. (Valor Econômico 28/07/2015)