Setor sucroenergético

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Nova safra

A Itochu negocia com a trading gaúcha Cotrisal um acordo para a distribuição de soja e trigo no mercado asiático.

A associação envolveria a criação de uma joint venture na área de logística. (Jornal Relatório Reservado 29/07/2015)

 

Açúcar: Preço deve seguir pressionado no 3º tri, diz Rabobank

O Rabobank prevê que o terceiro trimestre de 2015 também será de pressão para os preços futuros de açúcar demerara, commodity negociada na Bolsa de Nova York. De acordo com a instituição, aumento sazonal da oferta, questões cambiais, demanda limitada em países como Indonésia e China e comercialização de estoques pela Tailândia tendem a deixar as cotações em torno de uma média de 11,30 centavos de dólar por libra-peso, mesmo patamar de agora. As informações contam de relatório mensal de commodities agrícolas do banco.

O Rabobank acrescenta que uma recuperação, mesmo que modesta, poderá ser observada no quarto trimestre. Isso porque a partir de 1º de outubro tem início o ciclo global 2015/16, que deve registrar um déficit de 3,4 milhões de toneladas - para 2014/15, espera-se superávit de 1,8 milhão de toneladas. A instituição avalia que o açúcardemerara deve ter preço médio de 12,6 centavos de dólar por libra-peso no quarto trimestre na Bolsa de Nova York. Nos primeiros três meses de 2016, o valor deve ir a 13 centavos de dólar e, entre abril e junho do ano que vem, a 13,50 centavos de dólar por libra-peso.

Por fim, o Rabobank diz que, por ora, os estoques mundiais de 70,8 milhões de toneladas ainda limitam ganhos mais consistentes em Nova York. Temores quanto ao clima mundo afora, porém, também podem dar algum suporte nos próximos meses. Além das chuvas de monções abaixo da média na Índia, há o fenômeno climático El Niño cada vez mais persistente. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico, o que provoca chuvas acima da média no Centro-Sul do Brasil, atrapalhando a colheita de cana-de-açúcar. (Agência Estado 28/07/2015)

 

Açúcar: Pressão do câmbio

O dólar em alta levou o açúcar demerara de volta ao campo negativo na bolsa de Nova York.

Os contratos para março de 2016 encerraram ontem em baixa de 9 pontos, a 12,42 centavos de dólar por libra-peso.

A valorização da moeda americana estimula as vendas de açúcar por parte dos produtores brasileiros (maiores fornecedores mundiais da commodity), porque eleva a rentabilidade das exportações.

Os preços do açúcar estão 33% inferiores ao mesmo período do ano passado em função das influências do dólar sobre o real, tensões com o excesso de oferta e preocupações com a desaceleração econômica na China, maior consumidor mundial do produto.

No mercado doméstico, o indicado Cepea/Esalq para a saca do açúcar cristal ficou em 47,45, baixa de 0,08%. (Valor Econômico 29/07/2015)

 

Indústria de milho dos EUA pede revisão em plano para etanol

Agricultores norte-americanos, produtores de biocombustíveis e empresas petroleiras montaram um derradeiro esforço para pressionar os reguladores a revisar um controverso plano para o uso do biocombustível, que é misturado à gasolina nos Estados Unidos.

Em milhares de documentos antes do prazo da meia-noite para comentários sobre o plano, grupos industriais e empresas como a Archer Daniels Midland e a Valero Energy instigaram a Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês) a repensar sua proposta para volumes de biocombustíveis exigidos para serem misturados no fluxo de combustíveis até 2016.

A proposta para o programa Padrões de Combustíveis Renováveis (RFS, em inglês), esboçado dois meses atrás pela EPA visa aumentar o uso do etanol no próximo ano confiando em uma maior adoção de misturas de gasolina com maior teor de etanol como o E15, que tem cerca de 15 por cento de etanol, e o E85, com cerca de 85 por cento de etanol.

O setor de milho quer um volume maior de etanol misturado à gasolina que o proposto pela EPA e argumenta que os combustíveis renováveis promovem independência energética e economias rurais.

Grupos petroleiros dizem que a proposta da EPA para uso de biocombustíveis violará a chamada "barreira da mistura", que é o limite prático de etanol utilizado sem grandes mudanças de infraestrutura. Dizem ainda que os motoristas pagam mais pelo biocombustível porque é menos eficiente, forçando-os a abastecer com mais frequência, enquanto as varejistas de combustíveis precisariam investir pesadamente em infraestrutura para permitir maior uso do biocombustível.

Já os proponentes do RFS argumentam que o etanol economiza o dinheiro dos motoristas e as companhias de petróleo exageram os custos para evitar que os biocombustíveis agarrem uma grande participação de mercado. (Reuters 28/07/2015)

 

DuPont corta perspectiva anual diante de demanda agrícola fraca

A companhia química e de insumos agrícolas DuPont reduziu sua previsão de lucro para este ano contabilizando ao desmembramento da sua unidade de produtos químicos de performance e a uma demanda menor por produtos agrícolas.

A DuPont disse esperar um lucro operacional anual de 3,10 dólares por ação. Em abril, a companhia projetava lucro no patamar mínimo entre 4,00 e 4,20 dólares por ação para o período.

A empresa, que tem em seu negócio internacional cerca de 60 por cento do total de vendas, também deduziu o impacto do dólar forte para o lucro deste ano para 0,60 dólar por ação, ante 0,80 dólar inicialmente, devido a cisão.

O negócio de agicultura da DuPont, que corresponde a 37 por cento de suas vendas, está sendo arrastado para baixo por uma demanda global menor por produtos de proteção a safras, devido à redução do plantio de milho na América Latina e menores volumes de soja na América do Norte.

Em uma base operacional, a empresa divulgou lucro de 1,18 dólar por ação, em linha com a estimativa média dos analistas, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.

O lucro líquido atribuível à DuPont caiu para 940 milhões de dólares, ou 1,03 dólar por ação, no segundo trimestre encerrado em 30 de junho, ante 1,07 bilhão de dólar, ou 1,15 dólar por ação, no ano anterior. As vendas líquidas caíram 11,5 por cento, a 8,6 bilhões de dólares. (Reuters 28/07/2015)

 

Cepea registra queda nos preços do açúcar e do etanol

Distribuidoras adiam compras do combustível enquanto preços internacionais pressionam cotações da commodity.

Os preços do etanol hidratado seguiram em queda na última semana no mercado paulista. A informação foi divulgada nesta terça-feira (28/7) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Entre os dias 20 e 24 de julho, o indicador medido pela instituição, com base no estado de São Paulo, registrou média de R$ 1,1926 o litro (sem impostos), baixa de 1,6% em relação à semana anterior.

“Além do avanço da moagem em São Paulo, a maior entrada do produto de outros estados, com destaque para Mato Grosso do Sul, reforçou a pressão sobre as cotações”, afirmam os pesquisadores, em nota. “Do lado da demanda, parte das distribuidoras consultadas pelo Cepea postergou as compras, na expectativa de novos recuos”, acrescenta o comunicado.

Já o indicador do etanol anidro permaneceu estável na comparação das duas últimas semanas. O indicador medido pela isntituição, também com base no mercado paulista, registrou média de R$ 1,3711 o litro (sem impostos) entre os dias 20 e 24 deste mês.

Açúcar

Ainda no setor sucroenergético, o açúcar também perdeu preço nos últimos dias, informa o Cepea. Na segunda-feira (27/07), o indicador medido pela instituição fechou a R$ 47,90 por saca de 50 quilos. O valor é 2,2% menor que o da segunda-feira anterior

“Representantes de usinas cederam nos valores pedidos, na tentativa de estimular a demanda que tem estado retraída – agentes afirmam que as vendas para o consumidor final estão baixas. Além disso, a queda nos preços internacionais também influenciam os recuos domésticos”, afirmam os pesquisadores. (Globo Rural 28/07/2015)

 

Clima deve definir preços dos futuros de milho e soja

Banco holandês acredita em cenário mais enxuto de estoques das duas commodities.

O Rabobank projetou preço internacional médio de US$ 3,90 por bushel para o milho nos dois últimos trimestres do ano. Para a soja, a projeção é de US$ 9,90/bushel no terceiro trimestre e US$ 9,60/bushel no quarto trimestre de 2015. Já para o primeiro semestre de 2016, a expectativa é de cotação média de US$ 4/bushel para o milho e US$ 9,65/bushel para a soja.

Para o milho, o banco atribuiu a estimativa à redução da projeção de estoques domésticos finais da safra 2014/2015 e menor diferença entre oferta e demanda nos EUA em 2015/2016. No início de julho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos reduziu sua estimativa de estoques domésticos finais de 1,876 bilhão de bushels (47,65 milhões de toneladas) para 1,779 bilhão de bushels (45,186 milhões de toneladas).

De acordo com a análise, a projeção pode, no entanto, variar facilmente dependendo do clima nos Estados Unidos nas próximas seis semanas. Se as condições climáticas mais favoráveis às lavouras do grão se mantiverem, poderá haver pressão sobre os preços. No entanto, as projeções de área plantada devem sofrer alterações ainda nos próximos meses. Para a soja, a instituição projetou estoques finais mais enxutos do que se previa no ciclo 2014/2015 e incerteza sobre a produtividade da safra 2015/2016.

Segundo o Rabobank, uma área menor do que a esperada foi plantada e houve danos por excesso de chuvas nos Estados Unidos. Ainda assim, o banco prevê que os rendimentos da soja serão determinados principalmente pelo clima em julho e agosto e ainda têm potencial de exceder a projeção atual do banco, de 43,5 bushels/acre (2,92 toneladas/hectare).

"Ainda vemos a possibilidade de os preços da soja caírem abaixo da nossa nova previsão de preço se os rendimentos nos EUA ficarem em 45 bushels/acre ou acima - especialmente porque especuladores detêm agora uma posição comprada substancial, que se choca com a melhora do clima e das condições de lavouras nos EUA", disse o banco. Além disso, a América do Sul está concorrendo de forma mais agressiva por negócios de soja em agosto e setembro, avançando sobre as vendas externas dos EUA, segundo o Rabobank. (Agência Estado 28/07/2015)

 

Sustentabilidade dá o tom da nova campanha “Agricultura, o maior trabalho da Terra” da BASF

Com um vídeo de dois minutos hospedado a partir desta data no perfil da BASF no You Tube, a empresa dá início a campanha “Agricultura, o maior trabalho da Terra” sob o mote sustentabilidade com foco no equilíbrio entre o social, econômico e meio ambiente. 

O filme tem como proposta comprovar que os agricultores brasileiros utilizam tecnologias sustentáveis capazes de atingir os desafios de alimentar a população mundial crescente. Paralelamente, tem a intenção de “provocar” a população urbana a repensar qual o seu comprometimento para com a terra, ou seja, o meio ambiente. Trata-se do terceiro filme da série “Agricultura, o maior trabalho da Terra”, e o quinto desde que esta atividade se tornou plataforma de Comunicação Institucional do negócio agrícola da empresa.

“Nosso objetivo com essa iniciativa é continuar ressaltando como é importante a atividade agrícola para a economia brasileira e, consequentemente, para o bem-estar da população mundial, que chegará a nove bilhões de pessoas em poucas décadas e precisará do alimento produzido no Brasil para sobreviver”, afirma Marcelo Batistella, diretor de Marketing da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF para o Brasil. “Mais uma vez apostamos na linguagem emocional do vídeo para permitir a aproximação do meio urbano ao rural, bem como um melhor entendimento do setor ”, complementa Batistella. 

A relação do agricultor com a terra é evidenciada nas imagens que mostram o seu respeito e cuidado com ela e, também, a forma como esses profissionais utilizam tecnologias que a preservam e a fortificam. Ao mesmo tempo, esse agricultor ganha destaque nas cenas que exemplificam seu trabalho e o que dele implica, ou seja, o alimento final sendo consumido. As mensagens de reflexão são reforçadas: a população mundial está crescendo. E para que todos tenham disponíveis alimentos e qualidade de vida, os cuidados com a natureza são fundamentais. O Brasil produz um em cada quatro grãos no mundo e, por isso, o trabalho do produtor agrícola se torna mundialmente importante. 

A campanha conta com outras ações que reforçam a mensagem contida no filme, que inclui: anúncios para mídia impressa, spots de rádio e peças on-line como banners e superbanners, que serão utilizados de acordo com as características de cada veículo. Iniciada em 2010 sob o nome “Um Planeta Faminto e a Agricultura Brasileira”, já impactou mais de 30 milhões de pessoas.

VÍDEO

https://www.youtube.com/watch?v=LHiwgVRmcLA

(Fonte: Cana Online 28/07/2015)

 

Etanol amplia vantagem sobre a gasolina

Os preços persistentemente baixos do etanol na usina estão sustentando a competitividade do biocombustível na bomba. Na semana entre 19 e 25 de julho, o preço médio do etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, caiu nos postos de 18 Estados, entre eles, nos principais consumidores do produto, tais como São Paulo e Minas Gerais.

De acordo com dados divulgados ontem (27) pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio do hidratado praticado nos postos paulistas caiu 0,87% entre 19 e 25 de julho na comparação com a semana anterior, para R$ 1,916 por litro. Com isso, o biocombustível ampliou sua competitividade no Estado em relação à gasolina C, o que tende a elevar ainda mais a demanda.

A paridade entre o hidratado e a gasolina C no Estado de São Paulo foi a 61% na última semana, um ganho de 1 ponto percentual ante os 62% dos sete dias anteriores. Essa vantagem passa a existir, conforme parâmetro mais aceito pelo mercado, quando o preço do litro do hidratado nos postos equivale a menos de 70% do preço da gasolina C. Conforme levantamento da comercializadora SCA Trading, a última vez que a paridade em São Paulo alcançou 61% foi em setembro de 2010.

O consumo do biocombustível já está elevado neste ano. De janeiro a junho, subiu 30% no Estado de São Paulo, para 4,566 bilhões de litros. No mesmo intervalo, a demanda por gasolina C no Estado caiu 12,1%, para 4,7 bilhões de litros.

Na última semana, o etanol hidratado também ampliou sua vantagem em relação à gasolina C em Mato Grosso, onde a paridade foi a 58,9%, ante 60,2% dos sete dias anteriores. Nos outros Estados onde abastecer com o biocombustível já era vantajoso, a paridade ficou estável em igual intervalo: Paraná (66%), Minas Gerais (65%), Mato Grosso do Sul (68,9%) e Goiás (62%).
No primeiro semestre deste ano, o consumo de hidratado nesses seis Estados onde a paridade é vantajosa alcançou 7,075 bilhões de litros, um aumento de 37,4% sobre igual intervalo de 2014. Somada, a demanda nesses Estados representou 84,36% de todo o consumo brasileiro do produto no período. Nesses mesmos seis Estados, a demanda por gasolina C caiu 10,3%, para 9,540 bilhões de litros (Assessoria de Comunicação, 28/7/15

 

Mais confusão na defesa da Odebrecht

A defesa da Odebrecht na Operação Lava Jato recusou-se ontem a explicar as anotações no iPhone de Marcelo Odebrecht, denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pela participação no esquema bilionário que desviou recursos da Petrobras. “Em seu afã de incriminar Marcelo a todo custo, a Polícia Federal nem se deu ao trabalho de tentar esclarecer as anotações com a única pessoa que poderia interpretá-las com propriedade – seu próprio autor”, diz a petição assinada por Dora Cavalcanti, Augusto de Arruda Botelho e Rafael Tucherman, advogados de defesa de Marcelo.

Já escrevi que as anotações enigmáticas do iPhone de Marcelo podem desvendar todo o papel da Odebrecht nos escândalos e as tentativas para interferir nas investigações da Lava Jato. A atitude da defesa – deixar de oferecer uma explicação clara para todas as siglas e para o contexto das anotações – não condiz com a afirmação da petição, segundo a qual “inúmeras passagens revelam a preocupação em esclarecer sociedade e mercado, alé de dar guarida a medidas de investigação independente e apuração interna”.

Para tentar desacreditar o relatório da Polícia Federal a respeito do conteúdo do iPhone, Dora Cavalcanti afirmou, em entrevista coletiva, que a anotação “Vaca 2,2M?” é uma referência a uma vaca comprada por Maurício Odebrecht, irmão de Marcelo, num leilão, por R$ 2,2 milhões, conforme foi noticiado pelo colunista Lauro Jardim, da revista Veja – e não ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. A sigla LJ que aparece nas anotações do iPhone é, diz a defesa, uma referência a Lauro Jardim – e não à operação Lava Jato. Tal versão simplesmente não se sustenta. Tenta tomar uma referência apenas para desacreditar todo o trabalho da PF.

Há, no conteúdo do iPhone, pelo menos três outras referências a “Vaca/Vac” que a defesa deixa sem explicação, a saber: “Deixar prédios com Vaca”; “40 para vaca (parte para Feira)”; “200 inclui 100. Nao 300. Ou 100 Vac”.

O nome de Vaccari aparece ainda por extenso, na frase: “Créditos Vaccari e pgtos diretos”.

Quanto à sigla LJ, fica difícil encaixar o nome do colunista de Veja em frases como as seguintes, extraídas do iPhone de Marcelo: “Acho que pisamos na bola mesmo. Nos preocupamos com bancos e sureties mas nao sei se fomos ao Banco Mundial/MIGA/IFC explicar a situacao e mante-los atualizados sobre o LJ, nossa situacao e o que estamos fazendo”; “aproveito para ressaltar a importância de todos os LEs anteciparem as consequências do LJ no seu Negocio, muitas das quais nao sao perceptiveis antes de explodirem”. Por que seria necessário manter organismos do Banco Mundial, como Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês) ou a Agência Multilateral de Crédito e Garantia ao Investimento (Miga) atualizados a respeito da coluna de Lauro Jardim? Que consequências ele faria “explodir” nos negócios da empresa?

Como se vê, a petição dos advogados da Odebrecht mais confunde que esclarece – e dificilmente ajudará na defesa do réu, diante das abundantes provas apresentadas contra ele na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Falta, enfim, esclarecer a mais comprometedora de todas as anotações: "dizer do risco cta suíça chegar campanha dela?". O que é "cta suíça"? Dela quem?. (G1 28/07/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Pressão do câmbio: O dólar em alta levou o açúcar demerara de volta ao campo negativo na bolsa de Nova York. Os contratos para março de 2016 encerraram ontem em baixa de 9 pontos, a 12,42 centavos de dólar por libra-peso. A valorização da moeda americana estimula as vendas de açúcar por parte dos produtores brasileiros (maiores fornecedores mundiais da commodity), porque eleva a rentabilidade das exportações. Os preços do açúcar estão 33% inferiores ao mesmo período do ano passado em função das influências do dólar sobre o real, tensões com o excesso de oferta e preocupações com a desaceleração econômica na China, maior consumidor mundial do produto. No mercado doméstico, o indicado Cepea/Esalq para a saca do açúcar cristal ficou em 47,45, baixa de 0,08%.

Algodão: Reação em NY: Após duas sessões em queda, o algodão registrou valorização na bolsa de Nova York, apesar de o clima favorável nas regiões produtoras dos Estados Unidso ter deixado estável a condição das lavouras na última semana. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam em alta de 80 pontos ontem, a 64,60 centavos de dólar por libra-peso. Na segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que 57% das lavouras estavam em boas ou excelentes condições até domingo, patamar semelhante ao da semana anterior. No mesmo período de 2014, as lavouras nos melhores níveis de qualidade eram 54% do total. No oeste da Bahia, a arroba da pluma foi negociada a R$ 71,09, conforme a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Soja: Lavouras em foco: Depois das perdas acentuadas na segunda­feira, motivadas pelo clima favorável nos EUA e pela tensão com a demanda, os preços da soja reagiram ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para setembro fecharam em elevação de 14,75 centavos, a US$ 9,54 por bushel. A alta refletiu a estabilidade das condições das lavouras americanas. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 62% dos plantios de soja do país estavam em boas a excelentes condições na semana encerrada no domingo, mesmo nível da semana anterior. Entretanto, como o clima veio benéfico nos últimos dias, analistas esperavam que a situação dos campos tivesse melhorado. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos no Paraná apresentou alta marginal de 0,16%, a R$ 69,14.

Milho: Suporte frágil: As cotações do trigo subiram ontem nas bolsas americanas, depois das baixas contabilizadas nas duas sessões anteriores. Em Chicago, os lotes para dezembro fecharam em alta de 8,50 centavos, a US$ 5,2025 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento avançaram 5,25 centavos, a US$ 5,2450 por bushel. Mas analistas creem que a reação não tende a se sustentar devido à oferta abundante do produto, que cresce na medida em que avançam as colheitas nos EUA e na Europa. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a colheita do trigo de inverno no país atingiu 85% da área plantada na semana encerrada no domingo. No Paraná, a saca do cereal foi negociada a R$ 34,26, em ligeira alta de 0,18%, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 29/07/2015)