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Grupo Amaggi decide permanecer no ‘Partido Sem Etanol’

Enquanto o senador Blairo Maggi pula do PR para o PMDB, o Grupo Amaggi decidiu permanecer no PSE, o “Partido dosSem Etanol”.

O Conselho vetou a construção de uma usina à base de milho no Mato Grosso. Não é hora de imobilizar US$ 150 milhões em um investimento de retorno tão incerto. (Jornal Relatório Reservado 11/11/15)

 

Grupo de açúcar e etanol São Martinho diz que expansão não é prioridade

O brasileiro de açúcar e etanol do São Martinho não tem intenção de investir em expansão da capacidade ou aquisições no momento, preferindo alocar capital para reduzir suas dívidas, disse o diretor de relação com investidores Felipe Vicchiato nesta terça-feira em teleconferência com analistas. (Reuters 10/11/2015)

 

Liquidez e rentabilidade atraem fundos para mercado futuro de açúcar

Os futuros de açúcar demerara acumulam valorização de 42% desde 24 de agosto, o maior ganho do mercado desde 2011 e um caso raro de alta em meio à queda generalizada dos preços de commodities. O volume negociado com futuros de açúcar foi recorde em setembro, e fundos neste mês detinham a maior posição comprada em dois anos, de acordo com dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC).

Os ganhos refletem em parte a melhora dos fundamentos. A produção global na atual temporada deve ficar abaixo da demanda pela primeira vez em seis anos, ajudando a reduzir um excesso de oferta que levou os preços da commodity ao menor nível em sete anos em agosto.

Além disso, dados econômicos em mercados emergentes estão contribuindo para uma recuperação modesta das moedas de importantes países produtores como Brasil e Índia. Porém, essas oscilações de preço também refletem uma busca de rentabilidade.

No começo da semana passada, os preços futuros ficaram até 12% acima das cotações do mercado físico, de acordo com a consultoria Platts. Para alguns traders, isso sugere que os preços futuros estão muito altos. "Houve um completo desatrelamento do mercado físico", disse David Martin, do fundo de hedge Martin Fund Management, que acredita que o rali de preços foi exagerado.

O movimento já chamou a atenção da Intercontinental Exchange, operadora da Bolsa de Nova York (ICE Futures US), que na quinta-feira passada elevou em 19,5% a margem de garantia exigida para contratos futuros de açúcar. A decisão significa que traders têm de fazer um depósito maior em dinheiro para cobrir os compromissos assumidos na ICE.

"Estamos vendo um novo grupo" de traders entrando no mercado de açúcar, atraído pelo seu tamanho cada vez maior e pela alta volatilidade, disse o vice-presidente da Jenkins Sugar Group, Jeff Dobrydney. "Investidores estão se aproveitando de um mercado que está se movimentando de verdade".

O açúcar começou a chamar a atenção de investidores no início deste ano, quando a alta do dólar ante o real pressionou os futuros da commodity. Como o Brasil é responsável por mais e 40% das exportações mundiais de demerara, a retração da moeda local tende a elevar a oferta.

Segundo dados da CFTC, especuladores detinham uma posição vendida recorde em futuros de demerara em março. Entretanto, os fundamentos mostram agora algumas razões para apostar na alta das cotações.

A Organização Internacional de Açúcar (OIA) projeta que a demanda pela commodity deve superar a produção em 3,5 milhões de toneladas na temporada atual. Entretanto, não deve haver escassez do produto, em virtude dos amplos estoques formados após quatro temporadas de superávit.

Além disso, as usinas no Brasil estão destinando mais cana-de-açúcar à produção de etanol. Neste ano, o governo elevou o porcentual do biocombustível a ser misturado à gasolina no País de 25% para 27%, o que tornou a produção de etanol mais atrativa que a de açúcar.

Outro fator altista é a demanda chinesa, que ganhou força com a queda da produção local nesta temporada. Nos nove primeiros meses deste ano, o país asiático importou 3,75 milhões de toneladas da commodity, um avanço de 55% na comparação com o ano passado.

Porém, a demanda segue fraca no mercado físico. Os estoques globais de açúcar somavam 85,4 milhões de toneladas no fim de setembro, acima dos 83,2 milhões de toneladas de um ano antes. O volume seria suficiente para atender à demanda mundial por seis meses, segundo a OIA. (Down Jones Mews 11/11/2015)

 

Câmbio potencializa perdas da Biosev

Segunda maior companhia de açúcar e etanol do país, a Biosev, controlada pela francesa Louis Dreyfus Commodities, apresentou no trimestre findo em 30 de setembro, equivalente ao 2º trimestre da atual safra, a 2015/16, um prejuízo líquido de R$ 219 milhões. Em igual intervalo do ano passado, a companhia havia registrado uma perda líquida de R$ 42,4 milhões. O desempenho foi altamente impactado pela valorização cambial.

O resultado financeiro do trimestre foi negativo em R$ 859,5 milhões, 190% acima do registrado um ano antes. Desse montante, o efeito do câmbio foi de R$ 790 milhões, resultado da depreciação de 28,1% do real em relação ao dólar no intervalo. Conforme a Biosev, excluindo-se o efeito da variação cambial, que, segundo a empresa, será revertido ao longo dos próximos meses com a realização da receita de exportação de açúcar, o resultado financeiro foi uma despesa de R$ 69 milhões, 40% menor que a registrada em igual intervalo do ciclo 2014/15.

No trimestre, a companhia desembolsou R$ 233 milhões com pagamento de juros de empréstimos e de financiamentos, R$ 82 milhões acima dos R$ 151 milhões pagos em mesmo trimestre do ano passado. Conforme a companhia, em torno de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões da diferença entre um trimestre e outro decorreu do efeito da valorização do dólar no período.

A alta da moeda americana também foi determinante no crescimento da dívida da companhia. Em 30 de setembro, a Biosev apresentava um endividamento líquido de R$ 6,4 bilhões, 27,8% acima do registrado ao fim do trimestre imediatamente anterior (30 de junho). Em torno de 82% da dívida bruta da empresa está expressa em dólar.

No front operacional, a Biosev obteve um maior lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado no trimestre, aumento de 26%, para R$ 344 milhões. Já a margem Ebitda ajustada recuou 4,8 pontos em igual comparação, para 19,8%. "Vendemos mais produto e tivemos um custo operacional parecido com o do ano passado. Tivemos ainda uma redução dos gastos fixos. As despesas gerais e administrativas caíram 9%, para R$ 91,8 milhões no trimestre", esclareceu o presidente da Biosev Rui Chammas.

Até 30 de setembro, a companhia havia processado 20,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em suas 11 usinas no país. Trata-se de um volume 1,9% abaixo do registrado em igual intervalo de 2014/15. O executivo reafirmou que está mantido o guidance de processar entre 29 milhões e 32 milhões de toneladas no atual ciclo.

No acumulado da temporada, a produtividade do canavial da empresa cresceu 14,3%, para 80,5 toneladas por hectare e o teor de açúcar na cana (o chamado ATR - Açúcar Total Recuperável) acumula leve alta de 0,9%, para 129 quilos por tonelada processada. "No segundo trimestre, o ATR atingiu 137,5 quilos por tonelada, o maior das últimas quatro safras", afirmou Chammas.

Devido à conta de prejuízos acumulados, ao fim do segundo trimestre de 2015/16, a Biosev apresentava um patrimônio líquido negativo em R$ 247 milhões. (Valor Econômico 11/10/2015)

 

Venda de etanol explode e leva açúcar às alturas

Numa demonstração de força que surpreendeu o mercado, a demanda por etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, explodiu em outubro, apesar do aumento dos preços ao consumidor final nos postos. Com isso, as cotações futuras do açúcar reagiram e subiram expressivos 5%. Conforme dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), as usinas do Centro-Sul venderam às distribuidoras no mercado interno 1,7 bilhão de litros de hidratado no mês que passou, 37% acima do registrado em outubro de 2014 e 121 milhões de litros maior que as vendas realizadas em setembro deste ano.

A robustez do etanol levou os contratos do açúcar em Nova York com vencimento em março do ano que vem a 14,71 centavos de dólar por libra-peso, alta de 5% (72 pontos). O hidratado em alta incentiva as usinas brasileiras a destinarem mais caldo da cana para fabricar o biocombustível. Com isso, enxuga-se a oferta de açúcar no país, que é o maior exportador global da commodity, com metade de todo o volume transacionado no mundo.

A surpresa com a demanda forte por etanol em outubro se deu porque se esperava um arrefecimento do consumo, dados os reajustes de preços em curso há dois meses nos postos de combustíveis, sobretudo de São Paulo, Estado que é o maior mercado de combustíveis do país. Na usina paulista, o preço do hidratado subiu 43% desde setembro, conforme referência do indicador Cepea/Esalq. No mesmo intervalo, o preço médio do hidratado nos postos de combustíveis do Estado de São Paulo subiu 24%, do patamar de R$ 1,933 por litro para R$ 2,403 o litro, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) divulgados na segunda-feira.

Como a gasolina subiu menos no período, 9,5%, de R$ 3,01 para R$ 3,397 o litro ­, o etanol perdeu a vantagem econômica que passa a existir quando seu preço equivale a menos de 70% do preço do concorrente. Em setembro, essa paridade estava em 62%. Na semana encerrada no dia 7 deste mês, essa relação foi a 70,7%.

"O aumento [do etanol] registrado na bomba até agora não está sendo suficiente para frear o consumo. Como a gasolina também subiu, talvez o consumidor esteja sob o efeito dessa diferença de cerca de R$ 1 por litro entre o preço de um e de outro combustível. Talvez a lógica vigente seja a de que é melhor abastecer com o que cabe no bolso, ou seja, com o mais barato", avaliou o diretor da trading de etanol Bioagência, Tarcilo Rodrigues.

A redução do consumo de hidratado é vista pelo mercado como uma necessidade para equilibrar a oferta do produto com a demanda. Na previsão da Unica, nesta temporada que será encerrada em 31 de março do ano que vem, a 2015/16, a produção desse biocombustível deve alcançar 16,3 bilhões de litros no Centro-Sul, um aumento de 6% frente ao ciclo anterior. Desde abril até 1º de novembro, o volume fabricado foi de 14,7 bilhões de litros e, nesse mesmo intervalo, as usinas da região venderam 11,5 bilhões de litros (mercado interno e exportação).

Em setembro; quando a demanda mensal por hidratado já estava acima de 1,5 bilhão de litros, especialistas já calculavam a necessidade de o consumo ser reduzido para 1,2 bilhão de litros mensais para a oferta ser suficiente para atender ao mercado até o fim da safra, em 31 de março do ano que vem.

Mas o que ocorreu foi que o consumo subiu em vez de cair, na esteira da resistência do consumidor com o preço da gasolina, em níveis superiores a R$ 3,30 por litro na bomba. "Talvez, a paridade do etanol com o concorrente fóssil, hoje em 70,6%, tenha que ir a níveis de 78% para frear o ímpeto da demanda", avaliou o especialista da FG Agro, Willian Hernandez. (Valor Econômico 11/11/2015)

 

Itaú BBA eleva estimativa de preço para o açúcar bruto em 2016 e mantém para o café

Os analistas do banco Itaú BBA Internacional elevaram a estimativa de preço para açúcar bruto em 2016 para 14,9 centavos por libra peso, ante estimativa anterior de 11,4 centavos, devido às perspectivas de déficit da commodity e necessidade de preços mais altos para impulsionar a produção nos próximos anos.

Já a estimativa de preço para o café arábica em 2016 se manteve estável em 1,28 dólar por libra-peso, disseram os analistas em relatório.

Os analistas alertaram também que o excesso de oferta e preocupações sobre a atual desaceleração do crescimento chinês apresentam um risco "para quase todas as commodities". (Reuters 10/11/2015)

 

Itaú Unibanco cita déficit de açúcar e prevê preço médio mais alto

O Banco Itaú Unibanco elevou nesta terça-feira, 10, sua projeção para o preço médio do açúcar em 2016, de 11,40 centavos de dólar para 14,90 centavos de dólar por libra-peso.

A revisão refere-se à commodity negociada na bolsa de Nova York e incorpora "a realidade atual de déficit no ano-safra 2015/16 e o fato de que os preços deverão permanecer elevados para incentivar uma produção maior à frente".

O ciclo global 2015/16 teve início em 1º de outubro e deve encerrar com demanda de 3,527 milhões de toneladas a mais do que a produção, conforme estimativa recente da Organização Internacional do Açúcar (OIA). "Apesar dos estoques globais elevados, a perspectiva de aumento da demanda em 2% ao ano exige que os preços permaneçam elevados para manter o mercado equilibrado".

O Itaú Unibanco informa, ainda, que "o açúcar continua com prêmio elevado em relação ao etanol hidratado no Brasil, favorecendo um aumento do uso da cana-de-açúcar para açúcar no período final da colheita do Centro-Sul". (Agência Estado 10/11/2015)

 

Etanol sobe 6,8% em outubro

Maiores altas do combustível foram registradas em São Paulo, Paraná e Minas Gerais, aponta estudo.

Basta dar uma olhada nos preços do etanol em qualquer posto de combustível: ele está mais caro.

Segundo balanço do IPTC (Índice de Preços Ticket Car), o custo médio do produto subiu 6,83% em outurbro, em relação a setembro, encerrando o mês a R$ 2,80 o litro.

O aumento representou um gasto médio de 18 centavos a mais por litro em abastecimentos.

Ainda de acordo com o estudo, as maiores variações no preço do etanol foram registradas em São Paulo (15,3%), Goiás (12,1%), Paraná (12,8%) e Minas Gerais (12,67%).

No entanto, os Estados que apresentaram os melhores preços para abastecer etanol são Mato Grosso (R$ 2,30), São Paulo (R$ 2,38), Goiás (R$ 2,50) e Paraná (R$ 2,51). O custo por litro mais elevado do combustível segue no Acre, a R$ 3,30. (O Estado de São Paulo 10/11/2015)

 

Vendas de hidratado registram recorde: 1,7 bilhão de litros no Centro-Sul

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul em outubro somaram 2,74 bilhões de litros, com 272,92 milhões de litros direcionados à exportação e 2,47 bilhões de litros ao mercado interno.

O mercado doméstico de etanol hidratado continua aquecido. Em outubro deste ano, o volume comercializado pelos produtores do Centro-Sul atingiu 1,70 bilhão de litros, apresentando crescimento surpreendente de 36,04% frente aos 1,25 bilhão de litros registrados no mesmo mês de 2014.

“O volume de hidratado vendido em outubro é o maior já registrado no Centro-Sul, superando em mais de 5% o recorde anterior de 1,61 bilhão de litros observado em setembro de 2010”, ressalta o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues.

As vendas internas de etanol anidro, por sua vez, totalizaram 763,34 milhões de litros em outubro deste ano, contra 824,47 milhões de litros apurados no mesmo período do último ano.

No acumulado de abril até o final de outubro, as vendas de etanol alcançaram 17,77 bilhões de litros - 16,54 bilhões de litros destinados ao abastecimento doméstico e 1,23 bilhão de litros ao mercado internacional. O volume total comercializado neste ano apresenta um crescimento de 25,36% em relação aos 14,18 bilhões de litros comercializados até o mesmo período da safra passada.

Processamento de cana-de-açúcar

O volume de cana-de-açúcar processado pelas empresas do Centro-Sul alcançou 38,38 milhões de toneladas nos últimos 15 dias de outubro, superando em 11,35% o resultado observado na mesma quinzena de 2014 (34,47 milhões de toneladas).

No acumulado desde o início da safra 2015/2016 até 01 de novembro, a quantidade de cana-de-açúcar processada somou 518,82 milhões de toneladas, ante 515,32 milhões de toneladas processadas em igual período da safra anterior.

Rodrigues destaca que “no ano passado, a seca reduziu a quantidade de cana-de-açúcar disponível para moagem, antecipando o final de safra. Nesse ano, a maior oferta de matéria-prima deve fazer com que a moagem avance até dezembro na maior parte das unidades produtoras”.

De fato, dados apurados pela UNICA mostram que no último ano 47 unidades produtoras haviam encerrado a safra antes de 01 de novembro, enquanto que em 2015 apenas 15 empresas finalizaram o processamento até a referida data.

Qualidade da matéria-prima

Na segunda quinzena de outubro, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar processada totalizou 140,86 kg, contra 145,68 kg verificados em igual quinzena do ano passado. No acumulado desde o início da safra 2015/2016, a concentração de açúcares atingiu 133,34 kg por tonelada de matéria-prima, frente a 137,08 kg apurados no mesmo período de 2014.

Produção de açúcar e etanol

A proporção de cana-de-açúcar direcionada à fabricação de etanol na segunda quinzena de outubro continua superior ao índice registrado em igual período do ano anterior (57,84% na atual safra, contra 57,34% na safra 2014/2015).

Com isso, a produção de açúcar na segunda metade de outubro atingiu 2,17 milhões de toneladas. A produção quinzenal de etanol, por sua vez, alcançou 1,84 bilhão de litros com 780,60 milhões de etanol anidro e 1,05 bilhão de hidratado.

Rodrigues observa que “a produção de etanol anidro continua em ritmo acelerado e alcançou 20,34 litros por tonelada de cana-de-açúcar processada nos últimos quinze dias de outubro.” Esse nível de produção é compatível com a atual demanda doméstica pelo aditivo, acrescenta.

No acumulado desde o início da atual safra até 01 de novembro, a fabricação de açúcar totalizou 27,52 milhões de toneladas, recuo de 6,68% em relação a igual período do ano passado. A produção de etanol somou 23,70 bilhões de litros (14,77 bilhões de litros de hidratado e 8,94 bilhões de litros de anidro), 1,82% maior do que o índice registrado em 2015 (23,28 bilhões de litros). (Unica 10/11/2015)

 

Commodities Agrícolas

Suco de laranja: Pior safra em 53 anos: Ainda que os traders já esperassem uma nova revisão para baixo na estimativa para a safra de laranja da Flórida, não se acreditava que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos calcularia uma colheita de 74 milhões de caixas, como divulgado ontem. Em relação a outubro, o corte na projeção foi de 8% e, se confirmada, representará uma quebra de safra de 24%, além de ser a pior safra desde 1962/63. Com isso, os papéis do suco concentrado e congelado para março subiram 755 pontos na bolsa de Nova York, para US$ 1,4695 a libra-peso. O órgão também reduziu sua projeção de rendimento em 2%, para 1,58 galões de suco (ou a 6,004 litros) por caixa. No mercado interno, o preço da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq subiu 0,58%, para R$ 13,88 a caixa de 40,8 quilos.

Soja: Oferta dos EUA: Os preços futuros da soja tombaram ontem na bolsa de Chicago após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevar suas projeções para a oferta americana. Os contratos para janeiro de 2016 caíram 10,75 centavos, a US$ 8,555 o bushel. O órgão elevou seu cálculo para a produtividade da safra 2015/16 nos EUA (48,3 bushels por acre) e para a colheita (108,35 milhões de toneladas). Também elevou sua projeção para as exportações do país, para 46,68 milhões de toneladas, em um momento de crescimento da demanda global. Mesmo assim, o cálculo para os estoques finais de soja nos EUA cresceu para 12,65 milhões de toneladas. No mercado doméstico, o preço médio da soja no Paraná subiu 0,45%, para R$ 69,48 a saca, de acordo com o Deral/Seab.

Milho: Grãos de sobra: O aumento das estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a oferta de milho nos Estados Unidos e no mundo, ainda que já esperado pelo mercado, derrubaram as cotações do cereal ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para março de 2016 caíram 8 centavos, a US$ 3,68 o bushel. O órgão elevou seu cálculo para a produtividade nos EUA (169,3 bushels por acre) e para a colheita (346,82 milhões de toneladas), além de reduzir sua estimativa para as exportações americanas (45,72 milhões de toneladas), com a perda de competitividade do cereal do país. Dessa forma, o cálculo para os estoques finais nos EUA foram elevados (44,70 milhões de toneladas). No Paraná, o preço da saca de milho subiu 0,44%, para R$ 24,97, segundo o Deral/Seab.

Trigo: Exportação vacilante: As cotações do trigo tombaram ontem nas bolsas americanas diante da oferta confortável do cereal no país projetada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em Chicago, os lotes para março caíram 10 centavos, a US$ 4,955 o bushel. Em Kansas, os lotes de igual vencimento recuaram 13,50 centavos, a US$ 4,7625 o bushel. O órgão manteve sua projeção para a safra americana de 2015/16 (55,84 milhões de toneladas), mas cortou seu cálculo para as exportações (21,77 milhões de toneladas). Se esse dado se confirmar, os EUA terão sua pior safra em termos de exportação desde 1971/72. Dessa forma, o USDA aumentou sua projeção de estoques finais nos EUA (24,79 milhões de toneladas). No Paraná, o preço médio do trigo subiu 0,13%, a R$ 37,76 a saca, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 11/11/2015)