Setor sucroenergético

Notícias

Déficit da Petros

Pobres aposentados da Petrobras.

A Petros deverá fechar o ano com um déficit superior a R$ 3 bilhões, a maior parte proveniente de aplicações em renda variável.

No ano passado, o fundo reportou um déficit de R$ 3,8 bilhões. (Jornal Relatório Reservado 27/10/2015)

 

Petrobras vai honrar investimento na Guarani, diz jornal francês

O jornal francês Les Echos publicou uma reportagem no dia 27 de outubro, escrita por Thierry Ogier, sobre a sociedade da Petrobras com grupo francês de açúcar. É uma semana decisiva para a Tereos na América Latina. A Petrobras Biocombustível, sócia do grupo de açúcar francês em sua subsidiária brasileira Guarani, vai pagar uma contribuição final de 260 milhões de reais (aproximadamente € 60 milhões) antes do fim do mês.

Objetivo: aumentar sua participação para 45,7% do capital social, de acordo com o acordo feito em 2010 quando entrou no capital da filial (em 26%). Enquanto isso, a Petrobras já investiu 1,6 bilhão de reais para desenvolver as suas atividades na produção de etanol. Hoje, a Guarani possui sete usinas de açúcar e destilarias de etanol com uma força de trabalho de 3.200 funcionários para um volume de negócios de 750 milhões de euros. Uma empresa de amido também foi inaugurada em 2013.

O jornal francês, fala que existe um Problema: a Petrobras, empresa nacional de petróleo e energia no Brasil, ex-aliado com prestígio, foi consideravelmente enfraquecida por um grande escândalo de corrupção em recentemente. Seus diretores devem agora reduzir os seus investimentos e reduzir sua dívida colossal.

A Petrobras estaria se retirando do setor de etanol, de acordo com a Reuters. Com a aproximação do prazo, no entanto, parece que Tereos sempre contará com o apoio incondicional da Petrobras. "Tudo deve acontecer em conformidade com os acordos passados" garante Jacyr Costa, presidente da subsidiária brasileira do grupo francês. "Todas as informações que temos estão indo nesta direção", diz ele.

Segundo a reportagem, depois de anos tentando, devido ao colapso dos preços do açúcar e do controle dos preços do gás no Brasil, a Guarani vê melhorias. Em tempo, espera melhorar a contribuição da subsidiária para o resultado da Tereos Internacional, que registou um déficit de cerca de 60 milhões de euros no ano passado. Jacyr Costa conta que houve aumento de 40% na demanda por etanol em comparação com o ano passado, após a liberação parcial dos preços do gás e aumento de alguns impostos. (Jornal do Brasil 27/10/2015)

 

Açúcar: Realização de lucros

Os preços do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York após alcançarem no dia anterior o maior patamar em 10 meses.

Os lotes do açúcar demerara para maio de 2016 caíram 16 pontos, para 14,09 centavos de dólar a libra-peso, puxados por um movimento de realização de lucro.

Apesar da queda de ontem, a commodity já está mais de 40% acima das mínimas do ano, registradas no fim de agosto. Nos últimos dois meses, o mercado vem reagindo às projeções de déficit de oferta global e à redução da produção no Brasil, onde as usinas têm priorizado a produção de etanol.

Já o mercado físico brasileiro tem se enfraquecido, o que já chama a atenção dos traders.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,56%, a R$ 71,24 a saca. (Valor Econômico 28/10/2015)

 

Basf corta projeções diante de crescimento global abaixo do previsto

A Basf revisou para baixo suas projeções para o ano de 2015, diante de um ambiente econômico global mais difícil do que o esperado. Agora, a gigante química alemã espera “ligeira queda” nas vendas, ante expectativa anterior de “pequeno crescimento”.

A Basf registrou lucro líquido de 1,21 bilhão de euros (US$ 1,34 bilhão) no terceiro trimestre, numa alta de 19% em relação a igual período de 2014.

As vendas, por outro lado, recuaram 5% na comparação anual, a 17,42 bilhões de euros, devido principalmente à queda de preços relacionada ao recuo na cotação do petróleo.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 14%, somando 2,87 bilhões de euros, como resultado principalmente de um aumento de 211 milhões de euros na linha de depreciação, relacionado a projetos de investimento. (Valor Econômico 27/10/2015 às 16h: 45m)

 

Morgan Stanley projeta preços mais altos para milho, açúcar e óleo de soja

A instituição financeira internacional Morgan Stanley trouxe algumas novas perspectivas positivas para os preços do milho, do óleo de sojae do açúcar baseadas em boas projeções para a demanda, apesar do dólar mais alto tornar os produtos mais caros para os compradores em outras moedas.

Açúcar

O Morgan Stanley trouxe ainda um alerta para que os investidores comprem açúcar nesse momento de "fraqueza dos preços e observem a história do déficit global da temporada 2015/16", o que deve fazer com que a produção mundial deva ficar, novamente, abaixo da demanda depois de consecutivos anos-safra de excedentes.

"Qualquer alta mais adiante do dólar pode pressionar ainda mais as cotações do açúcar, tornando-as mais atrativas para adicionar um 'comprimento' maior ao mercado", disse Lee Jackson.

Os fundamentos para o açúcar foram "construtivos", como explica o analista, além da maior parte da cana-de-açúcar do Brasil ter sido destinada à produção de etanol ao invés de açúcar. 

Nos primeiros 15 dias deste mês de outubro, o volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil alcançou 36,13 milhões de toneladas, 8,31% abaixo do resultado observado na mesma quinzena de 2014 (39,41 milhões de toneladas) e queda de 10,7% em relação ao valor verificado na última metade de setembro de 2015 (40,46 milhões de toneladas). Os dados são da Unica (União das Indústrias de Cana-de-Açúcar).

Esse recuo na moagem quinzenal se deve às chuvas que atingiram tradicionais áreas canavieiras em todo o Centro-Sul. Paraná e Mato Grosso do Sul foram os Estados mais afetados. As reduções na moagem e na qualidade da matéria-prima na primeira quinzena de outubro se refletiram no recuo imediato das produções dos principais derivados da cana-de-açúcar, ainda de acordo com a união.

No caso do açúcar, a produção somou 2,09 milhões de toneladas na primeira metade de outubro, abaixo das 2,36 milhões de toneladas fabricadas no mesmo período de 2014. No acumulado desde o início da atual safra até 16 de outubro, a fabricação de açúcar totalizou 25,35 milhões de toneladas, recuo de 7,65% em relação a igual período do ano passado.

Além desses fatores, o mercado internacional do açúcar observa ainda a possibilidade de uma retomada das importações da China, já que a produção local recuou, além de adversidades climáticas trazidas pelo El Ninõ ao Sudeste da Ásia prejudicando a produção do produto na Tailândia.

As previsões do Morgan Stanley para os preços do açúcar negociados na Bolsa de Nova York são de uma média de 15,20 cents de dólar por libra-peso nos três últimos meses de 2015 e da algo na casa dos 17,30 cents ao longo de 2016.

Milho

Para o milho, o banco afirma que essa "fraqueza de curto prazo" nas exportações dos Estados Unidos pode estar "exacerbada" pela recente disparada do dólar, estimulada pelos últimos movimentos positivos da política monetária chinesa e da Zona do Euro.

Até a semana encerrada em 22 de outubro, as vendas norte-americanas para exportação de milho acumuladas na temporada 2015/16 somavam 11.939,9 milhões de toneladas, cerca de 36% a menos do que o registrado no mesmo período do ano anterior, segundo informações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Os analistas acreditam ainda que, aos poucos, a demanda deve também se intensificar nos EUA, migrando do Brasil. Entretanto, as exportações brasileiras vêm batendo recordes significativos nas últimas semanas, de acordo com as informações foram divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta segunda-feira (26).

Até a quarta semana de outubro, as vendas brasileiras do cereal somaram 4.032,9 milhões de toneladas, com uma média diária de 252,1 mil toneladas. O número representa uma alta de 53,2% em relação ao registrado no mês anterior, de 164,5 mil toneladas. Os embarques renderam ao país uma receita de US$ 668,5 milhões.

No mesmo período de 2014, as exportações do cereal totalizaram 3.178,4 milhões de toneladas, com média diária de 138,2 mil toneladas do grão. Em outubro do ano anterior e a receita total gerada com os embarques ficou em US$ 562,9 milhões.

Analistas brasileiros acreditam que, em função da valorização cambial, as exportações de milho do Brasil nesta temporada superem os 27 milhões de toneladas e, caso se confirme, ultrapassando o recorde de 2013 de 26 milhões de toneladas.

Ainda assim, o analista do Morgan Stanley, Lee Jackson, diz que "enquanto um dólar mais forte intensifica os ventos contrários para o mercado do milho no curto prazo, vemos as exportações dos Estados Unidos se acelerando no final deste ano ou no início do próximo na medida em que seu principal concorrente, os embarques da segunda safra do Brasil, apresentar uma desaceleração sazonal". "Nós compraríamos milho assim que a competitividade norte-americana seja restaurada!", completa.

Além disso Jackson acredita ainda que a atual baixa nos preços do cereal cria uma "oportunidade de ouro" para os compradores, com as cotações na casa dos US$ 3,60 por bushel. Além disso, o executivo diz ainda que o milho conta com um 'suporte extra' da necessidade de preços mais elevados para que "a área de plantio com o grão seja defendida nos EUA de um troca de cultura, como a soja, por exemplo, e evitando um ajuste muito severo dos estoques do país na temporada 2016/17", diz.

Assim, a projeção do banco internacional é de uma média de US$ 4,25 por bushel nos futuros de milho em 2016.

Óleo de Soja

O El Niño deste ano, um dos mais fortes dos últimos tempos, vem trazendo uma seca bastante severa ao Sudeste asiático e o quadro acaba gerando um suporte para as cotações do óleo de soja, uma vez que o cenário climático prejudica a produção do óleo de palma - principal rival do de soja - na Indonésia e na Malásia, os dois maiores produtores global do derivado.

Além disso, há déficits sendo esperados para a produção de canola e semente de girassol, que também podem impactar neste mercado, segundo sinalizou a instituição financeira internacional.

"A baixa nesses produtos deve superar o 'excedente' esperado para a soja, resultando em uma déficit de óleos vegetais na temporada 2015/16, o que deve, por sua vez, ampliar os preços do óleo de soja em relação, inclusive, aos preços do farelo e aumentar a participação no valor total dos derivados de soja", informou o banco.

Nesta terça-feira (27), os futuros do óleo de palma registraram forte valorização na Malásia, segundo informa a Agrinvest Commodities, por conta da expressiva desvalorização da moeda local, o que fez com que o produto se mostrasse mais barato aos compradores internacionais.

"O movimento da moeda vai em linha com demais moedas emergentes pela antecipação da reunião do Banco Central americano (o Federal Reserve) prevista para esta quarta-feira. Além disso, traders estimam queda de 8.4% nos embarques do produto entre os dias 1º e 25 desse mês, na comparação mensal, totalizando 1,22 milhão de toneladas". (Infomaney 27/10/2015)

 

Alta do preço do açúcar no mês supera 30% e indicador atinge R$ 70/sc

O período ainda é de safra no Centro-Sul do País, mas os preços do açúcar cristal dispararam em outubro, como mostram dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Do começo deste mês até ontem, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal cor Icumsa entre 130 e 180, mercado spot paulista, aumentou 30,2%. Nessa segunda-feira, atingiu R$ 70,84/saca de 50 kg, o maior valor nominal desde março de 2011. A média do Indicador deste mês está em R$ 63,25/saca de 50 kg, a maior desde agosto/12 em termos reais (IGP-DI, set/15), quando o Indicador (real) foi de R$ 66,70/sc.

Essa reação é influenciada pela perspectiva de déficit na oferta de açúcar na temporada 2015/16, que tem elevado os preços internacionais da commodity. Na parcial de outubro, as cotações do demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures) acumulam alta de 14% (contrato nº 11, vencimento Março/16).

Na virada de setembro para outubro, segundo cálculos do Cepea, as exportações chegaram a remunerar 15% a mais que a venda no spot paulista (Indicador Cepea/Esalq), e os números da Secex confirmam o efeito dessa vantagem ao longo de outubro. Até o dia 23 deste mês, a média diária das exportações de açúcar bruto (VHP) estava 41% maior que a de setembro, na marca de 95,3 mil toneladas – a do mês passado foi de 67,3 mil toneladas/dia e a de outubro/14, de 91,6 mil toneladas/dia.

Com isso, representantes de usinas mantêm-se firmes, reajustando os valores pedidos. Além disso, a oferta tem sido menor neste ano, já que a safra está mais alcooleira. De abril até a primeira quinzena de outubro, segundo dados da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), a produção de açúcar no estado de São Paulo totalizou 17,411 milhões de toneladas, 9,51% a menos que as 19,24 milhões de toneladas de igual período do ano passado. No total da região Centro-Sul, a diminuição é de 7,65%.

Com as fortes altas nos preços do açúcar cristal no mercado spot de São Paulo, por sua vez, a exportação perdeu a vantagem que mantinha desde o final de agosto/15, conforme cálculos do Cepea. Na semana passada, a remuneração obtida com as vendas de açúcar cristal no spot paulista praticamente se igualou à das vendas externas, com ligeira vantagem de 0,2%. (Cepea / ESALQ 27/10/2015)

 

Setor de cana precisa de R$ 4 bi para ampliar irrigação, diz consultor

O setor sucroenergético deve demandar um investimento de R$ 4 bilhões para ampliar a irrigação das lavouras de cana-de-açúcar nos próximos anos, segundo projeções do consultoria RPA. O volume financeiro seria suficiente para ampliar em 800 mil hectares, de 1,2 milhão para 2 milhões de hectares - a área de cana irrigada no País, a um custo médio de R$ 5 mil por hectare.

"Dos 10 maiores produtores mundiais de cana, ranking liderado pelo Brasil com folga, a média de área irrigada nos outros nove países é de 30% dos canaviais. Mesmo com a ampliação, o País ainda ficaria atrás, pois sairia de 12% para 20%", disse Ricardo Pinto, da RPA Consultoria, organizador do 2º Seminário Brasileiro de Irrigação de Cana-de-Açúcar com Água (Irrigacana), que ocorrerá entre amanhã (28) e quinta-feira (29) em Ribeirão Preto (SP).

Segundo o consultor, a demanda por irrigação em cana deve crescer a partir deste ano, com a melhora nos preços do açúcar, etanol e bioenergia e a volta dos investimentos para o setor sucroenergético. "A prioridade passará a ser ganhar produtividade agrícola sem ampliar a área e isso tem de ocorrer com o uso da irrigação", afirmou.

Estados da região Nordeste e o de Goiás são os com maior área de cana irrigada, principalmente por conta da deficiência hídrica. Mas, para Ricardo Pinto, os novos investimentos devem ser canalizados, além de Goiás, para lavouras em Minas Gerais e Noroeste de São Paulo. Em regiões como sul Mato Grosso do Sul e no Paraná, com altos índices pluviométricos, a irrigação é desnecessária, segundo ele.

O investimento em irrigação de cana, de R$ 2 mil a R$ 12 mil por hectare, se paga a partir do segundo ano e traz um aumento da produtividade superior a 30%. Ou seja, a produtividade média dos canaviais no Centro-Sul pode saltar de 75 toneladas por hectare para 100 toneladas por hectare com a irrigação. "A primeira lição de casa para produtividade de cana de três dígitos no Brasil é irrigar", concluiu o consultor. (Agência Estado 27/10/2015)

 

JBS começará 2016 pronta para muitas aquisições

A JBS deve começar 2016 pronta para muitas aquisições, disse nesta terça-feira o presidente do Conselho de Administração da companhia, Joesley Batista.

"O ano de 2015 será o melhor ano da nossa história, vamos começar 2016 com baixo endividamento e pronto para muitas aquisições", disse Batista durante evento da revista The Economist.

A jornalistas, o executivo afirmou que o real desvalorizado amplia a atratividade de ativos brasileiros e que a própria companhia deve se focar mais em compras no país nos próximos meses.

Segundo Batista, apesar da recessão econômica do país, o preço da arroba do boi, que já atingiu recorde no fim do primeiro semestre, deve continuar subindo em 2016. "Os preços estão melhorando", disse.

Batista afirmou também que o estudo divulgado na véspera pela Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmando que o consumo de processados como linguiça e salsicha pode causar câncer, não deve impactar nos negócios da JBS.

"Respeitamos o estudo, mas isso faz parte da alimentação das pessoas e há sempre a possibilidade de melhorar", disse. De todo modo, Batista disse que a JBS não pretende investir em processados nos Estados Unidos, um de seus maiores mercados. (Reuters 27/10/2015)

 

Exportações pressionam preços internos do milho

O preço do milho está em alta no mercado interno. Pesquisa diária da Folhaaponta evolução de 3,8% nos últimos sete dias. Com a alta, a saca foi a R$ 27, acumulando evolução de 35% em relação aos valores de há um ano.

A alta do cereal no mercado interno é resultado de uma valorização dos preços no mercado externo e da desvalorização do real.

A alta do dólar estimula um reajuste de preços nos portos. Com isso, as exportações, principalmente as do Centro-Oeste, aquecem, diminuindo a oferta interna do produto, segundo avaliações da consultoria Clarivi.

A maior valorização do preços vem ocorrendo em Mato Grosso, cujos preços deste mês superam em 10,5% os de setembro e em 42% ante o mesmo período do ano passado, conforme acompanhamento da Clarivi.

Como ocorreu nas semanas anteriores, a Secex (Secretaria de Comércio Exterior) vem registrando aumento das exportações. As vendas externas subiram para 252 mil toneladas por dia útil, um volume 50% superior ao de setembro e 83% acima do de outubro do ano passado.

As exportações deste mês deverão atingir o recorde de 5,9 milhões de toneladas. Até a quarta semana, 4 milhões de toneladas já haviam saído dos portos brasileiros.

A queda do dólar torna o produto brasileiro mais competitivo no mercado internacional e serve para escoar os estoques provocados pelas recentes safras elevadas. (Folha de São Paulo 28/10/2015)

 

Cargas agrícolas ajudam Porto de Santos a registrar recorde em setembro

A maior movimentação de cargas agrícolas, com as exportações estimuladas pela valorização do dólar em relação ao real, foi um dos fatores determinantes para mais um recorde na movimentação de cargas no Porto de Santos (SP) em setembro. É o que aponta relatório divulgado nesta segunda-feira (26/10) pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o terminal.

Os embarques de milho mais que dobraram no mês passado (+104,3%) em relação a setembro de 2014, totalizando 2,7 milhões de toneladas. A exportação de açúcar pelo terminal do litoral paulista somou 1,9 milhão de toneladas (+13,6%). As remessas de soja cresceram mais de sete vezes em relação a setembro do ano passado, com um volume de 207,2 mil toneladas.

No geral, as exportações pelo Porto de Santos aumentaram 28,1% quando comparadas com setembro de 2014, totalizando 8,2 milhões de toneladas de cargas. Na mesma comparação, as importações caíram 4% para 2,7 milhões de toneladas. Com o melhor desempenho dos embarques, a movimentação total do porto cresceu 18,3% no mês passado, encerrando o mês passado em 11 milhões de toneladas. (Globo Rural 27/10/2015)

 

APROBIO mostra o impacto positivo do biodiesel na economia Biodiesel

Diretor da Associação mostra crescimento de cidades com usinas do biocombstível.

O diretor superintendente da APROBIO Julio Cesar Minelli mostrou em sua palestra na Conferência Internacional de Biodiesel, que acontece em São Paulo, os impactos da produção de biodiesel na economia brasileira em geral e em algumas cidades com usinas de biodiesel.

Engenheiro de formação, Minelli disse que não precisa ser economista para encontrar impactos positivos do biodiesel na economia do país. Ele mostrou que o IDH, o Índice de Desenvolvimento Humano cresceu nas regiões Centro-Oeste e Sul do país, onde está a maior concentração de usinas.

O biocombustível, que representa 0,12% do PIB nacional, tem potencial de gerar 113% mais empregos que o refino de diesel fóssil, segundo estudo da FIPE/USP.

O mesmo levantamento mostrou que de 2008 a 2012, quando a mistura de biodiesel no diesel passou de 2% para 5%, o valor agregado pela produção do biocombustível ao PIB foi de R$ 12 bilhões. No mesmo período, a economia de importação de diesel na balança comercial foi de R$ 11,5 bilhões.

Sobre as cidades, o diretor da APROBIO citou o caso de Quixadá, com 80 mil habitantes, no Ceará, onde o PIB industrial cresceu 182% de 2008 a 2012. O dos serviços, decorrente do industrial, foi de 66%, depois que uma usina de biodiesel se instalou no município.

Em Ipameri, Goiás, de 24,7 mil habitantes, a alta do PIB da indústria foi de 290%, e do setor de serviços, 53%. Em São Simão, de 24 mil habitantes, também em Goiás, o PIB da indústria subiu 80%. O de serviços, 144%.

Em Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul, com 30,6 mil hab., a indústria cresceu apenas 20% porque lá não tem unidade esmagadora de soja, ou seja, a cadeia não está presente de forma completa. O PIB dos serviços cresceu até mais, 33%.

Em Passo Fundo (RS), com cerca de 185 mil habitantes, o PIB industrial cresceu 107% com a instalação de uma usina de biodiesel, e o de serviços, 101%. Em Rosário do Sul, também no Rio Grande do Sul, onde fechou uma unidade de processamento do biocombustível, houve uma retração de 60% do PIB industrial. (Brasil Agro 27/10/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Realização de lucros: Os preços do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York após alcançarem no dia anterior o maior patamar em 10 meses. Os lotes do açúcar demerara para maio de 2016 caíram 16 pontos, para 14,09 centavos de dólar a libra-peso, puxados por um movimento de realização de lucro. Apesar da queda de ontem, a commodity já está mais de 40% acima das mínimas do ano, registradas no fim de agosto. Nos últimos dois meses, o mercado vem reagindo às projeções de déficit de oferta global e à redução da produção no Brasil, onde as usinas têm priorizado a produção de etanol. Já o mercado físico brasileiro tem se enfraquecido, o que já chama a atenção dos traders. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,56%, a R$ 71,24 a saca.

Cacau: El Niño no radar: Passada uma certa apreensão com as eleições na Costa do Marfim, que neste ano não registraram conflitos, diferentemente do último pleito, os investidores e players comerciais voltaram ao mercado e conduziram os preços da amêndoa a uma nova alta na bolsa de Nova York. Os contratos para março avançaram US$ 24, a US$ 3.205 a tonelada. Os portos marfinenses ainda estão recebendo volumes mais robustos do que nessa época do ano em 2014, mas os traders ainda temem pelos efeitos do El Niño, que ainda pode ganhar mais força e tem possibilidade de afetar a safra da região do oeste da África e do sudeste da Ásia. No mercado interno, o preço médio do cacau em Ilhéus e Itabuna subiu R$ 1, para R$ 140 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Nova alta: Os futuros do suco de laranja ganharam terreno ontem na bolsa de Nova York, ainda encontrando sustentação na previsão de forte quebra de safra na Flórida. Os contratos do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para janeiro de 2016 subiram 260 pontos, a US$ 1,344 a libra-peso. Os investidores esperam agora por novas notícias sobre os fundamentos do mercado, que podem estar relacionadas aos impactos do furacão Patricia nas áreas citrícolas da Flórida, à chegada do inverno nos EUA ou mesmo a novas estimativas ainda menores para a produção do Estado devido ao greening, afirmou Jack Scoville, da Price Futures Group. No mercado interno, o preço da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq subiu 1,73%, a R$ 13,55 a caixa de 40,8 quilos.

Soja: Demanda a todo vapor: O mercado da soja reverteu as perdas de segunda-feira diante da demanda aquecida pelo grão dos Estados Unidos. Em Chicago, os papéis para janeiro fecharam cotados a US$ 8,91 o bushel, alta 6,5 centavos. As exportações inspecionadas pelo Departamento de Agricultura do país desde o início da safar 2015/16 já alcançaram 19% do projetado pelo órgão para a temporada, ante uma média de 18,3% para essa época do ano nas últimas cinco safras, conforme cálculos da consultoria Zaner Group. A colheita continua mais rápida, mas deve reduzir de ritmo esta semana, já que estão previstas chuvas no Meio-Oeste, segundo a empresa de meteorologia DTN. No mercado Paraná, o preço médio caiu 0,01%, para R$ 71,21 a saca, de acordo com o Departamento de Economia Rural, da Seab. (Valor Econômico 28/10/2015)