Setor sucroenergético

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Terras raras

A canadense MbAC, que explora fosfato no Tocantins, está pressionando os filhos de Olacyr de Moraes, donos da Itaoeste, a vender na bacia das almas uma reserva de tálio na Bahia.

A mais suscetível é Ana Claudia Moraes, que enfrenta problemas de caixa em sua usina sucroalcooleira, a Itamarati. (Jornal Relatório Reservado 09/11/2015)

 

Acuar: Alívio pela frente

As cotações do açúcar demerara cederam na bolsa de Nova York diante de indicações otimistas para a oferta.

Os lotes para maio de 2016 caíram 44 pontos, a 13,69 centavos de dólar a libra-peso. Na sexta-feira, a Agroconsult estimou que a produção de açúcar no Centro-Sul do país na safra 2016/17, que começará em abril do próximo ano, ficará entre 32,9 milhões de toneladas e 33,7 milhões de toneladas, ante 32 milhões de toneladas estimadas para a produção do ciclo atual.

A alta recente das cotações deve atrair as usinas do Centro-Sul do Brasil a fabricarem mais a commodity. Traders esperam hoje os dados de moagem da região na segunda quinzena de outubro.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,13%, para R$ 75,02 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 10/11/2015)

 

Dólar alto pressiona lucro trimestral do grupo São Martinho

A variação do dólar e a estratégia de vender menos produto para aproveitar melhores preços nos próximos meses foram determinantes no lucro menor do grupo sucroalcooleiro São Martinho no trimestre encerrado em 30 de setembro, equivalente ao segundo trimestre da safra 2015/16.

A companhia, uma das principais desse segmento no país, apresentou um resultado líquido positivo de R$ 21 milhões, 81,7% abaixo do registrado em igual intervalo do ano passado. Também afetou a comparação trimestral o fato de, em igual intervalo de 2014, o grupo ter tido um ganho (não recorrente) de R$ 79,8 milhões vindo da venda da participação que detinha na Agropecuária Boa Vista.

"Assumimos a estratégia de vender um volume menor, pagamos o principal da nossa dívida em dólar e ainda obtivemos um lucro interessante. Para os próximos trimestres ainda temos mais produto e preços melhores", disse ao Valor o presidente da São Martinho, Fábio Venturelli.

Ele explicou que a variação cambial potencializou a perda financeira da empresa. No segundo trimestre do ciclo, o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 120 milhões, dos quais R$ 70 milhões atribuídos à alta do dólar, que saiu da cotação de R$ 3,10 ao fim de julho para R$ 3,97 ao fim de setembro.

Venturelli observou que, como a dívida da companhia em dólar é coberta pela receita na moeda estrangeira vinda da exportação de açúcar, ao longo dos próximos trimestres, essa perda de R$ 70 milhões vai ser recuperada. "Temos dívida de US$ 400 milhões (com prazo médio de vencimento de cinco anos, o que significa um vencimento anual de cerca de US$ 80 milhões) e recebíveis de exportação de açúcar de US$ 550 milhões", compara.

Também efeito da valorização do dólar frente ao real, a dívida líquida da companhia ao fim de setembro havia crescido 25,8% ante o registrado ao fim de março, para R$ 3,232 bilhões, um aumento de R$ 663 milhões.

Mas o diretor financeiro e de relações com investidores da São Martinho, Felipe Vicchiato, explicou que, se considerar os estoques de produtos da companhia ao fim de setembro, houve, na realidade, uma desalavancagem. "A preço de mercado, nossos estoques valem R$ 1 bilhão", observou Vicchiato.

Mesmo vendendo menos produto (em volume) do que em igual trimestre do ciclo passado, a São Martinho obteve uma receita líquida 39,9% maior, de R$ 683,9 milhões. Em igual comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado ao valor justo dos ativos biológicos (canaviais) cresceu 24,1%, para R$ 318,9 milhões, enquanto a margem Ebitda ajustada recuou 2,2 pontos percentuais, para 46,7%.

Até o fim da safra, em março do ano que vem, o lado benéfico da valorização do dólar tende a ficar mais evidente no balanço da companhia. Já neste trimestre, a São Martinho apresentou um preço médio de venda do açúcar 20% maior, devido à valorização do dólar, sobretudo. No trimestre encerrado em 30 de setembro, a companhia vendeu 279 mil toneladas de açúcar a um preço médio de R$ 1,038 mil por tonelada, 20% acima do preço do terceiro trimestre de 2014/15.

A condição também está ajudando na precificação para o açúcar que será exportado no ano que vem (safra 2016/17). Conforme a empresa, em 30 de setembro, 340,5 mil toneladas de açúcar haviam sido fixadas ao valor médio de 49,61 centavos de real por libra-peso. (Valor Econômico 10/11/2015(

 

Consultoria eleva produção de cana na safra 2016/17 do centro-sul

A safra de cana 2016/17 do centro-sul deverá crescer entre 2,5% a 5% na comparação com esta temporada, estimou nesta sexta-feira (06) a consultoria Agroconsult. De acordo com a projeção a região deve produzir entre 615 milhões a 630 milhões de toneladas, contra os 600 milhões de toneladas na safra atual.

Essa melhora na projeção é reflexo de uma perspectiva positiva para o clima na próxima safra. De acordo com o sócio analista da consultoria, Fábio Meneghin "esse é o melhor inicio de safra desde 2010 segundo os índices de vegetação que estão 13% acima que em 2015. Mas é importante destacar que isso não quer dizer que vamos ter uma produtividade também de 13% a mais", explica.

Com esse aumento na moagem, a produção de açúcar deve variar entre 32,9 e 33,7 milhões dede toneladas, já o etanol poderá ficar entre 27,8 a 28,5 bilhões de litros, crescendo 3,6% a 6,2% respectivamente.

Segundo as projeções, o mix de produção continuará alcooleiro consumindo 57,9% da produção, e o açúcar decrescendo de 42,4% para 42,1%. Ainda assim, Meneghin afirma que poderemos ter uma correção no percentual já que as estimativas apontam maior rendimento do açúcar na próxima safra, mesmo assim o analista não considera uma inversão do mix de produção.

A margem bruta dos produtos será maior no açúcar em função dos custos de produção que para o etanol serão mais elevados. "Os preços médios do açúcar, em reais, serão melhores. Hoje já temos uma referência de US$ 14,50 a US$ 15 cents/lb", destaca Meneghin.

A estimativa também prevê que o ATR (Açúcar Total Recuperável) irá se recuperar no próximo ano (134,5), já que temos uma perspectiva positiva para o clima. Na temporada atual o percentual do ATR foi prejudicado pelo excesso de chuvas, sendo considerado um dos piores níveis desde 2007.

Além disso, Meneghin ressalta que, mesmo sem um valor concreto, as vendas da próxima safra estão acontecendo e se intensificaram no último mês. (Notícias Agrícolas 09/11/2015)

 

Etanol: Hidratado sobe 5,26% e bate recorde histórico na usina

O etanol hidratado atingiu, esta semana, o maior valor nominal nas usinas paulistas nos 13 anos de divulgação do indicador pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). O preço do litro subiu 5,26% entre segunda-feira e sexta-feira (6) nas unidades produtoras de São Paulo e variou de R$ 1,6183 para R$ 1,7035, em média. O maior preço até então da série histórica, iniciada em novembro de 2002, foi registrado na semana encerrada em 25 de março de 2011, quando o litro atingiu R$ 1,6323, em média.

Além da alta semanal, a 11ª consecutiva, o preço do litro do etanol hidratado nas usinas é 43,7% maior que o valor de R$ 1,1853 por litro cobrado há um ano, no encerramento da primeira semana de novembro de 2014. O recorde coincide ainda com a proximidade do aniversário, dia 15 de novembro, de 40 anos do Programa Nacional do Álcool (Proálcool) que massificou o uso do biocombustível em veículos no País.

Já o preço do etanol anidro teve alta de 6,72% e saiu de R$ 1,7889 para R$ 1,9092 o litro, em média. O valor do anidro, misturado em até 27% na gasolina, é 48,5% superior ao R$ 1,2856 de igual período do ano passado e o maior nominal desde a semana finalizada em 29 de abril de 2011, quando fora negociado a R$ 2,3815. É ainda o quarto maior da série do Cepea/Esalq iniciada em 2002. O recorde histórico, de R$ 2,7257 o litro, ocorreu na semana de 20 de abril de 2011.

De acordo com Mirian Bacchi, coordenadora da equipe de pesquisadores de etanol eaçúcar do Cepea/Esalq, os reajustes da gasolina este ano ampliaram a competitividade do etanol e a alta na demanda justificou o aumento do biocombustível. Além disso, as chuvas constantes nas regiões produtoras de cana prejudicaram a colheita da matéria-prima utilizada na produção do etanol.

Outro fator foi o forte crescimento do consumo em Minas Gerais, após a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do álcool naquele estado este ano e o consequente aumento do tributo sobre a gasolina. Com isso, Minas Gerais, grande produtor de etanol, passou de exportador para consumidor de grande parte de oferta.

Ainda segundo Mirian, o fato de o etanol ter perdido a competitividade para a gasolina nos postos em São Paulo, Paraná e Minas Gerais esta semana, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), pode frear os preços nas usinas por conta da queda na demanda. "Nesta semana ainda não houve queda nos negócios nas distribuidoras. Talvez, a partir da semana que vem, após essa perda de competitividade ser noticiada, isso possa ocorrer", disse.

Inflação

A alta do preço do hidratado e do anidro nas usinas, com o repasse às bombas de postos, deve também manter a pressão do combustível e da gasolina no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em novembro, como já ocorreu no mês passado. Com altas de 5,05% na gasolina, puxadas pelo reajuste e ainda a influência do etanolanidro, e de 12,29% para o hidratado, os combustíveis foram as maiores vilões da inflação de outubro, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os combustíveis foram responsáveis por 37% do indicador oficial de inflação em outubro, com 0,30 ponto porcentual de impacto no índice de 0,82% do IPCA, o maior para o mês desde 2002.

Indicador Diário

O valor à vista em reais do indicador do etanol hidratado Cepea/Esalq/BM&FBovespa fechou R$ 1670,50 o metro cúbico (+0,27%). (Agência Estado 09/11/2015)

 

Ex-ADM vira CEO regional da Noble Agri

A americana ADM, uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, está sob nova direção no Brasil, onde é a sexta maior empresa exportadora. Valmor Schaffer, que era o CEO da empresa no país e na América do Sul (exceto Argentina) desde 2011, deixou o cargo em outubro para assumir a presidência regional da rival asiática Noble Agri, uma joint venture entre a estatal chinesa Cofco, que tem 51%, e o Noble Group, com sede em Cingapura, que controla os 49% restantes.

Com a saída de Schaffer, surpreendente, de acordo com fontes do segmento ouvidas pelo Valor, a ADM desmembrou o comando sul-americano em dois postos: o de presidente regional, assumido interinamente pelo executivo Luiz Lopes, e o de presidente da divisão de oleaginosas, que ficou em caráter definitivo com Luciano Botelho.

Essa reorganização segue um modelo já adotado por outras subsidiárias da múlti, uma vez que a presidência regional costuma ter um perfil mais estratégico e corporativo. No caso do Brasil e da América do Sul, a "divisão" do comando será com oleaginosas porque este é o principal negócio da ADM na região. No mercado brasileiro, por exemplo, os negócios com soja e seus derivados (farelo, óleo e proteínas) representam 80% do total.

A saída de Schaffer da ADM foi tratada com discrição. Questionada, a companhia não quis comentar o assunto. O executivo gaúcho, de 54 anos, foi a mais recente "aquisição" da Noble Agri, para onde já haviam se transferido neste ano outros dois nomes relacionados ao Brasil, Matt Jansen, que era vice-presidente sênior e presidente da divisão de oleaginosas da própria ADM, com Schaffer: presidente da ADM no Brasil desde 2011, agora à frente da Noble Agri passagem anterior pelo Brasil, e Marcelo Andrade, ex-diretor de açúcar e etanol da Cargill no Brasil. Jansen se tornou CEO global da Noble Agri e Andrade, seu presidente mundial de açúcar.

A Noble Agri opera principalmente como trading agrícola, e os produtos que negocia têm origem na América do Sul, Austrália, Índia, Leste Europeu e África do Sul. Em 2013, movimentou 46 milhões de toneladas de produtos e gerou vendas globais que superam a marca de US$ 15 bilhões. No Brasil, a companhia conta com quatro usinas sucroalcooleiras em São Paulo.

A chegada de novos executivos brasileiros, portanto, sugere a intenção de uma estratégia mais agressiva de atuação da Noble Agri no país. A participação majoritária da estatal chinesa Cofco na companhia foi garantida pela parceria estabelecida com investidores como Hopu Investment, Temasek, Stander Chartered Private Equity e IFC, o braço do Banco Mundial para aportes em empresas privadas. A Cofco também tem participação majoritária da trading Nidera, a maior da Holanda.

Se o Brasil tende a ganhar importância para a Noble Agri, para a ADM o país já é fundamental, como é para Bunge, Cargill e Louis Dreyfus Commodities ­ juntas, as quatro formam o poderoso grupo das "ABCD". É aqui que a multinacional americana origina grande parte das matérias-primas que negocia globalmente, e é aqui onde o potencial para vendas de produtos de maior valor agregado, como proteínas especiais de soja e óleos, têm um potencial de crescimento nada desprezível.

De janeiro a outubro deste ano, os embarques da ADM a partir do Brasil, onde tem investido pesado em logística, renderam US$ 3 bilhões, 2,6% menos que em igual período de 2014. E as vendas no mercado interno são crescentes, como recentemente indicaram alguns de seus executivos ao Valor, o número exato não é revelado. Como efeito de comparação, nos primeiros nove meses do atual exercício as vendas globais da companhia atingiram US$ 51,3 bilhões, 14,9% abaixo de igual intervalo do ano anterior.

Na empresa desde 2000, Luciano Botelho, que assumiu a presidência da área de oleaginosas da ADM no Brasil e na América do Sul, já desempenhou funções comerciais em várias áreas dessa unidade de negócios. Anteriormente, respondia pela diretoria de originação da filial brasileira. Já Luiz Lopes, que assumiu interinamente a presidência regional, está na múlti desde 1998 e é CFO das divisões globais de oleaginosas e ingredientes especiais do grupo. (Valor Econômico 10/11/2015)

 

DuPont inaugura fábrica nos EUA para produção de etanol celulósico

A DuPont comunicou oficialmente nesta segunda-feira, 9, a inauguração de sua planta para produção de etanol celulósico em Nevada, no Estado norte-americana de Iowa. A unidade é a maior do mundo em termos de fabricação, com capacidade para 30 milhões de galões (114 milhões de litros) por ano.

O evento de inauguração ocorreu em 30 de outubro. Para produzir o biocombustível, a DuPont utilizará o bagaço do milho, como os talos, palha e espigas deixados no campo após a colheita.

Conforme a empresa, o investimento será "vital" para a cadeia de abastecimento e para toda a operação da biorrefinaria em Nevada, beneficiando os cerca de 500 agricultores locais que fornecerão 375.000 toneladas de material seco por ano para a produção do etanol celulósico. (Agência Estado 09/11/2015)

 

Mais hidratado no Centro-Sul e quebra no Nordeste, prevê INTL FCStone

Em sua revisão da estimativa brasileira da safra 2015/16 de cana-de-açúcar, a consultoria INTL FCStone apontou a seca como fator preocupante para a produtividade agrícola nordestina. Com o avanço da safra nos principais estados produtores, tornou-se mais claro que os impactos das baixas precipitações seriam sentidos sobre a moagem e a concentração de açúcares.

“Ao contrário de Alagoas e Paraíba, onde os efeitos da seca já estão mais claros, ainda restam dúvidas quanto à magnitude do impacto sobre os canaviais pernambucanos”, pondera o analista de açúcar e etanol da INTL FCStone, João Paulo Botelho. Ainda assim, a previsão da moagem foi reduzida para 53,5 milhões de toneladas, uma quebra de 12% em relação ao último ano. Em relatório, a consultoria ressalta que o volume de cana pode ser ainda menor, principalmente se a seca tiver efeitos piores do que o considerado em Pernambuco.

Em relação à produção de açúcar, a expectativa é que as usinas da região produzam 3,1 milhões de toneladas, queda de 13,6% em relação ao ciclo anterior. O mix produtivo foi mantido, com as usinas da região aumentando ligeiramente o foco no etanol em relação à última temporada, devido tanto ao aumento do preço do biocombustível como à redução na demanda interna por açúcar devido à recessão vivida pelo país.

Se por um lado a falta de chuvas ameaça a safra nordestina, no Centro-Sul as precipitações podem diminuir as perspectivas de moagem total. Nesta última localidade, a INTL FCStone manteve estável sua projeção de moagem, em 592,2 milhões de toneladas, número que pode ser maior caso o clima seja mais seco do que é esperado e, alternativamente, menor caso menos usinas consigam estender a safra até janeiro.

Quanto ao mix produtivo, a projeção aponta incremento para o hidratado, que deve alcançar 16,7 bilhões de litros, 8,4% acima do registrado na safra passada. Já o anidro ficaria em 10,1 bilhões de litros, queda de 6,3% em relação ao ciclo anterior. A mudança se deve à maior preferência das usinas do Centro-Sul pelo hidratado, variedade cuja demanda ficou ainda mais aquecida com o aumento do preço da gasolina pela Petrobras.

“A situação financeira crítica de muitas usinas também contribuiu neste sentido, aumentando a preferência pela variedade que oferece pagamento mais rápido”, lembra Botelho. Além disso, o aumento dos juros do crédito para armazenamento de etanol pelo BNDES diminuiu os incentivos para a estocagem de anidro, mesmo com a perspectiva de oferta apertada do aditivo na entressafra.(INTL FCStone 09/11/2015)

 

Ministro anuncia apoio a exportações do setor sucroenergético do Nordeste

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, anunciou nesta quinta-feira (5), durante visita a Maceió com a presidente Dilma Rousseff (PT), que o governo federal vai apoiar o seguro de exportação para o setor sucroenergético. O objetivo é facilitar o acesso a financiamento das usinas nordestinas junto a redes bancárias para exportações.

O ministro explicou que a medida vai favorecer o financiamanento buscado pelo por meio de cotas de exportação de açúcar para os Estados Unidos e países da União Europeia.

“Isso significa, a curto prazo, o ingresso de recurso financeiro que vai reativar a cadeia financeira de Alagoas, permitindo também que os fornecedores de cana possam contar come esse financiamento de forma indireta e direta em termo de crédito”, informou Monteiro, ao dizer que essa ação vai acontecer a curto prazo.

O ministro disse que esse compromisso foi assumido e anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT), no Centro Cultural e de Exposição Ruth Cardoso, em Maceió, ela se reuniu com empresários e políticos alagoanos.

“O governo entra com o seguro de crédito e as empresas podem financiar todo o ciclo de exportação até a liquidação das cotas. Essa operação poderá alcançar um volume para o Nordeste estimado em 500 milhões de dólares em um prazo até seis anos”, observou o ministro, ao dizer que cerca de 60% dessa movimentação deve ser de empresários de Alagoas.

O presidente da Federação das Indústrias de Alagoas, José Carlos Lyra, comemorou o anúncio e disse que isso deve melhorar a crise que o setor enfrenta. "O setor está sem crédito e com o aval do governo isso vai ajudar as usinas a pagarem seus compromissos", falou. (G1 09/11/2015)

 

Canaoeste e Orplana discutem a remuneração da biomassa

Evento terá como objetivo iniciar uma análise sobre a viabilidade de incluir o bagaço e a palha no Sistema Consecana.

A Canaoeste (Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo) realiza o seminário “Perspectiva Econômica da Biomassa (Palhada e Bagaço de Cana-de-Açúcar)”, no dia 26 de novembro, das 8h às 17h, em seu auditório, em Sertãozinho-SP. O evento, que faz parte das comemorações pelos seus 70 anos de existência, completados no dia 22 de julho, conta o apoio da Orplana (Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul).

A programação prevê cinco palestras, com abertura do presidente das duas entidades, Manoel Ortolan. O primeiro palestrante será Marcos Guimarães de Andrade Landell, diretor do Centro de Cana do IAC (Instituto Agronômico) em Ribeirão Preto-SP, que explanará sobre os “Ônus e Bônus da Palha”. Na sequência, será a vez de Luiz Carlos Dalben, agrônomo e consultor da Agrícola Rio Claro, com “Detalhamento, custos e receitas sobre a operação de recolhimento da palha”.

O professor da USP de Ribeirão Preto e sócio da Markestrat Consultoria, Marcos Fava Neves, fará a apresentação da palestra “Quanto vale o bagaço?”. Fava Neves será seguido por Vinícius Casseli, consultor em equipamentos e máquinas para colheita florestal e processamento de biomassa, que abordará o “Mercado de biomassa: comercialização e transporte”.

Já Roberto Sachs, gerente departamento técnico da Assocap/Canacap (Associação dos Fornecedores de Cana de Capivari-SP e Cooperativa dos Plantadores de Cana da Região de Capivari) e Coordenador da CANATEC - Câmara Técnica do CONSECANA (Conselho dos Produtores de Cana de São Paulo), finaliza o seminário com a palestra “Estudo da remuneração do bagaço de cana excedente”.

De acordo com o gestor de Relacionamentos, Recursos e Projetos da Canaoeste, Almir Torcato, o intuito é começar uma discussão sobre a viabilidade de inclusão, no Sistema Consecana, da remuneração do agricultor pela biomassa. “O encontro será um seminário analítico sobre novas alternativas de renda pelo potencial que temos, não só da biomassa oriunda da palha e do bagaço, mas também do cavaco de madeira, entre outros. O evento trará uma análise criteriosa de riscos e perspectivas para a tomada de decisões, se vale a pena ou não entrar no negócio, e para a visualização de alternativas. Discutir, por exemplo, o valor do bagaço e o que vem sendo estudado no que se refere à remuneração pelo seu excedente”, informa Torcato.

Segundo Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste e Orplana, a questão da remuneração pela biomassa é atual e precisa ser analisada. Uma possível mudança no Sistema Consecana não deve, na visão dele, ser imediata, já que a discussão deverá se intensificar só a partir de 2016. No entanto, a hora é oportuna para que se comece a colocar o tema na pauta. “A biomassa já vem, há algum tempo, nos motivando nessa direção. Só estávamos esperando atingir um número de unidades industriais que fosse representativo para o setor, a partir do qual se reconhecesse que existe um bom mercado, uma boa definição, que pudesse ser remunerada. Como fizemos, por exemplo, com o álcool, que não existia no Consecana, mas entrou à medida que se tornou um mercado significativo. É o mesmo caminho da biomassa”, alega Ortolan.

Atualmente, cerca de 170 usinas cogeram energia elétrica a partir de resíduos da cana. “Existe um grande esforço para sair o retrofit (programa de financiamento para a renovação de caldeiras), o que daria oportunidade a outras tantas. Quem não está cogerando vende seu bagaço. E, mesmo quem cogera, vende o excedente. A partir disso, devemos fazer um trabalho para ver o que podemos reivindicar. Vejo o bagaço com bom espaço para entrar no Consecana, via geração ou comercialização, captando preço. Já a palha talvez seja um mercado de oportunidades. Se a usina está comprando, você recolhe e comercializa”, conclui Ortolan.

As inscrições para o seminário são gratuitas e as vagas, direcionadas a produtores que integram as associações--membros da Orplana, limitadas.

Informações: Telefone (16) 3946-3300, ramais 2090 e 2190. (Brasil Agro 10/11/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Alívio pela frente: As cotações do açúcar demerara cederam na bolsa de Nova York diante de indicações otimistas para a oferta. Os lotes para maio de 2016 caíram 44 pontos, a 13,69 centavos de dólar a libra-peso. Na sexta-feira, a Agroconsult estimou que a produção de açúcar no Centro-Sul do país na safra 2016/17, que começará em abril do próximo ano, ficará entre 32,9 milhões de toneladas e 33,7 milhões de toneladas, ante 32 milhões de toneladas estimadas para a produção do ciclo atual. A alta recente das cotações deve atrair as usinas do Centro-Sul do Brasil a fabricarem mais a commodity. Traders esperam hoje os dados de moagem da região na segunda quinzena de outubro. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,13%, para R$ 75,02 a saca de 50 quilos.

Algodão: De olho no USDA: Apostas de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) cortará suas projeções para a oferta de algodão do país no relatório de hoje sustentaram os futuros da pluma ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para março de 2016 subiram 38 pontos, a 62,12 centavos de dólar a libra-peso. Os analistas acreditam que o órgão cortará sua projeção para a safra americana de 2015/16, anteriormente projetada em 2,9 milhões de toneladas, e para as exportações, antes estimada em 2,22 milhões de toneladas. A colheita perdeu ritmo no país e, no domingo, chegou a 58% da área plantada, 7 pontos atrás da média das últimas cinco safras nessa época do ano. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,06%, para R$ 2,3178 a libra-peso.

Milho: Perdas em Chicago: As cotações do milho exibiram perdas ontem na bolsa de Chicago, refletindo tanto a influência do mercado futuro do trigo como as apostas para as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os papéis para março de 2016 recuaram 5,75 centavos, a US$ 3,76 o bushel. O tombo do trigo influencia as cotações do milho porque ambos concorrem como matéria-prima na produção de rações. As cotações também foram pressionadas pela expectativa de que o USDA aumentará suas estimativas para a produtividade e, consequentemente, para a produção de milho nos EUA. A diminuição de 38% no volume embarcado pelo país na semana até o dia 5 também contribuiu para a queda dos preços. No Paraná, a cotação subiu 0,12%, para R$ 24,86 a saca, de acordo com o Deral/Seab.

Trigo: O peso das chuvas: Previsões meteorológicas favoráveis a áreas produtoras de trigo nos Estados Unidos e em outras importantes regiões produtoras no mundo exerceram forte pressão sobre as cotações do trigo nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os papéis para março de 2016 caíram 20 centavos, a US$ 5,055 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os lotes com igual vencimento recuaram 16 centavos, para US$ 4,8975 o bushel. O Serviço Meteorológico Nacional americano previa chuvas fortes no sudeste do país nos próximos dias, favorecendo o desenvolvimento das áreas recém plantadas. Também devem cair precipitações leves na Ucrânia e Rússia, segundo a agência DTN. No Paraná, o preço caiu 0,21%, para R$ 37,71 a saca, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 10/11/2015)