Setor sucroenergético

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Etanol dá firmeza para o açúcar em Nova York

A força do mercado de etanol no Brasil, que nos últimos cinco anos 'enxugou' em cerca de 5 milhões de toneladas a oferta de açúcar no país, começa, enfim, a ficar mais evidente na bolsa de Nova York. Vender açúcar para entregar em outubro do ano que vem está rendendo aos produtores brasileiros da commodity um prêmio de 20% sobre o etanol hidratado, que é usado no tanque dos veículos. "Na média da última década, essa diferença foi de 5,5%", comparou o especialista da consultoria FG Agro, Willian Hernandez.

Na "fotografia" atual, para competir com o açúcar pelo caldo da cana na próxima safra brasileira, que começa em março de 2016, o etanol hidratado teria que ser vendido na usina em São Paulo a R$ 1,73 o litro, 18% acima do R$ 1,46 do indicador semanal Cepea/Esalq de sexta-feira.

No último pregão em Nova York, os futuros do açúcar bruto com vencimento em outubro de 2016 encerraram o dia a 13,24 centavos de dólar por libra-peso. Em reais, ao câmbio de outubro do ano que vem (R$ 4,35) e com o prêmio de polarização (que incide no açúcar brasileiro sobre a cotação de Nova York), significa um valor em reais de R$ 1,320 mil por tonelada. "O papel do etanol é fornecer um piso para o açúcar. O valor em reais da tonelada da commodity até chegou a R$ 850 no Brasil, mas parou por aí. Na média dos últimos anos, ficou em R$ 1 mil por tonelada", comparou.

Hernandez observou que, apesar do impulso vindo do aumento da gasolina, da última quarta-feira para cá, a valorização das cotações do açúcar remonta a pelo menos dois meses. Em quatro semanas a cotação para entrega em outubro do ano que vem subiu 12% e, em dois meses, 18%, conforme levantamento da FG Agro.

A possibilidade de déficit global de açúcar parece ser mais provável neste ano, diante da forte demanda pelo etanol no Brasil, o que está enxugando a oferta da commodity pelo maior exportador mundial, disse Hernandes. No acumulado dos últimos cinco anos, o país deixou de produzir em torno de 5 milhões de toneladas de açúcar porque destinar o caldo da cana-de-açúcar para o etanol estava remunerando mais. De outro lado, nos últimos cinco anos, a demanda mundial por açúcar cresceu 12 milhões de toneladas. "A expectativa de déficit está, em grande parte, sustentada na consistência do mercado de etanol. A demanda está muito firme", avaliou Hernandes. (Valor Econômico 05/10/2015)

 

Produtor de MT quer 4 bi de litros de etanol de milho

Produtores de Mato Grosso desenvolvem, com o governo do Estado, um programa de transformação do excesso de milho da região em etanol.

O programa só avança com apoio do governo, principalmente com um escalonamento das taxas de impostos.

Esse incentivo poderia elevar a produção de etanol de milho em usinas flex para 1,3 bilhão de litros, superando a de álcool provindo da cana, hoje em 1,1 bilhão de litros.

Mato Grosso já produz etanol derivado de milho,mas a produção é pequena e limitada a poucas usinas.

Glauber Silveira, diretor da Aprosoja, acredita que, se parte do milho produzido for convertida em etanol, ganhariam produtores e Estado.

Na safra 2014/15, a produção foi de 20,3 milhões de toneladas. Desse volume, 3,6 milhões foram consumidos no Estado, com as exportações atingindo 13,9 milhões.

Estudo do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Aplicada) indica que o faturamento bruto de 10 milhões de toneladas de milho exportadas é de R$ 2,7 bilhões, e o Estado não tem arrecadação devido à isenção de ICMS das exportações de commodities.

Mas, com a transformação de 10 milhões de toneladas do cereal em etanol, esse valor -incluindo subprodutos e cogeração de energia- subiria para R$ 12,5 bilhões, com ganhos para produtores, Estado e demais setores interligados ao agronegócio.

A cogeração de energia traria arrecadação estimada em R$ 698 milhões ao Estado e seria responsável por 8 milhões de MWh (megawatt-hora) por ano de eletricidade,

Silveira diz que esses 10 milhões de toneladas de milho colocariam 4 bilhões de litros de etanol no mercado e 2,3 milhões de toneladas de DDGS, subproduto que serve para a complementação alimentar de animais.

O estudo indica que a disponibilidade dessa matéria-prima (DDGS) possa ser destinada para a pecuária de Mato Grosso, Centro-Oeste e exportações geraria receita anual de R$ 1,2 bilhão.

A industrialização de milho nesse patamar elevaria a área de plantio de eucalipto do Estado para 951 mil hectares. A industrialização do cereal necessita do eucalipto.

Pelo preço atual, usinas e armazéns que usam o eucalipto para a secagem de grãos gerariam R$ 3 bilhões por ano para os produtores de lenha. A área atual de plantio no Estado é de 187 mil hectares.

O aumento da produção de etanol de milho pleiteado pelos produtores já foi entregue ao governo do Estado, mas só é viável com uma isenção fiscal escalonada para o setor.

A produção de uma usina dedicada apenas à produção de etanol de milho fica inviável com ICMS de 25%. Para cada R$ 1 investido, há um prejuízo de R$ 0,72.

Um programa de incentivo do governo, com uma taxa de 3%, tornaria viável o investimento e geraria receitas de US$ 180 milhões para o Estado. O investidor teria retorno de R$ 5,2 por R$ 1 investido.

Com o amadurecimento dos projetos, o governo estadual colocaria taxas crescentes de impostos.

Em um patamar de 7%, por exemplo, a arrecadação estadual seria de R$ 420 milhões, e o produtor ainda teria um retorno de R$ 3,98 por cada R$ 1 investido.

Mato Grosso utiliza atualmente 220 mil toneladas de milho para a produção de etanol, que atinge 88 mil litros.

Glauber diz que o etanol de milho viria cobrir as necessidades de consumo no Estado e permitiria a colocação desse produto em outras regiões, diminuindo a necessidade de importação de gasolina.

Uma tonelada de milho gera de 345 a 395 litros de etanol e desse processo de industrialização a usina extrai de 220 a 240 quilos de DDGS.

Máximas: Apesar de o etanol hidratado ter ficado em uma média de R$ 2,087 por litro nesta semana nos postos de São Paulo, os consumidores paulistanos já pagam até R$ 2,30 pelo litro do produto. É o que indica pesquisa semanal da Folha feita em 50 estabelecimentos da capital paulista.

Mínimas: Alguns postos de abastecimento de São Paulo, no entanto, não reajustaram os preços do etanol. A pesquisa da Folha ainda registra o preço do hidratado em R$ 1,79, bem abaixo da média dos demais postos.

Gasolina: Alguns postos aceleram os aumentos e já praticam até R$ 3,54 por litro na capital paulista. Outros, no entanto, não reajustaram preços, que são de R$ 2,89 por litro, conforme a pesquisa semanal da Folha.

Café: A crise política e econômica brasileira provocou mais uma semana de volatilidade nos preços do café em Nova Iorque. Além disso, os problemas climáticos em várias regiões do Brasil aumentaram os fatores de preocupação do mercado.

Físico: A avaliação é de analistas do Escritório Carvalhaes, de Santos (SP). Mas, segundo eles, houve falta de lotes de café arábica de melhor qualidade no mercado físico, o que continua preocupando os compradores.

Soja: O mercado fechou com recuo de preços de 1,7% nesta semana, caindo para US$ 8,74 por bushel (27,2 quilos) no primeiro contrato. Já o milho se manteve estável na semana, terminando o período em US$ 3,89 por bushel em Chicago. O trigo teve alta de 1,1%. (Folha de São Paulo 03/10/2015)

 

Mercado de açúcar: FUNDOS ESTÃO COMPRADOS ENQUANTO AÇÚCAR SE RECUPERA FORTEMENTE

NY continuou sua espetacular recuperação durante a semana. Os preços do contrato futuro de açúcar na bolsa encerraram a sexta-feira com o contrato março/2016 (agora o primeiro mês de vencimento) cotado a 13.53 centavos de dólar por libra-peso, uma expressiva alta de 112 pontos na semana, quase 25 dólares por tonelada. Os demais meses fecharam todos em território positivo com variações entre 17 a 28 dólares por tonelada.

O melhor ainda é que os fundos viraram a mão e estão comprados em cerca de 26.000 lotes, embora esse número faça referência a última terça-feira quando o CFTC apura a posição separada por comitentes. Se de terça para cá o mercado variou quase 90 pontos, é de se esperar que o volume total comprado dos fundos esteja ao redor de 40.000 contratos (2 milhões de toneladas). Não podemos esquecer que no livro ABC das commodities, normalmente os fundos posicionam-se no lado comprador em mercados cuja curva mais curta de preços é invertida. Caso do açúcar nesse momento, com março/2016 negociando acima de maio/2016. Vai resistir?

Não fosse a desvalorização alucinada do real em relação ao dólar, que aponta valores apetitosos para que as usinas façam seus hedges para 2016 e 2017, certamente teríamos NY apontando para 15-16 centavos de dólar por libra-peso. Observe bem: a correlação (20 dias) entre o câmbio e o açúcar em NY atingiu menos 0,9200 em 19 de agosto. Ou seja, para cada 1% de alta do real, NY caia 0.92%; depois disso, inverteu até chegar no dia 17 de setembro e atingir mais 0,8400, ou seja, o dólar subia 1% e o açúcar também subia 0,84%! Moeda e açúcar estão descolados nesse momento. Os fundamentos do açúcar estão em campo.

Aconteceu o que prevíramos há três meses: a entrega de 1.200.000 toneladas de açúcar na expiração do contrato de outubro/2015 completou o ciclo iniciado pela trading asiática com o terceiro recebimento consecutivo de açúcar na bolsa de NY (maio, julho e outubro) por parte de uma única trading. Opinamos aqui no início de julho que a estratégia era engenhosa e muito inteligente pois restringia a movimentação física de açúcar do Centro-Sul às portas da entressafra a um único comprador e isso certamente faria com que os prêmios se apreciassem. Pode-se argumentar que o volume é pouco em relação às exportações mensais, mas a comparação deve ser feita em relação ao volume de açúcar não comprometido, não vendido, que não consta de cont rato entre as usinas e as tradings. Aí sim, o volume pode pesar. O racional de quem recebe açúcar deve ser esse.

A apreciação dos prêmios não são favas contadas porque o mercado de Commodities não é uma ciência exata, mas a engenharia da operação como um todo parece ter sido bem construída mesmo para quem a vê como simples observador interessado nesse mundo do mercado. No entanto, é bom que se frise, os prêmios ainda não mostraram nenhuma reação. No dia da expiração uma trading vendia açúcar para embarque outubro a um desconto de 105 pontos contra o março/2016. Na sexta-feira havia oferta de compra a 120 de desconto. Mas nos spreads a operação deve ter sido exitosa.

Saber tirar proveito dos spreads faz parte, ou pelo menos deveria fazer parte, do dia-a-dia das empresas envolvidas com commodities. As distorções observadas ao longo do ano mostraram taxas implícitas de carregamento dos estoques em níveis muito superiores ao custo financeiro de carregar o estoque físico e abriu enormes espaços para se ganhar dinheiro. Para tanto, mister se faz que ação seja acompanhada de muito sangue-frio e disciplina.

No comentário O Nome do Jogo, em 4/7/2015, dissemos: “acredito que já vimos o preço mais baixo do ano. O estudo da Archer mencionado aqui na semana passada aponta que nos últimos quinze anos o segundo semestre apresentou uma recuperação dos preços médios praticados – principalmente – no segundo trimestre do ano. Dessa feita, nossa estimativa é que os preços alcancem seu pico no ano por volta de outubro (quando março será o primeiro mês de negociação) e os preços podem alcançar 14.20-14.50 centavos de dólar por libra-peso”. Depois corrigimos esse valor, ainda recentemente (em função da desvalorização do real) e colocamos como meta 13,26 centavos de dólar por libra-peso em dezembro. O mercado (março/2016) alcançou esse valor muito antes do que esperávamos. Por que?

A primeira estimativa do modelo da Archer apurada em 15 de setembro indica que as usinas estão fixadas 17,41% das vendas para a safra 2016/2017. Esse é um percentual elevado considerando que reflete apenas metade do mês de setembro. O preço médio obtido pelas usinas é de 12,48 centavos de dólar por libra-peso ou o equivalente a R$ 988,76 por tonelada, ambos FOB. O dólar médio fixado pelas usinas na safra até o momento é de 3.4539

O economista da MB Associados, Antônio Louro, afirmou em podcast que acredita que a desvalorização do real “deve prosseguir” e que em breve o Brasil deverá perder ö grau de investimento por outra agência de rating”. Segundo ele, “os cenários político e fiscal conturbados dificultam o prognóstico sobre até onde a moeda pode ir”. Para 2016, o economista acredita que existe espaço para a estabilização do real a níveis inferiores a 4,0000. (Archer Consulting 03/10/2015)

 

Etanol hidratado sobe 12% nas usinas e 5% nos postos

O aumento de gasolina desta semana provocou uma forte reação também nos preços do etanol. Nos postos da cidade de São Paulo, o consumidor está pagando 4,77% mais pelo produto, que foi a R$ 2,087 por litro.

Já o litro da gasolina foi para R$ 3,232, com alta de 3,13%, conforme pesquisa da Folha. O aumento promovido pela Petrobras na última quarta-feira (30) foi de 6%.

Com esses novos aumentos dos combustíveis, a paridade do etanol em relação à gasolina subiu para 64,6%.

Nesse patamar, o álcool ainda é favorável em relação à gasolina nos postos da capital paulista. Pesquisas indicam que o valor do derivado de cana é vantajoso ao do derivado de petróleo em até 70%, dependendo do tipo de veículo.

As usinas também aproveitaram o reajuste de preços da gasolina para aumentar os do etanol. O hidratado subiu para um valor médio de R$ 1,46 nesta semana, 12,3% mais do que na anterior.

Já o anidro, ao ser comercializado a R$ 1,5765 por litro, teve valorização de 10,2%. Os dados são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). (Folha de São Paulo 03/10/2015)

 

Fabricantes de etanol aproveitam alta na demanda após reajuste de preços

Mais pessoas procuram etanol com aumento da gasolina e do diesel. Alguns fabricantes acreditam em maior produção de etanol em 2016.

Fabricantes de etanol comemoraram o reajuste da gasolina. A má notícia é que o preço do álcool também pode subir.

Os caminhões chegam carregados de cana e seguem direto para as máquinas desta usina na Zona da Mata de Pernambuco. Ela ficou fechada por dois anos, mas agora já começa a moer a nova safra, que termina em maio do ano que vem.

Por causa da crise no setor de etanol, quase 70% das usinas de Pernambuco pararam de funcionar, mas depois que o preço da gasolina subiu pela segunda vez no ano, tem empresário pensando em voltar a produzir.

A gasolina mais cara dá margem para os fabricantes de etanol também aumentarem o preço na bomba. O reajuste em todo o Brasil deve ser de 6% igual ao da gasolina.

Em um posto de Caruaru (PE), o preço do litro do etanol passou de R$ 2,55 para R$ 2,69 o litro. Em todo o país o reajuste deve ser de 6%, igual ao da gasolina. Assim, a produção de etanol que antes estava dando prejuízo volta a ser lucrativa.

O representante de 20 usinas da região Centro-Sul, a maior produtora do país, concorda. Ele acredita que o mercado mais favorável ao etanol vai resultar em um aumento de produção do combustível no ano que vem.

“Nesse novo reajuste da gasolina você começa a trazer o etanol dentro de uma realidade de competição com a gasolina. Nosso produto precisa de um reajuste para que a gente possa voltar a crescer, a gerar caixa para aumentar a oferta em um futuro próximo”, afirma Tarcilo Ricardo Rodrigues, diretor da Bioagência.

No Nordeste, a produção mal começou e já tem comprador certo. “A briga é grande. Várias distribuidoras. Elas todos os dias nos ligando pedindo álcool", conta Gerson Carneiro Leão, diretor da usina.

A retomada do etanol também deve gerar 25 mil empregos em Pernambuco, um alívio para o seu Aluísio, que agora voltou a fazer planos.

“Eu pretendo trocar de carro. Já estou quase chegando lá", diz Aluísio Antônio da Silva, eletricista de manutenção. (Jornal da Globo 02/10/2015)

 

Empresas renegociam dívidas com bancos para ter fôlego no curto prazo

Com alto índice de alavancagem e geração de caixa comprometida, empresas como CSN e Petrobrás tiveram situação agravada diante de um cenário de aumento nas taxas de juros, escassez de crédito e custos maiores para manter dívidas em dólar.

Com balanços alavancados e sofrendo os reflexos da deterioração da economia brasileira e da ausência de crédito, muitas companhias não têm outra saída a não ser renegociar suas dívidas junto aos bancos. O estresse financeiro de empresas como Petrobrás e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) se ampliou diante da disparada recente do câmbio e das taxas de juro fazendo com que mais empresas buscassem um fôlego extra, ao menos, para sua operação de curto prazo.

A Petrobrás anunciou na quarta-feira a troca de um passivo em dólar por reais, ou seja, de US$ 1 bilhão para R$ 4,075 bilhões, ao prazo de quase dez anos. O empréstimo anterior, contratado há cerca de dois anos, era para exportação ao etanol e trocá-lo deve suavizar o efeito da alta do dólar na situação financeira da petroleira.

Com uma dívida em níveis alarmantes e geração de caixa comprometida, a CSN iniciou uma força-tarefa para renegociar sua dívida de curto prazo, com vencimento em 2016 e 2017, com os principais credores na tentativa de ganhar um fôlego para vender alguns ativos que a ajudarão a reduzir sua alavancagem. No mês passado, a empresa concluiu a operação de alongamento de parte de sua dívida com a Caixa Econômica Federal, no montante de R$ 2,57 bilhões, e com o Banco do Brasil, de R$ R$ 2,208 bilhões. O terceiro maior credor da siderúrgica é o Bradesco, conforme apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, mas não há acordo fechado. 

A Log-In, empresa que movimenta cargas por meio de navios, alongou R$ 270 milhões de uma dívida relativa a navios em construção que soma R$ 674 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os vencimentos de outubro de 2015 a 2018 foram esticados até 2034. 

No setor de energia, a AES Sul, distribuidora gaúcha do grupo AES, está reestruturando seu passivo, seis meses após emitir R$ 950 milhões em debêntures para reduzir pressão de vencimentos de curto prazo. Conforme apurou oBroadcast, a empresa chamou investidores de debêntures para renegociar cláusulas de alavancagem de créditos de R$ 1,3 bilhão. 

A diretora de operações financeiras da AES, Camila Abel Correia da Silva, confirmou que a empresa trabalha para melhorar o perfil de endividamento. Procuradas, CSN e AES não comentaram.

Fôlego. O advogado Artur Lopes, especializado em gestão de crise de empresas, sócio da Artur Lopes & Associados, reconhece que muitas empresas estão partindo para renegociação com os credores diante da percepção de que o pior ainda não passou. A escalada do dólar, destaca, afetou muitas cadeias dependentes de material importado que, no contexto atual, estão com os braços atados para se replanejarem.

No âmbito setorial, a preocupação está centrada na cadeia de construção e de óleo e gás, conforme especialistas. Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do Banco Central divulgado na quinta-feira sinaliza que, na hipótese de default para todas as empresas envolvidas, o sistema financeiro teria necessidade de capital para reenquadramento de R$ 3,4 bilhões, equivalente a 0,4% do seu patrimônio. Ainda assim, manteria alta resistência, com nenhuma instituição insolvente.

Uma fonte nota que as renegociações que estão sendo feitas são temporárias, ou seja, os credores evitam alongar passivos a prazos acima de quatro anos, já que não existe clareza sobre as condições macroeconômicas e políticas para os próximos anos. “Não há visibilidade de como estará o ambiente econômico até 2017 e, portanto, com qual condição de caixa essas companhias estarão operando até lá”, afirma.

Ele conta que os bancos estão altamente demandados pelas empresas para reestruturar as suas dívidas, mas que não é de interesse deles levá-las à falência ou executar os ativos. “A falta de compradores para os ativos acentua o problema e também leva os bancos a encurtar os prazos das rolagens, até que se possa compreender como essas companhias vão viabilizar seus passivos”, observa.

As empresas que têm dívidas junto aos bancos médios, que não têm capacidade de balanço como os grandes para rolar a maior parte de suas carteiras, devem ser arrastadas para a recuperação judicial. 

André Pimentel, sócio e diretor da Performa Partners, lembra que uma grande massa de empresas médias movimenta os maiores volumes do sistema financeiro, no varejo e no atacado, e que se os bancos não agirem logo na reestruturação dessas dívidas, o ano de 2016 pode começar ainda pior. (O Estado de São Paulo 03/10/2015)

 

Reativação da Uruba renova esperança de produtores de cana de AL

Reparos no maquinário da usina começam na próxima semana; expectativa é de que a unidade industrial comece a moer na primeira quinzena de novembro.

A reabertura oficial da Usina Uruba, nesta sexta-feira (2), no município de Atalaia, renova as esperanças dos produtores e fornecedores de cana de açúcar de Alagoas e representa o marco da retomada do setor sucroenergético do Estado. A unidade industrial deverá entrar em funcionamento na primeira quinzena de novembro, depois de ser arrendada pela Cooperativa dos Produtores Rurais do Vale de Satuba (Coopervales).

Mais de 400 pessoas, entre trabalhadores, empresários e autoridades políticas da região compareceram à cerimônia de reabertura, reforçando a importância da reativação da unidade, que havia paralisado suas atividades há três anos. Desde 2014, quando foi fundada, a Coopervales buscava na Justiça o arrendamento da usina.

Com o apoio do Governo do Estado, com o intermédio do secretário de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Álvaro Vasconcelos, a cooperativa conseguiu na última terça-feira (29) a homologação do contrato com a massa falida do grupo do qual a Uruba fazia parte.

De acordo com o presidente da Coopervales, Túlio Acioly Tenório, inicialmente cerca de 1.500 postos de trabalho diretos serão reabertos. “Quando estiver a todo vapor, a Uruba vai empregar aproximadamente três mil pessoas no campo e na indústria. Isso vai mudar a economia nos municípios do entorno da usina”, disse.

“Já vemos a diferença no semblante do povo, só com a notícia de que a Uruba vai voltar a moer. Isso é o mais gratificante: proporcionar a felicidade desses trabalhadores, além de oferecer para os produtores a oportunidade de trabalhar com usina sem dívidas, enxuta, com condições de honrar seus compromissos com os trabalhadores, os fornecedores e com a Justiça”, ressaltou Tenório, lembrando que o contrato de arrendamento prevê o repasse de parte do faturamento da unidade para pagamento de dívidas trabalhistas.

União

O secretário Álvaro Vasconcelos destacou a importância da união dos 112 produtores que integram a Coopervales na busca pelo seu objetivo em meio à crise do setor sucroenergético. Na avaliação de Vasconcelos, o modelo do cooperativismo pode ser o caminho neste momento de dificuldade vivido pelos produtores de cana de açúcar.

“Todos os desafios desse grupo foram superados pela determinação desses produtores, que não desistiram, persistiram e hoje realizam esse sonho. Acredito que a mentalidade do cooperativismo é a melhor alternativa para a crise que o setor vive hoje”, observou Vasconcelos.

“Tenho certeza de que, quando essa unidade estiver funcionando, trará outra realidade para Atalaia e os municípios circunvizinhos, como Capela, Cajueiro, Murici, Pilar e até Rio Largo. O ano de 2015 está sendo muito difícil para os produtores de cana alagoanos, mas agora surgiu uma luz no fim do túnel. A reabertura da Usina Uruba é um divisor de águas e vai servir de exemplo para os produtores de outras regiões”, disse o secretário.

Importância social

O prefeito de Capela, Luiz Eustáquio Moreira Filho, lembrou a importância social da reabertura da usina. “Quando eu estava vindo para cá, encontrei uma mãe de família no mesmo caminho e perguntei para onde ela estava indo. Ela me respondeu que vinha para a Uruba para saber se havia emprego. Isso demonstra a esperança que o povo dessa região deposita nessa unidade e a alegria com a notícia de que ela vai voltar a moer”, disse o prefeito.

O empenho do governador Renan Filho e do secretário Álvaro Vasconcelos durante o processo de reabertura da Uruba foi destacado pelos prefeitos de Murici, Remi Calheiros, e de Atalaia, Zé do Pedrinho. “É uma satisfação muito grande ver essa indústria que, ao longo dos anos, gerou tantos empregos em nossa região reabrindo suas portas. Tenho certeza de que o governador não vai faltar com seu apoio até ver esse projeto consolidado em todos os seus aspectos”, disse Remi Calheiros.

“Este é um sonho que está sendo realizado e temos muito que agradecer ao secretário Álvaro Vasconcelos, por não ter faltado com a palavra quando disse que a Uruba ia voltar a moer”, lembrou Zé do Pedrinho.

Preparação

Segundo o dirigente da Coopervales, Glauber Tenório, o trabalho de recuperação do maquinário da Uruba, que deverá custar cerca de R$ 3 milhões, começa nesta segunda-feira (5). “Até o final deste mês, teremos funcionando todo o sistema de informática da usina. Também vamos iniciar a contratação de pessoal para o corte da cana e esperamos começar a moer no dia 11 de novembro”, explicou.

Durante a cerimônia de reabertura, o presidente da Coopervales, Túlio Tenório, recebeu das mãos do presidente do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Gustavo Lopes, a autorização ambiental para os testes dos equipamentos da unidade industrial.

Em 30 dias, a cooperativa deverá requerer do IMA a Licença de Operação, relacionando quais os equipamentos aptos a operar. A cooperativa já tem 700 mil toneladas de cana garantidas para moagem, com expectativa de produção de 1,4 milhão de sacos de açúcar.

A previsão de faturamento na safra 2015/2016 é de R$ 77 milhões. (Tribuna Hoje 02/10/2015)

 

PE: Equipamento vai permitir colheita da cana-de-açúcar mecanizada

Pesquisa vem sendo desenvolvida há quatro anos. Implemento agrícola funciona acoplado a um trator e vai possibilitar a colheita mecanizada.

Depois de quatro anos de pesquisa, está sendo produzido um implemento agrícola chamado Canadá MM15 que pode ser acoplado a um trator e, dessa forma, possibilitar a colheita mecanizada da cana-de-açúcar em terrenos com um declive de até 31,5 graus. Cerca de 70% da cana cultivada na Mata Sul de Pernambuco está localizada em áreas montanhosas e os 30% restantes em áreas planas. A pesquisa resultou de uma parceria entre o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), o inventor do equipamento – o soldador Ednaldo Mesquita – e o empresário Fernando Miranda, proprietário do engenho Capim Canela.

</DC>A máquina possibilita o corte de 20 a 30 toneladas por hora. A estimativa é de que a colheita mecanizada gere uma economia de aproximadamente R$ 15 por tonelada de cana, saindo de R$ 23 (no corte manual) para R$ 8 na colheita mecanizada, segundo o consultor do Sindaçúcar e coordenador do projeto, Luiz Claudio Melo.

O equipamento tem o custo de R$ 150 mil. Estão sendo produzidas cinco unidades em Escada, das quais três serão usadas por fornecedores de cana e duas adquiridas por usinas. “A mecanização será um processo lento porque a renovação do canavial varia de 10% a 15% ao ano”, conta Luiz Claudio. Para o equipamento ser usado, deve ser feito um nivelamento do solo durante o plantio. “É um processo lento que não vai ocorrer do dia para a noite”, conta. Ele estima que metade da área de declive da Mata Sul continuará tendo colheita manual, porque não será possível fazer corte mecanizado.

Segundo Luiz Claudio, não foi feito o cálculo de quantos empregos podem desaparecer no campo com a futura mecanização. O setor sucroalcooleiro é o grande empregador na Zona da Mata de Pernambuco.

“É um esforço de inovação incremental, agregando redução de custos e eficiência nas operações”, diz o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha. A entidade investiu cerca de R$ 1,5 milhão anualmente desde 2010 na pesquisa de um equipamento desse tipo. A iniciativa foi bancada por 14 associados.

A invenção está sendo patenteada e vai ser mostrada na Feira de Produtores de Cana (Norcana), que ocorre amanhã e terça-feira na sede da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), na Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, número 2028, no bairro da Imbiribeira, em Recife. Na terça-feira, Luiz Cláudio Melo, fará uma palestra sobre o assunto às 15h. (Jornal do Comércio 02/10/2015)

 

Glencore pode ter que vender ativos agrícolas

Na corrida para reduzir sua dívida, a Glencore PLC enfrenta dificuldades para se desfazer de ativos num momento em que os negócios no setor de commodities começam a minguar. Com isso, a empresa suíça está cogitando vender sua unidade de infraestrutura agrícola para fundos soberanos e fazer acordos de royalties com seus ativos de ouro.

A gigante da mineração e negociação de commodities, cujas ações despencaram nas últimas semanas, anunciou um plano em setembro para cortar US$ 10 bilhões de sua dívida líquida, que hoje está em US$ 30 bilhões, até o fim de 2016. Ela já reduziu cerca de US$ 5 bilhões através da suspensão do pagamento de dividendos e uma emissão de novas ações e, agora, espera eliminar outro tanto com a venda de ativos e cortes de custos.

Quando a Glencore anunciou seu plano de redução de dívida, o diretor financeiro, Steve Kalmin, disse que a venda de US$ 2 bilhões em ativos deve ser concluída até o fim de 2016. É uma tarefa desafiadora, dado que os negócios envolvendo mineradoras caíram 43% no primeiro semestre em relação a um ano antes, segundo a Ernst & Young.

Uma opção que surgiu foi vender uma fatia de sua divisão agrícola, embora seja uma medida dolorosa. O lucro antes de juros e impostos da divisão foi de US$ 856 milhões no ano passado, quase 35% do lucro de sua área de comércio, segundo o relatório anual da companhia. A Glencore estaria se desfazendo de parte de um negócio que ela ampliou recentemente com a aquisição, em 2012, da canadense Viterra por US$ 6,1 bilhões.

Kalmin disse que há “forte” interesse de compradores do setor agrícola.

A Glencore contratou os bancos Citigroup Inc.e Credit Suisse Group AG para vender a divisão, dizem pessoas a par do assunto. Ela pode vender até cerca de 35% da unidade e estava conversando com fundos soberanos e tradings asiáticas, mas não pretende vender uma fatia controladora, dizem pessoas a par do plano. Uma fonte diz que a divisão toda pode valer até US$ 12 bilhões.

A compra da Viterra ajudou a Glencore a atingir sua meta declarada de ampliar sua presença no comércio de grãos numa época em que o crescimento da China e de outras economias emergentes elevavam a demanda por alimentos. O negócio fortaleceu a posição da firma como um dos líderes globais nos mercados de grãos e oleaginosas.

Fazer progresso na redução da dívida é importante para restaurar a confiança do mercado, dizem analistas e investidores. Com a queda nos preços das commodities, as ações da Glencore perderam mais da metade de seu valor nos últimos meses e chocantes 29% na segunda-feira, quando investidores liquidaram o papel em meio a receios sobre a dívida pesada e a capacidade da empresa de levar a cabo o seu plano de reduzi-la.

“Estamos seguindo em frente e oferecendo um conjunto de medidas para reduzir nosso nível de endividamento em até US$ 10,2 bilhões”, informou a empresa num comunicado. As ações se recuperaram um pouco na terça-feira e subiram 14% no dia seguinte, para 91,55 centavos de libra esterlina (US$ 1,39) na bolsa de Londres. Na segunda-feira, ela havia fechado em 68,6 centavos. Ontem, ela recuou 0,58%, para 91,02 centavos. A cotação já caiu 69% em 2015, fazendo da Glencore a empresa com o pior desempenho do índice britânico FTSE 100.

O próximo passo em seus planos de captar recursos deve ser um acordo relacionado com seus ativos de ouro e prata, dizem pessoas a par do assunto. Os metais preciosos não são ativos essenciais para a Glencore, mas representam uma forma rápida de obter capital por meio dos chamados negócios de “streaming”.

Em vez de vender minas, a Glencore está negociando acordos de streaming no valor de até US$ 1,5 bilhão. Nesses negócios, ela recebe o dinheiro adiantado em troca dos royalties sobre o ouro e a prata vendidos no futuro, segundo uma pessoa a par do assunto. A Silver Wheaton Corp., empresa de Vancouver especializada nesse tipo de acordo, pode ser uma das empresas com quem a Glencore vai fazer negócios, dizem as fontes.

Garantir transações de pagamento de royalties sobre a produção de metais preciosos seria simples, diz Kalmin. Seria algo semelhante à venda, para a mesma Silver Wheaton, que a Vale fez em março dos direitos sobre a produção de ouro de sua mina de cobre Salobo, no Pará, por mais de US$ 900 milhões.

A Glencore também está vendendo pequenos ativos de mineração, como um projeto de níquel na região brasileira do Araguaia comprado nesta semana pela Horizonte MineralsPLC, por US$ 8 milhões. De fato, a Glencore já vinha vendendo ativos antes do colapso de segunda-feira.

Em agosto, a empresa vendeu projetos de mineração nas Filipinas, República Dominicana e na Costa do Marfim para diferentes compradores por um total de US$ 290 milhões.

A Glencore se tornou uma das maiores mineradoras do mundo com a compra da Xstrata, em 2013, por US$ 29,5 bilhões, mas não colocou muitos desses ativos à venda. Esse é um dos períodos mais difíceis para fusões e aquisições de mineradoras na história recente, afirma a Ernst & Young.

A Glencore pode até ir mais fundo. Alon Olsha, analista de mineração da Macquarie Group, disse, numa nota de quarta-feira, que a Glencore precisa de US$ 4 bilhões extras em cortes na dívida líquida para proteger sua classificação de grau de investimento, considerando o colapso das ações nas últimas três semanas. (The Wall Street Journal 02/10/2015)

 

Commodities Agrícolas

Café: Safra e dólar: Em meio às incertezas com a próxima safra de café no Brasil e à queda do dólar em relação ao real, os preços do grão arábica subiram na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os lotes para março de 2016 fecharam a US$ 1,2735 a libra-peso, alta de 350 pontos. Os mapas meteorológicos apontavam a entrada de uma frente fria na região Sudeste no fim de semana. Há receios, porém, de que as precipitações não sejam regulares. O dólar deu ainda mais combustível à alta. Isso porque a desvalorização da moeda, que refletiu o alívio do mercado com a reforma ministerial e as incertezas com a alta dos juros americanos neste ano, reduzem o incentivo às exportações brasileiras. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica subiu 0,58%, para R$ 478,70 a saca.

Cacau: Sete quedas: Pela sétima sessão consecutiva, os contratos do cacau se desvalorizaram na sexta-feira na bolsa de Nova York, após as últimas indicações da safra 2014/15 no oeste da África. Os lotes para março de 2016 caíram US$ 11, a US$ 3.099 a tonelada. Na quinta-feira, o governo da Costa do Marfim informou que seu balanço da safra 2014/15 ficou em 1,8 milhão de toneladas, acima da estimativa de 1,75 milhão de toneladas da Organização Internacional do Cacau (ICCO, na sigla em inglês). Quanto a Gana, as compras de cacau até setembro somaram 735 mil toneladas, acima da projeção da ICCO de 695,7 mil toneladas, conforme o Zaner Group. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio do cacau ficou estável em R$ 138 a arroba, de acordo com dados da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Oferta disponível: Apesar das perspectivas de uma oferta mais apertada na safra 2015/16, os preços do algodão perderam terreno na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro caíram 46 pontos, a 60,14 centavos de dólar por libra-peso. No dia anterior, o Comitê Internacional Consultivo do Algodão (ICAC) projetara que o consumo global crescerá 2% no novo ciclo, para 25 milhões de toneladas, acima da estimativa para a produção, de 23,8 milhões de toneladas. As exportações dos EUA (dado que tem forte influência na formação de preços) devem recuar 9%, para 2,2 milhões de toneladas, calcula o ICAC. No entanto, por enquanto, o avanço da colheita no país eleva a oferta e pressiona o mercado. Na Bahia, o preço médio ficou em R$ 77,22 a arroba, segundo a associação local dos produtores, a Aiba.

Trigo: Pressão nos EUA: Os preços do trigo devolveram as altas dos dois pregões anteriores e recuaram na sexta-feira nos EUA, ante indicações mais otimistas quanto à oferta global. Em Chicago, os papéis para março de 2016 avançaram 5,25 centavos, a US$ 5,19 o bushel. Em Kansas, onde se oferta o trigo de melhor qualidade, os lotes com igual prazo de entrega recuaram 7 centavos, a US$ 5,1475 o bushel. As previsões meteorológicas indicavam que as Planícies do Sul dos Estados Unidos deveriam receber chuvas no fim de semana, o que é positivo para as lavouras. No Canadá, o serviço de estatísticas indicou que a produção de 2015/16 deve ser de 26 milhões de toneladas, acima do esperado. No mercado interno, o preço médio no Paraná subiu 0,79%, para R$ 35,91 a saca, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 05/10/2015)