Setor sucroenergético

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Sem açúcar

Credores do Grupo Virgolino de Oliveira, J.P. Morgan, York Capital Management e Alliance Bernstein pressionam a companhia sucroalcooleira a entrar em recuperação judicial.

A empresa não estaria cumprindo regularmente o pagamento dos juros aos seus Bond holders.

O grupo nega e garante não haver divergências com os credores. (Jornal Relatório Reservado 07/01/2015)

 

Campo fértil

Da série “Se não fosse o agronegócio”: a Basf fechou 2015 com um aumento das vendas de defensivos agrícolas no Brasil da ordem de 6%, o dobro do seu resultado mundial no setor. (Jornal Relatório Reservado 07/01/2015)

 

ATR-SP: novembro tem alta de 9,49% no valor mensal

O Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Consecana-SP) divulgou os valores do quilo de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) mensal e acumulado.

Segundo o Consecana, o ATR registrou alta de 2,89% no acumulado, cotado a R$ 0,5044 em novembro ante R$ 0,4902 em outubro. O valor mensal teve valorização de 9,49%, passando de R$ 0,5467 em outubro para R$ 0,5986 em novembro.

Os contratos de parceria baseados no índice de cana campo fecharam novembro em R$ 55,08 a tonelada, alta de 2,91% ante os R$ 53,52 a tonelada no mês anterior. A cana esteira também subiu 2,89%, negociada a R$ 61,52 a tonelada contra os R$ 59,79.

Já o valor do ATR de dez-15 para o Estado de São Paulo ficou para o mês de dez-15 em R$ 0,6319 e para o acumulado de abr-15 a dez-15 em R$ 0,5183 p/ kg/atr. (Udop 06/01/2015)

 

Açúcar: Em dias instáveis

As cotações do açúcar voltaram a fechar no vermelho na bolsa de Nova York ontem em mais um dia marcado pela aversão ao risco nos mercados globais.

Os papéis do demerara para maio caíram 13 pontos, para 14,12 centavos de dólar a libra-peso. A alta do dólar em relação ao real decorrente das turbulências externas colaborou para pressionar a commodity.

A nova queda dos preços do petróleo também exerceram influência. Nick Penney, da Sucden Financial, disse que os traders também já antecipam as vendas que os fundos de índice deverão realizar entre 8 e 14 de janeiro, período de reavaliação de portfólio, quando o mercado deverá ficar mais volátil.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo recuou 0,37%, para R$ 82,76 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 07/01/2015)

 

Globo Rural: 2016 é o ano da volta do etanol

Edição de janeiro de Globo Rural chega às bancas com as perspectivas para o biocombustível e para outros 27 produtos.

A primeira edição da Revista Globo Rural deste ano traz na reportagem de capa uma projeção para 28 produtos do agronegócio.

A detalhada análise das perspectivas indica que, apesar das turbulências da economia e da política, o setor deve manter sua trajetória de crescimento sustentado no Brasil. Alguns produtos, como a soja e o milho, podem perder a rentabilidade, mas não a ponto de comprometer o lucro do agricultor. Já o etanol, que passou por maus bocados no ano passado, deve ser beneficiado em 2016 com o fim do congelamento do preço da gasolina. (Globo Rural 06/01/2016)

 

Oferta reduzida e demanda chinesa impulsionam alta nos prêmios do açúcar

A oferta de açúcar cada vez mais reduzida no início de 2016, assim como a crescente demanda física da China e uma safra muito ruim de beterraba nos Estados Unidos estão alimentando os prêmios do açúcar branco ante o açúcar bruto para máximas de contrato.

O prêmio do primeiro contrato do açúcar branco ante o açúcar bruto foi negociado em um prêmio de 90 dólares por tonelada na quarta-feira, uma confortável margem para muitas refinarias de açúcar ao redor do mundo.

"Isto sugere uma escassez de açúcar branco na primeira metade de 2016", disse o operador sênior da Sucden Financial Sugar Nick Penney.

Ele lembrou que tem havido alta nos preços do açúcar branco e cristal nos mercados domésticos dos maiores produtores globais, Brasil e Índia, significando que é mais lucrativo para os produtores vender internamente que exportar.

O diretor de commodities do Société Générale em Nova York, Michael McDougall, disse que a aquecida demanda física por açúcar branco na China impulsionou os prêmios para o produto.

"Parece que a China não apenas está importando quantidades recordes de açúcar bruto (oficialmente) nesta temporada, mas também está sugando as importações de açúcar branco (não oficialmente) da Tailândia e da Índia através do Vietnã e de Mianmar", disse ele em um e-mail a operadores nesta quarta-feira. (Reuters 06/01/2016)

 

Petrobras Biocombustível conclui aportes na sucroalcooleira Guarani

A Petrobras Biocombustível realizou ontem, dia 5, mais um aporte de capital na sucroalcooleira Guarani, conforme previsto no acordo firmado entre as duas companhias em abril de 2010. O depósito, de R$ 268 milhões, foi a última tranche de um programa de investimento original de R$ 1,611 bilhão.

Com isso, a Petrobras Biocombustível passa a deter 45,9% do capital social da Guarani, e a Tereos Internacional permanece como acionista controlador, com 54,1% do capital social.

A sucroalcooleira, que faturou R$ 2,4 bilhões em 2014/15, detém sete usinas de cana-de-açúcar em São Paulo, que em 2015/16 processaram cerca de 20 milhões de toneladas.

O primeiro aporte da Petrobras Biocombustível foi realizado em maio de 2010 e, desde então, investimentos foram feitos para ampliar a capacidade de moagem de cana do patamar de 18 milhões de toneladas por safra para 21,5 milhões, relata o diretor para o Brasil do Grupo Tereos, Jacyr Costa Filho. Além disso, nesse intervalo, a companhia ampliou sua capacidade de cogeração a partir do bagaço da cana de 300 mil Megawatts/hora por ano para 1,2 milhão de MW/h. (Valor Econômico 06/01/2015)

 

Cai volume de contratos de commodities agrícolas negociados na BM&F

O mercado nacional de futuros e opções de commodities agrícolas perdeu liquidez em 2015, de acordo com dados divulgados há pouco pela BM&FBovespa sobre suas operações no ano passado.

O mercado com o maior volume de contratos negociados passou a ser o de boi gordo, que suplantou o do milho e fechou o ano com 775.881 papéis em giro. Porém, em relação a 2014, esse volume foi 26% menor.

O mercado de milho, por sua vez, registrou 855.118 contratos negociados, uma queda de 23% em relação ao volume que foi negociado no ano anterior.

O terceiro mercado de maior giro na bolsa foi o de café, que também registrou perda de liquidez no ano passado. Foram negociados 138.764 contratos de café arábica tipo 4/5, o que representou uma redução de 32% ante 2014.

A soja, por sua vez, teve 43.789 contratos negociados, uma queda de 23%, enquanto no mercado de etanol hidratado houve uma redução de 18% na liquidez, para 36.424 papéis. (Valor Econômico 06/01/2016)

 

Monsanto reduz projeção para 2016; reporta perdas menores que o esperado

A Monsanto, maior empresa de sementes do mundo, informou nesta quarta-feira que espera que o seu lucro em 2016 fique na parte inferior de sua previsão anterior, após registrar um prejuízo trimestral menor que o esperado, com um aumento de vendas de soja no Brasil.

A empresa agora espera lucro ajustado para o ano inteiro na metade inferior da previsão de 5,10 a 5,60 dólares, em parte devido à fraqueza da moeda na Argentina.

A Monsanto, que é conhecida pela sua engenharia genética em milho, soja e pelo herbicida Roundup, registrou um prejuízo líquido atribuível de 253 milhões de dólares, ou 56 centavos de dólar por ação, no trimestre encerrado em 30 de novembro, em comparação com um lucro de 243 milhões, ou 50 centavos de dólar por ação, um ano antes.

Em uma base ajustada, a Monsanto relatou uma perda de 11 centavos por ação.

Analistas em média previam uma perda de 23 centavos,segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

As vendas líquidas totais da empresa caíram 22,7 por cento, para 2,22 bilhões de dólares. (Reuters 06/01/2016)

 

Williams Brazil: fila de navios para embarcar açúcar cai de 23 para 18

O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros diminuiu de 23 para 18 na semana encerrada nesta quarta-feira, 6, segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil.

O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 22 de janeiro.

Foi agendado o carregamento de 616,57 mil toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 331,98 mil t, ou 54% do total. Paranaguá responderá por 36% (224,68 mil t); Maceió, por 6% (35 mil t); e Recife, por 4% (24,90 mil t). Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 107,98 mil t. No da Rumo, estão agendadas 169 mil t, e no Teag, da Cargill/Biosev, 55 mil t no período analisado.

Todo o volume de açúcar a ser embarcado é da variedade VHP, açúcar bruto de alta polarização. (Agência Estado 06/01/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Em dias instáveis: As cotações do açúcar voltaram a fechar no vermelho na bolsa de Nova York ontem em mais um dia marcado pela aversão ao risco nos mercados globais. Os papéis do demerara para maio caíram 13 pontos, para 14,12 centavos de dólar a libra-peso. A alta do dólar em relação ao real decorrente das turbulências externas colaborou para pressionar a commodity. A nova queda dos preços do petróleo também exerceram influência. Nick Penney, da Sucden Financial, disse que os traders também já antecipam as vendas que os fundos de índice deverão realizar entre 8 e 14 de janeiro, período de reavaliação de portfólio, quando o mercado deverá ficar mais volátil. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo recuou 0,37%, para R$ 82,76 a saca de 50 quilos.

Algodão: A cautela predomina: A busca por ativos seguros e as vendas dos traders, à espera dos movimentos dos fundos de índice, também ditaram a queda dos preços do algodão ontem na bolsa de Nova York. Os contratos da pluma para maio fecharam com queda de 70 pontos, a 62,75 centavos de dólar a libra-peso. Os investidores esperam agora as apostas dos analistas para as próximas projeções mensais de oferta e demanda que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará na próxima terça­feira, dia 12. Por enquanto, o mercado deve ficar vulnerável à reavaliação que os fundos de índice vão fazer de suas posições, com base nos preços do ano passado. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq com pagamento em oito dias registrou valorização de 0,76%, para R$ 2,2673 a libra-peso.

Suco de laranja: Receios com USDA: Os preços do suco de laranja ganharam fôlego ontem na bolsa de Nova York com a aposta dos traders de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduzirá novamente sua projeção para a safra citrícola da Flórida. Os papéis do suco concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) com vencimento em março fecharam com elevação de 320 pontos, a US$ 1,458 a libra-peso. O órgão divulgará suas novas estimativas na terça-feira. Nos últimos relatórios, o USDA surpreendeu o mercado, cortando fortemente suas projeções para a colheita de laranja, em meio ao ataque da doença bacteriana do greening. No mercado doméstico, o preço da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq caiu 0,64%, para R$ 14,06 a caixa de 40,8 quilos.

Café: Pressão externa: Os preços do café arábica registraram a terceira queda seguida na bolsa de Nova York desde o início do ano, refletindo as incertezas nos mercados globais e a alta do dólar sobre o real. Os lotes para maio fecharam com recuo 300 pontos, a US$ 1,2210 a libra-peso. A alta da moeda americana costuma exercer pressão sobre o café ao incentivar as exportações do Brasil, país que lidera os embarques mundiais da commodity. A queda, porém, foi mais de caráter especulativo, uma vez que os analistas não acreditam que o país voltará a exportar no ritmo de 2015. "A oferta disponível do Brasil é menor agora", disse Jack Scoville, do Price Futures Group, em nota. No mercado interno, o café de boa qualidade oscilou entre R$ 500 e R$ 520 a saca de boa qualidade, de acordo com o Escritório Carvalhaes. (Valor Econômico 07/01/2015)