Setor sucroenergético

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Sem usina, Antonio Ruette avalia o que fazer com seus 2 mil ha de cana

Após vender seus ativos industriais para a norte americana Black River, o agora ex-usineiro Antonio Ruette pode estudar com calma as propostas que recebeu pelos seus dois mil hectares de plantações de cana em São Paulo. É sua chance de colocar uma dinheirama no bolso.

O empresário não recebeu um só tostão dos R$ 680 milhões que a Black River pagou pelas duas usinas.

Os recursos serão usados na quitação de dívidas ou modernização das plantas. (Jornal Relatório Reservado 17/12/2015

 

Louis Dreyfus troca comando da área de cana-de-açúcar

Tancredi acaba de ser anunciado como principal executivo da área de açúcar da companhia francesa Louis Dreyfus Commodities (LDC), controladora da Biosev, de usinas de cana-de-açúcar no Brasil.

O executivo, que até então ocupava posição de comando na área de algodão da LDC, assume imediatamente na área sucroenergética da controladora da Biosev. Tancredi assume no lugar de Jacques Gillaux, experiente no setor de traders.

Ele já teve passagens como executivo na Cargill. (Jornal Cana 17/12/2015)

 

Açúcar: Safra menor

A nova perspectiva de queda na produção de açúcar no Brasil e a elevação da estimativa para o déficit global impulsionaram os preços da commodity na bolsa de Nova York.

Os lotes do açúcar demerara para maio fecharam ontem em alta de 11 pontos, a 14,39 centavos de dólar por libra-peso.

Ontem, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) previu que a produção brasileira de açúcar cairá 2,7% neste ciclo 2015/16, para 34,6 milhões de toneladas.

De outro lado, a trading inglesa Czarnikow elevou sua estimativa para o déficit global de açúcar em 2015/16 para 8,2 milhões de toneladas, ante as 4,1 milhões estimadas anteriormente.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 81,33, em ligeira queda de 0,06%. (Valor Econômico 18/12/2015)

 

André Esteves está proibido de ingressar no BTG

Executivo recebeu alvará de soltura, mas não poderá participar das atividades do banco e nem de qualquer empresa envolvida nas denúncias da Operação Lava Jato.

O alvará para soltura de André Esteves já foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a qualquer momento o ex-banqueiro pode deixar o presídio de Bangu 8, na zona oeste do Rio, onde cumpre, há 21 dias, prisão preventiva, depois de passar dois dias na sede da Polícia Federal. O ministro Teori Zavascki revogou nesta quinta-feira, 17, a prisão e a substituiu pelo "recolhimento domiciliar".

Esteves que foi preso durante as investigações da Operação Lava Jato, sob suspeita de participar do planejamento de fuga do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, envolvido nas denúncias de corrupção da petroleira - foi autorizado a trabalhar, mas não poderá mais participar das atividades do banco BTG Pactual, que controlava até a semana passada, e nem de qualquer empresa envolvida nas denúncias da Lava Jato.

Na verdade, o ex-banqueiro sequer poderá ingressar no BTG ou em "estabelecimentos a ele relacionados". Em sua decisão, Zavascki determinou também, o "recolhimento domiciliar integral". Ou seja, enquanto não arranjar emprego, Esteves terá de permanecer em casa.

Depois, poderá sair para cumprir jornada de trabalho, mas terá de passar as noites e os dias de folga em casa. O ex-banqueiro terá de comparecer em juízo quinzenalmente, vai entregar o passaporte às autoridades policiais e está proibido de deixar o País. O descumprimento de qualquer das determinações pode levar André Esteves de volta à cadeia.

Zavascki indeferiu os pedidos de revogação prisão preventiva de Edson de Siqueira Ribeiro Filho, ex-advogado de Nestor Cerveró, e Diogo Ferreira, assessor do senador Delcídio Amaral. O ministro reiterou a transferência de Delcídio e Diogo para um quartel da Polícia Militar do Distrito Federal e manteve Ribeiro Filho no presídio Ary Franco, no Rio de Janeiro.

A principal prova contra os acusados é uma gravação feita pelo filho de Cerveró, Bernardo. Numa reunião gravada no começo do mês passado, em um hotel de Brasília, Delcídio e Ferreira cogitam enviar Cerveró para Espanha, via Paraguai, e afirmam que Esteves daria suporte financeiro de R$ 50 mil mensais à família do ex-diretor da Petrobrás.

O banqueiro não participa da conversa, mas teria tido acesso a trechos da delação de Cerveró. (O Estado de São Paulo 18/12/2015)

 

Safra 2015/16 de cana-de-açúcar do Brasil pode chegar a 658,7 milhões de toneladas

A safra 2015/2016 de cana-de-açúcar produzida pelo Brasil pode chegar a 658,7 milhões de toneladas, com um aumento de 3,8% em relação à safra anterior, quando foram colhidas 634,8 milhões de toneladas. Este levantamento é o terceiro do ano realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado nesta quinta-feira (17).

A estimativa de um aumento na produção e na produtividade (3,9%) se deve, sobretudo, à participação dos canaviais da região Centro-Sul que não sofreram os efeitos da falta de chuvas na safra anterior e que afetaram a produtividade. O estudo mostra também que a área de colheita teve um pequeno decréscimo.

A maior parte da cana colhida vai ser destinada à fabricação de etanol, que representa 57,9% de toda produção. O etanol total deve ter um aumento de 1,9% ou cerca de 554 milhões de litros, passando de 28,66 para 29,21 bilhões de litros, enquanto que o hidratado, utilizado nos veículos "flex-fuel", pode subir mais 7,4% ou o equivalente a 1,25 bilhões de litros. A marca sai de 16,9 bilhões para 18,2 bilhões de litros. Entre as regiões, o Sul não apresentou aumento na produção de etanol hidratado. Já o anidro, destinado à mistura com gasolina, teve redução de 6% (699,8 mil litros), passando de 11,7 bilhões para 11 bilhões de litros.

Para a produção de açúcar, está prevista uma redução de 2,7%. A estimativa é que deve cair das 35,56 milhões para 34,61 milhões de toneladas, o que representa 947,5 mil toneladas a menos. Os responsáveis pela queda nacional são os estados de São Paulo, Alagoas, Minas Gerais e Goiás que valorizaram mais a produção de etanol nesta safra.

A estimativa é que a moagem já chegou a 86,5% do volume colhido no país, sendo 90,2% na região Centro-Sul e 46,3% na Norte/Nordeste. (Conab 17/12/2015)

 

Produção de açúcar será menor no Brasil

A recuperação da produtividade dos canaviais do Centro-Sul neste ano puxou para cima a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a moagem de cana no país em 2015/16. O processamento nacional da matéria-prima deve crescer 3,8% no ciclo, para 658,701 milhões de toneladas, enquanto que, no Centro-Sul, esse aumento será de 4,9%, para 603,7 milhões de toneladas.

Mas, a despeito do maior volume de cana colhido, a produção de açúcar do Brasil fechará a safra em baixa, nas projeções da Conab. O volume previsto é de 34,6 milhões de toneladas, queda de 2,7% ante 2014/15. A retração no Centro-Sul será de 2,1%, para 31,329 milhões de toneladas. No Nordeste, a queda é de 7,8%, para 3,283 milhões de toneladas, sobretudo devido à forte estiagem que atingiu os canaviais da região neste ano.

Para a produção de etanol, a Conab projetou um volume de 29,2 bilhões de litros no país, aumento de 1,9% ante os 28,659 bilhões de 2014/15. Desse total, 11,028 bilhões de litros serão de anidro (que é misturado à gasolina) e 18,186 bilhões de litros de hidratado (que é usado diretamente no tanque dos automóveis). A região Centro-Sul deve responder por 27,090 bilhões de litros do total de etanol produzido no Brasil, um aumento de 2,1%. A Conab projetou que o teor de açúcar na cana (ATR) cairá em 2015/16 3,8% no país e, no Centro-Sul, 4,4%. (Valor Econômico 18/12/2015)

 

Goiás tem maior produtividade na produção de cana

Os produtores de cana-de-açúcar de Goiás conseguem a maior produtividade do país. São 78,6 toneladas de cana por hectare, conforme dados da Conab. Já São Paulo, o líder nacional, tem produtividade de 74,9 toneladas por hectare.

Segundo o órgão público, cinco Estados brasileiros têm produtividade inferior a 50 toneladas por hectare. O pior desempenho é o do Rio de Janeiro, onde a produtividade se restringe a 36,2 toneladas.

A área total de cana no país é de 9 milhões de hectares, e 52% estão no Estado de São Paulo.

A produção total do país fica estável nesta safra 2015/16, somando 659 milhões de toneladas. Nos cálculos da Conab, a produção de açúcar recua para 34,6 milhões de toneladas (2,7% menos do que na anterior), enquanto a de etanol sobe para 29 bilhões de litros, 2% mais. (Folha de São Paulo 18/12/2015)

 

Quem será o novo ministro da Fazenda?

Agora, parece que vai mesmo. Sem as propaladas cartas de demissão, Joaquim Levy deve deixar o governo agastado, após trabalhar que nem um mouro sem contar com um minuto sequer de apoio do governo. Mas, rei morto, rei posto. O RR faz seu ranking de candidatos ao cargo, com o respectivo par no Ministério do Planejamento. Não se espantem com o brutal coeficiente de dispersão. Ele reflete a atual geléia brasileira.

Luciano Coutinho: 2%. De temperamento zen, qualificadíssimo,com a confiança de Dilma, é bem capaz de alinhar com Barbosa. A contra indicação é o papel que lhe foi confiado de tourear os pepinos do governo.

Aloizio Mercadante: 4%. É um coringa: tanto pode ser um “aspone” quanto titular da Fazenda. Levará o Congresso à loucura e a mídia ao delírio. As negociações políticas avinagrarão e os vazamentos transformarão Watergate em jardim da infância. Até dá para ser com Barbosa, mas ele preferiria um empresário. Quem? Quem?

Luiz Gonzaga Belluzzo: 30%. Tem lá suas convicções cepalinas, com a vantagem de mudar de idéia conforme a circunstância. De sorte, pode se acasalar bem com Barbosa. Uma dica: Dilma Rousseff adora Belluzzo.

Nelson Barbosa e Luiz Guilherme Schymura: 65%. Uma dobradinha cantada já há algum tempo. Schymura tem um bom temperamento e afinou as idéias com Barbosa no Ibre, quando o convidou para trabalhar na casa durante um interstício da sua missão do governo. Dá Barbosa na Fazenda.

Otaviano Canuto na Fazenda com Nelson Barbosa no Planejamento: 69%. Canuto seria um desagravo ao próprio Levy, que o teria indicado para o cargo. Hoje, se encontra esquentando cadeira no Banco Mundial. Contra sua indicação a indisposição de trabalhar com Barbosa em permanente estado de fritura.

Jorge Gerdau: 0,5%. Entoaria os versos de “Trabalho”, uma das orações preferidas de Lutero (Senhor, meu Deus, meus bens e meu cargo não estão sob o meu poder).Carregaria Vicente Falconi para o governo, onde ele se destacaria por falar invariavelmente a mesma coisa.

Henrique Meirelles: 0,5%. Essa última operação de contra informação lançando-o como candidato a ministro de Michel Temer o transformou de solução em proscrito. De qualquer forma, fica uma fezinha, porque, com Dilma, tudo é possível. A aposta é em qualquer nome para o Planejamento, menos Barbosa.

Abílio Diniz: 0,2%. Montaria uma academia de ginástica no gabinete da Fazenda e levaria o Tarpon para fazer o planejamento do governo.

Luiz Carlos Trabuco: - 100%. Um sonho tão inviável como sempre foi.

José Serra: - 1.000.000% Delírio total! Pura provocação. (Jornal Relatório Reservado 17/12/15)

 

Gradin versus Odebrecht: STJ decide pela arbitragem

A Odebrecht perdeu uma importante ação agora há pouco no STJ que vem se arastando desde 2010: a disputa entre as famílias Gradin e Odebrecht por uma fatia de 20% do grupo hoje encrencado na Lava-Jato

O STJ decidiu que o litígio entre as duas partes deve ser decidido por meio de uma arbitragem, conforme um acordo de acionistas vigente desde 2001. Esta sempre foi a posição da família Gradin. (O Globo 17/12/2015)

 

Czarnikow eleva previsão de déficit global de açúcar em 15/16 para 8,2 mi t

A empresa de negociação de commodities Czarnikow elevou nesta quinta-feira sua previsão de déficit global de açúcar em 2015/16 para 8,2 milhões de toneladas, ante 4,1 milhões em projeção realizada em agosto.

Com sede em Londres, a Czarnikow afirmou que o aumento do déficit se deve principalmente à queda na produção do centro-sul do Brasil, onde o tempo úmido tem afetado o rendimento da indústria. (Reuters 17/12/2015)

 

Inflação chega a 11% e assusta os consumidores

Não só a inflação oficial, medida pelo IPCA, calculado pelo IBGE, voltou a subir em novembro, atingindo 1,01% no mês e 10,48% em 12 meses. O Índice de Preços ao Consumidor Classe 1 (IPC-C1), da FGV, registrou alta de 1,06% em novembro e de 11,22% em 12 meses. O Índice do Custo de Vida da Classe Média (ICVM), da Ordem dos Economistas do Brasil, alcançou 0,92% no mês passado e 10,2% em 12 meses, mas o responsável pela sua elaboração, o professor da USP José Tiacci Kirsten, prevê que o indicador supere 11% em 2015.

Já o IGP-DI, da FGV, subiu 1,19% em novembro e 10,21% em 12 meses, abaixo do esperado. Mas é provável que a marca anual volte a subir, pois em dezembro de 2014 o índice registrou alta de apenas 0,38%.

São escassos os sinais de que o ritmo de elevação dos preços esteja se reduzindo, apesar da recessão, que alcançou tal força a ponto de trazer de volta ao noticiário o termo depressão econômica.

O resultado do IPC-C1 é particularmente amargo porque se trata de um indicador de inflação das famílias com ganhos de até 2,5 salários mínimos, ou R$ 1.970,00 – aí está toda a população de menor renda. O IPC-C1 subiu, em especial, em razão da alta de 2,32% dos preços da alimentação, liderada por hortaliças e legumes (+22,92%). Altas superiores a 40% foram observadas na batata inglesa e no tomate e foi maior que 20% na cebola. O preço do açúcar refinado aumentou 10,19%.

A alimentação subiu 1,72% em novembro no ICVM – ou seja, afetou também as classes média e média alta, com renda de 10 a 39 salários mínimos na cidade de São Paulo. Seguiram-se, por ordem de influência no indicador, transportes (+1,58%) e saúde (+0,91%). Dos 453 produtos pesquisados no ICVM, 74% registraram alta – ou seja, o índice de difusão da inflação foi muito elevado, alcançando três quartos dos itens pesquisados.

Se 2015 foi perdido – o IPCA esperado para 12 meses já é de 10,44% –, as expectativas para 2016 são menos dramáticas (o boletim Focus, do Banco Central, informa que, na média, as estimativas são de alta de 6,70%). Mas, ainda assim, superiores à meta de inflação de 4,5% e até do limite de tolerância, de 6,5%.

Com indicadores de inflação expressivos, a mera atualização monetária de itens como o salário mínimo, benefícios previdenciários, aluguéis e preços de serviços já exercerá forte pressão sobre os índices. O custo de combater a alta de preços continuará sendo alto. (O Estado de São Paulo 17/12/2015)

 

Dilma procura substituto para oficializar saída de Levy

Auxiliares dão como certa a troca do ministro, que pode ocorrer antes mesmo do Natal; Armando Monteiro e Nelson Barbosa estão entre os cotados para a vaga.

Levy deu sinal de que está deixando o governo

O anúncio da saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, só não foi ainda oficializado porque a presidente Dilma Rousseff ainda não conseguiu definir o nome que irá substituí-lo. Auxiliares diretos da presidente dizem que a substituição poderá acontecer a qualquer momento, com grandes chances de ser antes do Natal. Embora não fosse o motivo do encontro, na quarta-feira à noite, a saída de Levy foi um dos temas tratados na reunião da presidente Dilma com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, três ministros e o presidente do PT, Rui Falcão, no Palácio da Alvorada, que terminou perto da meia noite.

O ex-presidente Lula, que vinha batendo na tecla e insistindo em emplacar o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, agora, demonstra simpatia pelo senador Armando Monteiro, atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Um grupo de senadores também trabalha pelo ex-presidente da Confederação Nacional de Indústria (CNI). Lula já conversou com uma série de pessoas sobre Monteiro e recebeu boas referências dele, embora sempre existam prós e contras. O fato de ser um político cordato, com jogo de cintura, está entre os prós. Ele não ser um homem de mercado, pode ser um contra, mas que acham que isso pode ser revertido. No Congresso, há quem divulgue que toda empresa que ele pega, quebra. Mas a abertura de uma vaga na Esplanada para acomodações políticas também ajudaria na decisão pelo nome.

Enquanto a simpatia e Lula por Monteiro é divulgada, os petistas trabalham arduamente para que Dilma opte por uma solução caseira, limitando-se a transferir Nelson Barbosa do Planejamento, para a Fazenda. Essa ideia, no entanto, é rejeitada por muitos outros setores do governo.

Esta semana, chegou-se a dizer que o currículo de Otaviano Canuto, diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional estava sobre a mesa do gabinete da presidente Dilma no Planalto, sob apreciação. O fato é que a presidente já estava em busca do substituto de Levy e estava tentando evitar que fosse surpreendida com uma nova ameaça ou saída súbita dele, prejudicando ainda mais o clima político que toma conta do País, com o andamento do seu processo de impeachment no Congresso.

A gota d'água para o tempo de Levy ter chegado ao fim mais rapidamente foi a nota do Ministério da Fazenda divulgada na quarta-feira sobre o rebaixamento do Brasil pela Fitch, além do fato dele estar fazendo festinhas de despedida, enquanto o Planalto precisava dizer que ele ainda possuía a confiança do governo, para não piorar ainda mais o quadro econômico. A presidente Dilma e auxiliares diretos dela ficaram muito irritados com o trecho inicial da nota que diz que, nas palavras de um interlocutor "deu razão à agência de risco" ao rebaixamento do Brasil. O Planalto não gostou também dele sugerir, de acordo com a forma como o texto foi elaborado, que faltava determinação do governo em implantar medidas pata corrigir o déficit orçamentário de 2016.

As ironias do ministro com várias questões também deixaram de ser bem vindas e bem vistas há muito tempo.

A despedida de Levy do Conselho Monetário Nacional foi só mais uma certeza de que a solução terá de ser ainda mais rápida do que o Planalto esperava. (O Estado de São Paulo 18/12/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Safra menor: A nova perspectiva de queda na produção de açúcar no Brasil e a elevação da estimativa para o déficit global impulsionaram os preços da commodity na bolsa de Nova York. Os lotes do açúcar demerara para maio fecharam ontem em alta de 11 pontos, a 14,39 centavos de dólar por libra-peso. Ontem, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) previu que a produção brasileira de açúcar cairá 2,7% neste ciclo 2015/16, para 34,6 milhões de toneladas. De outro lado, a trading inglesa Czarnikow elevou sua estimativa para o déficit global de açúcar em 2015/16 para 8,2 milhões de toneladas, ante as 4,1 milhões estimadas anteriormente. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 81,33, em ligeira queda de 0,06%.

Café: Pressão da oferta: A revisão para cima da estimativa para a safra 2015/16 de café no Brasil, maior fornecedor mundial do grão, empurrou para baixo as cotações da commodity na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em março encerraram em queda de 95 pontos, a US$ 1,1830 por libra-peso. Em relatório divulgado ontem, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) previu que a produção brasileira de café totalizará 43,24 milhões de sacas no ciclo 2015/16. O número é 5,3% menor que as 45,64 milhões de sacas de 2014/15, mas 2,6% superior às 42,15 milhões de sacas estimadas anteriormente pela autarquia. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 500 e R$ 510, de acordo com o Escritório Carvalhaes.

Algodão: Demanda incerta: Os preços do algodão cederam na bolsa de Nova York ontem, apesar dos sinais de demanda aquecida pela fibra americana. Os lotes para maio fecharam em baixa de 26 pontos, cotados a 63,79 centavos de dólar por libra-peso. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que as vendas externas de algodão do país totalizaram 21,66 mil toneladas, com entrega em 2015/16. O volume representa uma alta de 27% em relação à semana anterior, mas uma queda de 52% sobre a média das últimas quatro semanas. A alta do dólar encarece a aquisição do algodão americano por estrangeiros, por isso, permanecem as incertezas quanto à firmeza da demanda. No oeste da Bahia, a arroba da pluma teve valor médio de R$ 77,71, conforme a Aiba, associação de agricultores do Estado.

Soja: Ganhos em Chicago: Apesar da queda das vendas semanais de soja dos Estados Unidos e da nova rodada de elevação do dólar, os preços do grão inverteram de direção no fim do pregão ontem na bolsa de Chicago e fecharam no azul. Os lotes para março subiram 14,50 centavos, a US$ 8,7775 o bushel. A alta foi basicamente técnica, provocada por cobertura de posições vendidas após os preços alcançarem baixos níveis no meio da sessão. A única notícia altista do dia foi o acerto de exportação de 424 mil toneladas de soja dos Estados Unidos para a China. A corretora Granoeste, do Paraná, também justificou a alta com base em receios sobre a deterioração de lavouras em Mato Grosso, além de Nordeste e Norte do Brasil. No Paraná, o preço médio da soja caiu 0,19%, para R$ 67,26 a saca, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 18/12/2015)