Setor sucroenergético

Notícias

Biosev

Após transferir 5% da Biosev para o IFC, a Louis Dreyfus estaria negociando com fundos de investimento europeus a venda de mais uma fatia do grupo sucroalcooleiro. (Jornal Relatório Reservado 12/01/2016)

 

Daoud: O etanol já perdeu competitividade

Ao comentar as perspectivas para o etanol, o comentarista Miguel Daoud diz que não dá para associar a queda do preço do petróleo com o etanol.

Hoje, o etanol em São Paulo já passou a barreira dos 70% do preço da gasolina.

“Isso significa que o etanol já perdeu a competitividade.”

Assista ao vídeo:

http://www.canalrural.com.br/videos/opiniao/daoud-etanol-perdeu-competitividade-66512

 

Zanini, do segmento de equipamentos para usinas, pede recuperação

Mais uma indústria fabricante de equipamentos para usinas de canade­açúcar pediu recuperação judicial. A Zanini, de Sertãozinho, protocolou o pedido no fim de dezembro na 1ª vara do foro de Sertãozinho (SP).

Conforme apurou o Valor, a empresa, que está sob o guarda chuva da holding “Usina Santa Elisa” (que não tem nenhuma ligação com o grupo Biosev, da Louis Dreyfus Commodities), tem dívidas de cerca de R$ 200 milhões.

A Zanini se junta agora a outras duas empresas do segmento de indústria de base para usinas de cana-de-açúcar que pediram proteção da justiça contra credores: a Dedini e a Simisa Simioni. Esse setor foi altamente afetado pela crise que sucedeu o boom do etanol, em 2008, quando dezenas de projetos de novas usinas de etanol foram cancelados no país. (Valor Econômico 12/01/2016)

 

Açúcar: Recuo em NY

Os preços do açúcar cederam na bolsa de Nova York na sexta-feira com vendas dos fundos e expectativas de que a produção na última quinzena de dezembro no Centro-Sul do Brasil aumentou.

Os lotes do demerara para maio subiram 27 pontos, a 14,18 centavos de dólar a libra-peso.

"O volume processado pode ter sido recorde para o período", disse Nick Penney, da Sucden Financial.

Ele aposta em uma moagem de 10 milhões de toneladas e uma fabricação de 350 mil toneladas de açúcar.

Os dados serão divulgados nesta semana pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar.

Na semana até o dia 5, os fundos reduziram seu saldo líquido comprado em 10%, para 156,5 mil contratos.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal de São Paulo caiu 0,04%, para R$ 82,92 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 12/01/2016)

 

Preço do etanol sobe ao consumidor de 14 Estados

Os preços médios do etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, subiram em 14 Estados entre os dias 3 e 9 de janeiro na comparação com a semana anterior, conforme dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Em onze Estados os preços caíram e em um, se mantiveram estáveis.

As maiores valorizações foram observadas no Rio Grande do Sul (6,4%) e no Maranhão (1,23%). Em São Paulo, maior centro consumidor de combustíveis do país, houve uma queda de 0,11%, para R$ 2,548 o litro. No acumulado de quatro semanas, o preço médio do hidratado permaneceu estável no Estado.

Na última semana, abastecer com etanol não esteve vantajoso na comparação com a gasolina em nenhum Estado. Isso acontece, conforme o parâmetro mais aceito pelo mercado, quando o preço do hidratado equivale a menos de 70% do preço da gasolina nos postos.

Na usina em São Paulo, o etanol se valorizou na última semana. O indicador Cepea/Esalq para o hidratado subiu 3,5%, a R$ 1,7870 o litro entre 4 e 8 de janeiro. (Valor Econômico 11/01/2016 às 19h: 15m)

 

Preço do MWh no mercado spot cai mais 22% e chega a R$ 35,76/MWh no Centro-Sul

O Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) médio, para o período de 9 a 15 de janeiro foi fixado em R$ 35,76/MWh no Sudeste/Centro-Oeste e no Sul, redução de 22% frente ao valor da semana anterior. O preço também caiu no Norte (-23%) e no Nordeste (-10%), ficando em R$ 85,28/MWh e R$ 318,24/MWh, respectivamente.

Além da evolução da carga de energia, as variações do PLD estão atreladas, entre outros fatores, a previsão de afluências no Sistema Interligado Nacional (SIN), que corresponde à estimativa do volume de água que deverá chegar aos reservatórios. Há duas variáveis importantes nesta análise: a MLT e a ENA.

A MLT (Média de Longo Termo) é média de energia natural afluente calculada a partir de uma série histórica de mais de 80 anos, ligada à quantidade de chuvas que alimenta a vazão dos rios que alimentam os reservatórios das hidrelétricas. Já a ENA (Energia Natural Afluente) é a energia que pode ser produzida com a vazão de água de um determinado rio a um reservatório de uma usina hidrelétrica.

De acordo com a CCEE, as afluências previstas para janeiro foram elevadas de 85% para 92% da Média de Longo Termo com acréscimo de 6.600 MWmédios de energia ao Sistema. As ENAs esperadas para o período subiram em todas as regiões, ficando acima da média no Sudeste (102% da MLT) e no Sul (214% da MLT). A expectativa para as afluências subiu de 26% para 29% no Nordeste e passou de 27% para 30% da média histórica no Norte.

Os limites de recebimento de energia do Nordeste continuam sendo atingidos, deixando o PLD desse submercado diferente dos demais.

A melhora nas afluências previstas para o Sudeste reduz o recebimento de energia deste sub-mercado pelo Sul, o que faz com que os limites de intercâmbio entre aqueles sub-mercados deixem de ser atingido, resultando na equalização do preço nesses sub-mercados.

Segundo a CCEE, os níveis de armazenamento esperados para os reservatórios do SIN ficaram cerca de 1.500 MWmédios acima do esperado com elevação registrada em todos os submercados, principalmente no Sudeste. Esse acréscimo no armazenamento do Sistema foi possível em função do aumento nas afluências e do despacho térmico adicional.

A previsão de carga de energia para a terceira semana de janeiro não foi alterada em relação à semana anterior. (Unica 11/01/2016)

 

Usinas já fixaram preços para mais de 66% das exportações do Brasil, diz Archer

As usinas do Brasil mantiveram em dezembro um ritmo forte de hedge de preços de açúcar para a safra 2016/17 e já fixaram ante os contratos futuros de Nova York 66,6 por cento de suas exportações projetadas, favorecidas pela fraqueza do real frente ao dólar, estimou a empresa de análises Archer Consulting em nota nesta segunda-feira.

No mesmo período do ano anterior, as usinas haviam fixado apenas 24,40 por cento das exportações estimadas.

"Comparativamente às últimas quatro safras, o percentual acumulado de fixação de 66,60 por cento para a 2016/2017 é o mais alto já visto", disse o sócio-diretor da Archer, Arnaldo Luiz Correa.

No início do mês anterior, as fixações haviam alcançado 55,75 por cento.

Agora, com base na quinta estimativa da Archer sobre o assunto, o volume fixado subiu para 15,738 milhões de toneladas de açúcar, de uma exportação total de 25,12 milhões de toneladas.

O preço médio fixado atingiu 13,71 centavos de dólar por libra-peso, ou seu equivalente em 1.188,62 reais por tonelada (base FOB), acrescentou a consultoria, dizendo que a estimativa é referente a 31 de dezembro de 2015.

O dólar médio obtido pelas usinas é de 3,7796 reais, acrescentou a Archer, ressaltando que o modelo admite um erro para mais ou para menos de 2,78 por cento do preço encontrado.

"Não há dúvida de que a desvalorização do real em relação ao dólar tem incentivado às usinas a travarem seus preços em reais, que também atingem recorde". (Reuters 11/01/2016)

 

New Holland quer usar período de crise para eliminar ineficiência

O cenário do agronegócio no Brasil será complicado em 2016, mas ainda muito melhor do que o de setores como a indústria, a construção civil e tantos mais.

Essa a avaliação de Alessandro Maritano, vice-presidente da New Holland para a América Latina. Há 60 anos participando da agricultura brasileira, há 40 instalou a primeira fábrica no país-, a empresa já viveu vários momentos de instabilidade econômica como este.

A situação exige cuidados não só para a empresa como para todos os fornecedores do setor.

"Mas é claro que uma multinacional como a nossa não faz plano de investimentos baseado em 12 ou 18 meses."

Olhando a médio e longo prazos, o Brasil vai ser um player importantíssimo na produção de bens agrícolas, acrescenta. "Aqui queremos estar e aqui é onde queremos crescer", diz Mauritano.

O executivo da New Holland admite que em 2015 o mercado brasileiro esteve muito nervoso, o que poderá se estender para 2016. No ano passado, as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias recuaram 35%. Neste ano, a queda deverá continuar, podendo ser de 10%.

Mauritano diz que essas oscilações de mercado trazem um impacto sobre a gestão de toda a cadeia, mas também são um período de reorganização de alguma ineficiência.

"É um momento para aproveitar e resolver as coisas que deixamos de fazer nos últimos dois anos porque estávamos correndo atrás do mercado."

Os 60 anos da empresa no Brasil já permitiram várias mudanças de rumo, conforme as exigências da agricultura. O início foi no Sul. Daí veio a expansão, com avanços cada vez mais para o Norte. Agora, os caminhos levam para o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Esse caminho da agricultura determinou uma mudança das necessidades da mecanização agrícola e das exigências dos agricultores, que tinham dois objetivos centrais: abrir novas áreas e aumentar a produtividade.

As máquinas se tornaram, ainda, equipamentos com mais potência, mais capacidade de produtividade e redução do custo de mão de obra, segundo ele.

Mais recentemente, tiveram de se adaptar à apertada "janela [período] de plantio", aos encurtamentos dos períodos de colheita e à agilidade na pulverização.

Mas ainda há muito por vir nos próximos cinco anos, segundo Mauritano. É uma integração dos equipamentos de precisão, os chamados PLM (Precision Land Management), aos equipamentos tradicionais.

Com isso, o crescimento da agricultura vai exigir mais parcerias no setor de máquinas. "Todas as empresas que querem participar desse mercado terão de olhar para as reais necessidades dos clientes e aumentar o grau de parcerias comerciais ou industriais". É preciso entregar ao cliente o que ele precisa, diz.

Até mesmo os nichos de mercado -os que potencialmente estão em crescimento- despertam o interesse das multinacionais, segundo o executivo da New Holland.

Uma das saídas para as empresas é oferecer soluções integradas de sistema de produção, que incluam trator, plantadeira, pulverizador e colheitadeira, além de equipamentos de precisão e gestão de toda essa frota.

PARCERIA

Para o executivo, o futuro indica que o desafio e o crescimento das empresas no Brasil vão passar por parcerias e ampliação de oferta de produtos nos próximos anos.

Daí a necessidade de investimentos, independentemente dos momentos específicos do mercado, como o atual. E esse investimento deve ser focado em tecnologias de melhoramento da produtividade, com contenção de custos e colocação à disposição dos produtores de um sistema completo de produção.

Apesar da situação incerta do momento, "o Brasil que estamos olhando é o dos próximos 10 ou 15 anos. O país vai ser uma realidade excepcional de produção de bens agrícolas no mundo."

Mauritano acredita que o Brasil vai passar os EUA na capacidade de produção e de exportação de soja.

Mas, se alguns segmentos do agronegócio não vão bem neste ano, Mauritano vê boas oportunidades no setor sucroenergético, tanto na geração de energia como nas recuperações de etanol e açúcar.

O problema é que o que hoje é uma boa perspectiva só vai se materializar em 2017, acrescenta. (Folha de São Paulo 12/01/2016)

 

BB deve devolver diferença do Plano Collor a agricultores, confirma STF

Em mais uma vitória da classe produtora rural, a terceira turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou em dezembro passado novos embargos declaratórios da União Federal e do Banco Central do Brasil contra a decisão que manteve aos agricultores brasileiros o direito de devolução da diferença do índice de correção monetária nos financiamentos agrícolas devido ao Plano Collor, editado em março de 1990.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) alerta aos agricultores que eles podem ter a devolução de valores pagos a mais ao Banco do Brasil em financiamentos rurais que estavam em vigor nos meses de março e abril de 1990, quando foi editado o Plano Collor. Segundo a decisão, o banco aplicou indevidamente o índice de 84,32% de correção monetária nos financiamentos rurais, quando o índice correto seria de 41,28%.

O Banco do Brasil não havia apresentado embargos de declaração e, com isso, segundo o advogado Ricardo Alfonsin, os interessados já podem ingressar em juízo para pedir os valores pagos a mais. É preciso, no entanto, que produtores provem que tinham financiamentos indexados pela poupança em março de 1990.

O presidente da FPA, deputado Marcos Montes (PSD-MG) recorda que muitos agricultores foram prejudicados, sendo obrigados a contratar novos financiamentos para saldar os débitos anteriores. A devolução dos valores pelo banco deve ser corrigida monetariamente desde a data do efetivo pagamento do empréstimo.

Têm direito à restituição, em regra, os produtores rurais que tinham financiamentos agrícolas junto ao Banco do Brasil, corrigidos pela caderneta de poupança, emitidos antes de março de 1990 e pagos após essa data. Nos casos em que as diferenças do Plano Collor foram renegociadas e acabaram sendo incorporadas a saldos devedores ainda não quitados, os produtores rurais têm direito ao expurgo desses valores da conta, com a recomposição do saldo devedor original.

Para que se obtenha a restituição do valor pago a mais, é necessário ajuizar uma ação judicial contra o Banco do Brasil. Segundo a consultoria jurídica da FPA, o ideal é que o produtor tenha cópia da cédula rural e dos comprovantes de liberações e pagamentos, pois com esses dados é possível a reconstituição da conta e o cálculo do valor exato a ser devolvido.

Havendo algum documento que comprove a existência de financiamento em nome do produtor rural, é possível pedir judicialmente que o banco entregue os demais que faltarem. Uma alternativa é fazer uma busca junto ao Cartório do Registro de Imóveis da Comarca onde está situada a agência bancária, pois as cédulas rurais são de registro obrigatório. (Asscom FPA 11/01/2016)

 

Parada para manutenção suspende embarques da Copersucar em Santos

A autoridade portuária de Santos fechou nesta segunda-feira, até a próxima sexta-feira, o terminal exportador de açúcar da Copersucar (berço 20/21) para a realização de obras para ampliação do calado, segundo informações da empresa e da agência marítima Williams.

"A parada já estava programada, para obras de ampliação do calado. Os embarques da Copersucar estão sendo reprogramados", disse a assessoria de imprensa da empresa, uma das maiores exportadoras de açúcar do país, sem dar mais detalhes.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) disse que a suspensão das atracações no terminal faz parte de programação de paralisações no trecho de cais que passa por obras de reforço de estrutura de berços para posterior aprofundamento.

Segundo a Codesp, a programação envolve os terminais de açúcar e foi definida em outubro do ano passado.

Santos é o maior porto exportador de açúcar do mundo. (Reuters 11/01/2016)

 

Chuvas beneficiam principais regiões produtoras de cana, soja e café

Chuvas volumosas de verão atingirão as grandes regiões produtoras de soja, milho, café e cana do Brasil nos próximos 15 dias, potencialmente beneficiando as lavouras após muitas áreas terem sofrido com escassez de precipitações ao final de 2015, apontaram meteorologistas nesta segunda-feira.

"Clima bem típico para esta época, voltou a regularidade, estamos agora dentro de uma normalidade", afirmou Marco Antônio dos Santos, da Somar Meteorologia, à Reuters.

O retorno da normalidade de chuvas sazonais, após um dezembro de irregularidade climática que causou perdas especialmente nas lavouras de soja nos Estados do Centro-Oeste do Brasil, em meio ao fenômeno climático El Niño, traz um alívio para produtores da principal cultura do país, evitando que as perdas globais se acentuem.

"Quebra já teve, mas por conta da estiagem até dezembro. Voltou a chover só agora, entre Natal e o Ano Novo", afirmou o meteorologista da Somar, referindo-se ao Centro-Oeste, principal área produtora de soja do país.

Nos próximos 15 dias, deve chover mais de 150 milímetros em várias áreas agrícolas brasileiras, incluindo lavouras de café e cana do Sudeste, principal região dessas culturas no maior produtor global das matérias-primas da bebida e do adoçante, acrescentou Santos.

Dados do Thomson Reuters Weather Dashboard apontam chuvas ainda mais volumosas para o Sudeste no mesmo período, de cerca de 260 milímetros. Em Minas Gerais, por exemplo, há previsões de mais de 300 milímetros em algumas áreas.

"Esta semana começou com muitas áreas de instabilidade sobre São Paulo. Nos próximos dias, as áreas de instabilidade se espalham sobre a região e também serão reforçadas pela chegada de uma nova frente fria (a partir de quinta-feira). A previsão é de muita chuva para a região (Sudeste) nesta semana", disse em nota outro instituto de meteorologia, a Climatempo, nesta segunda-feira.

ALÍVIO E PREOCUPAÇÃO

Em Mato Grosso, por exemplo, as chuvas médias acumuladas previstas pela Somar para os próximos 15 dias podem permitir que o Estado --que colhe cerca de 30 por cento da soja do Brasil, maior exportador global-- registre em janeiro volumes acima dos níveis históricos pela primeira vez em vários meses.

Até esta segunda-feira, havia chovido cerca de 100 milímetros, na média, nas principais áreas de Mato Grosso.

Segundo o agro meteorologista da Somar, as precipitações elevadas deverão atingir até mesmo o Nordeste, que enfrenta uma severa seca pelo fenômeno climático El Niño, que resulta em chuvas acima da média no Sul e estiagem para as áreas ao norte do país. "Lógico que lá para cima os volumes são menores do que os esperados para o Centro-Oeste", ponderou.

O Rio Grande do Sul, que registrou inundações em várias cidades desde dezembro, verá menos chuvas nos próximos 15 dias, acrescentou.

No momento, disse Santos, produtores com lavouras em desenvolvimento devem ficar alerta apenas para doenças, como as fúngicas, que se desenvolvem em ambiente de calor e umidade intensos. Os registros da ferrugem asiática da soja, por exemplo, já são 60 por cento maiores que na última safra, segundo dados do Consórcio Anti-ferrugem.

"Os produtores estão meio preocupados por causa de doenças. As chuvas dificultam a pulverização", disse Santos, lembrando que a ferrugem, se não combatida, acarreta perdas de produtividade. (Reuters 11/01/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Recuo em NY: Os preços do açúcar cederam na bolsa de Nova York na sexta-feira com vendas dos fundos e expectativas de que a produção na última quinzena de dezembro no Centro-Sul do Brasil aumentou. Os lotes do demerara para maio subiram 27 pontos, a 14,18 centavos de dólar a libra-peso. "O volume processado pode ter sido recorde para o período", disse Nick Penney, da Sucden Financial. Ele aposta em uma moagem de 10 milhões de toneladas e uma fabricação de 350 mil toneladas de açúcar. Os dados serão divulgados nesta semana pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar. Na semana até o dia 5, os fundos reduziram seu saldo líquido comprado em 10%, para 156,5 mil contratos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal de São Paulo caiu 0,04%, para R$ 82,92 a saca de 50 quilos.

Suco de laranja: Ajustes pré USDA As cotações do suco de laranja tiveram forte desvalorização na sexta-feira na bolsa de Nova York, refletindo vendas de posições de traders, que esperam as novas projeções do Departamento de Agricultura os Estados Unidos (USDA) para a safra da Flórida. Os lotes do suco concentrado e congelado para maio encerraram o pregão a US$ 1,352 a libra-peso, recuo de 500 pontos. Os analistas esperam que o órgão americano reduza mais uma vez sua projeção para a colheita de laranja no Estado americano. Em dezembro, o USDA projetou uma colheita de 69 milhões de caixas no Estado. A nova estimativa será divulgada amanhã. No mercado doméstico, o preço médio da laranja para a indústria apurado pelo Cepea/Esalq permaneceu estável, a R$ 13,94 a caixa de 40,8 quilos.

Milho: Fôlego em Chicago: As cotações do milho registraram ganhos na sexta-feira na bolsa de Chicago em meio a ajustes de posição anteriores às novas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que saem amanhã. Os contratos para maio avançaram 4,25 centavos, a US$ 3,6275 o bushel. Analistas acreditam que o USDA elevará suas projeções para a oferta global do cereal para algo em torno de 213,1 milhões de toneladas. Para os estoques finais nos EUA, porém, espera-se uma leve queda na estimativa, para 45,3 milhões de toneladas. A alta das ações chinesas e os dados positivos de emprego nos Estados Unidos também injetaram ânimo no mercado na sexta. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa teve alta de 1,88%, para R$ 39,51 a saca.

Trigo: Ganhos nos EUA: As cotações do trigo tiveram ganhos robustos na sexta-feira nas bolsas dos Estados Unidos, em meio à recuperação do humor nos mercados globais e de recompras prévias ao relatório do Departamento de Agricultura do país (USDA). Na bolsa de Chicago, os papéis para maio fecharam com alta de 10,5 centavos, a US$ 4,8375 o bushel. Na bolsa de Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os contratos para maio fecharam a US$ 4,825 o bushel, ganho de 10 centavos. Os analistas estão apostando que o órgão americano vai aumentar sua projeção para os estoques finais nos EUA para 25,01 milhões de toneladas e reduzir levemente sua estimativa para os estoques globais, para 229,8 milhões de toneladas. No Paraná, o preço ficou estável em R$ 37,80 a saca, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 12/01/2016)