Setor sucroenergético

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Rumo All e MRS querem locomotivas chinesas

A exemplo da área de petróleo e gás, as concessionárias do setor ferroviário pressionam o governo e reivindicam a flexibilização das regras do conteúdo local. Hoje, o índice de nacionalização exigido na compra de locomotivas e vagões varia de 60% a 65%. No caso das novas concessões, chega a 75%.

As operadoras ferroviárias, à frente Rumo ALL e MRS, alegam que a indústria local não tem condições de atender à demanda. Para jogar mais lenha nesta fornalha, os fabricantes chineses estão entrando no Brasil a pleno vapor, com preços abaixo da linha de cintura. (Jornal Relatório Reservado 08/12/2015)

 

Gás Total

A Total deverá ser a primeira companhia estrangeira a montar uma operação própria exclusiva de transporte de gás natural no Brasil.

Os franceses já estão em negociações com a Petrobras para utilizar parte da estrutura da estatal.

Neste caso, a Total atuará como carregador, nome dado à empresa que usa o gasoduto do transportador.

O pulo do gato é a possibilidade que o próprio grupo terá de oferecer o serviço a terceiros. ((Jornal Relatório Reservado 09/12/2015)

 

Açúcar: Surpresa com moagem

O aumento da moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil pegou os traders de surpresa e levou os preços do açúcar a caírem ontem na bolsa de Nova York.

Os lotes do açúcar demerara para maio recuaram 30 pontos e fecharam a 14,59 centavos de dólar a libra-peso.

A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) informou que 18,7 milhões de toneladas de cana foram moídas na segunda quinzena de novembro, alta de 18,8% na base anual, enquanto a aposta era de queda nesse volume.

Esse aumento voltou-se à produção de etanol, que respondeu por 67% da cana moída, ante 61,8% na quinzena anterior.

Com isso, a produção de açúcar ficou em 704 mil toneladas no período, queda anual de 7,2%.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,11%, para R$ 79,61 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 09/12/2015)

 

Hedge de preços do açúcar para a safra 2016/17 supera 50%, estima Archer

As usinas brasileiras já fixaram o preço de um total de 13,174 milhões de toneladas de açúcar da safra 2016/17, que se inicia oficialmente em abril do ano que vem, conforme estimativa da Archer Consulting. O volume representa 55,75% da exportação prevista, de 25,12 milhões de toneladas. O preço médio de fixação foi de 13,57 centavos de dólar por libra-peso, o equivalente a R$ 1.172 por tonelada FOB. O dólar médio obtido foi de R$ 3,7639.

Em relatório, o diretor da consultoria, Arnaldo Luiz Corrêa, comentou que "comparativamente às últimas quatro safras, o porcentual acumulado de fixação é o mais alto já visto". "No ano passado, por exemplo, o acumulado nesse mesmo período era de apenas 23,23%", destacou. Conforme ele, a desvalorização do real em relação ao dólar e o descolamento do mercado de açúcar na Bolsa de Nova York do câmbio incentivaram as usinas a travar preços em reais. (Agência Estado 08/12/2015)

 

Produção de açúcar volta a cair no Centro-Sul

A produção de açúcar no Centro-Sul do país caiu 7,2%, para 704 mil toneladas na segunda quinzena de novembro, conforme dados divulgados há pouco pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). No acumulado da temporada 2015/16 a produção da commodity recuou 6,42%, para 29,420 milhões de toneladas.

A moagem de cana-de-açúcar na região subiu 18,85% na segunda metade do mês passado, para 18,7 milhões de toneladas. No acumulado da temporada até 1 de dezembro, o processamento foi 1,64% maior, a 563,292 milhões de toneladas.

A produção de etanol na 2ª quinzena do mês subiu 8,21%, para 881 milhões de litros. Desse total, 453 milhões foram de hidratado (13,35% de queda) e 428 milhões de litros de anidro (46,91% de aumento). Desde o início da safra 2015/16 até 1 de dezembro, a produção total de etanol subiu 2,34%, para 25,788 bilhões de litros. Desse total, 15,868 bilhões de litros foram de hidratado (aumento de 8,64%) e 9,920 bilhões de litros de anidro (queda de 6,34%).

Tanto na quinzena, como no acumulado da safra, a ocorrência de chuvas atrapalhou a colheita da cana e consequentemente a moagem. Conforme a Unica, na média do Centro-Sul foram mais de 35 dias parados entre abril e novembro de 2015 em decorrência destas chuvas.

Pesou favoravelmente à moagem, em relação ao ciclo passado, o fato de haver mais usinas processando a matéria-prima nos últimos meses.

De acordo com dados da Unica, neste ano apenas 47 unidades produtoras haviam encerrado a moagem até o fim de novembro, contra 137 unidades na mesma data de 2014.

“Devido ao baixo aproveitamento de moagem no último mês, grande parte das unidades produtoras estão postergando a data de encerramento anteriormente programada para a safra 2015/16”, afirmou o diretor técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues.

Por causa também da ocorrência de chuvas, o teor de açúcar na cana-de-açúcar, o chamado ATR (Açúcar Total Recuperável) recuou na quinzena 13,67%, para 119,29 quilos por tonelada. No acumulado da safra até 1º de janeiro, o saldo também foi de queda de 3,19%, para 132,66 quilos por tonelada. (Valor Econômico 08/12/2015)

 

Demanda doméstica por etanol começou a recuar

O motorista começou a reagir ao aumento dos preços do etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos. O principal sinal foi a menor venda do produto feita pelas usinas às distribuidoras no mês de novembro na comparação com outubro, divulgada ontem pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Foram vendidos no mercado interno 1,44 bilhão de litros de hidratado, 15,5% menos que os 1,7 bilhão de litros comercializados em outubro. Na comparação com novembro de 2014, no entanto, as vendas foram 23% mais elevadas. "Apesar do recuo em relação ao mês anterior, a demanda ainda está elevada e deve cair mais", disse o diretor da trading Bioagência, Tarcilo Rodrigues.

Nos cálculos da empresa, em dezembro, essas vendas devem recuar para patamares próximos de 1,3 bilhão de litros. "O recuo em novembro estava dentro do esperado, mas o consumo precisa cair mais para se equilibrar com a oferta de etanol disponível até o início da próxima safra, em março do ano que vem", explicou Rodrigues.

Considerando todos os tipos de etanol (anidro, que é misturado à gasolina, e hidratado) e o destino das vendas (mercados interno e externo), as usinas do Centro-Sul venderam em novembro 2,517 bilhões de litros de etanol, 25% de aumento em relação novembro de 2014. Na comparação com outubro, no entanto, há uma queda de 8,13%.

Ontem, a Unica também divulgou que a produção de hidratado na segunda quinzena de novembro caiu 13,35%, para 453 milhões de litros, diante da opção das usinas de fazer mais anidro e também por causa do excesso de chuvas, que interrompeu a moagem. Desde o início da safra 2015/16, foram produzidos 15,868 bilhões de litros de hidratado, alta de 8,6%. (Valor Econômico 09/12/2015)

 

UNICA reforça importância do biocombustível etanol para o combate às alterações climáticas em evento da SRB na COP 21

Durante a palestra, Elizabeth Farina, presidente da UNICA, ressaltou o potencial da cana-de-açúcar para que o pais atinja suas metas de redução de emissões.

As discussões ambientais continuam a todo o vapor na 21ª reunião da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21), que está acontecendo em Paris (França). Elizabeth Farina, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), marcou presença no debate sobre uso sustentável das terras no Brasil promovido pela Sociedade Rural Brasileira (SRB) realizado em 7 de dezembro. 

A discussão teve como pano de fundo as Intended Nationally Determined Contributions (INDC) do País, que pretende atingir a participação de 18% de biocombustíveis na matriz energética até 2030, o que demandaria um consumo anual de 50 bilhões de litros de etanol para fins carburantes. Durante o congresso, que também teve como objetivo criar um ambiente que torne o Brasil reconhecido pela comunidade internacional como um dos países mais sustentáveis do mundo, a presidente da entidade defendeu a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis de energia para o combate das alterações climáticas.

“A produção de cana-de-açúcar no Brasil é uma das atividades mais sustentáveis do agronegócio mundial, e o etanol produzido é capaz de reduzir as emissões em até 90%, se comparado à gasolina. Se a meta proposta de 50 bilhões de litros anuais for atingida, até 2030 teremos reduzido as emissões em 1,15 bilhão de toneladas de CO2. Apenas para colocar este número em perspectiva, isto representaria duas vezes o total de emissões de gases de efeito estufa emitido por um país do porte da China”, diz Elizabeth Farina, presidente da UNICA.

A executiva informou também que, do ponto do uso da terra, esta expansão também deve trazer benefícios ao meio ambiente na medida em que a expansão da cana ocorre prioritariamente em áreas de pastagens degradadas, o que permite, segundo dados da Embrapa, uma fixação de, pelo menos, 5 toneladas de CO2 por hectare plantado.

Farina ressalta, ainda, que hoje apenas 0,5% do território brasileiro é utilizado para a plantação de cana-de-açúcar para etanol. “É importante reforçar que a produtividade da cana-de-açúcar deve dobrar nos próximos 10 anos a partir da disseminação de novas tecnologias, como variedades de cana mais produtivas e resistentes e com o etanol de 2ª geração. Com um plano de longo prazo e mais investimentos, será possível crescer e colaborar ainda mais na redução de emissões ao longo dos próximos anos”, completa.

A participação da UNICA na COP 21 só foi possível graças a uma parceria estabelecida desde 2008 com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para promover a imagem do biocombustível brasileiro como energia limpa e renovável no exterior. (Unica 08/12/2015)

 

Usinas computam vendas do ano de etanol e ofertam anidro excedente

A esta altura do ano, usinas que não optaram pela comercialização do anidro via contrato fazem o balanço de suas vendas e de seus estoques. Aquelas que detêm volume superior ao requerido pela Resolução nº67/2011 da ANP (25% do total do combustível comercializado com distribuidoras no ano civil anterior) têm, então, elevado suas ofertas e, em alguns casos, a preços menores.

Entre 30 de novembro e 4 de dezembro, o Indicador Cepea/Esalq (estado de São Paulo) do anidro foi de R$ 1,9494/litro (sem impostos, a retirar em usina), baixa de 1,4% em relação à semana anterior. Para o hidratado, a queda foi de 1,3% em igual comparativo, com o Indicador a R$ 1,6973/litro (sem impostos, a retirar em usina). O Indicador diário do hidratado posto Paulínia ESALQ/BM&FBovespa caiu 1,1% entre as duas últimas sextas-feiras, fechando a R$ 1.633,00/m3 no dia 4.

Para o hidratado, o movimento de queda dos preços vem sendo verificado há três semanas. A necessidade de “fazer caixa” e, em alguns casos, também de liberar espaço nos tanques para o etanol a ser produzido ainda nesta safra fizeram com que usinas elevassem o volume ofertado. Ao mesmo tempo, as chuvas ocorridas em algumas regiões produtoras reduziram as atividades de colheita e de moagem, limitando recuos maiores de preços. Do lado da demanda, o interesse de distribuidoras por novas compras segue baixo.

Do ponto de vista das unidades produtoras de açúcar e etanol, cálculos do Cepea mostram que o cristal remunerou 35% a mais que o anidro e 46% a mais que o hidratado na semana passada. Comparando-se os dois tipos de etanol, o anidro remunerou 9% a mais que o hidratado.

O preço médio do etanol anidro que seria equivalente ao do açúcar cristal foi calculado em R$ 2,6394/litro (sem impostos) na última semana. Para obter equiparação com o açúcar, o hidratado precisaria ter tido média de R$ 2,4812/litro (sem impostos) e, com o anidro, de R$ 1,8385/litro (sem impostos).

Nos postos, o hidratado mantém vantagem sobre a gasolina apenas em Mato Grosso, onde o preço do etanol equivaleu a 68,2% do valor da gasolina, no intervalo de 29 de novembro a 5 de dezembro, dados ANP. Já em São Paulo, a cotação média do hidratado no mesmo período foi de R$ 2,573/l, correspondendo a 73,4% do valor da gasolina (R$ 3,507/l).

No mercado internacional, o contrato de etanol anidro combustível desnaturado (primeiro vencimento - Janeiro/16), na Bolsa de Chicago (CME/CBOT), subiu 2,6% entre 27 de novembro e 4 de dezembro, com a média semanal a US$ 1,5036/galão (US$ 397,25/m3). Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato futuro de crude oil com vencimento em Janeiro/16 teve média semanal de US$ 40,90/barril, baixa de 4,2% comparando-se as últimas duas sextas-feiras.

Quanto às exportações brasileiras, foram embarcados 194,3 milhões de litros (anidro e hidratado) em novembro, queda de 25% em relação a outubro/15, mas forte aumento de 111,2% sobre o novembro/14, de acordo com dados da Secex. (Agência Estado 08/12/2015)

 

Chuva prejudica moagem de cana-de-açúcar na segunda quinzena de novembro

A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas empresas da região Centro-Sul alcançou 18,74 milhões de toneladas na segunda metade de novembro. Apesar de superar em 18,85% o índice registrado na mesma quinzena da safra passada (15,77 milhões de toneladas), a moagem dos últimos 15 dias de novembro de 2015 ficou 26,91% aquém do valor verificado na primeira metade do mês (25,64 milhões de toneladas).

O diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, destaca que em 2014 “a retração na moagem observada ao final de novembro ocorreu devido ao término precoce da safra, enquanto que nesse ano a redução se deve principalmente as chuvas registradas na maior parte das áreas canavieiras”. Na média do Centro-Sul, foram mais de 35 dias parados entre abril e novembro de 2015 em decorrência destas chuvas, acrescentou.

De fato, neste ano apenas 47 unidades produtoras haviam encerrado a moagem até o final de novembro, contra 137 unidades com safra finalizada na mesma data de 2014. Devido ao baixo aproveitamento de moagem no último mês, grande parte das unidades produtoras estão postergando a data de encerramento anteriormente programada para a safra 2015/2016.

Com isso, no acumulado desde o início da atual safra até 1º de dezembro, o volume processado de matéria-prima somou 563,29 milhões de toneladas, crescimento de 1,64% ante as 554,22 milhões de toneladas registradas em igual período do ciclo anterior.

Qualidade da matéria-prima

Na segunda quinzena de novembro, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar moída totalizou 119,29 kg contra 138,17 kg verificados em igual quinzena do ano passado.

Segundo o executivo da Unica, “o menor nível de ATR por tonelada de cana deve incentivar a manutenção de um mix de produção mais alcooleiro nas próximas quinzenas”.

No acumulado desde o início da safra 2015/2016, a concentração de açúcares atingiu 132,66 kg por tonelada de matéria-prima frente a 137,04 kg contabilizados no mesmo período de 2014.

Produção de açúcar e etanol

A proporção de cana-de-açúcar direcionada à fabricação de etanol nos últimos 15 dias de novembro continua superior ao índice registrado em igual período do último ano: 66,94% na atual safra, contra 63,44% em 2014.

Com isso, a produção de açúcar na segunda metade de novembro atingiu 704,10 mil toneladas, queda de 7,21% em relação às 758,83 mil toneladas verificadas na mesma quinzena do último ano.

A produção quinzenal de etanol, por sua vez, alcançou 881,24 milhões de litros, com 428,05 milhões de litros de etanol anidro e 453,19 milhões de litros de hidratado.

Rodrigues enfatiza que “a produção de anidro continua em ritmo acelerado e atingiu 22,84 litros por tonelada de cana-de-açúcar processada nos primeiros quinze dias de novembro, com a desidratação de 69,95 milhões de litros de etanol hidratado”.

No acumulado desde o início da safra 2015/2016 até 1º de dezembro, a fabricação de açúcar somou 29,42 milhões de toneladas, expressivo recuo de 6,42% em relação a igual período de 2014. A produção de etanol totalizou 25,79 bilhões de litros (15,87 bilhões de litros de hidratado e 9,92 bilhões de litros de anidro), 2,34% superior ao índice registrado até a mesma data de 2014 (25,20 bilhões de litros).

Vendas de etanol

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul em novembro somaram 2,52 bilhões de litros, com 269,21 milhões de litros direcionados à exportação e 2,25 bilhões de litros ao mercado interno.

No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado comercializado no Centro-Sul atingiu 1,44 bilhão de litros, crescimento de 23,15% frente aos 1,17 bilhão de litros contabilizados em novembro de 2014.

O diretor da Unica alerta que “estas estatísticas de vendas indicam um recuo na demanda por etanol hidratado”. A taxa de crescimento das vendas do produto ao mercado doméstico era superior a 40% até setembro; alcançou 36,44% em outubro e, em novembro, caiu para 25,15%, comenta o executivo.

Já as vendas de etanol anidro ao mercado interno totalizaram 809,09 milhões de litros em novembro, contra 752,52 milhões de litros apurados no mesmo mês de 2014.

No acumulado de abril até o final de novembro, as vendas de etanol alcançaram 20,27 bilhões de litros - 18,77 bilhões de litros destinados ao abastecimento doméstico e 1,50 bilhão de litros ao mercado internacional. Este volume total comercializado em 2015 responde por um aumento de 24,87% em relação aos 16,24 bilhões de litros comercializados no mesmo período da safra passada. (Unica 08/12/2015)

 

Preços do petróleo atingem novas mínimas desde 2009

Os preços do petróleo mudaram de direção e voltaram a cair nesta terça-feira, com a commodity negociada nos Estados Unidos (WTI) caindo abaixo de 38 dólares por barril e o Brent operando abaixo de 40 dólares pela primeira vez desde o início de 2009, com um excedente global no mercado se intensificando.

O excesso de oferta está sendo agravado pelo fracasso da Opep, na semana passada, de acordar um limite máximo de produção, com integrantes da organização, como Irã e Iraque, prometendo elevar a produção e as exportações no próximo ano.

Os contratos futuros do Brent e do WTI já tinham caído mais de 6 por cento na segunda-feira e nesta terça-feira atingiram níveis vistos pela última vez na crise de crédito de 2008/09.

"Os níveis mais baixos ocorrem em grande parte como resultado de um foco renovado em fundamentos, agora que a esperança dos altistas para um corte da Opep está fora a mesa", disse a JBC Energy em uma nota.

A ausência de um acordo sobre níveis de produção da Opep significa que os principais integrantes estão se preparando para novas batalhas pela participação em um mercado já fortemente marcado por um excesso de oferta --o consumo está quase 2 milhões barris por dia inferior ao que vem sendo produzido.

Se Brent cair abaixo de 36 dólares por barril, atingiria níveis vistos pela última vez em 2004, no início do chamado super ciclo de commodities. (Reuters 08/12/2015)

 

Inflação agrícola perde força, mas ainda é elevada

A inflação dos produtos agropecuários no atacado perderam força em novembro. Mesmo assim, a taxa se manteve elevada, ao atingir 2,48%.

Apenas no trimestre de setembro a novembro, os produtos agropecuários subiram 8,4% no atacado, 57% de toda a inflação acumulada nos últimos 12 meses nesse setor. Essa taxa foi de 14,72%.

Os dados são do IGP-DI, da FGV, que indica a batata-inglesa como a líder de alta no período. Os preços do produto subiram 67,6%.

Outro item de pressão veio da cana-de-açúcar e seus derivados, como o açúcar. O consumo mundial de açúcar acima da produção, a partir desta safra, ajuda a dar sustentação aos preços do produto.

Além disso, a alta do dólar tornou o açúcar brasileiro mais competitivo nas exportações, o que se refletiu também nos preços internos. A elevação do açúcar no atacado foi de 17% no mês passado.

Entre as principais baixas de preço no mês passado, estão soja, farelo e leite "in natura", conforme a pesquisa do IGP-DI. (Folha de São Paulo 09/12/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Surpresa com moagem: O aumento da moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil pegou os traders de surpresa e levou os preços do açúcar a caírem ontem na bolsa de Nova York. Os lotes do açúcar demerara para maio recuaram 30 pontos e fecharam a 14,59 centavos de dólar a libra-peso. A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) informou que 18,7 milhões de toneladas de cana foram moídas na segunda quinzena de novembro, alta de 18,8% na base anual, enquanto a aposta era de queda nesse volume. Esse aumento voltou-se à produção de etanol, que respondeu por 67% da cana moída, ante 61,8% na quinzena anterior. Com isso, a produção de açúcar ficou em 704 mil toneladas no período, queda anual de 7,2%. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,11%, para R$ 79,61 a saca de 50 quilos.

Café: Safra maior: Uma nova projeção de crescimento da produção de café do Brasil na próxima safra ditou mais uma queda dos futuros do café arábica ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para março caíram 85 pontos e fecharam a US$ 1,252 a libra-peso. O Conselho Nacional do Café (CNC) afirmou à Reuters que projeta uma colheita entre 47 milhões e 49 milhões de sacas de café na safra de 2016/17 no Brasil, cuja colheita começa em maio de 2016. Embora os números estejam abaixo das projeções mais otimistas feitas até agora, o volume ainda representa uma melhora ante a colheita de 2015/16, que ficou em 42,14 milhões de sacas, segundo a Conab. Ontem, o café de boa qualidade oscilou entre R$ 500 e R$ 510 a saca de 60,5 quilos, de acordo com o Escritório Carvalhaes, em Santos.

Algodão: Perdas em NY: Os preços do algodão mergulharam ontem na bolsa de Nova York ante a nova alta global do dólar e ajustes prévios aos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os papéis para março caíram 13 pontos, a 64,44 centavos de dólar a libra-peso. O órgão vem reduzindo suas projeções para a safra americana, o que deve colaborar para que a safra 2015/16 seja a primeira com déficit de oferta em seis ciclos. "Porém, com mais de 23 milhões de toneladas, os estoques finais de 2015/16 vão permanecer como o segundo maior recorde", assim como a relação entre estoque e uso, disse Hamish Smith, analista da Capital Economics, que acredita em preços em torno de 55 centavos de dólar a libra-peso no fim de 2016. Na Bahia, o preço da pluma ficou em R$ 77,71 a arroba, segundo a associação local de produtores, a Aiba.

Trigo: À espera do USDA: A nova rodada de fortalecimento do dólar em relação a várias moedas voltou a golpear ontem os futuros do trigo nas bolsas americanas. A alta da moeda adicionou pressão ao mercado que já vinha em queda por conta das expectativas para as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em Chicago, os lotes para março caíram 1,25 centavo de dólar, a US$ 4,815 o bushel. Em Kansas, onde se oferta o trigo de melhor qualidade, os papéis para março caíram 2 centavos, a US$ 4,725 o bushel. Para analistas, o USDA deve elevar hoje suas projeções para os estoques finais de trigo nos EUA, mas reduzirá a previsão para os estoques de passagem globais. No mercado interno, o preço médio do trigo no Rio Grande do Sul apurado pelo Cepea/Esalq subiu 0,53%, para R$ 645,26 a tonelada. (Valor Econômico 08/12/2015)