Setor sucroenergético

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Copersucar perde importante associada com aumento da crise

A Copersucar, maior comercializadora de açúcar do Brasil, perdeu sem alarde o seu maior grupo usineiro em maio deste ano, o que destaca o aprofundamento da crise do setor que afeta um crescente número de usinas no maior produtor do mundo da commodity.

A saída do Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), um dos fundadores da Copersucar em 1959, segue-se a quebra dos laços comerciais de outras usinas com a comercializadora, o que aumenta as dúvidas sobre a estabilidade da empresa apenas um ano após a criação de uma joint venture para comercialização de açúcar com a gigante norte-americana Cargill.

A Copersucar, que ainda tem mais de 40 usinas de açúcar associadas, não corre o risco de falhar em cobrir seus contratos de entrega e disse que não comentaria a saída da GVO.

O presidente-executivo da GVO, Joamir Alvez, que assumiu o grupo em janeiro para reestruturar suas dívidas, disse à Reuters que a ruptura formal em maio foi amigável e aconteceu por causa das condições deterioradas de crédito no setor de açúcar e etanol do Brasil, mais do que qualquer problema relacionado ao acordo da Copersucar com a Cargill.

"Se não fosse pela nossa necessidade de gerar rapidamente fluxo de caixa para operar, ainda estaríamos com a Copersucar", disse Alves, falando por telefone de uma usina da GVO em Catanduva, uma das quatro que operam no Estado de São Paulo, maior produtor de cana do Brasil.

A Copersucar estende garantias para suas usinas associadas para ajudá-las a assegurar empréstimos bancários e, em troca, a operadora tem os direitos exclusivos de vender 100 por cento do açúcar e do etanol das usinas. Porém a GVO atingiu os limites de garantias que a Copersucar poderia oferecer, disse Alves.

"Os bancos apertaram seus requisitos para usinas após o default da Aralco (uma das que deixou a Copersucar)", que aconteceu no início de 2014, ele disse.

"Nós precisávamos de dinheiro rapidamente e a Copersucar não poderia fazer isso por nós." Então, a GVO, assim como muitas usinas do Brasil estão entregando açúcar e etanol no mercado à vista tão rápido quanto podem cortar a cana.

A saída da GVO da Copersucar ressalta a situação da maior parte das quase 320 usinas de cana endividadas do Brasil. A GVO teve problemas, como muitas outras, após investir demais no boom do etanol no Brasil entre 2007 e 2009, apenas para ver suas apostas esmagadas pela política brasileira de subsidiar os preços da gasolina, visando um controle da inflação.

As usinas se seguraram por algum tempo maximizando a produção de açúcar, que ainda oferecia retorno, mas, como o Brasil é o maior produtor mundial de açúcar, um excesso de muitos anos na oferta rapidamente se seguiu e está durando até hoje.

Embora mais de 100, do que já foram mais de 400, usinas tenham fechado as portas ou entrado em recuperação judicial nos últimos oito anos, a provável morte de mais usinas está se desdobrando atualmente ao longo da região produtora de cana.

O real teve uma depreciação de quase 40 por cento frente ao dólar ao longo do ano passado, inflando títulos em dólar sem hedge que a GVO e outras usinas tinham lançado.

Ao mesmo tempo, está levando os preços globais do açúcar ainda mais para baixo. "A desvalorização do real impactou a capacidade da companhia de pagar suas dívidas denominadas em moedas fortes," disse Alves, adicionando que a GVO parou com o pagamento de seus títulos esperando por novas negociações com os detentores dos papéis.

"Este aspecto será profundamente discutido" nas negociações. Até o momento, Alves tem conseguido manter a GVO operando através de negociações extra-judiciais com bancos, além de obter de fornecedores a suspensão de pagamentos por duas ou três safras.

Os detentores de títulos rejeitaram a proposta de Alves de trocar dívida por equity e uma nova injeção de caixa.

A GVO parou com os pagamentos de aproximadamente 600 milhões de dólares em títulos sem garantias e espera reabrir as negociações com os detentores de títulos.

O grupo espera produzir 350 mil toneladas de açúcar e 590 milhões de litros de etanol nesta temporada. (Reuters 13/08/2015)

 

Prejuízo líquido da Biosev cresceu 79% no 1º tri do atual exercício

A Biosev, segunda maior processadora de cana do país, encerrou o primeiro trimestre do exercício 2015/16, em 30 de junho, com prejuízo líquido de R$ 265,6 milhões, 79% maior que a perda registrada em igual período do ano fiscal anterior (R$ 148,3 milhões). Conforme informações enviadas pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado caiu 17% na comparação, para R$ 181,9 milhões, enquanto sua receita líquida aumentou 49,5%, para R$ 1,362 bilhão.

Da receita total, o açúcar respondeu por R$ 399 milhões, 2,4% menos que em igual intervalo do exercício 2014/15, o etanol por R$ 357 milhões, em baixa de 5,6%, e a cogeração de energia por R$ 54 milhões, em queda de 33,9%.

Em comunicado, a empresa, que é controlada pela multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities, informou que seu resultado líquido foi “fortemente impactado” pela variação da provisão de Imposto de Renda e Contribuição Social, que passou de R$ 42 milhões negativos no primeiro trimestre do exercício 2014/15 para 242 milhões no mesmo período do atual ano fiscal, em decorrência “de variação nas principais diferenças temporárias do período, as quais estão concentradas em variação cambial, ajuste e valor justo sobre ativo biológico e provisões”.

Sempre conforme a empresa, sua moagem de cana foi 11,9% menor de abril a junho deste ano em relação a igual intervalo de 2014, para 8,6 milhões de toneladas. A moagem de cana própria alcançou 5,4 milhões de toneladas, uma queda de 10,5%, ao passo que a moagem de cana de terceiros recuou 14,3%, para 3,2 milhões de toneladas. Nessa frente, contudo, houve um aumento de 33,2%, para 2,5 milhões de toneladas, verificado no Polo Agroindustrial Mato Grosso do Sul.

“A redução no volume de cana processada no primeiro trimestre decorre principalmente do maior volume de chuvas, que foi 16% acima da média dos últimos oito anos e que resultou em uma redução de 22% da área colhida”, informou a companhia. A Biosev, que é dona de 11 usinas sucroalcooleiras no país, também destacou que 97,7% da colheita em seus canaviais já está mecanizada.

A companhia também informou, finalmente, que sua dívida bruta em 30 de junho estava em R$ 6,5 bilhões, 3,4% mais que um ano antes. Contribuiu para esse crescimento, conforme a Biosev, captações líquidas que somaram R$ 633 milhões, apenas parcialmente compensadas por um impacto positivo da valorização de 3,3% do real em relação ao dólar sobre o endividamento denominado em moeda estrangeira. (Valor Econômico 13/08/2015 às 17h: 59m)

 

Oferta de etanol já preocupa as usinas

O ritmo da moagem de cana no Centro-Sul do país do início da safra atual (2015/16), em abril, até 1º de agosto preocupa as usinas sucroalcooleiras que operam na região. Isso por causa do etanol, cuja demanda doméstica está em forte expansão há meses. Dada a necessidade de algumas empresas de fazer caixa, a oferta até agora também tem sido elevada, o que tem colaborado para a queda dos preços que recebem.

Nesse sentido, especialistas acreditam que um "choque altista" de preços do etanol inevitavelmente vai acontecer, até para conter a demanda e equilibrá-la melhor à oferta. Os grupos mais capitalizados têm sinalizado que vão estocar o produto, de olho nas oportunidades de preço que se desenham mais à frente.

Apesar da elevada oferta de cana no campo, estima-se no mercado que haja até 630 milhões de toneladas disponíveis, a moagem efetiva não deverá chegar a tanto. Assim, na visão de especialistas, não haverá etanol suficiente para sustentar o elevado consumo mensal atual.

Em julho, o volume de vendas de hidratado das usinas do Centro-Sul às distribuidoras foi o terceiro maior da história para o mês: 1,7 bilhão de litros, 49,7% mais que em julho de 2014. No primeiro semestre, o consumo de hidratado no país atingiu 8,3 bilhões de litros, 38% acima de igual período do ano passado.

Assim, reforçam traders, a partir de agosto os volumes mensais terão que recuar para se equilibrarem à oferta projetada. Considerando-se uma moagem de cana efetiva no Centro-Sul de 590 milhões de toneladas, haveria etanol hidratado para um consumo mensal de agosto até abril do ano que vem de 1,3 bilhão de litros por mês.

Mas esses mesmos traders acreditam que essa projeção de moagem (590 milhões de toneladas) já pode ser considerada otimista, diante dos últimos números da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, divulgados nesta semana. Desde o início da safra 2015/16 até 1º de agosto, foram processadas pelas usinas do Centro-Sul, 279 milhões de toneladas de cana, o que significa que há chances de o número final da safra ficar próximo do patamar de 560 milhões de toneladas. Isso porque se considera que, até agosto, normalmente as usinas já processaram metade da cana que projetaram moer durante toda a temporada.

O atraso na moagem até 1º de agosto reflete as chuvas dos meses de maio e junho, que interromperam os trabalhos de colheitas de muitas usinas no Centro-Sul. Em julho, o tempo seco permitiu algum avanço, segundo algumas companhias, mas será necessário um clima muito favorável para que as usinas consigam alcançar 590 milhões de toneladas. (Valor Econômico 14/08/2015)

 

Etanol pode contribuir com a melhoria da qualidade do ar em São Paulo

O biocombustível derivado da cana-de-açúcar emite até 90% menos gases poluentes se comparado à gasolina.

O inverno deste ano não tem registrado as temperaturas frias típicas da estação, mas outra característica da época permaneceu: o clima seco e a umidade relativa do ar comparável a cidades localizadas no deserto. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), não chove na região metropolitana de São Paulo desde o último dia 26 de julho. Com isso, a qualidade do ar da cidade tem sido considerada preocupante para a saúde dos paulistanos, principalmente por causa dos altos índices de poluição provenientes dos veículos automotores.

Apesar do cenário crítico, a situação poderia ser bem pior. Desde março deste ano, o percentual de etanol anidro presente na gasolina passou de 25% para 27%, reduzindo um pouco as emissões de poluentes a partir da queima do combustível fóssil. Além disso, hoje, o volume consumido de etanol combustível (somando etanol hidratado e anidro) supera o de gasolina pura em 75% em São Paulo.

“A redução da cobrança do ICMS sobre as vendas de etanol hidratado no Estado, de 25% para 12%, adotado desde janeiro de 2004, aliada à retomada da CIDE sobre a gasolina neste ano e à paridade entre os combustíveis abaixo de 70% tem tornando o etanol cada vez mais atraente para o consumidor, que também deve levar em conta os benefícios para a saúde e meio ambiente na hora de optar pelo biocombustível”, destaca o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues.

O etanol derivado da cana-de-açúcar é uma alternativa de combustível proveniente de fonte limpa e renovável, que proporciona ganhos à saúde pública. Um estudo desenvolvido por equipe de médicos e especialistas da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo médico e professor Paulo Saldiva, concluiu que o uso do biocombustível nas oito principais regiões metropolitanas do Brasil foi responsável pela redução de quase 1.400 mortes e mais de 9.000 internações anuais ocasionadas por problemas respiratórios e cardiovasculares associados somente ao uso de combustíveis fósseis. Trata-se de uma economia de R$ 430 milhões por ano para o sistema de saúde pública e privada.

Além disso, o etanol também apresenta vantagens ambientais sobre a gasolina – reduz as emissões de gases causadores das mudanças climáticas em até 90%. Só nos últimos 12 anos (de março de 2003, quando a tecnologia flex foi lançada no Brasil, a maio de 2015), por exemplo, a utilização do combustível produzido a partir da cana evitou a emissão de mais de 300 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, valor que corresponde aproximadamente ao que a Polônia libera por ano (317 milhões de toneladas de CO2). “Hoje, este é o único biocombustível produzido em grande escala no mundo considerado ‘avançado’ pela Environmental Protection Agency (EPA), a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos”, reforça Alfred Szwarc, consultor de Emissões e Tecnologias da UNICA.. (UNICA 13/08/2015)

 

Produção de cana-de-açúcar deve crescer 3,2% em 2015/2016

Projeção não é maior por queda na área plantada e baixa produtividade em São Paulo, diz Conab.

A produção de cana-de-açúcar na safra 2015/2016 deve totalizar 655,2 milhões de toneladas, o que representaria um aumento de 3,2% em relação ao registrado na temporada passada. A estimativa é do segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o relatório, a projeção só não é maior por conta da redução de 0,6% da área plantada e da expectativa para a produtividade dos canaviais de São Paulo, maior estado produtor, que ainda se recupera dos efeitos da crise hídrica.

A área cultivada deve chegar a 8,954 milhões de hectares, com São Paulo representando 51,8% do total, seguido por Goiás (10,1%) e Minas Gerais (8%). Apesar de estarem entre os três estados com maior área plantada, Minas Gerais e São Paulo devem apresentar redução entre a safra passada e esta, de 11,2% e 0,8%, respectivamente.

A Conab projeta também que a produtividade total subirá 3,8%, para 73,163 toneladas por hectare. A produtividade paulista deve crescer 2,8% em relação à safra 2014/2015, mas será 8,5% menor que a média de 2013/2014.

O relatório também traz informações sobre a produção de açúcar, que deve crescer 4,8% ante 2014/2015, para 37,28 milhões de toneladas. Cerca de 71,6% do volume total será produzido na região Sudeste, seguido pelo Centro-Oeste (10,8%), Nordeste (9,5%), Sul (8%) e Norte (0,1%).

Para o etanol, a expectativa é de produção de 28,52 bilhões de litros, queda de 0,5%, com o anidro (utilizado na mistura com a gasolina) crescendo 2%, para 11,97 bilhões litros, e o hidratado (utilizado nos veículos flex fuel) recuando 2,2%, para 16,5 bilhões de litros.

O açúcar total recuperável (ATR) médio para a safra atual está estimado em 134,7 quilos por tonelada de cana-de-açúcar. Deste volume, o percentual de ATR destinado à produção de açúcar está estimado em 44,1% do total, enquanto para etanol deve ser de 55,9%.

O levantamento da Conab aponta que Amazonas, Alagoas e Pernambuco deverão destinar a maior parte da sua produção de cana-de-açúcar para a produção de açúcar. São Paulo, Paraná e Piauí deverão apresentar um equilíbrio na oferta de açúcar e etanol. Rondônia, Tocantins, Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, por sua vez, devem destinar seu ATR total à produção de etanol. Destes, Rondônia, Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul produzirão apenas etanol hidratado.

Clima

O relatório da Conab também apresentou previsões meteorológicas para os próximos para o trimestre de agosto a outubro.

Segundo os modelos, há uma forte probabilidade de o volume de chuvas na região Sul ficar próximo ou acima da média, principalmente no norte do Paraná, por conta do El Niño. Dependendo de sua magnitude, São Paulo e Mato Grosso do Sul também podem apresentar precipitações acima da média.

Para Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e o Nordeste, a maior probabilidade é de chuvas dentro da faixa normal ou abaixo. (Cana Rural 13/08/2015)

 

Produção de açúcar e etanol está 'excelente', diz Cid Caldas

Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) avaliam que o etanol deve se tornar mais competitivo em relação à gasolina. Segundo o coordenador-geral de Cana de Açúcar e Agroenergia da instituição, Cid Caldas, a produção está "excelente".

A fala dele ocorreu durante o anúncio do 2º Levantamento da Safra 2015/16 de Cana-de-Açúcar. "Temos hoje próximo de 280 milhões de cana produzida, ou seja, 45% da cana foi esmagada. Temos produção de 12 bilhões de litros de etanol, 13 milhões de toneladas de açúcar. Está excelente, dentro da normalidade", afirmou.

Caldas observou ainda que 2015 deve ser mais "tranquilo" que os anteriores em termos de preço porque em São Paulo e Minas Gerais o etanol ficou mais competitivo. Apenas dessas duas regiões deve haver um incremento de 1,5 bilhão de litros na produção frente à safra passada.

Ele também observou que Estados produtores têm reduzido o ICMS sobre o etanol. "Os principais Estados que promoveram redução de ICMS têm se beneficiado com o aumento do consumo de etanol", disse. (Agência Estado 13/08/2015)

 

Conab reduz projeção de produção de açúcar e etanol do Centro-Sul

Conab reduz projeção de produção de açúcar e etanol do Centro-Sul.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou sua previsão para a safra de cana do Centro-Sul do Brasil em 0,2 por cento na comparação com relatório de abril, citando clima favorável, mas estimou uma produção ligeiramente menor de açúcar e etanol, com uma queda na concentração de açúcares na matéria-prima.

A safra 2015/16 do centro-sul, que está em andamento, foi estimada em 593,96 milhões de toneladas, ante volume de 592,7 milhões de toneladas do relatório anterior.

"A estimativa é que a produção do país tenha um incremento de 3,2 por cento em relação à safra passada e só não é maior em razão da leve redução de área plantada no país e da produtividade nos canaviais São Paulo, maior Estado produtor, que se recuperam de um impacto hídrico da safra passada", disse a Conab em relatório.

As produções de açúcar e de etanol do centro-sul foram estimadas em leve queda, com o açúcar total recuperável (ATR) do centro-sul projetado agora em 135,5 kg/tonelada, ante 137,8 kg/tonelada do relatório de abril. (Reuters 13/08/2015)

 

CNA levanta custos de produção sucroenergética em Goiás

Considerada uma das regiões de destaque na produção de cana-de-açúcar em Goiás, Rio Verde, recebeu, na semana passada, representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para fazerem levantamentos sobre custo de produção e formarem uma rede atualizada de dados sobre o setor sucroenergético, que serão aplicadas no projeto Campo Futuro. O estado de São Paulo, também recebeu a visita dos representantes e ao todo, foram realizados quatro painéis, que contaram com a participação de quase 50 fornecedores.

De acordo com o assessor técnico da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da CNA, Rogério Avellar, foi a primeira vez que houve levantamento de informações em Rio Verde e nos municípios de São Paulo. “A participação está bastante interessante e produtiva. Cada dia os produtores estão mais interessados nos resultados obtidos pelo levantamento de custos, pois além de avaliar o próprio negócio podem comparar com os resultados de outras regiões produtoras”, disse.

O assessor acrescenta que, de forma geral, os fornecedores de cana-de-açúcar estão com margens econômicas negativas. Os custos de produção situam-se acima do valor recebido pela matéria prima entregue para as usinas. Ao todo, 15 municípios dos estados de Goiás, Mato Grosso, Alagoas, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul receberão a visita técnica do projeto.

Até o fim de agosto, mais de 100 fornecedores participarão dos painéis do Campo Futuro da cadeia sucroenergética. A iniciativa é feita em parceria com técnicos do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege), ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP).

Foco na produção

Com as informações obtidas, a CNA visa formar uma rede atualizada de dados de custo de produção em várias culturas. Além do café e da cana-de-açúcar, serão contempladas no projeto Campo Futuro as seguintes atividades: bovinoculturas de corte e de leite, arroz, algodão, soja, milho, trigo, e fruticultura (laranja e cacau). Estas informações obtidas a partir destes painéis servirão para orientar o produtor rural na gestão da sua propriedade rural e na tomada de decisões em sua atividade.

Campo Futuro

O projeto, criado pela CNA, faz desde 2007 o levantamento de informações econômicas para contribuir nas decisões do produtor rural, aliando a capacitação do produtor rural à geração de informação para administração de riscos de preços, de custos e de produção na propriedade rural. O produtor aprenderá a calcular o seu custo de produção e a utilizar ferramentas para o gerenciamento de riscos de preços. (CNA 13/08/2015)

 

Valor da produção no campo pode atingir R$ 470 bi

O Ministério da Agricultura elevou para R$ 469,7 bilhões sua estimativa para o valor bruto da produção (VBP) agropecuária brasileira em 2015, conforme aponta levantamento divulgado ontem. O montante é 1,4% superior ao estimado em julho, e, se confirmado, representará um aumento de 0,6% em relação ao ano passado e um novo recorde.

Baseado em 21 das mais importantes lavouras do país, o VBP da agricultura neste ano passou a ser projetado em R$ 300,9 bilhões, ante os R$ 295,2 bilhões previstos em julho e os R$ 301,3 bilhões de 2014. Já o VBP da pecuária, que inclui os cinco principais produtos do segmento, agora está projetado em R$ 168,8 bilhões, acima do estimado em julho (R$ 168,1 bilhões) e 2% mais que no ano passado (R$ 165,5 bilhões).

Entre todos os produtos pesquisados pelo departamento de gestão estratégica do Ministério da Agricultura, a soja continua a puxar o valor da produção da agropecuária nacional. A previsão para o VBP do grão em 2015 foi elevada para R$ 95,7 bilhões, 2,9% mais que em 2014. Em seguida aparecem bovinos (R$ 73,2 bilhões, aumento de 9,4%), cana (R$ 46,2 bilhões, queda de 1,1%), frango (R$ 43,7 bilhões, queda de 3,7%) e milho (R$ 37,6 bilhões, alta de 1,6%). (Valor Econômico 14/08/2015)

 

Perspectiva ruim para fertilizantes nitrogenados dispara onda de fusões

A queda dos preços e o crescimento frenético da produção de fertilizantes nitrogenados motivaram quase 10 bilhões de dólares em fusões e aquisições no setor, bastante fragmentado, e indicam que mais consolidação pode estar a caminho no mercado do mais importante dos três nutrientes básicos da agricultura.

A CF Industries Holdings, sediada em Illinois, terceira maior produtora de fertilizantes nitrogenados, está envolvida em três dos quatro acordos do mês passado, derrubando dois potenciais competidores de seu território e garantindo volume de vendas nos Estados Unidos, o maior produtor mundial de milho.

"O que a CF está fazendo é a clássica autopreservação corporativa, em um mundo em que há pessoas bem capitalizadas tentando entrar no seu núcleo de mercado nitrogenados no Meio-Oeste e na costa do Golfo dos Estados Unidos," disse Chris Damas, editor de mercados da BCMI Report.

Ao contrário da indústria potássio e fosfato, dominadas por alguns poucos participantes, as 20 maiores empresas de nitrogênio respondem por somente pouco mais que um terço da oferta global, de acordo com a consultoria CRU Group.

Os acordos aumentaram a influência da CF no mercado ao remover duas potenciais fábricas norte-americanas rivais, em um momento em que Agrium, Yara, Koch Industries e outras aumentam a capacidade da América do Norte.

A CVR Partners disse na segunda-feira que iria comprar a Rentech Nitrogen Partners por 533 milhões de dólares, criando a quinta-maior produtora de nitrogênio da América do Norte. (Reuters 13/08/2015)

 

Dilma, pegue sua bicicleta e com Lula na carona, vá pedalando prá casa

Por Ronaldo Knack

“Dilma Rousseff já não governa, deixou o poder por abandono do cargo, já há bom tempo, por capitular diante da corrupção descontrolada que destruiu seu governo e por sua inépcia terminal para a função de governar qualquer coisa.

Lula não é mais que uma sombra assustada, que há muito se preocupa apenas com a própria sobrevivência.

O PT, enfim, solta notas com atividade cerebral próxima ao zero, nas quais transforma em bomba terrorista um buscapé de São João jogando contra o Instituto Lula, fala em ‘avanço da direita’ e não consegue mostrar nenhuma ideia coerente em sua defesa” - J.R. Guzzo, Jornalista

“As doutoras Dilma e Graça Foster viam o baile dos escândalos de corrupção na Petrobras, mas não ouviam a orquestra” - Elio Gaspari, Jornalista.

Pesquisa feita pelo Instituto FSB mostra que os jornais se mantém como principal fonte de informação dos parlamentares brasileiros (50%), seguida pela internet (37%), telejornais (8%), rádio (2) e revistas (1).

Em recente pesquisa feita pelo BrasilAgro com a SucroTrends, junto aos empresários da cadeia produtiva sucroenergética, a internet era apontada como líder absoluta na condição de fonte de informação, com 67% de preferência, seguida de jornais (23%), revistas (7%) e TV (3%)

Os percentuais mostram o quanto os marqueteiros e comunicadores de plantão erram em seus planejamentos estratégicos na hora de dividirem o bolo de investimentos em mídia. E o quanto os gestores de vendas estão fora da realidade, o que explica em parte o mau desempenho que acumulam.

Mas vamos ao que interessa: na última terça-feira a ‘patriota’ Dilma, como a considera Rubens Ometto, o maior usineiro do mundo, convocou a imprensa para anunciar “investimentos de R$ 186 bilhões em obras de energia”. Aproveitou o delicado momento em que apenas 8% dos brasileiros ainda acreditam nela, para explicar o brutal e vergonhoso preço da energia no País.

Segundo Dilma, o problema é o alto custo das usinas termoelétricas. Faltou honestidade à ela e o que não disse, é que o preço que pagamos pela energia gerada a partir de gás e diesel é decorrência da ‘sovietização’ que ela impôs ao sistema elétrico nacional. Tivesse ela deixado de ser teimosa e omissa, a bioenergia a partir do bagaço e palha da cana, evitaria o desastre que estamos assistindo e pagando.

Por estas e outras é que os brasileiros comprometidos com valores éticos e morais, preocupados com o futuro da nação, devem se manifestar ruidosamente neste domingo contra a quadrilha que Lula instalou no governo federal. Nunca em momento algum, e, pasmem, em país algum do planeta, se roubou tanto e descaradamente com a chegada ao poder do PT & Cia.

Se você se sente desconfortável e aborrecido com o que esta turma fez, faz e quer continuar fazendo, permaneça em sua zona mental de conforto. Se não, este é o momento para mostrar sua discordância e contrariedade. Prá frente e prá cima Brasil! (Ronaldo Knack é Jornalista e bacharel em Administração de Empresas e Direito. É também fundador e presidente do BrasilAgro; ronaldo@brasilagro.com.br)

 

Commodities Agrícolas

Café: Ganhos em NY: Os futuros do café arábica voltaram a subir ontem na bolsa de Nova York após a liquidação de quarta-feira, diante do ajuste nos mercados globais e da retomada das preocupações com a oferta. Os lotes para dezembro subiram 535 pontos, a US$ 1,406 a libra-peso. De acordo com Marcus Magalhães, da Maros Corretora, a alta do café foi motivada por recompras técnicas e acompanhou o mercado externo, que buscou correções após os fortes tombos dos dois dias anteriores em meio à desvalorização do yuan. Dessa forma, os traders ignoraram a pressão da alta do dólar ontem. No Brasil, a colheita segue atrasada e alcançou 79% do volume esperado até 11 de agosto, ou 39,58 milhões de sacas, segundo a Safras & Mercado. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica subiu 2,33%, para R$ 476,60 a saca.

Algodão: Ecos do USDA: As projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra americana de algodão divulgadas na quarta-feira voltaram a influenciar as cotações ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro subiram 110 pontos, a 65,79 centavos de dólar a libra-peso. O órgão cortou sua projeção de colheita para 2,84 milhões de toneladas ao considerar que os produtores deixaram de plantar em algumas áreas após fortes chuvas na época de plantio. O USDA também reduziu seu cálculo de produtividade. Alguns analistas, porém, não acreditam nas projeções e avaliam que o órgão ainda vai aumentar suas estimativas no futuro. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,37%, para R$ 2,1864 a libra-peso.

Soja: Ajuste externo: Os preços da soja recuperaram parte da queda de quarta-feira e apresentaram ganhos expressivos na bolsa de Chicago ontem. Os contratos da soja para setembro subiram 17,75 centavos, para US$ 9,3625 o bushel. Os preços seguiram o movimento dos mercados financeiros globais, no qual os investidores buscaram uma recuperação depois que o vice-presidente do banco central chinês refutou boatos de uma intenção de desvalorizar o yuan em 10%. A queda da divisa chinesa ante o dólar provocou fortes tombos nos mercados na terça e quarta-feira. Os traders da soja embarcaram na onda de recompras para dirimir as perdas do dia anterior após as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No Paraná, o preço da saca caiu 3,17%, para R$ 63,89, segundo o Deral/Seab.

Trigo: EUA no radar: As cotações do trigo ganharam terreno ontem nas bolsas dos Estados Unidos sob impulso de reajustes nos mercados externos e da estimativa menor para a safra americana do Departamento de Agricultura do país (USDA). Na bolsa de Chicago, os contratos para dezembro subiram 11,75 centavos, a US$ 5,09 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis com igual prazo de entrega avançaram 9,75 centavos, para US$ 5,0625 o bushel. O órgão cortou sua estimativa para a produção de trigo dos EUA para 58,13 milhões de toneladas ao avaliar que a safra de primavera não crescerá o suficiente para compensar as perdas nas outras lavouras. No mercado interno, o preço médio da tonelada de trigo no Paraná caiu 0,23%, para R$ 33,97 a saca, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 14/08/2015)