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Cotação do açúcar em Nova York atinge a maior baixa dos últimos seis anos

A apreciação do dólar ante o real voltou a pressionar os futuros de açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Ontem (3), as cotações não só testaram o suporte de 11,10 cents por libra-peso, o que era esperado pelo mercado, como também o romperam, terminando abaixo de 11 cents/lb pela primeira vez desde 2009.

A avaliação é de que o cenário é baixista e que câmbio continuará ditando o rumo dos preços, mas uma correção técnica não está descartada para a sessão de hoje após as significativas perdas desta segunda-feira.

Os motivos que impulsionam a moeda norte-americana continuam os mesmos: ambiente político interno conturbado e perspectivas pouco animadoras para a economia brasileira. Ontem, a divisa avançou 1,00%, para R$ 3,4510. Em relatório, o diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa, comentou que o dólar respondeu por 60% da desvalorização do açúcar observada nas últimas 20 sessões.

Paralelamente, começam a perder força os temores relacionados ao El Niño, fenômeno climático que acarreta em maior volume de chuvas no Centro-Sul, principal região produtora do País.

"O tempo seco no Centro-Sul e a perspectiva de cinco milhões de toneladas sendo colocadas no mercado por mês durante o período da colheita da cana-de-açúcar, combinados à desvalorização do real, não dão chance para um rali de preços", afirmou o analista Robin Shaw, da Marex Spectron, à Dow Jones Newswires.

No início da safra 2015/16, a especulação era de o que El Niño pudesse prejudicar a colheita de cana justamente durante o pico de safra, o que ainda não ocorreu. Em boletim, a Climatempo, por exemplo, mantém sua previsão de tempo aberto no Centro-Sul durante toda primeira quinzena de agosto.

Graficamente, a movimentação de ontem fez com que os futuros passassem a ter suporte inicial nos 10,84 cents/lb, justamente a mínima desta segunda-feira. Abaixo disso aparecem os psicológicos 10,50 cents/lb.

Outubro caiu 25 pontos (2,24%) e fechou ontem em 10,89 cents/lb, com máxima no dia de 11,19 cents/lb (mais 5 pontos) e mínima de 10,84 cents/lb (menos 30 pontos). Março cedeu 22 pontos (1,77%) e encerrou em 12,18 cents/lb. O spread outubro/março variou de 126 para 129 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a segunda-feira em R$ 47,13/saca, baixa de 0,46% ante sexta. Em dólar, o índice ficou em US$ 13,66/saca (-1,44%). (Agência Estado 04/08/2015)

 

Açúcar: Apesar do câmbio

Os preços do açúcar subiram ontem na bolsa de Nova York após três quedas consecutivas.

Os lotes para entrega em março de 2016 fecharam com alta de 7 pontos, a 12,25 centavos de dólar a libra-peso.

Apesar da valorização do dólar perante o real, que costuma pressionar a commodity, os preços ganharam impulso com recompras técnicas, já que ontem os contratos mais negociados caíram abaixo de 11 centavos de dólar a libra-peso pela primeira vez desde 2008, e pela valorização do açúcar cristal na bolsa de Londres.

Os investidores também retomam as preocupações a respeito do El Niño, que deve prosseguir até 2016, segundo o escritório de meteorologia da Austrália.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,21%, para R$ 47,03 a saca. (Valor Econômico 05/08/2015)

 

Mercado global de açúcar passará para déficit de 2,7 mi t em 15/16, diz ASR Group

A mudança para um déficit ocorre após um excedente de 3,7 milhões de toneladas na safra atual que vai até 30 de setembro, disse a analista global de açúcar da ASR, Maria Afonso, em entrevista à Reuters durante uma conferência da indústria em Bernalillo, Novo México.

Os preços de referência do açúcar bruto estão em mínimas de 6 anos e meio, pressionados pelos anos consecutivos de excesso de oferta.

A mudança chegará conforme grandes produtores, principalmente na União Europeia e na China, reduziram a produção e o consumo mundial cresceu, disse Maria.

Ela alertou que as oscilações das moedas e as preocupações macroeconômicas podem tornar mais lenta a recuperação da indústria. (Reuters 04/08/2015)

 

John Deere espera estabilidade no mercado de máquinas agrícolas em 2016

Presidente da companhia no Brasil acredita em fundamentos positivos da agricultura em lançamento de linha de produção para tratores de alta potência.

O mercado brasileiro de máquinas agrícolas deve ter em 2016 um desempenho igual ao deste ano. Foi a avaliação feita nesta terça-feira (4/8) pelo presidente da John Deere do Brasil, Paulo Hermann. Para ele, os fundamentos da agricultura permanecem positivos a ponto de favorecer a demanda por equipamentos e criar um ambiente de estabilidade para o próximo ano.

“O Brasil está colhendo uma safra recorde, o preço caiu em Chicago, mas o dólar compensou e o produtor vendeu com o mesmo preço de 2013. E o endividamento, de um modo geral, é de curto prazo. Ele tem caixa para fazer a compra. Estou esperando muita coisa pela frente”, disse Hermann, para quem o mercado só deve retomar o crescimento em 2017.

No primeiro semestre deste ano, as vendas internas de máquinas agrícolas foram de 24.706 unidades, uma redução de 25,1% na comparação com o intervalo de janeiro a junho do ano passado, quando a comercialização chegou a 33.003 unidades. Os números são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores(Anfavea), que reúne os grandes do setor.

Para Hermann, as vendas de tratores em nível nacional devem encerrar o ano com queda de 10% em relação às 65 mil unidades do ano passado. Nas colheitadeiras, a retração deve ficar entre 15% e 18% em comparação com os 8,5 mil equipamentos de 2014. No entanto, ele descarta a ideia de crise. De acordo com o executivo, mesmo com a redução, a comercialização está acima da média do mercado que, só nos tratores, foi de 45 mil unidades anuais nos últimos 14 anos.

Nova linha

Em meio a este cenário, a John Deere inaugurou, nesta terça-feira (4/8) a ampliação de sua fábrica no município deMontenegro (RS). Segundo o presidente da John Deere no Brasil, investir em momentos desfavoráveis faz parte da estratégia da companhia. “Os investimentos devem ser feitos no momento em que o mercado está retraído porque, quando vem o bom momento, você pode aproveitar.”

A ampliação, iniciada em 2013, recebeu aportes de US$ 40 milhões, todo de capital próprio da companhia. Com isso, a empresa passa a nacionalizar a fabricação de tratores conhecida como 8R, com motores que podem variar de 270 a 370 cavalos de potência, produzida somente nos Estados Unidos. No Brasil, a plataforma de produção ainda está em fase final de ajustes e as primeiras unidades devem sair da fábrica a partir de novembro.

“Com a agricultura ficando cada vez mais intensiva, a tendência é cada vez mais o produtor procurar equipamentos de maior potência. Temos objetivos agressivos para este novo equipamento”, disse Hermann, sem detalhar metas para o novo produto, direcionado, principalmente, para grandes propriedades de grãos, algodão e cana-de-açúcar. A expectativa de retorno do investimento também não foi detalhada.

Hermann explicou que a comercialização dos novos tratores será feita, basicamente, com a modalidade deconsórcio e as linhas de crédito tradicionais. Na avaliação dele, mesmo com juros mais altos para o financiamento de maquinário, as taxas ainda são atrativas. “Se comparar com a expectativa de inflação, que está acima dos 9%, ainda é negativa. Não vamos mudar nossa forma de comercialização”, argumentou.

O executivo demonstrou uma expectativa positiva também para as exportações da nova linha de produtos, como forma de compensar, pelo menos em parte, os efeitos da queda nas vendas para o mercado interno. O foco é o mercado sul-americano, principalmente Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. “Não dá para compensar tudo porque o mercado brasileiro é muito grande. Mas países que têm tradições em grãos nos interessam”, disse Hermann.

A fábrica da John Deere em Montenegro (RS) iniciou suas operações em 2007. Atualmente, produz 19 modelos de tratores da companhia, todos voltados para a atividade agrícola. Com a nova linha de produtos, 24 modelos passarão a ser produzidos na unidade. (Globo Rural 04/08/2015)

 

PE: Setor sucroalcooleiro está à espera de dinheiro extra

Tem uma pedra do meio do caminho. Mesmo com o pagamento autorizado desde fevereiro pela presidente Dilma Rousseff, os produtores de açúcar e de álcool do Nordeste ainda não viram a cor dos recursos da subvenção extraordinária, que será usada para cobrir os prejuízos com a seca que castigou o setor sucroalcooleiro nordestino nas duas últimas safras.

São R$ 622 milhões de recursos do orçamento do Ministério da Agricultura aguardando a liberação do dinheiro pelo Tesouro Nacional. Pernambuco tem a fatia de R$ 118 milhões, sendo R$ 68 milhões para as usinas e R$ 50 milhões para os produtores de cana-de-açúcar. A verba foi incluída na Medida Provisória nº 666, editada em dezembro de 2014.

Com o início da moagem da cana prevista para o final deste mês, os produtores de açúcare de álcool cobram a liberação dos recursos para dar fôlego financeiro à produção da safra 2015/2016. Neste ano, o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) estima que a produção do setor se aproxime da safra 2014/2015, quando foram esmagadas 15 milhões de toneladas de cana. A previsão é que 17 usinas pernambucanas deverão moer nesta safra, com prioridade para a produção deálcool hidratado.

Boa hora

De acordo com Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar-PE, os recursos da subvenção extraordinária chegarão em boa hora, para que os produtores de açúcar e de álcool do Nordeste possam competir em condições de igualdade com os produtores Centro-Oeste e o Sudeste. O executivo destaca que o setor é demandante de mão de obra, e no atual momento de crise econômica e desemprego poderá gerar mais emprego e renda na região. Em Pernambuco, por exemplo, o setor emprega 75 mil trabalhadores durante o período de safra da cana-de-açúcar.

O subsídio concedido pelo governo federal para incentivar os produtores de cana foi extinto nos anos 1990, quando o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) saiu de cena. Esporadicamente, os produtores reivindicam o benefício durante os momentos de crise do setor. Segundo Cunha, a seca que atingiu o Nordeste nas duas últimas safras afetou duramente o plantio de cana, reduzindo a produção. Na safra 2011/2012 foram processadas 17,4 milhões de toneladas de cana em Pernambuco, caindo para 15 milhões de toneladas na safra 2014/2015. "Os recursos trarão o reequilíbrio da produção da cana e do etanol no Nordeste". (Diário de Pernambuco 04/08/2015)

 

Brasil apresentaria dificuldades para fusão entre Syngenta e Monsanto

Uma oferta de aquisição hostil da empresa de agroquímicos Monsanto pela suíça Syngenta enfrentaria forte resistência no Brasil caso seguisse adiante, disseram fazendeiros e advogados, um obstáculo que poderia atrasar ou forçar maiores concessões ao acordo de 45 bilhões de dólares.

Grande parte do foco da opinião pública ficou em torno de potenciais problemas antitruste nos Estados Unidos e na União Européia, mas os desafios também podem surgir de potências agrícolas emergentes como Brasil e China.

Particularmente o Brasil, segundo maior mercado para a Monsanto e a Syngenta, é crucial para as duas companhias. Como um dos poucos países do mundo com terras disponíveis para expandir o agronegócio, o Brasil deve superar os Estados Unidos como maior produtor de soja nos próximos anos, enquanto seu clima tropical o torna um enorme consumidor de pesticidas.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode levar até um ano, máximo de tempo permitido, para analisar um potencial acordo, disse Marcio de Carvalho Bueno, advogado especializado em questões antitruste do escritório TozziniFreire Advogados.

O escritório brasileiro da Syngenta, que já está mostrando sinais de resistência a uma oferta, classificou a idéia de resolver questões antitruste com a venda do negócio de sementes e de ativos químicos sobrepostos como "muito simplista" e disse que "vender o negócio de sementes da Syngenta desmantelaria nossa estratégia integrada em mercados emergentes como o Brasil".

A porta-voz da Monsanto Sara Miller disse que a empresa espera "um meticuloso processo regulatório global", mas permanece confiante de sua capacidade de "obter todas as aprovações globais necessárias". Os fazendeiros são a prioridade número um da empresa, disse ela por e-mail. (Reuters 04/08/2015)

 

Lucro líquido global da ADM caiu 27,6% no 2º trimestre

A americana Archer Daniels Midland (ADM), uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, informou hoje que encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de US$ 386 milhões 27,6% menos que no mesmo período de 2014. No primeiro semestre do exercício, porém, houve alta de 9,9% em relação a igual intervalo do ano passado, para US$ 879 milhões.

Em decorrência da queda dos preços internacionais das principais commodities agrícolas movimentadas pela companhia, suas vendas globais amargaram quedas de 20% no segundo trimestre, para US$ 17,2 bilhões, e de 17,8% no primeiro semestre, para US$ 34,7 bilhões. Também na comparação com os mesmos períodos de 2014, o Ebit (lucro operacional) da ADM recuou 28,4% no segundo trimestre, para US$ US$ 526 milhões, e 10,9% no primeiro semestre, para US$ 1,2 bilhão.

Apesar das pioras observadas, o CEO da multinacional, Juan Luciano, destacou, em comunicado, a boa demanda por milho nos Estados Unidos, tanto para a produção de etanol quanto para exportações. Ele reconheceu que as margens nessas operações foram limitadas, sobretudo por causa da queda das cotações do cereal, mas disse esse quadro foi parcialmente compensado pelos negócios no segmento de amido. (Valor Econômico 04/08/2015 às 14h: 59m)

 

Margem mais estreita do segmento de etanol nos EUA afeta lucro da ADM

A processadora de grãos norte-americana Archer Daniels Midland (ADM) registrou lucro de US$ 386 milhões (US$ 0,62 por ação) no primeiro trimestre deste ano, 27,6% menos na comparação com o de US$ 533 milhões (US$ 0,81 por ação) obtido em igual período do ano passado. De acordo com a companhia, as margens apertadas no segmento de etanol pesaram no resultado geral.

Excluindo-se impactos relacionados a estoques e outros itens, o lucro ajustado por ação passou de US$ 0,79 para US$ 0,60 por ação. A receita no período caiu de US$ 21,49 bilhões para US$ 17,19 bilhões. Analistas previam lucro por ação de US$ 0,66 e receita de US$ 20,87 bilhões.

Conforme o executivo-chefe (CEO) da ADM, Juan Luciano, "a demanda e a exportação de etanol se mantiveram robustas, mas a produção recorde limitou as margens". Ele ainda acrescenta: "Isso foi parcialmente compensado pela área de adoçantes e amido de milho".

O segmento de processamento de milho obteve lucro de US$ 204 milhões, abaixo do de US$ 338 milhões de um ano atrás. Já o de processamento de oleaginosas subiu de US$ 280 milhões para US$ 344 milhões.

Entretanto, o setor de serviços agrícolas foi prejudicado por "margens e volumes retraídos nas exportações da América do Norte, que ficaram menos competitivas em termos globais", disse Luciano. O segmento viu o lucro operacional cair de US$ 184 milhões para US$ 152 milhões entre os trimestres. (Dow Jones 04/08/2015)

 

ABAG e BVRio lançam Portal de Regularização Ambiental para produtor rural

Produtores rurais podem fazer o Cadastro Ambiental Rural e comercializar Cotas de Reserva Ambiental (CRAs).

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e a Bolsa de Valores Ambientais - BVRio lançaram, o Portal de Regularização Ambiental da Abag para realizar o registro ambiental de propriedades rurais em todo o País. O lançamento foi feito durante o 14º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado em São Paulo, nesta terça-feira (4). A iniciativa tem como objetivo facilitar a inscrição dos produtores no Cadastro Ambiental Rural (CAR), registro eletrônico criado para classificar propriedades e posses rurais. O portal também visa facilitar a negociação de Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) para fins de compensação de reserva legal.

Além de fomentar a adequação de imóveis rurais, a plataforma eletrônica apoiará todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal), em especial as gestões públicas dedicadas ao desenvolvimento do agronegócio e à proteção ambiental, no planejamento de políticas públicas, a partir da conciliação entre a produção agrícola e a manutenção dos ativos florestais.

O CAR é um registro público eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais, onde são cadastradas as informações ambientais das propriedades e posses rurais de todo o Brasil. Em audiência pública realizada dia 30 de abril, o Ministério do Meio Ambiente prorrogou por um ano o prazo legal para o cadastramento. O novo prazo para inscrição, que termina em 04 de maio de 2016, não poderá ser novamente adiado.

Para Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Abag, a prorrogação do CAR precisa ser encarada como uma oportunidade para o agronegócio brasileiro. A plataforma passa a ser mais um instrumento de política pública, para a recuperação ambiental de forma estruturada e de um planejamento do agronegócio ainda mais sustentável. “Ao apoiar o desenvolvimento da plataforma, a Abag reafirma o compromisso de auxiliar produtores em todo o País a cumprir a lei, sem perder o potencial de sua área produtiva”, diz Carvalho. “Este compromisso também consiste em extraordinária oportunidade para avançarmos no desenvolvimento econômico das áreas rurais e na ampliação do acesso a mercados internacionais”.

Com o Portal de Regularização Ambiental da Abag, o produtor encontrará uma forma fácil e simples para cumprir a lei. Além de apoiar o cadastro das propriedades, a nova plataforma auxiliará os produtores na negociação das Cotas de Reserva Ambiental. As CRAs são títulos representativos de vegetação nativa (reserva legal), que permitem ao produtor rural compensar seu déficit de reserva legal em outra propriedade, sem perder área produtiva em seu território. Por outro lado, o vendedor das CRAs é remunerado pelo excedente de vegetação nativa em sua propriedade. A inscrição no CAR será necessária também para garantir o acesso ao crédito rural.

A experiência da BVRio em operar mecanismos de mercado possibilitou a criação, em 2011, da Plataforma BVTrade. “Com esta parceria, os participantes do Portal terão acesso à totalidade de nossa base de negociação, que hoje conta com mais de 3 mil produtores rurais cadastrados e mais de 3 milhões de hectares de imóveis rurais disponíveis para negociação de CRAs em todo Brasil. É com muita satisfação que firmamos esta parceria com a ABAG. Acreditamos que, juntos, podemos levar ao produtor rural uma solução simples e eficiente, contribuindo para promover a adequação ambiental em grande escala no País”, menciona Pedro Moura Costa, presidente da BVRio.

Para conferir o Portal de Regularização Ambiental da ABAG, acesse: http://abag.bvtrade.org. (Brasil Agro 05/08/2015)

 

Brasil entrou em recessão a partir do 2º trimestre de 2014, diz FGV

Metodologia usada é diferente da chamada 'recessão técnica'. Relatório sugere que recessão teria duração de pelo menos 4 trimestres.

O Brasil entrou em recessão desde o segundo trimestre de 2014, segundo um relatório da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado nesta terça-feira (4).

No estudo, o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) aponta que houve um pico no ciclo de negócios brasileiro no primeiro trimestre do ano passado, que representou o fim de 20 trimestres de expansão econômica – que havia se iniciado no segundo trimestre de 2009.

CRONOLOGIA DAS RECESSÕES

Período

Crescimento acumulado (em %)

Do 1º tri de 1998 ao 1º tri de 1999

-1.6%

Do 2º tri de 2001 ao 4º tri de 2001

-0.8%

Do 1º tri de 2003 ao 2º tri de 2003

-1.3%

Do 4º tri de 2008 ao 1º tri de 2009

-6.2%

Desde o 2º trimestre de 2014

Definições de recessão

A definição de recessão usada no relatório é diferente da chamada recessão técnica. Esta última é caracterizada por dois trimestres consecutivos de contração no Produto Interno Brasileiro (PIB) – por esta definição, a última recessão foi registrada no início de 2009.

Já o Codace define como recessão a "fase cíclica marcada pelo declínio na atividade econômica disseminada entre diferentes setores econômicos". Por essa metodologia, o comitê aponta, que desde o início da recessão até o primeiro trimestre deste ano, houve uma taxa média de contração de 1,1% em termos anualizados.

Duração da recessão

Ainda de acordo com o relatório, a taxa de contração da economia sugere que a extensão da atual recessão seria de pelo menos quatro trimestres. O tempo é mais longo que a duração média das cinco recessões anteriores: a última, vista durante a crise financeira internacional, durou dois trimestres, de outubro de 2008 a março de 2009. A anterior a esta teve igual duração, do primeiro ao segundo trimestres de 2003. (G104/08/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Apesar do câmbio: Os preços do açúcar subiram ontem na bolsa de Nova York após três quedas consecutivas. Os lotes para entrega em março de 2016 fecharam com alta de 7 pontos, a 12,25 centavos de dólar a libra-peso. Apesar da valorização do dólar perante o real, que costuma pressionar a commodity, os preços ganharam impulso com recompras técnicas, já que ontem os contratos mais negociados caíram abaixo de 11 centavos de dólar a libra-peso pela primeira vez desde 2008, e pela valorização do açúcar cristal na bolsa de Londres. Os investidores também retomam as preocupações a respeito do El Niño, que deve prosseguir até 2016, segundo o escritório de meteorologia da Austrália. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,21%, para R$ 47,03 a saca.

Café: Grãos em alta: Os futuros do café retornaram ao campo positivo ontem na bolsa de Nova York, a despeito da alta do dólar e do clima favorável para a colheita. Os lotes para dezembro subiram 90 pontos, a US$ 1,2805 a libra-peso. Embora o tempo esteja firme na região Sudeste do Brasil, principal região produtora de café, a colheita ainda está cerca de 20 dias atrasada, e a previsão de que o fenômeno El Niño vai se fortalecer nas próximas semanas não oferece um alívio. Na semana passada, o mercado encontrou sustentação no aumento das vendas comerciais, que "melhorou um pouco na semana passada no [mercado] físico e no papel", comentou Rodrigo Costa, diretor de commodities do Société Générale, em nota. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica subiu 1,13%, para R$ 437,44 a saca.

Soja: Clima no foco: As cotações da soja avançaram ontem na bolsa de Chicago em meio a preocupações com o tempo um pouco mais seco previsto para esta semana na principal região produtora dos Estados Unidos. Os contratos para entrega em setembro subiram 3,75 centavos, para US$ 9,4875 o bushel. A empresa de meteorologia DTN previu temperaturas abaixo do normal e um padrão bastante variado de chuvas para o Meio­Oeste americano ao longo da semana. Muitos traders também esperam que o Departamento de Agricultura do país (USDA) reduzirá a estimativa de área plantada para a safra 2015/16 no relatório mensal de oferta e demanda que será divulgado na próxima semana. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja em Paranaguá (PR) subiu 0,58%, a R$ 76,73 a saca.

Trigo: Pressão do dólar: A nova rodada de valorização do dólar com relação a diversas moedas voltou a pressionar os preços do trigo nas bolsas americanas. Na bolsa de Chicago, os contratos para dezembro caíram 4,75 centavos, para US$ 5,0025 o bushel, enquanto em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis para dezembro recuaram 3,75 centavos, para US$ 5,05 o bushel. A elevação dos preços do milho chegou a oferecer suporte para os contratos do trigo na primeira metade do pregão, mas o câmbio voltou a pesar sobre o trigo americano, que já sofre com a baixa competitividade em relação ao cereal de outras origens, principalmente do Mar Negro. No mercado doméstico, o preço médio do trigo no Paraná se manteve estável em R$ 34,29 a saca, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 05/08/2015)