Setor sucroenergético

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Araçatuba: Fazendeiros começam a diminuir terras com cana para criar gado

O preço da arroba do boi gordo pronto para abate começo 2016 valorizado pelo mercado internacional na região de Araçatuba. Na cotação oficial da BM&F Bovespa, o preço da arroba do boi, ontem (14), era de R$ 150,80.

O boi valorizado no país ameaça outros setores da economia e existe a estimativa de que o mercado da carne bovina se torne o carro-chefe da balança comercial a partir de 2020. Esta é a estimativa de Luiz Claudio de Souza Paranhos Ferreira, presidente da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu. Ao jornal Folha de S. Paulo, Ferreira disse que o setor deve ultrapassar a soja, caso continua exportando tanta carne para mercados como da China e Rússia.

Aqui no noroeste paulista, a pecuária também começa a mudar. Segundo Alfredo Ferreira Neves Filho, o Alfredinho, presidente da Câmara Setorial de Agricultura e Abastecimento de São Paulo e um dos agricultores mais influentes de Araçatuba, muitos fazendeiros estão diminuindo a quantidade de terras arrendadas para as usinas de cana-de-açúcar e voltando a investir na pecuária.

"O setor sucroalcooleiro estava com problemas financeiros e os fazendeiros foram diminuindo a terra arrendada para o plantio da cana. Eles estão entrando novamente na pecuária. De um tempo para cá o rebanho na região cresceu muito", disse Alfredinho.

Ele estima que o rebanho da região, hoje, tenha de 220 a 250 mil cabeças de gado. O Brasil tem o maior rebanho comercial do mundo, com 208 milhões de cabeças, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo a Abiec (Associação Brasileira da Indústria de Carnes), a produção anual de carne bovina no país é de 10 milhões de toneladas, com 21% destinados à exportação.

"O mercado está firme. A procura pela carne bovina é grande, mas a oferta é pequena, por isso está valorizada. Quem trabalha com a venda de reposição (bezerros que são vendidos para as fazendas) está lucrando bem porque falta boi. Hoje, o bezerro desmamado está custando de R$ 1.400 a R$ 1.500 e o garrote está custando entre R$ 2.000 e R$ 2.100", disse.

A valorização do mercado, segundo ele, é fruto de uma balança comercial equilibrada e da exportação em massa da carne, que cresceu nos últimos anos. "Essa valorização também aconteceu porque o Brasil está exportando muita carne para a China, Venezuela e Rússia. A China é o maior comprador de carne bovina do Brasil hoje", finalizou. (O Liberal 15/01/2016)

 

MS: Chuva atrapalha colheita e safra de cana-de-açúcar vai até março

A safra da cana-de-açúcar deve se estender até março deste ano, isso porque as chuvas contantes estão impedindo a colheita em Mato Grosso do Sul. As máquinas não conseguem entrar nas lavouras e consequentemente, as usinas param de moer por falta de cana.

Quando a lavoura e a usina trabalham em ritmo acelerado, a safra termina em meados de novembro. Mas nos últimos anos, o clima tem interferido na colheita e o fim passou a ser entre janeiro e março. Com isso, 50% das usinas de açúcar e álcool ainda estão moendo.

Números da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul) mostram que o volume acumulado de cana-de-açúcar processada até o momento é de 43,28 milhões de toneladas, 4% maior em relação ao mesmo momento na safra anterior.

Até a segunda quinzena de dezembro foram produzidas 1,23 milhão toneladas de açúcar, volume 6% menor que a produção registrada anteriormente, que foi de 1,31 milhão de toneladas. Essa retração acontece por vários fatores, como o preço baixo do açúcar e as condições climáticas.

Com o preço do etanol mais competitivo, as usinas preferiram produzir etanol. Por isso, até até 31 de dezembro foram produzidos 611,5 milhões de litros de etanol anidro e 1,94 bilhão de litros de etanol hidratado, resultando 2,55 bilhões de litros de biocombustível produzido, volume 8,26% maior que na safra 2014/2015.

A safra da cana-de-açúcar começa em abril e segundo o presidente da Biosul Roberto Hollanda "a chuva não parou e dezembro foi um mês de baixa produção para as usinas. E como resultado do excesso de chuvas ao longo da safra, muitas unidades prorrogaram a safra, no Estado mais de 50% das usinas ainda estão em atividade". (Campo Grande News 14/01/2016)

 

Alta no prêmio do açúcar branco impulsiona demanda de refinarias por açúcar bruto

O aumento da demanda por açúcar branco, guiado pela China, e um crescente prêmio do açúcar branco ante o bruto estão resultando em um efeito em cadeia no mercado de açúcar bruto, estimulando as refinarias a elevar a produção.

O prêmio, uma medida da lucratividade do refino de açúcar para transformá-lo em açúcar branco, subiu para cerca de 100 dólares por tonelada, impulsionado pela força da demanda por açúcar branco.

Fontes do mercado disseram que esperam que as usinas da Tailândia priorizem a produção de açúcar branco para atender o aumento da demanda, mas observaram que a produtividade tailandesa havia sido decepcionante até agora, potencialmente reduzindo a oferta de açúcar branco.

"Eu acho que isso se refletirá parcialmente na produção tailandesa sendo desviada do açúcar bruto para o branco, o que definitivamente irá reduzir a oferta de açúcar bruto", disse o diretor da Green Pool, Tom McNeill.

"Mas também há uma demanda adicional das refinarias por açúcar bruto, com margens melhores. Estamos começando a sentir agora o impacto do muito aguardado déficit global de açúcar para 2015/16, e o mercado está lutando para encontrar oferta."

A oferta de açúcar global deve diminuir com o impacto combinado do aumento do consumo, queda da produção brasileira, recuo das estimativas para exportações da Índia e uma safra de beterraba muito ruim na União Europeia, levando para cima as estimativas de déficit após quatro anos de excedente de oferta.

Esse aumento da demanda pelo açúcar bruto por refinarias ao redor do mundo poderá ajudar a puxar para cima os preços do produto neste ano. (Reuters 15/01/2016)

 

ATR SP: Dezembro tem alta de 5,56% no valor mensal

O Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Consecana-SP) divulgou os valores do quilo de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) mensal e acumulado referentes ao mês de dezembro de 2015.

Segundo o Consecana, o ATR registrou alta de 2,75% no acumulado, cotado a R$ 0,5183 em dezembro ante R$ 0,5044 em novembro. O valor mensal teve valorização de 5,56%, passando de R$ 0,5986 em novembro para R$ 0,6319 em dezembro.

Os contratos de parceria baseados no índice de cana campo fecharam dezembro em R$ 56,59 a tonelada, alta de 2,74% ante os R$ 55,08 a tonelada no mês anterior. A cana esteira também subiu 2,76%, negociada a R$ 63,22 a tonelada contra os R$ 61,52. (Udop 15/01/2016)

 

PE: Ex-fornecedores da usina Santa Teresa cobram dívida de R$ 1,4 milhão

Cerca de 100 ex-fornecedores de cana-de-açúcar da Usina Santa Teresa, em Goiana, ainda não receberam por parte da matéria-prima enviada na safra 2014/2015.

O débito atual chega a R$ 1,4 milhão. E, para piorar, a usina, que decidiu não receber a cana dos produtores na safra atual em razão do passivo que chegou a R$ 9 milhões, sendo pago a maior parte em 2015, informou aos órgãos de classe dos canavieiros não ter mais como pagar o restante da dívida.

Diante do impasse, a Associação dos Fornecedores de Cana do Estado (AFCP) e o Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco (Sindicape) convocam os ex-fornecedores para uma assembleia nesta segunda-feira (18), na sede da AFCP, no Recife, às 14h, para deliberar ações em retaliação a posição da unidade industrial.

“A usina Santa Teresa não pode simplesmente dizer que não tem mais como pagar esta dívida, seja qual for o motivo, sobretudo, como bem sabemos, quando já se lucrou com a cana fornecida pelos produtores, através da fabricação de açúcar e/ou etanol no referido período”, critica Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP (NE10

 

Conselho da Rumo ALL recomenda cancelamento de aumento de capital

O Conselho de Administração da Rumo ALL decidiu recomendar cancelamento do aumento de capital atualmente em curso, diante da derrocada de quase 60% dos papéis da empresa em 2016 até a véspera.

Com isso, a diretoria da companhia iniciou estudos visando uma nova captação de recursos para financiar a empresa.

A Rumo precisa de uma captação para satisfazer necessidades operacionais de curto e longo prazos, em meio a um robusto plano de investimentos aprovado após a fusão da Rumo Logística com a América Latina Logística. Até setembro, a empresa tinha previsão de investimento de entre R$ 1,7 bilhão e R$ 1,9 bilhão em 2015.

Segundo comunicado da Rumo divulgado nesta sexta-feira (15), a administração da empresa considera que a nova captação em análise pode envolver valores maiores que o previsto no aumento de capital, de até R$ 650 milhões.

O objetivo é viabilizar uma negociação para reperfilamento de parte de suas dívidas bancárias com vencimento em 2016, 2017 e 2018 e a finalização das negociações para a obtenção de empréstimo junto ao BNDES. A Rumo terminou setembro com dívida bancária líquida de R$ 7,29 bilhões e uma relação dívida líquida sobre Ebitda de 4,85 vezes.

A Cosan Logística, principal acionista da empresa, reiterou compromisso de aportar pelo menos R$ 250 milhões na nova captação, de um montante esperado da ordem de R$ 2 bilhões, ainda a ser aprovado, de acordo com comunicado separado.

A decisão do Conselho da Rumo de recomendar o cancelamento do aumento de capital ocorreu diante da forte queda de suas ações na Bolsa. Como o preço de emissão era de R$ 6,05 por papel e as ações estavam sendo negociadas na casa de R$ 2, o mercado passou a questionar se investidores realizariam a subscrição e se a operação seria viável.

Nesta sexta-feira, as ações da Rumo voltavam a despencar. Os papéis entraram em leilão novamente após queda de mais de 18%, liderando as perdas do Ibovespa.

A empresa disse que não houve "nenhuma alteração significativa nas atividades da companhia e nos seus fundamentos", mas que o cenário macroeconômico "coloca potencialmente em risco a captação do montante mínimo necessário à homologação parcial do aumento de capital".

Uma nova Assembleia Geral Extraordinária da Rumo ALL será convocada nos próximos dias para referendar o cancelamento. (Folha de São Paulo 15/01/2016)

 

Exportação em Santos não é prejudicada por fumaça, diz Copersucar

A Copersucar informou nesta sexta-feira, 15, que as exportações de açúcar pelo terminal açucareiro da companhia, em Santos (SP), só não foram prejudicadas pela fumaça causada pelo vazamento de produtos químicos no Guarujá por causa de uma obra de manutenção. De acordo com a Copersucar, a obra já estava programada para o berço de atracação no terminal e foi feita pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o que suspendeu embarques esta semana.

Ainda segundo a Copersucar, os funcionários que estavam no turno da noite no terminal foram orientados pelos bombeiros a irem para a casa.

Entenda o ocorrido

O vazamento de gás de grandes proporções, seguido de pequenos incêndios, atinge desde o final da tarde desta quinta-feira (14) o pátio de cargas da empresa Localfrio, de armazenagem de contêineres, no Guarujá, no litoral de São Paulo.

Segundo a assessoria de imprensa da empresa, houve, por volta das 15h30, uma reação química entre um produto conhecido como ácido dicloroisocianurato de sódio, que estava armazenado, e água, que invadiu o contêiner, causando a fumaça.

A empresa não soube dizer se o material é perigoso, mas afirmou, por volta das 18h desta quinta-feira, que o vazamento estava controlado, embora a fumaça ainda fosse visível.

Em entrevista à Folha de São Paulo, Délio Campolina, presidente da Abracit (Associação Brasileira de Centros de Informação e Assistência Toxicológica), afirmou que a substância que vazou é tóxica. Porém, como a fumaça está dispersada ao ar livre –e não em um ambiente fechado– os potenciais danos à saúde são menores. (Agência Estado 15/01/2016)

 

Redução do ICMS sobre etanol trará ganhos expressivos para Alagoas

A redução do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrada sobre as vendas de etanol hidratado em Alagoas terá impacto positivo sobre a produção industrial no Estado. A informação foi dada pelo Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), após a redução da alíquota de impostos sobre o etanol dos atuais 25% para 23%, aprovada na Assembleia Legislativa. A medida visa fortalecer o mercado e incentivar os condutores a abastecer os carros com álcool.

Para Pedro Robério de Melo Nogueira, presidente do Sindaçúcar de Alagoas, a redução do ICMS é decisiva para evitar preços desfavoráveis e uma oferta exagerada do combustível. Segundo ele, o etanol hidratado vai se tornar mais competitivo em relação à gasolina, após a redução da carga tributária.

Ele explica que o pacote fiscal deve aumentar a diferença de preços entre estes dois tipos de combustíveis em Alagoas, e com a redução da alíquota do imposto, o Estado terá como consequência um maior consumo volumétrico de etanol hidratado.

Ainda de acordo com o presidente do Sindaçucar do Estado, para o setor sucroenergético, que enfrenta uma crise há anos e que já demitiu milhares de trabalhadores, a consequência é diferente: as usinas do Estado não vão mais precisar exportar boa parte de suas produções e, dessa forma, a medida da redução da alíquota do ICMS do etanol vai dar um “fôlego” ao setor das usinas de açúcar e etanol de Alagoas.

Ele acrescentou que essa redução de 3% na alíquota do imposto, deve desacelerar os aumentos dos combustíveis nos postos de Alagoas, porque o derivado da cana de açúcar irá se tornar mais conveniente.

“Alagoas consome anualmente cerca de 450 mil metros cúbicos de combustíveis do ciclo Otto [o etanol + gasolina], mas desse total apenas 35 mil metros cúbicos são de etanol hidratado, o combustível vendido nos postos”, explicou o presidente do Sindaçucar-AL.

Pedro Robério de Melo Nogueira concluiu afirmando que o imposto sobre a gasolina no Estado, é um dos menores do País e, por isso, o realinhamento seria justificável.

A redução de impostos sobre o etanol, uma das decisões de maior impacto no pacote de readequação, foi enviada no dia 26 de agosto para a Assembleia Legislativa. Depois de meses de estudo e articulação com os setores produtivos do Governo de Alagoas, a proposta de reorganização de impostos pagos pela sociedade determinou medidas importantes para a redistribuição mais justa e eficiente dos tributos entre os cidadãos.

Segundo o secretário de Estado da Fazenda, George Santoro, o ajuste na gasolina e no álcool foi importante e, atualmente, já tem impacto com destaques na imprensa nacional. Alguns postos já estão com falta do álcool.

“Baixou a carga tributária do álcool e aumentou a da gasolina. A nossa intenção é ser um Estado produtor de combustível, de etanol hidratado, temos que estimular o consumo desse combustível e não o da gasolina. Isso foi um acordo entre todos os estados do Nordeste, nesse sentido”, afirmou o secretário. (Agência Alagoas 15/01/2016)

 

GranBio assina termo com IMA e terá que recuperar área de mata nativa

Medida acontece após terceiro incêndio em estoque de palha da empresa. Projeto de recuperação deve ser apresentado em no máximo 60 dias.

Depois do terceiro incêndio registrado nos últimos três meses no estoque de palha de cana de açúcar da GranBio, no município de São Miguel dos Campos, região Sul de Alagoas, a empresa e o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) assinaram, nesta sexta-feira (15), um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

No TAC, a empresa de biotecnologia se compromete a recuperar a área de mata nativa afetada pelos incêndios. Para tanto, apresentará um Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) no prazo máximo de 60 dias.

Além disso, segundo o TAC, a empresa plantará 1.000 mudas de árvores em São Miguel dos Campos, no prazo de um ano. A GranBio também fará a doação de um equipamento de medição de gases poluentes e treinará a equipe do IMA para a utilização do aparelho.

A companhia e o Instituto se comprometem a agilizar o licenciamento ambiental do novo Centro de Distribuição, localizado a 13km do centro de São Miguel dos Campos.

Queimada recorrente

O último incêndio no estoque de palha da GranBio foi registrado no início deste mês. O local armazena os fardos de palha, matéria-prima para a Bioflex, fábrica de etanol celulósico que fica cerca de 2 km do depósito. A fábrica não foi atingida.

Desta vez, o Corpo de Bombeiros não foi acionado. Os dois primeiros incêndios registrados na localidade ocorreram em novembro do ano passado. Por conta dos constantes transtornos gerados pelos primeiros incêndios aos moradores da região e ao meio ambiente, o IMA multou a empresa em R$ 230 mil. (G1 15/01/2016)

 

Sem Parar está na mira de empresa americana

Aquisição. A STP, dona da Sem Parar, empresa de serviço de pagamento eletrônico para pedágios e estacionamentos, negocia vender o controle da companhia para a americana FleetCor; se todas as ações forem vendidas, negócio pode movimentar até R$ 4 bi.

A Sem Parar, maior empresa de pagamento eletrônico de pedágios do País, está à venda e pode passar para as mãos de uma companhia americana. A transação tem potencial para movimentar até R$ 4 bilhões se o grupo estrangeiro FleetCor ficar com 100% do negócio. Segundo apurou o ‘Estado’, as conversas entre as duas empresas já duram alguns meses e agora estão focadas em definir se todos os sócios da Sem Parar venderão suas participações ou não.

Não é a primeira vez que a Sem Parar é colocada à venda. Em 2011, o grupo, fundado em 2000, já tinha sido sondado por vários investidores, incluindo fundos de private equity (que compram participações em empresas), entre eles, o americano Advent, e a própria FleetCor, uma das maiores empresas globais de cartões de pagamento de combustíveis, com receita líquida de US$ 1,2 bilhão em 2014.

O que pesou contra a venda, àquela época, foi a mudança regulatória do setor, que teve seu monopólio quebrado em 2013, com a entrada de concorrentes, como a ConectCar, do grupo Ultra, dono da Rede Ipiranga, e Itaú (ver abaixo), Auto Expresso DBTrans, que pertence ao grupo FleetCor, e Move Mais.

Uma pessoa com conhecimento no assunto afirmou ao Estado que a FleetCor não estaria disposta a pagar um múltiplo alto e que suas transações giram entre 10 a 14 vezes o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) das empresas adquiridas. Em 2014, o Ebitda da Sem Parar ficou em R$ 325 milhões. A receita da companhia vem de transações envolvendo pedágios, estacionamentos e postos de gasolina.

Líder no segmento, a Sem Parar é considerada um negócio atraente. Em agosto de 2013, a Raízen adquiriu 10% da empresa e no ano seguinte anunciou um acordo para integrar o serviço de abastecimento da rede de combustíveis Shell com a tag da Sem Parar. O movimento foi uma resposta à expansão da concorrente ConectCar, que tem os postos Ipiranga como ponto de venda. Também em 2014 a Ecovias vendeu sua fatia na STP para o fundo americano Capital Group

No ano passado, a receita líquida da STP foi de R$ 744,5 milhões e o lucro líquido de R$ 131 milhões. A empresa opera em 12 Estados e tem 5 milhões de clientes. O negócio também teria atraído a atenção de outra americana, a Wex. Mas as conversas não foram adiante. A empresa não retornou os pedidos de entrevista.

Fontes de mercado afirmam que, se a FleetCor adquirir o controle da Sem Parar, terá de abrir mão da DBTrans. A companhia americana tem olhado o mercado brasileiro com forte interesse. Um dos alvos do grupo foi a companhia de gestão de frota Embratec, do empresário gaúcho Ernesto Corrêa, que na semana passada firmou joint venture com a francesa Edenred, líder mundial em serviços pré-pagos e dona da Ticket.

Mudanças. O negócio de meios de pagamento de cartões eletrônicos por tag no Brasil virou alvo de empresas nos últimos anos. “Essas empresas fazem captura de pagamentos como as companhias de cartões de crédito. Fundos de private equity e instituições financeiras, inclusive, estão de olho nesse negócio”, afirmou o gestor de uma butique de fusões e aquisições. “Há espaço para crescer e o diferencial será o serviço oferecido e a melhor tecnologia”, disse a fonte, que tem conversado com investidores estrangeiros interessados nesse mercado.

A Move Mais também teria virado alvo de investidores, segundo fontes. Procurada, a empresa disse que a informação não procede.

Para negociar sua venda, a STP contratou o BTG Pactual como assessor financeiro. Procurados, o BTG, a STP e a CCR não comentam o assunto. A FleetCor não retornou os pedidos de entrevista. (O Estado de São Paulo 18/01/2016)

 

Commodities Agrícolas

Café: Por Influência externa: O novo tombo nos mercados financeiros internacionais e a consequente alta do dólar ante o real pesaram sobre os preços do café na bolsa de Nova York. Os lotes para maio fecharam em baixa de 100 pontos na sexta-feira, a US$ 1,1715 por libra­peso. Em nota, a trading Volcafe afirmou que a forte liquidação de ativos esteve relacionada aos temores com a desaceleração da China. E com a alta do dólar, os produtores brasileiros tendem a aumentar os embarques de café, porque recebem mais pelas exportações. O mercado também foi pressionado pelo maior otimismo com a próxima safra brasileira: o Conselho Nacional do Café (CNC) estimou uma colheita de 50 milhões de sacas, acima das 43 milhões de 2015/16. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou em R$ 480,13, alta de 0,30%.

Cacau: Europeus chocólatras: O aumento do processamento de cacau na Europa impulsionou as cotações da amêndoa na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os papéis para maio subiram US$ 47, a US$ 2.909 a tonelada. As indústrias ligadas à Associação Européia de Cacau processaram 342,442 mil toneladas no quarto trimestre de 2015, alta de 5,9% na comparação com o mesmo período de 2014. Em relação ao trimestre anterior, o avanço foi de 2,4%. Com isso, houve, no ano, leve alta de 1,7% no volume processado, para 1,324 milhão de toneladas. Os traders aguardam agora os dados de processamento da América do Norte e da Ásia. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio do cacau ficou em R$ 144 a arroba na sexta-feira, queda de R$ 1 na comparação com a segunda-feira (último dado anterior disponível), conforme a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Pressão chinesa: A liquidação em massa de ativos que assolou os mercados financeiros na sexta-feira atingiu o "complexo soja", pressionando os preços do farelo e, consequentemente, do grão na bolsa de Chicago. Os papéis para março fecharam com queda de 3,25 centavos, a US$ 8,79 por bushel. O receio com a desaceleração da economia chinesa reavivou a preocupação com a demanda do país por farelo para ração, o que também pode atingir a demanda pela soja em grão. No fim do pregão, a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA reportou aumento de 1% no volume esmagado em dezembro na comparação mensal, para 4,29 milhões de toneladas de soja. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá caiu 0,74%, a R$ 84,42 a saca.

Trigo: Frio aquece mercado: O mercado futuro do trigo registrou ganhos nas bolsas americanas na sexta-feira diante das previsões de chegada de uma frente fria nas áreas produtoras do sul dos Estados Unidos. Em Chicago, os lotes para maio subiram 4,25 centavos, para US$ 4,785 o bushel. Em Kansas, onde se oferta o trigo de melhor qualidade, os papéis também para maio tiveram alta de 5,25 centavos, para US$ 4,84 o bushel. Analistas afirmaram que previsões de temperaturas abaixo de 0º C para domingo e segunda-feira em partes de Nebraska e Kansas impulsionaram compras especulativas de investidores que estavam vendidos no mercado (à espera da queda dos preços). No mercado interno, o preço médio do trigo apurado pelo Cepea/Esalq no Rio Grande do Sul subiu 0,72%, para R$ 636,47 a tonelada. (Valor Econômico 18/01/2016)