Setor sucroenergético

Notícias

Dedini deve sair do projeto de produção de etanol de milho

A Dedini está com um pé fora do acordo com a DuPont e a argentina Porta para produção de etanol de milho no Brasil.

Falta à fabricante de equipamentos para usinas sucroalcooleiras o fôlego financeiro que a empreitada exige.

As limitações teriam, inclusive, gerado uma série de divergências com os dois parceiros. (Jornal Relatório Reservado 30/07/2015)

 

Etanol pode reduzir a importação de gasolina

Um levantamento feito pela União da Indústria da Cana de açúcar (Unica) mostra que a maior demanda por etanol pode reduzir os custos do governo com importação da gasolina. O estudo reforça a importância do biocombustível na matriz energética brasileira.

O volume de etanol hidratado comercializado no País antes das alterações na tributação da gasolina era de 1,25 bilhão de litros por mês. Atualmente, está em cerca de 1,5 bilhão de litros, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Esse aumento de quase 250 milhões de litros mensais no consumo interno de hidratado representa uma redução de 130 milhões de litros na demanda por gasolina pura (gasolina A, sem anidro), diz Elizabeth Farina, presidente da Única.

Além disso, a elevação do nível de mistura de etanol anidro na gasolina de 25% para 27% também permitiu uma economia adicional de cerca de 70 milhões de litros mensais de gasolina pura.

De acordo com o departamento econômico da Unica, entre 2011 e 2014, as importações brasileiras de gasolina totalizaram 11,02 bilhões de litros, gerando um prejuízo total estimado em torno de R$ 3 bilhões à Petrobras (decorrente da venda de gasolina no mercado doméstico a um preço inferior aquele pago no mercado internacional). Essas importações geraram déficit de US$ 8,37 bilhões na balança comercial do País neste período, segundo a entidade.

Somente em 2014, a balança comercial de gasolina A foi negativa em US$ 1,35 bilhão (mais de R$ 3 bilhões). Esse montante é equivalente a 35% de todo o déficit comercial brasileiro no ano, avaliado em US$ 4 bilhões.

O impacto negativo persiste em 2015. Nos primeiros quatro meses deste ano, as importações de gasolina já somaram 1,43 bilhão de litros (alta de 66% sobre 2014), a um custo de R$ 611,94 milhões ao País. No comparativo entre importação e exportação, o resultado fica negativo em US$ 606 milhões entre janeiro e abril de 2015, o equivalente à perda de quase R$ 2 bilhões diante da desvalorização cambial.

Vale lembrar que em 2009, a participação do etanol hidratado era de mais de 30% no consumo de combustível e agora, mesmo com o recente aumento, a participação é de 22%.

Apesar de garantir maior rentabilidade do que o açúcar e o etanol, a venda de energia extra produzida com bagaço de cana ainda está restrita a um terço das usinas em operação no País.

Vale lembrar que todas as usinas sucroalcooleiras do Brasil são auto suficientes em cogeração de energia com bagaço da cana. No entanto, das 354 unidades em operação, apenas 127 vendem sua energia extra para o mercado distribuidor, com contratos de longo prazo.

Atualmente, a cogeração representa de 8% a 10% do total da receita das usinas. No mercado à vista, o preço da energia de biomassa atingiu seu pico de R$ 822,00 no ano passado e hoje está em torno de R$ 320,00.

A capacidade instalada das usinas é de 9.339 MW (megawatt), incluindo consumo próprio, o equivalente a cerca de 70% da Usina de Itaipu, de acordo com levantamento da Unica. A energia produzida com o bagaço é sazonal, de abril a dezembro, período de colheita da cana e também de estiagem no País. Até 2021, a capacidade instalada das usinas poderia atingir 22 mil MW, estima a Única. (Jornal do Comércio 30/07/2015)

 

Açúcar: Trégua do dólar

A perda de força do dólar em relação ao real colaborou para que o açúcar demerara registrasse ganhos na bolsa de Nova York ontem, em meio a um movimento de realização de lucros feito pelos fundos.

Os contratos com vencimento em março de 2016 fecharam em alta de 22 pontos, a 12,64 centavos de dólar por libra-peso.

A desvalorização da moeda americana atua como um fator de desestímulo à comercialização de açúcar pelos produtores brasileiros (os maiores fornecedores globais da commodity), uma vez que diminui a rentabilidade das exportações.

Com menor oferta do produto no mercado, os preços tendem a subir.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 47,20, em queda de 0,53%. (Valor Econômico 30/07/2015)

 

Mundo está entrando em novo ciclo de aumento de demanda por alimentos, diz JBS

O mundo está entrando em um novo ciclo de aumento expressivo da demanda por alimentos, disse nesta quarta-feira o presidente da JBS, Wesley Batista, durante apresentação em evento da indústria em São Paulo.

O presidente-executivo da maior produtora global de carnes afirmou ainda que o Brasil é o país que tem maior perspectiva de crescimento em produção de proteína animal no mundo. (Reuters 29/07/2015)

 

El Niño pode acelerar recuperação nos preços do açúcar

O fenômeno climático do El Niño está causando danos às plantações de cana-de-açúcar e isso pode significar que a demanda global ultrapassará a produção de açúcar em um volume maior do que o esperado na nova safra, apressando uma recuperação nos preços das mínimas de seis anos e meio atingidas no mês passado.

A seca já começou a ameaçar a produção no segundo maior exportador, a Tailândia, e o maior consumidor, a Índia, conforme as agências de previsão do tempo confirmam o retorno do fenômeno que pode levar a um tempo mais seco na Ásia e chuvas fortes e inundações na América do Sul.

"A atual seca (na Tailândia) é mais severa do que as dos últimos anos, e relatórios recentes indicam que alguma cana já foi perdida em áreas muito afetadas no Nordeste", disse Tom McNeill, analista da Green Pool.

Um excedente global de açúcar levou os preços para baixo, de um pico de 36,08 centavos de dólar por libra-peso em fevereiro de 2011, para uma mínima de seis anos e meio de 11,10 centavos de dólar por libra-peso no mês passado, mas os estoques podem finalmente começar a se correr agora, com o El Niño diminuindo a produção.

A previsão é que o mercado de açúcar tenha seu primeiro déficit de suprimentos em seis anos em 2015/16, de acordo com uma pesquisa da Reuters publicada na semana passada.

No Brasil, o maior produtor global, a ameaça é um tempo mais chuvoso que o normal no centro-sul, o que poderia afetar as previsões de processamento da safra. (Reuters 29/07/2015)

 

Ex-executivo da Citrosuco é o novo CEO do Grupo Clealco

O executivo Fernando Antônio Barros Capra assumiu hoje os cargos de diretor superintendente e CEO do Grupo Clealco, que conta com três usinas sucroalcooleiras no interior de São Paulo. Até recentemente, Capra ocupava o cargo de diretor-executivo de estratégia e desenvolvimento de negócios da Citrosuco, uma das maiores exportadoras de suco de laranja do país.

A Clealco prevê esmagar, em suas três unidades, 10,7 milhões de toneladas de cana nesta safra 2015/16, que começou em abril. A empresa projeta que sua produção de açúcar na temporada alcançará 802 mil toneladas. No caso do etanol, estima 180 mil metros cúbicos de hidratado e 119 mil de anidro. Já a cogeração de energia deverá atingir 151 mil megawatts-hora (MWh). (Valor Econômico 29/07/2015 às 17h: 50m)

 

Agronegócio segue ganhando relevância nas exportações do Brasil

A expressão "fiel da balança" é usada para definir aquele que decide, que é prioridade ou o mais confiável. Quando o assunto é a balança comercial brasileira, ela cai muito bem às commodities.

Mesmo com o preço de todos os produtos agropecuários mais vendidos pelo Brasil em queda na comparação com o mesmo período do ano passado, o agronegócio continua aumentando a sua participação nas exportações.

No primeiro semestre deste ano, o setor foi responsável por 46% das receitas com as vendas externas. Em 2014, o percentual foi de 43%.

Os dados consideram o agrupamento de produtos utilizado pelo Ministério da Agricultura para definir agronegócio, incluindo a celulose.

Os números não refletem apenas méritos do setor, mas também um desempenho sofrível das exportações de produtos industrializados, cujos embarques caíram 8% no primeiro semestre.

O resultado reflete também a crise no mercado de minério de ferro, que perdeu o posto de principal item da pauta exportadora para a soja.

O complexo soja (grãos, farelo e óleo) respondeu por 16% das exportações brasileiras no primeiro semestre, mesmo com a queda de aproximadamente 30% nos preços em relação a 2014.

Neste ano, 6 dos 10 principais itens da pauta de exportação brasileira são agropecuários: soja, derivados de soja, carne de frango, café, açúcar e carne bovina. Eles responderam por 27% das receitas externas. Considerando a celulose, também no grupo dos 10 mais exportados, essa participação vai a 30%.

Uma análise de longo prazo mostra como esse setor vem ganhando relevância: há cinco anos, os seis itens agropecuários mais exportados respondiam por 24% do total. No primeiro semestre de 2005, eles foram apenas 8%.

Não por acaso, o setor deu um salto em produtividade nos últimos 15 anos, o que lhe garantiu posição de destaque no comércio global de matérias-primas.

No caso da soja, carro-chefe das exportações brasileiras, a produção subiu de 2,25 sacas por hectare, na safra 2004/05, para 3,02 estimados pela Conab (Companha Nacional de Abastecimento) para a safra atual, em média. (Folha de São Paulo 30/07/2015)

 

Produtividade anuncia nova revolução tecnológica no campo

Depois de colher mais uma safra recorde de grãos em 2015, os produtores rurais brasileiros se preparam para um novo ano, com margens potencialmente menores por causa do aumento dos custos de produção e da queda dos preços em dólares, além dos recorrentes problemas de logística e de infraestrutura.

O bom Plano Safra, anunciado em junho, pode ajudar a mitigar essa perspectiva –desde que os recursos prometidos cheguem ao campo em tempo hábil e a um custo suportável.

Velhos gargalos continuam incomodando os agropecuaristas, como a falta de uma política efetiva de renda que tenha um seguro rural digno do nome. Também são necessários a modernização do crédito rural e que mecanismos de comercialização sejam mais próximos ao mercado e mais independentes do governo.

Há mais problemas que continuam a perturbar o setor, como as legislações trabalhista e ambiental, as quais precisam ser revistas. Além disso, há falta de recursos para pesquisa, extensão e defesa sanitária. Também é necessária maior agressividade no comércio internacional, com acordos bilaterais.

AGILIDADE

Cobra-se, da mesma forma, a agilidade na liberação de novas moléculas de agroquímicos e a regionalização de políticas públicas, além da definição da questão da terra para estrangeiros e outros trombos que inibem a melhor movimentação da atividade produtiva.

Há um tema cuja urgência vai se acentuando: agregação de valor. Embora seja uma falácia a idéia de que exportar commodities agrícolas é um atraso, uma vez que o que se gasta de recursos com tecnologia em um grão de soja ou em uma fibra de algodão é uma enormidade, já passa da hora de ações público-privadas em direção à agregação de valor.

Não se trata de uma questão trivial: a China quer importar soja em grão para fazer a agregação lá e nós queremos exportar o farelo ou até mesmo a carne de frango ou produtos lácteos com a soja e o milho embutidos.

Ambos temos razão. Como resolver isso? Com negociação entre governos, visando paulatino aumento das exportações de maior valor.

Outro exemplo: exportamos muito pouco café torrado e moído, enquanto somos o maior exportador mundial de café verde. Ora, basta torrar, moer e exportar, certo? Errado: se não houver acordo com as redes de distribuição no exterior, o café "morre" no porto...

Portanto, este é um trabalho de longo prazo que exige uma estratégia acoplada à busca por acordos bilaterais ou regionais, e tem que ser comum entre o governo e o setor privado.

MAIS TECNOLOGIA

Mas enquanto esses avanços estão sendo perseguidos com vigor pela nova ministra da Agricultura, e dependem da ação do governo todo, os produtores rurais vão encontrando novos caminhos para vencer a acirrada competição internacional.

E, uma vez mais, a tecnologia ganha seu merecido destaque. A experiência tem mostrado que não dá para competir sem produtividade elevada.

É comum ouvir nas rodas de sojicultores que "temos que produzir 60 sacas por hectare no mínimo", ou os produtores de cana perseguirem "três dígitos": cem toneladas por hectare em média.

Os mais ousados preferem plantar uma área menor com a máxima tecnologia que os recursos disponíveis permitem (próprios ou de terceiros) do que plantar a área normal com menor padrão tecnológico. Isso é uma revolução que está começando, e é claro que não é ainda geral, mas significa uma importante mudança de paradigma.

Talvez seja uma segunda revolução tecnológica, como foi a dos anos 1990: depois dos planos de estabilização econômica (Collor e Real)o ajuste feito pelo campo foi baseado em tecnologia. E quem não o fez foi excluído. Um duro ajuste, que outros setores ainda não fizeram, pelo qual pagamos um pesado custo social. Mas chegamos até aqui! (Folha de São Paulo 30/07/2015)

 

Ribeirão Preto:Campanha contra o fogo no campo chega às escolas da região

A Campanha de Conscientização, Prevenção e Combate aos Incêndios no Campo, realizada pela ABAG/RP (Associação Brasileira do Agronegócio), usinas e produtores rurais, chega amanhã (30), às escolas da região. O primeiro município a receber a ação será Sertãozinho-SP. A Canaoeste e a Copercana, são parceiras da iniciativa.

Os objetivos da campanha serão apresentados pelo o diretor da ABAG/RP, Marcos Matos, durante encontro que acontece na EMEF Prof. Roberto Zanutto Desidério. Na ocasião, todos os coordenadores das escolas municipais estarão reunidos. Três mil alunos do ensino fundamental 2 (5º ao 9º ano) do município receberão cartilha educativa, sendo que no total, serão distribuídas 100 mil unidades em toda a região.

“A educação será a grande aliada na busca pela conscientização de jovens e adultos quanto ao perigo do fogo descontrolado na área rural, fogo que prejudica tanto a população urbana quanto a produção agrícola”, afirma o diretor da ABAG/RP, que lançou a campanha recentemente em Ribeirão Preto-SP.

Para Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste e Orplana e diretor da Copercana, a campanha é importante porque alerta a população para a diferença entre fogo descontrolado e queimas programadas. “Além de evitar atitudes que ofereçam riscos”, frisa ele, ressaltando que ainda em julho, serão distribuídas quatro mil cartilhas para os associados e colaboradores da associação e da cooperativa. (Brasil Agro 30/07/2015)

 

Consumo de máquinas e equipamentos no Brasil despenca em junho

O consumo de máquinas e equipamentos no Brasil em junho caiu 9,8 por cento sobre o mesmo período do ano passado, para 10,7 bilhões de reais, pressionado por um cenário de retração e incerteza econômica que tem retardado investimentos industriais, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela associação que representa os fabricantes, a Abimaq.

A queda contribuiu para que a primeira metade do ano tivesse uma queda de 4,5 por cento no consumo aparente de máquinas e equipamentos, a 67,77 bilhões de reais, pressionada em parte por um recuo de 17,8 por cento nas importações do período.

"A incerteza política combinada com a política econômica recessiva têm inviabilizado qualquer decisão de investimento no país", afirmou a Abimaq em comunicado à imprensa.

"A depreciação do real nos últimos dias é causada por instabilidades políticas e não há garantia de que se transforme em vantagem competitiva" para fomentar as exportações do setor industrial, afirmou a entidade.

Pelos dados da Abimaq, as exportações de máquinas e equipamentos despencaram 17,4 por cento no primeiro semestre sobre o mesmo período do ano passado, apesar do cenário cambial mais favorável às vendas externas. Considerando junho apenas, as exportações caíram 0,4 por cento.

Com a queda no consumo aparente e nas exportações, a receita do setor caiu 6,5 por cento no primeiro semestre sobre um ano antes, para 44,1 bilhões de reais, e recuou 13,5 por cento em junho na comparação anual, para 7,1 bilhões de reais.

O presidente da entidade, Carlos Pastoriza, defendeu uma desvalorização mais intensa do real contra o dólar e afirmou que a taxa de câmbio deveria ser de cinco reais por dólar, levando em consideração o acumulado da inflação brasileira e descontando a norte-americana.

Pastoriza também criticou a possível elevação da taxa de juros Selic, que deve ser divulgada ainda nesta quarta-feira após a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central. Segundo ele, no atual cenário, a alta dos juros "significa mais um duro golpe e uma verdadeira catástrofe para o já combalido setor produtivo, justamente em um momento que o país necessita de mais e não menos investimentos".

Levantamento da Reuters com economistas estima que o Copom deverá elevar os juros do país em 0,5 ponto percentual, para 14,25 por cento, em meio a preocupações com a situação fiscal e inflacionária do país. (Reuters 29/07/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Trégua do dólar: A perda de força do dólar em relação ao real colaborou para que o açúcar demerara registrasse ganhos na bolsa de Nova York ontem, em meio a um movimento de realização de lucros feito pelos fundos. Os contratos com vencimento em março de 2016 fecharam em alta de 22 pontos, a 12,64 centavos de dólar por libra-peso. A desvalorização da moeda americana atua como um fator de desestímulo à comercialização de açúcar pelos produtores brasileiros (os maiores fornecedores globais da commodity), uma vez que diminui a rentabilidade das exportações. Com menor oferta do produto no mercado, os preços tendem a subir. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 47,20, em queda de 0,53%.

Cacau: Movimento técnico: O cacau subiu ontem pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa de Nova York, influenciado por um movimento de correção técnica. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram a sessão com ganhos de US$ 14, cotados a US$ 3.227 por tonelada. Apesar dessa seqüência de valorização, as notícias relacionadas aos fundamentos são, de maneira geral, baixistas para a amêndoa. No Oeste da África (região que concentra os maiores produtores de cacau do mundo), as chuvas tendem a ser favoráveis à floração e ao desenvolvimento da cultura. No Brasil, onde a colheita está em progresso, o clima também é benéfico às lavouras. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba foi negociada ontem ao preço médio de R$ 125, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Pressão chinesa: Os preços do algodão cederam na bolsa de Nova York, pressionados pelos temores com a economia chinesa. Os lotes para dezembro fecharam ontem em queda de 71 pontos, a 63,89 centavos de dólar por libra-peso. Maior consumidor global de algodão, a China detém atualmente metade da fibra disponível no mundo em seus estoques e recentemente começou a leiloá-los no mercado doméstico, reduzindo a demanda pelo produto dos EUA. A desaceleração econômica no país asiático é um fator de preocupação no mercado de algodão porque pode prejudicar a demanda neste e no próximo ano, conforme analistas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o algodão com pagamento em oito dias teve baixa de 0,04%, para R$ 2,1335 por libra-peso.

Trigo: Oferta e câmbio: A ampliação da oferta disponível de trigo ao redor do mundo e o dólar ainda valorizado novamente empurraram para baixo o cereal nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis para dezembro fecharam com expressiva perda de 15 centavos, a US$ 5,0525 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos com mesmo vencimento recuaram 9,75 centavos, a US$ 5,1475 por bushel. O fortalecimento da moeda americana prejudica a comercialização de trigo porque torna mais cara a aquisição do cereal por estrangeiros. O avanço da colheita nos EUA e na Europa também colabora para adicionar pressão às cotações. No Paraná, a saca de 60 quilos da commodity foi cotada a R$ 34,30, com ligeira alta de 0,12%, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 30/07/2015)