Setor sucroenergético

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Aumento da gasolina enterra o da Cide

O aumento da gasolina praticamente melou a possibilidade de o governo recorrer à Cide.

É muito combustível para a inflação. (Jornal Relatório Reservado 01/10/2015)

 

Usinas recebem maiores valores do ano por etanol

Aumento da gasolina está impulsionando a demanda para cima.

O valor pago pelas distribuidoras às usinas pelo etanol atingiram os melhores desta safra nessa semana. O aumento impulsionado pela alta da gasolina já passa de 10% em menos de um mês e acabou sendo repassado aos consumidores.

A alta no preço do etanol nas bombas foi motivada pelo que chamam os especialistas de “efeito psicológico”, já que o aumento nos combustíveis fósseis devem impulsionar imediatamente a demanda pelo biocombustível.

No comércio entre as distribuidoras e as usinas, a diferença dos preços praticados há 15 dias já é de 13%. No dia 25 de setembro, o litro do etanol hidratado estava R$ 1,50; atualmente, segundo o analista de mercado Vitor Andrioli, da INTL FCStone, a média de comercialização gira em torno de R$ 1,70.

Isso está R$ 0,15, R$ 0,20 acima dos preços negociados na última semana, então foi um ganho significativo, e já na data do aumento do aumento da gasolina. Claro que esses preços devem se ajustar ainda. Ontem [dia 30] foi um dia de correria no mercado, em função da surpresa. Provavelmente nos próximos dias nós vamos ver aí com mais clareza o patamar de preços para o etanol, afirmou.

O presidente da Associação de Fornecedores de Cana de Piracicaba (Afocapi), José Coral, vê o aumento como uma boa notícia em tempos difíceis para o produtor.

Hoje nós estamos recebendo pela tonelada de cana de R$ 62 a R$ 65, em média, e o custo está mais de R$ 70. Então tem que subir. Se não subir, cada vez mais dificuldade, piora a produção, então tem que aumentar. O etanol ficando 70% a paridade com a gasolina, ele é competitivo, disse.

A dúvida agora é se a oferta de cana de açúcar vai atender a maior demanda pelo etanol no mercado brasileiro. Na região de Piracicaba, a colheita está paralisada há seis dias e novos volumes de chuva podem comprometer os estoques nacionais. Um levantamento da Afocapi estima que a cada dia que o Centro-Sul do país deixa de moer cana de açúcar, o país perde 3 milhões de toneladas da safra que termina de ser colhida em dezembro.

O que preocupa é se nós vamos colher todas as canas. Nós já perdemos, só no mês de setembro, mais ou menos 15 dias por chuva. A chuva é importante, mas no nosso setor ela atrapalha a colheita. Se colher toda a cana, nós vamos ter uma produção superior 20% em matéria prima, onde vai ser priorizado mais o etanol, afirmou Coral.

A gente constituiu muito poucos estoques nesta safra no Centro-Sul. Os produtores, em crise, eles optaram por vender toda produção de etanol, foram poucos os produtores que constituíram estoques então segundo os últimos dados do Mapa [Ministério da Agricultura]. Os estoques de hidratado estão cerca de 10% abaixo do que foi na primeira quinzena de setembro de 2014, e anidro 18% abaixo. Então [os estoques] estão abaixo do que foram no ano passado e se a gente tiver um fim de ano chuvoso, esses estoques podem continuar caindo, disse o analista da INTL FCStone. (Canal Rural Piracicaba 01/10/2015 às 16h: 03m)

 

Açúcar: Combustível para alta

Os futuros do açúcar demerara subiram com força pela segunda sessão seguida ontem na bolsa de Nova York, ainda em uma reação à alta dos preços da gasolina no Brasil.

Os lotes para entrega em maio de 2016 tiveram alta de 26 pontos, para 13,06 centavos de dólar a libra-peso.

Para Thomas Kujawa, chefe da mesa de soft commodities da Sucden Financial, a valorização recente e o rompimento de patamares técnicos de resistência, em meio a um clima macro negativo para as commodities, "é talvez nova evidência de que nós no mercado global de açúcar estamos mais influenciados pela política energética do governo brasileiro e de que somos um 'produto do etanol'".

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 2,57%, para R$ 55,82 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 02/10/2015)

 

Açúcar toca máxima de 4 meses e meio em NY com reajuste da gasolina no Brasil

Os contratos futuros do açúcar bruto ampliaram ganhos e tocaram máxima de quatro meses e meio nesta quinta-feira impulsionados pelo reajuste nos preços da gasolina no Brasil, que deverá aumentar a demanda por etanol, e pela informação de que uma trading está recebendo um volume considerável de açúcar no vencimento na bolsa.

O contrato março do açúcar bruto na ICE, nos Estados Unidos, subia 1,4 por cento por volta das 10:12 (horário de Brasília), para 12,98 centavos de dólar por libra-peso, depois de tocar a máxima desde meados de maio, a 13,14 centavos.

O açúcar ampliava a alta registrada na quarta-feira, de 4 por cento, depois que a Petrobras anunciou reajuste nos combustíveis, abrindo caminho para as usinas de cana destinarem mais matéria-prima para a produção de etanol, em detrimento do açúcar.

Operadores também disseram que a notícia de que uma única empresa recebeu uma grande quantidade de açúcar contra o vencimento outubro ajudava a sustentar as cotações.

A Wilmar International deverá ser a compradora de 1,2 milhão de toneladas de açúcar bruto entregue contra o contrato de outubro da bolsa ICE, que expirou na quarta-feira, disseram operadores. (Reuters 01/10/2015)

 

Alckmin, seus anões e sua simpatia ao ‘exército do ex-presidente Lula’

Causou estranheza e profundo mal estar a notícia veiculada pela mídia no início desta semana dando conta que o governador paulista Geraldo Alckmin abriu as portas do Palácio dos Bandeirantes para junto com seus secretários, receber as principais lideranças do MST.

Dentre os convidados ao convescote, nada menos que o general da banda, ou seja, João Pedro Stédile ‘comandante en jefe’ do temido (sic) “exército do ex-presidente Lula”. Para piorar a situação, Alckmin disse aos jornalistas que este foi o terceiro encontro com esta “turma” – com efeito, não seria turba? – e que esta aproximação já reduziu em 50% as ações de invasão de terras por parte do braço ‘militar’ do PT.

Nada contra um político se reunir com quem quer que seja, desde que não com bandidos, com infratores da lei, com notórios sangue-sugas que vivem graças a generosos e polpudos recursos desviados da educação, da segurança, da saúde para manter este bando de criminosos e vagabundos patrocinados pelo poder público para destruir bens de produção e ameaçar a ordem pública.

Não fosse tão bandida a polícia do mesmo governador Alckmin – vide assassinatos em Osasco, Carapicuíba e Barueri – ela evitaria os assaltos orquestrados feitos pelas meliantes do MST. E, não fosse tão morosa e tão injusta, a Justiça paulista preservaria os direitos dos cidadãos de bem e daqueles que produzem a riqueza do Estado.

A propósito, corrupção não é exclusividade do PT e do PMDB. Vale lembrar que a estrutura do ‘Mensalão’ e seu orquestrador maior, Marcos Valério, teve início no governo estadual do PSDB em Minas Gerais. Pena que apenas os processos contra os petistas e seus partidos aliados tenham colocado gente na cadeia enquanto os processos contra lideranças do PSDB se arrastam há anos nos tribunais.

Alckmin é homem de boa fé, mas está cercado de alguns anões morais que não estão à altura da sua idoneidade. Vale lembrar que a imprensa vem denunciando, sistematicamente, o envolvimento de figuras ligadas ao PSDB envolvidas em escândalos que nada devem aos praticados pelos bandidos do PT, PMDB & Cia.

Que o diga o conselheiro Robson Marinho, afastado do Tribunal de Contas do Estado e homem de confiança do ex-governador Mário Covas e que sempre contou com o prestígio de sua amizade com Alckmin. Metrô, trens da CBTU, Alstom, Siemens e outros nomes mais estão associados à corrupção e desvios em suas atividades ligadas ao governo paulista.

Ainda na última 4ª feira, a Folha de S.Paulo denunciou o vertiginoso enriquecimento de Hugo Berni Neto, escolhido por Alckmin para o cargo de coordenador de presídios da Grande São Paulo. No dia seguinte ele foi demitido e já responde a inquéritos administrativo e criminal. Fiscais do ICMS também têm sido denunciados por achaque milionários.

O secretário Edson Aparecido, da Casa Civil, tido como um dos articuladores da aproximação de Alckmin com o ‘exército do ex-presidente Lula’, explicou de forma simplória ao O Estado de S.Paulo que “a relação do MST se estreitou na medida em que adotaram uma posição crítica em relação ao Incra e ao governo federal”.

Ou seja, na visão dele, enquanto próximos das instituições do governo, eram bandidos e contestados. Deixaram de sê-lo quando se afastaram do governo e passam a ser bajulados. Aparecido foi ‘office-boy’ de Sérgio Mota, ex-ministro das Comunicações de Fernando Henrique Cardoso e negociador com o Congresso Nacional para a prorrogação do seu mando presidencial. Até hoje não se chegou ao número final do quanto custou esta negociação.

O ex-chefe de Edson Aparecido também deu um golpe ao instalar no Triângulo Mineiro um projeto, com tecnologia russa, para produzir etanol a partir de madeira. Conseguiu arrecadar milhões de dólares sem que fosse produzido um só litro de etanol. O golpe serviu para que Aparecido tivesse proximidade com alguns usineiros.

E, para atendê-los, na sua condição de Secretário da Casa Civil, vetou o uso de um auditório no Palácio dos Bandeirantes para a realização de um seminário internacional de etanol de 2ª geração. Funcionários lotados no Palácio confirmam que pela primeira vez um evento desta envergadura foi vetado, embora o governador Alckmin tivesse sido convidado para presidir a abertura do mesmo que tinha o apoio de instituições como a Fapesp, dentre outros.

Apenas para reforçar a interferência de anões nas ações do governador Alckmin, no começo deste ano, ele deveria anunciar a formação da “Frente dos Governadores dos Estados Produtores de Etanol”. Na última hora, foi dissuadido por conhecido interlocutor parlamentar ligado à Única – União da Indústria da Cana-de-Açúcar.

Com um auditório repleto de expressivas lideranças da cadeia produtiva sucroenergética, Alckmin tratou de outros assuntos pouco relevantes mas não anunciou a tal “frente”. Dois dias depois, o governador recebeu em seu gabinete lideranças da Força Sindical. A audiência durou duas horas e meia e ao final delas, Alckmin se convenceu da importância da “frente”, contrariando os interesses dos usineiros.

Dois dias depois, André Rocha, presidente do Fórum Nacional Suecroenergético, que participou no evento anterior no Palácio dos Bandeirantes e era um dos articuladores da ‘frente’, recepcionava governadores dos principais Estados produtores em Goiânia, Alckmin dentre eles. E estava formada a “frente’ contestada pela Única. André Rocha soube da mudança de posição de Alckmin através da Força Sindical.

A foto do anão que ilustra este artigo mostra a que ponto chegou a bagunça na polícia paulista permitindo que servidores lotados no Denarc promovessem show de ‘streap-tease’ nas dependências do órgão público, durante o horário de expediente, para marcar o aniversário de uma escrivã (Ronaldo Knack é Jornalista e bacharel em Administração de Empresas e Direito; é também fundador e editor do BrasilAgro; ronaldo@brasilagro.com.br)

 

Balança comercial tem superávit de US$ 2,9 bilhões em setembro

A desvalorização do real e a queda das importações por causa da economia mais fraca ajudam a impulsionar o resultado, o melhor para o mês desde 2011.

A balança comercial registrou em setembro superávit de R$ 2,944 bilhões. As exportações somaram US$ 16,148 bilhões e as importações, R$ 13,204 bilhões. O resultado de setembro é o melhor para o mês desde 2011, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No ano, a balança acumula superávit de US$ 10,246 bilhões.

As exportações brasileiras registraram média diária de US$ 769 milhões em setembro, queda de 13,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já as importações registraram média diária de US$ 628,8 milhões, com retração de 32,7%.

Segundo o ministro Armando Monteiro, o MDIC já trabalha com a hipótese de um superávit de US$ 15 bilhões para a balança comercial brasileira em 2015. Para 2016, a estimativa do ministro é que esse saldo supere os US$ 25 bilhões, também impulsionado pelo câmbio. "Já é possível imaginar esse patamar (US$ de 15 bilhões), o que é um resultado fantástico, já que no ano passado tivemos um déficit de US$ 4,5 bilhões na balança", disse. 

O diretor de Estatística e Apoio à Exportação do MDIC, Herlon Brandão, afirmou que o desaquecimento da economia neste ano é o principal responsável pela forte queda nas importações do País, o que impactou a balança comercial de setembro.

O dólar, que acumula valorização de quase 50% em 2015, também contribui, embora a queda do preço das commodities acabe pesando contra. De acordo com Brandão, ainda é cedo para definir de forma clara qual o impacto da alta do dólar na balança comercial. Ele ressaltou, entretanto, que a variação do câmbio observada nos últimos meses encarece a importação. "A tendência é diminuir", disse.

A maior parte do saldo comercial acumulado deste ano, de US$ 10,246 bilhões, foi puxada pelo resultado da conta petróleo, que reduziu seu déficit em US$ 9,3 bilhões de janeiro a setembro, comparado com o mesmo período de 2014. O déficit da conta foi de US$ 12,9 bilhões em 2014 para US$ 3,6 bilhões em 2015. "Já era esperada essa contribuição da conta petróleo para o saldo da balança", disse Brandão.

O diretor ressaltou ainda que setembro teve o primeiro crescimento mensal de exportações para a China em 2015. No mês, houve alta de 22% nas exportações para os chineses, na comparação com setembro de 2014. Grande parte da alta foi motivada pelo embarque de uma plataforma de petróleo no valor de US$ 394 milhões. Sem esse produto, o saldo positivo teria registrado crescimento de 3,7%.

Produtos. O resultado das exportações é explicado, entre outros fatores, pela retração dos embarques de básicos (-19,6%, com R$ 7,163 bilhões), seguido de semimanufaturados (-12,2%, com R$ 2,227 bilhões) e manufaturados (-4,6%, com R$ 6,330 bilhões).

No grupo de básicos, as maiores quedas ficaram com minério de ferro (-40,4%), petróleo em bruto (-37,8%) e algodão em bruto (-35,2%). Entre os manufaturados, caíram os embarques de açúcar refinado (-33,7%), máquinas para terraplenagem (-28%) e medicamentos (-21,9%). Nos semimanufaturados, houve retração, principalmente, de açúcar em bruto (-37,9%), couros e peles (-30,8%) e semimanufaturados de ferro e aço (-22,2%).

Pelo lado das importações, decresceram as importações de combustíveis e lubrificantes (-61,9%), bens de capital (-27,4%), matérias-primas e intermediários (-26%) e bens de consumo (-23,4%). (O Estado de São Paulo 01/10/2015 às 18h: 30m)

 

Centro-Oeste produz cerca de 42% da safra brasileira de grãos

O Centro-Oeste respondeu por cerca de 42% da produção brasileira de grãos na safra 2014/2015, que atingiu 209 milhões de toneladas. A produção da região alcançou 88 milhões de toneladas no ciclo agrícola concluído recentemente, com aumento de 7,7% em relação à temporada anterior (2013/2014), de 81,7 milhões de toneladas, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre os produtos mais cultivados no Centro-Oeste, estão a soja, o milho e o algodão, importantes itens da pauta de exportação do Brasil.

Os números da safra 2014/2015 mantêm o Centro-Oeste como a principal região agrícola do país, seguido do Sul (77,4 milhões de ton), Sudeste 19,1 milhões de ton), Nordeste (16,8 milhões de ton) e Norte (8 milhões de ton). O CO ocupa essa posição desde a temporada 2011/2012, quando ultrapassou pela primeira vez o Sul, na série histórica da Conab, com uma produção de 71,1 milhões de ton, colhidas em uma plantada de 18,8 milhões de hectares.

Ainda segundo os dados da estatal – responsável pelo acompanhamento da safra brasileira –, a área plantada do Centro-Oeste teve crescimento de 3,6% na safra 2014/2015, na comparação com o período 2013/2014, passando de 22 milhões de hectares para 22,86 milhões de hectares. Já a produtiva aumentou 3,9%, saindo de 3.704 quilos por hectare para 3.850 quilos por hectare.

Estados

Mato Grosso é o principal produtor do Centro-Oeste, conforme as estatísticas da Conab. Na temporada 2014/2015, o estado colheu 51,6 milhões de toneladas de grãos, com acréscimo de 8,2% em relação ao período anterior, de 47,7 milhões de toneladas. A área plantada teve leve crescimento, de 1,8%, saindo de 13,32 milhões de hectares para 13,56 milhões de hectares.

Goiás é o segundo maior produtor agrícola da região. A safra de grãos alcançou 18,9 milhões de ton em 2014/2015, com incremento de 3,7% em relação ao período 2013/2014, de 18,2 milhões de ton. A área plantada de GO cresceu 7,2%, indo de 4,7 milhões de hectares para 5,1 milhões de hectares.

Em seguida, aparece Mato Grosso do Sul, com 16,5 milhões de ton de grãos. A colheita sul-mato-grossense no ciclo 2014/2015 teve acréscimo de 13,3%, em comparação com o período anterior, quando atingiu 14,6 milhões de ton. A área plantada do estado chegou a 4 milhões de hectares, com expansão de 6,5% em relação aos 3,7 milhões de hectares da temporada 2013/2014.

O Distrito Federal, menor unidade da Federação, ocupa a quarta posição. O DF produziu 882,7 mil toneladas de grãos em 2014/2015, em uma área 152 mil hectares. (Mapa 01/10/2015)

 

Preços do petróleo caem mais de 1%

Barril de Brent, referência global, teve queda de 1,4%, a US$ 47,69 . Nos EUA, barril recuou 0,8%, para US$ 44,74.

Os preços do petróleo caíram mais de 1% nesta quinta-feira (1), após o monitoramento de tempestades do governo norte-americano alterar as previsões para a trajetória do mais recente furacão nos Estados Unidos.

Mais cedo, os preços da commodity haviam subido, impulsionados por temores de que tempestades causassem danos à infraestrutura de petróleo da Costa Leste dos EUA.

O alto risco geopolítico da piora do conflito na Síria também impulsionou os preços do petróleo no início das negociações desta quinta-feira.

O Brent, referência global para o petróleo, teve queda de 0,68 dólar, ou 1,4%, a US$ 47,69 por barril, após tocar a máxima de uma semana de US$ 49,84 por barril.

O West Texas Intermediate (WTI), referência para o petróleo nos EUA, encerrou em queda de 0,35 dólar, ou 0,8%, a US$ 44,74 por barril. No pico da sessão, teve alta de mais de 2 dólares, ou 4%.

"Não vemos nenhum dos dois itens como merecedores de muitos prêmios dado que um excesso de oferta considerável dos produtos de petróleo fornecerão amparo contra quaisquer interrupções temporárias de fornecimento", disse Jim Ritterbusch, consultoria de mercados de petróleo Ritterbusch & Associates, de North Wabash, Chicago. (Reuters 01/10/2015)

 

Agricultura quer CRA indexado ao dólar, BC trabalhará na proposta

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, reuniu-se nesta quinta-feira com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para propor a possibilidade de emissão do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) indexado ao dólar como alternativa de financiamento para o agronegócio.

Segundo o Ministério da Agricultura, o encontro, que terminou no fim desta tarde no BC, foi motivado por pedidos da iniciativa privada e da Frente Parlamentar da Agropecuária.

Presente na reunião, o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) afirmou que o interesse em viabilizar CRAs indexados ao dólar partiu de fundos estrangeiros.

"Tem fundos, tem investidores estrangeiros que querem aplicar e estão vendo que têm segurança nesse negócio para o Brasil", disse à Reuters.

O instrumento diversificaria o acesso ao crédito já travado na moeda norte-americana, também representando uma potencial fonte mais barata de financiamento na comparação com a ofertada por tradings.

Os produtores rurais já contam com o CRA denominado em real, como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

O CRA é um título de crédito representativo de promessa de pagamento em dinheiro emitido com base em lastro de recebíveis originados de negócios entre produtores rurais, ou suas cooperativas, e terceiros.

Segundo Heinze, ficou acordado na reunião que o BC trabalhará em conjunto com a Agricultura na redação de um projeto sobre o CRA indexado ao dólar.

O setor agrícola contava com uma aprovação mais rápida da medida, mas foi informado pela autoridade monetária da necessidade de formatação legal para a proposta.

"A (ministra) Kátia vai trabalhar com o Palácio pra ver se inclui isso numa medida provisória que sai mais rápido", completou o deputado, apontando expectativa de que o CRA indexado ao dólar já fique disponível para os produtores na safra 2015/2016.

Procurado, o BC afirmou via assessoria de imprensa que as conversas estão em estágio inicial e que os técnicos voltarão a se reunir para debater a possibilidade. (Reuters 01/10/2015)

 

Governo divulga aumento de tributos sobre remunerações de acionistas

O governo publicou a medida provisória que aumenta de a alíquota do Imposto de Renda para as remunerações de acionistas, conhecidas como juros sobre capital próprio. A alíquota passará de 15% para 18%. A medida começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2016.

A MP, divulgada na edição extraordinária desta quarta (30) do Diário Oficial da União, diz que as empresas poderão deduzir, para efeitos de apuração do lucro real, juros pagos ou creditados individualmente a titulares, sócios ou acionistas, a título de remuneração do capital próprio.

O cálculo será feito sobre as contas do patrimônio líquido e limitada a incidência de juros pro rata dia à TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), ou a 5% ao ano, sempre o que for menor.

A medida provisória também altera a contribuição de PIS e Cofins para produtores ou importadores de nafta petroquímica, além da aquisição de etanol utilizado para produção de polietileno.

As novas regras fazem parte do esforço do governo para reforçar suas receitas. A arrecadação federal tem enfrentado grandes dificuldades por conta da retração da economia. (Folha de São Paulo 01/10/2015 às 16 h 30m)

 

Fila de navios para embarque de açúcar nos portos diminui para 36

O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros diminuiu de 50 para 36 na semana encerrada nessa quarta, 30, segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil.

O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 16 de outubro.

Foi agendado o carregamento de 1,40 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 985,30 mil t, ou 70% do total. Paranaguá responderá por 26% (367,45 mil t); Maceió, por 2% (33 mil t); e Recife, também por 2% (22,50 mil t).

Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 240,06 mil t. No da Rumo, estão agendadas 632,13 mil t, e no Teag, da Cargill/Biosev, 113,11 mil t no período analisado.

A maior parte do açúcar a ser embarcado é da variedade VHP, açúcar bruto de alta polarização, com 1,33 milhão de toneladas. O embarque de cristal A-45 soma 75,90 mil t. (Agência Estado 01/10/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Combustível para alta: Os futuros do açúcar demerara subiram com força pela segunda sessão seguida ontem na bolsa de Nova York, ainda em uma reação à alta dos preços da gasolina no Brasil. Os lotes para entrega em maio de 2016 tiveram alta de 26 pontos, para 13,06 centavos de dólar a libra-peso. Para Thomas Kujawa, chefe da mesa de soft commodities da Sucden Financial, a valorização recente e o rompimento de patamares técnicos de resistência, em meio a um clima macro negativo para as commodities, "é talvez nova evidência de que nós no mercado global de açúcar estamos mais influenciados pela política energética do governo brasileiro e de que somos um 'produto do etanol'". No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 2,57%, para R$ 55,82 a saca de 50 quilos.

Cacau: Nova queda: As cotações do cacau voltaram a fechar em queda nesta quinta-feira na bolsa de Nova York, completando a sexta baixa consecutiva, diante das vendas de contratos por parte fundos e vendas de produtores. Os contratos para março de 2016 recuaram US$ 7, para US$ 3.110 a tonelada. "É possível que os produtores do oeste da África estejam vendendo devido aos bons preços que os [contratos] futuros vinham oferecendo e devido às idéias de bom potencial de produção", afirmou Jack Scoville, analista da Price Futures Group. A safra 2015/16 começou oficialmente ontem, e em breve devem surgir relatos sobre a colheita no oeste da África. Espera-se uma pequena redução na produção. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio caiu R$ 9, a R$ 138 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Clima positivo: Os futuros do algodão tiveram leve alta ontem na bolsa de Nova York ante sinais positivos sobre a China e o aumento das exportações dos Estados Unidos. Os contratos para dezembro tiveram alta de 16 pontos, e fecharam a 60,6 centavos de dólar a libra-peso. A recuperação do índice de atividade industrial da China (PMI) em setembro para 49,8, ante 49,7 em agosto, gerou otimismo entre os traders, reduzindo os temores com relação à economia do país, que é o maior importador global de algodão. Por sua vez, os EUA elevaram o volume vendido ao exterior na semana até 24 de setembro em 29% na comparação semanal e 39% ante a média das quatro semanas anteriores. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,10%, para R$ 2,3575 por libra-peso.

Soja: Oferta de peso: Os preços da soja mudaram de rumo ao longo da sessão de ontem na bolsa de Chicago e fecharam no campo negativo, com a oferta elevada impedindo novas altas. Os lotes para janeiro caíram 13,25 centavos, a US$ 8,8075 o bushel. Houve uma tentativa de elevar as cotações acima de US$ 9 o bushel após o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicar que as vendas ao exterior na semana encerrada dia 24 ficaram em 2,5 milhões de toneladas, alta semanal de 90%. Porém, o avanço da colheita nas lavouras americanas, do plantio no Brasil e as perspectivas de que a oferta global será maior nesta safra do que na anterior atuam como fortes fatores de pressão. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja em Paranaguá teve queda de 0,71%, para R$ 83,65 a saca. (Valor Econômico 02/10/2015)