Setor sucroenergético

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DuPont busca nova parceria para produzir etanol de milho

A DuPont busca um novo sócio para o projeto de produzir etanol de milho no Brasil.

A Dedini, em recuperação judicial, virou sabugo. (Jornal Relatório Reservado 13/10/2015)

 

Açúcar: Pressão do dólar

O acirramento da tensão política no Brasil e as novas incertezas com a economia global neste ano turbinaram a alta do dólar ante o real, exercendo forte pressão sobre o açúcar ontem na bolsa de Nova York.

Os contratos do açúcar demerara para maio de 2016 subiram 38 pontos, a 13,65 centavos de dólar a libra-peso.

As perspectivas para a produção também colaboram para manter as cotações do lado negativo.

As previsões meteorológicas indicam que o clima deve permanecer seco até o fim desta semana no Centro-Sul do Brasil, o que favorece o avanço da moagem de cana-de-açúcar e a produção de açúcar.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 1,87%, para R$ 62,57 a saca de 50 quilos, acumulando alta de 14,98% desde o início do mês. (Valor Econômico 14/10/2015)

 

Diretor da Cargill no Brasil será presidente de açúcar da Noble Agri

O diretor de Açúcar e Etanol da Cargill no Brasil, Marcelo Andrade, deixou a companhia e assumirá no dia 19 a presidência da área global de açúcar da asiática Noble Agri, controlada pela gigante chinesa Cofco.

Além da Cevasa, localizada em São Paulo e na qual a Cargill detém 63% de participação, Andrade também estava à frente das duas usinas da SJC Bioenergia, joint venture com o grupo paulista USJ. Nessa empresa, Andrade ocupava o cargo de presidente do conselho de administração.

Na safra 2014/15, as três usinas nas quais a americana tem participação processaram 9,2 milhões de toneladas de cana. A múlti também prevê concluir em 2016 a ampliação da capacidade de produção de etanol em uma das usinas goianas a partir da utilização do milho como matéria-prima durante a entressafra da cana.

Conforme fontes do mercado, a Cargill, por meio da sua gestora Black River (em fase de separação de suas operações da multinacional) também negocia a compra das duas usinas do grupo Ruette, em São Paulo.

Já a Noble Agri, controlada pela Cofco, detém quatro usinas de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil que processam cerca de 13 milhões de toneladas de cana por safra.

Procurada, a Cargill confirmou a saída do executivo. (Valor Econômico 13/10/2015 às 16h: 35m)

 

Alta do dólar aumenta custos de produção do agronegócio

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou nesta terça-feira (13) que a valorização do dólar norte-americano determinou reajustes crescentes nos custos de produção do agronegócio, no mês de setembro. O impacto cambial, com o dólar acima de R$ 4, gerou aumento de 3,69%, de acordo com o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP), medido pela federação gaúcha.

No acumulado do ano, o reajuste do IICP chega a 11,04%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 7,64%. Nos últimos 12 meses, o IICP acumula 15,70%, ante 9,49% do IPCA. O cenário preocupa a produção rural, porque tradicionalmente os preços costumam ser corrigidos no segundo semestre devido à sazonalidade dos custos. A valorização do dólar cedeu um pouco, porém, neste mês, para alívio de quem prepara as terras para plantio e precisa comprar insumos e fertilizantes.

De acordo com a Farsul, o Índice de Inflação de Preços Recebidos (IIPR) também registrou alta de 4,96% em setembro, comparado ao mês anterior, por causa da influência cambial. Foi o terceiro mês consecutivo de altas expressivas. Com esse saldo, o acumulado do IIPR no ano chega a 12,77%, enquanto o IPCA Alimentos foi 7,56%, o que não ocorria desde dezembro de 2012. O principal responsável pelo aumento foi a carne suína, com alta de 21%, pois os grãos tiveram aumento médio de apenas 5%. (Agência Brasil 13/10/2015)

 

Agronegócio tem saldo comercial de US$ 6,29 bilhões em setembro

O Ministério da Agricultura divulgou nesta terça-feira (13) que o agronegócio brasileiro teve saldo comercial de US$ 6,29 bilhões em setembro, resultado de vendas externas equivalentes a US$ 7,24 bilhões, ante compras de apenas US$ 954,93 milhões.

De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do ministério, a participação dos produtos do agronegócio no total das exportações brasileiras aumentou de 42,3%, em setembro de 2014, para 44,8% no mês passado.

A balança de setembro mostra que, pela primeira vez no ano, os cereais, farinhas e preparações ultrapassaram os embarques de café e do complexo sucroalcooleiro e ficaram entre os principais produtos no ranking brasileiro de exportações.

As vendas externas caíram 12,7% em relação ao mesmo mês de 2014, por causa da diminuição das cotações internacionais dos principais produtos agropecuários exportados pelo Brasil. Mas as importações tiveram queda percentual ainda maior: de 33,1%.

Os embarques do agronegócio foram liderados pelo complexo soja; carnes; produtos florestais; cereais, farinhas e preparações; e complexo sucroalcooleiro. Esses cinco segmentos responderam por 74% das vendas externas do setor, no mês passado.

As vendas de soja em grão aumentaram 38,8%, e as de óleo de soja, 137,6%. Mesmo assim, a queda nos preços internacionais impediu o crescimento no valor das vendas. Os embarques do complexo soja renderam US$ 1,99 bilhão, em setembro de 2014, e obtiveram só US$ 1,97 bilhão no mês passado, com recuo de 1,2%.

As carnes também tiveram retração, saindo de US$ 1,5 bilhão para US$ 1,27  bilhão na comparação anual. Esse resultado ocorreu, principalmente, devido à redução do preço médio lá fora. Os preços da carne de frango caíram 19%, da carne bovina baixaram 7,5%, da carne suína recuaram 22,9% e a de peru desvalorizou-se 21,12%.

Os produtos florestais ocuparam o terceiro lugar no ranking da balança comercial de setembro. O setor expandiu em 4,8% as exportações, por causa das vendas de papel e celulose, que cresceram 11,2% no mês. Em contrapartida, os embarques de madeiras e suas obras (mesas, cadeiras e outros) registraram queda de 12,1%.

Novidade no ranking da balança comercial, os cereais, farinhas e preparações aumentaram 17% o valor exportado, que atingiu US$ 633,37 milhões. Desempenho impulsionado pelos embarques de milho, que tiveram elevação de 17,2%, devido ao aumento de 28,7% na quantidade exportada.

Os embarques do complexo sucroalcooleiro diminuíram de US$ 972,07 milhões, em setembro de 2014, para US$ 614,59 milhões no mês passado, com recuo de 36,8%. O açúcar foi responsável por 87,3% das exportações, no valor de US$ 536,55 milhões. Mas as vendas do produto caíram 39,9%, com redução de 20,2% na quantidade embarcada e de 24,7% no preço médio de exportação.

Entre os blocos comerciais, a Ásia continua sendo a principal região importadora de produtos do agronegócio brasileiro, com compras equivalentes a US$ 3,19 bilhões no mês passado, seguida pela União Europeia (US$ 1,4 bilhão). Depois, vêm o Nafta (Estados Unidos, Canadá e México) com compras de US$ 605,87 milhões, Oriente Médio (US$ 562,91 milhões), África (US$ 495,76 milhões) e Europa Oriental (US$ 228,68 milhões).

O maior importador individual continua sendo a China, com aquisições de US$ 1,89 bilhão. O valor representou aumento de 20,7% em relação ao mesmo mês de 2014. Com isso, a participação chinesa nos embarques do agronegócio brasileiro subiu de 18,9%, em setembro de 2014, para 26,1% no mês passado.

Outros países com destaque nas importações do agronegócio brasileiro foram Venezuela (US$ 225,93 milhões), +68,9%; Vietnã (US$ 201,03 milhões), +15,8%; Coréia do Sul (US$ 220,60 milhões), + 7,5%; Taiwan (US$ 128,07 milhões), +6,5%; e Itália (US$ 168,65 milhões), +3,7%. (Agência Brasil 13/10/2015)

 

ANP deixa de monitorar a qualidade dos combustíveis em 20 Estados

16 contratos com universidades não foram renovados desde março, deixando 20 Estados sem monitoramento dos combustíveis; número de postos fiscalizados caiu 53% em agosto, a pior média desde 2002.

Mesmo pagando até 5% mais caro pelos combustíveis desde a última semana, o consumidor não tem garantia da qualidade da gasolina vendida no País. Desde março, contratos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) com 16 universidades não foram renovados, deixando 20 Estados sem monitoramento da qualidade dos combustíveis. Desde então, o número de postos monitorados caiu 53% e atingiu em agosto a pior média desde 2002. No Nordeste, desde junho nenhum posto tem a qualidade avaliada.

Apenas postos de Minas, São Paulo, Goiás, Tocantins e Rio Grande do Sul foram monitorados em agosto. Os laboratórios coletaram amostras em postos sorteados entre 18 mil estabelecimentos, menos da metade do monitoramento realizado no último ano, quando 25 institutos analisaram postos de 24 Estados e do Distrito Federal. O monitoramento é anterior à fiscalização. O objetivo é averiguar a qualidade da gasolina, etanol e diesel, e identificar adulterações. O mapeamento de unidades sob suspeita é encaminhado à ANP, que pode autuar os postos.

Confirmadas as fraudes, eles podem ser fechados e os dirigentes, presos.

A coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, lembra que os órgãos de defesa do consumidor podem fiscalizar os postos, mas é a agência que tem o dever legal de monitorar a qualidade dos produtos. “Caso esse dever seja descumprido, o Ministério Público Federal poderia ser acionado”.

Por lei, o monitoramento deve ser feito em todo o País. Acre e Rondônia, entretanto, não têm avaliação desde 2011. Em março, a Paraíba foi o primeiro Estado a suspender as coletas. A partir de terça-feira, os postos gaúchos deixam de ser monitorados. Em São Paulo, as amostras foram reduzidas a um terço desde junho, quando dois contratos foram encerrados. “A ANP está reestruturando o programa”, informou a Unesp, responsável pelo monitoramento no interior paulista desde 2001.

Cortes

Os contratos são firmados por um ano e podem ser renovados por mais cinco. Após esse período, as licitações devem ser refeitas. Esse processo teria sido afetado pelos cortes no orçamento do governo – por ano, a ANP gasta R$ 39 milhões com os laboratórios.

Até o laboratório próprio da agência, em Brasília, deixou de certificar amostras do Tocantins e do Distrito Federal. Após reformas, a unidade “deve estar plenamente funcional em novembro”, informou a ANP. Em nota, a agência diz que os processos para abertura de licitações “estão em curso”. “Os contratos atingiram o prazo limite, o que impedia a renovação. Os novos contratos devam estar em vigor no início de 2016”.

“A certificação é fundamental para garantir que os veículos estão recebendo o combustível para o qual foram desenvolvidos”, diz Francisco Nigro, ex-diretor do Instituto de Pesquisas Técnicas (IPT) de São Paulo.

Cresce risco de adulteração da gasolina

Com a interrupção do trabalho de monitoramento da qualidade dos combustíveis pela ANP, os motoristas estão mais expostos no momento de abastecer o carro, admite o presidente do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor do Rio de Janeiro (Procon-RJ), Sergio Eiras. “O monitoramento é uma proteção a mais ao consumidor, que fica mais tranquilo de adquirir um combustível se o técnico atestar a qualidade”.

O taxista carioca Ricardo Moura, de 47 anos, conta que teve problemas com o motor nos últimos meses. O carro passou a engasgar após Moura abastecer com álcool de má qualidade, batizado com solvente. “Abastecendo no posto do bairro, não tenho problema. Já percebi que o motor só engasga quando abasteço na estrada”.

A interrupção dos contratos da agência com laboratórios especializados abre brecha para a adulteração dos combustíveis, avalia o consultor Francisco Nigro. Em 2000, segundo ano do programa, 12% das 16 mil amostras de gasolina coletadas demonstravam irregularidades. Em agosto, o índice caiu para 1,6% entre 74 mil amostras.

“Conseguimos fazer um programa de muito sucesso. A resposta do monitoramento é rápida, o sistema técnico se movimenta para identificar a fraude e já acionar a Justiça”, completa.

Mesmo sem o monitoramento, a ANP continua com a fiscalização. No 1º semestre, foram 5,5 mil ações nos postos, onde foram encontradas infrações em 19% das fiscalizações. A venda fora das especificações representa a 3ª principal infração, com 15% das ocorrências.

A ANP informou que o monitoramento da qualidade “não é a fonte exclusiva para planejamento das ações de fiscalização”, citando um “vasto banco de dados” de agentes envolvidos na venda de combustíveis. (O Estado de São Paulo 13/10/2015)

 

Produção de petróleo em campos maduros em mar cairá

A produção de petróleo global em campos maduros em mar vai cair 10 por cento no próximo ano, com o abandono de atividades de produtores nestas áreas no ritmo mais rápido em 30 anos, no primeiro sinal claro de cortes de extração fora da indústria de petróleo nos Estados Unidos, segundo dados exclusivos.

A queda nos preços do petróleo pela metade ante um ano atrás forçou produtores a cortar gastos e descartar mega projetos que podem levar até uma década para se desenvolver. Mas as petroleiras também estão tomando medidas menos visíveis, cortando investimentos em campos existentes que terão um impacto imediato sobre o abastecimento global.

Houve poucos sinais de como os cortes de custos de cerca de 180 bilhões de dólares terão impacto sobre a produção no curto prazo até agora. Eles poderiam corroer o excesso que forçou os preços para baixo e ajudar a equilibrar a produção e a demanda global em meados do próximo ano ou mais cedo, disse a consultoria de petróleo, baseada em Oslo, Rystad Energy.

Dados fornecidos com exclusividade à Reuters pela Rystad apontam para um declínio acentuado nos investimentos para novas perfurações em campos maduros em mar, que teriam o objetivo de deter o declínio natural, em atividades conhecidas como "infill drilling", no jargão do setor.
Em três grandes bacias marítimas --Golfo do México, Sudeste da Ásia e Brasil-- as atividades de perfuração para incrementar a produção ou deter o declínio natural dos poços caiu em 60 por cento entre janeiro e julho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo relatório da Rystad, cujos dados se basearam em informações de empresas e de órgãos reguladores.

Com base nessa perspectiva, a Rystad Energy estima que a produção mundial de petróleo em mar nos campos maduros vai reduzir no próximo ano em 1,5 milhão de barris por dia (bpd), ou 10 por cento, para 13,5 milhões de barris por dia, ante 15 milhões de bpd em 2015. (Reuters 13/10/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Pressão do dólar: O acirramento da tensão política no Brasil e as novas incertezas com a economia global neste ano turbinaram a alta do dólar ante o real, exercendo forte pressão sobre o açúcar ontem na bolsa de Nova York. Os contratos do açúcar demerara para maio de 2016 subiram 38 pontos, a 13,65 centavos de dólar a libra-peso. As perspectivas para a produção também colaboram para manter as cotações do lado negativo. As previsões meteorológicas indicam que o clima deve permanecer seco até o fim desta semana no Centro-Sul do Brasil, o que favorece o avanço da moagem de cana-de-açúcar e a produção de açúcar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 1,87%, para R$ 62,57 a saca de 50 quilos, acumulando alta de 14,98% desde o início do mês.

Suco de laranja: Nova alta em NY: Os contratos futuros do suco de laranja dispararam pela terceira sessão consecutiva na bolsa de Nova York, refletindo ainda a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de que a Flórida terá sua pior safra em 52 anos no novo ciclo. Os contratos do suco concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para janeiro de 2016 subiram 375 pontos, a US$ 1,2205 a libra­peso. Desde que o USDA divulgou a estimativa de produção de 80 milhões de caixas no Estado na safra 2015/16, na sexta-feira, os papéis subiram 1.025 pontos, mas os preços já vinham em alta antes, uma vez que os traders esperavam uma projeção de quebra de safra. No mercado interno, o preço da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq subiu 0,39% ontem, para R$ 12,95 a caixa de 40,8 quilos.

Milho: Exportações dos EUA: Os preços do milho ganharam impulso ontem na bolsa de Chicago com o aumento das exportações americanas, recompras técnicas e a influência do mercado da soja. Os papéis para março subiram 3,75 centavos, a US$ 3,9550 o bushel. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os embarques de milho na semana encerrada dia 8 aumentaram 22% na comparação semanal, para 573,3 mil toneladas. O dado desencadeou cobertura de posições vendidas. Após o fechamento do pregão, o USDA informou que a colheita nos EUA alcançou 42% da área plantada no domingo, o que representou uma redução do atraso das semanas anteriores. No Rio Grande do Sul, o preço da saca apurado pela Corretora Mercado subiu 1,69%, para R$ 30.

Trigo: Sem chuvas: À falta de chuvas em importantes áreas produtoras no mundo e a alta dos preços da soja e do milho ontem impulsionaram o trigo nas bolsas dos Estados Unidos. Em Chicago, os papéis para março de 2016 avançaram 12,50 centavos, para US$ 5,27 o bushel. Em Kansas, onde se oferta o trigo de melhor qualidade, os lotes com o mesmo prazo de vencimento subiram 13,25 centavos, a US$ 5,2575 o bushel. Segundo a empresa de meteorologia DTN, o leste da Ucrânia e o norte da região do Cáucaso, na Rússia devem permanecer sem chuvas ao menos nos próximos sete dias. Também há "pouca chuva" prevista para a Austrália nesta semana, segundo a empresa. No Rio Grande do Sul, o preço do trigo apurado pela Corretora Mercado teve queda de 4,48%, para R$ 640,00 a tonelada. (Valor Econômico 14/10/2015)