Setor sucroenergético

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Aporte na Louis Dreyfus

A Louis Dreyfus deverá fazer um aporte de R$ 300 milhões na Biosev. Com uma dívida de curto prazo de R$ 3 bilhões, a sucroalcooleira precisa de glicose na veia. (Jornal Relatório Reservado 26/02/2016)

 

Temasek prospecta ativos sucroalcooleiros

O Temasek, fundo soberano de Cingapura, está em busca de ativos sucroalcooleiros no Brasil. (Jornal Relatório Reservado 25/02/2016)

 

Sumitomo compra 20% de empresa de biomassa da Cosan

Até então uma startup, a Cosan Biomassa, controlada da gigante de infra-estrutura e energia Cosan, entra no seu primeiro ano de escala comercial com uma sócia de peso. A trading Sumitomo Corporation anunciou hoje no Japão a compra de 20% da empresa, que nasceu com o propósito de desenvolver um mercado de longo prazo para o bagaço e a palha da cana e, para isso, aposta na produção de pellets da biomassa. O valor pago pela fatia minoritária não foi informado, mas após a entrada da japonesa, a Cosan Biomassa passou a ser avaliada em cerca de R$ 500 milhões, disse ao Valor o presidente da empresa, Mark Lyra.

A planta comercial entrou em operação no ano passado no município paulista de Jaú, ao lado da usina de cana-de-açúcar da Raízen Energia, outra controlada da Cosan. A unidade tem capacidade instalada para produzir 175 mil toneladas de pellets por ano. Antes de inaugurar a planta, a Cosan Biomassa, criada em 2010, pesquisou por alguns anos a tecnologia para fabricar o produto.

Por ser considerado inovador, o projeto obteve financiamento reembolsável, a juros subsidiados, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Foram aprovados R$ 254,9 milhões e, até agora, a financiadora desembolsou R$ 169,7 milhões. Conforme a Finep, o projeto tem ainda uma contrapartida da Cosan Biomassa de R$ 110 milhões.

Segundo Lyra, o projeto não se restringe ao desenvolvimento da tecnologia, mas de toda a cadeia produtiva do pellets. Isso inclui criar um mercado de longo prazo para o bagaço e a palha da cana e desenvolver a demanda para o produto final. A ideia, explicou, é "amarrar" as duas pontas, ou seja, fechar contratos de venda de pellets e, ao mesmo tempo, firmar os de compra de bagaço e palha, ambos de longa duração.

O primeiro contrato de aquisição de bagaço foi feito por um período de dez anos com a própria unidade da Raízen vizinha à fábrica de pellets. Já o primeiro contrato de venda do produto final está em negociação, com previsão de ser finalizado neste ano, afirmou Lyra. "Será uma exportação para um dos maiores geradores de energia da Europa".

Usualmente feito a partir de resíduos de madeira, os pellets são largamente usados nos Estados Unidos e na Europa como combustível em aquecedores residenciais, em caldeiras de indústrias e pelas geradoras de eletricidade. Os principais mercados­alvo da Cosan Biomassa são o europeu, o japonês e o sul-coreano.

"Só o Japão deve importar entre 10 milhões e 20 milhões de toneladas de biomassa pelletizada até 2030. Acreditamos que uma parcela relevante dessa demanda será atendida pela biomassa de cana-de-açúcar disponível no Brasil", disse em comunicado Yoshi Kusano, gerente geral de biomassa da Sumitomo Corporation.

Os pellets da Cosan Biomassa são únicos no mundo, segundo Lyra. A fábrica recebe bagaço e palha de cana e os transforma, por meio de um processo de secagem e compressão, em pequenos pedaços de "energia", no formato de palitos. No longo prazo, a empresa quer ampliar sua produção para 2 milhões de toneladas por ano (até 2025), com potencial de quadruplicar a depender da demanda do mercado e do retorno gerado pelo negócio, segundo Lyra.

Um dos maiores desafios da empresa ainda passa pelo recolhimento da palha de cana no campo a um custo competitivo. Os testes nessa frente começaram há cerca de quatro anos e, desde então, a empresa obteve uma redução de 40% no custo dessa operação, de acordo com o executivo. "Nos próximos cinco anos, vamos conseguir uma economia de 20% a 30%", estimou.

Ele explicou que cogeração de energia e pellets não serão concorrentes pela mesma matéria-prima (bagaço e palha). "São complementares". "As usinas eficientes no uso de energia na produção de açúcar, etanol e eletricidade geram uma sobra de bagaço", afirmou o presidente da Cosan Biomassa. (Valor Econômico 26/02/2016)

 

Mais chuvas sobre os canaviais

As cerca de 100 usinas sucroalcooleiras do Centro-Sul que planejam antecipar de abril para março o início da moagem de cana na safra 2016/17 não deverão contar com a ajuda do clima. A formação de uma zona de convergência do Atlântico Sul ­ fenômeno que favorece a ocorrência de chuvas tende a trazer para março precipitações acima da média para praticamente todas as principais regiões canavieiras da região.

Os preços remuneradores do açúcar e do etanol, combinados com uma grande disponibilidade de cana no campo, motivam as usinas a tentar iniciar a safra mais cedo. As principais previsões já divulgadas indicam uma moagem de 619 milhões a 635 milhões de toneladas em 2016/17. E o tamanho final da safra, dependerá, em larga medida, do desempenho da moagem em março.

"Mas as previsões indicam que o mês será bem desfavorável para a colheita da cana", afirma o meteorologista da Somar Meteorologia, Celso Oliveira. De acordo com ele, o clima terá um comportamento parecido com o observado em janeiro, com períodos prolongados de precipitações.

Para a região de Ribeirão Preto, em São Paulo, a Somar prevê de 150 milímetros a 200 mm de chuvas para março, ante uma média histórica de 150 mm. Para Araçatuba, outro pólo importante do Estado, também são esperados 150 mm, para uma média histórica de 130 mm.

As regiões canavieiras de Dourados (MS) são outras que deverão receber em março de 150 mm a 200 mm, ante uma média histórica de 135 mm. Em Paranavaí, no noroeste paranaense, a previsão é de 200 mm a 250 mm no próximo mês, bem acima da média histórica de 120 mm.

O meteorologista esclarece que o perfil mais chuvoso de março deste ano não é efeito do El Niño, que está perdendo força, mas da formação da zona de convergência do Atlântico Sul, fenômeno climático que não acontecia há cerca de dois anos no Brasil e que voltou à ativa em janeiro deste ano. Ele se forma a partir de uma combinação de fatores, entre os quais a ocorrência de temperaturas mais quentes do oceano Atlântico na costa brasileira e a inexistência de bloqueios atmosféricos que impeçam a chegada de frentes frias da Argentina no país.

Em abril, conforme a Somar, as precipitações deverão voltar a se aproximar dos padrões históricos, com um pouco mais de chuva que o normal em Minas e em Goiás. Em Ribeirão Preto, deverá chover entre 25 mm e 50 mm, abaixo da média de 60 mm. Para Araçatuba são previstos 50 mm a 75 mm, ante uma média de 60 mm. Precipitações abaixo da média também são previstas para as regiões de Paranavaí e Dourados. (Valor Econômico 26/02/2016)

 

Odebrecht deve investir mais R$ 2 bi nas usinas de cana do grupo

A Organizações Odebrecht devem aprovar na próxima semana um aumento de capital no valor de R$ 2 bilhões na controlada Odebrecht Agroindustrial, braço sucroalcooleiro do grupo. Conforme apurou o Valor, o aporte é uma contrapartida exigida pelos bancos credores para alongar o endividamento da empresa, que supera R$ 13 bilhões.

Os acionistas da Odebrecht Agroindustrial, 99,9% da Organizações Odebrecht, foram convocados para aprovar esse aumento de capital em assembléia geral extraordinária marcada para o dia 4 de março, conforme publicação no Diário Empresarial de São Paulo. Procurada, a Odebrecht Agroindustrial informou que não vai se pronunciar antes da conclusão do processo.

Em 31 de março de 2015, a companhia sucroalcooleira informava uma dívida bancária de R$ 13,5 bilhões, sendo R$ 3,1 bilhões com vencimento em 12 meses.

Desde 2014 vem buscando reestruturar seu endividamento, que supera em cinco vezes sua receita líquida. Entre as operações realizadas, destaca-se a venda dos ativos de cogeração para uma outra subsidiária da própria Organização Odebrecht por R$ 3,7 bilhões. Além disso, em outubro de 2014, a controladora também injetou R$ 820 milhões por meio de um aumento de capital privado.

A Odebrecht Agroindustrial tem nove usinas de cana no Centro-Sul e uma capacidade para processar 36 milhões de toneladas de cana por safra. A expectativa da empresa era moer em 2015/16 entre 28 milhões e 29 milhões de toneladas. (Valor Econômico 25/02/2016)

 

Basf anuncia 350 demissões com reestruturação da área de pesquisa

A multinacional alemã Basf anunciou que cortará metade de seus empregados em sua área de pesquisa e desenvolvimento em biotecnologia com o fechamento e a redução de unidades ao redor do mundo neste ano. Serão fechadas 350 vagas, sendo 140 na América do Norte e 180 na Europa, dentre as cerca de 700 existentes atualmente, até o fim do ano.

A companhia fechará seus locais de trabalho de campo em Kekaha, no Havaí, na Índia e em Porto Rico. Os centros de pesquisa e de trabalho em campo da Basf na Carolina do Norte e em Iowa, nos Estados Unidos, em Berlim e Limburgerhof, na Alemanha, em Ghent, na Bélgica, e no Brasil serão reduzidos.

A Basf pretende focar suas pesquisas em projetos de alto potencial de soja tolerante a herbicida e resistente a fungos. Dessa forma, serão fechados os projetos de pesquisa sobre produtividade do arroz e de milho resistente a fungos, enquanto os projetos em soja e milho serão simplificados.

Já o projeto de pesquisa sobre ácidos graxos poliinsaturados ômega­3 em sementes de canola será mantido. O acordo da Basf com a Monsanto sobre rendimento e estresse em soja e milho também não deverá ser afetado.

“Nós estamos confiantes de que, voltando a focar nosso portfolio de unidades de biotecnologia, nós vamos permitir à Basf levar seus projetos de pesquisa mais promissores ao sucesso. Nós vamos descontinuar projetos com desafios técnicos extremamente altos, que necessitariam tempo e investimento financeiro significativos”, disse em nota Harald Schwager, membro do conselho de diretores executivos da Basf, responsável pela área de pesquisa em biociências. (Valor Econômico 25/02/2016)

 

Venda de colheitadeiras cai 15% no ano, prevê fabricante

A indústria de máquinas agrícolas viveu um período difícil em 2015, e as perspectivas para este ano também não são animadoras.

E isso ocorre não só no Brasil mas também no Paraguai, na Bolívia e no Uruguai. A exceção fica para a Argentina, cujas vendas deverão crescer de 10% a 15%.

É nesse cenário que, após quatro anos de pesquisas e investimentos de US$ 40 milhões, a Case IH coloca no mercado quatro novos modelos de colheitadeiras de grãos.

Após o período de ouro para o setor, o que ocorreu há três anos, a empresa não esperava encontrar um cenário tão desfavorável.

A linha de montagem de colheitadeiras, em Sorocaba (SP), tem capacidade para a produção de 20 unidades por dia, mas está produzindo apenas cinco.

Mirco Romagnoli, vice-presidente para a América Latina, diz que a empresa está mais bem preparada neste ano do que em 2015, quando não se esperava uma queda tão acentuada nas vendas. A redução foi de 39%, no setor, em relação a 2014. Neste ano, os estoques estão mais controlados e enxutos.

Mas Cesar Di Luca, diretor comercial, ainda vê alguns pontos positivos. Este é um período de queda nos preços externos das commodities, de custos internos (como os da logística) ainda elevados e de consequente redução de margem dos produtores.

Com isso, há uma pressão dos custos e a necessidade de uma redução dos gastos dos produtores. E é esse o objetivo dos novos modelos que chegam ao mercado, segundo ele.

Di Luca espera que as vendas de colheitadeiras recuem de 13% a 15% neste ano, mas as da Case devem permanecer no mesmo patamar das de 2015.

"A safra é recorde, mas os produtores estão conservadores quando se trata de investimentos", diz.

Com participação de 18% nas vendas do varejo no ano passado, o executivo acredita que esse percentual suba para 20% neste ano no caso da Case.

As novas máquinas vão custar de R$ 600 mil a R$ 950 mil por unidade, dependendo do modelo. Esses novos valores representam alta pelo menos 5% em relação aos da linha anterior.

Roberto Biasotto, gerente de Marketing, acredita que os novos modelos deverão atender aos principais desafios atuais do campo: maior capacidade de colheita e redução de custos.

Na avaliação da empresa, o volume a ser colhido por hora, em toneladas, supera de 4% a 22% o dos modelos anteriores. Já o custo de manutenção recua 17%.

A SAÍDA

Se o setor de colheitadeiras de grãos não vai bem neste ano, o de colhedoras de cana poderá fazer a diferença. Biasotto prevê um crescimento de pelo menos 20% na produção deste ano.

É um segmento com perspectivas melhores do que a dos outros setores, segundo Di Luca. A situação está distante da dos tempos áureos, mas as perspectivas para açúcar e etanol são boas.

Na avaliação do executivo, as perspectivas também são boas no setor de café, mas ficam estáveis no de grãos. (Folha de São Paulo 26/02/2016)

 

Rumo antecipa renovação em Santos

A Secretaria de Portos (SEP) assinou na terça-feira a renovação antecipada de três contratos de arrendamento da Rumo Logística no porto de Santos. Com isso, a empresa, que está altamente endividada ­ se compromete a investir R$ 308 milhões até o fim de 2018 nas instalações, para aumentar a produtividade. O anúncio foi feito ontem pelo ministro dos Portos, Helder Barbalho, no evento "Setor Portuário: Desafios e Oportunidades", promovido pela revista "Carta Capital".

O aditivo prevê a unificação dos três contratos da Rumo por mais 20 anos, com prazo final da exploração da área pública em março de 2036. Um dos três contratos da Rumo expira em março. Eles são válidos por 20 anos, com possibilidade de renovação pelo mesmo período uma única vez.

Pelo aditivo, a Rumo, especializada no transporte ferroviário, armazenagem e movimentação de granéis sólidos, incorporará 1 mil metros quadrados. Juntos, os três contratos da empresa somam hoje 117,4 mil metros quadrados.

Entre os investimentos que terão de ser feitos estão novos equipamentos, estruturas de armazenagem de açúcar e demais cargas para aumentar a capacidade de movimentação da Rumo no porto de Santos de 10 milhões de toneladas anuais para 14,67 milhões de toneladas.

Esta é a sétima renovação antecipada de contrato de arrendamento portuário vigente, um dos pilares da nova Lei dos Portos, de 2013. Já assinaram aditivos terminais arrendados pela Ageo, Ageo Norte, ADM, Santos Brasil e Libra Terminais (todos no porto de Santos) e CSN, com o terminal Tecar, em Itaguaí (RJ).

Os papéis da Rumo tiveram bom desempenho no Ibovespa ontem, subindo 2,31%, a R$ 2,21. O principal índice da bolsa caiu 1,03%, para 42.085 pontos. (Valor Econômico 25/02/2016)

 

Rumo Logística tem prejuízo de R$162,7 mi no 4º trimestre

A Rumo Logística reduziu o prejuízo no quarto trimestre e prevê um 2016 positivo, com maior safra de grãos e aumento das exportações.

A empresa teve prejuízo de 162,7 milhões de reais no quarto trimestre, ante um resultado negativo de 1,9 bilhão de reais um ano antes.

No quarto trimestre, o volume total transportado atingiu 12,1 bilhões de TKUs, 9 por cento superior ao quarto trimestre de 2014. As despesas financeiras caíram para 428,2 milhões de reais entre outubro e dezembro, ante 495,6 milhões de reais um ano antes.

A receita líquida subiu 29,4 por cento no trimestre, na comparação anual, a 1,3 bilhão de reais.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 467,9 milhões de reais, ante resultado negativo de 61,5 milhões de reais um ano antes.

A companhia disse ter expectativas positivas para 2016, com previsão de safra de grãos 5 por cento maior, e exportações no mesmo ritmo do ano passado. A China, segundo a Rumo, deve aumentar seu consumo, já que a desvalorização do real torna o produto brasileiro mais competitivo.

"Nossos contratos com os principais clientes do agronegócio já foram negociados, e passarão a ter vigência de três anos em média, assegurando previsão de demanda e foco no relacionamento do longo prazo", disse a Rumo. (Reuters 25/02/2016)

 

De olho em demanda por etanol 2G, DSM investe € 1 mi em laboratório em SP

O laboratório para pesquisas em etanol de segunda geração (2G) da DSM, localizado em Campinas (SP), entrou em operação integral, após trabalhar de forma parcial durante o segundo semestre do ano passado, quando foi inaugurado. Projetado em 2013, a unidade demandou investimentos de cerca de 1 milhão de euros. "Tornamos o laboratório 100% operacional, utilizando vários substratos para produção de etanol celulósico", afirmou ao Broadcast Agro Maurício Adade, presidente para América Latina da DSM, uma empresa de origem holandesa com foco em tecnologia para as áreas de saúde, nutrição e materiais.

O executivo avalia que a perspectiva para o produto é favorável, dada a própria recuperação do setor sucroenergético e a busca por práticas consideradas mais sustentáveis. Nem mesmo o petróleo, que registra as menores cotações em mais de 10 anos, deve ofuscar esse cenário, pois é "uma coisa momentânea". Adade citou que já há grupos sucroalcooleiros parceiros da DSM em pesquisas de álcool celulósico, mas não revelou nomes.

De acordo com ele, o objetivo das pesquisas, que envolvem enzimas e leveduras, é "aperfeiçoar a produção de etanol 2G, tornando-a economicamente viável". "A pesquisa está voltada a toda indústria de etanol. Buscamos aproveitar o que não estamos utilizando e tentar tornar isso mais eficiente", comentou, referindo-se a materiais como bagaço e palha de cana-de-açúcar, essenciais para fabricação de álcool celulósico.

Atualmente, o custo para produzir etanol 2G ainda supera o de primeira geração, feito a partir do caldo da cana. Pelos cálculos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o biocombustível de segunda geração só deve ter custo menor em 2020, entre R$ 0,50 e R$ 0,70 por litro, ante R$ 0,70 e R$ 0,90 por litro no caso do 1G.

Outros investimentos

Adade comentou ainda que a DSM está investindo entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões para a expansão da fábrica de suplementos nutricionais para ruminantes da marca Tortuga, em Mairinque (SP). Até 2017, a capacidade de produção da unidade deverá ser duplicada, afirmou.

Na América Latina, a DSM está presente em 13 países, com 16 plantas fabris. Em âmbito global, a companhia atua em 18 nações. No ano passado, a DSM aumentou as vendas mundiais em 10%, para 7,7 bilhões de euros, com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 1,07 bilhão de euros (+4%). Somente a área de nutrição reportou receita de 4,9 bilhões de euros (+14%).

Conforme a empresa, o objetivo para o triênio entre 2016 e 2018 é elevar o Ebitda em 15% a 20% via crescimento dos negócios, melhora da produtividade, redução de custos e "disciplina para investimentos", o que inclui menor envolvimento dos recursos financeiros nas operações e redução do capital de giro. (Agência Estado 25/02/2016)

 

Com preços 15% maiores que o etanol, açúcar deve crescer no mix em 2016/17

Mesmo com a maior oferta de açúcar no Brasil, demanda mundial não será atendida e preços internacionais devem se manter firmes.

Levando em consideração os prêmios pagos atualmente, a tendência é de que a safra 2016/17 do Brasil seja mais açucareira em relação há anos anterior. No entanto, analistas afirmam que o aumento na produção não deve atender a demanda e suprir o déficit de aproximadamente 5 milhões de toneladas no mercado mundial.

De acordo com o analista da FG/Agro, Willian Orzari Hernandes, o preço pago pelo açúcar no mercado futuro está 15% maior se comparado ao etanol, o que deve estimular a mudança no mix da produção nesta safra.

"Quando se olha para mundo, observando os grandes plays, é notado que a retração dos cents por libra peso, vista recentemente, é um preço que não remunera o custo de produção nos demais países produtores. No Brasil ele vem remunerando por conta da desvalorização cambial", explica Hernandes.

Portanto, para o cenário atual, apenas o Brasil teria condições favoráveis ao aumento na produção, confirmando assim, a perspectiva de continuidade do déficit global da produção do açúcar. Além disso, apesar da inversão no mix nesta safra, Hernandes afirma que para atender a demanda adicional seria preciso investimento no setor a fim de aumentar a capacidade instalada hoje no país, "mas com os preços atuais, é possível remunerar apenas uma mudança parcial no mix", destaca.

Atualmente os futuros do açúcar na Bolsa de Nova York operam entre US$ 11 a US$ 13 cents/lb, e para alcançar um patamar de retomada dos investimentos no Brasil e em outros países, a cotação em dólares deveria estar acima dos US$ 17 cents/lb, ou seja, um diferencia de 30% a 40% em relação ao preço do etanol.

No médio e longo prazo a expectativa é que o mercado de prosseguimento a recuperação que vem sendo registrada no final do ano passado. "Então se não houver uma reversão de preço, a tendência é que tenhamos déficit atrás de déficit e então o estoque deve baixar de maneira significativa, até termos um movimento mais forte para estimular esse aumento de produção", explica o analista. (Notícias Agrícolas 25/02/2016)

 

Exportação global de etanol continua em baixo patamar

Ainda dominadas por Estados Unidos e Brasil, as exportações globais de etanol se consolidam cada vez mais como oportunidades isoladas de negócios. É verdade que os embarques até cresceram no ano passado, puxados por uma demanda adicional da Ásia, mas os volumes continuaram baixos e sem perspectivas concretas de avanço, em boa medida em virtude da queda das cotações do petróleo, que estão em um dos mais baixos níveis da história.

De acordo com cálculos da FCStone, foram comercializados 7,6 bilhões de litros de etanol no mercado internacional em 2015, 8,7% mais que no ano anterior. Na comparação com a média dos últimos cinco anos (7,4 bilhões), o crescimento foi de 2,7%. Vitor Andrioli, especialista da consultoria no segmento, afirma que esses volumes contemplam todos os tipos de etanol, e não somente os biocombustíveis – ainda que estes representem a maior parte do mercado.

De forma estruturada, somente Estados Unidos e Brasil têm mandatos formais de uso de etanol em suas matrizes de combustíveis. Por isso, o intercâmbio do produto entre os dois países continua a se destacar no comércio mundial. No ano passado, as exportações brasileiras somaram 1,9 bilhão de litros, e os EUA absorveram praticamente a metade desse volume. Aproximadamente 25% dos embarques foram destinados à Coreia do Sul, basicamente para uso industrial, ao passo que a China ficou com 6,5% do total e a Índia com 5%.

Já as exportações americanas atingiram 3,2 bilhões de litros em 2015, e 14% do volume foram destinados ao Brasil. No ranking dos principais destinos do etanol americano, o país perde só para o Canadá, cuja participação foi de 30%. Naquele país, em 2010 foi determinado um percentual mínimo de 5% de mistura de etanol na gasolina em nível federal, mas em algumas províncias a mistura chega a 8,5%. Para cumprir seus mandatos, o Canadá produziu cerca de 1,8 bilhão de litros e importou outros 1,4 bilhão em 2015.

Apesar de exportarem volumes menores que os EUA, as usinas brasileiras vêm recebendo mais pelo produto, em especial no próprio mercado americano. A razão é que o etanol de cana do Brasil é classificado como avançado pela Agência Ambiental Americana (EPA) por reduzir em mais de 60% a emissão de gases poluentes na comparação com a gasolina, e recebe um prêmio por isso. Na Califórnia, por exemplo, onde o etanol brasileiro é ainda mais valorizado por seus atributos ambientais, esse prêmio estava em US$ 117 por metro cúbico na última sexta-feira. Trata-se de um ágio de 27% sobre o valor de US$ 427 por metro cúbico pago pelo etanol convencional no mercado americano, conforme cálculo da consultoria Datagro.

Ainda que as perspectivas não indiquem que as exportações globais crescerão significativamente nos próximos anos, Andrioli destaca o aumento da demanda de países asiáticos pelo produto. E não só do Brasil. No caso dos EUA, as Filipinas ficaram com 9% do total embarcado no ano passado, e China e Coréia do Sul também foram destinos importantes, absorveram 8% e 7% dos embarques, respectivamente.

Mas, ainda assim, são poucos os sinais de que políticas nacionais melhor estruturadas serão adotadas por esses países.

A estagnação do comércio global foi um problema para os grandes países produtores no passado não muito distante. Depois de exportar 5 bilhões de litros em 2008, o Brasil, por exemplo, viu seus embarques caírem pela metade, o que deprimiu os preços no mercado doméstico nos anos seguintes, em consequência do excesso de oferta. Agora, com as expectativas ajustadas, a demanda interna está mais próxima da oferta e os movimentos internacionais voltaram a ser secundários.

Andrioli, da FCStone, acredita que em 2016 os volumes de exportação global de etanol poderão ser mais baixos que os do ano passado, mas próximos dos 7 bilhões de litros registrados em 2014. “A perspectiva de continuidade dos preços do petróleo em petamar historicamente baixo e o desaquecimento da demanda global, particularmente a chinesa, podem ter efeitos negativos sobfre a demanda por importação de etanol. (Valor Econômico 25/02/2016)

 

Seca reduz produção de açúcar da África do Sul ao menor nível em 2 décadas

A África do Sul deverá produzir 1,63 milhão de toneladas de açúcar na temporada 2015/16, menor volume desde 1995 e uma queda de 22 por cento ante a safra anterior, após uma forte seca prejudicar as lavouras, disse uma associação do setor nesta quarta-feira.

A pior seca em um século afetou as áreas produtoras de cana e de milho, aumentando a pressão sobre os produtores, que já enfrentam forte concorrência de importações baratas, principalmente do Brasil, o que forçou algumas usinas a permanecerem fechadas.

O diretor-executivo da Associação de Açúcar da África do Sul, Trix Trikam, disse que as chuvas ficaram 60 por cento abaixo do necessário entre dezembro e março, principal período de crescimento das plantas.

Em 2014/15, a produção de açúcar do país foi de 2,12 milhões de toneladas, não muito distante da média recente de 2 milhões de toneladas por ano, segundo o executivo.

Trikam disse que há açúcar suficiente no mercado para atender o consumo doméstico, mas produtores estão reduzindo exportações para evitar escassez. (Reuters 25/02/2016)

 

Fila de navios para embarque de açúcar aumenta de 20 para 22 na semana

O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros aumentou de 20 para 22 na semana encerrada nesta quarta-feira, 24, segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 6 de março.

Foi agendado o carregamento de 721,237 mil toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos (SP), de onde sairão 548,387 mil t, ou 76% do total. Paranaguá responderá por 20% (141,350 mil t) e Maceió, por 4% (31,500 mil t). Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 152,250 mil t. No da Rumo, estão agendadas 396,137 mil t.

Os embarques de VHP, açúcar bruto de alta polarização, somam 696,237 mil toneladas. Os de B-150, embarcado ensacado, atingem 25 mil toneladas. (Agência Estado 25/02/2016)

 

São Martinho investe em projeto para aumentar eficiência na produção

Iniciativa envolve implantação de rede de comunicação LTE e de infra-estrutura de sensoriamento.

Aplicar recursos de Tecnologia da Informação para aumentar a produtividade da lavoura de cana-de-açúcar e a eficiência dos processos relacionados à produção de açúcar e etanol. Esse é o principal objetivo do projeto que o CPqD vem conduzindo em parceria com o Grupo São Martinho - um dos maiores do setor sucroalcooleiro do Brasil - e que conta com o apoio do BNDES, por intermédio do PAISS Agrícola, iniciativa destinada a fomentar o desenvolvimento tecnológico e a inovação nessa área.

Com dois anos de duração, o projeto prevê o desenvolvimento de rede móvel de quarta geração baseada na tecnologia LTE (Long Term Evolution) e adaptada às condições operacionais do setor sucroalcooleiro, em conjunto com uma infraestrutura de sensoriamento com tecnologia RFID (identificação por radiofrequência). Esses recursos, integrados, permitirão a coleta de informações no campo, em tempo real.

Na primeira fase do projeto, que conta com o suporte do BNDES Fundo Tecnológico (Funtec), estão incluídas a pesquisa e desenvolvimento da arquitetura de rede, de equipamentos e aplicativos e, ainda, a implantação de um piloto em uma das usinas do Grupo São Martinho. O foco é a criação de uma infraestrutura de comunicação e sensoriamento eficiente e flexível, capaz de aumentar a eficiência das operações no campo em todas as suas fases - do plantio e colheita da cana-de-açúcar até o seu transporte para as linhas de processamento industrial.

“A rede de comunicação LTE viabilizará células com raio de cobertura de dezenas de quilômetros, provendo mobilidade, qualidade de serviço e taxas elevadas de transmissão, por meio de arquitetura composta de estação radiobase e terminais veiculares adaptados aos requisitos operacionais das usinas de cana”, explica Fabrício Lira Figueiredo, gerente de Tecnologias de Comunicações sem Fio do CPqD e coordenador geral da primeira fase desse projeto. “Esse sistema permitirá a coleta de dados no campo e seu envio, em tempo real, para bancos de dados e aplicativos, proporcionando aumento da eficiência operacional agrícola e fomentando a inovação tecnológica no setor”, acrescenta.

“No caso do sensoriamento, leitores e etiquetas RFID serão colocados nos elementos envolvidos no processo de colheita da cana (como trator, colhedoras, carretas e caminhões, por exemplo), para identificação dos equipamentos e coleta de dados que permitirão a gestão e a rastreabilidade da cana em tempo real”, afirma Clovis Magri Cabreira, da Gerência de Desenvolvimento de Dispositivos e Sensores do CPqD. “Esses dados serão enviados, via rede sem fio, a uma central de controle no centro de operações da usina, que passará a dispor de um banco de dados com informações recebidas do campo. A partir desses dados e com o auxílio de softwares específicos, a usina terá condições de apurar com mais agilidade a quantidade de cana produzida em cada área, a quantidade enviada às moendas, o posicionamento e distribuição de sua frota agrícola, além de indicadores como horas trabalhadas e produtividade por operador ou colhedora, entre outros”, acrescenta.

As tecnologias de produto relacionadas aos sistemas LTE e de sensoriamento RFID resultantes do projeto serão licenciadas para a JÁ!, empresa do Universo CPqD que terá a responsabilidade de produzir e comercializar esses equipamentos, além de prestar serviços associados.

“Os resultados dessa fase vão assegurar a conectividade necessária para que ocorra a transmissão de dados do campo para o nosso Centro de Operações Agrícolas (COA)”, destaca Walter Maccheroni, Gestor de Inovação do Grupo São Martinho. “Com essa integração e com a expansão da nova infraestrutura de comunicação e sensoriamento para as outras usinas do grupo, também prevista na segunda fase do projeto, ganharemos uma capacidade de análise única, que certamente vai ampliar nossa competitividade no mercado”, conclui.
Sobre o CPqD

O CPqD é uma instituição independente, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação (TICs). As soluções do CPqD são utilizadas por empresas e instituições no Brasil e no mercado internacional, em setores como comunicação e multimídia, utilities, financeiro, indústrias, administração pública e defesa e segurança. Atuando há 39 anos, o CPqD conta com mais de 1.300 profissionais altamente capacitados, reconhecidos por sua criatividade e comprometimento com elevados níveis de qualidade. Possui hoje o maior programa de P&D da América Latina na sua área de atuação e tem como objetivo contribuir para a competitividade do País e a inclusão digital da sociedade, levando ao mercado tecnologias de produto, sistemas de missão crítica, serviços tecnológicos e consultorias que beneficiam grandes e pequenas empresas, aumentando a eficiência desses negócios e alavancando o empreendedorismo no Brasil. (Brasil Agro 25/02/2016)

 

Unidade americana da Abengoa entra com pedido de recuperação judicial

A Abengoa Bioenergy US Holding entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira, sucumbindo à pressão de credores. Uma unidade da companhia espanhola de energia Abengoa, a Abengoa Bioenergy reportou ativos e dívidas entre R$ 1 bilhão e R$ 10 bilhões na requisição da recuperação judicial, arquivada na Corte de Falências dos Estados Unidos em St. Louis.

A petição voluntária da companhia, que opera usinas de etanol, vem pouco depois de fornecedores de milho para os quais a empresa deve dinheiro requisitarem a liquidação de ativos, sob o capítulo sete da Lei de Falências americana, contra duas subsidiárias da Abengoa no Kansas e em Nebraska.A controladora Abengoa também buscou recuperação judicial sob a lei espanhola e está trabalhando num plano de reorganização para evitar a falência. (Valor Econômico 25/02/2016)

 

Commodities Agrícolas

Café: Quarta queda: Os preços do café arábica recuaram na bolsa de Nova York ontem, marcando a quarta desvalorização consecutiva. Os papéis do grão para entrega em maio fecharam a US$ 1,1615 a libra-peso, recuo de 0,73%, ou 85 pontos. Há pouco interesse comprador por parte das torrefadoras, que aumentaram seu abastecimento. A Federação Européia de Café informou que os estoques do grão cresceram 0,45% em dezembro, ou 3,187 mil toneladas, após caírem nos dois meses anteriores, e fecharam o mês totalizando 711,613 mil toneladas. Apenas o porto de Antuérpia registrou redução em seus estoques, em 3,7%, para 337,042 mil toneladas. No mercado doméstico, o preço do café de boa qualidade oscilou entre R$ 500 e R$ 510 a saca de 60,5 quilos, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos.

Cacau: Quantidade e qualidade: Não bastassem os receios com o volume da produção de cacau no oeste da África, a qualidade também tem se mostrado um problema, aumentando a influência altista sobre seus preços na bolsa de Nova York. Ontem, os lotes para maio subiram US$ 18, a US$ 2.947 a tonelada. Em nota, a trading Cocoanect, da Holanda, disse que os grãos estão atrofiados, o que indica que os ventos Harmattan, secos e carregados de areia, que atingem as lavouras do oeste da África já têm afetado a safra principal, em curso e reforçam as perspectivas negativas para a safra intermediária, que está em fase de desenvolvimento. Em Ilhéus e Itabuna, o preço na quarta-feira (última data com preços disponíveis) ficou em R$ 144 a arroba, alta de R$ 1, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Alta técnica: Apesar das perspectivas de aumento da oferta e redução da demanda, os preços do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York, graças a movimentos técnicos. Os contratos para maio tiveram alta de 35 pontos, a 57,76 centavos de dólar a libra-peso. Alguns fundos têm coberto posições vendidas depois de sucessivas quedas de preço. O movimento ocorreu mesmo diante da projeção de aumento da área cultivada nos EUA em 9,6% em 2016/17. para 3,8 milhões de hectares. divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Além disso, as vendas líquidas da pluma para entrega nesta safra somaram 24 mil toneladas na semana até o dia 18, queda semanal de 64%. Na Bahia, o preço médio ficou em R$ 82,70 a arroba, de acordo com a associação local de produtores, a Aiba.

Soja: América do Sul em foco: Os preços da soja cederam ontem na bolsa de Chicago diante do avanço da colheita no Brasil e de sinais de que a demanda internacional começa a se voltar para a América do Sul. Os papéis para maio caíram 6,75 centavos, a US$ 8,655 o bushel. A colheita brasileira tem avançado em um ritmo considerado bom e apresentado resultados melhores de produtividade depois de um início crítico, segundo analistas. Além disso, as vendas semanais dos EUA caíram 34% na semana até o dia 18, o que indica que as exportações do país estão começando a perder espaço para as ofertas sul-americanas, como ocorre sazonalmente. A queda dos preços do petróleo também influenciou as negociações. Na Bahia, o preço da soja ficou em R$ 66,67 a saca, segundo a associação local de produtores, a Aiba. (Valor Econômico 26/02/2016)