Setor sucroenergético

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“Banco Bayer”

A redução da oferta de crédito agrícola tem obrigado a Bayer a se travestir de banco. A empresa está financiando uma parcela cada vez maior das vendas de sementes e defensivos.

O escambo também disparou: o pagamento de produtos com a entrega de grãos deverá crescer 400% em relação à safra passada. (Jornal Relatório Reservado 10/09/2015)

 

Unica reclama que financiamento do BNDES para estocagem "não atende às necessidades do setor"

As novas condições para financiamento de capital de giro à estocagem de etanol, desagradaram a principal entidade representativa do setor sucroenergético, que considera que o aumento das taxas oferecidas dificultarão o acesso dos pequenos produtores e desinteressarão as grandes empresas.

Em comunicado enviado na manhã desta quinta-feira (10) à imprensa, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) afirmou que recebeu com preocupação e cautela a renovação do Programa de Apoio ao Setor Sucroalcooleiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES PASS), anunciada na última semana. 

A entidade acredita que as altas taxas oferecidas provocarão um custo final acima do esperado, "o que, certamente, dificultará o acesso dos produtores menores ao crédito, bem como fará com que as grandes empresas procurarem outros programas de financiamento".

Uma das principais alterações da nova versão do programa é a elevada taxa de juros, composta de custo financeiro misto de 25% baseado em TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) e 75% em referenciais de mercado, acrescido de 1,775% ao ano para o BNDES (1,375% no caso das MPMEs – Micro, Pequenas e Médias Empresas) e da remuneração da instituição financeira, a ser negociada livremente entre o cliente e o banco repassador do crédito.

“A linha anunciada pelo BNDES é importante para o setor, mas havia a expectativa que as condições de financiamento fossem muito mais viáveis que as oferecidas. O custo final do empréstimo diante das taxas apresentadas será muito alto e pode não compensar os investimentos necessários à operação de estocagem”, diz Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica.

Segundo Pádua, não é todo produtor que tem a garantia de pleitear e conseguir um financiamento de grande porte em uma instituição. “Os pequenos irão ter muitas dificuldades e os grandes buscarão alternativas mais vantajosas que o BNDES”, ressalta o diretor.

Para a Unica, as incertezas da próxima safra aumentam as dúvidas sobre a efetividade da linha de crédito para a formação de um volume de etanol que atenda ao período da entressafra. “O programa poderia ter melhor alcance com taxas de juros menores que as oferecidas atualmente, mesmo com um volume menor de recursos a serem oferecidos”, completa o executivo. (Unica 10/09/2015)

 

Instituto Agronômico de Campinas desenvolve técnica para aumentar em 20% produtividade da cana-de-açúcar

Método pode fazer a produção chegar a 100 toneladas de cana por hectare já na primeira colheita.

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) desenvolveu um novo sistema de plantio de mudas de cana-de-açúcar, que melhora a qualidade do produto e pode gerar um aumento de até 20% na produtividade das lavouras. O sistema, conhecido como mudas pré-brotadas, usa menor quantidade de gemas, a parte do caule de onde brotam novas plantas, e garante uma taxa de multiplicação 20 vezes superior aos métodos tradicionais.

Você pode já no primeiro ano sair de um hectare multiplicar as mudas para serem utilizadas em 80 hectares. Isso significa uma velocidade de incorporação de novas variedades que antecipam de quatro a cinco anos a utilização de uma nova variedade. Ou seja, o produtor consegue antecipar em quatro a cinco anos os ganhos no negócio dele, diz o diretor do Centro de Cana do IAC, Guimarães de Andrade. O método pode fazer a produção chegar a 100 toneladas de cana por hectare já na primeira colheita. – O produtor não precisa utiliza o excesso de "gemas" no metro como se faz no plantio convencional, porque você já tem a muda, a "toceira" pré estabelecida, formada e sadia – diz Andrade. A nova técnica foi inserida na linha de crédito de sementes financiada pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap). O teto do financiamento é de R$ 200 mil. O montante pode ser pago em seis anos, com dois anos de carência. Os juros são de 3% ao ano. – São Paulo já chegou a ter uma produtividade média de 85 toneladas por hectare, hoje essa produtividade caiu e está na média de 79 toneladas por hectare. Isso aconteceu porque o agricultor descuidou do trato da lavoura, por não ter renda. A recuperação da produtividade pode com renda e com a inovação de sistemas, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, Arnaldo Jardim. O governo estadual disponibilizou para este ano R$ 120 milhões em 29 linhas de crédito para o agronegócio paulista. (Canal Rural 10/09/2015)

 

Entrada de novas pragas agrícolas no Brasil podem causar prejuízos no agronegócio

O agronegócio brasileiro está sob ataque. Nos últimos meses, três novas pragas agrícolas foram detectadas no país, fato que serviu para reaquecer as discussões sobre a importância da defesa fitossanitária no Brasil. Nesta quinta-feira (10), dezenas de especialistas estiveram reunidos em São Paulo para apresentar as novas pragas e apontar caminhos para a erradicação desses invasores, que já causam prejuízos aos produtores em várias regiões do país.

Entre as novidades, a que mais preocupa até o momento é a Melanagromyza sp., também conhecida como Mosca-da-haste da soja, identificada no Rio Grande do Sul em julho desse ano. Trata-se de uma praga importante na Austrália, onde causa perdas de até 30% na produção de grãos, mas que já está amplamente disseminada pela Ásia. A Melanagromyza também está presente no Paraguai e Argentina, que podem ter sido a origem dos invasores encontrados no Brasil.

A situação exige atenção, especialmente pela lentidão das autoridades no Brasil. “É preciso mais agilidade. Paraguai e Argentina poderão fazer o controle da Melanagromyza mais facilmente, pois terão produtos disponíveis para o combate mais rapidamente. Eles já estão testando produtos. No Brasil, a burocracia deve retardar a chegada desses produtos”, afirma Jerson Guedes, pesquisador da Universidade Federal de Santa Maria.

Outra ameaça real à agricultura nacional, também apresentada nesta quinta-feira, é uma nova variedade da lagarta Helicoverpa, que tem causado prejuízos bilionários aos produtores brasileiros nos últimos anos. Identificada no Ceará, a Helicoverpa punctigera é tão agressiva quanto sua “prima” armigera. Estimativas indicam uma perda potencial de até 16 sacas por hectare de soja, 54 sacas na cultura do milho e até 76 sacas no algodão.

A terceira espécie apresentada, já conhecida por muitos cotonicultores, é a Amaranthus palmeri, principal praga do algodão e soja nos Estados Unidos, identificada pela primeira vez no Brasil há alguns meses no estado do Mato Grosso. A falta de controle pode causar perdas de até 91% na cultura do milho, 79% na soja e 77% no algodão, segundo bibliografia norte-americana.  A Amaranthus chama a atenção por não manifestar qualquer sintoma de fitotoxicidade após a aplicação do herbicidas, o que torna o seu combate ainda mais difícil. (Al Andef 10/09/2015)

 

Alta do dólar pesa na dívida de agroindústrias

As principais empresas do agronegócio com ações listadas ou registro na BM&FBovespa deverão reportar em seus próximos resultados trimestrais uma dívida em moeda estrangeira pelo menos R$ 22 bilhões maior do que em 30 de junho, por causa da oscilação cambial desde então. Esse grupo de 11 companhias, entre as quais quatro sucroalcooleiras e quatro frigoríficos, tinham no fim do primeiro semestre, com o dólar a R$ 3,10, uma dívida em moeda estrangeira equivalente de R$ 88,5 bilhões. Com a Ptax de ontem (R$ 3,8698), que já refletiu a perda do grau de investimento atribuído pela Standard & Poor's, o valor atinge R$ 110,5 bilhões.

Apesar disso, argumentam executivos dessas companhias, boa parte das dívidas em moeda estrangeira dessas empresas, majoritariamente exportadoras ou produtoras de commodities agrícolas cotadas em bolsas internacionais, estão protegidas por receitas na mesma moeda ou por instrumentos de hedge para o passivo de curto prazo. Os frigoríficos, mais internacionalizados, também contam com "hedge natural" das operações no exterior. Há ainda casos como o da BRF, que adota a política de contabilidade de hedge ("hedge accounting"), diluindo o impacto da valorização do dólar sobre os resultados trimestrais.

Refratária tanto à prática da contabilidade de hedge quanto à tese do "hedge natural", segundo a qual a receita em moeda estrangeira anula o impacto da variação cambial sobre a dívida no médio prazo, a JBS faz o hedge de 100% de sua exposição ao dólar. A analistas, o presidente global da empresa, Wesley Batista, costuma repetir que o custo para manter as posições de hedge é conhecido, diferentemente do que acontece com o dólar, principalmente em períodos de instabilidade política e econômica no Brasil e no mundo.

No fim de junho, a dívida bruta em moeda estrangeira da JBS somava R$ 42,3 bilhões. Com a Ptax de ontem, o montante sobe para R$ 52,9 bilhões. Mas, por causa da política de hedge, a companhia não deverá acusar impactos negativos nos resultados deste terceiro trimestre. Pelo contrário. Conforme estimativa divulgada quarta-feira pelo banco Haitong (ex­BESI), a política de hedge resultaria em um ganho financeiro de R$ 3 bilhões caso o dólar encerre o trimestre a R$ 3,75. Mas a analista da instituição, Catarina Pedrosa, pondera que o custo dessa política de hedge é elevado, estimado por ela em mais de R$ 4 bilhões por ano.

Entre as empresas que contam com "hedge natural" estão as companhias que produzem soja, milho e algodão, como SLC Agrícola e Vanguarda Agro. Cotadas em bolsas americanas, essas três commodities, quando têm seus preços convertidos ao real, geram uma receita mais robusta, o que compensa eventuais reflexos das dívidas atreladas a moedas estrangeiras.

O mesmo não se aplica, ao menos neste momento, às companhias produtoras de açúcar, diz o sócio da consultoria FG Agro, Luiz Gustavo Torrano Correa. Ocorre que a guinada cambial coincide com um período de superávit global de açúcar. Como o Brasil é o maior exportador global da commodity, a reação natural à desvalorização da moeda brasileira nas bolsas internacionais é a retração dos preços em dólar. Trata-se de um "sinal" do mercado, que impede uma maior remuneração em reais às usinas brasileiras e um consequente aumento da produção local. "Em suma, a receita em reais está constante, mas a dívida em moeda estrangeira, não", explica Correa.

Ainda que o principal da dívida tenha vencimento no longo prazo, em grande parte das empresas do agronegócio, há um custo anual que incide sobre esse débito em moeda estrangeira. Neste momento, a base sobre a qual incide esse custo está pelo menos 25% maior que no dia 30 de junho, se não houve novas captações em dólar ou amortizações. É o efeito direto da valorização da moeda americana na mesma proporção nesse intervalo, considerando a Ptax de R$ 3,8698 de ontem.

É preciso considerar, ainda, que a perda do grau de investimento também tende a tornar mais caro o crédito para as empresas no Brasil. O aumento do risco no país deverá atrapalhar tanto novas captações como a renegociação de débitos já existentes em moeda estrangeira.

A oscilação cambial até 30 de junho, que, no caso do dólar foi uma alta de 40% ante o real em 12 meses, elevou os gastos da Tereos Internacional com pagamento de juros. A companhia, que tem 90% de seu endividamento em moeda estrangeira, destinou no trimestre encerrado em 30 de junho R$ 72 milhões para pagar o serviço da dívida, R$ 17 milhões a mais que um ano antes.

Para contrabalançar o aumento de despesa com juros decorrentes do dólar mais valorizado, a Minerva Foods, terceira maior produtora de carne bovina do Brasil, adota como política tanto instrumentos efetivos de hedge para o passivo de curto prazo quanto as receitas de exportações ou das operações no exterior.

"Tratamos de maneira diferente a exposição ao dólar do principal e dos juros", disse o diretor de finanças da empresa, Edison Ticle. No caso da dívida principal em moeda estrangeira, 40% estavam protegidos por instrumentos de hedge no fim do segundo trimestre, como Ticle realçou em teleconferência com analistas. Ao Valor, ele argumentou que, ainda que use instrumentos de hedge, a Minerva não tem uma grande exposição. "Tem proteção natural das exportações e dos efeitos do dólar nas operações internacionais". Hoje, 40% do Ebitda da empresa de carnes é gerado nas unidades fora do Brasil.

Na avaliação da Marfrig, segunda maior produtora de carne bovina do Brasil, a receita das exportações e as operações no exterior "absorvem o efeito da paridade cambial no pagamento de juros, mantendo o fluxo de caixa". Além disso, a empresa informou que o percentual das despesas financeiras que sofrem impacto cambial (75%) está em linha com as receitas em moeda estrangeira. A Marfrig também destacou, em nota, que sua dívida líquida pro forma em dólar diminui de US$ 3,3 bilhões para US$ 1,8 bilhão considerando a venda da Moy Park para a JBS.

A Biosev, segunda maior processadora de cana do país, teve no trimestre terminado em 30 de junho uma despesa com pagamento de juros de R$ 140,7 milhões, 125% mais que um ano antes. Nos 12 meses encerrados em junho, a dívida em moeda estrangeira da empresa cresceu 40%, para o equivalente a R$ 5,1 bilhões. Se o dólar se mantiver em 30 de setembro no mesmo patamar de ontem, esse valor crescerá para R$ 6,3 bilhões. (Valor Econômico 11/09/2015)

 

Sindicato deve ir à Justiça para liberar crédito trabalhista da Dedini

O Sindicato dos Metalúrgicos de Sertãozinho (SP) tentará na Justiça a liberação dos créditos trabalhistas de 240 funcionários demitidos pela Dedini, empresa que teve o pedido de recuperação judicial aceito na última sexta-feira (4/9), pelo juiz Marcos Douglas da Silva, da 2ª Vara Cível de Piracicaba (SP).

"Estamos tentando abrir um precedente para que o processo não interfira no pagamento dos trabalhadores. Caso a companhia sugira algo, mesmo que seja para parcelar, que a recuperação judicial não atrapalhe", afirmou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o presidente do Sindicato, Samuel Marqueti.

A reportagem tentou contato com a Dedini, mas foi informada de que não há porta-vozes para comentar o assunto no momento. Pela decisão do magistrado, a Dedini, que entrou com pedido de recuperação judicial no final de agosto, tem 60 dias para apresentar um plano de recuperação.

O passivo total da empresa é de cerca de R$ 300 milhões e entre os credores estão bancos, trabalhadores, fornecedores e o fisco. O Broadcast revelou no início do mês passado que a Dedini, tradicional fabricante de equipamentos para usinas de cana-de-açúcar, demitira mais de 600 funcionários de suas unidades em Sertãozinho e Piracicaba, ambas no interior paulista.

À época, o CEO e superintendente da companhia, Sergio Leme, disse que a carteira de clientes estava "em baixa", referindo-se às dificuldades pelas quais passa o setor sucroenergético nacional desde a crise do crédito de 2008 e que se refletiram na situação financeira da empresa. Segundo Marqueti, o contato com a Dedini está "precário"atualmente, mas a expectativa é que haja uma melhora a partir de agora com a recuperação judicial. "Torcemos para que tudo volte ao normal", disse (Agência Estado, 10/9/15)

 

Fila de navios de açúcar nos portos aumenta de 41 para 44 na semana

O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros aumentou de 41 para 44 na semana encerrada nesta quarta-feira, 9, segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil.

O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 30 de setembro. Foi agendado o carregamento de 1,45 milhão de toneladas de açúcar.

A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 984,62 mil t, ou 68% do total. Paranaguá responderá pelos 32% restantes (468,20 mil t). Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 260,57 mil t. No da Rumo, estão agendadas 582,34 mil t, e no Teag, da Cargill/Biosev, 141,70 mil t no período analisado.

A maior parte do açúcar a ser embarcado é da variedade VHP, açúcar bruto de alta polarização, com 1,36 milhão de toneladas. O embarque de cristal B-150 soma 39,50 mil t e o de A-45, 45,65 mil t. (Agência Estado 10/09/2015)

 

Em Pernambuco, Usina Cruangi reinicia moagem depois de quatro anos fechada

Depois de quatro anos fechada, a usina Cruangi, em Pernambuco, reinicia oficialmente a moagem no próximo dia 15, com a previsão de faturar R$ 50 milhões.

No estado, está em tramitação um projeto de lei que beneficiará atualmente duas cooperativas de canavieiros, que, desde 2014, iniciaram o processo de reabertura de usinas no interior. Na safra passada, a usina Pumaty, em Joaquim Nabuco, voltou a funcionar por tal iniciativa. Nesta safra, será a vez da usina Cruangi, em Timbaúba.

A Pumaty, por exemplo, moeu na última safra (2014/2015) 513 mil toneladas e faturou R$ 50 milhões, por meio da Cooperativa do Agronegócio da Cana-de-Açúcar (AGROCAN), recompondo mais de quatro mil empregos no campo e na indústria, gerando para os cofres do Estado, aproximadamente, R$ 7 milhões em tributos, além do efeito multiplicador para a economia da microrregião como um todo.

De acordo com informações do governo do Estado, somando as receitas das duas usinas, que representa uma injeção de R$ 100 milhões na economia da região, gerando um aumento na arrecadação do ICMS direto e indireto, o Governo estima manter a arrecadação no mesmo patamar, em relação ao ano passado, mesmo com a concessão da redução tributária.

Segundo maior produtor de cana-de-açúcar do Nordeste, com uma produção média estimada em 14 milhões de toneladas/ano, Pernambuco contabiliza, hoje, 15 usinas em operação, das 42 instaladas no Estado.

Projeto de lei reduz ICMS

A cerimônia de reabertura contará com a participação do governador Paulo Câmara. A presença foi anunciada por ele mesmo nesta sexta-feira (4), durante a assinatura do PL de incentivo fiscal às cooperativas de canavieiros responsáveis por reabrir a unidade industrial.

A cerimônia de assinatura do Projeto de Lei, que foi realizada no Palácio do Campo das Princesas, contou com a presença de dirigentes da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) e do Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado (Sindicape).

A iniciativa já é responsável por gerar e manter 8 mil empregos agroindustriais em torno da cadeia produtiva para manter as unidades fabris em funcionamento.

Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP, agradece ao governador pelo PL que visa viabilizar este atual processo de reativação de usinas, o qual tem contribuído para gerar os empregos no interior do Estado.

Se aprovado e sancionado, o projeto de lei aliviará a carga tributária dessas cooperativas rurais através da redução do ICMS estadual sobre a comercialização do álcool hidratado produzido nestas usinas.

As cooperativas de canavieiros terão então um crédito presumido total de 18,5% no ICMS. O montante corresponde ao percentual contido no atual PL (6,5%) e mais 12% que já é disponibilizado pelo Governo para todas as usinas abertas em Pernambuco.

O crédito presumido extra funciona como um estímulo fiscal aos produtores rurais que fazem o esforço para reativar as usinas e os postos de trabalho no interior pernambucano.

O PL precisa passar pelas Comissões internas da Casa e depois seguir para análise final do Plenário. Se aprovada, segue para a sanção do governador. Por ter sido enviada em caráter de urgência, o deputado relator do PL, Aloísio Lessa (PSB), estima que o processo leva algo em torno de 20 dias.

Secretário de Agricultura, Nilton Mota salientou que Pernambuco “dá exemplo” ao dar condições para reabertura de unidades industriais.

“Enquanto o Centro Sul registrou o fechamento de 80 usinas, o Governo dá condições aos pequenos fornecedores de manter o beneficiamento da produção em seu estado, evitando a diminuição da rentabilidade e a comercialização para vizinhos como Alagoas e Paraíba”, argumentou.

Presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana-de-Açúcar de Pernambuco, Gerson Carneiro Leão, parabenizou a iniciativa.

“Isso é um marco no seu governo. Enquanto outros estados fortes na indústria sucroalcooleira estão fechando, vossa excelência reabre 13 mil empregos na região Mata Sul e Norte. Acredito que esse é o sistema para Pernambuco. As usinas que forem fechando nós estamos aqui para abrir com seu apoio. Quero lhe agradecer. Essa ajuda é muito bem-vinda e vai ajudar os fornecedores”, disse. (Gazeta de Notícias PE 10/09/2015)

 

Professor da USP afirma que Dilma deixará presidência até outubro

Por Ronaldo Knack

Respeitado professor da USP, que por ora prefere se manter no anonimato, fez a este jornalista uma previsão fatídica sobre o final do governo Dilma. Segundo ele, a presidente vai tentar se segurar ao posto que ainda ocupa até o final do próximo mês de outubro. E aí ela cai e sai.

Ele só tem uma dúvida: se Dilma sai sozinha ou se sai abraçada no naufrágio junto com o vice-presidente, Michel Temer, que já desembarcou do entorno do PT e caminha ‘solo’ na tentativa de repetir o que fez Itamar Franco enquanto Collor derretia na presidência da República.

O professor também faz pesadas críticas ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que ao aumentar despropositadamente a taxa Selic, provocou violenta transferência de recursos do Tesouro Nacional para o sistema bancário. “O ministro alavancou os ganhos do Bradesco para que ele assumisse as operações do banco HSBC no Brasil”, afirma.
O governo prioriza o ganho do sistema bancário com a Selic ao invés de investir na educação, na segurança pública, na infraestrutura, lamenta o professor. Para ele, a única saída é aumentar a pressão através de atos públicos de protesto para abreviar o calvário que o PT e os partidos aliados impuseram à nação brasileira.

Com efeito, vale a pena conferir a entrevista do também professor da Universidade de São Paulo (USP), Alberto Borges Matias, que foi responsável pela instalação da FEA no campus de Ribeirão Preto, ao TV BrasilAgro que vai ao ar neste domingo pela STZTV (www.stztv.org.br) e que a partir da tarde desta próxima 2ª feira pode ser assistida pela WEB TV dowww.brasilagro.com.br.

Ele explica os fundamentos da crise avalassadora criada pela inépcia, omissão, falta de competência,de honestidade, ética e patriotismo desde o início do primeiro mandato do presidente Lula e que se agravou com a chegada de Dilma Rousseff à presidência da República.

O prof. Alberto Borges Matias comenta a situação e o grau de dificuldades das empresas que formam a cadeia produtiva sucroenergética cobrando ações das entidades que a formam. Diz também que um dos maiores problemas do setor é a transferência do comando das empresas aos herdeiros que não foram preparados para enfrentar e superar problemas.

Quando isto ocorre, segundo ele, o desastre é inevitável. Ele também defende uma proposta de maior engajamento dos empresários no comando político do País. Não basta cuidar dos negócios da ‘porteira para dentro’, é preciso estar junto e ser influente nas principais instituições do governo, afirma (Ronaldo Knack é Jornalista e bacharel em Administração de Empresas e Direito. É também fundador e editor do BrasilAgro; ronaldo@brasilagro.com.br)

 

PT: Queda da presidente Dilma Rousseff em 2015 passou de possível a provável

Ministros, deputados e senadores do PT já consideram não apenas possível mas provável que a presidente Dilma Rousseff seja afastada do governo num processo de impeachment ainda neste ano. O clima é de abatimento.

Pelo monitoramento do PT, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rejeitará pedidos de impedimento, inclusive o de Helio Bicudo. Deputados da Frente Pró-Impeachment, com 280 votos, recorreriam ao plenário e, com maioria simples, votariam pela admissibilidade do impeachment, primeiro passo para o afastamento de um presidente.

Um senador do PT observa que foi a partir da aprovação da admissibilidade do impeachment de Fernando Collor que "as pessoas começaram a acreditar e tomaram as ruas do país" para derrubá-lo do poder, em 1992. O mesmo poderia acontecer com Dilma Rousseff.

Nesse clima de pressão máxima, o impeachment seria então apreciado na Câmara. Como o voto é aberto, até mesmo parlamentares de oposição que são contra o afastamento se veriam forçados a votar a favor.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) não anda nada feliz com esse eventual desfecho para a crise, em que vê o dedo de Aécio Neves (PSDB-MG). Ainda que vença a disputa interna para ser candidato do PSDB em 2018, o governador terá dois opositores fortes: Michel Temer, que substituiria Dilma na Presidência, e Lula, na oposição e livre para atirar. (Mônica Bergamo 11/09/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Efeitos da S&P: O mercado internacional do açúcar sentiu o baque da perda de grau de investimento do Brasil pela Standard and Poor's (S&P). Os contratos do açúcar demerara negociados na bolsa de Nova York caíram 12 pontos, a 12,27 centavos de dólar a libra­peso. O rebaixamento do rating brasileiro fez o dólar subir ante o real, estimulando as tradings no Brasil a exportarem sua produção. Porém, o efeito da medida nos preços foi amenizado pelos receios quanto à oferta, segundo Bruno Lima, da FCStone. "O clima permanece como suporte para tais patamares", afirmou, em nota. As chuvas no Centro-Sul devem continuar afetando a moagem. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,99%, para R$ 49,94 a saca de 50 quilos, uma alta de 5,98% desde o início do mês.

Algodão: Oferta em foco: Preocupações com a oferta nos Estados Unidos e na Índia impulsionaram o algodão ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro tiveram alta de 13 pontos, a 63,05 centavos de dólar a libra-peso. O banco Société Générale indicou que há "algumas áreas de preocupação" no Texas, maior produtor de algodão dos Estados Unidos, e que "monções indianas decepcionantes e condições de seca em algumas áreas estão ameaçando a lavoura de algodão lá". A Índia tornou-se nesta safra o maior produtor de algodão do mundo, superando a China. Além disso, o banco avaliou que a oferta global de algodão de alta qualidade é considerada "curta". No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,11%, para R$ 2,3142 a libra-peso.

Soja: Ajuste fino: Na ausência de fundamentos, os investidores realizaram ajustes finos na véspera do divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o que sustentou as cotações da soja na bolsa de Chicago ontem. Os lotes para novembro subiram 0,2%, para US$ 8,74 o bushel. Os analistas esperam que o órgão corte sua estimativa para a produção dos EUA, apesar de a situação das plantações ter ficado estável recentemente. "Apesar de percalços climáticos, pode-se dizer que, nesta temporada, a evolução das lavouras tem sido normal", indicou a corretora Granoeste. Também há apostas de que o USDA eleve sua projeção para as exportações dos EUA. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja em Paranaguá subiu 0,29%, para R$ 80,23 a saca.

Milho: Movido a etanol: Os preços do milho avançaram ontem na bolsa de Chicago com sinais de alta da demanda por etanol nos EUA, onde o combustível é produzido a partir do grão. Os lotes para dezembro subiram 5,25 centavos, a US$ 3,7425 o bushel. Segundo a Agência de Informação de Energia (EIA, em inglês), a produção de etanol na semana passada aumentou para 958 mil barris diários, enquanto os estoques caíram para 18,6 milhões de barris. A queda dos estoques em um momento de alta da produção indica que o consumo de etanol no país cresceu. O mercado já encontrava suporte nas apostas de corte no cálculo de produção de milho nos EUA por parte do Departamento de Agricultura do país hoje. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho subiu 1,15%, a R$ 29,95 a saca. (Valor Econômico 11/09/2015)