Setor sucroenergético

Notícias

Cosan reduz capital da Raízen Combustíveis em R$1,5 bi

O grupo industrial Cosan anunciou nesta terça-feira que assembléia geral extraordinária da Raízen Energia e da Raízen Combustíveis aprovou readequação do capital das empresas, sem alteração do endividamento líquido do grupo Raízen ou da posição final de caixa de cada uma das companhias.

Segundo comunicado ao mercado, a Raízen Combustíveis terá seu capital reduzido em 1,5 bilhão de reais. Ao mesmo tempo, a Raízen Energia terá seu capital elevado em igual valor, subscrito pela Cosan e pela Shell até 31 de outubro, com os recursos obtidos através do resgate de parte das ações da Raízen Combustíveis. (Reuters 01/09/2015)

 

Justiça condena Raízen por discriminar trabalhadores na contratação

A Vara do Trabalho de Jaú (SP) confirmou uma decisão concedida em liminar, em 2014, e condenou a Raízen a não discriminar trabalhadores que processaram a empresa e que tiveram problemas de saúde ou baixa produtividade em safras anteriores na hora da contratação. A empresa, a maior processadora de cana­de­açúcar do país, foi condenada ainda ao pagamento de R$ 3 milhões por danos morais coletivos em favor do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), conforme informações do Ministério Público do Trabalho (MPT), autor da ação. Ainda cabe recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região.

Conforme informações do MPT, a companhia, controlada pela Cosan e pela Shell, teria criado uma espécie de lista com nome de trabalhadores que processaram a empresa e que tiveram problemas de saúde ou baixa produtividade em safras anteriores.

Segundo os autos, a companhia contratava arregimentadores de mão de obra, os chamados “gatos”, e os obrigava a seguir as ordens discriminatórias, fornecendo, ao fim de cada safra, os nomes dos trabalhadores que não poderiam ser contratados na safra seguinte. Conforme informações do MPT, muitas vezes, a relação trazia mais de 5 mil nomes. A companhia emprega cerca de 9 mil trabalhadores, a cada safra, apenas na Usina Diamante, em Jaú (SP), base da investigação do MPT.

De acordo com informações do MPT, o magistrado ainda decretou segredo de justiça no processo com o objetivo de preservar os nomes dos trabalhadores.

Em nota, a Raízen ressaltou que não pratica e não compactua com nenhum tipo de discriminação ao contratar seus profissionais e nega a existência da lista. A empresa afirmou que segue rigorosamente a legislação trabalhista e utiliza o Sistema Nacional de Emprego (SINE) para a seleção dos trabalhadores em outros Estados. A companhia afirmou que vai recorrer da decisão. “A Raízen foi surpreendida pela divulgação por parte do Ministério Público do Trabalho a respeito do conteúdo do processo, que tramita em segredo de justiça imposto pela decisão judicial, situação que impede qualquer divulgação sobre o seu conteúdo”, afirmou a companhia em nota. (Valor Econômico 01/09/2015 às 20h: 57m)

 

Exportação de açúcar volta ser mais vantajosa do que venda interna

Valorização do dólar contribui para retomada das exportações depois de seis meses de desvantagem.

As exportações de açúcar voltaram a remunerar mais do que a comercialização interna, após seis meses de desvantagem. De acordo com cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), de 24 a 28 de agosto os embarques renderam 4,68% mais que as vendas no spot paulista, praça de referência para o país. Enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 47,07/saca de 50 kg, as cotações do contrato com vencimento em outubro na Bolsa de Nova York equivaleriam a R$ 49,27/saca.

O prêmio de qualidade do açúcar cristal Icumsa 150 para exportação seguiu firme e as cotações do demerara voltaram a subir na Bolsa de Nova York. Além disso, a valorização de 3% do dólar frente ao real no comparativo das duas últimas semanas também reforçou a retomada da vantagem das exportações, explicou o centro de estudos, em relatório.

Ainda de acordo com o Cepea, o açúcar cristal remunerou 24% mais do que o etanol anidro e 31% mais do que o hidratado na semana passada. Comparando-se os dois tipos de etanol, o anidro remunerou 6% mais que o hidratado.

Etanol

A demanda aquecida por etanol hidratado em agosto contrabalançou a pressão que o avanço da colheita da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil exerceu sobre os preços ao longo do mês. Conforme cálculos do Cepea, a cotação cedeu apenas 0,2%, para R$ 1,1769 o litro, ante queda de 1,8% do anidro, biocombustível misturado em 27% à gasolina. Os preços, para o produto retirado na usina paulista, não incluem impostos.

Para setembro a expectativa é de preços "um pouco" mais firmes em relação aos de agosto, "refletindo a ausência de algumas usinas no spot e os possíveis efeitos climáticos do El Niño (mais chuvas, o que atrapalha a colheita)". Na média de agosto, o ajuste do contrato para setembro de 2015 do etanol hidratado na BM&FBovespa foi de R$ 1.172,00 por metro cúbico, 6% acima da média praticada no mercado físico no período, de R$ 1.105,50 por metro cúbico.

Em relação a agosto, o Cepea aponta também como fatores de pressão sobre os preços, a maior oferta pelas usinas, algumas das quais tiveram de "fazer caixa" e o menor interesse de compra por parte de distribuidoras abastecidas.

Por outro lado, o maior volume negociado para o mercado externo amenizou a pressão sobre o valor doméstico, ponderou.

Principal associação do setor sucroenergético, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) informou recentemente que a moagem de cana na primeira quinzena de agosto saltou 6% ante a observada em igual período do ano passado, para 47,40 milhões de toneladas. A fabricação de etanol total (anidro mais hidratado) aumentou na mesma proporção, para 2,16 bilhões de litros.

Nos postos, o etanol hidratado mantém vantagem sobre a gasolina em seis estados brasileiros há 31 semanas. São eles: São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). (Canal Rural 01/09/2015)

 

Setor de etanol prevê demanda menor por recursos para estocagem e culpa atraso na liberação

Após atraso de dois meses, a aprovação da linha de R$ 2 bilhões para estocagem de etanol foi comemorada pelo setor sucroenergético, que acredita, entretanto, em demanda menor pelos recursos.

"É melhor vir agora do que não vir. Antes tarde do que nunca. Mas, de fato, já penalizou uma boa parte do que foi comercializado", disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o presidente da União dos Produtores de Bioenergia (Udop), Celso Junqueira Franco.

O dinheiro para armazenagem de álcool foi aprovado na segunda-feira, 1, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para que os bancos interessados operem a linha. O programa foi anunciado em junho, dentro do Plano Safra 2015/16, e a cadeia produtiva esperava poder contar com o financiamento já no mês seguinte. Entretanto, sem os recursos de armazenagem, muitas usinas acabaram por vender o etanol, derrubando os preços do combustível e reduzindo a oferta disponível para a entressafra, que começa em dezembro.

Pelas características da linha, o limite de financiamento será de R$ 500 milhões, com contratação mínima de R$ 10 milhões. Os juros do financiamento serão compostos da seguinte maneira: 25% serão baseados em TJLP e 75% em referenciais de mercado, acrescidos de 1,775% ao ano, que serão destinados ao BNDES e à remuneração da instituição financeira repassadora.

Os valores de referência do anidro e do hidratado são de R$ 1,50 e R$ 1,35, respectivamente, por litro. "Estão às ordens (do que o setor esperava)", afirmou Franco. Esses valores são utilizados de base para que o etanol estocado sirva como garantia do financiamento. Atualmente, o anidro, que é misturado na proporção de 27% à gasolina, tem cotação de R$ 1,21 por litro, enquanto o hidratado, utilizado diretamente no tanque dos veículos, vale R$ 1,17 por litro. Os preços são calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), referem-se à semana passada, não têm impostos e consideram o produto retirado nas usinas de São Paulo, principal mercado do País.

Prorenova

Se a aprovação dos recursos para estocagem de etanol foi comemorada, o mesmo não se pode dizer do dinheiro destinado à renovação de canaviais (Prorenova), que ainda não tem data para ser liberado. "O plantio não para, e sem o Prorenova haverá uma perda de produtividade, e a receita não será a ideal", comentou o presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia do Paraná (Alcopar), Miguel Rubens Tranin.

"Essa demora atrapalha. Metade da área (da safra 2015/16) já foi colhida, e o plantio está rolando. Desse modo, já estamos com canavial defasado em produtividade", complementa Franco, da Udop.

Neste ano, o Prorenova terá oferta de R$ 1,5 bilhão (-50%), com os juros elevados para TJLP mais 2,7% ao ano.

Assim como a estocagem de etanol, a expectativa era de que o programa fosse aprovado em julho, conforme revelou naquele mês o Broadcast. Procurado pela reportagem, o BNDES informou, por meio da assessoria de imprensa, que o Prorenova "ainda está em estudo pelo banco".

Lançada em 2012, esta linha de financiamento contribuiu para reduzir a idade média dos canaviais brasileiros de 3,9 para 3,2 anos até o ano passado, segundo cálculos do próprio BNDES. Em 2014, contudo, a renovação para a atual temporada, iniciada em abril, ficou em 14%, abaixo dos 18%, patamar considerado ideal para evitar o envelhecimento das plantas. (Agência Estado 01/09/2015)

 

Tonon e USJ tiveram prejuízo no 1º trimestre

Dois grupos sucroalcooleiros divulgaram ontem seus balanços referentes ao trimestre encerrado em 30 de junho, o primeiro do ciclo 2015/16. E ambos, tanto o Grupo USJ quanto a Tonon Bioenergia, apresentaram prejuízos e passivos de curto prazo maiores que os ativos de igual vencimento. A Tonon informou a investidores cálculos que indicam uma melhora (proforma) de sua liquidez imediata, após uma renegociação de dívidas e a obtenção de um empréstimo depois de 30 de junho ­ já no segundo trimestre da safra. Já o grupo USJ afirmou que, entre as medidas em curso, está a venda de terras.

Ao fim do primeiro trimestre, a Tonon tinha um passivo de curto prazo R$ 347,7 milhões superior ao ativo de vencimento em até 12 meses. A capacidade da empresa, que tem três usinas no Centro-Sul, de gerar "dinheiro" rápido era de R$ 116 milhões naquele momento, insuficiente para cobrir os compromissos de curto prazo. Mas, em julho, a empresa conclui as operações que aliviaram, em parte, essa pressão.

Recebeu um aporte do acionista Brotas Fundo de Investimento, via um adiantamento para futuro aumento de capital equivalente a R$ 50 milhões. Concluiu também a troca de um dos seus bonds, que, em suma, significou a redução de dois pontos percentuais na taxa de remuneração do bond e a possibilidade de não pagamento de cupons semestrais nos dois primeiros anos. Conseguiu, ainda, captar US$ 70 milhões, dos quais US$ 67 milhões já foram desembolsados.

Com isso, a Tonon conseguiu elevar sua posição de liquidez imediata. "Se todas essas operações tivessem ocorrido até o fim do 1º trimestre da safra, essa posição de liquidez não seria de R$ 116 milhões, mas de R$ 300 milhões, considerando caixa, equivalente caixa, estoques e contas a receber", afirma o presidente da Tonon, Rodrigo Aguiar.

Depois de postergar parte importante dos seus encargos por dois anos, a companhia busca melhorar sua performance operacional, após registrar queda de moagem no ciclo passado provocada por problemas climáticos. Até 30 de junho, o processamento acumulado de cana de 2015/16 havia recuado 15%, para 2,2 milhões de toneladas, devido à ocorrência de chuvas em junho. Mas, conforme Aguiar, uma recuperação está em curso desde então, com o estabelecimento de um clima mais seco. No trimestre findo em 30 de junho, a Tonon teve um prejuízo líquido de R$ 24,9 milhões, ante a perda líquida de R$ 29,6 milhões de igual intervalo do ano fiscal anterior.

Já o grupo USJ apresentou um prejuízo líquido atribuído aos controladores de R$ 55,9 milhões, ante a perda de R$ 36,2 milhões de igual intervalo do ciclo passado. Em 30 de junho, a dívida líquida da companhia estava em R$ 1,195 bilhão, 1,87% acima do registrado no trimestre imediatamente anterior, findo em 31 de março. O grupo, que pretende vender terras para diminuir sua pressão de curto prazo, informou em conferência que, a última avaliação feita, indicou que suas terras valem cerca de R$ 1,1 bilhão.

Conforme analistas, o ponto de alerta para os próximos trimestres é o efeito da valorização do dólar na dívida dessas companhias. Em 30 de junho, último dia do trimestre ao qual se referem os balanços, a moeda americana estava em R$ 3,10. Desde então, houve uma valorização de 18%, para R$ 3,67. (Valor Econômico 02/09/2015)

 

Dilma vai cortar recursos do Plano Safra e do PSI, além do FIES e Pronatec

Ainda sem dar maiores detalhes, o governo anunciou no final da tarde desta segunda-feira cortes em recursos do Plano Safra e do PSI, dentre outros, como o Fies e Pronatec. O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse apenas que “a gente revisou metas, como no caso do Fies. Teve revisão do PSI, que é do BNDES. O Plano Safra também foi revisado. Junto com o Ministério da Educação, revisamos o Pronatec e o Ciência Sem Fronteiras”, relatou.

“Eles (os programas revisados) continuam, mesmo em cenário de maior restrição fiscal que enfrentamos neste e no próximo ano”, argumentou.

Após entregar ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31/08) a proposta de Orçamento de 2016 e o Plano Plurianual (PPA), o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciou que a peça orçamentária prevê um crescimento de 0,2% no próximo ano, com previsão de inflação de 5,4% e o salário mínimo de R$ 865,50. O déficit da peça orçamentária será de R$ 30,5 bilhões, o que corresponde a 0,5% do PIB.

Segundo o ministro do Planejamento, uma das ações que o governo pretende fazer para reduzir o déficit prevê a atuação nos chamados gastos obrigatórios da União. São aqueles gastos que são determinados por lei. Qualquer atuação sobre aquele gasto necessita de uma proposta legal, de lei ou de emenda constitucional, ou seja, precisa ser construída com a sociedade e principalmente com o Congresso Nacional.

Para tentar diminuir o rombo nas contas de 2016, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, informou que haverá uma revisão na desoneração de PIS/Cofins para celulares, tablets e computadores, além de um reajuste da tributação de bebidas quentes como vinhos e destilados. Com essas mudanças, o governo espera arrecadar R$ 11,2 bilhões, o que não cobrirá o déficit inédito calculado em R$ 30,5 bilhões. Juntos, serão tributados o imposto de renda sobre direitos de imagem e o IOF sobre operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Outros R$ 37,3 bilhões devem vir da alienação de imóveis e de direitos de domínio da União, do aperfeiçoamento na cobrança da Dívida Ativa da União, do leilão da folha de pagamento do funcionalismo, da venda de participações acionárias não prioritárias e de uma nova rodada de concessões. Só com novos leilões na área de infraestrutura, o governo espera arrecadar R$ 10 bilhões.

ANO QUE VEM

O Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, relatou que a previsão de arrecadação do governo federal para o próximo ano ficou em 22,4% (R$ 1,401 trilhão) do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2015, a perspectiva de que a arrecadação atinja 22,7% do PIB.

As despesas líquidas ficaram em R$ 1,318 trilhão e a total em R$ 1,210 trilhão. As transferências para Estados e municípios passaram de 3,7% do PIB para 3,5%. As despesas discricionárias, no entanto, ficaram em 4%. As despesas obrigatórias passaram de 15% para 15,4% do PIB.

Com a previsão de déficit primário embutida no projeto de lei orçamentária de 2016, o governo espera um crescimento na dívida líquida e bruta em relação ao PIB. A previsão apresentada é de que a dívida líquida passe de 36,1% do PIB neste ano para 39% no fim do ano que vem. Em 2017, essa proporção chegará a 40,2%, nas projeções do governo.

A expectativa é que a trajetória volte a cair somente em 2018, quando passará a 40,1% e para 39,9% no ano seguinte. Para a dívida bruta, o projetado é um crescimento de 65,5% do PIB neste ano para 68,4% no próximo. Em 2017, a relação chegará a 68,8%, segundo o governo, passando a 68,2% em 2018 e a 67,3% em 2019.

O governo também pretende arrecadar mais com operações (vendas) de ativos no próximo ano. A idéia é que essas operações levantem R$ 27,3 bilhões para os cofres públicos no próximo ano. Somando R$ 10 bilhões com concessões, serão R$ 37,3 bilhões.(Agência Estado e adaptado e revisado por Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica 01/09/2015)

 

Índia pode ter produção recorde de açúcar em 2015/16, diz Czarnikow

A Índia poderá produzir um volume recorde de 28,9 milhões de toneladas de açúcar na safra 2015/16, ante 28,6 milhões de toneladas em 2014/15, disse nesta terça-feira a trading Czarnikow.

"Esse é um resultado notável considerando que a Índia tem registrado excedentes domésticos nos últimos cinco anos e que os preços domésticos estão atualmente 22 por cento mais baixos do que estavam 12 meses atrás", disse a Czarnikow, com sede em Londres, por meio de nota.

A Índia é o segundo maior produtor mundial de açúcar, após o Brasil, e o maior consumidor da commodity. (Reuters 01/09/2015)

 

Rússia e Índia produzirão mais açúcar neste ano

Nos dois países, a commodity terá um ligeiro aumento, apontam consultorias.

A produção russa de açúcar refinado a partir de beterraba deve ser maior em 2015 na comparação com 2014. Isso porque os estoques de matéria-prima estão maiores. Em agosto, foram fabricadas 420 mil toneladas de açúcar, ante 382 mil toneladas em igual intervalo do ano passado, informou nesta terça-feira (01/9) a associação nacional de produtores Soyuzrossakhar.

Atualmente, a Rússia conta com 40 refinarias de açúcar em operação, que possuem, juntas, reservas de 3,6 milhões de toneladas de beterraba, acima das 3,43 milhões de toneladas do ciclo anterior.

Foram plantados 1,022 milhão de hectares para a atual temporada (+11,3%), e a expectativa é de que sejam colhidas entre 36 milhões e 40 milhões de toneladas de beterraba, superando as 33,5 milhões de toneladas de 2014.

Naquele ano, a Rússia produziu 4,438 milhões de toneladas de açúcar de beterraba, volume que deve ir a algo entre 4,75 milhões e 4,85 milhões de toneladas agora, segundo a Soyuzrossakhar.

Índia

A produção de açúcar na Índia deve alcançar o recorde de 28,9 milhões de toneladas na temporada 2015/16, estimou a trading Czarnikow.

O volume representa um leve incremento ante as 28,6 milhões de toneladas produzidas na safra anterior. O país é o segundo maior produtor do alimento, atrás apenas do Brasil, e a temporada de processamento da cana-de-açúcar vai de novembro a maio.

Para a trading, o excedente da commodity no mundo tem mantido os preços nos níveis mais baixos em anos. A Czarnikow afirma que o nível de produção é "notável", considerando que o país registrou superávit nos últimos cinco anos e que os preços recuaram 22% nos últimos 12 meses.
Grande parte do açúcar produzido na Índia costuma ser consumido pelo mercado doméstico.

Conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os indianos consomem cerca de 27 milhões de toneladas do alimento anualmente. Como o governo do país define um preço mínimo para o produto, muito superior ao preço praticado no mercado internacional, a Índia não é um grande exportador de açúcar.

No entanto, cinco anos de excedente fizeram com que o país acumulasse amplos estoques de açúcar, estimados em 10,2 milhões de toneladas, segundo o USDA.

Para Stephen Geldart, analista da trading, "dada a perspectiva de mais uma temporada de excedente, deve aumentar a pressão para que o governo aumente o apoio ao setor. Acreditamos que é provável que o governo indiano tente subsidiar as exportações em 2015/16".

Segundo as estimativas da Czarnikow, os embarques devem somar 2 milhões de toneladas na temporada. De acordo com a Organização Internacional do Açúcar (OIA), os estoques globais devem totalizar 86 milhões de toneladas no fim da safra 2014/15, que se encerra em 30 de setembro. Em seu último relatório trimestral, a OIA estima que a Índia vai exportar 1,9 milhões de toneladas em 2015/16, quase três vezes o volume embarcado em 2014/15. (Canal Rural 01/09/2015)

 

Agricultura brasileira será beneficiada com fundo de investimento da China

A China estabeleceu um fundo de US$ 10 bilhões para promover a cooperação industrial com a América Latina, segundo anunciou nesta terça-feira (1/9) o Banco Popular da China.

O fundo oferecerá financiamento a médio e longo prazo para projetos importantes de parceria industrial entre o gigante asiático e a região latino-americana, e será coordenado pelo Banco Central, o Banco de Desenvolvimento da China e a Administração Estatal de Divisas Estrangeiras, conforme um comunicado da primeira entidade.

As duas últimas entidades forneceram fundos no valor de US$ 10 bilhões para estabelecer o chamado Fundo Chinês-Latino-Americano de Investimento para a Cooperação em Capacidade. (Agência EFE 01/09/2015)

 

Clima seco favorece colheita de café e cana no Brasil

O clima quente e seco sobre os Estados do Sudeste do Brasil vai favorecer a colheita de café e cana-de-açúcar nesta semana, disseram meteorologistas nesta terça-feira.

Uma frente fria que atualmente causa chuvas no extremo sul do Rio Grande do Sul, produtor de grãos, será forçada a sair para o mar antes de alcançar as principais áreas de cultivo de café e cana em São Paulo e Minas Gerais, disse o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O serviço Reuters Weather Dashboard indica que a massa de ar seco sobre o Sudeste abrirá caminho para chuvas na próxima semana, com precipitações moderadas mas distribuídas de maneira irregular sendo esperadas em áreas de São Paulo e Minas Gerais.

Contudo, os meteorologistas dizem que as projeções estão mudando rapidamente, complicando uma previsão precisa sobre o retorno das chuvas à região.

"Há uma massa de ar polar se movendo para a Argentina que provavelmente vai alcançar o Sudeste na próxima semana, mas as chuvas provavelmente continuarão irregulares ao longo de setembro. Outubro deve ser consistentemente mais úmido", disse o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Hamilton Carvalho.

As previsões de chuvas para entre as próximas duas a três semanas estão oscilando fortemente no painel de clima da Reuters, em que a chuva prevista para a próxima terça-feira em São Paulo subiu para 17 milímetros ante 5 milímetros poucas horas antes. Os números estimados para 14 de setembro subiram para 39 mm, ante 4 mm mais cedo nesta terça.

As usinas em São Paulo, maior produtor de cana do país, estão no pico da safra, que vai de abril a dezembro.

Já os produtores de café devem agradecer o tempo adicional para colher o restante da safra ainda em maturação em plantações no sul de Minas Gerais e norte de São Paulo. A chuva causa uma deterioração da qualidade do café quando os grãos estão em processo de cura.

A eventual chegada de chuvas vai ser necessária nas próximas semanas, no entanto, se as árvores tiverem um período de floração bem sucedida, que abrirá o caminho para a safra 2016/17.

A floração ocorre normalmente alguns dias após a primeira onda de chuvas atingir áreas de cultivo. Chuvas adicionais serão necessárias para assegurar que as flores não abortem, mas formem botões, frutos de café e finalmente grãos. (Reuters 01/09/2015)

 

Mudas Pré-Brotadas de cana terão linha de crédito de até R$ 200 mil do Feap

Os produtores rurais que desejam produzir cana-de-açúcar a partir de Mudas Pré Brotadas já podem contar com uma linha de crédito de até R$ 200 mil do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), com prazo de pagamento em até seis anos. O anúncio foi feito pelo secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, durante o XV Encontro de Cana-de-açúcar, no dia 28 de agosto, em Sertãozinho.

Para atender essa nova demanda, a Secretaria de Agricultura ampliou o teto de financiamento da já existente linha de crédito para Sementes e Mudas de R$ 100 mil para R$ 200 mil por produtor, e o prazo de cinco para seis anos, incluindo a carência de até dois anos. A taxa de juros de 3% ao ano, com o bônus de adimplência 2,25%. Os beneficiários podem financiar todos os itens necessários para estrutura, assim como para aquisição das mudas e sementes, desde que sejam parte do mesmo projeto.

A implantação dos núcleos de MPB pode auxiliar na retomada de competitividade do mercado canavieiro, em meio à crise do setor, afirma Arnaldo Jardim. “A produtividade da cana-de-açúcar, a partir das MPB é mais vantajosa em termos de rendimento. O aumento de produtividade já na primeira colheita pode ser maior, podendo chegar a 100 hectares de cana produzida”, disse o secretário, lembrando que a Pasta segue orientação do governador Geraldo Alckmin de disseminar o conhecimento aos produtores rurais.

Esse método de plantio de cana-de-açúcar foi desenvolvido Centro Avançado de Pesquisa Tecnologia do Agronegócio da Cana, do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria a partir de mudas de alta qualidade, livres de doenças e pragas e que garante taxa de multiplicação muito maior do que a realizada através do plantio tradicional tem por objetivo melhorar a qualidade do produto e aumentar a produtividade nas lavouras em até 20%. “Trata-se de um novo conceito no método de multiplicação da cana-de-açúcar, reduzindo volume e levando para o campo efetivamente uma planta", disse Marcos Guimarães de Andrade Landell, diretor do Centro de Cana IAC.

"As falhas ocorridas nas áreas de plantios decorrem da falta de uniformidade de diversos fatores do sistema atual, muitas vezes deve-se ao uso excessivo de mudas que brotam e acabam competindo por água luz e nutrientes", explicou o Landell. Já o novo método aumenta a uniformidade nas linhas de plantio e, consequentemente, reduz as falhas.

O produtor de cana-de-açúcar, Ismael Perina Junior, que cultiva cana-de-açúcar, com a tecnologia desenvolvida pela Secretaria há mais de dois anos, ressaltou os benefícios econômicos e sanitários para a produção. “O maior ganho com as Mudas Pré-Brotadas é produzir um canavial livres de pragas e doenças. Isso traz um ganho exponencial, e com certeza será o futuro para o crescimento do nosso setor”, disse.

O produtor afirmou que a tecnologia da MPB resgatará a qualidade e a sanidade da produção sucroenergética. Os produtores interessados em adquirir a linha de crédito do Feap deve procurar a Casa da Agricultura de sua região. (Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo 01/09/2015)

 

Odebrecht é condenada por trabalho escravo e tráfico de pessoas

O grupo Odebrecht foi condenado a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 50 milhões por manter trabalhadores em condição análoga à escravidão, mediante aliciamento e tráfico internacional de pessoas, nas obras de construção de uma usina de cana-de-açúcar em Angola. A sentença foi proferida pelo juiz Carlos Alberto Frigieri, da 2ª Vara do Trabalho de Araraquara, mas ainda cabe recurso.

O inquérito foi instaurado pelo procurador Rafael de Araújo Gomes, a partir da publicação de uma série de reportagens veiculadas pela “BBC Brasil”, denunciando a submissão de trabalhadores brasileiros, contratados na cidade de Américo Brasiliense (a 298 km de São Paulo), a condições degradantes de trabalho após terem sido enviados para trabalhar em Angola.

Segundo o MPT, as obras pertenciam à Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), empresa angolana da qual são sócios a Odebrecht Angola, empresa do grupo Odebrecht, a Sonangol Holdings, vinculada à estatal petrolífera de Angola, e a Damer Industria, empresa privada da qual são sócios dois generais e o vice-presidente de Angola. Posteriormente, a Damer foi substituída pela Cochan, pertencente a apenas um desses generais.

Na ação civil pública, o MPT credita toda a responsabilidade pelo aliciamento, tráfico internacional de seres humanos e submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão ao grupo Odebrecht, e ainda afirma que a Odebrecht é dona do negócio.

A Odebrecht argumenta que “as acusações constantes da ação referem-se exclusivamente à obra da Biocom”, empresa angolana na qual detém participação minoritária. Diz ainda que “nunca existiu qualquer cerceamento de liberdade de qualquer trabalhador nas obras de Biocom” e que “a expatriação de trabalhadores sempre foi realizada observando a legislação brasileira e angolana”.

Além da indenização de R$ 50 milhões, o juiz condenou a Odebrecht a pagar multas caso não mude suas práticas. No entanto, negou pedido do MPT para que o grupo seja impedido de receber empréstimos pelo BNDES e outras instituições financeiras pública. (Valor Econômico 01/09/2015 às 20h: 00m)

 

Exportação de açúcar, suco e milho cai e a de etanol sobe em agosto

Brasil exportou volume 23% menor de açúcar bruto e refinado. Balança comercial tem superávit de US$ 2,68 bilhões em agosto.

O Brasil exportou em agosto 1,811 milhão de toneladas de açúcar bruto e refinado, volume 23% menor que as 2,351 milhões de toneladas embarcadas em julho e 21,5% inferior ante as 2,306 milhões de toneladas registradas em igual mês de 2014. Dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) divulgados nesta terça-feira (1) mostram que do total embarcado no mês passado, 1,476 milhão de toneladas foram de açúcar demerara e 335,2 mil toneladas, de refinado.

A receita obtida com a exportação total de açúcar em julho último foi de US$ 545,8 milhões, 25% menor que a registrada em julho (US$ 727,9 milhões) e 42,2% abaixo dos US$ 944,5 milhões computados em agosto de 2014.

No acumulado de 2015, foram exportadas 13,907 milhões de toneladas de açúcar (-6,7%), com receita de US$ 4,610 bilhões (-22%).

Etanol

O Brasil exportou em agosto 196,2 milhões de litros de etanol, avanço de 150,3% na comparação com os 78,4 milhões de litros embarcados em agosto de 2014. Em relação a julho deste ano, quando foram embarcados 213,9 milhões de litros, contudo, o volume é 8,3% menor. Os dados foram divulgados pelo MDIC.

A receita cambial com a venda do biocombustível alcançou US$ 90,1 milhões em agosto, alta de 82% ante os US$ 49,5 milhões registrados em agosto de 2014. Em relação aos US$ 100 milhões de julho deste ano, houve queda de 9,9%.

No acumulado de 2015, as exportações somam 948,8 milhões de litros (estável), com receita de US$ 484 milhões (-23%).

Suco

Segundo o MDIC, a receita com exportação de suco de laranja do Brasil recuou 64% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2014 e atingiu US$ 46,9 milhões. O desempenho no último mês também foi 77% inferior aos US$ 206,5 milhões registrados em julho.

O volume de suco de laranja exportado no mês passado foi de 38,1 mil toneladas, queda de 74% ante as 147,2 mil toneladas embarcadas em agosto de 2014 e também recuo, desta vez de 84,5%, em relação às 246,1 mil toneladas exportadas em julho deste ano. Apesar do desempenho, o preço médio por tonelada do suco exportado em agosto superou o dos dois períodos. Foi de US$ 1.232/t contra US$ 889,7/t em agosto do ano passado e US$ 839,2/t em julho último.

Com o resultado de agosto, as vendas acumuladas de suco nos primeiros oito meses 2015 alcançaram 1,366 milhão de toneladas, alta de 20,7% ante o total embarcado em igual período do ano passado, de 1,131 milhão de toneladas. A receita em 2015 soma, até o momento, US$ 1,303 bilhão, valor 12,6% superior ao total de US$ 1,157 bilhão registrado de janeiro a agosto de 2014.

Milho

Os volumes de milho embarcados em agosto ficaram 7,1% abaixo do registrado em igual período em 2014, segundo o MDIC. O volume embarcado em agosto do ano passado foi de 2,46 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, no entanto, a alta foi de 78% (1,28 milhão de toneladas).

A receita somou no mês US$ 389 milhões, queda de 18,1% em relação aos US$ 475 milhões registrados em agosto de 2014. O preço médio do milho exportado foi de US$ 170,30/tonelada, queda de 12% em relação ao mesmo mês em 2014, de US$ 193,10 a tonelada. Na comparação com julho, a alta da receita com as vendas externas de milho é de 78,4%, ante os US$ 218 milhões registrados naquele mês.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, os números do MDIC apontam alta no volume embarcado de milho ao exterior. As exportações somam 8,873 milhões de toneladas, avanço de 5,7% ante os 8,391 milhões de toneladas de janeiro a agosto de 2014. (Agência Estado 01/09/2015)

 

Commodities Agrícolas

Café: Pressão do dólar: A alta do dólar em relação ao real provocada pelos receios com as contas públicas brasileiras pressionou as cotações do café arábica na bolsa de Nova York ontem. Os lotes para dezembro caíram 280 pontos, para US$ 1,208 a libra-peso. A valorização da moeda americana aumenta a rentabilidade das exportações brasileiras e incentiva a comercialização da safra do país, que lidera a produção e a exportação de café no mundo. A onda de aversão ao risco, reflexo das incertezas com relação à economia da China, derrubou os mercados de ações no mundo e também influenciou as negociações dos futuros de café. No mercado doméstico, o preço do café de boa qualidade continuou oscilando entre R$ 470 e R$ 490 a saca de 60,5 quilos, segundo o Escritório Carvalhaes.

Cacau: Avanço em NY: Os preços do cacau registraram alta ontem na bolsa de Nova York reflexo da queda do dólar em relação ao euro e do fortalecimento do El Niño. Os contratos para dezembro subiram US$ 42, a US$ 3.141 a tonelada. A queda da moeda americana ante o euro reduz o custo de importação de cacau e favorece as compras da Europa, onde se concentra a maior parte das processadoras da amêndoa do mundo. A confirmação do escritório de meteorologia da Austrália de que o El Niño que começou a se formar em abril deste ano já é o mais forte de 1997/98 também deu sustentação aos preços, já que o fenômeno costuma prejudicar a produção global de cacau. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio subiu R$ 0,50, para R$ 127 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Patinada chinesa: O algodão recuou ontem na bolsa de Nova York diante do pessimismo que tomou conta dos mercados globais após dados fracos da economia da China. Os lotes para dezembro caíram 30 pontos, a 62,70 centavos de dólar a libra-peso. Além de provocar uma onde de vendas especulativas, os sinais de desaceleração da China preocupam os investidores do mercado de algodão porque o país é o maior importador mundial da pluma. Além disso, a China já vinha deixando de adquirir grandes volumes da fibra no mercado externo por causa de seus elevados estoques. O mercado também foi influenciado pela recente melhora da situação das lavouras americanas. No mercado interno, o preço da arroba do algodão na Bahia ficou em R$ 73,08, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Soja: China e EUA: Os contratos futuros da soja cederam ontem na bolsa de Chicago em meio um sentimento de aversão ao risco após dados fracos da China e relatos de início da colheita nos Estados Unidos. Os lotes para novembro caíram 13,5 centavos, a US$ 8,74 o bushel. Embora muitos analistas de grãos avaliem que a China não deixará de importar soja por causa da redução do ritmo de sua economia, os indicadores de queda da atividade e o recuo de suas ações provocam pânico entre os traders. No campo dos fundamentos, há influência do início da colheita no sul dos EUA, que já começa a pressionar os prêmios no Golfo, informou o Zaner Group. No mercado doméstico, o preço médio da soja na Bahia ficou em R$ 67,67 a saca, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). (Valor Econômico 02/09/2015)