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Preços do açúcar podem ter recuperação em 2016, diz Chammas

O diretor presidente da Biosev, Rui Chammas, disse que os preços do açúcarpodem se recuperar ao longo do próximo ano. "Há um consenso global de que esta será a primeira temporada (se referindo à safra mundial de açúcar que vai de outubro de 2015 a setembro de 2016) em muitos anos em que o consumo irá superar a produção. Acho que isso aponta para o final da tendência de queda dos preços", falou ao Broadcast Agro. Chammas, no entanto, não quis apontar percentuais ou valores. "Não fazemos projeções de preços, mas é uma análise para o ciclo", afirmou.

No primeiro trimestre da safra 2015/16, a Biosev produziu 437 mil toneladas de açúcar, queda de 16,3% em relação a igual período em 2014/15. Do total da cana processada, 49,4% foi para a fabricação de açúcar. Segundo a Biosev, 1,41 milhão de toneladas tinham preço fixado a 15,72 centavos de dólar por libra-peso em 30 de junho deste ano. O câmbio médio para o hedge foi de R$ 2,85 por US$ 1. Esse volume representa 84% da exposição da safra.

Em relação ao etanol, o impacto das medidas anunciadas no início deste ano, como a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), ajudaram no aumento das vendas do produto. "Há uma demanda bastante robusta no País atualmente", afirmou. Ele disse que a Biosev não deve segurar grandes volumes de estoques; a companhia deve colocar parte da produção à venda durante a entressafra. (Agência Estado 14/08/2015)

 

Açúcar: De Londres a NY

Os futuros do açúcar subiram na sexta-feira na bolsa de Nova York diante da queda do dólar perante o real e da crescente influência dos preços do açúcar refinado negociado na bolsa de Londres.

Os contratos do açúcar demerara na bolsa dos EUA para março de 2016 subiram 13 pontos, para 11,86 centavos de dólar a libra-peso.

A alta do produto refinado na bolsa européia tem incentivado as refinarias a processarem o açúcar bruto de seus estoques para aproveitarem a remuneração melhor.

Na semana, porém, a variação foi praticamente nula, em meio a "movimentações bastante restritas dos fundos especulativos", segundo Bruno Lima, analista da FCStone.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,36%, para R$ 46,95 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 17/08/2015)

 

Política pública brasileira não incentiva produção de etanol

O historiador Thomas Rogers, da Emory University, de Atlanta/USA visitou a UDOP na manhã desta sexta-feira (14), onde entrevistou o Presidente Executivo da entidade, Antonio Cesar Salibe sobre o processo de mudança experimentado no Oeste Paulista com o crescimento da canana região depois de 1979, com o advento do ProÁlcool, que no próximo mês de novembro completa 40 anos.

A pesquisa de Rogers sobre o ProÁlcool vai embasar a edição de um livro sobre o tema que a Universidade Emory lançará em 2016. O historiador destaca que sua intenção é expor ao público norte-americano como o Programa Nacional do Álcool no Brasil influenciou na política energética do país, seus impactos sociais e ambientais, dentre outros aspectos.

Salibe destacou a importância do ProÁlcool no desenvolvimento de todo o oeste do estado de São Paulo. "Antes do ProÁlcool a cana paulista estava restrita as regiões tradicionais, como Ribeirão Preto e Piracicaba, e com o Programa, o oeste, que até então tinha apenas nove usinas de açúcar, ganhou 50 destilarias autônomas, se tornando importante partícipe no cenário bioenergético nacional", destacou o presidente executivo da UDOP.

Em entrevista à TV UDOP, Thomas Rogers destacou o interesse crescente mundial por fontes alternativas de energia e que a experiência brasileira com o etanol será, com certeza, referência internacional. O historiador argumenta que os Estados Unidos são muito interessados no programa de etanol do Brasil, prova disso é que em 2007 o ex-presidente Bush visitou o país por duas vezes, tendo na pauta da viagem, inclusive, a visita à usinas e diálogos sobre o etanol com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Indagado sobre o porquê de os Estados Unidos estarem à frente do Brasil na produção deetanol, figurando como maior produtor do mundo, mesmo utilizando-se de uma matéria-prima (milho) menos eficiente e mais cara do que a cana-de-açúcar, Rogers acredita que isso esteja ligado a questões políticas, mas finaliza a entrevista dizendo que seguramente o Brasil voltará a ser o maior produtor do mundo do biocombustível. (UDOP 14/08/2015)

 

Anúncio de programas de produção de etanol está próximo, diz Nassar

O governo está fechando os detalhes do Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais (Prorenova) e do Programa de Estocagem de Álcool. A informação foi dada ontem (13), pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar, durante a divulgação do 2º Levantamento da Safra 2015/16 de Cana-de-Açúcar.

Segundo Nassar, ainda não teve início a liberação de recursos dos dois programas, mas o que precisava ser resolvido já está acertado entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os ministérios envolvidos (o da Fazenda, o de Minas e Energia e o da Agricultura).

Em momentos de aperto, eles foram importantes para os produtores", observou Nassar. "Faltam apenas alguns detalhes em taxas de juros." O secretário ponderou, ainda, que o setor enfrenta "grandes desafios" de mercado, não pelo cenário deste ano, mas em decorrência do endividamento que se acumulou ao longo do tempo. Nassar, no entanto, não quis falar sobre a possibilidade de o governo refinanciar essas dívidas, disse apenas que o Ministério da Agricultura está levantando o tamanho desse endividamento. (Agência Estado 14/08/2015)

 

Produtores de cana em Piracicaba (SP) reivindicam recursos para setor em protesto

Cooperativa de cana é uma das organizadoras do movimento que reuniu cerca de 2 mil pessoas na cidade.

Na manhã deste domingo, dia 16, cerca de 2 mil pessoas, de acordo com dados da Polícia Militar, tomaram a praça José Bonifácio, em Piracicaba, no interior de São Paulo, para protestar contra o governo federal e a atual situação econômica do país.

Após o hino nacional, os manifestantes seguiram pelas ruas do centro da cidade. O protesto pedia o impeachemnt da presidente Dilma Rousseff, o fim da corrupção e a reforma política.

A cooperativa dos produtores de cana-de-açúcar da região, uma das organizadoras do protesto na cidade, reivindicou a liberação efetiva de recursos para o setor, que passa por forte crise. (Canal Rural 16/08/2015)

 

Usinas do NE substituem a cana por eucaliptos

Com metade de seus canaviais em terrenos de topografia acidentada, que não permitem a mecanização, usinas do Nordeste buscam novas vocações para esses terrenos. Estudos já indicaram algum potencial imobiliário ou turístico, e o mais recente aponta alguma viabilidade para o cultivo de sorgo, mas nos últimos anos a maior aposta tem sido a plantação de eucaliptos, destinados à produção de energia elétrica a partir da biomassa e também de móveis.

O projeto mais recente começou a ser implementado neste mês pela Usina Petribu, de Pernambuco. Serão 3 mil hectares, em terras próprias e de fornecedores, com foco na produção de energia. A meta da empresa é chegar a 18 mil hectares em seis anos. "Em vez de produzirmos energia nos seis meses da safra da cana, vamos gerar bioeletricidade durante todo o ano", conta Jorge Petribu.

A atividade na região teve início há três anos com o Grupo Carlos Lyra, que criou uma joint venture com a Duratex para a fabricação de móveis. Atualmente, são 4,5 mil hectares, mas o plano é alcançar 13,5 mil hectares até 2021. (Valor Econômico 17/08/2015)

 

Mesmo com crescimento da safra de cana, Faeg segue preocupada com cenário futuro

O Brasil pode colher 655,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2015/2016, o que representa um índice 3,2% superior aos 634,8 milhões de toneladas da safra anterior. Os números apresentados, nesta quinta-feira (13), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) não surpreenderam o corpo técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), já que é natural a mudança dos dados em função da dinamicidade do setor, onde as questões mercadológicas e de clima influenciam bastante na tomada de decisões na produção. A entidade entende ainda que os números apresentados passarão por novos ajustes em um terceiro levantamento, já que há uma expectativa de continuidade das interferências climáticas do El Ñino com previsão de chuvas iniciando mais cedo, o que pode afetar diretamente a colheita, além das posições de mercado que podem também ter leves modificações.

O assessor técnico da Faeg para a área de Cana-de-Açúcar, Alexandro Alves explica que o levantamento refletiu bem as condições de mercado pela qual o setor passa no momento. “A queda dos preços internacionais do açúcar, o fator cambial e o aumento considerável da demanda por etanol no país, proporcionaram uma mudança no cenário de produção em boa parte das regiões produtoras, inclusive em Goiás. O mix aproximado na safra anterior para o estado era de 23% da cana destinada à fabricação de açúcar e 78% destinada ao etanol. Agora foi evidenciada que as questões de mercado interferiram diretamente na dinâmica de produção, onde temos 20% da cana destinada ao açúcar e 80% destinada à fabricação de etanol”, pontua.

Alexandro explica ainda que essa redução foi motivada pelo fato de que os preços do açúcar no mercado internacional apresentaram as menores cotações em seis anos. “Isso, aliados à fraca demanda em função dos altos estoques mundiais, contribuíram para a mudança. Além disso, a forte demanda por etanol em função do aumento do preço da gasolina, influenciaram decisivamente na alteração do mix”.

Em âmbito nacional, a Conab informou que o maior volume da cana colhida vai ser destinado à fabricação de etanol, que representa 55,9% da produção. O etanol total deve ter uma redução de 0,5%, passando de 28,66 para 28,52 bilhões de litros. Já o hidratado, utilizado nos veículos "flex-fuel", reduziu em 2,2%, alterando a marca de 16,9 bilhões para 16,6 bilhões de litros. O anidro, destinado à mistura com gasolina, apresenta aumento de 2%, passando de 11,7 bilhões para 12 bilhões de litros.

Para a produção de açúcar, está previsto um aumento de 4,8%, e deve passar das 35,56 milhões de toneladas para 37,28 milhões, o que representa 1,7 milhão de toneladas a mais.

Etanol

Segundo a Conab, os dados referentes ao etanol também tiveram alteração. O primeiro levantamento mostrou um acréscimo de 3,3% na produção goiana do produto, sendo que no levantamento atual o índice percentual de aumento é de quase 7% comparado à safra anterior. Destaque para o aumento de mais de 10% na produção de hidratado e queda de 2,2% na produção de anidro.

Alexandro explica que no cenário nacional o contexto é outro. “Houve uma queda de 2,2% na produção de hidratado e aumento de 2% na produção de anidro, fato que podemos explicar pela maior demanda em função do aumento para 27% da mistura na gasolina, apesar de se observar queda no consumo do combustível fóssil. Goiás deve fechar com uma produção de 3,4 bilhões de litros de hidratado e 1 bilhão de litros de anidro totalizando 4,4 bilhões de litros produzidos”, completa.

Clima

Alexandro Alves explica que além das condições mercadológicas, os fatores climáticos também pesaram para o resultado do levantamento. “Em Goiás, como em outras partes da região Centro-Sul, tivemos a influência notória do fenômeno El Ñino que trouxe condições desfavoráveis ao desenvolvimento fisiológico num primeiro momento, especialmente entre out/14 a jan/15 onde enfrentamos um forte período de seca além de altas temperaturas. Mas que em um segundo momento, nos trouxe um forte e prolongado período chuvoso que se estendeu de entre março e julho”, pontua, fazendo referência à melhoria da produtividade.

O assessor técnico da Faeg explica que as plantas conseguiram se recuperar bem com as chuvas, o que resultou na melhoria de produtividade em algumas regiões, ficando um pouco acima na média geral comparada a safra anterior. “Os níveis de ATR, porém, estão mais baixos em função do alto índice pluviométrico observado no período. Mesmo mediante as adversidades climáticas, a produtividade goiana cresceu em torno de 3,8% comparado à safra anterior”. Alexandro completa pontuando que a produtividade dos canaviais goianos é hoje uma das maiores do país, atrás apenas da Bahia.

Área de produção

Por fim, Alexandro Alves explica que apesar da redução de área plantada no Brasil, em função de fechamentos de usinas e da não renovação de canaviais já bastante envelhecidos, Goiás cresceu 6,3% a área colhida, passando de 854,2 mil hectares para 908 mil hectares, oque representa 10% de toda cana processada no país. “A produção também teve destaque, passamos de 66,3 milhões de toneladas na safra 14/15 para quase 71 milhões de toneladas no atual ciclo: um acréscimo de quase 7%”.

O levantamento da Conab trouxe ainda um destaque para o açúcar, que demostrou queda. “No primeiro levantamento houve um acréscimo de 3,5% na produção em Goiás. Já no segundo levantamento a previsão mudou drasticamente, passando a ser negativa em 8,5% comparado à safra anterior. Goiás deve produzir 1,8 milhões de toneladas e caiu para a 5ª colocação no ranking nacional de produção, atrás de SP, PR, MG e AL”, finaliza Alexandro.

O Brasil pode colher 655,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2015/2016, o que representa um índice 3,2% superior aos 634,8 milhões de toneladas da safra anterior. Os números apresentados, nesta quinta-feira (13), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) não surpreenderam o corpo técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), já que é natural a mudança dos dados em função da dinamicidade do setor, onde as questões mercadológicas e de clima influenciam bastante na tomada de decisões na produção. A entidade entende ainda que os números apresentados passarão por novos ajustes em um terceiro levantamento, já que há uma expectativa de continuidade das interferências climáticas do El Ñino com previsão de chuvas iniciando mais cedo, o que pode afetar diretamente a colheita, além das posições de mercado que podem também ter leves modificações.

O assessor técnico da Faeg para a área de Cana-de-açúcar, Alexandro Alves explica que o levantamento refletiu bem as condições de mercado pela qual o setor passa no momento. “A queda dos preços internacionais do açúcar, o fator cambial e o aumento considerável da demanda por etanol no país, proporcionaram uma mudança no cenário de produção em boa parte das regiões produtoras, inclusive em Goiás. O mix aproximado na safra anterior para o estado era de 23% da cana destinada à fabricação de açúcar e 78% destinada ao etanol. Agora foi evidenciada que as questões de mercado interferiram diretamente na dinâmica de produção, onde temos 20% da cana destinada ao açúcar e 80% destinada à fabricação de etanol”, pontua.

Alexandro explica ainda que essa redução foi motivada pelo fato de que os preços do açúcar no mercado internacional apresentaram as menores cotações em seis anos. “Isso, aliados à fraca demanda em função dos altos estoques mundiais, contribuíram para a mudança. Além disso, a forte demanda por etanol em função do aumento do preço da gasolina, influenciaram decisivamente na alteração do mix”.

Em âmbito nacional, a Conab informou que o maior volume da cana colhida vai ser destinado à fabricação de etanol, que representa 55,9% da produção. O etanol total deve ter uma redução de 0,5%, passando de 28,66 para 28,52 bilhões de litros. Já o hidratado, utilizado nos veículos "flex-fuel", reduziu em 2,2%, alterando a marca de 16,9 bilhões para 16,6 bilhões de litros. O anidro, destinado à mistura com gasolina, apresenta aumento de 2%, passando de 11,7 bilhões para 12 bilhões de litros.

Para a produção de açúcar, está previsto um aumento de 4,8%, e deve passar das 35,56 milhões de toneladas para 37,28 milhões, o que representa 1,7 milhão de toneladas a mais. (FAEG 14/08/2015 às 16h: 23m)

 

Defasagem menor em preço favorece Petrobras

O cenário virou e as expectativas com relação a um reajuste nos preços da gasolina ­ que chegou a ser cogitado por analistas do setor de petróleo nos últimos dois meses, perderam um pouco de força. Após dois meses sendo vendida com uma defasagem de 10% em relação aos preços externos, os preços da gasolina no mercado interno ainda não zeraram as perdas, mas recobraram um pouco do fôlego em agosto, ajudados pela queda dos preços internacionais do petróleo. Segundo especialistas, a desvantagem do combustível deve ficar entre 4% e 5% no mês.

Além do cenário menos negativo para os preços da gasolina, analistas indicam ainda que a vantagem na venda do diesel, o combustível mais relevante no faturamento da Petrobras, deve aumentar. A estatal já vinha vendendo o diesel acima dos preços externos desde o início do ano, mas o movimento perdeu um pouco de força entre maio e junho.

Para agosto, nas contas da GO Associados, o diesel deve ser vendido 29% mais caro no mercado interno em relação ao mercado internacional, a R$ 1,72 o litro, ante R$ 1,34 (o preço externo convertido em reais). A vantagem é superior à diferença de 25% alcançada em julho e o maior nível desde fevereiro.

Para a gasolina, a GO espera que a Petrobras venda o combustível 4% mais barato no mercado interno em agosto, a R$ 1,44 em relação aos R$ 1,50 praticados externamente. A diferença corresponde a uma desaceleração em relação à desvantagem de 9% em julho e de 10% em junho. Assim como os preços do diesel, o preço da gasolina também acompanha a variação do petróleo no mercado externo. A gasolina, porém, vem sofrendo pressões adicionais pela maior demanda do mercado americano, daí a diferença expressiva com relação aos preços do diesel.

Fabio Silveira, diretor de pesquisas econômicas da GO Associados, descarta, ao menos por enquanto, a possibilidade de equiparar os preços da gasolina aos preços externos, mas ressalta que o quadro atual já é favorável à Petrobras. "A estatal se beneficia bastante com esse quadro, sem dúvida", diz Silveira.

Nas contas da Tendências Consultoria, a desvantagem na venda da gasolina deve ser de 5,2% na média de agosto, uma melhora se comparada à defasagem de cerca de 10% registrada em julho. Ao longo da última semana, a defasagem chegou a encostar nos 2,6%. Para o diesel, a consultoria espera uma vantagem menor do que a esperada pela GO Associados, mas ainda robusta, de 18,1%, na média de agosto, em relação aos 17,1% registrados em julho.

Para Walter de Vitto, analista de energia da Tendências, a Petrobras pratica uma espécie de "subsídio cruzado" entre os combustíveis, com os preços mais altos do diesel compensando os mais baixos da gasolina. Além de ganhar com o "mix de produtos", diz Vitto, a estatal se beneficia também no volume, já que vende mais diesel do que gasolina.

Na avaliação de Vitto, no entanto, esse quadro não afastaria a necessidade de uma alta nos preços da gasolina pela Petrobras. "Na nossa avaliação, caberia um realinhamento nesse momento para regularizar a situação, já que a Petrobras ainda tem a receber daquela fase, de 2011 a 2014, quando perdeu com a desvantagem externa", diz.

O analista lembra ainda que o cenário de preços mais baixos da gasolina no mercado interno também tem outros efeitos importantes, ao atingir, por meio da competição, de maneira desfavorável o mercado de etanol, que tem aumentado a produção nos últimos dois anos.

Vitto, no entanto, avalia ser menos provável que isso aconteça em meio à queda do petróleo no mercado internacional registrada há semanas. Na sexta-feira, os preços do petróleo WTI nos EUA fecharam em alta depois de atingirem ao longo do dia o nível mais baixo em mais de seis anos e meio. No dia, o petróleo WTI para entrega em setembro fechou a US$ 42,50 o barril, depois de atingir o piso de US$ 41,35. Preocupações com a China e o excesso de produção explicam a trajetória. (Valor Econômico 17/08/2015)

 

Excesso de petróleo continuará em 2016, diz AIE

A saturação mundial de petróleo persisistirá em 2016, pois nem o maior crescimento da demanda em cinco anos e nem a oferta cambaleante estão conseguindo eliminar o excedente, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

A agência prevê que os estoques recordes crescerão ainda mais, mesmo levando-se em conta que o crescimento do consumo vai dobrar em 2015 e que a oferta de fora da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) cairá pela primeira vez desde 2008.

Os estoques não diminuirão antes do quarto trimestre de 2016 – podendo ser ainda mais tarde, caso as sanções ao petróleo iraniano sejam revogadas, disse a AIE.

“Embora seja claro que um reequilíbrio começou, é provável que o processo se prolongue, pois projeta-se que a oferta excedente continue durante 2016, o que sugere que os estoques mundiais continuarão se acumulando”, disse a agência, que assessora 29 países importadores de petróleo.

O petróleo recuou para cerca de US$ 40 barril, o menor valor em seis anos, porque países da Opep elevaram a produção para defender fatia de mercado, a queda dos preços ainda não afeta a produção dos EUA e cresce a preocupação de que a economia da China esteja perdendo estabilidade. Ontem, o barril do WTI para entrega em setembro fechou em Nova York com alta de 0,5%, cotado a US$ 43,30.

A oferta poderá crescer mais, pois em julho o Irã chegou a um acordo com potências mundiais que eliminará as restrições sobre suas vendas de petróleo caso o país restrinja seu programa nuclear.

O excedente mundial de oferta será de 1,4 milhão de barris/dia em média no segundo semestre deste ano, pressionando a capacidade disponível de armazenamento, antes de cair para cerca de 850 mil barris/dia em 2016, estima a AIE. O excedente de produção no segundo trimestre foi de 3 milhões de barris/dia, o maior em 17 anos, disse a agência.

“A oferta mundial continua crescendo a um ritmo perigosamente rápido”, disse a AIE. A Opep manteve a produção em cerca de 31,79 de barris/dia em julho, o maior nível em três anos. A produção recorde do Iraque ajudou a compensar uma redução da Arábia Saudita, segundo o relatório.

A AIE elevou as estimativas da quantidade de petróleo da Opep necessária em 2016 em 600 mil barris/dia. O número continua 1 milhão de barris/dia abaixo da produção atua. O Irã poderia incrementar sua produção dos atuais 2,9 milhões de barris/dia para 3,6 milhões “em questão de meses”, após a eliminação das restrições ao comércio internacional.

Em 2015, a demanda mundial crescerá ao dobro do ritmo do ano passado, porque os preços baixos incentivam o consumo nos EUA e as economias estão se recuperando, disse a AIE. O consumo mundial de petróleo crescerá 1,6 milhão de barris/dia neste ano, para média de 94,2 milhões de barris/dia.

A AIE elevou sua estimativa de consumo de petróleo em 2016, projetando crescimento de 1,4 milhão de barris/dia e um total de 95,6 milhões diários. Trata-se de um incremento de 400 mil barris/dia em relação ao relatório do mês passado.

A oferta de fora da Opep cairá 200 mil barris/dia em 2016, totalizando 57,9 milhões de barris/dia, e os EUA serão os “mais afetados” neste grupo, que também inclui Canadá, Brasil e Rússia, projetou a AIE. (Bloomberg 13/08/2015)

 

Fenômeno El Niño de 2015 deve ser um dos mais fortes da história

Especialistas alertam que o fenômeno climático El Niño atualmente em curso pode ser um dos mais fortes da história. Segundo climatologistas, este já é o segundo mais potente registrado para esta época do ano.

Caracterizado por um aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico na região tropical, o El Niño pode afetar o clima regional e global.

Infográfico: Entenda o Fenômeno do El Niño

Os principais efeitos são mudanças dos padrões de vento, com reflexos sobretudo sobre os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias.

Devido à sua provável potência, o El Niño atual foi informalmente batizado de Bruce Lee, célebre ator de filmes de artes marciais, pelo blog da Noaa (agência de atmosférica e de oceanos do governo dos EUA).

Segundo a agência, as temperaturas médias da superfície do mar em uma zona chave do Pacífico equatorial "poderiam alcançar ou superar os 2 graus Celsius acima do normal, o que só foi registrado três vezes nos últimos 65 anos".

EXTREMOS

Um El Niño mais intenso significa boas notícias para algumas áreas do planeta, mas perspectivas de catástrofes climáticas para várias outras regiões.

O fenômeno costuma tornar a temporada de furacões do Atlântico menos intensa. Já os ciclones registrados no Pacífico costumam ficar bem mais fortes do que o habitualmente registrado.

Cinco anos atrás, no último El Niño, houve uma série de eventos extremos, com destaque para secas anormais na Austrália, Filipinas e Equador, ondas de calor no Brasil e várias inundações no México.
O fenômeno tem influência direta sobre a circulação atmosférica e, no caso do Brasil, pode provocar mais chuvas no Sul e secas ainda mais extremas no Nordeste.

No Sudeste, a tendência é que haja uma elevação nas temperaturas.

Até agora, o El Niño mais forte já registrado ocorreu em 1997 e 1998. Mas, ao contrário do deste ano, ele começou fraco e terminou intenso. (Folha de São Paulo 15/08/2015)

 

Governo anuncia para janeiro Leilão A-5 de energia elétrica

O Ministério de Minas e Energia (MME) definiu a data do Leilão A-5, destinado à compra de energia elétrica gerada a partir de novos empreendimentos: será em 29 de janeiro de 2016. De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União de hoje (14), o início do fornecimento da energia contratada está previsto para 1° de janeiro de 2021.

O leilão vai contemplar empreendimentos hidrelétricos, termelétricos a gás, biomassa, carvão e eólicas. De acordo com o MME, serão negociados contratos nas seguintes modalidades: hidrelétricas, termelétricas e fontes eólicas.

Para empreendimentos de geração a partir de termelétricas a biomassa e a carvão, será na modalidade por disponibilidade de energia elétrica, com prazo de suprimento de 25 anos. Para empreendimentos hidrelétricos, o leilão será por quantidade de energia gerada, com prazo de suprimento de 30 anos. Já para os empreendimentos de geração a partir de termelétricas a gás natural em ciclo combinado e a partir de fontes eólicas as disputas serão na modalidade por disponibilidade, mas com prazo de suprimento de 20 anos.

Para participarem do certame, as empresas interessadas deverão apresentar, até o dia 9 de outubro de 2015 à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a documentação descrita na portaria do MME.

O ministério também esclarece que os empreendimentos de geração que utilizam como combustível principal biomassa composta de resíduos sólidos urbanos e/ou biogás de aterro sanitário ou biodigestores de resíduos vegetais ou animais, bem como lodo de estações de tratamento de esgoto, serão enquadrados como empreendimentos termelétricos a biomassa. (Agência Estado 14/08/2015)

 

Valores das Exportações do Agro Caem em Julho

O valor das exportações do agro em julho (US$ 9,10 bilhões) se comparado com o mesmo período de 2014 (US$ 9,61 bi), diminuiu 5,2%, trazendo um saldo na balança do agro neste mês de US$ 7,96 bi (1,8% menor). Também o valor exportado acumulado no ano (US$ 52,4 bilhões) apresentou queda de 10,8% quando comparado com o mesmo período de 2014 (US$ 58,7 bilhões).

O saldo da balança do agro foi robusto neste período (US$ 44,2 bi), porém, com queda de 9,7%. Os demais produtos fora do agro também tiveram queda de 29,8% nas exportações em julho (US$ 13,4 bi em 2014, para US$ 9,4 bi em 2015), o que levou a participação do agronegócio a 49,2% em relação ao total. Ou seja, metade do que o Brasil exporta, vem do agro.

O saldo da balança comercial brasileira em julho foi de US$ 2,4 bi, importante para recuperar o déficit que vinha existindo no primeiro semestre. Estamos agora com um saldo de US$ 4,6 bilhões, mas conquistado à queda drástica nas importações do país, reflexo da crise econômica que afeta o consumo e principalmente o investimento (bens de capital) e da força do dólar. Se não fosse o agro, a balança comercial estaria negativa em US$ 39 bilhões.

Neste julho conseguiram aumentar as exportações as cadeias de milho (aumentou US$ 99,4 milhões em relação a julho 2014), soja em grãos (US$ 72,8 mi), celulose (US$ 64,8 mi), álcool etílico (US$ 42,6 mi), carne suína in natura (US$ 23,1 mi), leite em pó (US$ 18,9 mi), carne de frango in natura (US$ 18,1 mi), preparações para elaboração de bebidas (US$ 14,3 mi), papel (US$ 10,3 mi) e madeira em estilhas ou partículas (US$ 6,3 mi). Estes 10 juntos foram responsáveis por um aumento de aproximadamente US$ 370,8 milhões nas exportações do agro.

As cadeias produtivas que diminuíram as exportações e contribuíram negativamente para a meta foram: açúcar de cana em bruto (queda de US$ 207,8 milhões), carne bovina in natura (US$ 155,2 mi), café verde (US$ 115,9 mi), fumo não manufaturado (US$ 80,8 mi), açúcar refinado (US$ 60,7 mi), óleo de soja em bruto (US$ 48,9 mi), outros couros/peles bovinas curtidos (US$ 33,8 mi), miudezas de carne bovina (US$ 30,2 mi), bovinos vivos (US$ 28,4) e carne de frango industrializada (US$ 26,4 mi). Juntos estes produtos contribuíram para a redução nas exportações na ordem de US$ 787,4 milhões.

As importações do agronegócio comparando-se julho de 2014 com julho de 2015 diminuíram 23,7%, seguindo a tendência de queda observada ao longo de 2013 e 2014. Importou-se nesse julho US$ 1,15 bilhão.

O ano se mostra complicado principalmente pela queda dos preços das commodities, relativamente compensadas pela desvalorização do real. Com esta nova rodada de desvalorização, atingindo 3,50, é provável que tenhamos crescimento mais forte nos próximos meses, a se observar. (Brasil Agro 17/08/2015)

 

Fundos esperam o pior - por Arnaldo Luiz Corrêa

O mercado futuro de açúcar em NY fechou a semana com pouca variação em relação à semana anterior ao longo de toda a curva de preços. O contrato com vencimento mais próximo, o outubro de 2015, encerrou a sexta-feira apenas 2 pontos acima da semana anterior, a 10.68 centavos de dólar por libra-peso. Os demais meses de negociação tiveram oscilação de apenas um dígito.

Os fundos estão vendidos 87.000 lotes, equivalentes a 4.4 milhões de toneladas de açúcar e alguns traders se perguntam em qual nível eles vão começar a tomar lucro de suas posições. Quanto mais pode o mercado cair, é a pergunta corriqueira. Num ambiente político conturbado em que o Brasil vive, cuja credibilidade do governo é próxima de zero, o câmbio reflete a insegurança do investidor estrangeiro e afeta a cotação de açúcar. Pela correlação que apuramos nos últimos 50 dias, cada 1% de desvalorização do real frente ao dólar provoca uma queda de 0.84% na cotação do açúcar em NY.

Dilma corre o risco de ter seu mandato suspenso se as investigações provarem que recebeu dinheiro de propina para a sua campanha eleitoral. O Brasil sai às ruas neste domingo dia 16 numa demonstração popular gigantesca contra a corrupção, a incompetência, a mentira e a incitação do ódio entre as classes provocadas pela súcia que está no poder há doze anos. Se você fosse gestor de um fundo, você não preferiria esperar para ver quão pior as coisas podem ficar antes de liquidar sua posição? Um estresse do dólar vai fazer o açúcar buscar novas mínimas em NY. O chão, em tese, pode ser a mínima em reais observada no ano passado que foi de R$ 723 por tonelada. Um dólar, supostamente estressado a 3.7500, por exemplo, pode empurrar NY abaixo de 9 centavos de dólar por libra-peso?

Alguém já disse que o mercado é aquilo que acontece enquanto todo mundo está olhando para o lado. Conheci um trader brilhante em “priscas eras” que dizia que “quando tudo é baixista, é altista”. O paradoxo se explica pelo argumento de que quando todas as notícias ruins já estão no mercado, qualquer brisa pode virar um furacão. Os fundos, vendidos nesse volume extraordinário, se decidirem recomprar suas posições, podem provocar uma subida exagerada nas cotações. Mas, quem disse que todas as notícias ruins já estão no mercado? Essa é questão. O peso político adquiriu uma magnitude que não se vira antes.

Só mudanças nos fundamentos podem injetar ânimo no mercado. Por exemplo, quem no mundo suporta um preço de açúcar abaixo de 9 centavos de dólar por libra-peso? Por quanto tempo? Os custos de produção de Tailândia, cuja moeda se desvalorizou em relação ao dólar apenas 8.5% nos últimos doze meses e do Brasil, que desvalorizou 34.7%, estão bem distantes. Enquanto aqui o custo está em torno de 11.46 centavos de dólar por libra-peso FOB, na Tailândia ele está em 15.24 centavos de dólar por libra-peso.

Outro ponto, é que os números da moagem de cana acumulada até o final de julho publicados pela UNICA merecem uma análise mais cuidadosa se quisermos antecipar o que pode ser a produção total do Centro-Sul para esta safra 2015/2016. Até o final do mês passado o Centro-Sul moeu 279.37 milhões de toneladas de cana produzindo um total de 34.88 milhões de ATR, com um rendimento médio de 124.86 quilos de ATR por tonelada de cana moída. Nos últimos cinco anos, a ATR média no mesmo período foi de 127.85. Já para a safra inteira, nos últimos cinco anos observamos uma média de 136.77. Em média, a moagem de agosto em diante apresenta um rendimento melhor do que o acumulado até julho de cerca de 17.51 quilos de ATR por tonelada de cana moída.

Igualmente no mesmo período, a cana moída até final de julho representou 48.25% do total no respectivo ano safra. Usando esses parâmetros e tendo o cuidado de eliminar os dados extremos (mínimas e máximas) de cada um dos casos, projetamos uma moagem no Centro-Sul de 579 milhões de toneladas (1.35% maior do que o ano passado) e uma produção total de 77.544 milhões de ATR (0.85% menor do que o ano passado). Se o mix de açúcar (que atualmente está a 40.68%) chegar à média de 41%, o Centro-Sul produz 30.3 milhões de toneladas de açúcar e 26.9 bilhões de litros de etanol. Evidentemente que temos que acompanhar de perto para ver como esse quadro geral se delineia.

Existem algumas previsões no mercado que vão até 605 milhões de toneladas. Para chegar a esse volume de cana, considerando uma média de 2.66 milhões de toneladas por dia corrido, as usinas terminariam a moagem em 30 de novembro. Não pode haver dias chuvosos até lá. Se usarmos a média diária de moagem dos últimos anos para o período de agosto em diante, que é de 2.3 milhões de toneladas por dia, estenderíamos a moagem até dia 19 de dezembro, sem nenhum dia de chuva.

Isso tudo, sem falar do etanol que deve ter uma redução estrondosa dos estoques com sinalização de alta para a entressafra.

Ainda há vagas para o II Curso Avançado de Opções Agrícolas que vai ocorrer dos dias 17 a 20 de agosto, em São Paulo, das 19 às 23 horas. Indispensável para aqueles que querem conhecer de maneira mais aprofundada o mercado de opções e as oportunidades que ele oferece. Para mais informações contate-nos no e-mail priscilla@archerconsulting.com.br

A Archer mudou de casa. Queiram por gentileza anotar o novo endereço: Rua Humberto I, 236, conjunto 42, Vila Mariana – São Paulo. Nossos telefones continuam os mesmos: +55-11-2589-0166 (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: De Londres a NY: Os futuros do açúcar subiram na sexta-feira na bolsa de Nova York diante da queda do dólar perante o real e da crescente influência dos preços do açúcar refinado negociado na bolsa de Londres. Os contratos do açúcar demerara na bolsa dos EUA para março de 2016 subiram 13 pontos, para 11,86 centavos de dólar a libra-peso. A alta do produto refinado na bolsa européia tem incentivado as refinarias a processarem o açúcar bruto de seus estoques para aproveitarem a remuneração melhor. Na semana, porém, a variação foi praticamente nula, em meio a "movimentações bastante restritas dos fundos especulativos", segundo Bruno Lima, analista da FCStone. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,36%, para R$ 46,95 a saca de 50 quilos.

Café: Oferta na berlinda: Os preços do café subiram pelo segundo dia seguido na sexta-feira na bolsa de Nova York diante do crescente temor com a oferta brasileira. Os contratos do grão arábica para dezembro subiram 55 pontos, para US$ 1,4115 a libra-peso. A consultoria Safras & Mercados, que projeta uma safra de 50,4 milhões de sacas em 2015/16, indicou que a colheita havia alcançado 39,58 milhões de sacas no dia 11, ou 79% do esperado. Já a trading Terra Forte divulgou que manteve sua projeção de colheita em 47,28 milhões de sacas e reforçou outras análises que vêm circulando no mercado de que os grãos estão menores e os estoques internos estão chegando a um nível "muito perigoso". No mercado interno, o café de boa qualidade oscilou entre R$ 520 e R$ 530 a saca de 60,5 quilos, segundo o Escritório Carvalhaes.

Algodão: Terceira alta: As cotações do algodão apresentaram sua terceira valorização consecutiva na sexta-feira na bolsa de Nova York, ainda repercutindo a última projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra americana, divulgada na quarta-feira. Os lotes para dezembro fecharam com avanço de 0,24%, ou 16 pontos, a 65,95 centavos de dólar a libra-peso. O USDA foi na contramão das expectativas do mercado e cortou sua projeção para a safra 2015/16 no país de 3,15 milhões de toneladas para 2,84 milhões de toneladas. Os traders voltam seu foco agora para o clima nos EUA, que deve determinar a produtividade das lavouras. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,41%, para R$ 2,1954 a librapeso.

Soja: Clima positivo: As previsões de tempo favorável para o desenvolvimento das lavouras de soja dos Estados Unidos pesaram sobre as cotações futuras do grão na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos para setembro caíram 11 centavos, cotados a US$ 9,2525 o bushel. Segundo a consultoria Zaner Group, de Chicago, os investidores operaram com base nos mapas meteorológicos para o cinturão produtor dos EUA. A agência de meteorologia DTN previu no início do dia "chuvas favoráveis no oeste do Meio-Oeste nos próximos cinco dias, o que pode ser benéfico para o enchimento [dos grãos] ". Porém, a DTN observou que seria necessário mais precipitações e que "muito pouco está indicado para a próxima semana". No Paraná, o preço médio da saca subiu 0,13%, para R$ 63,97, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 17/08/2015)