Setor sucroenergético

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Novas usinas correm risco de fechar em Minas Gerais

Em Minas Gerais, o consumo de etanol triplicou nos primeiros sete meses de 2015.

A produção de cana-de-açúcar no estado também deve aumentar este ano.

Mesmo assim, situação do setor ainda é delicada, já que os preços do açúcar e dos biocombustíveis estão menores.

A preocupação é que novas usinas parem de funcionar nos próximos meses.

Assista ao vídeo:

http://www.canalrural.com.br/videos/rural-noticias/novas-usinas-correm-risco-fechar-minas-gerais-61230

 

Estoques de açúcar devem compensar queda de produção

Informação é da Organização Internacional do Açúcar. Estoques devem somar 85,938 milhões de toneladas no fim da atual safra.

Apesar da previsão de queda na produção na nova safra, a Organização Internacional do Açúcar (OIA) não prevê falta de produto no mundo. A entidade diz que a demanda global será completamente atendida pelos estoques que cresceram nos últimos anos. "Não é esperada escassez no abastecimento do mercado mundial", diz a entidade.

Na manhã desta quinta-feira (20), a OIA anunciou que prevê déficit estatístico - demanda maior que a produção corrente - de 2,487 milhões de toneladas para a safra global 2015/16, que se inicia em outubro. Essa falta de açúcar será coberta pelos estoques existentes, que devem somar 85,938 milhões de toneladas no fim da atual safra 2014/15. "A magnitude do déficit estatístico projetado não proverá alívio significativo para os grandes estoques acumulados nos últimos cinco anos", diz a entidade, que informa que cerca de 25 milhões de toneladas de açúcar foram adicionadas aos estoques globais em meia década.

Ao final da safra 2015/16, a OIA estima que o nível do estoque global do produto deve cair para 83,352 milhões de toneladas. Isso indica que o tamanho do estoque equivale a 48,1% do consumo da safra. Em 2014/15, essa proporção era de 50,7%. "O patamar pode ser comparado com o nível mais baixo recente de 41,1% no começo do período de superávit na oferta na safra 2010/11", diz o relatório da OIA.

No comércio exterior, a entidade prevê equilíbrio entre a oferta exportadora e demanda importadora. Para a OIA, a nova safra terá disponibilidade para embarque de 56,549 milhões de toneladas do produto, bem próximo da demanda de 56,450 milhões de toneladas. Na safra 2014/15, os volumes eram de 55,124 milhões de toneladas para exportação e de 54,474 milhões de toneladas para importação.

O relatório diz ainda que, assim como na safra anterior, o mercado global será fortemente moldado pelo rumo de dois dos maiores produtores: Brasil e Índia. Sobre os produtores brasileiros, a OIA diz que o real fraco "torna ainda mais intrincada a equação do setor sucroalcooleiro". Sobre a Índia, a entidade diz que as exportações podem voltar a crescer de maneira expressiva, o que pode influenciar o mercado global.

As estimativas da Organização foram feitas com expectativa de clima neutro, mas o relatório destaca que os impactos do El Niño sobre a produção mundial de açúcar "continuam difíceis de prever". (Agência Estado 20/08/2015)

 

Cinco estados respondem por 67% das exportações do agronegócio

Ranking é formado por SP, MT, RS, PR e MG, segundo ministério.

São Paulo, o primeiro da lista, fez embarques de US$ 1,54 bilhão.

Os cinco Estados que mais exportaram produtos do agronegócio em julho somaram US$ 6,17 bilhões, o que representa 67,77% do total exportado pelo país. O ranking é formado por São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais.

Os dados são do Ministério da Agricultura e foram divulgados nesta quinta (20). São Paulo, o primeiro da lista, fez embarques de US$ 1,54 bilhão. O complexo sucroalcooleiro foi o principal setor exportador, com US$ 528,63 milhões: US$ 435,58 milhões de açúcar de cana ou beterraba, US$ 92,77 milhões de álcool e US$ 284 mil de demais açúcares.

Em Mato Grosso, segundo o ranking com exportações de US$ 1,41 bilhão, as vendas foram puxadas pelo complexo soja, com US$ 1,11 bilhão: US$ 838,71 milhões de soja em grãos, US$ 256,61 milhões de farelo de soja e US$ 16,88 milhões de óleo de soja. O ranking segue com Rio Grande do Sul, com exportações de US$ 1,30 bilhão com o complexo soja como destaque, com US$ 747,54 milhões: US$ 646,89 milhões de soja em grãos, US$ 90,55 milhões de farelo de soja e US$ 10,10 milhões de óleo de soja.

O Paraná, com montante de US$ 1,24 bilhão, ficou em quarto lugar ranking no mês de julho. As exportações paranaenses do complexo soja somaram US$ 601,73 milhões. Deste valor, US$ 410,54 milhões foram de soja em grãos, US$ 157,48 milhões, de farelo de soja e US$ 33,71 milhões, de óleo de soja. Minas gerais ocupou a quinta posição no ranking das exportações por estados. As vendas externas mineiras alcançaram US$ 686,58 milhões em julho. O café foi o principal produto, com o valor de US$ 261,74 milhões. (Agência Estado 20/08/2015)

 

Vice-governador do Estado de São Paulo Márcio França anuncia medidas para o setor sucroenergético durante a 23ª Fenasucro & Agro

A cerimônia de abertura oficial da 23ª Fenasucro & Agrocana (Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética) - que acontece no dia 25 de agosto a partir das 12h30 - terá a presença do vice-governador e Secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Márcio França. Na ocasião a autoridade política anunciará medidas e melhorias para o setor sucroenergético. Presidentes das entidades que compõem toda a cadeia produtiva do setor também estarão reunidos na abertura.

A Fenasucro & Agrocana ocorre de 25 a 28 de agosto, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho e reúne mais de 1000 marcas expositoras que oferecem produtos, equipamentos, soluções e tecnologias para toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar. São esperados mais de 33 mil visitantes/compradores durante os quatro dias de evento. Além disso, a feira contará com uma área voltada especialmente para a troca de conhecimento e difusão de informações, com as 90 horas de eventos de conteúdo, discutindo tendências sobre o setor sucroenergético. (Notícias Agrícolas 20/08/2015)

 

Agronegócio precisa de melhor logística e leis modernas, diz coordenador da FGV

Infraestrutura logística e de transportes, política de renda e política comercial são os grandes gargalos a uma maior expansão do agronegócio brasileiro, disse hoje (19), no 34º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), o coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

“E todos eles são gargalos cuja solução independe do Ministério da Agricultura. Ou pior do que isso: passam ao largo do ministério”. O ex-ministro defendeu uma estratégia articulada para permitir ao agronegócio avançar “tudo que se espera dele”. Segundo Rodrigues, não se trata apenas de um problema de políticas oficiais de governo, mas de mudança de leis que estão obsoletas e, sobretudo, de aceitação da sociedade.

Dados de 2014 revelam que o agronegócio representou 24% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, respondendo por cerca de 30% dos empregos e por 43% do valor da exportação total do país. Estudo da Organização para aCooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), feito em 2011, projeta que a demanda mundial por alimentos deverá crescer 20% até 2020, e o agronegócio do Brasil terá de elevar a produção em 40% para atender a essa expansão, oriunda do aumento da população e da renda nos países emergentes.

Roberto Rodrigues avaliou que a produção brasileira de alimentos poderá crescer mais do que 40%. “Pode crescer porque tem tecnologia, temos gente competente no campo”. Ele registrou que, de 1990 a 2014, a produção de grãos do Brasil cresceu 234%, enquanto a área plantada evoluiu 50%. O país tem, segundo o ex-ministro, 61% de cobertura vegetal original, contra 1% na Europa.

O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Roberto Giannetti da Fonseca, lembrou que outro desafio é melhorar a logística de transporte de grãos que, no Brasil, segundo ele, tem custo médio de US$ 150 por tonelada. Nos Estados Unidos, esse custo varia entre US$ 50 e US$ 60 por tonelada. A questão de acesso a mercados é outro problema para o crescimento do agronegócio brasileiro, que enfrenta ações de protecionismo no exterior, de acordo com Giannetti. O economista disse que é necessário investir mais em vigilância sanitária para atestar a qualidade e a salubridade dos produtos brasileiros. Falta também, na avaliação de Giannetti, agregar valor ao produto nacional.

À imprensa, depois de sua participação no encontro, Roberto Rodrigues afirmou que o Brasil continua sendo um grande produtor de matérias-primas, em detrimento de produtos de maior valor agregado. Ele, no entanto, admitiu não ser algo fácil “simplesmente agregar valor”. Segundo ele, são necessárias negociações amplas e acordos entre países para viabilizar isso. “Falta uma lógica do agronegócio nos negociadores”, disse.

O ex-ministro informou também que 40% do comércio mundial de alimentos ocorrem no âmbito de acordos bilaterais entre países ou grupo de países, e o Brasil não tem nenhum acordo bilateral com mercados consumidores. “Falta uma estratégia mais agressiva.”

Ele acredita que o acordo comercial com a União Europeia poderá sair, mas deverá ser feito em escalas, ou seja, com a negociação sendo iniciada com o Brasil, e, daí, seguindo-se com os demais países do bloco, uma vez que não há uma posição unânime na oferta dos produtos que vão ser tarifados. “No Mercosul, não há essa unanimidade”. Os benefícios serão extensivos, porém, a todos os países. “Minha tese é irmos na frente, como se fosse uma locomotiva de um trem, depois puxariam os vagões juntos”. A tendência, para Rodrigues, é que o acordo seja concretizado, 16 anos depois de iniciadas as conversações União Europeia-Mercosul. (Agência Brasil 20/08/2015)

 

PE: Dilma se reunirá com lideranças do setor sucroenergético

Dilma estendeu sua agenda na Fiepe, e deve se reunir com representantes do setor canavieiro para tratar da subvenção. Presidente da Asplan estará presente.

Após o anúncio do setor canavieiro de que realizaria um protesto na visita da presidente Dilma Rousseff a empresários na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), nesta sexta-feira (21), o Ministério do Comércio e Indústria sinalizou ao presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e coordenador da manifestação, Alexandre Lima, o aceno da presidenta de se reunir com representantes do setor para rever a questão do pagamento da subvenção do setor canavieiro do NE e do RJ. O articulador da reunião com o setor, que acontece nesta sexta-feira (21), às 14h, na sede da Fiepe, foi o ministro Armando Monteiro.

Diante do aceno do Governo Federal de retomar o diálogo sobre a subvenção, explica o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, o setor canavieiro suspendeu a manifestação agendada. “Como a presidenta acenou com o diálogo, não havia mais sentido fazer a manifestação. Vamos aguardar o desdobramento desta reunião, com a esperança de que ela nos reserve boas notícias”, destaca Murilo, lembrando que o pagamento da subvenção está pendente a mais de um ano e corre o risco de caducar, caso não seja resolvido rapidamente.

Os presidentes das Associações de Plantadores de Cana de todo o NE e do Rio do Janeiro devem participar da reunião em Recife. Eles representam cerca de 30 mil produtores que serão beneficiados com o pagamento da subvenção que equivale a R$ 12,00 por tonelada de cana entregue à indústria, na safra 2012/2013, com o limite máximo de 10 mil toneladas para cada um.

“Esperamos que a presidente garanta o pagamento da subvenção, para reafirmar o seu compromisso com o setor quando sancionou a lei da subvenção há quatro meses das eleições presidenciais”, afirma Alexandre Lima. Ele explica que o Governo tem pouco tempo para realizar os trâmites burocráticos para fazer o pagamento dos 30 mil beneficiados. “Nas edições anteriores do subsídio, foram necessários quatro meses. Se a presidenta não autorizar o começo do pagamento já a partir de setembro, a reunião desta sexta-feira será pouco produtiva já que ficaremos excluídos de receber o benefício contido da lei 12.999”, afirma Alexandre. (Brasil Agro 20/08/2015)

 

Petróleo pode recuar para US$ 15 em 2016

Excesso de oferta da commodity no mundo combinada com demanda moderada podem afetar preços.

Os preços do barril do petróleo poderão atingir US$ 20 ou até US$ 15 em 2016 devido ao excesso de oferta mundial, causada por fatores tecnológicos, geopolíticos e de transporte, e 2demanda mundial moderada, comentou em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o presidente da Cumberland Advisors, David Kotok.

“Quando o petróleo atingir US$ 20 ou US$ 15 não ficará nesse nível de forma definitiva. Isso indica a direção que os preços tendem a ir no médio prazo”, destacou.

Para Kotok, a produção e extração de petróleo está passando por um período de ampla redução de custos, devido a elementos como a revolução do gás de xisto, que diminuiu muito as despesas de empresas para acesso a fontes de energia. “Além disso, a tecnologia de pesquisas, prospecção e extração de óleo bruto está muito eficiente, o que gera alto nível de produtividade às empresas do setor”, destacou.

Ele também apontou que os custos marginais das companhias que fornecem derivados vem caindo de forma significativa, em boa medida devido a técnicas avançadas de gestão operacional.

“Os EUA têm imensas reservas de gás natural e logo o país se tornará um grande exportador do produto. Isso colocará mais pressão para baixo no valor internacional desse produto, e, indiretamente também na cotação do petróleo”, apontou o especialista.

Na avaliação de Kotok, um elemento essencial que está reduzindo rapidamente os preços internacionais do petróleo são históricas disputas geopolíticas, sobretudo no Oriente Médio, cujos reflexos sobre as cotações das commodities não conseguem ser controlados pelo cartel da Opep.

“A redução recente das cotações do barril WTI está relacionada com a grande produção da Arábia Saudita, que intencionalmente derruba os preços do óleo bruto para evitar o fortalecimento financeiro do Irã, um inimigo histórico de muitos anos”, comentou.

Acordo nuclear

Há também a percepção de investidores internacionais de que o acordo nuclear firmado entre o Irã e potências mundiais, como EUA, poderá retirar sanções econômicas à república islâmica, o que permitirá a elevação de suas exportações de petróleo.

“Na Nigéria, o governo precisa de recursos com o aumento das exportações do petróleo, sobretudo para anular os efeitos negativos a investimentos e expansão de empresas provocados pelas ações terroristas do grupo Boko Haram”, disse.

A lenta recuperação da economia mundial é o principal elemento que modera a demanda de petróleo e derivados pelo mundo. Para Kotok, uma indicação dessa realidade é que os principais bancos centrais adotaram políticas de afrouxamento monetário, o que levou as taxas nominais de juros para níveis historicamente baixos. (O Estado de São Paulo 20/08/2015)

 

Nós, os antiesquerdistas, vencemos! - Por Reinaldo Azevedo

Os que manifestaram pela continuidade do governo são, no entanto, contrários às medidas do... governo!

A atual política brasileira é filha da paranoia e da esquizofrenia. É paranoica porque a força política ainda dominante no establishment vê, ou finge ver, inimigos em todos os cantos, hostilizando mesmo aqueles que se dedicam à simples advertência sobre seus desmandos. Mas essa política é, sobretudo, esquizofrênica. E isso explica por que não há saída para a presidente Dilma Rousseff. Ela vai cair.

Vocês notaram? Os que a querem fora da cadeira –e eu quero!– foram às ruas no domingo passado, dia 16, contra a roubalheira, contra a incompetência, contra o mundo "petralha", vocábulo já dicionarizado, que criei no ano 2000, ainda antes de o PT chegar à Presidência. A minha referência era o que eu sabia que o partido já andava fazendo em municípios e Estados. Celso Daniel, por exemplo, foi assassinado em janeiro de 2002 e estava no quinto ano de sua volta à Prefeitura de Santo André. Os petralhas –petistas que aderiam à ética dos Irmãos Metralha– diziam roubar os cofres públicos para nos salvar. Eu me nego a ser salvo por bandidos.

Pois é...Embora muitas pessoas tenham dito para si mesmas e para os outros, no domingo passado, que não podem ser obrigadas a arcar com o custo da irresponsabilidade petista, a quase todos era claro que o ajuste fiscal é necessário; que ele é a correção fatal das bobagens feitas pelo petismo. Vale dizer: não batemos panela, bumbo ou boca contra o ajuste fiscal. Mas contra Lula, o boneco inflado, e contra Dilma, a Lírica da Mandioca, que não sabe cortar gastos nem fazer... ajuste fiscal!.

Quem grita contra o que faz sentido no governo é Guilherme Boulos, o coxinha predileto das tias –"Que menino opinioso!!!". Quem faz isso é João Pedro Stedile, o sem-terra a quem a enxada provocaria um choque anafilático. Mobilizar-se contra a correção necessária dos desmandos do Estado hipertrofiado é coisa de mamadores oficiais; de gente que depende dele para alimentar as suas taras de classe, ainda que tomadas de empréstimo, como no caso dessa dupla.

Ou por outra: quem quer Dilma fora da cadeira presidencial defende a única coisa que pode fazer algum sentido em Dilma. Os que a querem onde está a consideram uma vira-casaca, mas ela ainda é a melhor garantia do Estado-babá, que vai mantê-los alimentados com o leite de pata estatal. E aí está a esquizofrenia.

Os muitos milhares que foram às ruas no domingo não reconhecem na presidente as condições políticas e morais para continuar no comando do país, embora saibam que ela já caiu do cavalo na estrada de Damasco e descobriu a iluminação do óbvio. Os que, na quinta (20), mamando em alguma sinecura oficial, manifestaram pela continuidade do governo são, no entanto, contrários às medidas do... governo!

A ironia macabra desses dias é mais ou menos esta: os que já não podem conviver com Dilma apoiam boa parte das medidas adotadas por... Dilma! Os que esgoelam "Fica Dilma" não aceitam as escolhas necessárias de... Dilma!.

Os ligeiros logo decretarão um empate de enganos e desenganos entre os que, de um lado e de outro, não saberiam onde pôr o seu desejo. Errado! Não há empate nenhum! Nós, os antiesquerdistas, vencemos. Não queremos nada pra nós. Nem sinecura nem caraminguás. Só lutamos pelo triunfo da matemática. Os outros apenas imploram para viver, vencidos pela evolução da espécie. (Folha de São Paulo 21/08/2015)

 

Commodities Agrícolas

Cacau: El Niño no radar: As cotações do cacau ampliaram ontem os ganhos dos últimos dois dias na bolsa de Nova York, embaladas por novas compras especulativas. Os lotes para dezembro subiram US$ 19, para US$ 3.135 a tonelada. "O cacau tem sido capaz de manter seu momento de alta nesta semana apesar do sentimento de risco de queda", observou a consultoria Zaner, em nota. Alguns analistas acreditam que o El Niño deste ano será o maior forte desde 1950. "O El Niño tem a possibilidade de provocar algum prejuízo às lavouras na Indonésia, mas os efeitos no oeste da África são menos claros", afirmou Jack Scoville, analista da Price Futures Group. No mercado doméstico, o preço médio do cacau em Ilhéus e Itabuna avançou R$ 1, para R$ 125 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Quarta queda seguida: Os preços do suco de laranja fecharam em queda pela quarta sessão seguida ontem na bolsa de Nova York. Os lotes do suco concentrado e congelado para novembro caíram 170 pontos, a US$ 1,287 a libra-peso. No início da semana, a consultoria Nielsen divulgou que as vendas do suco de laranja nos EUA caíram 4,4% no período de quatro semanas encerrado em 1º de agosto, alcançando 127,36 milhões de litros, o menor patamar desde janeiro de 2002. A formação do furacão Danny (o primeiro da temporada) no Oceano Atlântico está no radar dos investidores, mas não é certo se as lavouras da Flórida estão em perigo, segundo Jack Scoville, da Price Futures Group. No mercado interno, o preço da caixa de 40,8 quilos da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq ficou em R$ 11,06.

Soja: Recuperação técnica: As cotações da soja reverteram parte das perdas de quarta-feira e fecharam em alta ontem na bolsa de Chicago, em um movimento de recompras técnicas. Os lotes para novembro subiram 13,75 centavos, a US$ 9,0725 o bushel. A consultoria Zaner Group avaliou que o forte declínio de quarta-feira conduziu as cotações para "níveis sobre vendidos". Os fundamentos, porém, continuam favorecendo a desvalorização do grão. A expedição Pro Farmer tem apresentado relatos em geral positivos sobre as lavouras nos Estados Unidos, e o clima deve colaborar. A empresa de meteorologia DTN previu "tempo frio até o fim de semana no Meio-Oeste", o que é benéfico para enchimento dos grãos após chuvas recentes. No Paraná, o preço médio da saca subiu 0,65%, para R$ 63,24, segundo o Deral/Seab.

Milho: Rendimento menor: As incertezas com a safra americana levaram os futuros do milho à terceira alta seguida ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro subiram 4 centavos, para US$ 3,825 o bushel. Os técnicos da expedição Pro Farmer Crop Tour calculam que as lavouras de Illinois (principal produtor de milho dos Estados Unidos) terão um rendimento médio de 171,64 bushels por acre. Segundo Brian Grossman, da Zaner Group, a produtividade estimada para o ano passado foi maior, de 196,96 bushels por acre. O número também é menor que o do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de 172 bushels por acre. Além disso, o volume de milho exportado pelo EUA superou as expectativas. No Paraná, o preço médio da saca se manteve em R$ 21,29, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 21/08/2015)