Setor sucroenergético

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S&P mantém rating da Cosan; perspectiva é estável

A agência de classificação de riscos Standard & Poor’s (S&P) afirmou o rating de crédito da Cosan em “BB”, com perspectiva estável, refletindo a expectativa de que a integração das operações da ALL será bem sucedida, melhorando a lucratividade do grupo.

A S&P espera que a Cosan continue registrando métricas de endividamento mais elevadas do que seus níveis históricos após a fusão da Rumo com a ALL.

Apesar disso, a agência considera a posição dos negócios sólida, com vantagens competitivas significativas.

Os ratings da Cosan refletem sua posição sólida e a geração de fluxo de caixa resistente, que permite a companhia ter níveis de liquidez “adequados” mesmo considerando o plano de investimentos significativo. (Valor Econômico 26/10/2015 às 16h: 07m)

 

Senado aprova isenção para carros verdes

Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou isenção do IPI para carros elétrico e híbrido por 10 anos.

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou a isenção por até 10 anos do Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos elétricos e híbridos a etanol fabricados no Brasil.

De autoria do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), o projeto de lei 174 agora vai para avaliação da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Pelo mesmo período, a cobrança do imposto sobre equipamentos para recarga das baterias está suspensa.

No texto da lei, está previsto também que partes e acessórios importados, sem similar nacional, para a fabricação dos veículos no País se beneficiem da lei. Em caso de desenvolvimento de peça similar de fabricação nacional, o benefício cai.

Os benefícios são abrangentes e servem para carros de passeio, de transporte de carga e os de uso especial, como caminhões-guindastes, veículos de combate a incêndios e betoneiras.

Parte da CMA, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentou uma emmenda para estender os benefícios a veículos que utilizem ao menos 30% de biodiesel misturado ao combustível de composto fóssil.

Segundo ela, se houver benesses, haverá mais interesse em desenvolver materiais como os anéis de vedação dos motores, que hoje não podem trabalhar em motores com mais de 20% de Biodiesel.

Prius aguarda isenção para produção:

A Toyota aguarda que sejam aprovados benefícios para os veículos híbridos para dar início a produção do Prius na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). O modelo seria montado em regime de CKD, vindo em kits do Japão e montado aqui com o índice de nacionalização mínimo. (O Estado de São Paulo 26/10/2015)

 

Açúcar: Reação em NY

As cotações do açúcar demerara se recuperaram ontem na bolsa de Nova York, depois de terem encerrado a última semana em queda.

Os lotes para maio de 2016 fecharam com ganhos expressivos de 24 pontos, a 14,25 centavos de dólar por libra-peso.

Na sexta-feira, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) informou que a produção de açúcar no Brasil totalizou 2,09 milhões de toneladas na primeira quinzena de outubro, 11,4% aquém do mesmo período de 2014.

De modo geral, os investidores permanecem otimistas quanto à alta da commodity, indicou relatório divulgado também na sexta pela Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC).

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 70,84, alta de 1,81%. (Valor Econômico 27/10/2015)

 

Com recuperação dos preços do açúcar e etanol, Morgan Stanley recomenda ações da Cosan

A equipe de análise do Morgan Stanley divulgou relatório em que atribui recomendação de Overweight (maior peso na carteira) para os papeis da Cosan (CSAN3). A instituição financeira ainda estima um preço-alvo de R$ 35,00 para os papéis da empresa, chegando a um potencial de valorização de 47,80% em relação ao fechamento do dia 23 de outubro.

Os analistas estão otimistas com o setor de açúcar e etanol e acreditam que a Cosan é a maneira mais barata de entrar nele no momento atual. Os analistas destacam a alta recente nos preços do etanol e do açúcar enquanto a Cosan está no ponto mais baixo de seus múltiplos e o ciclo da commodity volta a ser positivo.

“Enquanto nos aproximamos do final da safra no Brasil e como as monções terminaram com chuvas menores que a média na Índia, está ficando claro agora para o mercado que a temporada de 2015/2016 será a primeira que terá déficit global em açúcar em sete anos”, escreve a instituição financeira.

O etanol, por sua vez, segue competitivo em relação à gasolina, mesmo com a alta em seus preços, que devem continuar nesse patamar até a próxima safra. Os analistas ainda relatam que esperam que o segundo semestre desse ano traga upside para o preço da Cosan. (InfoMoney 26/10/2015)

 

Preço do etanol ao consumidor subiu em 20 Estados na semana passada

Os preços do etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, voltaram a subir nos postos de combustíveis da maior parte do país, reduzindo a competitividade do produto frente ao seu concorrente, a gasolina. Conforme levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), na última semana, os preços médios do biocombustível subiram ao consumidor em vinte Estados. Com isso, a vantagem econômica de se abastecer com hidratado, antes existente em cinco Estados, passou a se restringir a três.

Além de em São Paulo, permanece vantajoso usar etanol em Mato Grosso e em Minas Gerais. Isso acontece quando o preço do biocombustível equivale a menos de 70% do preço da gasolina.

No Paraná e em Goiás, essa relação, antes vantajosa ao biocombustível, atingiu o ponto de indiferença, ou seja, 70%, quando, do ponto de vista econômico, é irrelevante abastecer com etanol ou gasolina.

Já os motoristas de carros flex de Mato Grosso do Sul perderam na última semana a vantagem econômica de abastecer com etanol. Entre 18 e 24 de outubro, o preço médio do biocombustível subiu 0,37%, enquanto que, a gasolina, recuou 0,40%. Com isso, a paridade, antes no ponto de indiferença, foi a 71,5%, tornando o concorrente fóssil mais vantajoso.

Em São Paulo, maior centro consumidor de combustíveis do país, o preço médio do hidratado subiu 0,8%, enquanto a gasolina ficou estável. A paridade, antes em 68,2%, subiu a 68,7%.

Entre os vinte Estados onde houve valorização dos preços, a maior alta foi observada em Mato Grosso e em Goiás. Entre os dias 18 e 24 de outubro, o preço médio do hidratado subiu 4,46% nos postos mato­grossenses e 3,71% nos de Goiás, frente à semana anterior, conforme a ANP.

O reajuste dos preços nos postos reflete a valorização do produto na usina. O indicador Cepea/Esalq para o hidratado em São Paulo subiu 1%, a R$ 1,5451 o litro na semana entre 19 e 23 de outubro. Em cinco semanas, a valorização acumulada é de 18,8%. (Valor Econômico 26/10/2015 às 14h: 28m)

 

Em convênio com Itaú BBA, Raízen financia R$ 150 milhões para seus fornecedores de cana

A Raízen Energia, maior sucroalcooleira do país, firmou convênio de R$ 150 milhões com o Itaú BBA para uso exclusivo dos seus fornecedores de cana. Segundo a companhia, a iniciativa é pioneira no setor e oferece vantagens a 286 de seus fornecedores, que representam 74% da produção de cana-de-açúcar comprada pela Raízen.

Os produtores credenciados pela própria companhia em projeto interno, chamado de Programa Cultivar, podem solicitar o financiamento. Os interessados devem procurar diretamente a Raízen, que será responsável pelo contato com o banco.

Conforme a empresa, o convênio pode disponibilizar um crédito de até R$ 2,2 milhões por CPF ou CNPJ, com juros de 8,75% ao ano, sujeito às regras vigentes do Programa de Crédito Rural estabelecido pelo Banco Central do Brasil e sujeito à análise de crédito.

O financiamento pode ser usado nos tratos culturais, em que o valor pode chegar até R$ 1,2 milhão, com prazo de pagamento de 18 meses e também na linha de investimento em plantio, que disponibiliza ao fornecedor R$ 1 milhão e pode ser quitado em até cinco anos – com carência de um ano.

Na safra atual, a companhia tem o compromisso de adquirir de seus fornecedores parceiros 28,5 milhões de toneladas o que significa que, em volume, os produtores habilitados ao crédito devem responder por creca de 21 milhões de toneladas entregues à sucroenergética. Na safra passada (2014/15) quase metade da cana processada pelas 24 usinas da Raízen foi fornecida por terceiros, somando 27,9 milhões de toneladas de cana, de uma moagem total de 57 milhões de toneladas.

“Nosso objetivo com essa parceria é disponibilizar uma opção de crédito a custos baixos e prazos viáveis para o produtor de cana-de-açúcar. Junto com as outras ações do Programa Cultivar, buscamos garantir que o fornecedor se mantenha competitivo e continue investindo na produção da cana-de-açúcar”, afirma Carlos Martins, diretor de fornecedores de cana e parcerias da Raízen. (Raízen 26/10/2015)

 

BB Investimentos inicia cobertura do setor sucroenergético

A BB Investimentos iniciou a cobertura com análises do setor sucroenergético brasileiro e traçou cenários positivos para Biosev e São Martinho, duas primeiras companhias avaliadas. Em relatório dos analistas de agronegócio Marcio Montes e Victor Penna, a corretora recomenda um preço-alvo de R$ 8 por ação para a Biosev (BSEV3), 62,3% superior ao de outubro de 2015. Já para a São Martinho (SMTO3), o preço alvo é de R$ 48 por ação, alta de 15,2% também sobre de outubro.

No relatório, os analistas citam as dificuldades enfrentadas pela Biosev, segunda maior processadora de cana do mundo e braço sucroenergético da Louis Dreyfus Commodities (LDC). A companhia passou por uma reestruturação operacional após o forte crescimento via aquisição da Santelisa Vale, justamente em um cenário negativo do setor. "Uma vez que a indústria sucroenergética começa a se recuperar, acreditamos que a Biosev tem condição de seguir e até superar a taxa de mercado".

Já a São Martinho, segundo os analistas, mostrou resiliência aos desafios recentes do setor, com resultados positivos, uma estratégia de crescimento orgânico, além e parcerias e novos projetos capazes de se adaptar aos desafios enfrentados. Segundo o relatório, apesar dos resultados positivos, o cenário econômico do Brasil pode, por um lado, prejudicar as margens de companhia. Em compensação, a queda nos estoques de açúcare o aumento da demanda pela commodity são positivos para as margens. "Historicamente, a companhia tem boas margens de vendas nos produtos, dando suporte às boas expectativas".

Os analistas consideram o cenário macroeconômico "desafiador" para as companhias sucroenergéticas, especialmente por conta do alto nível de alavancagem do setor. Citam, além das quedas nos preços do açúcar e do petróleo no mercado internacional, desafios adicionais no mercado interno, com o aumento do desemprego, das taxas de juros e ainda a crise econômica. "No entanto, acreditamos que as mais bem estruturadas companhias têm oportunidade única para consolidarem operações, market share e marcas", informam.

Ainda segundo a BB Investimentos, mesmo com os entraves, o cenário atual é de aumento da demanda por etanol e as companhias vão mudar o mix de produção para capturar os benefícios desse movimento. Além disso, o cenário é também de mudança no mercado mundial de açúcar, com o fim do superávit global após seis anos. (Agência Estado 25/10/2015)

 

Importadores de açúcar chineses podem cancelar pedidos

Refinarias chinesas podem cancelar mais carregamentos de açúcar nos próximos meses se Pequim sinalizar um controle mais restrito de importações por meio de um recentemente introduzido sistema de licenças, disseram fontes do mercado.

Compradores chineses cancelaram mais de seis cargas de açúcar branco no último mês, de acordo com operadores.

Embora os preços globais tenham encerrado uma alta de oito meses na sexta-feira, fontes disseram que pode haver mais cancelamentos, conforme algumas refinarias temem não obter licenças de importação suficientes no próximo ano para cobrir compras recentes.

A China tem exigido que os importadores de açúcar registrem importações acima de sua cota desde novembro do ano passado, à medida que busca controlar um fluxo de importações baratas do adoçante que usinas locais dizem impactar seus negócios.

As importações chinesas subiram 55 por cento nos primeiros nove meses do ano, na comparação anual, para 3,79 milhões de toneladas.

As refinarias chinesas puderam lucrar cerca de 1.000 iuanes (157,44 dólares) por tonelada em importações nos últimos meses, mas com Pequim restringindo importações por meio do sistema de licenças, a maior parte das chegadas do último trimestre serão forçadas a ir para depósitos aduaneiros, enquanto os compradores esperam por uma nova fornada de licenças a serem emitidas em 2016, disse o vice-secretário-geral da Associação do Açúcar da China, Liu Hande, em conferência no sábado.

As autoridades não chegaram a uma conclusão sobre quantas licenças oferecer, com as discussões ainda em andamento entre o governo e a indústria. (Reuters 26/10/2015)

 

Commodities: Exportações crescem em volume, mas receita diminui

O ritmo brasileiro das exportações de commodities continua intenso, mas o desempenho do setor na balança comercial perde com a acentuada queda dos preços internacionais.

Tomando como base os líderes do setor, praticamente todos elevaram o volume exportado neste mês, em relação a igual período do ano passado, mas também são os que têm as maiores quedas de preços.

A líder soja, que terá exportações recordes em volume neste ano, termina outubro com a tonelada do produto exportado em US$ 382, uma queda de 22% em comparação ao resultado do mesmo mês do ano passado.

A redução média de preços durante o ano fará com que as receitas com o complexo soja (grãos, farelo e óleo), que atingiram US$ 31 bilhões em 2014, fiquem próximas de US$ 25 bilhões neste ano.

Outros dois produtos de destaque -café e açúcar- têm quedas de preços semelhantes: recuo de 27% ante os valores de igual período de 2014, de acordo com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

A queda de preços passa também pelo setor de carnes. O volume exportado das carnes suína e bovina "in natura" vai terminar o mês com altas de 4%.

Os preços, no entanto, ficam bem abaixo dos registrados no ano passado. Dados da Secex indicam que a tonelada de carne suína "in natura" recuou para US$ 2.418 neste mês, ante US$ 4.194 em outubro do ano passado. Já o preço da carne bovina caiu 17% no período.

As exportações de carne de frango "in natura" perdem tanto em volume como em preços, segundo o acompanhamento do Ministério do Desenvolvimento. Enquanto o volume recuou 3,5%, o preço médio por tonelada caiu 22% ante 2014.

Um dos destaques positivos é o milho, cuja queda de preços foi de 6% no período, mas o volume exportado cresceu 82%.

OS PIORES

No ranking das piores posições estão minério de ferro e petróleo. O volume de minério exportado neste mês supera em 16% o de outubro de 2014, mas os preços atuais estão 44% menores.

O petróleo tem o mesmo cenário. As vendas externas se expandem, mas os preços médios estão com queda de 56%, de acordo com dados da Secex.

Se os preços das commodities ainda estivessem nas nuvens, como ocorria há dois anos, o país estaria tendo um bom alívio em suas contas devido aos volumes exportados neste ano.

Suco e celulose mantêm elevação de preços

Ao contrário das demais commodities, suco de laranja e celulose estão com valorização de preços externos neste mês. No caso da celulose, o país exporta mais e recebe pelo produto. Já no caso do suco, os preços sobem, mas o volume exportado é menor.

A demanda externa por celulose fez a tonelada subir para US$ 501 em outubro, ante US$ 468 em igual mês de 2014. (Folha de São Paulo 27/10/2015)

 

Lula responsabiliza Dilma por operação na empresa de seu filho

Em conversas reservadas, ex-presidente manifesta mágoa com busca da PF em empresa do filho e afirma que ‘situação passou dos limites’.

Na véspera de completar 70 anos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escondeu a mágoa com Dilma Rousseff, sua sucessora, e a responsabilizou pela operação de busca e apreensão feita pela Polícia Federal na empresa LFT Marketing Esportivo, pertencente a seu filho Luís Cláudio. Em conversa com pelo menos três amigos, ontem, em momentos distintos, Lula se queixou de Dilma e disse que a situação “passou dos limites”.

Para o ex-presidente, Dilma só ouve o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo – que, no seu diagnóstico, quer apenas “aparecer” –, e não entende que, em nome do combate à corrupção, pode destruir o projeto político do PT.

O Instituto Lula divulgou nota nesta segunda afirmando que “não têm qualquer fundamento” as informações de que o ex-presidente responsabilizava Dilma, conforme também havia divulgado o site do jornal Folha de São Paulo.

Lula estará na quinta-feira em Brasília, para participar da reunião do Diretório Nacional petista, e vai pregar uma forte reação do partido ao que chama de “ofensiva” orquestrada para destruir o PT e o seu legado.

Além de Luís Cláudio, o presidente do Sesi, Gilberto Carvalho – chefe de gabinete de Lula de 2003 a 2010 e ministro da Secretaria-Geral da Presidência no primeiro mandato de Dilma – também foi citado no relatório da Operação Zelotes. Braço direito de Lula, Carvalho prestou depoimento ontem, espontaneamente, no inquérito que investiga a denúncia de compra de medidas provisórias para favorecer o setor automotivo.

Um dos amigos que conversaram com Lula contou que ele estava “furioso” e chegou a chamar o esquema de delação premiada de “mentirão” premiado. O ex-presidente disse que o governo Dilma “perdeu o controle” das investigações e que ilações são vazadas, sem qualquer prova, para enfraquecê-lo politicamente e impedir uma nova candidatura dele, em 2018.

Na avaliação de Lula, a Polícia Federal está cometendo “abusos”, com desrespeito à Constituição e vazamentos seletivos, sem que os acusados possam ter acesso às acusações para se defender.

“A gente não pode permitir que ladrões queiram pôr na nossa testa o carimbo da corrupção”, disse Irmão Abatido, Lula destacou não querer impedir nenhum inquérito e lembrou que, em 2007, até seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, foi investigado pela Polícia Federal na Operação Xeque Mate. Afirmou, porém, que, à época, não havia uma “perseguição” contra ele nem contra o PT.

O ex-presidente disse ter perdido até mesmo o ânimo para comemorar, hoje, o seu aniversário, mas o Instituto Lula vai organizar uma reunião para lembrar a data. Os amigos queriam promover uma festa para Lula, na quinta-feira, no restaurante São Judas, em São Bernardo do Campo, conhecido pela especialidade do “frango com polenta” e onde foram realizadas muitas reuniões do PT, nos anos 80. Na semana passada, porém, o ex-presidente já havia pedido para cancelar a reunião.

O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, tentou pôr panos quentes na situação e procurou acalmar Lula. (O Estado de São Paulo 27/10/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Reação em NY: As cotações do açúcar demerara se recuperaram ontem na bolsa de Nova York, depois de terem encerrado a última semana em queda. Os lotes para maio de 2016 fecharam com ganhos expressivos de 24 pontos, a 14,25 centavos de dólar por libra-peso. Na sexta-feira, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) informou que a produção de açúcar no Brasil totalizou 2,09 milhões de toneladas na primeira quinzena de outubro, 11,4% aquém do mesmo período de 2014. De modo geral, os investidores permanecem otimistas quanto à alta da commodity, indicou relatório divulgado também na sexta pela Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC). No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 70,84, alta de 1,81%.

Café: Chuvas no radar: A previsão de chuvas para as regiões produtoras de café do Brasil voltou a contribuir para que os preços do grão tipo arábica caíssem na bolsa de Nova York. Os papéis para março de 2016 encerraram a sessão de ontem em baixa de 110 pontos, a US$ 1,2070 por libra-peso. Mapas meteorológicos indicam precipitações no Sudeste brasileiro, o que tende a beneficiar o florescimento das lavouras de café no país (maior fornecedor mundial do grão) e diminuir o temor com a falta de umidade das últimas semanas. Na Colômbia, outro importante produtor de arábica, a colheita da safra principal está em andamento e as condições climáticas são em geral favoráveis. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 490 e R$ 500, conforme o Escritório Carvalhaes.

Soja: Clima favorável: A soja registrou ontem a terceira sessão seguida de desvalorização na bolsa de Chicago, em meio à melhora das previsões climáticas para o plantio na América do Sul. Os lotes para janeiro de 2016 fecharam em queda de 11,50 centavos, a US$ 8,8450 por bushel. A expectativa é de chuvas na região central do Brasil esta semana, em especial em Mato Grosso, onde o plantio avança lentamente devido à falta de umidade. Ainda assim, a queda de preços foi limitada pela demanda aquecida. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que o país embarcou 2,67 milhões de toneladas de soja na semana até o dia 22, 13% acima da semana anterior. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja no Paraná ficou em R$ 78,25, baixa de 0,90%.

Trigo: Influência dos fundos: As cotações do trigo dispararam nas bolsas americanas ontem, sob o impulso de fundos especulativos. Em Chicago, os contratos para março de 2016 fecharam em expressiva alta de 17,50 centavos, a US$ 5,1475 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os lotes de mesmo vencimento ficaram em US$ 5,0750 por bushel, avanço de 16,75 centavos. Relatório divulgado na sexta-feira pela Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) indicou que os investidores estão bastante pessimistas quanto à valorização do trigo em Chicago. Ocorre que o grande número de contratos vendidos do cereal pode levar a uma cobertura de posições que faça a commodity retomar o caminho das altas, crêem analistas. No Paraná, a saca de 60 quilos permaneceu estável, a R$ 36,97, conforme o Deral/Seab. (Valor Econômico 27/10/2015)