Setor sucroenergético

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Cosan Logística anuncia mudança no comando

A Cosan Logística informou nesta quinta-feira uma mudança no comando da companhia, com a troca do presidente e do diretor vice-presidente de finanças.

Deixaram seus cargos o presidente, Julio Fontana Neto, e o diretor vice-presidente de finanças e de relação com investidores, José Cezário Menezes de Barros Sobrinho.

O conselho de administração da Cosan Logística nomeou hoje Marcos Lutz, presidente da Cosan, como novo presidente, e Marcelo Eduardo Martins para ocupar a diretoria financeira.

Fontana Neto e Barros Sobrinho vão permanecer como executivos na Rumo Logística, empresa resultante da fusão entre Rumo e América Latina Logística (ALL). (Valor Econômico 17/09/2015 às 18h: 35m)

 

Açúcar: Calor no Brasil

As cotações do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York, influenciadas pelo clima mais seco no Centro-Sul do Brasil, que deverá se prolongar até o início da próxima semana.

Os lotes do açúcar demerara para março de 2016 caíram 11 pontos, a 12,22 centavos de dólar a libra-peso.

As previsões meteorológicas indicam que as áreas produtoras vão continuar sem chuvas ao menos até segunda-feira, o que deve permitir uma recuperação do ritmo de colheita e moagem da safra 2015/16.

Mas a possibilidade de que o governo brasileiro prefira elevar a Cide em vez de tentar aprovar a CPMF no Congresso ainda segue no radar dos investidores e dá algum suporte à commodity.

No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal subiu 0,59%, para R$ 51,39 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 18/09/2015)

 

Dólar impulsiona exportação de etanol

As exportações de etanol do Brasil ganharam impulso com a valorização do dólar frente ao real. As vendas externas dobraram nos meses de julho e agosto deste ano, e deverão apresentar crescimento também em setembro frente a igual mês de 2014. Conforme a SCA Trading, as exportações também ganharam força nos últimos meses porque o preço do produto no mercado doméstico estava baixo. Com a alta do produto nas últimas semanas, a "janela" de embarques ao exterior diminuiu.

No acumulado de julho e agosto, os embarques de etanol do Brasil alcançaram 410 milhões de litros, uma média mensal superior a 200 milhões de litros e volume 140% superior aos 170 milhões de litros embarcados no mesmo bimestre de 2014, de acordo com dados da Secex/Mdic. Nas estimativas da trading SCA, o volume embarcado em setembro também deverá ficar no patamar de 200 milhões de litros.

A abertura dessa janela inesperada de exportação deverá fazer com que os embarques em todo a safra, de abril de 2015 a março de 2016, fiquem estáveis em relação ao volume registrado no ciclo 2014/15, que foi de 1,5 bilhão de litros. Até então, as previsões para a atual temporada indicavam um volume 300 milhões de litros menor, da ordem de 1,2 bilhão de litros, conforme a SCA.

A demanda pelo etanol brasileiro nos meses de julho e agosto foi principalmente dos Estados Unidos e da Coreia do Sul. Juntos, esses dois países compraram 83% do total embarcado pelo Brasil no bimestre. As exportações ao mercado americano foram de etanol para uso como combustível. Já ao país asiático, os embarques visaram atender a indústrias químicas e de alimentação.

Essas oportunidades de exportação contribuíram para ampliar mercados às usinas do Centro-Sul que optaram por deixar suas colunas de desidratação de anidro ociosas nesta safra, dados os deságios praticados nos preços internos desse biocombustível, no Brasil, misturados à gasolina.

O diretor da trading de etanol Bioagência, Tarcilo Rodrigues, estima que, no acumulado deste ciclo 2015/16, em torno de 500 milhões de litros de etanol anidro deixaram de ser produzidos no Centro-Sul devido à falta de estímulo econômico. "Com a abertura da janela de exportação, as usinas que tinham desligados as colunas de anidro, resolveram colocá-las em operação", disse.

Com a recuperação dos preços internos do etanol nas últimas semanas, a alta acumulada em setembro é de 6,8%, segundo o indicador semanal Cepea/Esalq (hidratado), essa janela praticamente se fechou. Em 2015/16, o Centro-Sul deve produzir 27,7 bilhões de litros, segundo estimativa divulgada ontem pela JOB Economia. O mercado interno, cuja demanda está 40% maior neste ano, deve continuar absorvendo a maior parte da produção brasileira. (Valor Econômico 18/09/2015)

 

Produção de etanol do país será recorde, mas consumo forte reduzirá estoques

O Brasil deverá produzir volumes recordes de etanol na temporada 2015/16 (abril/março) de cerca de 30 bilhões de litros, mas a forte demanda interna pelo biocombustível reduzirá os estoques de passagem para níveis baixos, suficientes para 15 a 20 dias, o que terá reflexo nos preços, disse nesta quinta-feira um especialista do setor.

Com usinas do centro-sul direcionando mais cana para a produção de etanol na temporada 2015/16, em detrimento do açúcar, e um crescimento de pouco mais de 3 por cento na moagem ante a safra passada, a produção do combustível no Brasil crescerá cerca de 6 por cento na comparação com a safra 2014/15, segundo previsão divulgada nesta quinta-feira pela consultoria Job Economia.

Entretanto, as vendas de etanol hidratado, utilizado nos veículos flex, estão crescendo a taxas de dois dígitos este ano, atingindo níveis recordes, com o biocombustível mais competitivo frente à gasolina até o momento no ano, um crescimento que pode arrefecer na entressafra com uma esperada alta dos preços.

"Vai ser uma safra com pouco estoque de passagem, e por consequência os preços vão ser firmes na entressafra", disse o sócio-diretor da Job Economia, Julio Maria Borges, em entrevista à Reuters.

Ele estima os estoques de passagem em 1º de abril de 2016 em 1,5 bilhão de litros.

Borges ainda acrescentou que, na ocorrência de um El Niño que comprometa a performance da moagem no centro-sul, por chuvas mais volumosas em alguns Estados produtores, a situação do abastecimento ficará prejudicada e os preços da entressafra "fortalecidos".

De acordo com Borges, o etanol, numa situação de mercado mais fraco de açúcar, está sendo o "salvador da Pátria".

Os preços do etanol recebidos pelo produtor têm estado melhores que os do açúcar de exportação nesta safra. "Então ele ajuda bastante, não resolve o problema, mas ajuda bastante... (Com a alta do dólar), nos últimos dez dias, o açúcar branco de exportação passou a ser ótima opção, o açúcar VHP ainda não é grande coisa, ainda que tenha deixado de ser péssimo, agora é só ruim."

MAIS ETANOL

Essa situação de mercado explica por que as usinas do centro-sul do Brasil estão privilegiando a produção de etanol, que está impactando o total produzido de açúcar, destacou nesta quinta-feira a consultoria.

A safra de cana do centro-sul do Brasil, que responde por cerca de 90 por cento da moagem nacional e já passou da metade do processamento previsto, foi estimada nesta quinta-feira pela Job em 590 milhões de toneladas, aumento de 3 milhões de toneladas ante a estimativa inicial da consultoria e um crescimento de 3,3 por cento na comparação com a temporada passada.

Apesar no aumento da projeção e na moagem ante a safra passada, a produção de açúcar do centro-sul cairá para 29,9 milhões de toneladas, ante 32,3 milhões na projeção inicial e cerca de 32 milhões em 2014/15.

"Caiu bem com o rendimento industrial da cana, está pior que o previsto, e a preferência para produzir o etanol está maior", completou Borges.

Ele explicou que a qualidade de cana está pior em função da ocorrência do florescimento dos canaviais nas regiões oeste e centro-oeste de São Paulo, um fenômeno decorrente de problemas climáticos que reduz a concentração de açúcares na matéria-prima.

A previsão inicial era de um rendimento de 136,1 quilos de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana, estimativa que agora está em 133.

No caso do etanol, a produção da principal região produtora do país foi estimada em 27,7 bilhões de litros, 700 mil acima da projeção inicial e aproximadamente 1,6 bilhão de litros acima da safra passada.

No Nordeste, a Job projeta produção de 2,25 bilhões de litros na atual temporada, ante 2,18 bilhões na safra passada, enquanto a fabricação do açúcar na região terá recuo para 3,26 milhões de toneladas, com a região sendo afetada por um tempo mais seco. (Reuters 17/09/2015)

 

Job reduz previsão para produção de açúcar do país e eleva a de etanol

O centro-sul do Brasil deverá processar mais cana do que o previsto inicialmente, mas a produção de açúcar vai ficar abaixo da estimativa inicial, com as usinas da região privilegiando a produção de etanol e uma queda na qualidade da matéria-prima, apontou nesta quinta-feira a consultoria Job Economia, em sua primeira revisão de projeção para a temporada 2015/16.

A safra de cana do centro-sul do Brasil, que responde por cerca de 90 por cento da moagem nacional e já passou da metade do processamento previsto, foi estimada em 590 milhões de toneladas, aumento de 3 milhões de toneladas ante a estimativa inicial da Job e um crescimento de 3,3 por cento na comparação com a temporada passada.

Apesar no aumento da projeção e na moagem ante a safra passada, a produção de açúcar do centro-sul cairá para 29,9 milhões de toneladas, ante 32,3 milhões na projeção inicial e cerca de 32 milhões em 2014/15.

"Caiu bem com o rendimento industrial da cana, está pior que o previsto, e a preferência para produzir o etanol está maior", disse o sócio-diretor da Job, Julio Maria Borges, em entrevista à Reuters.

Ele explicou que a qualidade de cana está pior em função da ocorrência do florescimento dos canaviais nas regiões oeste e centro-oeste de São Paulo, um fenômeno decorrente de problemas climáticos que reduz a concentração de açúcares na matéria-prima.

A previsão inicial era de um rendimento de 136,1 quilos de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana, estimativa que agora está em 133.

No caso da produção de etanol, a produção da principal região produtora do país foi estimada em 27,7 bilhões de litros, 700 mil acima da projeção inicial e aproximadamente 1,6 bilhão de litros acima da safra passada.

“A demanda por etanol está muito forte. Esta safra não terá excedente. Os estoques de passagem [em 31 de março de 2016] serão apertados, tanto para etanol quanto para açúcar”, afirmou o sócio da JOB, Julio Maria Borges. (Reuters 17/09/2015)

 

Levy: aumento da Cide é impossível neste momento

Um eventual reajuste da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), tributo cobrado sobre os combustíveis, é impossível neste momento, disse o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Apesar de se mostrar favorável à ideia de um aumento da contribuição sobre a gasolina para desenvolver o setor sucroalcooleiro, ele ressaltou que a medida precisa de um ambiente favorável para ser aplicada.

O ministro expressou sua opinião durante encontro com o deputado federal Sérgio de Souza (PMDB-PR), presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, ontem (15) à tarde. Somente no fim da noite, a assessoria de imprensa da Fazenda confirmou as declarações.

Na reunião, o deputado apresentou a sugestão do setor de que a Cide da gasolina seja reajustada de R$ 0,10 para R$ 0,60 por litro para estimular o setor sucroalcooleiro.

Mesmo com o aumento da gasolina no início do ano, o litro do etanol continua a custar mais do que 70% do litro da gasolina na maioria dos estados. Somente abaixo desse valor, o abastecimento com etanol é recomendado.

Segundo o Ministério da Fazenda, Levy disse que “vê com bons olhos” a elevação da Cide, mas deixou claro que a ideia é “impossível no atual ambiente econômico”. O ministro informou que um eventual aumento da Cide estimularia o setor sucroalcooleiro, mas que precisa de um ambiente bem mais favorável para ser posto em prática.

De acordo com a pasta, Levy explicou ao deputado que, primeiramente, é necessário que as medidas de “distensão fiscal” anunciadas recentemente surtam efeito. Somente então, a Cide poderia ser reajustada de forma a minimizar o impacto sobre a inflação.

O encontro com o presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético não foi divulgado na agenda oficial de Levy. Ao sair do Ministério da Fazenda, o deputado Sérgio de Souza disse que o ministro lhe informou que o governo estuda, há algum tempo, a proposta de elevação da Cide. Pelas estimativas do parlamentar, o reajuste do tributo resultaria em uma arrecadação extra de R$ 15 bilhões por ano, dos quais R$ 10 bilhões ficariam com o governo federal e R$ 5 bilhões com os estados. (Agência Brasil 17/09/2015)

 

Etanol sobe 10% e litro vai a R$ 2,19 nos postos de Ribeirão Preto

O litro do etanol ficou R$ 0,20 mais caro nesta quinta-feira (17) na maioria dos postos de Ribeirão Preto.

Mesmo comercializado a R$ 2,19 o litro, o combustível continua mais vantajoso em relação à gasolina, vendida a R$ 3,29 o litro e que não teve reajuste nesta quinta.

Mesmo na safra da cana, no último mês, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), o etanol subiu 7% nas usinas. O litro, que era vendido para as distribuidoras a R$ 1,17 na segunda semana de agosto, passou a custar R$ 1,25 na semana passada.

De acordo com a Associação Brasileira do Comércio Varejista de Combustíveis (Brascombustíveis), os postos repassaram essa alta aos consumidores (A Cidade 18/09/2015)

 

Usina de João Lyra pode ficar com a Cooperativa dos Usineiros de Alagoas

Propostas de arrendamento da Uruba e de duas usinas de MG estão sendo analisadas pela Justiça.

Juiz Kléber Borba conduz processo de arrendamento da Laginha.

O juiz Kléber Borba – foto -, da 1ª Vara da Comarca de Coruripe (AL) e responsável pelo processo judicial da Massa Falida Laginha, já está com as propostas de quatro empresas interessadas no arrendamento de três das cinco usinas do empresário e ex-deputado federal João Lyra. O resultado da seleção seria divulgado na última quarta-feira, porém foi adiado. De acordo com o magistrado, “uma reunião será marcada com a administração da massa falida para entrar em consenso sobre a viabilidade das propostas apresentadas na primeira sexta-feira do mês, último dia 4”.

Interessada pelo arrendamento da Usina Vale do Paranaíba, instalada na cidade de Capinópolis, em Minas Gerais, a empresa São João Cargill (SJC) requereu um prazo maior para apresentar uma proposta detalhada depois de analisar a situação das instalações. Avaliada em R$ 211,2 milhões, a Vale do Paraíba chegou a ser destaque em questão de tecnologia em comparação a outras usinas da América Latina.

A Cargill ingressou no mercado de produção de açúcar e álcool no ano de 2006, a partir da aquisição de participação na Usina Itapagipe Açúcar e Álcool, em Itapagipe (MG), em parceria com o Grupo Moema, e da Usina Central Energética Vale do Sapucaí (Cevasa), joint venture formada com a Canagrill, associação de produtores de cana.

Já a Usina Triálcool, orçada em R$ 227,7 milhões, também localizada em Minas Gerais, mas no município de Canápolis, recebeu propostas de arrendamento pela PAM Empreendimentos S/A, que montaria um plano de negócios a ser desenvolvido durante uma década.

Em Alagoas, a Usina Uruba, avaliada em R$ 296,2 milhões, recebeu a propostas de duas cooperativas do próprio estado. A Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas (CRPAAA) demonstrou interesse pelas terras da usina de Atalaia.

Além da Cooperativa dos Usineiros, a Cooperativa dos Produtores Rurais do Vale de Satuba (Coopvale) luta para arrendar as terras e a indústria. O arrendamento é uma oportunidade para que os cooperados da Coopvale, credores da usina, tentem reverter o prejuízo em lucro. Conforme levantamento técnico realizado, a Uruba tem capacidade para moer até 1,1 milhão de toneladas por safra.

As garantias de sustentabilidade das atividades serão um diferencial na análise do magistrado e dos gestores do grupo falido. As empresas devem preencher diversos requisitos para firmar o arrendamento. O valor da negociação, como já noticiado pelo Extra, será destinado para a manutenção da massa falida com a possibilidade do pagamento de ex-funcionários e credores.

Em agosto, João Lyra apresentou um ofício de anuência com a venda e/ou arrendamento das usinas para o juiz Kléber Borba. O empresário afirmou que não colocaria barreiras nas decisões do magistrado. “O juízo falimentar procura conversar com todos os interessados e trilhar um caminho que seja importante para a massa falida e para os credores. A manifestação de João Lyra nos autos em concordar com os arrendamentos e a venda das usinas causou um ânimo por causa da criação de novos postos de trabalho. O arrendamento, a bem da verdade, dará o alento, hoje necessário, para que o juízo falimentar possa refletir cada passo e seguir, com mais segurança, para a realização do ativo e pagamento do passivo, objetivos reais da falência”, considerou o magistrado.

Participaram da audiência o administrador e o gestor judicial, membros do comitê de credores, representante do falido, o Ministério Público e os interessados em arrendar as unidades industriais. Para Borba, o arrendamento proporcionará, entre outros benefícios, a redução das despesas com manutenção das unidades e a geração de renda. As audiências não terão cunho deliberativo, apenas foram um espaço para a apresentação de propostas.

Disputa de terras

Desde julho deste ano, cerca de cinco mil famílias estão acampadas nas áreas das usinas Guaxuma, Uruba e Laginha exigindo, além do assentamento dos sem-terra, o pagamento das dívidas trabalhistas aos antigos funcionários da usina. Em meio às propostas de arrendamento, o governo de Alagoas já discute a desapropriação das terras da massa falida do Grupo João Lyra para o assentamento das famílias dos movimentos sociais. A pauta chegou a ser discutida com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, no começo deste mês. (Extra Alagoas 16/09/2015)

 

Opep vê preços do petróleo retornando a US$80 por barril em 2020

As previsões de preço do petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) apontam para um crescimento não superior a 5 dólares por barril por ano até a cotação alcançar 80 dólares em 2020, com o crescimento da produção de países não membros da Opep em menor ritmo, mas insuficiente para eliminar o atual excesso de oferta global, de acordo com fontes do grupo.

As fontes disseram que os números vieram de uma estratégia atualizada para médio prazo discutida esta semana por representantes da Opep em Viena, que ainda precisa ser totalmente aprovada pelos ministros da Opep.

O relatório estima que a oferta vinda de fora da Opep somaria 58,2 milhões de barris por dia em 2017, cerca de 1 milhão de barris por dia mais baixa que na previsão anterior.

Mas mesmo que os mercados comecem a se reequilibrar com os preços baixos afetando produtores de alto custo fora da Opep, os preços não devem retornar para acima dos 100 dólares por barril até 2030/2040, de acordo com uma das fontes.

A década entre 2030 e 2040 seria o primeiro período quando a Opep verá sua parcela global de mercado crescer para 40 por cento ante os atuais 33 por cento. (Reuters 17/09/2015)

 

Juristas protocolam pedido reformulado de impeachment

Miguel Reale Junior e a filha do fundador do PT Hélio Bicudo, Maria Lúcia Bicudo, entregaram documento na Câmara dos Deputados.

O jurista Miguel Reale Junior, acompanhado da filha do fundador do PT Hélio Bicudo, Maria Lúcia Bicudo, protocolaram na Câmara dos Deputados, na manhã desta quinta-feira, 17, uma nova redação de pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Na segunda-feira, 14, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), concedeu um prazo de dez dias úteis para que o pedido, apresentado no dia 1º, fosse refeito. O objetivo era que fossem feitas adequações em falhas, desde a falta de informações até a ausência do reconhecimento de firma.

De acordo com Reale, foram incluídos ao texto original fatos relativos às chamadas pedaladas fiscais e decretos assinados por Dilma com aumento de despesas sem autorização do Congresso. "Como lutamos contra a ditadura dos fuzis, lutamos agora contra a ditadura da propina", afirmou.

A entrega do material foi feita diretamente no gabinete do presidente da Câmara, em tom de ato político, com a presença de deputados de partidos da oposição e representantes de movimentos da sociedade civil, como o Vem Pra Rua e o Movimento Brasil Livre. Em entrevista após o encontro, Cunha disse que não se tratava de um ato e que apenas atendeu ao pedido de audiência de líderes partidários. "Eu recebo a todos", afirmou.

Apesar de o prazo de readequação acabar na próxima quarta-feira, 23, a apresentação do novo texto foi feita antes mesmo da resposta de Cunha sobre um pedido da oposição por definições claras sobre o processo de impeachment. Nesta semana, líderes de partidos oposicionistas apresentaram uma questão de ordem para que Cunha defina qual o trâmite dos pedidos de impedimento da presidente, com procedimentos, definição de prazos e possibilidades de recursos.

O presidente informou que não há prazo definido para que aprecie o texto, mas ressaltou que não tomará qualquer decisão antes de apresentar uma resposta sobre a questão de ordem levantada pela oposição. (O Estado de SÃO Paulo 18/09/2015)

 

O verdadeiro Pacote Levy não rima com Dilma

O ministro Joaquim Levy deveria apresentar o seu verdadeiro plano – e ele o tem, desde o início – sob pena de danificar de forma indelével sua imagem. O pacote fiscal, que vai e volta com remendos do Congresso, é absolutamente supérfluo. Seu impacto é pífio, frente à magnitude do problema.

O plano de ajuste econômico não promete nenhuma solução além da esquina. Serviria, e olhe lá, como uma ponte para que se recomece mais à frente do ponto em que estamos, e isso se fosse crível. Mas, qualquer coisa que emane do atual governo dificilmente será crível.

Levy é um homem de elevado espírito público e tem enfrentado com sacrifício pessoal a missão que lhe foi delegada. Se pudesse agir conforme pensa, anunciaria já a reforma da previdência, medida sabidamente inevitável no tempo.

Também declararia a impossibilidade de construir as bases de um superávit fiscal estrutural sem quebrar o engessamento das despesas obrigatórias e reiteraria a necessidade dos gastos com o funcionalismo serem estabilizados. E afirmaria ainda que, sem o controle do crescimento das despesas da União e dos entes federativos abaixo do crescimento do PIB, o déficit nominal será permanente. Levy acredita nisso.

O pacote de desarranjos fiscais que tanto excita os estamentos mais arrebitados não entregará, em 2016, um PIB positivo, um superávit primário ou qualquer redução da dívida pública bruta. O aumento do desemprego e a queda dos salários e da renda já estavam em qualquer das posologias. Levy sabe de tudo isso.

E sabe igualmente que os investimentos somente virão se cada um dos empresários puder colocar em uma planilha Excel a divina trindade, nessa ordem: PIB, inflação e câmbio. Para isso, a conjugação da política fiscal e monetária – juros mais baixos – terá de ser virtuosa, e, antes de tudo confiável.

Levy não desconhece que o lucro das empresas, no anualizado de 12 meses encerrado no primeiro semestre, é cadente. E que, sem lucro, empresário não investe. O ministro teve um lapso quando disse que a CPMF é um “impostozinho”. Ele sabe que não é. Trata-se de um tributo cumulativo, direto na veia. Basta ver o tamanho da arrecadação.

Se houvesse disposição realmente de resolver o problema fiscal, a CPMF, ainda que nefanda, seria um imposto transitório até 2016, e não previsto por quatro anos. Antes que a mácula se generalize, é bom que Levy fixe um limite da sua convicção. O personagem que está no Ministério da Fazenda não demonstra em público as idéias do economista que assumiu a pasta para colocar ordem na economia do país. Ele sabe. (Relatório Reservado 17/09/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Calor no Brasil: As cotações do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York, influenciadas pelo clima mais seco no Centro-Sul do Brasil, que deverá se prolongar até o início da próxima semana. Os lotes do açúcar demerara para março de 2016 caíram 11 pontos, a 12,22 centavos de dólar a libra-peso. As previsões meteorológicas indicam que as áreas produtoras vão continuar sem chuvas ao menos até segunda-feira, o que deve permitir uma recuperação do ritmo de colheita e moagem da safra 2015/16. Mas a possibilidade de que o governo brasileiro prefira elevar a Cide em vez de tentar aprovar a CPMF no Congresso ainda segue no radar dos investidores e dá algum suporte à commodity. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal subiu 0,59%, para R$ 51,39 a saca de 50 quilos.

Soja: Clima ajuda: O avanço da colheita da safra 2015/16 nos Estados Unidos e o clima favorável fizeram os futuros da soja apresentarem perdas modestas ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para janeiro de 2016 recuaram 2,25 centavos, cotados a US$ 8,8875 o bushel. O Meio-Oeste deve receber chuvas neste fim de semana, segundo a empresa de meteorologia DTN, o que pode "atrasar brevemente o trabalho sazonal em campo, mas não são esperados grandes atrasos e um tempo mais quente vai seguir essas chuvas", acrescentou. Os exportadores americanos acertaram uma venda de 298 mil toneladas de soja para a China, mas o dado não foi suficiente para impulsionar as cotações. No mercado interno, o preço médio da soja no Paraná subiu 0,14%, para R$ 69,23 a saca, de acordo com o Deral/Seab.

Milho: Colheita avança: Os sinais positivos sobre a safra 2015/16 nos Estados Unidos também ditaram a queda das cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. Os contratos do cereal para março de 2016 fecharam cotados a US$ 3,7975 o bushel, uma queda de 6,25 centavos. Após dias secos nesta semana, os investidores esperam que a colheita tenha avançado no país, e a expectativa agora é de que as chuvas previstas para o fim de semana mantenham as áreas plantadas em boas condições. As vendas externas americanas entre 4 e 10 de setembro somaram 533 mil toneladas, dentro do esperado. A China pode aumentar as importações de etanol dos EUA (onde é feito a partir de milho) e do Brasil em outubro, mas não houve reflexos no mercado. No Paraná, a saca o preço médio da saca subiu 1,17%, para R$ 23,37, segundo o Deral/Seab.

Milho: Solos úmidos: O clima dos Estados Unidos não está só bom para a soja e o milho. A previsão de mais chuvas para o sul do país deve favorecer as condições do plantio de trigo, o que levou a uma nova queda dos preços futuros do cereal ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para março de 2016 caíram 6,75 centavos, a US$ 4,885 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento cederam 7,5 centavos, para US$ 4,935 o bushel. Além das boas notícias climáticas, o trigo também foi pressionado pelas vendas externas dentro do esperado reportadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No mercado doméstico, o preço médio do trigo no Paraná subiu 0,53%, para R$ 34,30 a saca, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 18/09/2015)