Setor sucroenergético

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Acordo fechado? - Margarita Louis­Dreyfus

A herdeira bilionária que controla a Louis Dreyfus Commodities (LDC) está considerando a possibilidade de vender uma participação minoritária na companhia, conforme pessoas a par da situação ouvidas pela agência Bloomberg.

A decisão de Margarita Louis Dreyfus, que detém 81% das ações da LDC, se deve à tentativa de levantar dinheiro depois que alguns membros da família sinalizaram a intenção de vender suas ações.

Em consequência de um acordo de longa data, Margarita é obrigada a recomprar essas ações.

Segundo a Bloomberg, uma decisão final sobre a venda dos papéis ainda não foi tomada, e as fontes consultadas observam que há outras formas de financiar a recompra dos papéis.

Pelo acordo estabelecido pelos controladores, os demais membros da família Dreyfus podem ofertar uma fatia de até 20% de suas ações no grupo por ano até 2031.

O preço deve ser maior que o valor patrimonial do último balanço financeiro da companhia, ou seguir o que sinaliza o mercado. (Valor Econômico 19/11/2015)

 

Usinas de açúcar vendem safra ao ritmo mais rápido em 3 anos

As usinas de açúcar do Brasil, o maior produtor do mundo, estão vendendo a próxima safra ao ritmo mais rápido dos últimos três anos depois que a desvalorização da moeda do país aumentou os lucros.

As usinas venderam 30 por cento a 35 por cento das exportações potenciais da safra 2016-2017 depois que o real perdeu quase um terço de seu valor em relação ao dólar neste ano, segundo a Datagro. O país está retomando a prática normal de vendas antecipada após dois anos de preços baixos, disse Plinio Nastari, presidente da consultoria com sede em Barueri, São Paulo, em entrevista na conferência da Organização Internacional do Açúcar, em Londres.

A crise política e econômica rendeu ao real o pior desempenho em relação ao dólar entre 24 moedas de mercados emergentes monitoradas pela Bloomberg. Isso beneficiou os exportadores brasileiros porque o preço do produto é fixado em dólares americanos. Embora o real, que recuperou cerca de 11 por cento de seu valor desde que atingiu uma baixa recorde em setembro ainda possa cair mais, a pior parte da queda provavelmente já terminou, disse Jonathan Kingsman, autor de 'O Cassino do Açúcar', na conferência, na terça-feira.

"O preço do açúcar em centavos de real por libra está alto", disse Nastari na terça-feira. "Os produtores brasileiros sempre fixaram o preço de suas exportações antecipadamente. Eles apenas reduziram a proporção nos últimos dois anos porque os preços estavam muito ruins".

Preços do açúcar

O açúcar bruto pouco mudou em Nova York neste ano após quatro prejuízos anuais seguidos, queda mais longa desde 1961, pelo menos. Segundo o preço fixado em reais, o açúcar subiu mais de 40 por cento e no início deste mês tocou o nível mais alto desde 2011, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O dólar provavelmente continuará ganhando força com o Federal Reserve prestes a aumentar suas taxas de juros, isso não significa que a moeda brasileira se desvalorizará mais, disse Kingsman, que começou sua carreira na Cargill e acompanha o mercado do açúcar há três décadas.

"É possível que tenhamos visto o ponto mais baixo em setembro", disse Kingsman, em referência ao real. "Ainda poderemos ver o real se desvalorizar lentamente", mas isso não necessariamente empurrará os preços do açúcar para baixo, disse ele.

A venda de açúcar da safra do ano que vem contrasta com as fatias de cerca de 50 por cento da soja e de 45 por cento do milho. As usinas não estão vendendo tanto açúcar porque os preços domésticos estão mais altos do que os de exportação, disse Nastari. As vendas de açúcar cristal em São Paulo estavam 14 por cento mais rentáveis do que as exportações na semana que terminou em 13 de novembro, disse a Cepea, um grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo, em um relatório no dia 16 de novembro.

Para aumentar as vendas antecipadas nas últimas semanas, as usinas têm vendido contratos futuros ou usado o mercado de opções, escreveu Arnaldo Luiz Corrêa, sócio da Archer Consulting, com sede em São Paulo, em um relatório no dia 14 de novembro. Os vendedores não deveriam perder a oportunidade de fixar os preços, disse ele. (Bloomberg 18/11/2015)

 

Açúcar: Estímulos da Índia

Os preços futuros do açúcar tombaram pela segunda sessão seguida ontem na bolsa de Nova York, ainda refletindo as novas medidas de estímulo do governo da Índia ao setor canavieiro local.

Os lotes para maio caíram 26 pontos, a 14,14 centavos de dólar a libra-peso.

O governo da Índia pagará um subsídio aos agricultores, o que reduzirá o custo das usinas, que possuem dívida elevada com os produtores.

Anunciada na terça-feira, a medida pode incentivar o setor a exportar as 4 milhões de toneladas estabelecidas como meta pelo governo.

A notícia estimulou os fundos, que estavam com uma das maiores posições compradas da história, a liquidar suas posições para embolsar lucros.

Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,16%, para R$ 77,03 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 19/11/2015)

 

Ações de usinas disparam na BM&FBovespa

A guinada recente nos preços do etanol e do açúcar vem turbinando as ações das companhias sucroalcooleiras negociadas na BM&F Bovespa. Em menos de dois meses, os papéis dessas empresas se valorizaram mais de 20%, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa, subiu 7,49%. Os investidores estão de olho no ganho que essas empresas terão no último trimestre do ano, equivalente ao 3º da safra 2015/16. O potencial é que no período a venda dos dois produtos impulsione a receita dessas companhias em pelo menos 40% em relação ao trimestre anterior.

Os preços do etanol hidratado, usado diretamente no tanque dos veículos, já vinham subindo em setembro quando a Petrobras, no dia 29 do mesmo mês, anunciou o reajuste de 6% na gasolina. Foi a fagulha que desencadeou em menos de dois meses uma valorização meteórica de 34% do biocombustível na usina, conforme referência do indicador Cepea/Esalq. Essa reação no mercado alcooleiro potencializou o sentimento de déficit global de açúcar no ciclo iniciado em 1º de outubro e impulsionou também as cotações da commodity, que desde então acumulam alta de 15,57% na bolsa de Nova York.

Desde 29 de setembro, as ações da Cosan, que controla o maior grupo de usinas de cana do país, a Raízen Energia, subiram 34,84% na BM&FBovespa. Os papéis da Tereos Internacional, dona da sucroalcooleira Guarani, tiveram alta de 34,15%. Os da São Martinho se valorizaram 20,44%. Apenas as da Biosev, controlada pela francesa Louis Dreyfus Commodities, ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,82%.

A grosso modo, o elevado endividamento em dólar da Biosev, 82% do total, é que impediu a alta de seus papéis nos mesmos níveis registrados pelas outras companhias, na visão de especialistas. A lógica é de que, ainda que aumentem a receita com a venda dos dois produtos, as empresas com maior endividamento em dólar acabam tendo que "devolver" parte desses ganhos ao fim da safra para pagar juros dessa dívida. Em nota, a Biosev explicou que a menor valorização de seus papéis no intervalo se deveu à baixa liquidez das ações, "que restringe a entrada de investidores institucionais".

Nos resultados divulgados na última semana, referentes ao trimestre encerrado em 30 de setembro (2º de 2015/16), as companhias do setor ainda não apresentaram preços médios maiores na venda de açúcar e etanol frente ao mesmo intervalo do ciclo anterior, o que já era esperado por analistas, uma vez que a guinada nos preços ocorreu no fim do trimestre.

Durante toda esta safra até meados de setembro, o preço do etanol ficou abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior, devido à forte pressão de oferta das usinas em dificuldades financeiras, que precisavam fazer caixa. Entre julho e setembro, o preço médio do hidratado medido pelo indicador Cepea/Esalq foi de R$ 1,2104 o litro, abaixo da média de mesmo trimestre de 2014 (R$ 1,2153).

De outubro até a última semana, os preços médios do hidratado subiram 34%, conforme o indicador semanal Cepea/Esalq. Segundo cálculos da consultoria FG Agro com base no indicador Esalq/BM&FBovespa (posto em Paulínia), se os preços atuais, de R$ 1,670 o litro, se mantiverem até o fim do trimestre, em 31 de dezembro, o ganho de receita das usinas será no período de 40% em relação ao trimestre anterior.

No caso do açúcar, o potencial das usinas é vender o produto a valores, em média, 36,45% superiores aos do trimestre anterior, considerando o preço médio obtido entre outubro até agora. Mas projetando o preço atual para o fim de dezembro (indicador do açúcar cristal líquido posto em Santos (SP), que tem forte relação com a cotação do açúcar em Nova York), esse diferencial sobe para 44%, conforme a FG Agro.

O diretor da trading de etanol Bioagência, Tarcilo Rodrigues, lembra que o efeito das cotações do etanol e do açúcar no resultado das usinas depende de outros fatores, como a gestão e a condição financeira. As empresas que já fizeram a maior parte de suas vendas de etanol até setembro vão aproveitar menos os preços mais altos a partir de outubro. Com o açúcar, é a capacidade para precificar a venda, por meio de instrumentos de hedge, que será determinante no resultado das companhias.

No caso do etanol, destaca Rodrigues, os preços elevados na usina neste momento, na casa dos R$ 1,74 o litro, não podem ser replicados para toda a safra, uma vez que até setembro, esse valor estava bem mais baixo. Desde que começou a moagem de cana no Centro-Sul, em abril, até setembro, o preço médio do hidratado apurado pela trading é de R$ 1,22 por litro. Projetando-se que até o fim do ciclo, em março, o preço máximo vai alcançar R$ 2,05 o litro na usina, esse valor médio iria a R$ 1,408 o litro, conforme cálculos da Bioagência.

Apesar de elevado, 13% acima do preço médio alcançado na safra passada, a 2014/15, conforme o indicador Cepea/Esalq, esse valor projetado para o atual ciclo empataria com os custos de produção do biocombustível nas usinas com despesas financeiras significativas, observa Rodrigues. Na média, o custo está na casa dos R$ 1,25 por litro, segundo a Bioagência. "Mas vai a R$ 1,40 quando se considera os R$ 0,15 por litro do custo financeiro", afirma o executivo. (Valor Econômico 19/11/2015)

 

Plantação de cana em SP tem até 6 vezes mais chuva que em 2014

Os canaviais de São Paulo, principal região produtora do mundo, receberam em outubro até seis vezes mais chuvas do que em igual mês do ano passado, de acordo com levantamento do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) em conjunto com a Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri), da Unicamp. Os maiores volumes foram verificados no sul do Estado.

No oeste, onde se concentra grande parte das plantações, choveu até 200% mais. Já na região de Ribeirão Preto, as precipitações foram menos intensas, com acumulados até 50% maiores.

"Em quase toda a região produtora do Estado choveu mais do que no mesmo período do ano anterior no mês de outubro. Essas chuvas colaboram para o melhor desenvolvimento das soqueiras em campo, abrindo a próxima safra (2016/17) com boas perspectivas se o regime se mantiver até o fim do período", diz o levantamento do CTBE.

O centro de pesquisa destacou, ainda, que o desenvolvimento dos canaviais, medido pelo índice NDVI, está satisfatório em praticamente todo o território paulista. Em virtude das chuvas menos volumosas, apenas a região de Ribeirão Preto está com as condições das plantações dentro da média histórica. O NDVI está diretamente correlacionado a vários parâmetros da vegetação, como o índice de área foliar (IAF) e a biomassa.

A moagem de cana em São Paulo é uma das mais atrasadas do Centro-Sul por causa das chuvas de 2015. Conforme a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), até 1º de novembro o processamento no Estado alcançava 304,28 milhões de toneladas, 3% menos na comparação anual. (Agência Estado 19/11/2015)

 

Usinas de açúcar da Índia vêem grandes oportunidades de exportação para Ásia

LONDRES (Reuters) - China, Indonésia, Malásia e Bangladesh oferecem grande potencial para exportações de açúcar indiano, disse um importante representante dos usineiros da Índia nesta quarta-feira, com seu país no caminho para se tornar um exportador líquido de açúcar nos próximos anos.

Abinash Verma, diretor-geral da Associação de Usinas de Açúcar Indianas (Isma, na sigla em inglês), disse que as exportações de açúcar indiano para estes quatro mercados são modestas, mas podem crescer. Ele não ofereceu dados.

A indústria do açúcar da Índia, que exerce um grande impacto nos preços globais porque oscila entre importador líquido e exportador líquido, foi atingida por preços baixos e um excesso de oferta global de açúcar.

Em setembro, o governo anunciou novas regras obrigando os produtores de açúcar a elevar as exportações em pelo menos 4 milhões de toneladas na atual temporada de moagem para reduzir os estoques, na medida em que o país enfrenta o sexto ano de excesso de oferta.

"A Índia produz açúcar de alta qualidade que pode competir com a oferta brasileira," disse Verma à Reuters nos bastidores de um seminário da Organização Internacional do Açúcar.

Em um discurso no seminário nesta terça-feira, Verma disse que a Índia, o maior produtor global de açúcar após o Brasil, se tornaria um exportador nos próximos anos, exceto se houver um evento climático extremo. (Reuters 19/11/2015)

 

Governo da Índia aprova incentivo financeiro a produtores de cana

O governo da Índia aprovou nesta quarta-feira um projeto para oferecer incentivos a produtores de cana-de-açúcar, em uma tentativa de reduzir o encargo financeiro a usinas que operam com prejuízos e de incentivar as exportações.

O governo deve pagar um subsídio de 45 rupias (US$ 0,68) por tonelada de cana produzida, afirmou Piyush Goyal, chefe do Ministério de Energia, Carvão e Energias Renováveis, que participou de decisão.

Esta será a primeira vez em que a Índia, maior consumidor mundial de açúcar e segundo maior produtor, vai pagar parte da safra diretamente aos milhões de produtores de cana-de-açúcar. A decisão deve ajudar as usinas de açúcar a reduzir os custos.

"As unidades produtoras agora podem descontar o pagamento realizado pelo governo do valor que será pago aos agricultores", afirmou um representante do governo.

Em setembro, o governo da Índia estipulou uma meta ambiciosa de exportar 4 milhões de toneladas de açúcar refinado durante a safra atual, que teve início em 1º de outubro, na tentativa de reduzir os amplos estoques domésticos e estabilizar os preços internos da commodity.

O aumento das exportações deve ajudar as usinas a gerar mais caixa e a pagar as dívidas junto aos agricultores. O volume armazenado de açúcar no país é estimado em 9,6 milhões de toneladas. O custo de produção de açúcar na Índia é maior que o preço internacional da commodity, o que torna o produto indiano pouco atrativo para importadores de outros países. (Down Jones 18/11/2015)

 

Brasil é um dos países com menor taxação sobre emissões de CO2

Análise feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico reforça os argumentos para o aumento da cobrança da Cide sobre a gasolina.

Um relatório de 210 páginas desenvolvido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e divulgado na primeira quinzena de novembro (04/11), aponta que o Brasil está na lista dos países que aplicam as menores taxas sobre emissões de CO2 geradas pelo uso de fontes de energia fóssil, como a gasolina e o diesel.

O documento, intitulado “Environmental Performance Reviews Brazil HighLights 2015” (Avaliação de Desempenho Ambiental Brasil 2015, em português), dsponível para venda no site da OCDE, ressalta o crescimento da produção brasileira de etanol, que hoje representa 17% dos combustíveis usados no segmento de transporte rodoviário e abastece grande parte dos veículos flex, que atualmente correspondem a mais de 60% da frota total de carros de passeio. Embora considere esta participação do etanol “de longe a maior parcela em todo o mundo” no segmento automotivo, o relatório afirma, contudo, que “o setor de etanol tem enfrentado recentemente uma queda de competividade, em parte devido aos preços da gasolina e sua tributação”.

A constatação reforça ainda mais os argumentos de representantes da indústria sucroenergética e de outros setores da economia que defendem junto ao Governo Federal um aumento da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidente sobre a gasolina, que desde o início deste ano é taxada a R$ 0,10 por litro, depois de permanecer zerada desde 2012. “A cobrança da Cide ficou zerada por pouco mais de dois anos e não representou o valor proporcional condizente ao referido período. A Cide tem grande importância no que se refere a matéria ambiental, pois o aumento do preço do combustível fóssil estimularia mais as vendas de etanol, combustível limpo e de fonte renovável, reconhecido internacionalmente”, destaca a consultor de Tecnologia e Emissões da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Alfred Szwarc.

Desde março de 2003, quando a tecnologia flex foi lançada no Brasil, até maio de 2015 a utilização do combustível produzido a partir da cana evitou a emissão de mais de 300 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, valor que corresponde aproximadamente ao que a Polônia libera por ano (317 milhões de toneladas de CO2). Além disso, o uso de etanol também reduz as emissões de gases de efeito estufa (GEEs), principais causadores das mudanças climáticas, em até 90%.

Relatório resumido

De acordo com novo relatório OCDE, a taxação das emissões de CO2 por uso do diesel e da gasolina no Brasil deveria ser significativamente maior do que a atual. Enquanto países como Turquia, Itália, Reino Unido, Alemanha e França cobram taxas acima de € 250,00 por tonelada de CO2 emitida, na China, Brasil, Estados Unidos, México, Rússia e Indonésia, este valor fica abaixo de € 50,00 por t/CO2.

Tendo a produção de etanol como um dos seus maiores expoentes em ecoinovação, o Brasil, segundo o levantamento da OCDE, é o mais especializado em tecnologias verdes em comparação a outras economias do BRIICS (Brasil, Rússia, Índia, Indonésia, China e África do Sul). Dados revelam que o País “ostenta bolsões de excelência em tecnologia agrícola, biocombustíveis e energia hidrelétrica”. De 2009 a 2011, cerca de 9% de todos os pedidos de patentes registrados em território nacional estavam relacionados ao meio ambiente (a média dos BRIICS foi de 7,8%).

De acordo com a OCDE, o setor de tecnologia, produtos e serviços ambientais poderia se transformar em uma fonte relevante de crescimento para o Brasil, aumentando a sua participação de 1% para 7% do Produto Interno Bruto (PIB). (Unica 19/11/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Estímulos da Índia: Os preços futuros do açúcar tombaram pela segunda sessão seguida ontem na bolsa de Nova York, ainda refletindo as novas medidas de estímulo do governo da Índia ao setor canavieiro local. Os lotes para maio caíram 26 pontos, a 14,14 centavos de dólar a libra-peso. O governo da Índia pagará um subsídio aos agricultores, o que reduzirá o custo das usinas, que possuem dívida elevada com os produtores. Anunciada na terça-feira, a medida pode incentivar o setor a exportar as 4 milhões de toneladas estabelecidas como meta pelo governo. A notícia estimulou os fundos, que estavam com uma das maiores posições compradas da história, a liquidar suas posições para embolsar lucros. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,16%, para R$ 77,03 a saca de 50 quilos.

Café: Chuva no Brasil: Os preços futuros de café arábica caíram ontem na bolsa de Nova York diante da previsão de chuvas para as regiões produtoras do Brasil, maior produtor global da commodity. Os lotes para março encerraram o pregão a US$ 1,1575 por libra­peso, queda de 250 pontos. De maneira geral, as chuvas favorecem o desenvolvimento da safra brasileira de café do ciclo 2015/16. "As recentes chuvas no cinturão produtivo deram um banho de água fria nos mercados", afirmou o analista Marcus Magalhães, da Maros Corretora. Além do impacto das precipitações no Brasil, também pesou no pregão americano a influência baixista que se alastrou ontem no mercado de commodities. No mercado interno, o preço do café arábica ficou estável, a R$ 461,94 a saca, conforme o indicador Cepea/Esalq.

Soja: Precipitações no radar: Os futuros da soja devolveram ontem os ganhos das duas sessões anteriores na bolsa de Chicago. Os contratos da oleaginosa para março de 2016 fecharam a US$ 8,6075 por bushel, queda de 4,25 centavos. Com a safra do Hemisfério Norte em fase final de colheita, as atenções dos traders estão voltadas às previsões climáticas para as regiões produtoras do Brasil e da Argentina. Ainda há incertezas sobre o nível de chuvas nos próximos dias em Mato Grosso, principal Estado produtor de soja do Brasil, mas a sinalização é de que há precipitações a caminho. A umidade é essencial neste momento em que o plantio da safra 2015/16 está em progresso no país. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão no Paraná permaneceu estável em R$ 76,19.

Trigo: Ladeira abaixo: Os contratos futuros do trigo perderam terreno pelo terceiro dia consecutivo nas bolsas americanas ontem diante da elevação do dólar em escala global e do clima favorável em certas regiões produtoras do mundo. Em Chicago, os papéis para março recuaram 2 centavos, a US$ 4,85 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os lotes com igual vencimento caíram 3 centavos, a US$ 4,7325 o bushel. A agência DTN prevê chuvas na Rússia e na Ucrânia nos próximos dias, o que deve favorecer o desenvolvimento das áreas recém plantadas, além de tempo firme na Austrália, que está em fase de colheita. A alta do dólar ante outras moedas também reduz a competitividade do cereal americano. No Paraná, a saca subiu 0,03%, para R$ 38,43, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 19/11/2015)