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Exportações de açúcar do Paquistão intensificam competição com Índia

Um fluxo de 500 mil toneladas de exportações de açúcar do Paquistão intensificará a competição com as usinas indianas e refinarias do Oriente Médio, adicionando pressão aos preços globais, disseram fontes nesta quarta-feira.

O Paquistão exportará 500 mil toneladas de açúcar com um subsídio de 13 mil rúpias por tonelada, disse uma autoridade do Ministério das Finanças à Reuters nesta quarta-feira.

A primeira parcela de 200 mil toneladas pode ser exportada neste ano, enquanto o prazo para a quantidade total será 31 de março de 2016.

Operadores disseram que as exportações, que devem ser de açúcar branco, podem rivalizar com as das usinas indianas por vendas a clientes no Leste da África e Ásia central e competir com as refinarias do Oriente Médio para suprir o mercado afegão.

O governo paquistanês pode estender seu programa de exportações além de março, se as vendas para o exterior estiverem abaixo da meta, disse um operador europeu. (Reuters 10/12/2015)

 

Exportações do agronegócio aumentaram 8,2% em novembro

Embarques somaram US$ 6,63 bilhões. Venda externa de soja foi um dos destaques do mês passado.

As exportações do agronegócio brasileiro em novembro deste ano tiveram aumento de 8,2% em comparação com igual mês de 2014. Os embarques de setor somaram US$ 6,63 bilhões, ante US$ 6,13 bilhões de novembro do ano passado. Em valores absolutos, houve um acréscimo de US$ 501,44 milhões. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (9) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Ainda de acordo com os dados da SRI, as importações do agronegócio em novembro caíram 20,3% em relação ao mesmo mês de 2014, passando de US$ 1,25 bilhão para US$ 993,31 milhões. Com isso, o superávit da balança do setor foi de US$ 5,64 bilhões.

“O aumento das exportações só não foi maior por causa da queda, quase generalizada, dos preços médios dos principais produtos de exportação do agronegócio”, assinala a secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo.

Carnes, complexo soja, cereais, farinhas e preparações, produtos florestais e açúcar e álcool foram os principais setores exportadores. Eles foram responsáveis por 72,5% – ou US$ 4,81 bilhões, de todos os embarques do agronegócio em novembro.

Embora tenha ficado em primeiro lugar entre os principais produtos exportados, as carnes tiveram recuo de US$ 1,43 bilhão de novembro de 2014 para US$ 1,29 bilhão (-9,7%) no mês passado. Os embarques de carne de frango somaram US$ 596,53 milhões, com queda de 9,2% em novembro. As exportações de carne bovina tiveram retração de 6,8%, a carne suína, de 11,6% e a de peru, de 31,1%.

O complexo soja teve desempenho positivo. Os embarques do setor aumentaram em 68% em valor. A quantidade exportada de soja em grão subiu de 176 mil toneladas para 1,44 milhões de toneladas (+719,2%) no período. “Mesmo com a queda do preço médio em 16,9%, o valor exportador de soja em grão cresceu de US$ 80,92 milhões em novembro de 2014 para US$ 551,02 milhões no mês passado”, destaca Tatiana Palermo. As exportações de farelo de soja e óleo de soja caíram 7,4% e 7,6%, respectivamente.

Milho e arroz

Segundo a nota técnica da SRI, os cereais, farinhas e preparações ficaram na terceira posição no ranking dos principais produtos exportados, registrando forte crescimento. As vendas do setor subiram de US$ 590,02 milhões em novembro de 2014 para US$ 862,01 milhões no mês passado, com aumento de 46,1%. O milho foi o principal produto exportado do setor, com 92,7% do valor comercializado. Os embarques de arroz também arroz também se destacaram, subindo de US$ 23,67 milhões em novembro de 2014 para US$ 43,11 milhões no mês passado.

Os produtos florestais ficaram na quarta posição, passando de US$ 753,66 milhões para US$ 813,30 milhões no período analisado. Quinto colocado no ranking da balança comercial do agronegócio, o complexo sucroalcooleiro teve recuo nas vendas externadas, que passaram de US$ 823,10 milhões em novembro de 2014 para US$ 780,04 milhões no mês passado.

Blocos e países

Conforme os dados da SRI, as compras da Ásia de produtos do agronegócio brasileiro tiveram aumento de 28% em novembro deste ano, alcançando US$ 2,46 bilhões. Com isso, a participação do continente na balança comercial do Brasil subiu de 31,4% para 37,1%. 
Entre os países, o destaque ficou com a China, que elevou suas compras em 77,5% no mês passado. Com esse crescimento, a participação do país asiático quase dobrou, passando de 7,7% para 12,6%. As exportações de soja em grão para a China foram o fator principal para esse desempenho. (Mapa 09/12/2015)

 

Louis Dreyfus, Cargill e Fibria vencem leilão de áreas portuárias em Santos

As gigantes do agronegócio Louis Dreyfus e Cargill venceram junto com a produtora de celulose Fibria os leilões de áreas portuárias em Santos que disputaram nesta quarta-feira, no segundo certame de infraestrutura logística organizado pelo governo federal deste ano.

No total, o leilão arrecadou cerca de 430,5 milhões de reais. A disputa ocorreu depois do leilão da ponte Rio-Niterói, em março deste ano, que foi baseado em deságio de tarifa de pedágio e vencido pelo grupo Ecorodovias.

Louis Dreyfus e Cargill ganharam em consórcio direito a explorar a área STS04, conhecida como "Ponta da Praia", no porto.

O consórcio, controlado em 60 por cento pela Louis Dreyfus, ofereceu valor de outorga de 303,07 milhões de reais, superando lance de 5 milhões feito pela brasileira Agrovia SA. A área é destinada à movimentação e armazenagem de granéis sólidos, com obrigação de movimentação mínima anual de 3,9 milhões de toneladas no terceiro ano de concessão e de 4,1 milhões a partir do quinto ano.

Já a Fibria venceu em fase de leilão viva voz a rival Eldorado Celulose na disputa pela área STS07, conhecida como "Macuco", para movimentação e armazenagem de papel, celulose e carga geral.

A Fibria, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, ofereceu valor de outorga de cerca de 115 milhões de reais pouco acima dos 110 milhões constantes na abertura do envelope com o lance inicial da companhia. A Eldorado tinha ofertado inicialmente 95 milhões de reais.

Também parte do leilão, a brasileira Marimex foi a única proponente no leilão da área STS36, conhecida como "Paquetá", também para movimentação de papel, celulose e carga geral, vencendo a licitação com lance de 12,5 milhões de reais.

O leilão é o primeiro para arrendamento de áreas para terminais portuários do país. As áreas integram a primeira fase do Bloco 1 do Programa de Arrendamentos de Áreas Portuárias do governo federal. O bloco 1 conta com 29 áreas, de um total de 93.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) prevê que todo o Bloco 1 deve ser licitado até o fim de 2016, com 20 áreas no Pará e nove em Santos.

Originalmente, o certame desta quarta-feira deveria incluir também área no Porto de Vila do Conde, no Pará, mas ela foi suspensa por falta de interessados. O terminal de grãos em Vila do Conde será inserido na segunda fase do Bloco 1, prevista para o início do próximo ano, em conjunto com outras áreas localizadas nos portos do Pará, segundo a Antaq. (Reuters 09/10/2015)

 

Acordo com DuPont poderia oferecer alívio para presidente da Dowv

Para o presidente-executivo da Dow Chemical, Andrew Liveris, uma fusão com a rival DuPont pode vir em um momento conveniente, conforme ele enfrenta pressões renovadas de um grande investidor e investigações federais em andamento sobre os gastos do executivo.

De acordo com pessoas familiarizadas com o assunto, Dow e DuPont estão em negociações avançadas para combinar as empresas célebres em uma gigante de produtos químicos, com vendas de mais de 90 bilhões de dólares.

O novo presidente-executivo da DuPont, Ed Breen, provavelmente permaneceria no papel e Liveris pode ser apontado como presidente do Conselho. A entidade combinada pode então ser dividida em três partes, dizem pessoas familiarizadas com o assunto.

A Dow e a DuPont não confirmaram as conversas e não quiseram comentar o assunto.

Para Liveris, presidente-executivo e do Conselho da Dow, uma fusão pode ajudar a afastar a possibilidade de ataques renovados pelo hedge fund ativista Third Point. O fundo, liderado pelo investidor Daniel Loeb, pressionou no ano passado por um rompimento da Dow, em um esforço para impulsionar o preço das ações que não subiram muito durante os 11 anos de administração de Liveris como presidente-executivo.

Um acordo também pode resolver questões sobre a sucessão da Dow. Membros do Conselho da empresa recentemente consideraram se a Dow deveria substituir Liveris como presidente-executivo, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto. Liveris falou publicamente sobre a possibilidade de se aposentar nos próximos anos, mas a ameaça de ativistas e uma investigação pela Securities Exchange Commission (SEC), também foram levadas em conta nas reflexões do Conselho, disse essa pessoa. (Reuters 09/10/2015)

 

Dow e DuPont negociam fusão e possível separação em três unidades

A Dow Chemical Co. e a DuPont Co. estão em negociações avançadas para unir seus negócios e criar um colosso do setor químico com vendas conjuntas de mais de US$ 90 bilhões. Se concretizada, esta seria a fusão de duas das empresas mais antigas dos Estados Unidos, com um valor de mercado combinado próximo a US$ 120 bilhões.

Os gigantes dos produtos químicos podem anunciar uma fusão nos próximos dias, dizem pessoas a par do assunto. A empresa combinada seria então dividida em três segmentos, disseram elas, uma estratégia comum entre as fusões e aquisições mais recentes. O diretor-presidente da Dow, Andrew Liveris, deve assumir a presidência do conselho executivo da nova empresa, com o diretor-presidente da Dupont, Edward Breen, mantendo o cargo.

Os termos do acordo não foram divulgados, mas algumas pessoas dizem que poderá ser uma fusão de iguais, o que significa que não haverá grandes prêmios para os acionistas. Um acordo ainda não foi assinado e as negociações ainda podem terminar sem a concretização de uma fusão, alertaram as pessoas.

Mesmo se os dois lados concordarem com o negócio, não há garantia de que os reguladores antitruste irão aprovar a união ou que o plano de divisão iria abordar as potenciais preocupações com a concorrência. A fusão iria unir dois dos maiores fornecedores de químicos industriais e agrícolas e de sementes do mundo.

Caso se concretize, a fusão das companhias, cada uma com mais de 100 anos, será uma das maiores realizadas em um ano marcado por grandes negócios. Até o momento, a atividade de aquisições já alcança US$ 4,35 trilhões em 2015, superando 2007 e marcando um novo recorde de negócios fechados, segundo a Dealogic.

Antes que qualquer cisão seja feita, o novo gigante criado a partir da fusão terá forte presença em setores que vão de plásticos a produtos químicos industriais e agricultura.

Sob pressão dos acionistas para reduzir suas operações e se concentrar nas unidades de rápido crescimento, as duas empresas têm reestruturado seus negócios, vendendo alguns dos produtos que as tornaram famosas.

O acordo em discussão deve acelerar esse processo, com a criação de unidades separadas para abrigar as empresas de produtos agrícolas, materiais e ciência dos materiais, e produtos especializados, disseram algumas pessoas.

Wall Street aprovou a possibilidade de uma fusão. A cotação das ações das duas empresas disparou, com as da Dow ganhando 12%, para US$56,97 e as da DuPont, 11,9%, para US$ 74,49.

O potencial acordo entre a Dow e a DuPont é discutido em um momento em que negociações de consolidação do setor de ciências agrícolas se intensificaram, com empresas tentando se ajustar à pressão exercida pelos baixos preços das commodities.

O The Wall Street Journal divulgou, em novembro, que a DuPont estava discutindo uma potencial fusão de sua divisão agrícola com a empresa agrícola Syngenta AG e, separadamente, explorando um acordo no setor agrícola com a Dow. A americanaMonsanto Co. abandonou este ano uma oferta de US$ 46 bilhões para comprar a Syngenta em meio à resistência da rival suíça.

Liveris, da Dow, tem buscado um acordo com a DuPont há mais de dez anos e entrou em contato com Breen logo após este assumir o cargo na DuPont, em outubro, dizem algumas pessoas. Ele promoveu o acordo como uma forma de encontrar sinergias antes de dividir as empresas em operações mais enxutas, disseram as pessoas.

Analistas há muito falam dos benefícios de uma fusão entre as áreas agrícolas da Dow e da DuPont. Juntas, as duas vendem cerca de 17% dos pesticidas do mundo e seriam a terceira maior fornecedora de produtos químicos agrícolas, segundo dados compilados peloMorgan Stanley. Combinadas, elas teriam 41% das operações de sementes de milho e 38% do mercado de soja dos Estados Unidos.

Além dos produtos agrícolas, as empresas também possuem divisões que produzem filmes industriais, revestimentos, tecnologias de empacotamento e outros ingredientes usados nos setores alimentício, farmacêutico, industrial e automotivo. Entre os itens produzidos pela DuPont estão as fibras Kevlar e as bancadas de cozinha Corian. A Dow faz desde isolamentos de isopor até químicos para protetores solares.

No Brasil, a Dow está presente desde 1956 principalmente nas áreas de embalagens, agricultura, eletrônicos e transporte. Hoje ela conta no país com 3 mil funcionários divididos em 15 fábricas, nove centros de pesquisa e três escritórios. A empresa registrou no país uma receita de US$ 3,2 bilhões em 2014.

A DuPont chegou ao Brasil em 1937 e hoje atua em setores que incluem agricultura, nutrição e saúde, biociências industriais e eletrônicos. A empresa conta com dez fábricas e dez centros de pesquisa e desenvolvimento no país, onde trabalham 2.731 funcionários. A receita em 2014 foi de US$ 2,3 bilhões.

Recentemente, as duas empresas iniciaram a venda de ativos com margens baixas, como os ativos de petróleo e derivados, em favor de produtos especializados de alta margem. A DuPont saiu do negócio de tintas e revestimento de performance, incluindo a unidade que inventou o revestimento antiaderente Teflon. A Dow deixou de vender ingredientes como cloro e o epóxi, polímero utilizado em tudo, desde viagens espaciais até sacos plásticos do tipo Ziploc.

Em novembro, Liveris disse que a Dow estava explorando possibilidades de acordos para sua divisão agrícola, que teve uma receita de US$ 7,3 bilhões no ano passado. Em março, a Dow informou a venda de uma porção significativa de sua unidade de cloro para a fabricante americana de produtos químicos Olin Corp. E, em 2014, informou que separaria mais uma parte de suas unidades químicas baseadas em commodities, procurando se concentrar na produção de misturas especiais com a meta de gerar lucros mais estáveis. Desde 2009, a Dow vendeu ativos responsáveis por uma receita anual de US$ 15 bilhões e Liveris sugeriu que a mudança foi grande o suficiente para a empresa tirar “chemical” de seu nome.

Um acordo com a DuPont seria o ponto alto da gestão de 11 anos de Liveris na liderança da Dow. Embora a Dow tenha sido atingida pela crise financeira, a estratégia do executivo de realinhar os produtos da empresa fez com que suas ações voltassem a níveis próximos ao recorde histórico. (The Wall Street Journal 10/12/2015)

 

Funcionários paralisam atividades na Dedini contra demissões e atrasos

Guarita da empresa foi queimada em protesto dos trabalhadores nesta 4ª; 

Desde 2014, foram 1,6 mil pessoas demitidas em Piracicaba e Sertãozinho.

Os funcionários da metalúrgica Dedini Indústria de Base S/A, com unidade em Piracicaba (SP) e atuação no setor sucroalcooleiro, decidiram paralisar as atividades a partir desta quarta-feira (9). Segundo o sindicato da categoria, a medida é um protesto contra as demissões de pelo menos 200 trabalhadores - sendo 100 em Sertãozinho (SP) - e a falta de cumprimento de um acordo para pagar verbas rescisórias para 468 demitidos.

Na manhã desta quarta-feira, os funcionários queimaram pneus e atearam fogo na guarita de recepção da empresa, em uma manifestação contra a falta de pagamento de salários e de verbas para os trabalhadores demitidos. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, a diretoria da empresa alegou não ter como pagar os direitos. O G1 tentou contato com a companhia, mas até a publicação não obteve retorno.

A paralisação das atividades foi definida em assembléia no Fórum de Piracicaba nesta quarta. Durante o encontro, os trabalhadores realizaram uma manifestação com faixas e cartazes e se reuniram com o juiz Marcos Douglas da Silva, que conduz o processo de recuperação judicial da empresa. Também estiveram presentes representantes da unidade da Dedini em Sertãozinho.

Na manhã desta quinta-feira (10), vai acontecer uma nova assembléia com funcionários e demitidos no pátio da empresa para definir os rumos da paralisação. Devem paralisar as atividades os trabalhadores das quatro áreas da companhia (administrativo, mecânica, fundição, caldeiraria).

Fogo na guarita

Sobre o ataque à guarita da empresa, o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, João Carlos Ribeiro, afirmou que havia pessoas no protesto que não tinham relação com a entidade e que podem ter provocado a depredação. "Tinha muita gente lá e não conseguimos ter controle sobre todos."

No inicio de dezembro, 200 trabalhadores das unidades de Piracicaba (SP) e Sertãozinho (SP) foram dispensados. Desde fevereiro de 2014, foram cerca de 1,6 mil funcionários dispensados nas duas cidades, segundo o sindicato. "Reivindicamos o pagamentos de salários atrasados, de férias, o cumprimento de acordos, demissões", disse o diretor.

Recuperação Judicial

Em agosto deste ano, a Dedini já havia demitido cerca de 650 funcionários em Piracicaba (SP) e Sertãozinho (SP). No mesmo mês, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial para tentar evitar a falência, e recebeu prazo para retomar a saúde financeira dos negócios.

Acordo

Ainda segundo a entidade sindical, a empresa não cumpre acordo feito na Justiça do Trabalho, em 11 de novembro, que determina o pagamento de R$ 1 mil e cesta básica, todo dia 29 de cada mês aos demitidos. A medida é válida até a realização da assembléia que será marcada pelo juiz que analisa o processo de recuperação judicial.

"Ao todo, 468 trabalhadores deste processo rescisório são prejudicados. A empresa também não cumpre com pagamento de férias, FGTS, há atrasos de salários, dentre tantos outros problemas", afirmou o sindicato em nota.

Mais demissões em 2016

Também conforme os representantes da categoria, a companhia prevê demitir mais 400 funcionários em Piracicaba no início de 2016. O sindicato afirma receber diariamente metalúrgicos sem dinheiro que precisam "pagar contas, comprar remédios".

"É inadmissível o que a Dedini vem fazendo com esses trabalhadores", afirmou Ribeiro. A entidade afirmou ainda que entrou em contato com representantes da categoria em Sertãozinho para organização de um ato contra a empresa. (G1 09/12/2015)

 

Commodities Agrícolas

Café: Empurrão do dólar: Os contratos futuros do café arábica registraram leve alta ontem na bolsa de Nova York, impulsionados pela queda do dólar em relação ao real. Os papéis do grão com vencimento em março fecharam a US$ 1,2680 a libra-peso, alta de 160 pontos. O dólar recuou de forma generalizada ante a percepção de que a alta dos juros nos Estados Unidos será bastante gradual. A queda da moeda americana desestimula as exportações brasileiras, que no último mês subiram de forma expressiva. Os traders estão de olho agora nos níveis de estoque nos países consumidores, que costumam ter uma demanda mais aquecida nesta época com o inverno no Hemisfério Norte. No mercado interno, o café de boa qualidade oscilou entre R$ 500 e R$ 510 a saca de 60,5 quilos, segundo o Escritório Carvalhaes.

Cacau: Avanço em NY: Depois de uma forte queda na terça-feira em decorrência de realização de lucros, os preços do cacau retomaram a trajetória de alta ontem na bolsa de Nova York em meio aos receios com a oferta de curto prazo no oeste da África, onde a produção pode ser afetada pelo clima adverso. Os lotes para março subiram US$ 55, para US$ 3.371 a tonelada. As lavouras de Gana já foram atingidas pelos ventos Harmattan, provenientes do deserto do Saara, secos e carregados de areia. Embora sazonais, os ventos neste ano estão mais fortes, dizem analistas. Os traders seguem de perto agora os dados de entregas de cacau nos portos da região. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio na terça­feira (último dado disponível) ficou em R$ 154 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Oferta menor: O enfraquecimento global do dólar e o corte nas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a oferta na safra 2015/16 impulsionaram o algodão ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para março subiram 37 pontos, a 64,81 centavos de dólar a libra-peso. O órgão diminuiu sua estimativa para a produção global de algodão para 22,58 milhões de toneladas. Para a colheita americana, projetou 2,83 milhões de toneladas. O USDA também cortou as projeções para os estoques mundiais da pluma ­ para 22,72 milhões de toneladas. No caso dos EUA, o órgão estimou estoques de 653 mil toneladas. No mercado interno, o indicador Cepea/Eslaq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,05% ontem, para R$ 2,2424 a libra-peso.

Trigo: Estoques mantidos: A manutenção das projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para os estoques americanos de trigo impulsionou os futuros do cereal ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para março subiram 8,25 centavos, a US$ 4,8975 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo contrato teve alta de 8 centavos, a US$ 4,8050 o bushel. Traders se frustraram com o fato de o USDA ter mantido sua projeção para os estoques finais nos EUA em 24,79 milhões de toneladas. A expectativa era que houvesse revisão para cima da estimativa, o que resultaria em uma oferta mais folgada no fim da safra. No Paraná, a saca do cereal teve alta de 0,03% ontem, a R$ 37,97, conforme o Deral/Seab. (Valor Econômico 10/12/2015)