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Shell e BG devem quadruplicar produção de petróleo e gás no Brasil até 2020

Brasil deve se tornar o principal mercado de exploração e produção da empresa resultante da fusão entre as duas gigantes petroleiras.

A empresa resultante da fusão das gigantes petroleiras Shell e BG deverá quadruplicar a produção de óleo e gás no Brasil em quatro anos, transformando o país no principal mercado de exploração e produção da companhia, afirmou nesta segunda-feira o presidente global da multinacional, Ben van Beurden.

Atualmente, as duas empresas produzem juntas cerca de 240 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) no país, ou pouco mais de 7% do total produzido no Brasil, segundo os últimos dados publicados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A BG produziu 205.572 boed em dezembro no Brasil, segundo a ANP, enquanto a Shell extraiu 34.471 boed.

"O Brasil será um dos três principais países para a Shell e, em uma perspectiva de upstream (exploração e produção), provavelmente será o país mais valioso em nosso portfólio", disse Beurden, em conferência de imprensa para falar sobre a incorporação da BG, que passa a vigorar a partir desta segunda-feira.

"As duas companhias juntas deverão quadruplicar (a produção) até o fim desta década", disse o executivo, em visita ao Rio de Janeiro, onde vai se encontrar com executivos de ambas as empresas.

Devido às parcerias anteriores da BG com a Petrobrás , que incluem o principal produtor de óleo e gás do Brasil - campo de Lula, na Bacia de Santos -, a Shell passa a ser a principal sócia da estatal no pré-sal, região que tem apresentado crescimento contínuo de produtividade.

Além disso, outro projeto de grande importância irá contribuir com a ampliação da produção da Shell no Brasil, que é a área de Libra, no pré-sal, na qual a empresa já era sócia da Petrobrás e de outras companhias, com uma fatia de 20%. Libra, considerada pelo governo a maior reserva do Brasil, tem o primeiro fluxo de óleo em teste esperado para 2017.

O pré-sal está no foco principal da Petrobrás, que vive um dos momentos de crise financeira mais difíceis de sua história, lutando para equacionar uma dívida bilionária.

O executivo destacou que as áreas do pré-sal no Brasil deverão ter equilíbrio financeiro mesmo com os preços do petróleo previstos para o ano. Para ele, os valores da commodity podem se estabilizar no fim deste ano, possivelmente motivando alta das cotações.

Beurden destacou ainda que a região petrolífera precisa ser avaliada pensando em um cenário de longo prazo, frisando que Libra, por exemplo, é um projeto de três ou quatro décadas. A área pode conter até 12 bilhões de barris recuperáveis, segundo estimativas do governo brasileiro.

Além de elevar a posição estratégica do pré-sal em seu portfólio, a compra da BG permitiu que a Shell se tornasse a maior comerciante mundial de gás natural liquefeito (GNL).

Um dos seus clientes nesse setor é a Petrobrás. Entretanto, o executivo evitou responder se a empresa teria interesse nos ativos da petroleira estatal à venda nesse segmento.

Por outro lado, o executivo negou que tenha interesse atualmente no setor de refino brasileiro, para o qual a Petrobrás também está em busca de investidores.

A Shell já tem uma presença forte em distribuição e venda de combustíveis no Brasil por meio da Raízen, em sociedade meio a meio com a Cosan. A Raízen é ainda a maior produtora de açúcar e etanol do país.

Pré-sal

O executivo também ressaltou que decisões sobre uma possível a mudança de regras que obrigam a Petrobrás a ser operadora única do pré-sal cabem ao governo brasileiro, mas que faria mais sentido que a regulamentação fosse mais flexível.

"Se você me perguntar o que eu acho que faz sentido, eu acho que faz mais sentido flexibilizar isso", afirmou, explicando que a vinda de parceiros para o pré-sal, inclusive como operadores, poderia trazer mais investimentos e competitividade.

Beurden afirmou que se reuniu com a presidente Dilma Rousseff após o anúncio do acordo com a BG, no ano passado, devido ao grau de importância do Brasil no negócio.

Na reunião, o executivo explicou à presidente suas perspectivas para o país, e afirmou que acredita nos fundamentos do país, em sua geologia e no potencial do mercado. Ele também afirmou que a Petrobrás é uma parceira muito competente, embora passe atualmente por um momento difícil.

Beurden adicionou ainda que, como investidora, a empresa busca um ambiente de estabilidade regulatória e fiscal. Não há uma reunião marcada nesta segunda-feira com a presidente Dilma, segundo ele. (O Estado de São Paulo 15/02/2016 às 16h: 54m)

 

Brasil perde mais espaço nas vendas globais de açúcar

Maior exportador global de açúcar, o Brasil deve perder neste ciclo mais espaço no mercado mundial da commodity para países como Tailândia e Austrália. Nas estimativas da consultoria Datagro, do total de 53,6 milhões de toneladas de açúcar que devem ser exportadas no mundo no ciclo 2015/16, que termina em 30 de setembro, 44,2% devem vir das usinas brasileiras, ante 46,6% na temporada 2014/15.

Em linhas gerais, o encolhimento é efeito de um ciclo de pelo menos cinco anos de cotações baixas de açúcar no mercado internacional. Esse longo período de retração, na visão das usinas brasileiras, deveu-e a subsídios do governo tailandês a seus produtores. O apoio deve ser objeto de questionamento oficial do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a Tailândia.

Nos últimos quatro anos, a oferta de açúcar no Brasil encolheu 5 milhões de toneladas, segundo o presidente da Datagro, Plínio Nastari. Em 2014/15, os 46,8% do total exportado de açúcar no mundo representaram para o Brasil o embarque de 25,6 milhões de toneladas. Em 2015/16, os 44,2% devem representar 23,7 milhões, e já consideram uma produção maior no país nesta temporada nacional 2016/17, que começa em abril.

Outros players ocuparam esse terreno deixado pelo Brasil. A Tailândia deve responder no atual ciclo 2015/16 por 16% do comércio global de açúcar, ante 15,8% da safra 2014/15. A Austrália deve ter 6,3% do comércio, tinha 5,9% no ciclo anterior.

Mas em termos de competitividade, o açúcar brasileiro voltou, no último ano, a superar seus principais concorrentes. No Centro-Sul, o custo médio (sem considerar a remuneração do capital investido) de fabricação do açúcar ficou em 13 centavos de dólar por libra-peso, segundo a Datagro. Na Tailândia, ficou em 16,5 centavos de dólar por libra-peso e na Austrália, em 18,1 centavos. "O açúcar brasileiro voltou a ter o menor custo do mundo", afirmou Nastari.

Uma boa parte dessa competitividade é efeito da desvalorização do real frente ao dólar, que foi bem mais acentuada que a sofrida pelas moedas dos concorrentes. De acordo com dados da consultoria americana FCStone, desde janeiro de 2015, o real perdeu 48% do seu valor frente à moeda dos Estados Unidos. Esse percentual foi de 16% para o dólar australiano e de 8% para o baht tailandês.

Assim, observa Nastari, é a oferta excedente no Brasil que vai determinar se o espaço no mercado mundial será recuperado. Por ora, as usinas sinalizam intenção de produzir mais açúcar e até venderam antecipadamente um volume recorde do produto. "Mas esse quadro pode virar, caso a remuneração para o etanol fique maior. Temos que observar a estratégia comercial das usinas. Nada impede que ao longo dos próximos meses elas cancelem esses contratos de açúcar para fabricar mais etanol", disse. (Valor Econômico 16/02/2016)

 

Copersucar é autorizada a operar dutos de etanol

A Copersucar Armazéns Gerais S/A, controlada pela Copersucar, acaba de receber autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operar dois dutos para a movimentação de etanol. Saiba mais a seguir:

A autorização é da diretoria da II Superintendência de Comercialização e Movimentação de Petróleo, seus derivados e Gás Natural e tem o número 52, com data de 15/02/2016.

Segundo o documento, a ANP autoriza a Copersucar a operar dois dutos de 14″ para a movimentação de etanol combustível entre o Ponto A, na Refinaria de Petróleo Replan, em Paulínia (SP), e o Ponto B, no seu Terminal, também no município de Paulínia.

As características da autorização são as seguintes: a extensão entre os pontos A e B é de 1.819 metros, com vazão de 692 metros cúbicos por hora e pressão de 15 kgf/cm2. A autorização é para o transporte de etanol anidro e hidratado. (Jornal Cana 15/02/2016)

 

Açúcar: Influência do Brasil

Com o feriado do Dia do Presidente nos EUA ontem, as atenções no mercado de commodities agrícolas estiveram voltadas à bolsa de Londres.

Os lotes de açúcar refinado para agosto fecharam em alta de US$ 2,60, a US$ 376,80 por tonelada.

De modo geral, o mercado está dividido em relação aos dados sobre a oferta do produto no Brasil, principal fornecedor mundial. Na semana passada, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) indicou que a produção de açúcar cresceu quase 600% na segunda quinzena de janeiro, a 97 mil toneladas.

Já no acumulado do atual ciclo, até 1º de fevereiro, a produção recuou 4%, para 30,663 milhões de toneladas.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 81,38, baixa de 0,26%. (Valor Econômico 16/02/2016)

 

São Martinho prevê preço do etanol 25% mais baixo no início da safra

Os preços do etanol tendem a recuar até 25% no início da próxima safra no Centro-Sul, a 2016/17, em abril, na visão do diretor de relações com investidores da sucroalcooleira São Martinho, Felipe Vicchiato.

Em conferência com analistas, o executivo estimou que os preços do hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, devem cair para patamares entre R$ 1,40 e R$ 1,50 o litro, ante os níveis atuais de R$ 1,90 o litro.

“Não vejo muitas possibilidade de uma desvalorização grande, aos níveis do ocorrido no segundo trimestre do ano passado, quando o litro foi negociado na usina a R$ 1,20”, afirmou o diretor. De qualquer forma, explicou Vicchiato, se isso vier a acontecer, a estratégia da São Martinho será a de carregar o estoque de etanol para vendê­lo mais à frente, a preços mais atrativos, assim como foi feito na safra atual, a 2015/16.

Na visão do executivo, não haverá muitos estoques ao fim da atual safra, em março, e a demanda ainda está forte, apesar dos preços altos nos postos. Esse cenário tende a manter uma oferta relativamente equilibrada, apesar do grande volume que tende a ser produzido no início da próxima safra, dada a intenção das usinas do Centro-Sul de retomarem a moagem de cana o quanto antes, começando a safra 2016/17 em março, ao invés de abril. (Valor Econômico 15/02/2016 às 17h: 59m)

 

Realização de estoques ajudará a reduzir alavancagem, diz São Martinho

O diretor financeiro e de Relações com Investidores do Grupo São Martinho, Felipe Vicchiato, afirmou nesta segunda-feira, 15, que a realização dos estoques de açúcar e etanol neste trimestre, referente ao quarto do ano-safra 2015/16, contribuirá para reduzir a alavancagem da companhia. Segundo ele, a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que estava em 2,6 vezes em 31 de dezembro, deve voltar para algo próximo a 1,7 vez até 31 de março, exatamente como estava em igual data do ano passado.

"Quando olharmos o ano fechado, teremos uma divida líquida mais dentro da normalidade", destacou o executivo. Na sexta-feira, o Grupo São Martinho reportou lucro líquido de R$ 76,02 milhões para o último trimestre do ano passado, 42% mais ante os R$ 53,54 milhões registrados no mesmo período da temporada 2014/15. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 411,90 milhões (+43,2%) e a dívida líquida, R$ 3,26 bilhões, 27,3% mais frente o início da temporada. Do endividamento total, 48% são denominados em moeda estrangeira e 78% referem-se a compromissos de longo prazo.

A companhia possui quatro usinas: São Martinho, em Pradópolis (SP); Iracema, em Iracemápolis (SP); Santa Cruz, em Américo Brasiliense (SP) e Boa Vista, em Quirinópolis (GO), esta última uma joint venture com a Petrobras Biocombustível. Juntas, essas unidades têm capacidade para processar até 22 milhões de toneladas de cana por safra. (Agência Estado 15/02/2016)

 

Etanol aposta nas metas da COP 21 para consolidar-se na matriz energética

O setor de etanol no Brasil começa a trabalhar com uma perspectiva mais concreta de consolidar a participação do biocombustível na matriz energética. Embora a queda dos preços do petróleo sinalize o contrário, representantes da cadeia produtiva ouvidos pelo Broadcast dizem que as metas traçadas na Conferência da ONU para Mudanças Climáticas (COP 21), no ano passado em Paris, referendam essa percepção e podem levar o País a um patamar de destaque em meio a um possível fim da era do petróleo.

"Na COP 21 tivemos sinalização de que os compromissos serão cumpridos. Vai haver redução gradativa no consumo de petróleo", disse o presidente da União dos Produtores de Bioenergia (Udop), Celso Junqueira Franco.

A meta do Brasil prevê, até 2030, a participação de 18% de bioenergia na matriz energética, mesmo percentual dos últimos 10 anos. Apesar de ser o mesmo percentual, a produção de etanol vai crescer significativamente para acompanhar o crescimento orgânico.

De acordo com cálculos da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), para cumprir essa promessa o País terá de produzir 50 bilhões de litros de etanol carburante em 2030, praticamente o dobro ante o volume atual, de 28 bilhões de litros. Os investimentos para tanto seriam de quase R$ 40 bilhões. Tal perspectiva difere das frustrações observadas após o Proálcool, criado nos anos 1970, e o boom de carros flex, na década passada, que não firmaram o etanol dentro da matriz e ainda foram seguidas de crises para as usinas de cana.

Na avaliação do diretor da comercializadora Bioagência, Tarcilo Rodrigues, se o Brasil mantiver a tendência de elevar a produtividade a cada safra os custos para a produção do etanol devem cair, compensando um petróleo também mais barato. "Ainda temos espaço para ganhar produtividade e precisamos de uma conjuntura que estimule o investimento", citou. Nesse contexto se enquadra o chamado etanol de segunda geração (2G), feito a partir da biomassa de cana. Segundo um estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o custo de produção do litro de 2G deve cair de R$ 1,50 no ano passado para algo entre R$ 0,50 e R$ 0,70 até 2020, inferior até à previsão feita para o álcool tradicional (1G), cujo custo de produção deve ser de R$ 0,70 a R$ 0,90 daqui a quatro anos.

Para Rodrigues, o impacto que o petróleo nos atuais níveis - os menores em mais de uma década - pode ter sobre o setor de etanol é retardar eventuais projetos de incremento de produção, mas sem retrocessos. Um exemplo é a Índia, que planejava elevar a mistura de anidro na gasolina de 5% para 10% e agora pode adiar a medida. "O petróleo não assusta. É algo a se preocupar, sim, mas não é algo que vai desestimular o setor de etanol", destacou.

Curto prazo

O setor brasileiro também não projeta preços menores para o álcool em 2016. A avaliação é de que o biocombustível só seria afetado se a Petrobras reduzisse o preço da gasolina, o que eles não cogitam, argumentando que a estatal não comprometerá seu caixa neste momento. O mais recente relatório da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou que a gasolina no Brasil alcançou cotação média de R$ 3,702 por litro na semana passada, 25,2% a mais ante igual período do ano passado, puxada pela recomposição da Cide em fevereiro e pelo aumento aplicado em setembro. O etanol acompanhou o movimento e avançou 36,3% no ano, para R$ 2,836 o litro nas bombas. Se o preço da gasolina cai muito, o etanol perde a paridade de desempenho de 70% e torna-se menos competitivo para o consumidor.

"Não trabalhamos com cenários em que o renovável tenha de reduzir o preço", disse o CEO da trading SCA, Martinho Ono. Ele lembra que a relação entre os preços do petróleo e o do etanol não é favorável hoje, mas outros fatores, como o dólar valorizado e, sobretudo, a cotação da gasolina no mercado interno, acabam compensando.

De acordo com o executivo, tradicionalmente a fabricação de combustíveis renováveis, que tem custos maiores, é viável quando o barril do petróleo está acima de US$ 60. Atualmente, contudo, o valor está perto de US$ 30 por barril. (Agência Estado 15/02/2016)

 

Refinaria de açúcar Al Khaleej entrega 206 mil t de refinado na bolsa de Londres

A refinaria de açúcar Al Khaleej, localizada nos Emirados Árabes Unidos e uma das maiores do mundo, concordou em fazer uma rara entrega de produto referente ao contrato março da commodity negociada na Bolsa de Londres, que venceu nesta sexta-feira. De acordo com traders, a empresa venderá 206,60 mil toneladas de refinado, o equivalente a 4.132 lotes, para a trading ED&FMan Holdings. A negociação é estimada em US$ 79 milhões.

Ainda de acordo com os traders, a Al Khaleej responde por praticamente toda a entrega contra o vencimento março. O restante é proveniente da Guatemala, também vendido para a ED&FMan. A venda da Al Khaleej é considerada rara porque a companhia costuma travar seus negócios com antecedência, e não na expiração dos contratos em bolsa. (Dow Jones Newswires 15/02/2016)

 

Oferta de aquisição de ações da Tereos deve começar em abril

O diretor Região Brasil da Tereos Internacional, Jacyr Costa Filho, afirmou nesta sexta-feira, 12, que a oferta pública de aquisição de ações (OPA) da companhia deve se iniciar "ao longo do mês de abril" e ser concluída em maio deste ano.

Anunciada no fim de 2015, atualmente o processo está na fase de revisão do edital da oferta pela Companhia de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com Costa Filho, os próximos passos são a concessão do registro de oferta público, o lançamento da OPA e a realização do leilão propriamente dito. O Banco Itaú BBA foi contratado para atuar como instituição intermediária da oferta, via Itaú Corretora de Valores. O preço ofertado para a OPA foi de R$ 65 por ação, representando prêmio de 188% sobre o fechamento do dia anterior ao anúncio da oferta, no caso, 3 de dezembro. Já em relação a quinta-feira, quando os papéis fecharam a R$ 55,49, o prêmio é de 17%.

A OPA acarretará a saída da Tereos Internacional do Novo Mercado da BM&FBovespa e a migração da companhia para o segmento básico de listagem na bolsa. (Agência Estado 15/02/2016)

 

Tereos tem moagem de cana 8% maior no 3º trimestre da safra 2015/16

Executivos da Tereos Internacional comentaram nesta sexta-feira, 12, que a moagem de cana-de-açúcar pelas usinas da Guarani cresceu 8% no terceiro trimestre do ano-safra 2015/16 (outubro, novembro e dezembro). Ao todo, foram moídos 4,6 milhões de toneladas, ante 4,2 milhões de toneladas em igual período do ciclo 2014/15.

No acumulado do ciclo, porém, o volume alcançado é de 19,6 milhões de toneladas, 3% menos na comparação anual, afetado principalmente pelo clima chuvoso no Brasil no segundo semestre.

Na temporada, a produtividade agrícola caiu de 82 toneladas para 79 toneladas por hectare, enquanto o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) diminuiu 6%, para 133 kg por tonelada de cana processada. No total 1,44 milhão de toneladas de açúcar (-6%) e 680 milhões de litros de etanol (-10%) foram produzidos, com 67% da oferta da moagem de cana destinada à fabricação do alimento.

As vendas de energia elétrica gerada a partir da cogeração somaram 813 GWh nos nove primeiros meses da safra 2015/16. A quantidade é 9% menor na comparação com 2014/15, refletindo o menor volume de biomassa e problemas na turbina da Usina Mandu, em Guaíra (SP), no início da temporada.

Ainda de acordo com os executivos, as vendas de açúcar foram responsáveis por 51% da receita total no terceiro trimestre de 2015/16. Os preços no período foram 34% maiores, a R$ 1.196 por tonelada. Já o etanol foi responsável por 43% da receita, com preços 48% mais elevados, a R$ 1.773 por metro cúbico.

A Tereos Internacional informou que o lucro líquido atribuível aos acionistas chegou a R$ 59,7 milhões no trimestre, quase 100 vezes maior do que os R$ 600 mil do terceiro trimestre de 2014/2015. Nos nove primeiros meses da safra 2015/16, a Tereos acumulou prejuízo de R$ 178 milhões, ante perdas de R$ 33 milhões no período anterior.

De acordo com a demonstração de resultados, a receita líquida da empresa foi de R$ 2,995 bilhões no terceiro trimestre fiscal, ante R$ 2,144 bilhões um ano antes, em alta de 39,6%.

O lucro operacional da companhia no terceiro trimestre fiscal subiu 141%, para R$ 176 milhões, ante lucro operacional de R$ 73 milhões no mesmo período do ano anterior.

A Tereos registrou despesa financeira líquida de R$ 62 milhões no terceiro trimestre fiscal, ante R$ 103 milhões no mesmo período do ano anterior, um recuo de 39,8% na despesa financeira líquida.

Já o Ebitda ajustado da companhia avançou 62,8% na comparação anual, para R$ 471 milhões no terceiro trimestre fiscal 2015/16, registrando uma margem Ebitda de 15,7%.

A Tereos controla a Guarani, grupo sucroalcooleiro com sete usinas no noroeste paulista e capacidade para processar até 23 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por temporada. (Agência Estado 15/02/2016)

 

Grupo de etanol 2G tem de licenciar nova área para estocar palha de cana

A GranBio, controladora da usina de etanol celulósico BioFlex, em São Miguel dos Campos (AL), tem prazo de 90 dias, a partir da assinatura de Termo de Ajuste de Conduta (TAC), para encaminhar licenciamento ambiental de nova área para estocagem de palhas de cana-de-açúcar.

Conforme o Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Alagoas, o TAC foi assinado em janeiro de 2016.

O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) é referente às medidas administrativas geradas após os três incêndios que ocorreram no centro de estoque de palhas da GranBio.

Conforme o IMA, o TAC trata não apenas da compra do detector de gás, mas, também, do Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad), plantio de mudas, compra de equipamentos e pagamento de multas.

Um dos principais encaminhamentos é o licenciamento ambiental da nova área que deverá servir para estocar as palhas de cana, no prazo de 90 dias, a contar a partir da assinatura do TAC. Os três incêndios ocorreram entre novembro de 2015 e janeiro deste ano.

Na semana passada, a GranBio forneceu detector de gás que afere a concentração de Oxigênio (O2), Monóxido de Carbono (CO) e Sulfeto de Hidrogênio ou Gás Sulfídrico (H2S).

Técnicos do IMA receberam treinamento, na última quinta­feira (11), para utilização de um aparelho que mede a qualidade do ar. (Jornal Cana 15/02/2016)

 

Dilma Rousseff indica Aurélio Amaral para diretoria da ANP

A ANP tem menos diretores do que deveria. Das cinco posições de diretores que a agência possui, apenas três estão preenchidas. Os cargos estão vagos desde o final de junho de 2015, quando encerraram os mandatos de Hélder Queiroz e de Florival Carvalho. Depois de mais sete meses de vacância, uma dessas vagas deve ser preenchida em breve.

Dilma Rousseff encaminhou hoje para a apreciação do Senado o nome de Aurélio Cesar Nogueira Amaral para a diretoria da ANP. Amaral é atualmente Superintendente de Abastecimento da agência e dentro da ANP já foi assessor de Diretoria, Coordenador Geral do escritório em São Paulo e Superintendente Adjunto de Fiscalização.

A demora na indicação dos diretores expôs um conflito no governo. Em setembro do ano passado o jornal Estado de São Paulo publicou que a Diretora Geral, Magda Chambriard, divergia do Ministro de Minas e Energia na escolha dos nomes. O ministro, juntamente com o vice-presidente Michel Temer e Eliseu Padilha, na época ministro da Aviação Civil – todos do PMDB –, defendia a recondução de Florival e a indicação de Symone Christine Araújo, para o lugar de Helder Queiroz.

Segundo relato do Estadão, Magda teria ameaçado renunciar a diretoria geral da agência se Florival fosse reconduzido. A proposta dela era justamente a indicação de Aurélio Amaral. Ao que tudo indica, ela acabou vencendo a longa queda de braço.

Não é possível saber ainda quais serão as superintendências que ficarão sob tutela de Amaral. As diretorias na ANP não têm nome e as responsabilidades de cada uma podem variar. (Nova Cana 15/02/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Influência do Brasil: Com o feriado do Dia do Presidente nos EUA ontem, as atenções no mercado de commodities agrícolas estiveram voltadas à bolsa de Londres. Os lotes de açúcar refinado para agosto fecharam em alta de US$ 2,60, a US$ 376,80 por tonelada. De modo geral, o mercado está dividido em relação aos dados sobre a oferta do produto no Brasil, principal fornecedor mundial. Na semana passada, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) indicou que a produção de açúcar cresceu quase 600% na segunda quinzena de janeiro, a 97 mil toneladas. Já no acumulado do atual ciclo, até 1º de fevereiro, a produção recuou 4%, para 30,663 milhões de toneladas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 81,38, baixa de 0,26%.

Café: Embarques frustrantes: Os preços futuros do café robusta recuaram na bolsa de Londres ontem. Os lotes com entrega em maio fecharam com perdas de US$ 8, a US$ 1.433 por tonelada. Números pessimistas sobre as exportações brasileiras de café continuam a rondar o mercado. Em janeiro, o Brasil enviou ao exterior 2,71 milhões de sacas do grão, 11,4% a menos que no mesmo mês de 2015, conforme o Cecafé. Ainda assim, os fundos especulativos diminuíram as apostas baixistas no café robusta na semana encerrada em 9 de fevereiro. Os investidores reduziram sua posição líquida de venda no grão em 15,45% no período, a 22.235 lotes, informou a bolsa de Londres. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão tipo arábica ficou em R$ 487,98, queda de 0,59%.

Cacau: Clima em foco: Os contratos de cacau com entrega em maio fecharam em baixa de 19 libras na bolsa de Londres ontem, a 2.052 libras por tonelada. O desempenho da amêndoa não refletiu o humor dos fundos, de modo geral mais confiantes na valorização da commodity. De acordo com a bolsa, os investidores aumentaram em 6% sua posição líquida de compra no cacau na semana até 9 de fevereiro, para 38.569 lotes. O clima no oeste da África continua no foco, em função dos receios com os ventos Harmattan, carregados de areia do Saara. Na Costa do Marfim, principal produtor global de cacau, a previsão do Ecobank é de uma quebra de 12% a 22% em relação à temporada passada. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba foi negociada à média de R$ 138, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Avanço da colheita: Diante do avanço da colheita e da maior oferta disponível, os preços da soja vêm caindo neste mês. Na primeira quinzena de fevereiro, o indicador do Cepea com base no corredor de exportação de Paranaguá (PR) teve desvalorização de 2,94%, com a soja cotada a R$ 77,54 por saca. No campo, o clima ainda é fonte de preocupação para produtores de soja de algumas regiões do CentroOeste, dado que as chuvas podem atrasar a colheita. De acordo com o Cepea, em Mato Grosso, há grande diferença entre o desenvolvimento de uma lavoura para outra. Em Mato Grosso do Sul, a colheita segue em ritmo normal e produtores esperam por uma boa safra. No Paraná, as chuvas interromperam a colheita nos últimos dias, mas os trabalhos já foram retomados e, por ora, a sinalização é de produtividade dentro do esperado. (Valor Econômico 16/02/2016)