Setor sucroenergético

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Etanol na China

A China deverá retomar a construção de usinas de produção de etanol a partir do milho, informou a agência Reuters.

A produção de etanol de milho foi suspensa no país asiático em 2006, por questões ligadas à segurança alimentar.

Mas, como os estoques chineses de milho atualmente são robustos, a retomada passou a ser uma possibilidade.

A China é o terceiro maior país produtor de etanol do mundo, atrás de Brasil e Estados Unidos.

Em 2014, produziu 2,3 milhões de toneladas, a partir de mandioca, sorgo e outros grãos forrageiros, mas a expansão da oferta do biocombustível por meio dessas matérias-primas é limitada.

A retomada do plano deverá ser baseada em milho de pior qualidade, e a expansão da produção do combustível menos poluente tende a ajudar o país a reduzir as emissões de carbono. (Valor Econômico 19/10/2015)

 

Centro-Sul deve encerrar safra com moagem recorde de cana

No entanto, consultoria diz que safra será "pobre" em qualidade. Processamento deve ser de 610 milhões de toneladas, segundo Canaplan.

As usinas e destilarias do Centro-Sul do Brasil devem encerrar a safra 2015/16 com um processamento recorde de 610 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, de acordo com a atualização da estimativa da Canaplan, divulgada nesta sexta-feira (16), na reunião da consultoria, em Ribeirão Preto (SP). O volume, se confirmado, será 5% maior que as 571,3 milhões de t processadas na safra 2014/15 e será um recorde histórico na região. Superará, além da inédita marca de 600 milhões de toneladas, o total de 597,06 milhões de t de cana processado em 2013/14.

O volume é ainda bem maior que a primeira previsão da consultoria, de 566 milhões de toneladas de moagem, feita em abril, e ainda do pico do intervalo estimado à época, de um processamento entre 554,1 milhões de toneladas a 577,9 milhões de toneladas em 2015/16.

No entanto, segundo Luiz Carlos Corrêa Carvalho, sócio da consultoria, a safra será "pobre" em qualidade, já que o Açúcar Total Recuperável por tonelada de cana processada (ATR/t) deve ficar em 131,7 kg de ATR/t em 2015/16, ante 145 kg de ATR/t em 2014/15. A queda ocorre por conta das chuvas em maior volume nesta safra que, em compensação, melhoraram a produtividade dos canaviais.

A produtividade das lavouras, em 85 toneladas de cana por hectare atualmente, deve encerrar a safra em 82 t por hectare. É o melhor desempenho desde 2010/11, superior às 74 t/ha da 2014/15 e bem cima do piso recente, de 68 t/ha em 2011/12. Além disso, 60% dos canaviais colhidos na safra 2015/16 estão até terceiro corte, ou seja, são mais produtivos. (Agência Estado 16/10/2015)

 

Setor sucroenergético volta a ciclo positivo, diz diretor do Itaú BBA

O diretor Comercial de Agronegócios do Itaú BBA, Alexandre Figliolino, afirmou nesta sexta-feira (16/10), durante seminário da Canaplan, em Ribeirão Preto (SP), que o setor sucroenergético brasileiro "finalmente volta a entrar em um ciclo positivo".

O cenário ocorre, segundo ele, principalmente por conta da alta do dólar, que favorece a receita com a exportação do açúcar, bem como pelo reajuste da gasolina, com a alta no etanol atrelada a esse aumento. Com isso, segundo o executivo, companhias sucroenergéticas enfrentam situações divergentes do ponto de vista financeiro e operacional neste cenário, o que deve favorecer a consolidação do setor.

"Existem empresas com dívidas estruturadas, de longo prazo e não muito dolarizada que podem desalavancar de forma muito rápida e terem balanços positivos. Outras, no entanto, sofrem com a dívida dolarizada e dificuldade de crédito", disse.

Para Figliolino, o "claro cenário de concentração nos próximos anos" é um processo considerado "bastante saudável", já que empresas com boa saúde financeira assumirão ativos de outros grupos que não foram "tão felizes nos negócios", concluiu. (Agência Estado 16/10/2015)

 

Amigo de Lula acusado de receber propina virou usineiro e quebrou

Eleito um dos alvos preferenciais da Operação Lava Jato depois que o lobista Fernando Soares, o Baiano, apontou o seu envolvimento em casos de suborno, o pecuarista João Carlos Bumlai é um dos poucos amigos de Lula que goza da intimidade do ex-presidente.

Bumlai viajava na mesma cabine que o petista no avião presidencial, enquanto outros empresários ficavam em outra área, participava de churrascos no Palácio do Alvorada e de pescarias em Mato Grosso do Sul.

A imagem de pecuarista, porém, não contempla todos os predicados de Bumlai. Engenheiro de formação, ele vem do mundo das empreiteiras: trabalhou por 30 anos na Constran na época em que a empresa pertencia ao empresário Olacyr de Moraes (1931-2015).

O pecuarista foi apresentando a Lula em 2002 por Zeca do PT. Lula era candidato à Presidência e Zeca, ao governo do Mato Grosso do Sul.

Após emprestar a fazenda para Lula gravar programas de TV de sua campanha, Bumlai passou a usar o nome do então presidente para fazer negócios. Lula parecia não se importar com o uso de seu nome, até que foi revelado que Baiano disse, em sua delação, que Bumlai lhe pedira R$ 2 milhões para uma das noras de Lula. Só agora ele se queixou do amigo.

Bumlai usou a amizade com Lula para intermediar negócios na Petrobras, no BNDES e na Eletrobras, como a usina Bela Monte.

Apesar de todo o prestígio que tem no mundo empresarial e do uso do nome de Lula, Bumlai está quebrado. O negócio que o afundou foi uma usina de etanol em Dourados (MS) chamada São Fernando.

Por conta da política do governo Dilma de subsídio à gasolina para segurar a inflação, o que levou o setor de álcool a afundar numa crise, a usina São Fernando entrou em recuperação judicial, com dívidas de R$ 1,2 bilhão, principalmente com bancos.

Bumlai teve de se desfazer da joia da coroa. Ele vendeu a fazenda Cristo, propriedade de 120 mil hectares no Pantanal, ao banqueiro André Esteves. Das 150 mil cabeças de gado do passado restaram pouco mais de 5.000 em outras três fazendas menores administradas pelos filhos.

Antes de aparecer na Lava Jato, Bumlai foi investigado num escândalo em Campinas (SP) que envolvia o PT, a Camargo Corrêa, a Constran e a Sanasa, companhia de saneamento da cidade, em 2012. Segundo a Promotoria, Bumlai pagava propina a petistas.

Em conversa interceptada, Bumlai dizia que poderia delatar para "proteger Lula". A acusação contra ele, porém, foi arquivada.

OUTRO LADO

A defesa de José Carlos Bumlai chamou as acusações de "disparate" e disse que o empresário "jamais deu um centavo" ao ex-presidente Lula ou parentes dele. Segundo o advogado Arnaldo Malheiros Filho, os negócios privados de Bumlai "não se revestem da ilegalidade com que se procura incriminá-lo". (Folha de São Paulo 17/10/2015)

 

Fábricas se adaptam para atender à demanda por sacolinhas bioplásticas

A sacola é feita com o etanol, uma matéria-prima de fonte renovável. Empresas de plástico exploram também o filão das sacolinhas.

As fábricas de plástico começaram a explorar também o filão das sacolinhas de supermercados. Uma lei tornou o produto obrigatório em todos os estabelecimentos comerciais na cidade de São Paulo. Para entrar mercado, os empreendedores tiveram que se adaptar à lei para a produção de sacolinhas bioplásticas. Elas são obrigatórias e pagas nos supermercados, e custam entre R$ 0,08 e R$ 0,10.

A sacola é feita com o etanol, uma matéria-prima de fonte renovável. Para não perder clientes, o empresário Marcelo Nery Neves se adaptou e passou a produzir as sacolas bioplásticas para atender a demanda.

As máquinas são as mesmas, o processo de produção também. Mas, além de mudar a matéria-prima, ele adicionou o pigmento verde ou cinza. As sacolas representam 20% do faturamento da empresa. (G1 18/10/2015)

 

China pode retomar planos de etanol de milho com estoques recordes do cereal

A China, segundo maior consumidor de milho do mundo, está se preparando para retomar a construção de usinas de etanol à base do cereal, depois de quase uma década de proibição, em um movimento que pode ajudar o país a absorver os estoques recordes do grão, disseram fontes da indústria.

Pequim suspendeu o etanol de milho no final de 2006 por preocupações sobre a segurança alimentar, quando os preços da commodity estavam mais altos no mercado interno.

A China, desde então, passou a usar o sorgo, mandioca e outros grãos para produzir etanol, mas a expansão foi limitada pela escassez de matérias-primas não alimentícias.

A retomada do plano pode focar milho de pior qualidade, enquanto a expansão da produção do combustível menos poluente poderia ajudar o país a reduzir emissões de carbono, segundo especialistas.

A China é o terceiro produtor de etanol do mundo, depois dos Estados Unidos e do Brasil, com uma produção de 2,27 milhões de toneladas no ano passado.

Estimativas do setor indicam que cerca de um quinto da gasolina da China tem atualmente mistura de etanol.

Os governos locais apresentaram propostas para construir mais de um milhão de toneladas em capacidade anual de produção de etanol à base de milho, principalmente nas províncias de Heilongjiang, Jilin e Liaoning, no nordeste do país, disse uma fonte da indústria.

Os planos ainda estão pendentes de aprovação pela Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional (NDRC), disse a fonte. (Reuters 16/10/2015)

 

Vendas de etanol sobem 45,9% e de gasolina caem 7,8%, diz Sindicom

As vendas de combustíveis no Brasil deverão recuar neste ano ante 2014, após expressivas altas nos últimos anos, devido ao fraco desempenho da economia que derrubou as vendas do óleo diesel e da gasolina, afirmou nesta quinta-feira o diretor de Abastecimento do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Luciano Libório.

No acumulado de janeiro a setembro, as vendas de gasolina no país recuaram 7,8 por cento ante o mesmo período de 2014, enquanto as vendas de diesel, na mesma comparação, caíram 3,9 por cento, informou Libório, em entrevista à Reuters, durante evento do setor de biocombustíveis, no Rio de Janeiro.

É a primeira vez em muitos anos que o Sindicom projeta recuo anual nas vendas dos combustíveis, que durante grande parte do ano foram sustentadas pela forte demanda por etanol hidratado.

As vendas do biocombustível se mantiveram fortes no acumulado dos primeiros sete meses do ano, com crescimento de 45,9 por cento. Mesmo assim, elas não foram mais suficientes para equilibrar as estatísticas de vendas totais de combustíveis no país.

"No Sindicom, nós achávamos que se somassem todos os combustíveis em 2015 fecharia no zero a zero (estabilidade em relação ao ano anterior), mas a tendência que se mostrou em agosto e em setembro mudou um pouco o que a gente estava pensando", afirmou Libório, que não detalhou os números de setembro, revelando apenas o acumulado do ano.

As vendas de combustíveis do ciclo Otto (gasolina e etanol), em gasolina equivalente, caíram 0,3 por cento no acumulado de janeiro a setembro ante o mesmo período do ano passado.

"Esse número mostrou que a inflexão se tornou mais forte em agosto e setembro", disse o executivo.

Libório alertou ainda para uma expectativa do mercado de aumento dos preços do etanol em algum momento entre novembro e janeiro, com o início da entressafra da cana-de-açúcar. A alta, porém, ainda não foi estimada com precisão.

O movimento poderá favorecer a competitividade da gasolina em relação ao etanol nos postos de combustíveis.

As vendas de óleo diesel também estão abaixo do esperado, levando o sindicato a reduzir sua expectativa para o ano.

"O cenário que a gente estimava no meio do ano era que seria uma queda de 3 por cento (em 2015) e a gente está rumando agora para uma queda de 4 por cento, mudança significativa que tem impactado as distribuidoras de combustíveis", afirmou. (Reuters 15/10/2015)

 

Crise provoca a redução da área plantada de cana-de-açúcar em AL

Usinas ainda devem aos agricultores pela colheita de anos anteriores. Nas contas, os usineiros devem mais de R$ 250 milhões aos fornecedores.

A preocupação em Alagoas é com a safra de cana, que está começando. As usinas ainda devem aos agricultores o pagamento pela colheita dos anos anteriores. Isso afeta os investimentos e pode provocar uma queda de produção. Das 20 usinas em funcionamento no estado, apenas nove estão com os pagamentos em dia, segundo a Associação dos Plantadores de Cana.

Nas contas da ASPLANA, os usineiros devem mais de R$ 250 milhões aos fornecedores. A crise do setor sucroenergético já provocou a redução no plantio de cana em Alagoas. A Companhia Nacional do Abastecimento, CONAB, estima que na safra de 2015/2016 apenas 380 mil hectares devem ser plantados, cinco mil a menos do que no ano passado.

A crise que afeta as usinas já se arrasta há quase três anos. Dos 7.500 fornecedores do estado, 86% são pequenos produtores, entre eles 170 que fazem parte da Associação de Penedo, no Baixo São Francisco. “Eles alegam que não há recursos, que não tem dinheiro, que a crise é grande em todo o setor. É o que dizem para a gente”, diz o presidente da COPENEDO Roni Luiz dos Santos.

A direção da usina, que compra a cana desses agricultores, informou que está buscando uma solução para pagar o mais rápido possível. (Globo Rural 18/10/2015)

 

Ajinomoto quer reforçar valor na guerra contra o açúcar

As crescentes preocupações quanto à obesidade em todo o mundo causaram uma guerra contra o açúcar, a qual o cozinheiro televisivo Jamie Oliver aderiu recentemente, e tributação mais pesada sobre os refrigerantes açucarados em países como o México e a França. A reação negativa está rapidamente se expandindo do açúcar para o sal e a gordura.

"É com isso que podemos mostrar nossa tecnologia. Trata-se de uma grande oportunidade de negócios para nós", diz Takaaki Nishii, que assumiu a presidência da Ajinomoto em junho.

Aproveitando a carona da campanha mundial, o fabricante de temperos asiáticos vê oportunidades para o "umami" (palavra que significa "delicioso" em japonês), ou "quinto sabor", em contraposição ao quarteto doce, salgado, azedo e amargo.

A Ajinomoto vende compostos que acentuam sabores, permitindo que os consumidores sintam açúcar ou sal mesmo que sua presença seja muito pequena.

A companhia japonesa é mais conhecida como produtora de glutamato monossódico (MSG), uma forma de aminoácido descoberta em algas marinhas por um cientista japonês em 1908 e industrializada pela empresa um ano mais tarde.

Embora nos EUA consumidores acreditem que ele cause dores de cabeça e coceiras (a "síndrome do restaurante chinês"), as autoridades regulatórias dos alimentos consideram o MSG seguro para consumo, e estudos não demonstraram qualquer conexão entre o produto e os supostos sintomas.

A Ajinomoto também aponta para estudos recentes que mostram que o MSG resulta em menor consumo de açúcar e combate o descontrole alimentar. A companhia está trabalhando para desenvolver mais sabores de origem orgânica que ajudem a manter dietas saudáveis.

DE OLHO NOS EUA

A demanda mundial por MSG deve crescer em quase 4% ao ano, para perto de 3,9 milhões de toneladas anuais, de 2014 a 2019, propelida principalmente por países asiáticos como Tailândia, Indonésia, Vietnã e China.

A Europa respondia por apenas 3% do consumo de MSG no ano passado.

Embora os analistas estejam céticos quanto aos benefícios da campanha mundial contra o açúcar para as vendas de MSG da Ajinomoto, o grupo tem ambições de expandir seus negócios fora da Ásia e dos mercados emergentes, para a Europa e os EUA, que hoje absorvem 6% de suas vendas externas.

A companhia no ano passado adquiriu a Windsor Quality Holdings, uma produtora de comida congelada, por US$ 800 milhões nos EUA, e está em busca de alvos de aquisição na Europa. Afirma ter espaço para mais US$ 1,3 bilhão em aquisições.

A Ajinomoto deseja dobrar seu lucro operacional em cinco anos, em um esforço para se tornar uma das grandes fabricantes mundiais de alimentos, em companhia de rivais como a Nestlé e a Unilever. Analistas projetam crescimento anual de 10% a 13% no faturamento externo da empresa, nos próximos quatro anos. (Folha de São Paulo 18/10/2015)

 

Commodities Agrícolas

Café: Chuvas à vista: Os preços do café arábica afundaram na sexta-feira na bolsa de Nova York em uma onda de liquidação de posições, desencadeada pelas previsões de chuvas em áreas produtoras da região Sudeste do Brasil no fim do mês. Os lotes para março caíram 790 pontos, a US$ 1,292 a libra-peso. Já havia previsão de chuvas para o fim de semana passado, mas localizadas no litoral entre São Paulo e Rio de Janeiro. Após setembro registrar um clima favorável que permitiu a abertura de floradas, os cafezais vêm sofrendo com a falta de umidade nas últimas semanas. O mercado também foi pressionado pela alta do dólar ante o real, o que incentiva as exportações brasileiras. No mercado interno, o preço do café de boa qualidade oscilou entre R$ 510 e R$ 530 a saca de 60,5 quilos, segundo o Escritório Carvalhaes.

Suco de laranja: Décima alta seguida: O mercado futuro de suco de laranja continuou em sua toada ascendente na última sexta-feira na bolsa de Nova York, ainda sob impulso do cenário de forte quebra da safra da fruta na Flórida. Os lotes para janeiro subiram 170 pontos, a US$ 1,3245 a libra-peso. A colheita no Estado americano deverá ser de 80 milhões de caixas, 17% a menos que em 2014/15, equivalente ao menor volume desde 1963, avalia o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. "Embora a demanda continue fraca, a produção está curta o suficiente para muitos pensarem que os preços ficaram muito baratos" recentemente, escreveu Jack Scoville, da Price Futures Group. No mercado interno, o preço da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq ficou estável em R$ 12,95 a caixa de 40,8 quilos.

Soja: Oferta dos EUA: As previsões de clima favorável para o avanço da colheita nos Estados Unidos determinaram a terceira queda seguida da soja na bolsa de Chicago na sexta­feira. Os lotes para janeiro caíram 7 centavos, para US$ 9,02 o bushel. A empresa de meteorologia DTN previa tempo seco nesta semana, com possibilidade de chuvas na próxima semana. Circulam relatos de índices de produtividade elevados. Segundo Pedro Dejneka, sócio-diretor da consultoria AGR Brasil, a safra está superando as expectativas e já gera dificuldades de armazenamento. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reportou que foram vendidas 1,476 milhão de toneladas de soja do país ao exterior na semana até dia 8. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca em Paranaguá caiu 0,16%, para R$ 81,72.

Trigo: Otimismo climático: Previsões climáticas para lavouras de trigo no mundo ofereceram um alívio para os investidores e provocaram a terceira queda seguida dos futuros do cereal nas bolsas americanas na sexta-feira. Em Chicago, os papéis para março recuaram 10,50 centavos, a US$ 5,00 o bushel. Em Kansas, onde se oferta o trigo de melhor qualidade, os papéis para março caíram 12,75 centavos, a US$ 4,985 o bushel. A empresa de meteorologia DTN previa "uma boa chance de chuvas" nas Planícies do Sul até meados desta semana, principalmente no sudoeste de Kansas em uma região do norte do Texas. Também há chande de chuvas no Leste Europeu, mas apenas no fim da semana. No mercado interno, o preço médio no Paraná caiu 0,03%, para R$ 36,96 a saca, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 19/10/2015)