Setor sucroenergético

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BR Distribuidora: Muito a temer

Há simplesmente pavor com a prisão do empresário João Augusto Rezende Henriques.Teme-se que ele traga à tona, em sua delação,

uns esqueletos enterrados na BR Distribuidora.

O destaque entre as ossadas são gigantescos contratos para a compra de etanol e uma participação especial do vice-presidente Michel Temer. (Jornal Relatório Reservado 28/09/2015)

 

Renuka pede recuperação judicial no Brasil

Com dívidas na casa dos R$ 3,3 bilhões e sob o bombardeio de diversas ações judiciais de execução de bens movidas por credores, a Shree Renuka do Brasil, subsidiária do grupo indiano Shree Renuka Sugars, protocolou ontem na 1ª Vara Cível da cidade de São Paulo o pedido de recuperação judicial de suas usinas sucroalcooleiras no Brasil, conforme antecipou ontem o Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor.

Com quatro usinas de cana-de-açúcar no país, duas em São Paulo e duas no Paraná, o grupo no Brasil não estava mais conseguindo responder de forma estruturada aos processos de cobrança movidos pelos bancos, disse à reportagem o diretor jurídico da empresa, Tony Rivera.

Se o pedido de recuperação judicial for aceito, a empresa terá 180 dias para apresentar um plano de pagamento dos credores. Durante esse período, ficam suspensos os processos de execução e arresto de bens movidos contra a companhia. Os bancos Bradesco, Santander, Votorantim, Banco do Brasil e Itaú são os principais credores da companhia.

A empresa indiana, que tem capital aberto na bolsa de Mumbai e como sócia a trading asiática Wilmar International, entrou no setor sucroalcooleiro no Brasil em 2009, quando comprou 60% de duas usinas em São Paulo (atual Renuka do Brasil) e outras duas no Paraná (atual Renuka Vale do Ivaí). A empresa já assumiu à época um elevado endividamento, sobretudo do negócio em São Paulo, adquirido do grupo Equipav, ainda sócio da Renuka do Brasil com 40% de participação.

Somaram a isso sucessivos problemas climáticos que afetaram a produtividade de seus canaviais, além dos baixos preços do açúcar e do etanol. A pressão sobre o etanol foi influenciada pela política do governo brasileiro de controlar os preços da gasolina, um concorrente direto do etanol hidratado no mercado interno.

Há pelo menos um ano, a companhia e os bancos credores negociavam uma saída para o endividamento que, com a guinada do dólar frente ao real neste ano, cresceu ao menos 50%. Nos últimos meses, os bancos desistiram de negociar e partiram para a execução de bens na Justiça.

O controlador da empresa, o indiano Narendra Murkumbi, não conseguiu costurar a entrada de um sócio estratégico para injetar recursos na companhia a tempo de recuperá-la sem ajuda da Justiça. Entre os grupos com os quais a companhia conversou está a gestora canadense Brookfield Asset Management.

Sobre a entrada de um eventual investidor financeiro na empresa, Rivera disse que nenhuma possibilidade de reestruturação está descartada. "Tivemos grupos interessados na companhia e tentamos negociar uma saída que envolvesse a venda de participação dos sócios. Mas não tivemos tempo hábil para equacionar isso. Essa porta, no entanto, não está fechada em um cenário de recuperação judicial", acrescentou o diretor jurídico da Renuka, que tem assessoria do escritório Dias Carneiro Advogados.

Desde que entrou no Brasil, a companhia indiana investiu US$ 400 milhões no negócio de açúcar e etanol, "o maior investimento já feito por uma empresa indiana no país, considerando todas as indústrias", conforme informou a Renuka em comunicado.

Juntas, as unidades da Renuka no Brasil têm capacidade para processar 12 milhões de toneladas de cana por safra. Até 24 de setembro, a moagem acumulada havia alcançado 5,6 milhões. Considerando os ativos no Brasil e na Índia, a Shree Renuka Sugars opera 11 usinas com capacidade para processar 20,7 milhões de toneladas e duas refinarias. (Valor Econômico 29/09/2015)

 

BNDES corta pela metade o financiamento do Prorenova e Unica diz que replantio ficará comprometido

 

Diminuição de financiamento do BNDES para o Prorenova limitará programa de renovação dos canaviais, diz UNICA. Segundo a entidade que representa as usinas canavieiras o "replantio será comprometido principalmente no Centro-Sul do País".  Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), os elevados juros e a redução dos recursos financeiros disponibilizados pelo Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais (Prorenova) prejudicarão fortemente o processo de reestruturação das lavouras no Centro-Sul do País.

Anunciado inicialmente pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDES) com o Plano Safra 2015/16, em junho deste ano, e confirmado somente no último dia 25, o Prorenova 2015, criado há dois anos com o objetivo de aumentar a produção canavieira nacional,  disponibilizará um volume total de R$ 1,5 bilhão, metade do que foi alocado na safra anterior (2014/15), com limite financiável de R$ 7 mil por hectare.

As condições para se obter um empréstimo no Prorenova estabelecem um limite de financiamento de até R$ 150 milhões por grupo econômico. Em contratos de até R$ 20 milhões, a taxa de juros será composta por TJLP mais 1,5% ao ano, acrescida de intermediação de 0,1% para pequenas e médias ou de 0,5% para grandes empresas, com remuneração do agente negociador de até 1,7%. Caso o valor contratado seja maior, os juros serão corrigidos pela taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), mais 1,2% para o BNDES. Neste caso, não há alterações na intermediação, e a remuneração do repassador é livre.

O diretor Técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, ressalta a importância estratégica desta linha de crédito do BNDES para a renovação dos canaviais. Entretanto, o executivo avalia que as condições impostas para acesso aos recursos do Prorenova estão desconexas com a atual realidade econômica do setor, que nos últimos anos vive em dificuldades com a falta de competitividade do etanol frente à gasolina e o endividamento das usinas. “Os custos financeiros desta linha não são atrativos, tanto para grandes quanto para pequenos produtores. Seriam necessários juros menores, pois nestes moldes financeiros certamente o Prorenova não trará o efeito pretendido sobre a renovação e a expansão dos canaviais”, pondera o executivo.

De fato, já na safra passada, a área plantada na região Centro-Sul do País representou apenas cerca de 14% do total cultivado, percentual muito abaixo da média histórica de 20%. Esse recuo da taxa de renovação resulta no envelhecimento da lavoura, além de afetar a produtividade agrícola.

Em 2015, o Prorenova não foi a única linha lançada pelo BNDES que decepcionou o setor sucroenergético. No início de setembro, as condições fixadas para se obter recursos no Programa de Apoio ao Setor Sucroalcooleiro do BNDES (PASS), destinado ao financiamento para a estocagem de etanol, também causaram preocupação entre os empresários do segmento.

Novamente, o problema maior foram as condições de pagamento, que sofreram alteração, principalmente na taxa de juros, que passou a ser composta de custo financeiro misto de 25% baseado em TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) e 75% em referenciais de mercado, acrescido de 1,775% ao ano para o BNDES (1,375% no caso das MPMEs - Micro, Pequenas e Médias Empresas) e da remuneração da instituição financeira, a ser negociada livremente entre o cliente e o banco repassador do crédito. (Unica 28/09/2015)

 

Unica: juro elevado do Prorenova prejudicará lavoura no Centro-Sul

Prorenova 2015 disponibilizará R$ 1,5 bilhão, metade do que foi alocado na safra anterior.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) avalia que os "elevados juros" e a redução dos recursos disponibilizados pelo Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais (Prorenova) "prejudicarão fortemente" o processo de reestruturação das lavouras no Centro-Sul do país. Em nota, o diretor técnico da entidade, Antonio de Pádua Rodrigues, afirmou que a linha do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é importante, mas as condições impostas para acesso não consideram a atual realidade econômica do setor, em dificuldades há alguns anos.

Os custos financeiros dessa linha não são atrativos, tanto para grandes quanto para pequenos produtores. Seriam necessários juros menores, pois nestes moldes financeiros certamente o Prorenova não trará o efeito pretendido sobre a renovação e a expansão dos canaviais, diz ele.

De acordo com a Unica, o Prorenova não foi a única linha lançada pelo BNDES que "decepcionou" o setor sucroenergético em 2015. No final de agosto, as condições fixadas para se obter recursos no Programa de Apoio ao Setor Sucroalcooleiro do BNDES (PASS), destinado ao financiamento para a estocagem de etanol, também causaram preocupação entre os empresários do segmento justamente por causa dos juros elevados.

Na safra passada, a área plantada na região Centro-Sul do país representou apenas cerca de 14% do total cultivado, percentual muito abaixo da média histórica de 20%. Esse recuo da taxa de renovação resulta no envelhecimento da lavoura, além de afetar a produtividade agrícola, avalia a entidade.

Condições

Anunciado junto com o Plano Safra 2015/2016, em junho, e confirmado na sexta, dia 25, o Prorenova 2015 disponibilizará R$ 1,5 bilhão, metade do que foi alocado na safra anterior, com limite financiável de R$ 7 mil por hectare. As condições para se obter um empréstimo no Prorenova estabelecem um limite de financiamento de até R$ 150 milhões por grupo econômico. Em contratos de até R$ 20 milhões, a taxa de juros será composta por TJLP mais 1,5% ao ano, acrescida de intermediação de 0,1% para pequenas e médias ou de 0,5% para grandes empresas, com remuneração do agente negociador de até 1,7%. Caso o valor contratado seja maior, os juros serão corrigidos por Selic mais 1,2% para o BNDES. Neste caso, não há alterações na intermediação, e a remuneração do repassador é livre. (SEAPA/MG 28/09/2015)

 

Rabobank estima preços mais altos para o açúcar , mas menores para grãos e café

O banco internacional Rabobank reportou, nesta segunda-feira (28) novas perspectivas de preços para as commodities e revisou para cima suas projeções para o açúcar e para baixo as de grãos, café e cacau.

Açúcar

Para o açúcar, a expectativa melhor para as cotações se deu em função de "condições adversas de clima" nos principais produtores mundiais como a Índia e o Brasil. Assim, estima valores 0,60 cents de dólar por libra-peso em alguns dos futuros da commodity, acima dos atuais patamares praticados em Nova York.

Para o contrato julho/16, por exemplo, a instituição já espera uma alta dos 12,20 cents/lb para 12,40 cents nos próximos meses. "Os fundamentos do mercado do açúcar estão se tornando bastante sustentáveis para os preços", diz o reporte do Rabobank.

O banco estima um déficit na produção mundial de açúcar de 4,8 milhões de toneladas na temporada 2015/16, o que configura uma baixa bem maior do que a estimada por algumas outras instituições. A Platts Kingsman, por exemplo, espera algo em torno de 3,2 milhões de toneladas.

"O clima adverso que vai da Índia ao Brasil, além de outras origens importantes, sugere que o déficit na produção pode ser ainda maior caso do El Niño continue a se intensificar", disse o Rabobank. O El Niño, com suas principais características, traz uma clima excessivamente úmido para a região Centro-Sul do Brasil, mantendo o risco para a colheita da cana no país.

Na Índia, segundo maior produtor mundial, a safra 2015/16 parece que será menor do que 27 milhões de toneladas, ou seja, 5% a menos do que a produção recorde do ano passado em função das "deficientes chuvas de monção", que deixaram a principal região produtora de Uttar Pradesh com apenas 54% do acumulado típico do local, bem como aconteceu na área de Maharashtra com 70%.

Cacau

O Rabobank aposta em preços menores também para o cacau negociado na Bolsa de Nova York. O banco acredita que as cotações devem voltar a trabalhar novamente abaixo dos US$ 3 mil por tonelada no trimestre de abril a junho, com uma média de US$ 2850,00/t.

Apesar de uma seca persistente ter vindo dando suporte aos preços, "acreditamos em uma correção para baixo desses valores, principalmente depois das eleições na Costa do Marfim", maior produtor mundial da commodity, e onde, atualmente, os temores sobre o futuro da política também foi citado como um fator de suporte para os atuais valores praticados.

A projeção do banco para a produção global de cacau é de 113 mil toneladas na temporada 2015/16, depois de um déficit de 50 mil toneladas no atual ano safra, que termina na próxima quarta-feira, 30 de setembro.

Café

Já para o café, o Rabobank reduziu sua estimativa para os futuros do arábica negociados na Bolsa de Nova York na casa de 10 cents por libra-peso, citando "as excelentes chuvas" no Brasil, favorecendo a florada para a colheita da safra 2016, que já está sendo iniciada, além do real mais fraco frente ao dólar, que também é visto como um fator de pressão.

No entanto, as expectativas do banco internacional para os preços estão acima da atual curva dos futuros, com a instituição ainda considerando "problemas climáticos" em alguns países produtores importantes, em particular a falta de chuvas na Colômbia, o segundo maior produtor global de arábica, e na Indonésia.

Em ambas as nações, os períodos de El Niño têm provocado sérios episódios de estiagem.

Grãos

O Rabobank reduziu em US$ 0,20 por bushel sua perspectiva de preços para o trigo negociado na Bolsa de Chicago, levando as cotações a preços ligeiramente mais baixos do que os utilizados atualmente pelos investidores. Assim, a média esperada para o período de outubro a dezembro, de acordo com o banco, ficou em US$ 5,10/bushel. Nesta segunda (28), o contrato dezembro vinha cotado a US$ 5,14.

"Rallies significativos para os preços serão difíceis de se sustentar ainda com as informações do clima adverso neste ano de 2015", disse o banco, ainda reforçando a pressão sobre as cotações de uma combinação de amplas exportações e a fraqueza das moedas locais de regiões produtoras como Rússia, Ucrânia e a União Européia.

"Os preços do trigo seguirão pressionados até novembro, quando as exportações russas tendem a passar por um declínio sazonal", disse ainda o relatório do banco internacional.

O Rabobank reduziu ainda suas estimativas para os preços da da soja na Bolsa de Chicago em US$ 0,50 por bushel, entretanto, ainda mantendo, porém, a perspectiva mais otimista para as cotações da oleaginosa do que a dos investidores.

A instituição acredita que os preços devem voltar a operar abaixo dos US$ 9,00 por bushel no início do próximo ano. Porém, alertou para uma onda de calor nos Estados Unidos em meados de setembro e voltou a questionar o rendimento da soja no país colocado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em 47,1 bushels por acre, com a produtividade estimada em 45 bushels.

"Além disso, os produtores norte-americanos irão, mais uma vez, armazenar grandes volumes de sua safra depois da colheita, o que poderia ajustar o mercado nos EUA temporariamente e dar suporte aos futuros da soja e também aos prêmios", informou o Rabobank em nota. (Rabobank 28/09/2015)

 

Apoio da Índia ao açúcar no foco da OMC

A Índia ficou ontem na defensiva e não conseguiu responder aos questionamentos de parceiros na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a decisão tomada por Nova Déli de impor às usinas de açúcar do país uma cota de exportação de 4 milhões de toneladas este ano.

A Austrália reclamou que esse volume significa 8% do comércio mundial de açúcar. A preocupação de outros produtores é que a oferta indiana chegará subsidiada no mercado internacional, o que deverá ainda mais as cotações da commodity.

Ontem, no Comitê de Agricultura da OMC, os indianos alegaram que tinham recebido já tarde os questionamentos da Austrália e não tinham condições de respondê-los.

A inquietação é grande entre parceiros. A Índia é o maior consumidor mundial e o segundo maior produtor de açúcar, depois do Brasil. E, pelo quinto ano consecutivo, tem excesso de produção e estoques de 10,2 milhões de toneladas, o maior dos últimos tempos.

Para este ano, a produção indiana de açúcar deverá alcançar 28 milhões de toneladas, ante 26,5 milhões na safra passada, enquanto a demanda doméstica é de cerca de 25 milhões de toneladas.

Ocorre que o preço interno é mais alto que o praticado no mercado internacional, porque o governo impôs um preço mais elevado para a cana. Assim, produtores dizem que só podem exportar o que o governo os está obrigando se tiverem mais ajuda governamental.

Justamente os subsídios indianos já existentes para o setor de açúcar voltaram ao radar da OMC ontem. Em fevereiro, o governo em Nova Déli aumentou a subvenção para exportação do açúcar demerara para 25% acima do atual preço internacional.

Os indianos alegaram na OMC que esse pagamento não é um subsídio à exportação, e sim parte de seu programa de diversificação de exportações.

Além de Austrália e União Européia, Brasil e Colômbia levantaram questões sobre esses subsídios e pediram para a Índia respeitar o compromisso na OMC para que os países evitem ao máximo recorrer a formas de subvenção a exportação.

Também no Comitê de Agricultura da OMC, a mesma Índia foi alvejada pelos EUA pelo aumento do preço mínimo do algodão ­ produto que, por sua vez, é altamente subsidiado por Washington.

Os EUA reclamaram também da ajuda da China a seus cotonicultores, e do aumento de gastos de Pequim para formar estoques públicos de algodão. Os chineses alegaram que sua política não afeta as importações e nem está ligada ao aumento do consumo mundial de poliéster.

Brasil e Argentina estiveram entre os países que questionaram a Suíça pelo aumento de subsídios à exportação, mesmo "em circunstâncias excepcionais". Os suíços alegam que seus produtores sofreram com o fim do vinculo entre o franco suíço e o euro. Mas os parceiros não aceitam o argumento de flutuação de moeda para dar subsidio a vendas externas. (Valor Econômico 29/09/2015)

 

Preço do etanol sobe nos postos de combustíveis de 16 Estados

Os preços do etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, subiram nos postos de combustíveis de 16 Estados brasileiros entre os dias 20 e 26 de setembro na comparação com a semana anterior, conforme dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A maior valorização foi observada no Amapá (8,23%) e no Estado de São Paulo (3,7%), maior centro consumidor de combustíveis do país.

A valorização nos postos reflete a alta do biocombustível na usina em São Paulo que, em setembro, acumula elevação de 9,3%, conforme indicador Cepea/Esalq para o produto.

Mesmo com a valorização nos postos de combustíveis, o etanol hidratado continua mais competitivo em relação à gasolina em seis Estados. Isso acontece, conforme parâmetro mais aceito pelo mercado, quando o preço do biocombustível equivale a menos de 70% do preço da gasolina C.

Essa relação se manteve vantajosa ao hidratado em São Paulo (63%), Paraná (66%), Minas Gerais (63%), Mato Grosso do Sul (68%), Goiás (61,8%) e Mato Grosso (57%).

A competitividade do etanol frente à gasolina segue impulsionando o consumo do biocombustível. Em agosto, foram vendidos pelas distribuidoras aos postos 1,572 bilhão de litros, 48% acima do realizado em agosto de 2014 e 1,47% acima de julho deste ano, conforme dados divulgados na sexta-feira pela ANP. (Valor Econômico 28/09/2015 às 19h: 27m)

 

Exportações de açúcar da Índia devem crescer depois de março, diz Kingsman

As exportações de açúcar da Índia devem crescer depois de março, quando os preços globais provavelmente irão subir devido a condições climáticas desfavoráveis em algumas partes do mundo, disse nesta segunda-feira o fundador da consultoria Platts' Kingsman.

"Estou otimista de que a Índia será rapaz de exportar para um mercado em ascensão em março, à medida que um clima ruim na América Central, Tailândia, União Europeia e em algumas partes da Índia levará a um aumento nos preços globais", disse Jonathan Kingsman a jornalistas.

A empresa Indian Sugar Exim Corp disse mais cedo nesta segunda que em breve irá contratar 100 mil toneladas de açúcar para exportação na próxima temporada, começando em outubro. (Reuters 28/09/2015)

 

Crédito difícil é uma maiores preocupações do produtor

O crédito entrou no foco das preocupações dos produtores. Pouco presente nas avaliações de mercado até o ano passado, o item está entre as quatro principais preocupações agora, conforme pesquisa trimestral do índice de confiança do produtor.

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a OCB (Organização das Cooperativa do Brasil), responsáveis por essa pesquisa que mede a confiança do produtor, foram a campo para verificar especificamente essa preocupação do produtor com o crédito.

Antonio Carlos Costa, gerente de Agronegócio da Fiesp, diz que o objetivo é produzir informações para uma melhor compreensão desse mercado, principalmente porque este é um ano de difícil avaliação.

Para Costa, "a preocupação do produtor com o crédito cresceu no terceiro trimestre e deve perdurar pelo resto do ano, devido aos custos".

A alta do dólar e o consequente aumento de preços dos insumos vão exigir mais capital próprio.

O levantamento da Fiesp e da OCB sobre crédito, denominado Sondagem de Mercado do Agricultor, realizado em julho, apontou que o produtor deverá entrar com 35% de capital próprio no financiamento da safra 2015/16.

Os bancos públicos colocarão 37% e os outros 28% virão de bancos privados, cooperativas de crédito, cooperativas, revendas, tradings e indústrias de insumos.

Os bancos públicos participam mais nos financiamentos a produtores de grãos, enquanto as cooperativas injetam mais dinheiro nas culturas perenes. Neste último caso, o café é um dos principais responsáveis.

A pesquisa mostrou ainda que o crédito dos bancos públicos tem uma participação maior no Paraná do que em Mato Grosso. Já o banco privado age mais em Mato Grosso do que no Paraná. O mesmo ocorre com as tradings.

Quanto às cooperativas, a participação delas é mais intensiva no Paraná.

Costa diz que uma série de fatores determinaram uma mudança no comportamento do produtor neste ano, que atrasou a compra de sementes, defensivos e fertilizantes.

O crédito esteve mais comprimido até junho. Além disso, o produtor aguardava as novas regras do Plano Safra, principalmente as com relação à taxa de juros.

Por questões cambiais, o produtor esperou mais para a comercialização da safra.

Esses fatores levaram a uma postergação de compras. As de fertilizantes para esta safra estavam em apenas 55% no primeiro semestre deste ano, bem abaixo dos 67% de igual período da safra 2014/15.

No mesmo período, a compra de sementes atingiu 56% neste ano, ante 65% da safra anterior. No caso dos defensivos, as compras acumuladas no primeiro semestre da safra 2015/16 atingiram 46% do total a ser utilizado pelo produtor, abaixo dos 57% adquiridos no ano anterior.

O estudo da Fiesp e da OCB mostra que o aperto do crédito vai afetar também a dosagem de fertilizantes a ser utilizado pelo produtor.

Pelo menos 13% disseram que vão reduzir a utilização de adubo nas lavouras. Os números do estudo indicam que a dosagem média de 2015/16 será de 478 quilos por hectare, ante 490 na anterior.

Essa mudança nos períodos de compra dos insumos vai exigir um acerto em toda a cadeia, da indústria ao transporte dos produtos. Com isso, a logística vai ficar mais desfavorável e poderá representar mais custo, de acordo com o gerente de Agronegócio da Fiesp. (Folha de São Paulo 29/09/2015)

 

UPL Brasil expõe protetores em evento de agronegócio no sul de Minas Gerais

A UPL, empresa global de produção, pesquisa e venda de agroquímicos, estará presente na primeira edição Balcão de Agronegócio Coopercitrus Hora Certa. A feira ocorrerá entre os dias 29 de setembro e 01 de outubro, das 8h às 17h, no pátio do complexo comercial Agência Cooparaíso, localizado na Rua Carlos Mumic, 140, em São Sebastião do Paraíso/MG.

A multinacional apresentará sua estratégia para controle de pragas, doenças e ervas daninhas presentes na cafeicultura e na cultura de cereais como soja e milho. “Além disso, apresentaremos nosso catálogo completo de insumos agrícolas, bem como receberemos clientes e parceiros”, informou o gerente de desenvolvimento técnico de mercado da UPL, Marcus Brites. O Manzate é um produto líder de mercado de protetores e indispensável para o manejo de fungos do café. “Além disso, o espaço terá a presença de representantes técnicos para esclarecer as principais dúvidas de produtores e visitantes”, acrescentou Brites.

Entre os protetores desenvolvidos para as culturas de soja e milho, o maior destaque vai para o estará o Unizeb Gold – primeiro fungicida protetor registrado para os cultivos de tais cereais e algodão que pode assegurar mais produtividade para o produtor. Utilizado pela primeira vez na safra 2014/2015, este protetor contribuiu para o incremento de 4,5 sacas de milho nas localidades em que foi aplicado o produto; em fazendas mineiras, a produtividade aumentou entre 8% e 10% em relação ao último ano.

O Balcão do Agronegócio Coopercitrus Hora Certa é a primeira ação promovida pela cooperativa na região do sul de Minas Gerais. Com a nova formulação, o evento levará aos produtores rurais novidades na organização e, principalmente, oferecerá soluções integradas, recursos e inovações tecnológicas, para que tenham resultados sustentáveis em sua lavoura. (UPL 28/09/2015)

 

Produção de biodiesel cai 1,83% em Mato Grosso do Sul, aponta ANP

A produção de biodiesel no acumulado de janeiro a julho de 2015 frente ao mesmo período de 2014 caiu 1,83% em Mato Grosso do Sul, recuando de 126,9 milhões de litros para 124,5 milhões de litros, conforme dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em contrapartida, no país o processamento do biocombustível teve um incremento de 24,86% nesta mesma comparação, passando de 1,8 bilhão de litros para 2,2 bilhões de litros.

Com o volume de produção acumulado entre janeiro e julho deste ano, Mato Grosso do Sul terminou essa parcial do ano como o quinto maior produtor de biodiesel do Brasil, de acordo com a ANP. Ficou atrás somente do Rio Grande do Sul, com 631,1 milhões de litros; Mato Grosso, com 468,5 milhões; Goiás, com 415 milhões e Paraná, com 205,9 milhões de litros. (G1 28/09/2015)

 

Porto de Santos reduz calado em terminais da Noble e Copersucar

Autoridades portuárias reduziram o calado permitido para atracação de navios nos terminais da Copersucar e da trading Noble Agri no porto de Santos, potencialmente reduzindo de maneira significativa a capacidade de carregamento de açúcar e grãos nas embarcações, informaram nesta segunda-feira agências marítimas.

A Noble Agri é um joint venture entre a Noble Group e um consórcio com participação da estatal chinesa Cofco.

Segundo informações da autoridade portuária Codesp, citadas em relatório da agência Williams nesta segunda-feira, a redução de calado no berço da Noble pode ultrapassar dois metros. No caso da Copersucar, a redução varia de 80 centímetros a um metro, dependendo da maré.

"Com certeza vai impactar embarques...Qualquer redução de calado é prejudicial para o terminal", disse um funcionário encarregado de operações em uma segunda agência marítima em Santos, que pediu anonimato por não estar autorizado a falar com a imprensa.

Segundo a fonte, cada 10 centímetros que um navio de granéis agrícolas perde em calado autorizado reduzem o embarque de 800 toneladas.

Em uma redução de um metro de calado, por exemplo, 8 mil toneladas poderiam deixar de ser embarcadas, o que representa bem mais que 10 por cento da capacidade da maioria dos navios que carregam açúcar e grãos em Santos.

O Brasil está em plena safra de cana-de-açúcar, com grande movimentação de embarques em Santos, principal porto exportador de açúcar do mundo, onde a Copersucar é uma das principais embarcadoras.

Também é grande o volume embarcado de milho neste momento em Santos, após uma safra recorde no país.

Dados de escalas de navios mostram uma previsão de pelo menos quatro navios de milho e sete de açúcar saindo do terminal da Copersucar nos próximos dias.

No terminal da Noble Agri, a previsão é de embarque de outros oito navios com milho e farelo de soja nos próximos dias, o maior deles com previsão de carregar de 65,5 mil toneladas do cereal.

Procuradas, Codesp, Noble Agri e Copersucar não responderam imediatamente pedidos para comentar o assunto.

Segundo as agências marítimas, o calado autorizado foi reduzido devido ao acúmulo de sedimentos na região dos berços de atracação. Não há previsão da realização de uma dragagem emergencial para resolver o problema.

A restrição atinge ainda um píer de movimentação de combustíveis na Ilha Barnabé, também no complexo portuário de Santos, mas em menor escala. (Reuters 28/09/2015)

 

Commodities Agrícolas

Café: Brasil no foco: As cotações do café reagiram à retomada da alta do dólar em relação ao real e às previsões de chuvas no Sudeste do Brasil e recuaram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos do café arábica para março de 2016 caíram 345 pontos, a US$ 1,2245 a libra-peso. A divisa americana teve forte valorização ontem com novos receios com relação à economia brasileira. A alta da moeda costuma incentivar as exportações de café do país. Além disso, o clima mais chuvoso na região Sudeste, com chuvas ao menos até sexta-feira, conforme a Climatempo, pode colaborar para as floradas da safra 2016/17. No mercado doméstico, os vendedores continuaram ausentes, e as cotações nominais do café de boa qualidade oscilaram entre R$ 500 e R$ 510 a saca de 60,5 quilos, segundo o Escritório Carvalhaes.

Cacau: Colheita à vista: A proximidade da colheita no oeste da África aumentou a pressão sobre o cacau na bolsa de Nova York, que fechou no vermelho ontem. Os lotes da amêndoa para março de 2016 cederam US$ 32, para US$ 3.241 a tonelada. A safra 2015/16 começa oficialmente em 1 de outubro e em breve os produtores da região iniciarão a colheita. Tanto os de Gana como os da Costa do Marfim aguardam para esta semana uma definição dos preços locais de apoio ao produtor. Há também fortes receios com a demanda, principalmente depois que a China voltou a apresentar sinais preocupantes com a queda dos resultados corporativos. No mercado interno, o preço do cacau recuou R$ 2, para R$ 145 a arroba em Ilhéus e Itabuna, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Pessimismo: A maior oferta de soja no mercado americano e os sinais de fraqueza na economia global, principalmente após os resultados pessimistas da China, criaram um ambiente negativo ontem que fez os investidores darem pouca importância aos altos volumes do grão negociados pelos EUA. Assim, os lotes para janeiro fecharam em baixa de 12,50 centavos, a US$ 8,8075 por bushel. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que o país vendeu ontem 249 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos, mais um milhão de toneladas para a China, com entrega em 2016/17. Segundo o USDA, a colheita de soja no país também avançou para 21% da área. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca no Paraná ficou em R$ 78,03, ligeira queda de 0,27%.

Milho: Produtividade alta: Os contratos do milho cederam ontem após a disparada de sexta-feira, sob pressão da colheita nos Estados Unidos e da aversão ao risco que afeta os mercados globais. Em Chicago, os lotes para março de 2016 recuaram 2,25 centavos, a US$ 3,98 o bushel. Há relatos de agricultores de que os índices de produtividade estão elevados em Illinois. Além disso, havia expectativa de forte avanço da colheita na última semana, mas o Departamento de Agricultura do país (USDA) reportou, após o fechamento do pregão, que a colheita alcançou 18% da área plantada, 5 pontos percentuais atrás da média das safras passadas. Estão previstas chuvas nesta semana, mas com pouca influência no ritmo dos trabalhos em campo. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho recuou 1,38%, para R$ 32,96 a saca. (Valor Econômico 29/09/2015)