Setor sucroenergético

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Cana-de-açúcar: 26 usinas brasileiras deram por encerrada a safra 2015/16

De acordo com a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (UNICA), a região Centro-Sul processou 544,53 milhões de toneladas de cana no acumulado de abril até dia 16 de novembro.

Nos primeiros quinze dias de novembro foram 25,61 milhões de toneladas, alta de 10,7% frente à temporada 2014/15.

A produção de açúcar aumentou 0,4% para o mesmo período, atingindo 1,20 milhão de toneladas em 2015.

Apesar da alta de 7,9% na produção de etanol total, fechando a quinzena em 1,19 bilhão de litros, houve recuo de 4,4% de etanol hidratado.

Para o etanol anidro o incremento foi de 26,8%, passando de 436,00 milhões de litros em 2014 para 553,00 milhões de litros em 2015.

Ainda segundo a UNICA, até o dia 15 de novembro 26 usinas haviam encerrado a colheita contra 78 do mesmo período do ano passado. (Fonte: Scot Consultoria 01/12/2015)

 

EUA abrem mais mercado ao etanol de cana em 2016

Apesar de estar abaixo do estabelecido na legislação de 2007, o mandado de uso de biocombustíveis nos Estados Unidos para 2016, divulgado ontem pela Agência de Proteção Ambiental americana (EPA, na sigla em inglês), foi considerado positivo para o etanol de cana-de-açúcar do Brasil que, nos critérios do EPA, é considerado "avançado" em relação a outros biocombustíveis produzidos por concorrentes por emitir, no mínimo, 50% menos CO2 do que a gasolina.

Em relação à proposta inicial, feita em maio, o documento final da agência ampliou o uso de todos os combustíveis renováveis em 2,68 bilhões de litros, para 68,54 bilhões de litros. Mas houve um aumento abaixo do esperado para o etanol de milho (52,99 bilhões para 54,88 bilhões de litros), o que gerou uma forte reação da indústria de etanol americana. A proposta final do EPA também desagradou às petroleiras, ao elevar para 10,10% a fatia dos biocombustíveis no setor de transporte dos EUA em 2016, acima do limite de 10% do chamado "blend wall", a partir do qual haveria riscos para o setor de transporte, em especial para os motores de veículos.

Mas para o Brasil, o novo mandato para 2016 ficou acima das expectativas, diz o especialista da consultoria FCStone, Vitor Andrioli. De um total de 68,54 bilhões de litros de biocombustíveis que serão misturados nos EUA em 2016, cerca de 5,6 bilhões serão do chamado "outros combustíveis avançados", que incluem o etanol do Brasil ­ um aumento de 340 milhões de litros frente à proposta feita em maio. Apesar de ser menor do que o mandato de 7,57 bilhões de litros da legislação de 2007, é 44% superior ao volume de 2015.

Andrioli observa que podem "ocupar" essa cota dos "outros combustíveis avançados" também o biodiesel e o etanol celulósico. "Tudo vai depender da viabilidade econômica de os misturadores usarem um ou outro. Se no ano que vem os preços do etanol no Brasil estiverem muito elevados, a ponto de tornar proibitiva a importação pelos Estados Unidos, os misturadores locais tendem a compensar essa cota com outros avançados", avalia.

Neste momento, por exemplo, a "janela" de exportação de etanol do Brasil aos EUA está fechada. Conforme cálculos da trading Bioagência, o anidro vale hoje no mercado brasileiro R$ 1,87 mil por metro cúbico, bem acima dos R$ 1,7 mil que paga a exportação (posto no porto).

Apesar de o mandato ter aberto mais oportunidades ao etanol de cana do Brasil, neste momento, o país deve aproveitar pouco. Como a indústria brasileira não cresceu nos últimos anos, a capacidade de fabricação de anidro está estagnada na casa dos 11,5 bilhões a 12 bilhões de litros, para um consumo interno de 11 bilhões. "Sobra no máximo 1 bilhão para exportar ou um pouco mais, no ano em que o Brasil importa um pouco ­ como os volumes comprados pelo Nordeste", afirma o diretor da Bioagência, Tarcilo Rodrigues.

Portanto, a maior oportunidade desse mandato para 2016, segundo Rodrigues, está no potencial de valorização de preços do produto brasileiro.

Em 2014, o etanol de cana respondeu por 68,7% do volume de biocombustíveis avançados misturados nos Estados Unidos, conforme levantamento da FCStone. Até outubro de 2015, de acordo com a consultoria, esse percentual foi de 80,1% do total. (Valor Econômico 02/12/2015)

 

Legisladores britânicos defendem imposto sobre açúcar

Legisladores britânicos exortaram o governo nesta segunda-feira a adotar medidas rígidas, incluindo um imposto sobre bebidas com açúcar e um controle de promoções de preços de "alimentos e bebidas prejudiciais à saúde" para combater a obesidade infantil.

O Comitê de Saúde do Parlamento disse haver "indícios claros de que medidas para aprimorar o ambiente alimentício" devem ser empregadas para lidar com o problema, cujo tratamento custa ao sistema de saúde estatal 5,1 bilhões de libras esterlinas por ano.

Mas um porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, declarou que o premiê não acredita que um imposto no açúcar é "o curso de ação certo", e que seu governo irá revelar uma estratégia nacional de combate à obesidade infantil no Ano Novo.

Em um relatório, o comitê afirmou que, além do imposto e do controle das promoções, deveria haver controles mais rígidos no marketing e na propaganda de tais alimentos e bebidas, e que os rótulos deveriam mostrar a quantidade de açúcar em colheres, entre outras ações.

"Um terço das crianças que saem do ensino fundamental estão acima do peso ou obesas, e as crianças mais carentes correm duas vezes mais risco de se tornar obesas do que as menos carentes", disse Sarah Wollaston, presidente do comitê.

A indústria de bebidas criticou as conclusões do relatório, dizendo que os parlamentares "engoliram" a pauta dos lobistas.

"É decepcionante que o comitê tenha desperdiçado a chance de acrescentar uma voz independente robusta ao debate da obesidade", opinou Ian Wright, diretor-geral da Federação de Alimentos e Bebidas da Grã-Bretanha. (Reuters 01/12/2015)

 

Tonon tem prejuízo de R$ 726,5 milhões no 2º trimestre de 2015/16

A Tonon Bioenergia, companhia sucroalcooleira com três usinas no Centro-Sul, informou hoje que teve no trimestre encerrado em 30 de setembro, equivalente ao segundo trimestre da safra de cana 2015/16, um prejuízo líquido de R$ 726,5 milhões, ante a perda líquida de R$ 141,1 milhões de igual trimestre do ano passado.

O resultado foi altamente impactado pela valorização de 24% do dólar no período, o que gerou à empresa um resultado financeiro líquido negativo de R$ 737,8 milhões, efeito de uma receita financeira de R$ 1,474 bilhão e de uma despesa financeira de R$ 2,212 bilhões. Na nota que acompanhou o balanço, a companhia afirmou que a “geração cambial passiva” no consolidado foi de R$ 583 milhões, e que “parte substancial desse valor” se refletirá no caixa da empresa somente em sua liquidação (2019 e 2010).

Nos seis meses findos em 30 de setembro, a companhia informava um pagamento de juros e variação cambial sobre empréstimos e financiamentos de R$ 682 milhões. No mesmo intervalo do ano passado, a companhia informava o pagamento de R$ 203,8 milhões em juros e variação cambial sobre empréstimos.

No trimestre encerrado em 30 de setembro, a receita líquida da empresa caiu 5,2%, para R$ 311,6 milhões. No mesmo intervalo, o custo das vendas recuou 12,5%, para R$ 273,1 milhões. Foi registrada uma variação negativa do valor justos dos ativos biológicos, de R$ 15 milhões, e com isso, a companhia registrou no trimestre um lucro bruto de R$ 23,3 milhões, 50% abaixo dos R$ 46,9 milhões registrados em igual trimestre do ano passado.

O endividamento consolidado da Tonon Bioenergia, que tem como principais acionistas o fundo FIP Terra Viva, gerido pela DGF Investimentos, ao fim de setembro era de R$ 2,799 bilhões, um aumento de 32,3% frente ao montante registrado em 31 de março deste ano. Desse total, R$ 2,116 bilhões se referem aos bonds emitidos pela companhia e que têm vencimento entre 2019 e 2020. (Valor Econômico 01/12/2015)

 

Preço do açúcar atinge R$ 78,41/saca, alta de 6,75% no mês

Os preços do açúcar seguiram em alta no final de novembro e o Indicador Cepea/Esalq do cristal cor Icumsa entre 130 e 180, mercado paulista, fechou a R$ 78,41/saca de 50 kg, na segunda-feira, 30, alta de 6,75% no acumulado do mês.

Segundo pesquisadores do Cepea, a movimentação no mercado de cristal seguiu estável, mas foi menor que a observada na primeira quinzena de novembro. As chuvas foram um pouco mais intensas na maior parte das regiões produtoras de cana do estado de São Paulo e interromperam a moagem e a produção em alguns dias, cenário que influenciou as novas altas nos preços. (Cepea / ESALQ 01/12/2015)

 

Futuros de açúcar em Nova York ainda respeitam os 15 cents/lb

Os futuros de açúcar demerara fecharam em ligeira queda ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Ainda pressionadas pela demanda enfraquecida, as cotações também sentiram o peso da perspectiva de uma oferta maior. No curto prazo, a tendência é de que os contratos respeitem a resistência psicológica de 15 cents por libra-peso, algo que ocorre desde 24 de novembro.

Ontem, a Marex Spectron projetou que o déficit esperado para a atual temporada global, iniciada em outubro, só deve ocorrer em 2017. Para a corretora, a alta dos preços nas últimas semanas provavelmente vai estimular exportações da Índia e fazer com que usinas do Brasil destinem uma proporção maior de cana à produção de açúcar, o que seria suficiente para suprir o mercado. Dessa forma, a Marex vai na contramão das demais consultorias do setor, que apostam em produção até 5 milhões de toneladas menor que a demanda no ciclo vigente.

Do lado altista, participantes ainda monitoram o clima chuvoso no Centro-Sul do Brasil, onde a safra permanece atrasada em relação à do ano passado. Conforme a Climatempo, dezembro começa com chuvas de até 150 mm em algumas áreas de São Paulo. Precipitações menos intensas tendem a ser observadas só na semana que vem. A umidade também deve ser considerável no Paraná e em Minas Gerais.

Março caiu 4 pontos (0,27%) e fechou a segunda-feira em 14,93 cents/lb, com máxima de 15,01 cents/lb (mais 4 pontos) e mínima de 14,73 cents/lb (menos 24 pontos). Maio recuou 10 pontos (0,69%) e terminou em 14,46 cents/lb. O spread março/maio variou de 41 para 47 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.

E pelo mais recente relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), fundos e especuladores elevaram o saldo comprado em açúcar em 31.473 lotes na semana encerrada em 24 de novembro. A posição passou de 176.738 para 208.211 lotes.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a segunda-feira em R$ 78,41/saca, alta de 0,13% ante sexta. Em dólar, o índice ficou em US$ 20,18/saca (-1,90%).

Conforme o centro de estudos, o preço médio do cristal no spot paulista subiu 37% em novembro, ante igual mês do ano passado, e atingiu o maior patamar desde a entressafra da temporada 2011/12. A média do Indicador Cepea/Esalq foi de R$ 76,33 por saca até 27 de novembro, valor também 17,5% maior que o de outubro (R$ 64,98/saca).

Em relação às paridades, de 23 a 27 de novembro a remuneração com as vendas de açúcar cristal no spot paulista foi 15,77% superior à das vendas externas. Enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 77,86/saca, as cotações do contrato março na ICE Futures US equivaleriam a R$ 67,25/saca. (Agência Estado 01/12/2015)

 

Exportação de etanol, açúcar e outras culturas avança em novembro

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou nesta terça-feira os dados da balança comercial de novembro (20 dias úteis). No mês houve superávit de US$ 1,197 bilhão, resultante de exportações de US$ 13,806 bilhões e importações de US$ 12,609 bilhões.

O Brasil exportou no período 194,3 milhões de litros de etanol, avanço de 111,2% na comparação com os 92 milhões de litros embarcados em novembro de 2014. Em relação a outubro deste ano, quando foram embarcados 259,1 milhões de litros, o volume é 25% menor.

A receita cambial com a venda do biocombustível alcançou US$ 82,5 milhões em novembro, queda de 26% ante os US$ 111,5 milhões registrados em outubro. Em relação aos US$ 54,1 milhões de litros de novembro de 2014, houve aumento de 52,5%.

No acumulado de 2015, as exportações somam 1,574 bilhão de litros (+24,9%), com receita de US$ 755,2 milhões (-8,2%).

Já com relação ao açúcar, o Brasil exportou em novembro 2,355 milhões de toneladas do produto bruto e refinado, 15,8% superior ante as 2,033 milhões de toneladas registradas em igual mês de 2014, mas 7,9% menos que as 2,558 milhões de toneladas embarcadas em outubro. Do total embarcado no mês passado, 2,002 milhões de toneladas foram de açúcar demerara e 353 mil toneladas, de refinado.

A receita obtida com a exportação total de açúcar em novembro foi de US$ 696,7 milhões, 7,3% menor que a registrada em outubro (US$ 751,3 milhões) e 9,4% abaixo dos US$ 768,9 milhões computados em novembro de 2014. No acumulado de 2015, foram exportadas 20,584 milhões de toneladas de açúcar (-5,9%), com receita de US$ 6,596 bilhões (-23,2%).

De janeiro a novembro, a balança comercial acumula um saldo positivo de US$ 13,442 bilhões, revertendo o déficit de US$ 4,348 bilhões alcançado em igual período de 2014. Segundo o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação (Deaex) da Secex, Herlon Brandão, o MDIC espera fechar o ano com um superávit na casa dos US$ 15 bilhões.

Milho

O Brasil exportou em novembro 4,757 milhões de toneladas de milho, 59,7% mais que no mesmo mês do ano passado quando o País embarcou 2,978 milhões de toneladas. A receita avançou 52,4%, de US$ 524,3 milhões em novembro de 2014 para US$ 799,1 milhões agora.

Na comparação com outubro deste ano, o desempenho foi negativo. O volume foi 14,2% menor e a receita 13,1% inferior. O preço médio do milho exportado em novembro, considerados 21 dias úteis, foi de US$ 168, 1,3% maior que o de outubro deste ano e 4,6% inferior ao de novembro do ano passado.

No acumulado dos onze meses, os números do MDIC mostram incremento de 31,36% no volume e de 24,3% na receita gerada pela exportação do cereal. Os embarques de milho do Brasil entre janeiro e novembro somam 22,633 milhões de toneladas, contra 17,230 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. Já a receita totaliza US$ 3,901 bilhões, ante US$ 3,138 bilhões nos onze meses de 2014.

Café

A exportação brasileira de café em novembro alcançou 3,116 milhões de sacas de 60 kg, o que corresponde a um aumento de 8,8% em relação ao mesmo mês do ano passado (2,864 milhões de sacas). Em termos de receita cambial, houve diminuição de 19,5% no período, para US$ 461,3 milhões em comparação com US$ 573,1 milhões em novembro de 2014.

Quando comparada com o mês anterior, a exportação de café em novembro apresenta queda de 5,8% em termos de volume, pois em outubro passado o País embarcou 3,307 milhões de sacas. A receita cambial foi 8,05% menor, considerando faturamento de US$ 501,7 milhões em outubro.

No acumulado do ano até novembro, houve queda de 4,6% na receita cambial com exportação de café em grão. O Brasil faturou US$ 4,682 bilhões em comparação com US$ 4,909 bilhões no mesmo período de 2014. O volume embarcado avançou 4,4%, de 26,216 milhões de sacas para 27,377 milhões de sacas entre janeiro e novembro deste ano.

Algodão

As exportações brasileiras de algodão cresceram 4,5% em volume no mês de novembro. Foram embarcadas 105,4 mil toneladas, ante 100,9 mil toneladas em novembro do ano passado. Já na comparação com outubro deste ano, quando os embarques somaram 161,2 mil toneladas, houve queda de 34,6%. Isso indica que as exportações de algodão brasileiro começam a perder força depois do período de pico de embarques do ano.

A receita com as vendas externas da pluma somou US$ 161,0 milhões, recuo de 7,9% ante novembro do ano passado e de 36,5% na comparação com outubro. O preço médio da tonelada de algodão exportada no mês passado foi de US$ 1.528, contra US$ 1.733,30 de novembro de 2014 e de US$ 1.572,9 de outubro deste ano.

No acumulado dos onze meses do ano, as exportações brasileiras de algodão somam 683,7 mil toneladas em volume e R$ 1,062 bilhão em receita.

Suco

A receita com exportação de suco de laranja do Brasil cresceu 84,7% em novembro na comparação com o mesmo mês de 2014, de US$ 104,7 milhões para US$ 193,4 milhões. Também houve incremento em relação a outubro deste ano, de 14% sobre os US$ 169,6 milhões registrados.

O volume de suco de laranja exportado no mês passado foi de 212,0 mil toneladas, 159,8% mais que as 81,6 mil toneladas embarcadas em novembro do ano passado. O preço médio da tonelada de suco exportada em novembro foi de US$ 912,3 ante US$ 1.284/tonelada em novembro de 2014 e US$ 910,9/tonelada em outubro deste ano.

Com o resultado de novembro, as vendas acumuladas de suco nos primeiros onze meses de 2015 alcançaram 1,892 milhão de toneladas, 14,7% mais que as 1,649 milhão de toneladas embarcadas no mesmo período de 2014. A receita no ano soma US$ 1,776 bilhão, 4,4% acima dos 1,701 bilhão registrados nos 11 meses do ano passado. (Agência Estado 01/12/2015)

 

Etanol: Tendência de alta nos postos

Os preços seguiram a tendência de alta na semana passada. Pesquisa da Folha em 50 postos da capital paulista indicou reajuste médio de 0,9%.

Nas últimas quatro semanas, a alta do etanol registrada nos postos atinge 12%, segundo a pesquisa da Folha.

Enquanto alguns postos já elevaram o preço do álcool para R$ 3,799 por litro, outros ainda mantêm valor de R$ 2,249. (Folha de São Paulo 01/12/2015)

 

Etanol: Preço do hidratado cai pela segunda semana

Pela segunda semana consecutiva, os preços do etanol hidratado caíram no mercado paulista. Entre 23 e 27 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) do hidratado foi de R$ 1,7191/litro (sem impostos, a retirar em usina), baixa de 0,7% em relação à semana anterior.

Segundo pesquisadores do Cepea, usinas continuaram ofertando um volume maior do produto, dada a necessidade de “fazer caixa” para arcar com despesas de fim de safra e de final de ano.

A demanda, por sua vez, seguiu enfraquecida, refletindo a perda de competitividade do biocombustível frente à gasolina nos postos de praticamente todos os estados brasileiros. Quanto ao anidro, houve estabilidade na semana, com o Indicador a R$ 1,9767/litro (sem impostos, a retirar em usina). (Cepea / ESALQ 01/12/2015)

 

Preço do etanol sobe até R$ 0,21 nos postos de combustível do MT

O preço do litro do etanol saltou até R$ 0,21 nas bombas de combustível da capital, reajuste equivalente a 8,5%. Em menos de 24 horas, o valor cobrado pelo litro do combustível passou de R$ 2,46, em média, para R$ 2,67. Até então, o preço mais alto pelo litro do etanol era de R$ 2,49 em alguns postos de Cuiabá.

O último reajuste foi anunciado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) no Diário Oficial da União de 24 de novembro. A publicação anunciou o aumento do preço de pauta cobrado pelo litro do etanol e da gasolina, usado para o cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O preço de pauta não reflete o preço dos combustíveis vendido ao consumidor, mas servem para calcular os 25% de ICMS que incidem sobre o litro desses dois combustíveis quando saem das distribuidoras de combustíveis para os postos.

Na ocasião, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso(Sindipetróleo) calculou que, no estado, o reajuste causaria um impacto de R$ R$ 0,05 no litro do etanol e de R$ 0,03 na gasolina comum no Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF). No entanto, segundo o diretor executivo do Sindipetróleo, Nelson Soares, quem determina o aumento do preço cobrado do consumidor são os donos dos postos de combustíveis.

O aumento, mesmo que anunciado, pegou os consumidores de surpresa. A superintendente estadual do órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MT), Gisela Simona, criticou a medida. “Temos dois aumentos autorizados recentemente e, em contrapartida, temos vários aumentos sendo repassados pelas distribuidoras sem uma aparente justa causa”, afirmou. (G1 01/12/2015)

 

Justiça aprova plano de recuperação da Simisa

A Justiça de Sertãozinho (SP) aprovou o plano de recuperação judicial da Simisa Simioni, uma das principais produtoras de equipamentos para usinas de cana-de-açúcar do país. A empresa conseguiu um acordo com credores pouco mais de um ano após entrar com o pedido de recuperação.

A dívida listada em seu plano de recuperação judicial é de cerca de R$ 172 milhões. Credores com garantia real terão deságio de 25% sobre o valor da dívida e serão pagos em 15 anos. O valor será corrigido anualmente por TR mais 5%.

Os credores quirografários, ou sem garantia, terão deságio de 40% e serão pagos em 20 anos, com correção por TR mais 2,5%.

Na reestruturação operacional e na negociação com os credores, a Simisa teve a assessoria da butique de investimento Rosenberg Partners. Na área jurídica, a empresa tem assessoria do escritório GCMC Advogados.

Uma das mais tradicionais produtoras de equipamentos para usinas de cana do país, a Simisa protocolou seu pedido de recuperação judicial em 18 de novembro de 2014, após uma série de pedidos de execução e um de falência terem sido feitos por credores.

Na petição inicial, a Simisa informava que seu faturamento líquido estava na casa de R$ 220 milhões anuais. Além de estar sendo penalizada pela própria crise do setor sucroalcooleiro, para o qual vende equipamentos, a Simisa também informou à Justiça á época que teve perdas oriundas de uma relação comercial com o braço de bioenergia da petroleira BP.

A empresa de equipamentos também mencionou à época que sua situação apertada de caixa piorou quando um de seus principais clientes, a Usina São Fernando, também em recuperação judicial, deixou de pagar cerca de R$ 5 milhões à Simisa em agosto deste do ano passado. (Valor Econômico 01/12/2015)

 

Commodities Agrícolas

Suco de laranja: Oitava queda: Os contratos futuros do suco de laranja registraram o oitavo recuo consecutivo ontem na bolsa de Nova York, sob pressão tanto do enfraquecimento da demanda quanto do início da colheita da safra 2015/16 na Flórida. Os papéis do suco concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) com vencimento em março de 2016 fecharam em queda de 135 pontos, a US$ 1,4040 a libra-peso. "O clima atual é benéfico, com tempo seco bom para a colheita na Flórida e umidade boa para o desenvolvimento da safra no Brasil", afirmou Jack Scoville, da Price Futures Group, em nota diária. A retração das vendas de suco de laranja nos EUA também continua pesando sobre as cotações. No mercado interno, o preço da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq permaneceu estável, em R$ 14,08 a caixa de 40,8 quilos.

Algodão: Receios com a produção: As cotações do algodão dispararam ontem na bolsa de Nova York com a lentidão da colheita nos Estados Unidos e a baixa oferta da pluma de qualidade. Os lotes para março fecharam a 63,54 centavos de dólar a libra-peso, alta de 90 pontos. Conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a colheita chegou a 80% da área plantada no domingo, 8 pontos atrás da média das últimas cinco safras para essa época do ano. A falta de oferta de algodão de qualidade, resultado do excesso de chuvas ao longo do ciclo, ajuda a sustentar as cotações. Os traders também já buscam se posicionar na expectativa de que o USDA corte a estimativa de oferta em seu próximo relatório. Na Bahia, o preço da pluma ficou em R$ 77,71 a arroba, segundo a associação local dos produtores (Aiba).

Milho: Efeito EPA: As cotações do milho "andaram de lado" na sessão de ontem e acabaram fechando em alta marginal na bolsa de Chicago, ainda sustentadas pela nova meta de mistura de etanol na gasolina nos Estados Unidos. Os papéis para março subiram 1,5 centavo, para US$ 3,7375 o bushel. A Agência de Proteção Ambiental americana (EPA, na sigla em inglês) estabeleceu a meta de 68,81 bilhões de litros de combustíveis renováveis para serem misturados na gasolina no próximo ano no país, acima dos 64,33 bilhões de litros de 2015. Os traders também esperam uma definição da oferta de milho na América do Sul, onde a safra de verão está recém plantada. No mercado doméstico, o preço médio da commodity no Paraná subiu 0,7%, para R$ 24,31 a saca, de acordo com o Deral/Seab.

Trigo: Oferta americana: Os contratos futuros do trigo cederam ontem na bolsa de Chicago com a baixa competitividade do cereal americano no mercado internacional e a melhora das condições das lavouras dos Estados Unidos. Os lotes para março recuaram 4 centavos, a US$ 4,7150 o bushel. Segundo relatório de segunda-feira do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 55% da área plantada estava em condições ótimas a excelentes na semana móvel até domingo, 2 pontos a mais que no período anterior. Antes, o órgão já havia reportado que os embarques americanos de trigo haviam ficado estáveis na semana até o dia 26 de novembro. Nesse ritmo, os EUA caminham para registrar seu pior nível de exportações do cereal desde 1971. No Paraná, o preço médio recuou 0,68%, para R$ 38,22 a saca, conforme o Deral/Seab. (Valor Econômico 02/12/2015)