Setor sucroenergético

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Açúcar: Em busca de lucros

Apesar da queda na produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil na primeira metade de outubro, os futuros da commodity recuaram sexta-feira na bolsa de Nova York, puxados por um movimento de realização de lucros.

Os contratos para maio caíram 25 pontos, a 14,01 centavos de dólar a libra-peso. Conforme a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a produção no período caiu para 2,09 milhões de toneladas.

Desde o início da moagem de 2015/16, a queda acumulada é de 8% frente à igual intervalo do ciclo passado. Houve também uma redução do teor de açúcar na cana (ATR), mas um aumento do percentual do caldo direcionado para a fabricação da commodity.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 1,78%, para R$ 69,58. (Valor Econômico 26/10/2015)

 

Venda de hidratado cresce 37% na 1ª quinzena de outubro

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul na primeira quinzena de outubro somaram 1,28 bilhão de litros, com 1,18 bilhão de litros direcionados ao mercado interno e 97,1 milhões de litros à exportação, informou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Segundo a entidade, o mercado doméstico de etanol hidratado continua aquecido. Nesta quinzena, o volume comercializado do produto alcançou 836,83 milhões de litros, crescimento expressivo de 37,29% frente aos 609,55 milhões de litros registrados na mesma quinzena de 2014.

As vendas internas de etanol anidro, por sua vez, totalizaram 346,13 milhões de litros nos primeiros 15 dias de outubro, contra 404,2 milhões de litros apurados no mesmo período do último ano.

No acumulado entre abril até 16 de outubro deste ano, as vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul alcançaram 16,31 bilhões de litros, 15,26 bilhões de litros destinados ao abastecimento doméstico e 1,06 bilhão de litros ao mercado internacional. Esse volume de 16,31 bilhões de litros representa um aumento de 24,82% em relação aos 13,07 bilhões de litros comercializados no mesmo período de 2014.

Conforme o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, “a procura por etanol hidratado se manteve elevada nos primeiros quinze dias de outubro, como era esperado”. Essa manutenção, ele acrescenta, se deve principalmente ao maior consumo sazonal no mês de outubro e ao aumento de preços da gasolina praticado pela Petrobrás no final de setembro. (Valor Econômico 23/10/2015 às 12h: 44m)

 

Chuvas afetam moagem de cana em outubro no Centro-Sul

O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil alcançou 36,13 milhões de toneladas nos primeiros 15 dias de outubro, 8,31% abaixo do resultado observado na mesma quinzena de 2014 (39,41 milhões de toneladas). Em relação à última metade de setembro de 2015, a queda foi de 10,7%.

Segundo a Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o recuo se deve às chuvas que atingiram tradicionais áreas canavieiras, sendo o Paraná e Mato Grosso do Sul os mais afetados. Em São Paulo, a retração da moagem ocorreu mais intensamente nas regiões de Araçatuba e Assis, enquanto as demais áreas paulistas elevaram o processamento de cana durante os primeiros 15 dias de outubro em relação aos resultados da quinzena anterior.

Em nota, o diretor Técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues, afirmou que “essa condição heterogênea deve impactar de maneira distinta a oferta potencial de cana para o próximo ano safra (2016/2017)”.

Em alguns Estados, o excesso de chuvas deve dificultar a operacionalização da colheita, com possibilidade das usinas não conseguirem colher toda a cana disponível, disse Rodrigues. Por outro lado, a chuva deve favorecer o desenvolvimento da planta nas áreas que já foram colhidas.

No acumulado desde o início da safra 2015/2016 até 16 de outubro, a moagem somou 480,44 milhões de toneladas, volume praticamente igual ao do mesmo período do último ano (480,85 milhões de toneladas).

Segundo Rodrigues, “a quantidade de cana processada na atual safra só deve se distanciar dos valores acumulados registrados no ciclo 2014/2015 ao longo das próximas quinzenas”.

Segundo ele, o encerramento de ambas as safras será distinto: enquanto na safra passada as unidades encerraram a moagem cedo devido à falta de matéria-prima, em 2015/2016 dificilmente conseguirão processar toda a cana-de-açúcar disponível.

Na primeira quinzena de outubro a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar processada totalizou 139,9 kg, contra 145,73 kg verificados em igual quinzena do ano passado. No acumulado desde o início da safra 2015/2016 até 16 de outubro, a concentração de açúcares atingiu 132,75 kg por tonelada de matéria-prima, frente a 136,46 kg apurados no mesmo período de 2014.

Rodrigues destaca que “mais de 100 milhões de toneladas ainda deverão ser processadas até o final desta safra, período em que geralmente o teor de açúcares na planta é baixo, confirmando a expectativa de que o ATR no ciclo 2015/2016 será inferior aos 135 kg por tonelada de canade­açúcar previstos inicialmente”. (Valor Econômico 23/10/2015 às 12h: 40m)

 

Dedini é um pote até aqui de fel

É difícil dizer de onde vem a maior ameaça ao futuro da Dedini: se das dívidas e prejuízos que empurraram a empresa para a recuperação judicial ou do rancor que corre nas veias de seus controladores. A grave crise financeira da companhia acirrou a rixa entre os Dedini Ometto – uma família estilhaçada desde a morte de seu patriarca, Dovilio Ometto, em 2007.

Filho de Dovílio e um dos herdeiros da maior fabricante de equipamentos para a indústria sucroalcooleira da América Latina, Mario Dedini Ometto estaria se movimentando para comprar participações em poder de outros familiares reunidos nas subholdings AD e Nidar – ambas detêm 49% da companhia.

Seu objetivo maior seria a destituição do sobrinho Giuliano Dedini Ometto Duarte da presidência do grupo. Mario Dedini está convicto de que nem será preciso fazer muita força: bastará uma leve balançada na árvore para que o "galho solto" caia no chão. A situação de Giuliano Dedini é tida como tão frágil quanto a própria saúde financeira da empresa que dirige.

As dívidas da Dedini com bancos e fornecedores passam dos R$ 300 milhões, para um patrimônio negativo de R$ 160 milhões. Há ainda R$ 900 milhões em passivos fiscais que não entraram na recuperação judicial. Os prejuízos acumulados nos últimos dois anos somam R$ 640 milhões.

Não faltam, portanto, motivos para que a gestão de Giuliano seja bombardeada pelo sangue do seu sangue. Adicione-se a este cenário a conturbada sucessão de Dovílio Ometto. O que está em jogo não é apenas o porvir da Dedini, mas também seu passado recente.

Há um acerto de contas latente entre eleitos e preteridos. Pouco antes de morrer, Dovílio Ometto transferiu à filha Juliana um punhado de ações da Doado, holding familiar controladora da Dedini. Foi o suficiente para que a herdeira tivesse uma participação superior à do irmão Mario e passasse a dar as cartas na companhia, indicando Giuliano, seu filho, para a presidência.

Juliana faleceu um ano depois, embaralhando ainda mais as relações societárias da Dedini. Desde então, a empresa vive em permanente guerra fria. Houve algumas tentativas de costura do tecido familiar, mas Mario jamais se conformou em ser colocado para escanteio pelo pai e tenta tomar as rédeas do negócio.

Só que ele próprio tem de cavalgar com cuidado. Mario também tem seu calcanhar de aquiles: na semana passada, uma corte arbitral de Nova York o condenou a pagar uma indenização de US$ 100 milhões à Abengoa, por entender que o empresário inflou as projeções de produção de três usinas de álcool e açúcar vendidas aos espanhóis. (Jornal Relatório Reservado 23/10/2015)

 

Moléculas de álcool e açúcar são descobertas em cometa

Cientistas informaram nesta sexta-feira que conseguiram identificar, pela primeira vez, duas moléculas orgânicas complexas em um cometa - lançando nova luz sobre as origens cósmicas de planetas como a Terra.

Segundo a pesquisa, publicada na revista Science Advances, os especialistas detectaram moléculas de álcool etílico e de um açúcar simples conhecido como glicolaldeído no cometa Lovejoy.

"Essas moléculas orgânicas complexas podem ser parte do material rochoso a partir do qual os planetas se formaram" afirmou o estudo.

Moléculas orgânicas já haviam sido encontradas em núcleos de cometas. O caso mais recente foi o do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, onde o robô Philae da agência espacial europeia encontrou várias, algumas das quais nunca antes detectadas num cometa.

Como os cometas contêm os materiais mais antigos e primitivos do sistema solar, os cientistas os estudam como se fossem cápsulas do tempo que oferecem pistas sobre como tudo começou, 4,6 bilhões de anos atrás.

Durante anos, debateu-se se os cometas que se chocaram com a Terra há milhões de anos a alimentaram com os componentes necessários para a vida.

Embora este último estudo não resolva a questão, adiciona novos elementos para o debate, garante Dominique Bockelée-Morvan, co-autor e astrofísico do Centro Francês para a investigação científica.

"A presença de uma grande molécula orgânica complexa no material de um cometa é um passo fundamental para uma melhor compreensão das condições que prevaleceram no momento em que a vida surgiu em nosso planeta", explicou à AFP.

"Estas observações vão significar uma possível explicação para a origem da vida em nosso planeta", apontou.

Lovejoy interessa particularmente os cientistas porque "é um dos cometas mais ativos na área orbital da Terra", disse o estudo.

A pesquisa foi feita através de um telescópio de 30 metros de comprimento no Instituto de Radioastronomia Milimétrica em Sierra Nevada, Espanha, em janeiro de 2015, quando o cometa estava no seu momento mais brilhante e produtivo. (France Press 23/10/2015)

 

Demanda por açúcar mostra sinais de enfraquecimento após rali nos futuros

A demanda física por açúcar está mostrando sinais de enfraquecimento após uma disparada para uma máxima de oito meses nesta sexta-feira.

Negociantes cotaram ofertas de açúcar VHP do centro-sul do Brasil com descontos de até 85 pontos para o contrato para março da ICE, para embarque em novembro, comparado com um desconto de 70 pontos uma semana atrás.

"Os descontos aumentaram, o que é um sinal claro de que a demanda está caindo," disse um operador europeu.

Os contratos futuros do açúcar para março subiram para 14,73 centavos de dólar por libra-peso nesta sexta-feira, o maior nível desde 20 de fevereiro, conforme as chuvas desaceleraram a moagem no Brasil. (Reuters 23/10/2015)

 

MDIC e Apex realizam missão ao Irã com foco em agronegócio

Na visita, as instituições pretendem prospectar negócios e apresentar seminários sobre oportunidades para o comércio bilateral.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) realizam na próxima semana a primeira missão comercial ao Irã em cinco anos. Na visita, as instituições pretendem prospectar negócios e apresentar seminários sobre oportunidades para o comércio bilateral entre os países.

Na pauta estão segmentos do agronegócio, como o de proteína animal e o sucroalcooleiro, além de áreas do setor industrial. A missão ocorre após o país árabe firmar um acordo histórico com os Estados Unidos e outras potências para limitar o seu programa nuclear.

A Apex afirma que a viagem se dará entre os dias 25 e 29 de outubro e também inclui visitas técnicas. Participam da missão 19 companhias brasileiras, das quais 11 já exportam ao Irã. No agronegócio, a visita reserva oportunidades para a carne bovina. Em 2010, o Irã chegou à segunda colocação do ranking de importadores do Brasil, adquirindo 191,2 mil toneladas e gerando US$ 807,3 milhões em receitas.

O diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Fernando Sampaio, disse esperar que o acordo nuclear leve a nação a aumentar suas compras. Na visita oficial também serão discutidas oportunidades nas áreas de cana-de-açúcar e derivados, alimentos e frutas.

Além do agronegócio, a Apex e o MDIC traçam como prioridades os segmentos de equipamentos médicos e hospitalares, fármacos e farmoquímicos, máquinas e equipamentos, autopeças, tecnologia da informação, plásticos, vidros, infraestrutura e indústria de base e implementos rodoviários.

O presidente da Apex, David Barioni Neto, afirma que a visita é uma oportunidade para alavancar as vendas de outros setores.

Não há razão para pensar que a pauta de exportação brasileira para o Irã não pode ir além dos produtos primários. Temos um excelente exemplo da área de equipamentos médicos e já mapeamos oportunidades para vários outros setores, diz.

Neto se refere a um estudo realizado pela Apex no início do ano, em que a agência mapeia oportunidades em diversas áreas, como a de equipamentos agrícolas (máquinas e armazenagem), alimentos e bebidas, aviação, máquinas e equipamentos de saúde e cosméticos. O Irã também é um mercado relevante para o segmento de autopeças e já foi o 11º maior produtor de veículos, à frente de Reino Unido, Itália e Argentina.

Em abril de 2010, pouco antes do enrijecimento das sanções, a Apex realizou missão ao país. Em nota, a agência descreve a viagem como "bastante produtiva", gerando US$ 60 milhões em negócios. A visita teve a participação de 64 empresas e resultou em 350 reuniões. (Canal Rural 23/10/2015)

 

Etanol perde competitividade em Goiás e mantém vantagem em MT, MG, PR e SP

O etanol perdeu a competitividade para a gasolina esta semana em Goiás, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. O litro do combustível variou de R$ 2,421 para R$ 2,511 e atingiu 70,04% do preço cobrado pela gasolina no Estado, ou seja, um pouco acima do limite de 70% do preço do combustível de petróleo considerado competitivo para o etanol.

O etanol ainda permanece competitivo em Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Além do preço, São Paulo e Minas Gerais têm diferenciais competitivos para o etanol com os porcentuais de ICMS mais baixos do País. Nos demais Estados e no Distrito Federal a gasolina permaneceu mais competitiva.

Segundo o levantamento, o etanol equivale a 58,10% do preço da gasolina em Mato Grosso; em Minas Gerais, 69,18%; no Paraná, 69,58%; e em São Paulo, 68,77%. A gasolina está mais vantajosa principalmente no Amapá, onde o etanol custa o equivalente a 87,29% do preço da gasolina.

Preços

Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros caíram em apenas cinco Estados brasileiros esta semana e subiram em outros 20 e no Distrito Federal. Em Santa Catarina, os preços ficaram inalterados ante a semana passada, segundo dados da ANP. No período de um mês, os preços caíram apenas no Acre e no Espírito Santo, com alta generalizada no restante do País.

Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a cotação subiu 0,79% na semana, para R$ 2,283. No período de um mês, acumula alta de 20,60%. Na semana, o maior avanço das cotações foi registrado no Amapá (5,17%), enquanto o maior recuo ocorreu no Amazonas (1,39%). A maior queda mensal, de apenas 0,97%, foi no Espírito Santo e a maior alta ocorreu também no Amapá (22,49%).

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,87 o litro, em Mato Grosso, e o máximo foi de R$ 3,75 o litro, no Acre. Na média, o menor preço foi de R$ 2,011 o litro, também em Mato Grosso. O maior preço médio foi verificado em Roraima, de R$ 3,127 o litro. (Agência Estado 23/10/2015)

 

Carros elétricos devem ganhar incentivo fiscal

Da Audi a Volvo, o discurso se repete: há planos de oferecer mais híbridos e elétricos no Brasil, mas que dependem de incentivos legais.

Dois estímulos fiscais em tramitação devem animar a indústria não só a importar mais modelos, mas também a produzir esse tipo de veículo no país.

Na última quinta-feira (22), o Comitê Executivo de Gestão da Camex (Câmara de Comércio Exterior, órgão subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) aprovou uma proposta de resolução que inclui carros elétricos e movidos a células de combustível na lista de exceções à tarifação externa.

Isso se traduz em redução da alíquota de importação, de 35%, para patamares ainda não definidos pela Camex. O benefício já existe, mas é reservado aos híbridos convencionais -na prática, favorece só o Toyota Prius e o Lexus CT 200h.

Segundo a assessoria do ministério, para ser homologada, a proposta depende da assinatura do ministro Armando Monteiro, que volta na próxima semana de uma missão no Irã. Não é preciso sanção presidencial.

PRODUÇÃO LOCAL

Já o projeto de lei 174/2014 da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado Federal, aprovado na última terça-feira (20), pretende viabilizar a produção de veículos "verdes" no Brasil.

A proposta isenta elétricos e híbridos de pagar IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) por dez anos.

Contudo, há uma exigência fundamental: têm de ser movidos a etanol (quando híbridos) e nacionais.

No momento, o projeto depende de aprovação da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), que aguarda a designação de um relator para o projeto, que pode ser alterado ou receber emendas.

Após definir o texto final, a comissão encaminha o projeto para votação no plenário da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso. Aprovado nessa instância, segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Se virar lei, o projeto deve tirar do papel intenções de fábricas de híbridos e elétricos no Brasil.

É o caso da Nissan, que, segundo informações apuradas pela Folha, pretendia produzir o elétrico Leaf no país em 2016, mas teve que adiar seus planos para 2018.

O elétrico seria fabricado na planta de Resende (RJ), que produz atualmente os compactos March e Versa e que passaria por uma ampliação para comportar o Leaf.

A empresa, no entanto, diz que não há planos de fabricar o carro por aqui.

Já a BYD admite que as chances de um E6 nacional aumentam.

"Com as isenções dos impostos de importação e produção, há a possibilidade de montarmos o E6 localmente", avalia Adalberto Maluf, diretor de Assuntos Governamentais da marca chinesa.

A minivan seria produzida na fábrica de ônibus elétrico da empresa em Campinas (SP), cuja primeira unidade deve estrear no início de 2016.

A previsão anterior é que os ônibus saíssem completos da linha neste ano.

Contudo, a montadora chinesa decidiu fazer apenas o chassi e toda tecnologia propulsora, e deixar a carroceria a cargo de parceiros.

"Aproveitaremos a rede de distribuição e assistência técnica deles, que já conhecem o mercado", justifica Silvestre Sousa, gerente da BYD.

ROTA ENTRE SÃO PAULO E CAMPINAS GANHARÁ 1º CORREDOR DE ELETROPOSTOS

A CPFL Energia estreará na primeira semana de novembro o primeiro corredor de eletropostos do Brasil, que ligará Campinas a São Paulo.

Até 2018, a empresa de distribuição de energia promete mais 25 pontos de recarga de carros elétricos públicos (em ruas) e semi-privados (dentro de shoppings, por exemplo).

O primeiro equipamento fica no posto da rede Graal do km 67 da rodovia Anhanguera. O segundo, ainda sem previsão de início de funcionamento, será no posto do km 56 da rodovia Bandeirantes, também da rede Graal.

A energia elétrica fornecida para reabastecer baterias de carros elétricos e híbridos do tipo plug-in será gratuita.

Quando começar a pagar pela energia, o consumidor também terá acesso a softwares para interagir com a insfraestrutura energética.

"Nele, o usuário será informado sobre a disponibilidade, a distância do eletroposto mais próximo, o tipo de carga (rápida ou lenta) e se está ocupada ou não.

Também haverá informações sobre a forma de pagamento, as bandeira de cartões aceitas e avaliação de outros usuários", prevê Guilherme Moreira, diretor da Ekatu do Brasil, uma das empresas que desenvolvem esses programas.

Por ora, os equipamentos permitirão a recarga de veículos com o plugue tipo 2, caso dos modelos da Renault, da BYD e da BMW -a única marca que vende modelos elétricos no país. (Folha de São Paulo 25/10/2015)

 

Açúcar: Só Deus sabe – Por Arnaldo Luiz Corrêa

O mercado de açúcar em NY encerrou a sexta-feira inalterado em relação à semana passada. O vencimento março/2016 fechou a 14,28 centavos de dólar por libra-peso seguido pelos demais meses de negociação cujas oscilações ficaram entre inalterado e oito dólar por tonelada de perda na semana. Os fundos, de acordo com o último levantamento que data de terça-feira passada, estão comprados em quase 145 mil lotes equivalentes a 7,4 milhões de toneladas.

O mercado físico não tem acompanhado a mesma pujança do futuro e, naturalmente, esse é um ponto de preocupação. Embora os fundos estejam comprados e aparentemente confortáveis com suas posições que devem representar um lucro de 120 milhões de dólares ainda não realizado, o físico negocia com descontos ainda muito acima do custo de carregamento até março. Ou seja, a trading que recebeu uma grande quantidade de açúcar na bolsa, segundo corretores do mercado, não está conseguindo desovar o produto se não der generosos descontos.

O número divulgado pela UNICA mostra que até a primeira quinzena de outubro o Centro-Sul já moeu 480 milhões de toneladas de cana divididas entre 25.3 milhões de toneladas de açúcar e 21.9 bilhões de litros de etanol. A quantidade acumulada na safra é de 132.75 quilos de ATR por tonelada.

Mercado em alta assusta algumas usinas que paradoxalmente preferiam que NY não subisse tanto agora e "pelo menos esperasse até março", como disse um executivo do setor. Explica-se: operações de balcão cujos volumes fixados dobram se determinado nível de preço for negociado (que já ocorreu) e operações com NDF de câmbio exigem complementação ou chamada de margem em função da apreciação do açúcar na bolsa e do dólar em relação ao real, respectivamente. Assim, muitas usinas e tradings estão tendo que desembolsar recursos para atender a esses compromissos. Quem já passou por situação semelhante sabe o nível de estresse que isso representa dentro da empresa que vê seu caixa esvaziando, ainda que seja provisoriamente já que a margem volta via faturamento lá adiante. Mas até lá...

Essa situação de desconforto pode trazer pressão na venda daqueles produtos que a usina pode transformar imediatamente em caixa, ou seja, etanol e açúcar no mercado interno (este com óbvias limitações). Comenta-se no mercado que algumas empresas liquidaram parcial ou totalmente suas posições de balcão por não terem como continuar a desembolsar dinheiro para pagamento de margem. Isso é ruim para a gestão de risco.

O valor de venda de uma commodity depende de três fortes pilares de negociação. O primeiro é o mercado futuro. A habilidade de saber a hora de fixar ou pelo menos saber proteger seus contratos usando futuros e opções faz a diferença. É de extrema importância para a empresa conhecer e quantificar os riscos envolvidos numa operação com derivativos para não ser surpreendida em situações de estresse como a que está ocorrendo. O segundo pilar é o câmbio. O financeiro e o comercial devem andar juntos para buscar a meta de fixação em reais da commodity em consonância com o orçamento da empresa e o custo de produção. O terceiro é a negociação comercial propriamente dita. Fixar câmbio e futuros não traduzem efetivamente o preço final de venda apurado pela empresa, pois esse valor ainda será modificado pelo prêmio ou desconto que o físico negocia. Por isso, os contratos comerciais são igualmente importantes, ainda mais para aquelas empresas que não possuem conta aberta junto às corretoras para operar no mercado futuro, pois eliminam o risco de basis (a diferença entre o mercado físico e o mercado futuro).

Nunca é demais comentar que chamada de margem pode quebrar uma empresa independentemente de ela ter feito uma boa estratégia comercial. O mercado de commodities está cheio desses exemplos. O mais famoso é o da Metallgesellschaft (quem se interessar, pode achar no Google).

Mensurar o risco e estressar a posição para antecipar problemas é o remédio mais adequado. Lembram-se de quando o mercado bateu 36 centavos de dólar por libra-peso? Muitas empresas que estavam hedgeadas a níveis abaixo do mercado tiveram que encarar uma pesada chamada de margem que limpou o caixa e as linhas de crédito. Para diminuir esse estresse compraram calls (opções de compra) com volatilidade estratosférica (mais de 60% anualizada, que representaria hoje, por exemplo, um prêmio de 36-37 dólares por tonelada para uma opção com vencimento de 90 dias). Ou seja, jogaram dinheiro pela janela.

Gestão de risco é como um plano de voo. É possível saber onde estão as “cumulus nimbus” para desviar a rota. Difícil é sair da tempestade quando se está no meio dela correndo o risco de perder a visão espacial. Você pensa que o avião está subindo, mas está despencando. Hoje, baseado no fechamento de NY e assumindo uma volatilidade anualizada em torno de 29%, há 95% de probabilidade de o total de chamada de margem fique abaixo de 55 dólares por tonelada nos próximos 30 dias. Ou seja, para cada 10.000 toneladas fixadas em NY o máximo de desembolso para chamada de margem, com 95% de segurança, é de US$ 550 mil. E os outros 5%? Só Deus sabe.

Anote na sua agenda: o III Curso Avançado de Opções Agrícolas ocorrerá nos dias 30 de novembro (segunda), 01 (terça), 02 (quarta) e 03 (quinta) de dezembro de 2015 das 19:00 às 23:00 horas no Espaço Maestro na Rua Maestro Cardim, 1.170, Paraíso, São Paulo - SP. Para fazer sua inscrição ou obter mais informações contate priscilla@archerconsulting.com.br.

Caso você queira receber nossos comentários semanais de açúcar diretamente no seu e-mail basta cadastrar-se no nosso site acessando o link http://archerconsulting.com.br/cadastro/ (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Em busca de lucros: Apesar da queda na produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil na primeira metade de outubro, os futuros da commodity recuaram sexta-feira na bolsa de Nova York, puxados por um movimento de realização de lucros. Os contratos para maio caíram 25 pontos, a 14,01 centavos de dólar a libra-peso. Conforme a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a produção no período caiu para 2,09 milhões de toneladas. Desde o início da moagem de 2015/16, a queda acumulada é de 8% frente a igual intervalo do ciclo passado. Houve também uma redução do teor de açúcar na cana (ATR), mas um aumento do percentual do caldo direcionado para a fabricação da commodity. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 1,78%, para R$ 69,58.

Cacau: Demanda fraca: A queda do processamento de cacau na Ásia no terceiro trimestre ditou uma nova desvalorização dos futuros da commodity na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos para março caíram US$ 13, para US$ 3.133 a tonelada. Segundo a associação das indústrias de cacau asiáticas, o processamento somou 149,162 mil toneladas no terceiro trimestre do ano, 1,6% a menos que as 151,325 mil toneladas do mesmo período do ano passado. A dimensão da queda foi menor do que os analistas esperavam ­ em torno de 4% a 7%. Somando-se o processamento na Ásia, América do Norte e Europa, a redução foi de 1,6% na base anualizada. No mercado de Ilhéus e Itabuna (BA), a amêndoa ficou estável em R$ 138 a arroba, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.

Algodão: Receio com qualidade: As cotações do algodão ganharam terreno na sexta-feira na bolsa de Nova York com a retomada das preocupações com a colheita nos Estados Unidos. Os contratos da fibra para março subiram 23 pontos, a 62,60 centavos de dólar por libra-peso. A entrada do furacão Patricia, no México, deve provocar algumas chuvas no sul dos Estados Unidos, próximo a áreas produtoras de algodão. Na avaliação da empresa de meteorologia DTN, as precipitações podem diminuir o ritmo da colheita da pluma. Na última semana, o receio era de que as chuvas nas regiões do Delta do rio Mississippi tenham afetado a qualidade do algodão que ainda não foi colhido. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias recuou 0,06%, a R$ 2,3472 a libra-peso.

Soja: Clima favorável: O mercado da soja voltou a recuar nesta sexta-feira na bolsa de Chicago, refletindo a oferta elevada nos Estados Unidos e a perspectiva de que chuvas no Centro-Oeste do Brasil permitirão aos produtores acelerar o plantio. Os contratos da oleaginosa para janeiro caíram 5 centavos na bolsa americana, a US$ 8,96 o bushel. O Meio-Oeste americano deve receber poucas chuvas no próximos dias, causando "apenas atrasos mínimos" na colheita", sinalizou a empresa de meteorologia DTN. O clima deve ficar mais favorável no Brasil, onde chuvas estão previstas para o Centro-Oeste nos próximos dias, permitindo que os produtores retomem as atividades de semeadura. No Paraná, a saca do grão foi negociada na sexta-feira em queda de 0,49%, R$ 71,60, conforme o Deral/Seab. (Valor Econômico 26/10/2015)