Setor sucroenergético

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Etanol segue em desvantagem ante a gasolina em todo o País

O etanol continua em desvantagem ante a gasolina em todos os Estados do País.

Os dados são da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Segundo o levantamento, o biocombustível tem a menor vantagem em Roraima (93,87%) - a relação é favorável ao etanol quando está abaixo de 70%. Em São Paulo, a gasolina tem cotação média de R$ 3,519 o litro, enquanto o etanol hidratado, de R$ 2,623 o litro.

Preços

Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros caíram em apenas quatro Estados, subiram em 21 e ficaram estáveis no Distrito Federal nesta semana. Os dados são da ANP, que não informou o valor do biocombustível no Amapá.

Na semana anterior, havia sido registrada alta em 24 Estados e no Distrito Federal e queda no Piauí. Também não havia sido apurado preço no Amapá. No período de um mês, os preços subiram em todos os Estados e no Distrito Federal.

Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a cotação subiu 1,82% na semana, para R$ 2,623 o litro. No período de um mês, acumula valorização de 2,94%. Na semana, a maior alta ocorreu em Minas Gerais (3,18%) e o maior recuo, no Rio Grande do Norte (1,50%). No mês, o etanol subiu mais no Distrito Federal (12,67%). No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 2,199 o litro, em São Paulo, e o máximo foi de R$ 3,955 o litro, no Pará.

Na média, o menor preço foi de R$ 2,623 o litro, em São Paulo. O maior preço médio foi verificado em Roraima, de R$ 3,632 o litro. (Estadão 25/01/2016)

 

Usinas reduzem estimativa de produção de açúcar na Índia em 2015/16

A Índia deverá produzir 26 milhões de toneladas de açúcar na temporada 2015/16 que começou em 1º de outubro, queda de 3,7 por cento ante a estimativa anterior, à medida que uma seca por anos consecutivos atinge Maharashtra, o principal Estado produtor de cana, disse uma importante associação comercial nesta sexta-feira.

A menor produção pode limitar as exportações da Índia e elevar os preços globais.

A Associação Indiana de Usinas de Açúcar havia cortado, em setembro, a previsão de produção em 2015/16 para 27 milhões de toneladas, ante uma estimativa preliminar de 28 milhões de toneladas divulgada em julho. (Reuters 22/01/2016)

 

Chuva aumenta produtividade de canaviais em Minas Gerais

A constante chuva caindo no país e, principalmente, no Triângulo Mineiro está sendo comemorada por produtores de cana. O presidente da Siamig (Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais), Mário Campos festeja o verão chuvoso, que há muito não se via na região.

“As chuvas do mês de janeiro são boas e adequadas, porque os últimos verões foram secos em nosso estado, mas elas também atrapalham o plantio. Então, há uma tendência de que esses plantios se atrasem e muitas áreas não consigam receber esse plantio, que a gente chama de plantio de um ano e meio. É aquele que você planta hoje para recolher no meio do ano que vem”, explicou o presidente, que se mantém otimista.

Na avaliação de Mário, a safra de 2015 foi a maior da história de Minas Gerais. “Foram mais de 64 milhões de toneladas de cana de açúcar. E a nossa expectativa para esse ano, considerando a continuidade das chuvas, é manter esse percentual. Deveremos ter um canavial bem produtivo e moer algo em torno disso”, pontua.

Ainda, segundo Mário, sobrou em torno de 800 toneladas de cana em pé no estado, que devem ser recolhidas este ano. “Estimamos entre 800 a 1 milhão de toneladas, que não deu tempo para moer, localizadas em algumas regiões em função de alguns grupos econômico. Isso poderá agregar para esse ano e podemos, então, chegar até 65 milhões de toneladas de cana, mas é claro que tudo vai depender do transcorrer da safra”, salienta.

Projeções indicavam margens negativas para os produtores e as usinas na safra 2015/2016 entre 3% e 32% para a cidade. Contudo, Mário avalia ter sido um período de mudanças. “Foi uma safra de inflexão no setor. Ou seja, a gente vinha em uma situação muito ruim e, consideramos que, este ano, houve uma mudança do setor em termos de remuneração para o produtor. Acredito em bons retornos para essa safra 2015/2016”, finaliza.

Nova safra deve aumentar competitividade do etanol

A redução do ICMS sobre o etanol hidratado em março do ano passado proporcionou maior competitividade aos preços do combustível entre abril e outubro de 2015. Caso as perspectivas do presidente da Siamig, Mário Campos, se concretizem, a partir de abril os consumidores poderão encontrar preços mais em conta.

“Entre abril e outubro do ano passado, os mineiros encontraram em quase todos os postos de combustíveis do estado um etanol competitivo e o consumo foi muito bom. Ele só não está competitivo hoje por causa da nossa entressafra. A expectativa para 2016/2017, que se inicia em abril, é que a gente aumente os retornos com a nova safra”, considera. (JM Online 22/01/2016)

 

Petrobras agora pode abrir mão de controle de empresas à venda

Com dificuldades para encontrar compradores para a maior parte dos negócios que colocou à venda, a direção da Petrobras começou a mexer em um tabu. A estatal está disposta a abrir mão do controle ou até vender empresas inteiras, e não mais participações minoritárias, como era o plano inicial.

Essa disposição envolve somente áreas fora da atividade principal da companhia, que é exploração, produção e refino de petróleo. Além da mudança no formato, no mês passado a lista de ativos à venda cresceu significativamente em relação à primeira oferta, feita no início de 2015.

Segundo a Folha apurou, a intenção da estatal é se desfazer de termelétricas, usinas de biodiesel e etanol, fábricas de fertilizantes, sua transportadora de gás natural (TAG) e a fatia na petroquímica Braskem, além de operações na África, na Argentina, no Japão e nos EUA.

Tudo isso porque a estatal precisa arrecadar pelo menos US$ 14,4 bilhões até o final do ano para reduzir sua dívida líquida, de US$ 100 bilhões, que a coloca como a petroleira mais endividada do mundo. Em 2015, a empresa somente conseguiu vender 49% da Gaspetro, colocando US$ 1,9 bilhão no caixa.

"A gente tem que fazer gol. O gol é chegar a US$ 14,4 bilhões. Então o que estamos fazendo? Vamos botar mais bolas. Porque não vamos acertar todas as bolas que vamos chutar", disse o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, durante evento na semana passada.

Uma das principais apostas é a venda das térmicas. No ano passado, a estatal queria se desfazer de participações minoritárias na suas 20 usinas. Como as sondagens mostraram que não haveria interessados, o plano agora é tentar vender um pacote de cinco a oito usinas, mas inteiras.

A avaliação é que assim seria mais fácil atrair interessados e levantar a mesma quantia –ou até mais– do que se fossem negociados pedaços das duas dezenas de usinas.

Transpetro, BR Distribuidora, e blocos de exploração de petróleo, inclusive do pré-sal, também estão à venda.

Mas a Petrobras não quer abrir mão do controle não só pela importância dessas operações como pelo impacto político. A estatal teme ser acusada de promover uma privatização parcial da companhia, algo encarado como pecado pela esquerda.

Por isso, até o momento, a Petrobras procura um parceiro na BR Distribuidora, mirando abrir o capital da companhia quando o cenário econômico melhorar. Na Transpetro, ainda não existe um modelo definido para a venda, mas a tendência é buscar um sócio.

PETRÓLEO

A dificuldade para vender patrimônio vem, principalmente, da forte queda do preço do petróleo, que reduz a lucratividade da maior parte dos negócios da estatal. O preço do petróleo, que chegou a US$ 145 em 2008, caiu a US$ 32 na semana passada.

Outro empecilho é convencer empresas e investidores a se tornarem sócios da estatal neste momento, por causa do escândalo de corrupção dentro da empresa descoberto pela Operação Lava Jato, disseram à Folha profissionais envolvidos nas negociações.

Apesar da mudança de posição da diretoria, há uma enorme resistência dos funcionários e de setores do governo e do PT à venda de patrimônio da Petrobras.

Essa oposição é ainda maior, quando se fala em abrir mão do controle e se desfazer de empresas.

"Vão vender tudo a preço de banana e não vão resolver o problema da Petrobras", diz Fernando Siqueira, vice-presidente da Associação de Engenheiros da Petrobras. "Só pensam na parte financeira, não enxergam a parte estratégica. A Petrobras é a locomotiva do Brasil." A estatal não deu entrevista.

O QUE VAI À VENDA

O controle de quais operações a Petrobras está disposta a vender

- Usinas termelétricas (plano é tentar vender 5 a 8 unidades inteiras, e não mais fatias em 20)

- Usinas de biodiesel e etanol

- Fábricas de fertilizantes

- Transportadora de gás natural (TAG)

- Fatia na petroquímica Braskem

- Operações na África, na Argentina, no Japão e nos EUA

Do que a estatal pretende se desfazer em parte, mas manter o controle

- Transpetro

- BR Distribuidora

- Blocos de exploração de petróleo, inclusive da região do pré-sal. (Folha de São Paulo 24/01/2016)

 

Commodities Agrícolas

Café: Aperto momentâneo: Os futuros do café ganharam fôlego na sexta-feira na bolsa de Nova York na esteira dos ganhos nos mercados internacionais e com o aperto momentâneo da oferta. Os contratos do arábica para maio subiram 165 pontos, a US$ 1,1825 a libra-peso. A trading Volcafe, da firma de commodities ED&F Man, disse em nota que atrasos logísticos no porto da Colômbia estão prejudicando a disponibilidade do produto. A Volcafe também chamou a atenção para o fracasso do último leilão de venda de café da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), realizado na quarta-feira. No mercado interno, o dia foi de valorização. O indicador Cepea/Esalq para o grão arábica subiu na sexta-feira 1,26%, a para R$ 494,29 a saca. No mês, o indicador acumula queda de 0,25%.

Cacau: Processamento em alta: As cotações futuras do cacau subiram na sexta-feira na bolsa de Nova York, refletindo ganhos nos mercados financeiros e de commodities e também as informações de que a demanda industrial pela amêndoa está forte. Os contratos para maio subiram US$ 16, a US$ 2.873 a tonelada. Na quinta e na sexta-feira, a expectativa com medidas de estímulo do Banco Central Europeu (BCE) do Banco do Japão (BoJ) melhoraram as perspectivas para o crescimento mundial. A valorização da commodity também respondeu à divulgação de um forte crescimento do processamento da amêndoa na Ásia no quarto trimestre do ano passado, de 14% na comparação anual. No mercado baiano, o preço médio subiu R$ 1, para R$ 144 a arroba, segundo a Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri).

Algodão: Demanda aquecida: O aumento das vendas semanais de algodão dos Estados Unidos e a melhora do humor nos mercados globais conduziu os preços da pluma ao campo positivo na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os papéis do algodão com vencimento em maio fecharam a 62,83 centavos de dólar a libra-peso, alta de 37 pontos. Na semana móvel encerrada dia 14, os EUA acertaram a exportação de 42,36 mil toneladas de algodão, 14% a mais do que na semana anterior e 63% acima da média das quatro semanas anteriores, segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA). Os traders também já prevêem redução de área plantada nos EUA. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,77%, para R$ 2,5962 a libra-peso.

Soja: Vendas americanas: Os contratos futuros de soja fecharam com ligeiras perdas na sexta-feira na bolsa de Chicago, sob o peso da redução das vendas semanais do grão pelos Estados Unidos. Os papéis para maio caíram 1,75 centavo, a US$ 8,7725 o bushel. Segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA), as vendas de soja na semana móvel encerrada dia 14 recuaram 13% na comparação semanal e 5% ante a média das quatro semanas anteriores, para 985,1 mil toneladas. A queda, porém, foi limitada diante da melhora de humor nos mercados globais e das incertezas com a produção na América do Sul, onde o El Niño tem provocado efeitos negativos sobre as lavouras. No mercado interno, o grão foi negociado na sexta-feira no Paraná em alta de 2,10%, a R$ 73,76 a saca, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 25/01/2016)