Setor sucroenergético

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CTC lançará 1ª variedade de cana transgênica no início de 2017

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) lançará, entre fevereiro e abril de 2017, a primeira variedade transgênica comercial de cana-de-açúcar. A cana será a CTC 20, conhecida pela alta produtividade, modificada geneticamente com a inclusão do gene Bt e capaz de dar à planta resistência aos insetos.

A variedade, que deve ser a primeira transgênica de cana no mundo, será utilizada para o combate à Diatrea spp, popularmente conhecida como a broca-da-cana, praga que traz perdas anuais estimadas em R$ 3 bilhões à cultura.

Segundo o Virgilio Cesar Vicino, gerente de negócios e biotecnologia do CTC, o dossiê com todos os estudos sobre a CTC 20 Bt será submetido à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e o processo deve demorar cerca de um ano para ser aprovado, por isso a data de lançamento comercial foi definida para o início de 2017. "Mas a cana já pode ser encomendada com nossos representantes e, por conta da disponibilidade ainda restrita, será limitada no início", disse Vicino no 11º seminário Insectshow, em Ribeirão Preto (SP).

Ele não revelou os valores das mudas da cana transgênica, mas informou que um terço dos custos com a biotecnologia embarcada será transformado em royalties pagos ao CTC.

De acordo com Vicino, as variedades seguintes serão a CTC15 Bt e CTC9001 Bt e ainda outras oito variedades transgênicas para o combate à broca serão lançadas no futuro. "A segunda geração de cana transgênica terá resistência combinada aos insetos e a herbicidas", complementou o executivo.

Vicino explicou no evento que os agricultores terão de reservar um "refúgio" nos canaviais onde serão cultivadas as variedades transgênicas Bt, uma área estimada em 10% do total na qual será cultivada cana convencional com o mesmo estágio de maturação. Esse refúgio, explicou, será utilizado para evitar justamente que as brocas ganhem resistência à transgenia. "O refúgio é importante porque terá brocas não resistentes ao gene Bt e essas brocas, cruzando com as que possam começar a ter resistência, criarão novas gerações sem resistência", explicou.

Além das variedades de cana resistentes às pragas e a herbicidas - às quais são aplicadas tecnologias disponíveis em outras culturas, como soja e milho - o CTC desenvolve ainda outras variedades geneticamente modificadas, entre elas uma com entre 15% e 20% mais de açúcar que as convencionais.

A variedade, desenvolvida em conjunto com a Bayer, deve chegar até 2020 no mercado e será destinada à produção de etanol, já que o açúcar disponível na planta não é cristalizável, de acordo com Vicino. "Será uma cana capaz de produzir até 20% mais etanol", concluiu. (Agência Estado 30/10/2015)

 

Açúcar: Dólar volta a pesar

Depois de uma pausa na quarta-feira, o dólar voltou a subir ante o real ontem, o que pressionou os contratos de açúcar demerara na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em março de 2016 fecharam a 12,52 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 12 pontos.

A elevação da moeda americana estimula as vendas de açúcar por parte dos produtores brasileiros, porque aumenta a rentabilidade das exportações.

O Brasil é o maior fornecedor global do produto. Do lado dos fundamentos, não há novidades.

A colheita de cana-de-açúcar e a moagem continuam a avançar no país, mas em ritmo mais lento que nas últimas temporadas.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 47,37, com alta de 0,36%. (Valor Econômico 31/07/2015)

 

Receita e lucro globais da Bunge têm forte retração

A americana Bunge, uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, informou ontem que registrou lucro líquido de US$ 86 milhões no segundo trimestre deste ano, 70,1% menos que no mesmo período do ano passado. No primeiro semestre, entretanto, o lucro aumentou 26,9%, para US$ 349 milhões.

As vendas da Bunge também tiveram queda expressiva no segundo trimestre ­ de 35,8%. A receita com as vendas somou US$ 10,78 bilhões no período, ante US$ 16,79 bilhões um ano antes. No semestre, o recuo foi de 28,6%, para US$ 21,59 bilhões.

O lucro antes de juros e tributos (Ebit) somou US$ 167 milhões no segundo trimestre, com forte recuo de 60% em relação ao mesmo período um ano antes. No semestre, o Ebit somou US$ 540 milhões, com alta 9,53%.

Em comunicado, o CEO da Bunge, Soren Schroder, disse que as condições no trimestre "foram mais desafiadoras do que imaginava". No segmento "agribusiness", diz, as margens com oleaginosas foram fracas, assim como no processamento dos grãos, porque os produtores brasileiros seguraram seus produtos e não investiram na produção.

Além disso, segundo Schroder, "na área de alimentos e ingredientes, as margens e os volumes de venda sofreram forte pressão no Brasil, especialmente no segmento de óleos comestíveis, em meio a problemas econômicos no país".

Conforme a empresa, as vendas líquidas da divisão de agronegócio somaram US$ 7,74 bilhões no trimestre, 39,8% menos que no mesmo período de 2014. Na divisão de derivados de óleo, as vendas caíram 20,6% no trimestre comparadas ao mesmo período de 2014, para US$ 1,67 bilhão. Já a área de produtos para moagem teve vendas líquidas de US$ 409 milhões no trimestre (queda de 26%). No segmento de açúcar e energia, as vendas líquidas somaram US$ 881 milhões nos três meses encerrados em junho, 25,7% menos que no mesmo intervalo de 2014. (Valor Econômico 31/07/2015)

 

BNDES ainda não tem prazo para Prorenova e estocagem de etanol

A liberação dos recursos para os programas de renovação de canaviais(Prorenova) e de estocagem de etanol("warrantagem") vai atrasar. Ao Broadcast, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que as linhas de crédito, previstas no Plano Safra 2015/16, anunciado em junho, ainda estão sendo ajustadas para se adequarem às condições da instituição. Responsável pelo financiamento, o banco não estipulou prazo para que o setor sucroenergético disponha dos recursos.

A expectativa do segmento era começar a investir já neste mês. "Se passar mais um ou dois meses, o Prorenova servirá apenas para a cana de 12 meses, que tem qualidade mais baixa", explicou o sócio-diretor da Canaplan e presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho. Ele diz que o ideal seria que o Prorenova estivesse disponível no primeiro semestre, quando os recursos seriam direcionados ao plantio da matéria-prima de 18 meses, cujo cultivo mais longo proporciona melhor rendimento no campo. No ano-safra 2014/15, encerrado em março, a renovação de canaviais no Centro-Sul do Brasil ficou em torno de 14% da área, abaixo dos 18%, patamar considerado ideal para evitar o envelhecimento das plantas.

Ainda segundo Corrêa Carvalho, o mesmo vale para a estocagem de etanol, cuja linha deveria estar disponível entre março e abril. Desse modo, as usinas teriam condições de programar as reservas para atravessar o período de safra, quando a maior produção acarreta em queda de preços do biocombustível. "De fato, está atrasado", comentou.

Principal associação do setor, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) informou, por meio de nota, que "as normas (para liberação dos recursos) estão em processo de regulamentação no BNDES" e que "aguarda a implementação em breve". Em junho, logo após o lançamento do Plano Safra, a presidente da entidade, Elizabeth Farina, havia dito ao Broadcast que o receio era justamente de possível atraso na liberação do dinheiro. "Não é só bater o olho no recurso, tem de saber quando será disponibilizado", afirmou na época.

O Prorenova tem um montante 50% menor nesta temporada. O BNDES ofertará R$ 1,5 bilhão para a renovação de canaviais, com os juros elevados para TJLP mais 2,7% ao ano. Para a estocagem de etanol, foram mantidos os R$ 2 bilhões de 2014.

"Sem pressão" - De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool), Jorge dos Santos, o setor sucroenergético "não está pressionando muito" por esses recursos porque a demanda por etanol está aquecida. Com isso, há menos temores com relação à estocagem. Além disso, acrescentou, ambas as linhas atendem a poucas empresas, dadas as dificuldades financeiras enfrentadas pela cadeia produtiva.

O consumo de etanol hidratado disparou neste ano após a tributação da gasolina por meio da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). No acumulado da safra 2015/16, iniciada em abril, até a primeira quinzena de julho, as vendas do biocombustível pelas unidades produtoras somaram 5,21 bilhões de litros, crescimento de 44,62% na comparação com igual período do ano passado, conforme levantamento da Unica. (Agência Estado 29/07/2015)

 

Com investimentos de R$ 240 mi, Cargill se fortalece em mercado

Fábrica da Cargill em Três Lagoas, distante 338 km de Campo Grande, inicia obras de ampliação com investimentos de R$ 240 milhões. Durante o período de duplicação, 500 empregos serão gerados e após as obras concluídas, 25 novos funcionários serão contratados.

As melhorias estão sendo feitas para aumentar a capacidade de processamento de grãos, construção de refinaria de glicerina e ampliações dos modais ferroviário e hidroviário. Com isso, o objetivo é fortalecer a atuação da empresa, com foco no mercado do biodiesel.

Após a ampliação, a capacidade de processamento de soja passa de 2.100 toneladas por dia, para 3.200 toneladas. A fábrica de biodiesel irá operar em plena carga, sendo que atualmente, ela atua com 80% da capacidade.

Atualmente a unidade em Três Lagoas conta com 300 funcionários e tem capacidade para produzir 700 mil litros de biodiesel por dia e armazenar 7,5 mil toneladas do combustível.

Em Mato Grosso do Sul, a Cargill originou mais de 34 mil toneladas de soja produzidas por 461 agricultores familiares em 21 municípios na safra 2014/2015. Quinze pontos de recebimento foram disponibilizados entre seis filiais da empresa e nove armazéns terceirizados para a entrega do produto.

Todo volume foi enviado para Três Lagoas para a produção do biodiesel. O programa de agricultura familiar oferece aos participantes assistência técnica efetiva, acompanhamento do plantio até a colheita e capacitação. (Campo Grande News 30/07/2015)

 

A estratégia ‘lulopetista’ para assaltar os cofres públicos

Por Ronaldo Knack

Em 2007, durante a organização de evento em Brasília, que discutia o futuro dos biocombustíveis e das energias renováveis no Brasil e no mundo, reencontrei um técnico que conhecera três anos antes, por ocasião do 1º Congresso Brasileiro de Biodiesel, promovido em Ribeirão Preto.

Este congresso alavancou o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, sancionado pelo presidente Lula em dezembro de 2004. À época, o técnico representava o Ministério de Ciência e Tecnologia, patrocinador oficial do evento, que contou em sua cerimônia de abertura com a presença do então ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Fui levado ao técnico na condição de apresentador oficial do congresso e ele fez uma única exigência em nome do ministério que representava: na constituição da mesa não haveria ‘nem vez e nem voz’ para usineiros. A explicação: “O grande erro com o Proálcool foi a concentração e com o biodiesel queremos democratizar a produção com a inclusão social da agricultura familiar”.

Por sorte, vi na platéia o empresário Maurilio Biagi Filho, notório usineiro à época e membro do Conselho do Desenvolvimento Social e Econômico criado por Lula. Na condição de membro do ‘Conselhão’ o convidei para sentar-se à mesa e, para a profunda irritação do técnico ministerial, dei a ele a oportunidade de usar da palavra.

O discurso de Maurilinho, que antecedeu ao de Roberto Rodrigues, foi decisivo para o futuro do biodiesel. Isto porque, fazendo um ‘mea culpa’, ele afirmou que “nós, usineiros, deveríamos ter lançado um programa de biodiesel junto com o do etanol”.

No dia seguinte, ele iniciou tratativas com o então ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu, agendando uma reunião para apresentar as vantagens do biodiesel e o impacto que este programa provocaria na economia brasileira.

Pois bem, o biodiesel só não avançou mais em razão do ‘lulopetismo’ tentar impor a mamona como matéria-prima. Este foi, certamente, o primeiro de tantos episódios vergonhosos impostos por Lula & Dilma ao setor dos biocombustíveis. Centenas de milhões de reais foram desviados a título de incentivo de produção de mamona.

A Petrobras, à época investia fortemente na propaganda mentirosa e enganosa do biodiesel de mamona. No final, nunca houve um litro sequer de biodiesel a partir de mamona, até porque a ANP nunca concedeu registro a este biocombustível idealizado pelo ‘lulopetismo’.

Voltemos ao técnico citado no início deste artigo. Instado por mim para que ele me explicasse o grau de dificuldades que o governo criava para a bioeletricidade (cogeração a partir da queima do bagaço e da palha da cana), a energia eólica e solar, ele foi certeiro e cirúrgico com uma explicação relativamente simples mas totalmente compreensível nos dias de hoje:

“Quantos são os usineiros no País? Cerca de 400. Quantos parques eólicos poderão ser construídos em nosso litoral? Talvez 100. Quantas estruturas de produção de energia solar poderão ser construídos em todo o nosso vasto território? Milhares, talvez centenas de milhares...milhões, talvez”.

“E você acha que este pessoal que se instalou no poder tem tempo, estrutura e estratégias para conversar e negociar com este pessoal todo? Esta gente quer e precisa de dinheiro, muito dinheiro. Então o que estão fazendo e o farão cada vez mais, é centralizar suas ações em poucas estruturas, que os transformarão em novos milionários e os manterão ‘ad finitum’ no poder”.

As estruturas listadas foram a Petrobras, Usina Belo Monte, Angra (energia nuclear) e BNDES. Ainda segundo o técnico, mesmo com todas as vantagens econômicas, sociais e ambientais, dificilmente nos governos ‘lulopetistas’ haveria espaço para os biocombustíveis e as energias renováveis. Bingo, certo? (Ronaldo Knack é Jornalista e bacharel em Administração de Empresas e Direito; ronaldo@brasilagro.com.br)

 

MS: Funcionários de usina voltam a bloquear trecho da BR-163 em protesto

Funcionários de uma usina de açúcar e álcool voltaram a bloquear trecho da BR-163, na manhã de hoje (28). Cerca de 150 trabalhadores estão no km 117 da rodovia, município de Naviraí - distante 366 km de Campo Grande.

O protesto impede o tráfego para os dois acessos entre Mato Grosso do Sul e o Paraná, tanto por Guaíra (BR-163) quanto por Porto Camargo (BR-487.) Os trabalhadores pedem a presença da imprensa no local e afirmam que reivindicam benefícios trabalhistas.

No último dia 17, os funcionários já haviam bloqueado esse trecho da rodovia. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou que está indo para o local e prestará assistência aos motoristas, junto com a CCR MSVia, responsável pela administração da rodovia.

De acordo com a concessionária, o tráfego é liberado a cada 15 minutos pelos manifestantes e não há previsão de quando a rodovia será liberada. Os trabalhadores são funcionários da usina Infinity, localizada na margem da BR-163. (Campo Grande News 30/07/2015)

 

Trabalhadores procuram MPT e alegam não receber acerto de Usina

Um grupo de funcionários da usina São Fernando Açúcar e Álcool, procuram o MPT (Ministério Público do Trabalho) na manhã desta quarta-feira (29), alegando que foram demitidos e não receberam a rescisão contratual. Segundo eles a empresa disse não possuir o valor. Também não há previsão para que seja efetuado o pagamento.

Eles são souberam dizer quantos estariam no 'pacote' de demissões da empresa e a informação interna é que todos os dias grupos seriam avisados sobre o caso em diversos setores. A maioria tem entre três a quatro anos de trabalho, como o motorista de 26 anos, Diego Cruz.

“Eu trabalhei na usina por três anos, fui demitido no começo do mês. Fui para receber a minha rescisão contratual no dia 23 de julho e a empresa alegou que não tem dinheiro para pagar e ainda que não tem previsão. É complicado eu tenho que pagar aluguel, comer tenho família”, disse o motorista.

As dificuldades, segundo os trabalhadores começou há pouco mais de dois meses, quando o vale alimentação e plano de saúde eram cobrados pela empresa, porém não repassado para as prestadoras de serviço e com isso não tinham como utilizar. A situação foi mostrada peloDourados News no dia 16 de julho.

“No mês passado quem precisasse utilizar o plano de saúde não conseguia, pois o valor era cobrado de nós, mas não foi repassado para a empresa, com isso não conseguimos usar. Agora fui demitido e não recebi os meus direitos trabalhistas, por isso procurei o MPT”, conta Eder da Silva Leite, 33, também motorista.

O borracheiro Tiago Fagundes de 28 anos, esteve no MPT e também alega que não recebeu os direitos trabalhistas de três anos. Como não foi pago a rescisão, ele continua vinculado à empresa e pode atrapalhar no momento em ser contratado por outro empregador.

“Sei que eles (usina) também não estavam depositando o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e com isso não tem como sacar. É uma situação complicada, não recebi o salário do mês, assim como muitos e temos compromisso com o dinheiro”, pontuou Tiago.

Outro trabalhador que está preocupado com a falta do pagamento é José Carlos Calderan, 44 anos, motorista, ele disse que paga pensão alimentícia e teme ser ‘preso’ por não efetuar o pagamento em dia.

“Estou preocupado, pois corro o risco de ser preso se não pagar a pensão alimentícia. Será que a usina vai no meu lugar? Acho difícil. E como ainda consta que trabalho na empresa, fica complicado ser contratado por outra empresa”, desabafou o motorista.

O Dourados News tentou contato com a procuradora do trabalho, Cândiece Gabriela Arósio, que atendeu os trabalhadores para obter mais detalhes sobre o caso, porém ela estava em audiência.

A redação também procurou a usina, para que ela se posicionasse sobre o assunto, tanto por telefone quanto por e-mail e não teve retorno até a publicação do material.

Há tempos a empresa vem passando por crise financeira, em 2014, 49% da usina foi comprada por investidores dos Emirados Árabes Unidos, porém as dificuldade em quitar as dívidas continuam. Em fevereiro deste ano, oficiais de Justiça cumpriram mandados expedidos pela Justiça, por conta das dívidas.

Na época, veículos leves, motocicletas e caminhões foram transportados via guincho para fora do pátio da usina, porém, os bens foram retomados no mesmo dia. (Fátima News 29/07/2015)

 

Petrobrás negocia a venda de 28 ativos

A Petrobrás negocia 28 ativos para cumprir a meta de desinvestimentos até 2016, estimada em US$ 15,1 bilhões. As negociações estão em ritmo acelerado, segundo fontes que acompanham o processo. Investidores demonstraram forte interesse na abertura de capital da BR Distribuidora. Mas o cronograma para a realização do IPO (Oferta Pública de Ações, na sigla em inglês) prevê que somente nos próximos meses serão apresentados aos investidores os termos detalhados da oferta.

A previsão é que a negociação seja concluída até dezembro. Na última sexta-feira, o cronograma detalhado para abertura do capital da BR foi apresentado aos integrantes do conselho de administração. O presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, indicou que a boa e rápida receptividade entre os investidores à proposta de abertura de capital surpreendeu.

Oficialmente, a companhia indica que estuda tanto a oferta de ações no mercado quanto a negociação com um investidor estratégico. A opção mais consolidada entre os executivos é a da venda de ações no mercado. Em comunicado enviado ao mercado, a estatal informou que avalia "alternativas estratégicas" para a subsidiária e que "os atos necessários para realização da oferta estarão sujeitos à aprovação dos órgãos internos da Petrobrás e da BR, como também dos entes reguladores".

Os estudos sobre a BR Distribuidora e para a venda dos demais ativos estão em ritmo acelerado, segundo fontes que acompanham as negociações. A expectativa é que, mensalmente, seja analisado pelo conselho de administração o andamento da reestruturação de pelo menos um dos ativos na carteira. Alguns dos itens previstos para venda devem passar por reestruturação semelhante à aprovada para a Transportadora Associada de Gás (TAG).

A Petrobrás confirmou em comunicado que está mudando a composição das subsidiárias regionais da TAG, conforme compromisso assumido com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A etapa é tida como passo preliminar para a venda das duas subsidiárias regionais a investidores que atuam nos mercados do Norte e Nordeste e Sul e Sudeste.

A área de gás e energia é a que mais concentra ativos em desinvestimento nessa etapa. Também estão na lista de ativos para a venda até o próximo ano participações da estatal em distribuidoras estaduais de gás canalizado, que integram a Gaspetro. A companhia possui participações em 19 distribuidoras. As negociações também estão avançadas com parceiros que já têm participação nas empresas.

Também estão previstos, até 2016, a oferta de participações em contratos de exploração e produção, tanto no pré-sal quanto em campos maduros, principalmente no Nordeste, que tem registrado declínio de produção e rentabilidade. No pré-sal, figuram na lista as áreas de Pão de açúcar (BM-C-33), Júpiter (BM-S-24), Carcará (BM-S-8) e Tartaruga Verde (BM-C-36), todos com contratos de concessão.

As áreas estão em fase de exploração, mas já apresentaram indícios de óleo e contam com boas expectativas quanto às reservas. Os parceiros da estatal nessas áreas devem ter prioridade na aquisição dos ativos, conforme estabelecido em contrato, mas o foco da estatal é atrair grandes petroleiras multinacionais, com maior capacidade de investimento nos projetos.

O plano de venda de ativos ainda prevê até 2018 mais US$ 42,7 bilhões em desinvestimentos em áreas como abastecimento, transporte e logística, além de Exploração e Produção. A previsão é que fiquem para 2017 e 2018 as vendas de ativos como termoelétricas, unidades de fertilizantes e de biocombustíveis - negócios que não são considerados foco da empresa.

O avanço das vendas de ativos enfrentará resistência entre os funcionários. Estão previstos para a próxima semana encontros de entidades sindicais e associações da categoria para deliberar sobre uma paralisação por tempo indeterminado na categoria. Os petroleiros estão em indicativo de greve desde o início do mês, e realizaram uma paralisação de advertência na sexta-feira. (O Estado de São Paulo 31/07/2015)

 

Reunião de bancos dá início ao IPO da BR

Uma reunião envolvendo seis bancos, realizada ontem em São Paulo, deu a largada nos preparativos para a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da BR Distribuidora, subsidiária de distribuição de combustíveis da Petrobras. Maior do seu segmento no país, a empresa tem uma rede de 7.797 postos.

Na reunião, os bancos discutiram, entre outros temas, a elaboração do prospecto e a documentação que terá de ser enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Não foi definido o valor e nem quanto será oferecido ao mercado. Segundo fonte, o processo pode demorar até três meses.

O pedido de oferta poderá ser protocolado na autarquia depois da divulgação das demonstrações financeiras da Petrobras, marcada para a próxima quinta­feira. A expectativa da Petrobras e dos bancos é fazer a oferta inicial de ações no quarto trimestre, como já noticiou o Valor. No entanto, ainda é cedo para saber se isso realmente será possível, já que as atuais condições de mercado não são as melhores.

Para coordenar a operação, a Petrobras contratou os bancos Citi, BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA, BB Investimentos (Banco do Brasil) e Bank of America Merrill Lynch (BofA).

A direção da estatal chegou a discutir se faria o IPO ou venderia uma fatia da distribuidora para um sócio estratégico. Porém, neste momento, prevalece a idéia de levar a BR à bolsa com uma oferta secundária, com a venda de parte das ações que a Petrobras detém na subsidiária.

A BR tem alguns desafios a serem enfrentados, entre eles a dívida a receber da Eletrobrás pelo fornecimento de óleo e gás natural para a região Norte do país. No balanço do primeiro trimestre, a Petrobras informa que tem a receber do setor elétrico R$ 14,4 bilhões. Resolver esse imbróglio antes da oferta pode resultar em aumento no preço da BR.

Dentro do plano de venda de ativos da estatal, a BR deve ser a primeira a ter um desfecho. Mas, paralelamente, a estatal dá andamento a outras iniciativas. Hoje, por exemplo, recebe as propostas pelos campos de petróleo e gás que colocou à venda, alguns deles no pré-sal. Não há previsão de data para o fechamento desses processos, já que as negociações começarão a partir de agora.

A Petrobras negocia, ainda, com as empresas que apresentaram propostas, no dia 17, por 49% da Gaspetro, subsidiária que reúne as 19 distribuidoras estaduais de gás. Os interessados são a chinesa Beijing Gas e a japonesa Mitsui. A espanhola Gas Natural também estaria no páreo.

Ontem, a Petrobras confirmou a reestruturação da Transportadora Associada de Gás (TAG), com a divisão em duas companhia. No final do processo, a TAG será responsável pelos gasodutos do Norte e Nordeste, e a Nova Transportadora do Sudeste (NTS) pelos do Sudeste.

 lista de ativos de exploração e produção que a Petrobras pretende vender inclui 10% do campo de Libra, os campos de Carcará, Pão de Açúcar, Gávea e Seat, Júpiter e Bracuhy, Tartaruga Verde e Tartaruga Mestiça. Entre as grandes empresas convidadas, estão as chinesas CNOOC, Sinopec, Sinochem e CNPC, além da Shell, ExxonMobil e a BP. (Valor Econômico 31/07/2015)

 

Lucro trimestral da Bunge fica abaixo das previsões com queda no agronegócio

A Bunge, uma das maiores operadoras de commodities agrícolas do mundo, divulgou lucro trimestral menor, com retornos fracos com base no mesmo período do ano passado em seus segmentos de agronegócio e margens fracas nos segmentos de alimentos e igredientes.

O segmento de alimentos e ingredientes da Bunge, que viu o lucro cair 68 por cento no segundo semestre em comparação com o mesmo período do ano passado, sofreu com a estagnação das margens e volumes, com o crescimento de desemprego, inflação e com desvalorização cambial no Brasil.

"As condições no segundo trimestre foram mais desafiadoras do que imaginávamos," disse o presidente-executivo da companhia, Soren Schroder.

Mas a empresa prevê um segundo semestre mais forte com a perspectiva favorável de trituração de soja e maiores safras esperadas nos Estados Unidos e na região do Mar Negro que devem prover à Bunge amplos suprimentos para venda e processamento.

O segundo semestre melhor deve levantar o lucro, antes de juros e impostos, do ano no agronegócio acima de 1 bilhão de dólares, dos 464 milhões de 30 de junho, disse Schroder.

O lucro líquido do segundo trimestre da Bunge foi a 72 milhões de dólares, ou 0,5 dólar por ação, comparado aos 272 milhões, ou 1,81 dólar por ação, no ano anterior, aquém das estimativas médias de analistas de 1,36 dólar por ação, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S. (Reuters 30/007/2015)

 

Shell tem queda de 33% no lucro e prevê cortar 6,5 mil funcionários

A Royal Dutch Shell anunciou nesta quinta-feira, 30, que teve lucro com base nos custos de suprimentos de US$ 3,4 bilhões no segundo trimestre de 2015, representando queda de 33% em relação ao ganho de US$ 5,1 bilhões verificado no mesmo período do ano passado.

Essa medida de lucro é semelhante ao lucro/prejuízo líquido divulgado por petrolíferas norte-americanas. A receita no trimestre foi de US$ 72,4 bilhões.

No balanço trimestral, a Shell também indicou que está se preparando para uma baixa prolongada nos preços do petróleo e anunciou planos de reduzir seus custos operacionais em US$ 4 bilhões este ano, além de cortar 6.500 empregos e diminuir os investimentos de capital em 20%.

Apesar disso, a Shell manteve o compromisso de cumprir seu programa de dividendos, confirmando pagamento de US$ 1,88 por ação em 2015 e de um valor que será pelo menos igual a esse no ano que vem (O Estado de São Paulo 31/07/2015)

 

S&P revisa perspectiva dos ratings da AmBev, Eletrobras e outras 28 empresas

Após rever a perspectiva da classificação de risco do Brasil, agência sinalizou que companhias brasileiras também podem ter a nota de crédito rebaixada.

Lisa Schineller, analista da S&P responsável pelo BrasilA agência de classificação de risco Standard & Poor's revisou de estável para negativa a perspectiva das notas de crédito de 30 empresas brasileiras, apesar de os ratings terem sido reafirmados.

Entre as empresas que tiveram a perspectiva rebaixada estão AmBev, Braskem, Cesp, Eletrobras, Votorantim, Ultrapar, Samarco e Net.

A decisão veio após a S&P ter alterado nesta terça-feira, 28, a perspectiva do rating BBB- do Brasil, também de estável para negativa, o que indica risco de rebaixamento da nota de crédito do País (o que dificultaria a situação do Brasil em relação aos investimentos estrangeiros).

O temor do governo agora é a revisão ou o possível rebaixamento também pelas agências Fitch e Moody's. Por esse motivo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, entrou em contato com investidores para reafirmar seu compromisso com os ajustes na economia e acalmar o mercado. Nesta terça-feira, o dólar chegou a bater R$ 3,43 com o anúncio da S&P.

Segundo a agência, o Brasil enfrenta desafios políticos e circunstâncias econômicas, apesar das mudanças feitas pela presidente Dilma Rousseff em seu segundo mandato. O Congresso mais hostil também tem dificultado a condução da política econômica, avaliou a analista da instituição responsável pelo Brasil, Lisa Schineller.

A agência apontou também como fator de risco as investigações em curso do esquema de corrupção na Petrobrás contra pessoas físicas e jurídicas de alto perfil - tanto do setor público quanto privado. O esqueama investigado pela operação Lava Jato levou a um aumento da incerteza política no curto prazo. "Estas investigações independentes são uma prova da estrutura institucional no Brasil, o que contrasta com a de outras economias emergentes", pondera a agência.

A S&P avaliou ainda que a vulnerabilidade externa do Brasil - por depender de recursos estrangeiros para financiar o déficit em conta corrente - vai aumentar nos próximos anos. A agência projeta também que o País pode demorar a voltar a crescer fimemente - a chance é maior do que uma em três. (O estado de São Paulo 29/07/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Dólar volta a pesar: Depois de uma pausa na quarta-feira, o dólar voltou a subir ante o real ontem, o que pressionou os contratos de açúcar demerara na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março de 2016 fecharam a 12,52 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 12 pontos. A elevação da moeda americana estimula as vendas de açúcar por parte dos produtores brasileiros, porque aumenta a rentabilidade das exportações. O Brasil é o maior fornecedor global do produto. Do lado dos fundamentos, não há novidades. A colheita de cana-de-açúcar e a moagem continuam a avançar no país, mas em ritmo mais lento que nas últimas temporadas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 47,37, com alta de 0,36%.

Café: Influência do El Niño: A continuidade do dólar valorizado em relação ao real não foi suficiente para pressionar o café arábica, já que temores relacionados aos fundamentos ganharam força. Os lotes para dezembro fecharam em alta de 285 pontos, a US$ 1,2810 por libra-peso. Crescem as preocupações de que o clima seco em importantes regiões produtoras, causado pelo El Niño, reduza a oferta do grão. No Vietnã e na Indonésia, maiores produtores de robusta, os efeitos desse fenômeno climático têm se intensificado. Mesmo o arábica e o robusta sendo tipos diferentes de café, quando há escassez de um, a tendência é de uma escalada nas cotações do outro, dizem analistas. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 460 e R$ 480, conforme o Escritório Carvalhaes.

Cacau: Temor com o clima: Preocupações em torno dos impactos do fenômeno climático El Niño e das eleições na Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, deram novo impulso às cotações da amêndoa na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro encerraram a sessão de ontem com valorização de US$ 4, a US$ 3.231 por tonelada. Conforme analistas, a Costa do Marfim pode decidir por um aumento nos preços pagos a seus produtores de cacau pouco antes das eleições no país, ao mesmo tempo em que o El Niño tende a trazer mais calor e menos chuvas à região, o que pode prejudicar as lavouras. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba foi negociada ao preço médio de R$ 125 ontem, de acordo com levantamento da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Demanda fraca: Os preços do algodão voltaram a recuar em Nova York ontem, diante dos sinais de arrefecimento da demanda pela fibra americana. Os papéis para dezembro fecharam em baixa de 34 pontos, a 63,55 centavos de dólar por libra-peso. Relatório divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que o país acertou a venda de 20,27 mil toneladas na semana até 23 de julho, sendo 5,07 mil da atual temporada 2014/15. Esse volume é 75% menor que o da semana anterior. Além disso, persistem as preocupações com a China, que detém metade dos estoques mundiais da fibra e recentemente começou a leiloá-los no mercado doméstico, reduzindo a demanda pelo produto dos EUA. No oeste da Bahia, a arroba ficou em R$ 71,92, segundo a Aiba. (Valor Econômico 31/07/2015)