Setor sucroenergético

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Credit Suisse desiste de procura de sócio para a Imcopa

Um dos maiores credores da Imcopa, o Credit Suisse, praticamente jogou a toalha. Diante do fracasso das tentativas de recuperação da trading agrícola, o banco deverá fazer a baixa contábil dos seus créditos contra a empresa, um espeto da ordem de R$ 100 milhões.

No total, a dívida da Imcopa com bancos e fornecedores passa de R$ 1 bilhão. O próprio Credit Suisse tentou buscar um sócio para a empresa, sem sucesso. (Jornal Relatório Reservado 22/02/2016)

 

Produção de açúcar rumo a um novo recorde

Há cinco safras "derrapando", a produção de açúcar do Brasil, maior exportador global, volta a fazer barulho no mercado. Um volume recorde de cana estará disponível para moagem no Centro-Sul do país em 2016/17 e, com isso, a produção da commodity poderá crescer até 4,9 milhões de toneladas em relação a 2015/16, conforme as estimativas até agora divulgadas.

Influenciadas por essas projeções, as cotações do açúcar na bolsa de Nova York recuaram 15% desde o início deste ano, conforme cálculos do Valor Data. Mas, pelo menos por ora, esse declínio não preocupa as usinas brasileiras, que já venderam antecipadamente 60% do açúcar que vão exportar em 2016/17.

Esse fator de pressão tende a perdurar, mas o espaço para novas quedas, se é que elas acontecerão, já começa a ser definido pelas previsões de clima para o Centro-Sul e pelo mercado de etanol, cujo consumo bateu recorde em 2015. Mas é consenso entre as principais consultorias e tradings que atuam no ramo que em 2016/17 haverá volumes de cana nunca antes vistos na região (até 650 milhões de toneladas), o que tende a inflar a oferta de açúcar.

Segundo a FG Agro, localizada em Ribeirão Preto (SP), o mais tradicional pólo canavieiro do país, se as usinas do Centro-Sul destinarem 44,4% do caldo da cana para fabricar açúcar em 2016/17 (ante 40,9% em 2015/16), a produção da commodity pode chegar a 35,6 milhões de toneladas, o que seria um recorde, o anterior, de 34,4 milhões de toneladas, foi no ciclo 2013/14.

A estimativa considera que as usinas da região vão conseguir processar 635 milhões de toneladas de cana, de um total de 650 milhões que estarão disponíveis. A premissa é que a moagem vai ocorrer por 204 dias, 11 dias a mais que na temporada atual.

Ainda que se confirme esse cenário de grande produção de açúcar, a consultoria não vê "ameaças" ao primeiro déficit global em cinco safras, previsto para esta "safra internacional" 2015/16, que termina em 30 de setembro. "O mercado sabe que o déficit será crescente [o consumo mundial tem crescido de 2,5 milhões a 3 milhões de toneladas por ano]. E isso dará sustentação aos preços da commodity no longo prazo", afirma o diretor da FG Agro, Gustavo Torrano Corrêa.

Por outro lado, pesa na balança "altista" da commodity o fato de que cerca de 60% do açúcar que o Brasil deverá exportar em 2016/17 já foi vendido antecipadamente. Na prática, isso significa uma menor pressão de venda no mercado internacional no próximo ciclo, na medida que o maior exportador global terá somente 40% de seu excedente exportável a ofertar.

Mas, se por alguma razão as cotações do açúcar caírem em demasia, reduzindo a rentabilidade das usinas ­ o que Corrêa considera improvável ­, a safra do Centro­Sul poderá "virar" para o etanol. Nesse cenário, o "mix" seria de 41% para açúcar, e não mais 44,4%, e a produção da commodity seria de 33 milhões de toneladas. A produção adicional de etanol, por sua vez, cresceria 150 milhões de litros por mês.

“Não seria um problema para o mercado absorver essa oferta adicional sem afetar de maneira significativa os preços", avaliou Corrêa. Mesmo porque no primeiro cenário, mais açucareiro, já é considerada uma oferta bem "curta" de etanol ­ 27,6 bilhões de litros, praticamente a mesma de 2015/16.

A maior parte das consultorias prevê uma produção de açúcar no Centro­Sul em 2016/17 mais próxima de 34 milhões de toneladas. Estão nessa lista a brasileira Datagro, a americana FCStone (ver infográfico), a trading francesa Sucden (34,3 milhões) e o banco holandês Rabobank (34 milhões).

Mas são números que ainda podem mudar. A Kingsman enxerga que a oferta maior no Brasil reduzirá o déficit mundial em 2015/16. Em dezembro, projetou que a demanda superaria a produção em 5,26 milhões de toneladas, mas em janeiro, baixo o número para 4,8 milhões. (Valor Econômico 23/02/2016)

 

Produção de açúcar sobe 8% no ano

A moagem de cana deverá atingir 625 milhões de toneladas na safra 2016/17 no centro-sul. Se concretizado, o volume vai superar em 1% o de 2015/16, também previsão.

Os dados são da consultoria Datagro, que indica uma produção de açúcar de 33,8 milhões de toneladas para a próxima safra, 8% mais do que as estimativas para a safra atual.

A produção de etanol tem pouca alteração em 2016/17. O volume recua para 28,1 bilhões de litros no centro-sul (18,3 bilhões do hidratado). Em 2015, foram 28,4 bilhões.

Já as exportações brasileiras de açúcar deverão subir para 25,5 milhões de toneladas na próxima safra, ante 23 milhões nesta.

Esse aumento decorre de maior demanda mundial. A Datagro estima que o consumo mundial de açúcar cresça 1,8% na safra 2015/16 e volte a subir 1,7% na safra que se inicia em abril.

O consumo de etanol, que atingiu recorde em 2015, foi de 28,8 bilhões de litros –17,9 bilhões de etanol hidratado.

Essa evolução ocorre mesmo com alta nos preços. Pesquisa da Datagro registrou R$ 1,4 por litro nas usinas em fevereiro de 2015. Neste mês, o valor é de R$ 1,9.

Minas Gerais e Goiás foram decisivos para o aumento do consumo de hidratado, devido a uma alteração na tributação. Os mineiros, que haviam consumido 700 milhões de litros de etanol hidratado em 2014, utilizaram 1,8 bilhão de litros em 2015.

No mesmo período, em Goiás, o consumo de hidratado subiu de 900 milhões para 1,2 bilhão no ano passado.

EU TÊM MENOS FAZENDAS, MAS MAIORES

O número de propriedades agrícolas encolhe nos Estados Unidos, mas o tamanho delas aumenta. Dados do Usda (Departamento de Agricultura dos EUA) apontam que o país tem 2,07 milhões de propriedades agrícolas, 5% menos dos que os 2,18 milhões de 2008.

Já o tamanho delas cresce. Em 2008, elas tinham, em média, 170 hectares. No ano passado, devido a uma maior concentração, somavam 180 hectares, em média.

A área utilizada pela agropecuária caiu 0,54% no período, para 369 milhões de hectares, segundo o Usda.

EXPORTAÇÃO DO AGRONEGÓCIO MANTÉM RITMO ACELERADO

A balança comercial do agronegócio mantém ritmo forte neste mês. A Secex (Secretaria de Comércio Exterior) indica que as vendas externas de milho já superam 4 milhões de toneladas e, mantido o ritmo, deverão ficar próximas de 6,5 milhões no mês.

As carnes também têm desempenho bom. Os números de exportações já registram 71 mil toneladas de carne bovina "in natura".

Durante todo o mês de fevereiro de 2015, as exportações totais dessa proteína somaram 76 mil toneladas. Nesse ritmo, as vendas externas de carne bovina poderão atingir 105 mil toneladas no mês.

As vendas externas de carne de frango somam 203 mil toneladas nas três primeiras semanas, ante total de 268 mil em fevereiro do ano passado. No mesmo período, as de suíno somam 32 mil toneladas e já superam as 22 mil de fevereiro de 2015. (Folha de São Paulo 23/02/2016)

 

Czarnikow vê necessidade de pelo menos 15 mi t adicionais de açúcar no mundo até 2020

A consultoria e negociadora de açúcar Czarnikow Group disse nesta segunda-feira que a produção global de açúcar precisará crescer entre 15 milhões e 20 milhões de toneladas até 2020 para atender ao aumento da demanda.

O déficit de oferta global é esperado para pouco mais de 8 milhões de toneladas na atual safra 2015/2016, disse o operador de açúcar da Czarnikow, Oliver Hire.

Os preços precisarão aumentar para incentivar uma produção maior de cana em países como Brasil e Tailândia, para acompanhar o aumento da demanda, segundo uma apresentação no International Sweetener Colloquium, nos EUA.

Os preços permanecem relativamente baixos devido aos grandes estoques, grande produção no Brasil, oscilações de moedas e vendas generalizadas de especuladores. (Reuters 22/02/2016)

 

Morgan Stanley prevê déficit global de 4,19 mi de toneladas de açúcar

O déficit de açúcar no mundo em 2015/16 será de 4,19 milhões de toneladas, segundo projeção do Morgan Stanley. Projeções de outras instituições já consideravam déficit de oferta após cinco anos consecutivos de excedente - em 2014/15, conforme o Morgan, a produção superou a demanda em 6,20 milhões de toneladas.

A estimativa leva em conta fabricação de 168,31 milhões de toneladas e consumo de 172,50 milhões de toneladas do alimento. A safra global 2015/16 se encerra em 30 de setembro.

De acordo com a instituição, a produção de açúcar no Brasil (incluindo Centro-Sul e Norte-Nordeste) deve ficar estável entre as safras 2014/15 e 2015/16, totalizando 37,13 milhões de toneladas.

Índia e União Europeia, por sua vez, tendem a registrar queda. No caso indiano, o recuo deve ser de quase 2 milhões de toneladas, para 28,35 milhões de toneladas. Já em relação à Europa, espera-se uma redução maior, de mais de 4 milhões de toneladas, para 15 milhões de toneladas. (Agência Estado 22/02/2016)

 

Datagro eleva estimativa de déficit na produção de açúcar em 2015/16

A Datagro elevou nesta segunda-feira sua projeção para o déficit na produção de açúcar na safra global 2015/16, que se encerra em 30 de setembro. De acordo com a consultoria, o déficit alcançará 4,37 milhões de toneladas, o primeiro em cinco anos e superior ao de 3,87 milhões de toneladas projetados em janeiro. Os números foram divulgados pelo presidente da Datagro, Plínio Nastari, durante coletiva de imprensa online.

Para a temporada global 2016/17, que vai de outubro deste ano até setembro do próximo, a consultoria prevê outro déficit, de 7,69 milhões de toneladas.

A partir dessas estimativas, a Datagro avalia que a relação entre estoques e consumo de açúcar, que chegou a 48,7% em 2014/15, deve cair para 45,4% neste ano e chegar a 40,4% ao término de 2016/17. Essa relação indica o porcentual da demanda que pode ser suprido apenas com os estoques globais de açúcar. (Agência Estado 22/02/2016)

 

Olam avalia realizar outras aquisições de grande porte

Arrematar a divisão de processamento e comercialização de cacau da americana ADM por US$ 1,3 bilhão, no ano passado, foi só o começo para a Olam International. Sediada em Cingapura, a companhia de agronegócios começou a mudar sua tradicional estratégia baseada em múltiplas aquisições de pequenas companhias para se voltar cada mais para poucos, mas grandes, negócios. Foi o que afirmou ao Valor o CEO da companhia, Sunny Verghese, em entrevista durante evento do Fundo de Investimento para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD/ONU), em Roma.

A mudança de foco deflagrada pela transação com a ADM veio em meio a contínuas pioras nos resultados, influenciadas principalmente pela valorização do dólar em relação a outras moedas. No terceiro trimestre de 2015, o lucro líquido da Olam recuou 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 21,8 milhões, ainda que sua receita tenha aumentado 4% na mesma comparação, para US$ 3,1 bilhões.

"Fazíamos muitas aquisições, mas de pequenas companhias. Desde o ano passado decidimos mudar o foco", reforçou Verghese. "Estamos trabalhando para elevar a lucratividade dos nossos negócios, e uma parte do crescimento vem das aquisições". Um terço do resultado da Olam já vem de negócios adquiridos, e dois terços de negócios desenvolvidos com investimentos próprios.

Verghese sinalizou que a África é o principal alvo dos investimentos de longo prazo da Olam, por conta da disponibilidade de terras, dos baixos custos de produção e da classe média crescente. Dos cerca de 70 países em que a Olam tem operações, 19 estão na África. Mas o executivo realçou que também há potencial de crescimento na América Latina, nos EUA, na Austrália e na Ásia.

Dessa forma, a Olam pretende minimizar impactos como o provocado pela queda de rentabilidade de seu negócio de leite no Uruguai. Diante da forte retração dos preços internacionais do produto em 2014 e 2015, a divisão uruguaia de leite da companhia pesou negativamente no resultado operacional global no ano passado, o que motivou o início de uma reestruturação nessa frente.

Agora, o objetivo é reduzir custos no Uruguai e alcançar um retorno líquido mínimo de 10%, mas a expectativa é que esse percentual chegue a 15%, que é a meta para todos os negócios da companhia. A Olam já diminuiu o número de fornecedores no Uruguai de 50 para 32. Assim, se antes havia 80 mil vacas leiteiras à disposição, agora são 50 mil.

Verghese também comentou que a Olam não deverá receber mais aportes como o realizado no ano passado pela japonesa Mitsubishi, que investiu US$ 1,1 bilhão e passou a ter participação de 20% em seu capital. Dessa forma, o fundo soberano de Cingapura Temasek Holdings deverá continuar com uma participação de 51,4% no capital da empresa.

Para o CEO da Olam, a desvalorização das commodities agrícolas, que vem se aprofundando diante das turbulências nos mercados financeiros e da queda do petróleo, não deverá frear o ritmo de fusões e aquisições no agronegócio. "A consolidação do setor foi uma tendência dos últimos dez anos e deverá se manter no mesmo ritmo", afirmou. (Valor Econômico 23/02/2016)

 

Moagem de cana-de-açúcar no Norte-Nordeste deve cair para 51,7 mi ton em 2015/16, prevê INTL FCStone

Os efeitos da seca continuam surpreendendo o setor sucroenergético do Nordeste do Brasil. Durante a entressafra e começo da colheita da região (abril a outubro), as áreas produtoras receberam uma média de 843 mm de chuva, 30% abaixo do mesmo período no ano passado e 32% abaixo da média histórica.

Com isso, a INTL FCStone espera que a safra de cana-de-açúcar do Norte-Nordeste termine com moagem de 51,7 milhões de toneladas, 14,9% abaixo de 2014/15. Apesar dos últimos dados do Ministério da Agricultura (referentes à primeira quinzena de janeiro) apontarem queda de apenas 1,8% na moagem acumulada em relação à safra anterior, muitas usinas já estão encerrando as atividades com antecipação e a maioria das empresas prevê terminar a temporada mais cedo que o usual devido à falta de cana.

“A maior parte das plantações nos três principais estados canavieiros da região registra produtividade agrícola inferior às expectativas”, ressalta o analista da INTL FCStone, João Paulo Botelho.

Os efeitos da seca sobre a produção de açúcar e etanol, entretanto, tem sido ligeiramente suavizado pela melhora no Açúcar Total Recuperável (ATR) médio da cana. A INTL FCStone projeta ATR médio de 126,9 Kg/t, 1,4% melhor que a safra anterior, levando o ATR total para 6,6 milhões de toneladas, 13,7% abaixo da temporada anterior.

Mesmo com o ATR melhor que a temporada anterior, o mix vem sendo mais direcionado para o etanol do que o esperado. A produção alcooleira deve consumir 52% da cana processada, 1,1 pontos percentuais acima da safra passada. Com isso, a produção de açúcar deve cair para 3 milhões de toneladas, enquanto o volume de hidratado produzido pode alcançar 970 milhões de litros e a de anidro pouco mais de 1 bilhão de litros.

“O principal motivo para esta mudança foi a redução na paridade entre o etanol e a gasolina C nos postos da região no começo da safra, graças ao aumento na tributação sobre o combustível fóssil no começo de 2015”, pondera Botelho. Este aumento de preços levou a paridade nos postos a registrar entre 71% e 72% na média dos principais estados consumidores ao longo dos meses de agosto e setembro, o que representa uma queda de 6 a 7 p.p. em relação às duas últimas safras. Com a melhor relação de preço, a demanda por hidratado aumentou significativamente, levando as usinas a focarem neste produto. (MAPA e INTL FCStone 22/02/2016)

 

Produção de biocombustíveis no Brasil encolherá em 2016, diz AIE

A produção de etanol no Brasil subiu de maneira expressiva em 2015, mas o mesmo ritmo não deve se repetir em 2016. A previsão consta do relatório de perspectivas do mercado global da Agência Internacional de Energia (AIE) divulgado na manhã desta segunda-feira, 22. Para a entidade, a produção brasileira do combustível verde deve diminuir neste ano diante do aumento do preço do açúcar.

"A produção de etanol teve um ano forte em 2015 com novo recorde de produção de 510 mil barris equivalentes por dia, resultado de uma combinação de uma boa safra de cana de açúcar e condições adequadas de colheita", diz o documento. Além de a produção favorável, o mercado consumidor também ajudou, já que mais carros rodaram com etanol após o aumento da gasolina.

Em 2016, porém, a produção do combustível deve ter contração diante dos preços em alta no mercado de açúcar. "Prevemos uma pequena redução na produção diante da reversão dos preços internacionais do açúcar no fim de 2015, o que potencializa parcela maior da safra da cana para a produção de açúcar ao invés do etanol", diz a entidade.

O revés deste ano, porém, tende a ser um ponto fora da curva. A entidade prevê que o mercado de biocombustíveis continuará em crescimento no Brasil no médio prazo. Diante de iniciativas para reduzir a emissão de carbono, a AIE prevê que o Brasil produzirá 675 mil barris diários de biocombustíveis em 2021. A entidade não informa, contudo, o volume produzido em 2015 ou o esperado para este ano. (Agência Estado 22/02/2016)

 

Commodities Agrícolas

Algodão: No vermelho: Os preços do algodão chegaram a subir ao longo do pregão de ontem na bolsa de Nova York, acompanhando os mercados globais, mas perderam fôlego no fim do dia e fecharam com queda moderada. Os lotes para maio encerraram a sessão a 58,69 centavos de dólar a libra-peso, em baixa de 85 pontos. Houve influência da redução das importações da China reportada ontem. Segundo a alfândega do país, foram importadas 95,58 mil toneladas da pluma em janeiro, queda de 41% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O dado confirma a redução das compras da China no exterior em troca das vendas da pluma armazenada em seus estoques domésticos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias teve ligeira queda de 0,07%, para R$ 2,5639 a libra-peso.

Soja: Apetite por risco: O bom humor dos mercados globais deflagrado pela recuperação dos preços do petróleo deu sustentação às cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para maio fecharam com valorização de 3,5 centavos, a US$ 8,8425 o bushel. Em meio a um maior apetite por risco, os traders cobriram posições vendidas, ignorando os dados de importação e exportação. A China reportou queda anual de 17,7% no volume de soja importado em janeiro, para 5,66 milhões de toneladas. Já os EUA informaram queda de 13% no volume de soja exportado na semana até o dia 18, para 1,53 milhão de toneladas. No mercado doméstico, o preço médio da soja no Paraná subiu 0,29%, para R$ 69,62 a saca, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab.

Milho: Ajuda do petróleo: Os futuros do milho registraram alta ontem na bolsa de Chicago, na esteira dos ganhos das commodities e dos mercados acionários. Os contratos de milho com vencimento em maio fecharam com valorização de 0,81%, ou 3 centavos, a US$ 3,7225 o bushel. A elevação do petróleo tem especial influência sobre o milho, já que encarece a gasolina, tornando mais competitivo o etanol, que nos Estados Unidos é produzido a partir do cereal. As exportações do país também contribuíram para a alta. Na semana até o dia 18, foram embarcadas 900,32 mil toneladas de milho, aumento de 30% na base semanal. No mercado doméstico, o preço médio do milho no Paraná subiu 0,24%, para R$ 32,92 a saca, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab.

Trigo: Exportações fracas: Apesar dos ganhos nos mercados acionários e de commodities ontem, os preços do trigo recuaram nas bolsas americanas diante da fraqueza das exportações do país. Em Chicago, os papéis para maio fecharam com recuo de 2,75 centavos, a US$ 4,64 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os contratos com mesmo vencimento caíram 2,75 centavos, para US$ 4,635 o bushel. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 245,46 mil toneladas de trigo foram exportadas pelo país na semana até o dia 18, ante 385,64 mil toneladas na semana anterior. No acumulado da safra, foram embarcadas 14,4 milhões de toneladas, contra 16,52 milhões de toneladas um ano antes. No Paraná, o trigo caiu 0,98%, para R$ 39,48 a saca, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 23/02/2016)