Setor sucroenergético

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Exportação de açúcar amplia vantagem sobre mercado interno

Remuneração com a comercialização externa foi 10,05% superior à realizada em São Paulo, diz Cepea.

As exportações de açúcar, que por seis meses remuneraram menos do que as vendas internas, ampliaram a vantagem e agora já rendem até 10% mais para os produtores brasileiros. Conforme cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), na semana passada a remuneração com a comercialização externa foi 10,05% superior à da realizada no spot paulista.

Enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 47,75 a saca, a do contrato com vencimento em outubro na Bolsa de Nova York foi de R$ 52,55 a saca.

De acordo com o Cepea, os preços internacionais passaram a subir recentemente em meio aos temores quanto ao impacto do El Niño na produção global. Paralelamente, o dólar fortalecido impulsiona a receita em reais dos produtores brasileiros, que passam a embarcar mais.

Em plena colheita, os preços do açúcar cristal estão em alta no mercado spot paulista. A maior remuneração obtida com as exportações fortaleceu as usinas, que elevaram os valores pedidos nas negociações internas. A demanda tem seguido constante, com ligeira alta na primeira semana de setembro, acrescenta o centro de estudos, em relatório divulgado nesta terça, dia 8. (Canal Rural 08/09/2015)

 

Açúcar: Exportações indianas

Os preços do açúcar cederam ontem na bolsa de Nova York, refletindo o estímulo às exportações na Índia, apesar da pressão exercida pela queda do dólar em relação ao real.

Os contratos do demerara para março de 2016 caíram 15 pontos, a 12,06 centavos de dólar a libra-peso.

O governo da Índia afrouxou regras para exportar açúcar, o que deve incentivar os embarques e reduzir os estoques internos, atualmente bastante elevados.

Na semana passada, receios com a oferta impulsionaram as cotações.

O debate sobre o aumento da Cide na gasolina no Brasil também é um fator de sustentação, já que a medida pode turbinar a demanda doméstica por etanol.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 48,83 a saca de 50 quilos, alta de 0,87% em relação à última sexta-feira. (Valor Econômico 09/09/2015)

 

Chuvas elevam o preço do etanol em São Paulo

A ocorrência de chuvas no Estado de São Paulo nos últimos dias interrompeu a oferta imediata de etanol hidratado no mercado e fez os preços do produto, que é usado diretamente no tanque dos veículos, subirem nas usina paulistas. O indicador Cepea/Esalq para o hidratado se valorizou 1,05%, para R$ 1,1893 o litro entre 30 de agosto e 4 de setembro, na comparação com a semana anterior. No entanto, o preço pago pelo produto às usinas ainda está 3,4% menor do que há um ano.

Conforme traders, a tendência é de as cotações do biocombustível terem "leves" valorizações ao longo deste mês e de outubro, a despeito de o consumo no país (entre janeiro e julho) estar 40% maior do que há um ano, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

O preço do hidratado em baixa em relação a igual período de 2014 ­ mesmo com alta neste ano de 9 de seu concorrente direto, a gasolina C ­ reflete o movimento de usinas que estão endividadas e têm ofertado muito produto no mercado para gerar caixa. Assim, disse um trader, "enquanto houver moagem de cana no Centro­Sul [até novembro], a oferta será 'desorganizada'".

Para o diretor da trading de etanol Bioagência, Tarcilo Rodrigues, essa valorização recente do hidratado na usina em São Paulo já é efeito desse desequilíbrio entre oferta e demanda. "Já estava na hora. O desequilíbrio é muito grande. A chuva só ajudou a consolidar esse movimento", avaliou Rodrigues. Ele acrescentou que deve haver daqui para frente um suporte maior do açúcar, cujas cotações acumularam alta na última semana na bolsa de Nova York.

Nos postos de combustíveis do país, os preços do hidratado voltaram a recuar entre os dias 30 de agosto e 5 de setembro, na comparação com a semana anterior. Conforme levantamento da ANP, o preço médio do biocombustível caiu em 14 Estados brasileiros, sendo que a maior queda foi observada no Piauí (1,75%) e no Maranhão (1,29%).

Em São Paulo, maior centro consumidor de combustíveis do país, contudo, houve alta de 0,59%, para R$ 1,887 o litro. No Estado, a paridade do hidratado com a gasolina ficou em 61% na última semana. Para ser vantajoso, o hidratado tem que custar no posto menos de 70% do preço médio da gasolina. A competitividade se manteve na última semana no Paraná (64,8%), Minas Gerais (63%), Mato Grosso (57,6%), Goiás (68%) e Mato Grosso do Sul (68%). (Valor Econômico 09/08/2015)

 

Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Dedini

O juiz Marcos Veloso da Silva, da 2ª vara cível de Piracicaba, aceitou o pedido de recuperação judicial da Dedini Indústria de Base, uma das maiores fabricantes de equipamentos para usinas do país. Em sua decisão, publicada na última sexta-feira, o magistrado concedeu 60 dias para que a empresa, que é assessorada pelo escritório Mandel Advocacia, apresente seu plano de recuperação.

Ainda que a maior parte do endividamento da Dedini seja tributário, não sujeito à “proteção” proporcionada pela recuperação judicial, esse caminho foi escolhido depois que um credor pediu a falência da companhia. Como já informou o Valor Econômico, no fim do ano passado a Dedini tinha R$ 853 milhões em impostos e contribuições a recolher em até 12 meses, enquanto sua dívida bancária de curto prazo era de R$ 306 milhões.

Em larga medida graças à forte redução dos investimentos das usinas sucroalcooleiras em novos equipamentos desde o início da década, a Dedini voltou a amargar prejuízo líquido em 2014. E a perda cresceu para R$ 370 milhões, ante o resultado negativo de R$ 270 milhões registrado no ano anterior. Com os prejuízos também veio uma série de demissões de trabalhadores. (Brasil Agro 08/09/2015)

 

Setor de etanol discutirá aumento da Cide com o governo

A cadeia produtiva de açúcar e álcool tem agendada para os próximos dias 9 e 10 uma reunião com as principais pastas do governo para discutir a elevação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). De acordo com cálculos do setor sucroenergético, o aumento do tributo pode gerar até R$ 16 bilhões em receita para o governo.

O aumento representaria uma atualização monetária do valor original do tributo, de R$ 0,28 por litro, quando foi criado, em 2002. Mais do que isso, o reajuste ajudaria o governo a impulsionar as receitas para evitar o déficit de R$ 30,5 bilhões no Orçamento de 2016.

Fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, relataram que há dois cenários em estudo. No primeiro, é considerado um aumento parcial do tributo, para algo próximo de R$ 0,40 por litro. Nessa perspectiva, o litro do derivado de petróleo iria para R$ 3,49 (11,5% superior ante os R$ 3,13 vigentes), acarretando em quase R$ 10 bilhões para o governo. No segundo caso, leva-se em conta a recomposição integral da alíquota, de R$ 0,22 para R$ 0,62, que colocaria a gasolina em R$ 3,72 (+19%) e resultaria nos R$ 16 bilhões projetados.

A Cide havia sido zerada em 2012, mas voltou a incidir sobre a gasolina em fevereiro deste ano, o que animou o setor sucroenergético. Com o tributo, o etanol retomou parte da competitividade perdida para o combustível fóssil, e suas vendas dispararam. Em julho, por exemplo, o consumo de hidratado, utilizado diretamente no tanque dos veículos, bateu o recorde histórico de 1,55 bilhão de litros, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Reunião

O setor sucroenergético já agendou uma reunião com o governo para discutir a recomposição integral da Cide na gasolina. De acordo com uma liderança do segmento, será nos próximos dias 9 e 10, em Brasília (DF), com a presença de representantes de representantes da Casa Civil e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), além de entidades da cadeia produtiva de álcool.

A movimentação em Brasília é liderada pelo deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético. De acordo com a fonte, a ideia para a semana que vem é mostrar que o imposto maior sobre a gasolina melhoraria a demanda por etanol, combustível menos poluente do que o derivado do petróleo. Assim, o setor procurará focar nos benefícios ambientais do álcool, de olho, inclusive, nas metas a serem apresentadas pelo Brasil na Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP-21), em Paris, no fim do ano.

A fonte disse acreditar, porém, que a Cide deverá encontrar dificuldades para ser recomposta no curto prazo, devido ao impacto que teria sobre a inflação já elevada. Até julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulava alta de 9,56% em 12 meses, bem acima do teto da meta do Banco Central, de 4,5%. (Agência Estado 04/09/2015)

 

RS: Vendas de máquinas despencam 37% na Expointer

Prospecção de negócios na feira gaúcha é estimada em R$ 1,7 bilhão.

O volume de negócios envolvendo máquinas e implementos agrícolas encaminhados durante a 38ª Expointer teve queda de 37,4% neste ano, informou a organização da feira gaúcha e o governo do Rio Grande do Sul. Com isso, a projeção de faturamento durante os sete dias da semana passada ficou em R$ 1,7 bilhão. No ano passado, as vendas prospectadas foram de R$ 2,7 bilhões. O setor de maquinários é responsável por maior parte dos negócios na feira. A expectativa era de que a cifra chegasse a R$ 2 bilhões.

O tombo nas vendas da feira do Rio Grande do Sul, a segunda maior do país, é superior ao registrado na Agrishow, que teve redução de 30% neste ano. O evento paulista teria somado R$ 1,9 bilhão em negócios. Organizadores e representantes do setor de maquinários afirmam que o desempenho é reflexo do cenário econômico desfavorável. As taxas de juros elevadas e a demora na liberação de recursos públicos para financiamentos dos produtores foram determinantes, conforme a indústria.

Contramão

Enquanto o principal setor da Expointer teve dificuldades para prospectar maiores vendas, na área de animais e de produtos da agricultura familiar o resultado foi além do esperado. A comercialização de boi, cavalos e outros teve desempenho 23,7% acima de 2014, ao fechar negócios de mais de R$ 15,3 milhões. A comercialização de cavalos da raça crioulo teve maior influência sobre o resultado, com negócios de mais de R$ 10 milhões.

No pavilhão da agricultura familiar, onde são vendidos alimentos, bebidas e artesanatos produzidos por pequenos e médios produtores gaúchos, um novo recorde: R$ 2,2 milhões em vendas, 12% acima do resultado do ano passado. A expectativa era de aumento da ordem de 10%. No próximo ano, a organização da feira pretende ampliar o espaço destinado ao segmento dentro da Expointer. (Globo Rural 08/09/2015

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Exportações indianas: Os preços do açúcar cederam ontem na bolsa de Nova York, refletindo o estímulo às exportações na Índia, apesar da pressão exercida pela queda do dólar em relação ao real. Os contratos do demerara para março de 2016 caíram 15 pontos, a 12,06 centavos de dólar a libra-peso. O governo da Índia afrouxou regras para exportar açúcar, o que deve incentivar os embarques e reduzir os estoques internos, atualmente bastante elevados. Na semana passada, receios com a oferta impulsionaram as cotações. O debate sobre o aumento da Cide na gasolina no Brasil também é um fator de sustentação, já que a medida pode turbinar a demanda doméstica por etanol. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 48,83 a saca de 50 quilos, alta de 0,87% em relação à última sexta-feira.

Cacau: Clima adverso: Os receios em relação ao clima adverso e seus efeitos na produção de cacau do oeste da África contribuíram para a elevação dos preços da amêndoa ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro subiram US$ 52, para US$ 3.220 a tonelada. Entre 31 de agosto e 6 de setembro, houve um aumento nas entrega de cacau nos portos da Costa do Marfim, de 11 mil toneladas, mas desde o início de abril, quando começou a colheita da safra intermediária, as entregas estão mais de 8% abaixo do mesmo período do ciclo passado. O oeste da África registrou chuvas abaixo da média em agosto, e analistas temem que a estiagem prejudique a próxima safra. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio do cacau subiu R$ 4, para R$ 134 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: No azul: Os futuros do algodão registraram ganhos ontem na bolsa de Nova York em meio a um cenário de queda do dólar ante outras moedas no mundo. Os lotes para dezembro subiram 66 pontos, a 63,28 centavos de dólar a libra-peso. O recuo do dólar estimula a demanda pelo algodão dos Estados Unidos, maior exportador da pluma. O mercado também foi influenciado pela projeção da consultoria Abares de uma safra de 470 mil toneladas de algodão na Austrália em 2015/16, uma queda de 9,6%. Os traders já se posicionam segundo as apostas para as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que saem na sexta-feira. Na Bahia, o preço médio da pluma ficou em R$ 74,40 a arroba, segundo a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Milho: Rendimento menor: Como ainda não há dados oficiais sobre a colheita de milho nos EUA, os traders focam-se nos relatos sobre os resultados abaixo do esperado no país, o que impulsionou os preços do milho ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro subiram 5,25 centavos, para US$ 3,6825 o bushel. Arlan Suderman, da Water Street Solutions, afirmou em nota no site AgWeb que os rendimentos nas colheitas de milho têm ficado entre 10% e 30% abaixo dos resultados da mesma época de 2014. Nos próximos dias estão previstas chuvas no centro e leste do Meio­Oeste que interromperão a colheita, mas favorecerão as lavouras, segundo a empresa de meteorologia DTN. Na Bahia, o preço médio do milho ficou em R$ 24,50 a saca, de acordo com a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). (Valor Econômico 09/08/2015)