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Tem da soja

Um pool de tradings chinas poderá se unir à Cargill e Louis Dreyfus para viabilizar a construção da "Ferrogrão", ligação ferroviária entre o Centro-Oeste e portos da Região Norte, orçada em R$ 11 bi. (Jornal Relatório Reservado 05/03/2016)

 

Usinas da Proterra vão moer 10% mais cana em 2016/17

Compradas no fim do ano passado pela gestora americana Black River, as duas usinas de cana-de-açúcar que pertenciam ao grupo sucroalcooleiro Ruette devem processar um volume quase 10% maior da matéria-prima no ciclo 2016/17, que começa em abril. Agora sob a gestão da Proterra Investments Partners, que tem como uma de suas acionistas a gigante americana Cargill, as usinas foram beneficiadas pelas chuvas do primeiro trimestre deste ano, o que tende a impulsionar a produtividade da cana que será processada na indústria.

O CEO contratado pela Proterra para administrar as usinas, Dario Costa Gaeta, afirma que a moagem conjunta das unidades na próxima temporada deve ficar entre 3,6 milhões e 3,7 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume será 8,8% superior às 3,4 milhões de toneladas processadas no ciclo 2015/16, que termina em 31 deste mês.

As unidades, localizadas nos municípios paulistas de Paraíso e Ubarana, pertenciam à Antônio Ruette Agroindustrial (Grupo Ruette) e foram adquiridas no fim do ano passado por um fundo de investimentos em agricultura da Black River. O negócio, conforme fontes do mercado, envolveu um montante de R$ 830 milhões, sendo R$ 530 milhões em assunção de dívidas e os R$ 300 milhões restantes, em aportes na operação.

Até meados de 2015, a Black River pertencia à multinacional Cargill. Mas a gestora se separou da empresa americana, desmembrou seus fundos e diversificou suas fontes de captação. Com isso, a Cargill passou a ser uma das acionistas dos fundos, não mais a única. Logo após a conclusão da compra das duas unidades paulistas, a Black River transferiu esses dois ativos sucroalcooleiros e outros na área de commodities para a Proterra. Entre eles, a participação na AC Proteína, da família Conde, uma das maiores confinadoras de gado bovino do Brasil.

Investimentos estão previstos na operação das duas usinas (agrícola e industrial), diz Gaeta, sem mencionar valores. Apesar de a estratégia de expansão do negócio ainda não ter sido definida pela Proterra, o executivo avalia que as usinas podem ser ampliadas para uma moagem conjunta de 7 milhões de toneladas em quatro anos. "A unidade Ubarana, por exemplo, é muito pequena para padrões normais. Só processa 1,3 milhão de toneladas, quando poderia avançar para até 3 milhões de toneladas", observa o executivo.

As duas usinas devem iniciar o processamento de cana da nova safra, a 2016/17, no dia 21 deste mês. Uma das unidades produz só etanol (destilaria) e, juntas, têm condições de destinar 80% do caldo da cana para fabricar etanol e 20% para açúcar, segundo o CEO.

A Cargill, que é uma das acionistas da Proterra, trilhou seu próprio caminho no setor de açúcar e etanol no Brasil. Detém participação em três usinas de cana que, juntas, têm capacidade para processar mais de 10 milhões de toneladas da matéria-prima por ano. Duas dessas unidades estão em Goiás, em parceria com o Grupo USJ, e outra no interior de São Paulo, em sociedade com a Canagrill. (Valor Econômico 15/03/2016)

 

Raízen é exemplo de produção integrada de etanol de segunda geração

A Raízen foi citada como referência em produção integrada de etanol de primeira e segunda geração por conta do trabalho desenvolvido na unidade Costa Pinto, em Piracicaba (SP). O estudo foi publicado pela IEA - International Energy Agency, organização global autônoma que trabalha em prol do desenvolvimento de fontes limpas de energia.

O documento teve como um de seus consultores Pedro Mizutani, vice-presidente de Relações Externas e Estratégias da Raízen. Intitulado "Towards advanced biofuels: Options for integrating conventional and advanced biofuel production sites" (Em direção de biocombustíveis avançados: opções para integrar unidades produtivas de biocombustível convencional e avançado, em tradução livre), o trabalho ressalta que a sinergia da operação proporciona ganhos logísticos e de custo, além do ganho de eficiência com gestão de biomassa, balanço energético e fermentação.

A companhia assumiu, no final de 2014, um compromisso de desenvolver a energia do futuro por meio de fontes renováveis e mais sustentáveis. O etanol de segunda geração possibilita a redução significativa das emissões dos gases de efeito estufa. Gerado a partir do processamento do bagaço, folhas e cascas da cana-de-açúcar, o biocombustível é mais sustentável do que o etanol convencional, uma vez que permite aumentar a produção do biocombustível utilizando a mesma área plantada. Todo o processo é realizado na Unidade Costa Pinto, localizada em Piracicaba (SP). (Brasil Agro 14/03/2016)

 

Açúcar: Déficit no radar

A valorização do dólar ante o real pesou sobre o açúcar demerara durante boa parte da sessão de ontem na bolsa de Nova York, mas a commodity disparou antes do fechamento.

Os lotes para julho fecharam em alta de 27 pontos, a 15,33 centavos de dólar por libra-peso.

A Organização Internacional do Açúcar manteve na semana passada a previsão de déficit global para a atual safra, após cinco anos consecutivos de superávit.

Mas o Rabobank estimou ontem que o Brasil produzirá 34 milhões de toneladas de açúcar em 2016/17, alta de 10,4% sobre a safra atual, estimada em 30,8 milhões de toneladas.

O banco espera que 43,5% desse volume seja destinado à fabricação de açúcar, acima dos 40,8% desta safra.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 77,91, avanço de 0,17%. (Valor Econômico 15/03/2016)

 

Agronegócio teme efeitos da paralisia do Congresso

Com as comissões do Senado e da Câmara paradas até abril, quando serão definidos seus integrantes, medidas importantes para o setor podem não ser tratadas a tempo do lançamento.

A paralisia que toma conta Congresso Nacional neste início de ano pode comprometer políticas públicas voltadas para o único segmento da economia que ainda cresce, o agronegócio. Com as comissões do Senado e da Câmara paradas até abril, quando serão definidos seus integrantes, medidas importantes para o setor podem não ser tratadas a tempo do lançamento do Plano Safra 2016/2017.

Na lista de pendências estão as novas fontes para financiamento, com mudanças em papéis e títulos financeiros; legislação de aquisição de terras por estrangeiros; obrigatoriedade de seguro para operações financeiras; simplificação e desburocratização do crédito rural, e adiamento do prazo final do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Parte das medidas já tramita no Congresso, mas, mesmo com apoio do governo federal em alguns casos, elas não têm prosperado. Parlamentares ligados ao agronegócio afirmam, nos bastidores, que nada deve avançar até que as presidências das comissões sejam definidas.

Com essa paralisia, uma medida importante para o Ministério da Agricultura e para o lançamento do novo Plano Safra está em suspenso: o projeto que permite indexar a Cédula de Recebíveis Rurais (CRA) ao dólar.

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o secretário de Política Agrícola, André Nassar, contam com esse instrumento para incrementar o anúncio do Plano Safra nas linhas de crédito com juros livres, que não têm subsídios do governo.

Sem essa opção, fica mais difícil a missão de anunciar recursos superiores aos apresentados no ano passado, quando o governo prometeu R$ 187,7 bilhões em financiamentos. (O Estado de São Paulo 14/03/2016)

 

Orplana apresenta novo presidente eleito

A Orplana - Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil anunciou na última sexta-feira (11) o novo presidente eleito para sua próxima gestão, o engenheiro agrônomo Eduardo Vasconcellos Romão, que também preside a Associação dos Plantadores de Cana da Região de Jaú - Associcana. Romão assume o lugar de Manoel Ortolan, que presidiu a entidade entre 2013 e 2016.

Romão estará à frente da Orplana nos próximos 3 anos. A entidade representa os fornecedores de cana do Centro-Sul do Brasil, sendo 34 associações de fornecedores decana dos estados de São Paulo (25), Mato Grosso (1), Mato Grosso do Sul (1), Minas Gerais (4) e Goiás (3).

Formado pela Esalq/USP, com especialização em Logística pela Faculdade de Engenharia da Unesp de Bauru, Romão "foi eleito pela primeira vez presidente da Associcana, em março de 2011 para o mandato de três anos e reeleito em 2014. Com fibra e disposição, é um conciliador e se empenha em achar caminhos para o setor", destaca nota da assessoria da Associcana.

Ainda segundo a nota, o novo presidente eleito da Orplana sempre buscou meios para inserir os pequenos e médios produtores de cana no contexto do setor. Sendo um ferrenho defensor de que os produtores devem se preparar para a demanda crescente por alimentos, fibra e energia do mundo. (Udop 14/03/2016)

 

Rabobank prevê safra de cana 2016/17 no Centro-Sul entre 610 mi e 620 mi ton

O Rabobank projetou nesta segunda-feira, 14, que a moagem de cana-de-açúcar pelas usinas e destilarias do Centro-Sul do Brasil alcançará entre 610 milhões e 620 milhões na safra 2016/17, que se inicia em abril. O volume supera as 605 milhões de toneladas de 2015/16.

De acordo com a instituição, 43,5% da oferta de matéria-prima deverá ser alocada para açúcar, maior do que o mix de 40,2% da temporada passada. Com isso, a produção de açúcar no próximo ciclo deve atingir 34 milhões de toneladas, 10,4% na comparação anual.

Na avaliação do banco, o clima será decisivo para a concretização dessas projeções. "Variáveis que estão além do controle da indústria, tais como o clima e a taxa de câmbio, terão forte influência sobre o açúcar e o etanol neste ano. Além disso, já há sinais de que as chuvas de março atrapalharam o início da safra 2016/17", comentaram os analistas do Rabobank. (Dow Jones 14/03/2016)

 

Rabobank aumenta previsão de déficit global de açúcar em 2015/16

O Rabobank revisou nesta segunda-feira sua projeção para o déficit global de açúcar em 2015/16 para 6,8 milhões de toneladas, ante previsão anterior de déficit de 4,7 milhões de toneladas.

"A evolução das colheitas na Tailândia e na Índia foi decepcionante", disse à Reuters a analista sênior de commodities do Rabobank, Tracey Allen. "O déficit maior deve-se amplamente à redução vista na produção de Índia e Tailândia".

A Índia é o segundo maior produtor de açúcar do mundo, enquanto a Tailândia é o segundo maior exportador, ambas atrás do Brasil. (Reuters 14/03/2016)

 

Usinas elevam fixação de preço e correlação com dólar perde força em 2016

O movimento cambial no Brasil ainda tem força para mexer com os preços futuros de açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), mas já não mais como no passado. De acordo com especialistas ouvidos pelo Broadcast Agro, uma quantidade considerável de usinas já travou suas vendas futuras e não depende mais da oscilação do dólar. Além disso, a perspectiva de déficit de produção na safra global 2015/16, que se encerra em 30 de setembro, passou a ter mais peso na orientação do mercado.

Dólar e açúcar respeitam uma correlação inversa, ou seja, a alta da moeda tende a ser acompanhada por queda da commodity e vice-versa. No acumulado de 2016 até 10 de março, a correlação entre as cotações de ambos é de -0,36. Em igual período do ano passado, a correlação era de -0,85, indicando maior influência da divisa sobre os preços do alimento. No fechado de 2015, a correlação ficou em -0,56.

Para Michael McDougall, diretor do Banco Société Générale, em Nova York, a moeda norte-americana ainda se destaca quanto a determinar a direção dos futuros de açúcar, mas perdeu força porque muitas usinas brasileiras se aproveitaram da disparada no câmbio no ano passado e travaram suas vendas futuras. "Quem conseguiu fazer isso, já fez, já está protegido", comentou ao Broadcast Agro.

Levantamento da Archer Consulting, por exemplo, mostrou que até 29 de fevereiro 75,78% da exportação prevista para a safra 2016/17, de 25,12 milhões de toneladas, já estava com preços fixados. O porcentual é consideravelmente maior do que o de 30,30% reportado em igual momento do ano passado.

Conforme o diretor da consultoria Archer, Arnaldo Luiz Corrêa, um número maior de usinas está fixando seus volumes de exportação também para o ciclo seguinte e não apenas para a temporada corrente. "Acredito, sem poder afirmar categoricamente, que esse comportamento das usinas (que objetiva capturar a vantagem do real desvalorizado numa curva ascendente) adicionou um volume extra de fixação para 2017/18 que não consegue ser isolado do modelo", explicou, em relatório.

Outra avaliação no mercado de açúcar é que o déficit projetado para a atual temporada passou a ter peso importante na formação dos preços. A Organização Internacional do Açúcar (OIA) estima que a demanda será 5 milhões de toneladas maior do que a produção neste ciclo, configurando o primeiro déficit em cinco safras. Desde setembro do ano passado, quando essa perspectiva passou a ser considerada, os futuros de açúcar acumulam valorização de 27%. (Agência Estado 14/03/2016)

 

Vendas de gasolina sobem 10,2% e compensam a queda do etanol

Após começar o ano em baixa, as vendas de gasolina se recuperaram e subiram 10,2% em fevereiro, frente a igual mês de 2015, de acordo com dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). Na comparação com janeiro, a comercialização do combustível cresceu 3,8%.

Na avaliação do Sindicom, a recuperação da gasolina mais do que compensou a baixa nas vendas de etanol e ajudou a puxar para cima a comercialização de combustíveis no país. De acordo com o sindicato, as vendas de combustíveis para veículos com motores de combustão movidos a etanol, gasolina ou GNV cresceram 5% em fevereiro, na comparação anual.

O mercado de etanol, contudo, segue em declínio neste início de ano, após crescer 39% ao longo de 2015. Segundo o Sindicom, a comercialização do biocombustível caiu 6,8% ante janeiro. Já o mercado de GNV subiu 1,9% ante fevereiro do ano passado e 7% frente a janeiro, enquanto as vendas de diesel cresceram 2,7% na comparação anual e 8,5% em relação a janeiro.

No total, foram consumidos 7,6 bilhões de litros de combustíveis em fevereiro, alta de 0,5% na comparação anual e de 2,1% frente a janeiro deste ano. (Valor Econômico 15/03/2016)

 

Preço do etanol sobe novamente ao consumidor do Estado de São Paulo

Os preços médios do etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, subiram ao consumidor do Estado de São Paulo entre 6 e 12 de março na comparação com a semana anterior, conforme dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP). O preço médio do biocombustível nos postos do Estado subiu 0,44% no intervalo, para R$ 2,717 o litro. Em quatro semanas, a valorização acumulada é de 1,41%.

Com isso, foi reduzida ainda mais a vantagem de se abastecer com o biocombustível nesse Estado, na medida que a relação de seu preço com o preço da gasolina foi a 76,5%, ante 76,2% da semana anterior. Conforme parâmetro mais aceito pelo mercado, só é vantajoso ao motorista usar etanol hidratado quando seu preço equivale a menos de 70% do preço da gasolina.

Segundo o levantamento da ANP publicado hoje, a valorização dos preços médios do etanol hidratado nos postos de combustíveis foi verificada também em outros 17 Estados do país entre 6 e 12 de março.

Em Goiás, outro importante centro consumidor de etanol, o preço médio do hidratado ao consumidor final subiu 0,78%, a R$ 2,969 o litro. Em quatro semanas, acumula alta de 3,12%. No Paraná, essa valorização foi de 0,67%, para R$ 2,846 por litro. (Valor Econômico 14/03/2016 às 17h: 42m)

 

Preço do etanol sobe 3,6% em fevereiro

Gasolina, mesmo com alta de 0,7%, ainda é o combustível mais vantajoso economicamente em todo o País.

O combustível voltou a aumentar em fevereiro. O custo médio do etanol no segundo mês do ano teve alta de 3,6% na comparação com janeiro, encerrando o mês a R$ 3,30 o litro . A maior variação de preço por litro do combustível foi registrada no estado do Amapá a 12,12%, chegando a R$ 3,70 o litro, o valor mais alto do País. São Paulo tem o melhor preço para abastecer com o combustível, vendido por R$ 2,76 o litro.Os dados são do Índice de Preços Ticket Car, o IPTC.

Ainda segundo a pesquisa feita pelo IPTC, o custo médio por litro da gasolina aumentou 0,73% em fevereiro, enquanto a média de preço de litro ficou em R$ 3,88. A maior alta foi identificada no estado do Amazonas, com 4%, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 2,74%. O melhor preço por litro da gasolina foi identificado em São Paulo, oferecida por R$ 3,60.

Faça a conta

Para os consumidores que têm carro com motor flexível e preferem conferir qual o combustível mais vantajoso, o ideal é fazer o cálculo dividindo o preço do etanol pela gasolina. Se o resultado for menor ou igual a 0.70, é vantajoso abastecer com etanol. Se o resultado for maior, compensa economicamente abastecer com gasolina. (O Estado de São Paulo 14/03/2016)

 

Usina Alta Mogiana será formador de mercado para preço futuro na Bovespa

A BM&FBovespa anunciou que a Usina Alta Mogiana atuará como Formador de Mercado para o contrato futuro de Etanol Hidratado. A atuação obrigatória pela companhia neste mercado se iniciará na próxima segunda-feira (14). O contrato futuro de Etanol Hidratado (ETH) é cotado em reais por metro cúbico, tem como objeto de negociação o etanol hidratado combustível e tamanho de 30 metros cúbicos, equivalente a 30 mil litros.

A quantidade mínima para o lançamento de ofertas de preço é 25 contratos e o Formador de Mercado atuará no 1º, 2º e 3º vencimentos, respeitando o spread máximo, de R$ 30,00, definidos a partir do intervalo entre as ofertas de compra e venda. Até setembro de 2016, o Formador deverá ter o tempo de presença diária em pregão durante 2 horas nas últimas 4 horas de negociação, possibilitando ampliar a formação de preços no mercado futuro de Etanol Hidratado.

O Programa de Formador de Mercado da BM&FBovespa visa a garantir referências de preço aos produtos listados na Bolsa, estimulando a liquidez. Os derivativos de commodities que já contam com a atuação de Formador de Mercado são os contratos futuros de Açúcar Cristal (ACF), Boi Gordo (BGI), Milho (CCM), Soja (SJC) e Petróleo (WTI). (Agência Estado 14/03/2016)

 

Para evitar Moro e ajudar governo, Lula deve assumir ministério de Dilma

Ex-presidente, alvo da Operação Lava Jato, está próximo de aceitar cargo de ministro a ser criado especialmente para que ele comande a articulação do Planalto com movimentos sociais e lidere enfrentamento com a oposição na batalha pelo impeachment da petista.

O tamanho das manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e a decisão da Justiça de São Paulo de transferir para o juiz Sérgio Moro a deliberação sobre o pedido de prisão feito pelo Ministério Público Estadual aumentaram as chances de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumir um posto na Esplanada dos Ministérios. O ex-presidente ainda não comunicou sua decisão, mas tanto o PT quanto o Planalto dão como certo que ele aceitará o convite para ocupar uma espécie de super ministério a ser criado sob medida para ele.

A reviravolta no núcleo do governo é vista como o último lance para evitar o impedimento de Dilma. Até agora, a tendência é de que o ex-presidente assuma a Secretaria de Governo, hoje comandada por Ricardo Berzoini. Segundo apurou o Estado, a pasta será reformulada e dará a Lula poderes de interlocução com o Congresso e com os movimentos sociais. Ele comandaria, por esse arranjo, o enfrentamento com a oposição à presidente nas ruas e na política.

A decisão só não foi anunciada ainda porque o governo e advogados de Lula estudam se não há empecilho jurídico para a posse. O cuidado ocorre para que Dilma não seja acusada de obstruir a Justiça, uma vez que Lula é alvo da Lava Jato.

No governo, o ex-presidente ganha prerrogativa de foro privilegiado. Isso significa que, em caso de denúncia, a ação tem de ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal, saindo da alçada de Moro, considerado implacável com investigados pela Lava Jato. Ontem, a juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4.ª Vara Criminal de São Paulo, transferiu para Moro a decisão sobre a denúncia e o pedido de prisão preventiva de Lula, apresentados pelo Ministério Público paulista no caso do tríplex do Guarujá. A defesa do ex-presidente vai recorrer.

Reconfiguração. Lula viaja hoje à noite para Brasília e deve se encontrar com Dilma amanhã para bater o martelo sobre o assunto. Segundo seus aliados, Lula rejeitou a Casa Civil nos moldes em que o ministério funciona hoje por considerar que a pasta tem muitas atribuições administrativas. As opções são a Secretaria de Governo, hoje ocupada pelo ministro Ricardo Berzoini, ou uma reconfiguração da Casa Civil, transferindo as atribuições administrativas para outra pasta.

Caso aceite o convite para integrar o governo, Lula terá a tarefa de reunificar as bases parlamentar e social de Dilma para tentar barrar o impeachment da presidente. Ele tem dito que isso só será possível se houver um redirecionamento da política econômica do governo.

Em conversa por telefone com Dilma, no fim da tarde de ontem, Lula disse a ela que resistiu muito sobre a ida para o governo para não passar a ideia de que aceitara um cargo com o objetivo de obter foro privilegiado. Mudou de ideia, porém, após os protestos de domingo, que tiveram como alvo ele próprio, a presidente e o PT.

“Eu quero ajudar a salvar o nosso projeto”, afirmou Lula, segundo um amigo dele que esteve ontem à noite no Planalto, para acertar detalhes sobre as novas funções do ex-presidente. “É fato que nós o pressionamos muito. Ele não topava, mas hoje (ontem) me disse: ‘Tem uma hora em que a guerra se torna tão difícil que precisamos agir rápido.”

No modelo sob análise, a principal missão de Lula será estancar a debandada do PMDB, principal partido da base aliada, e segurar os outros partidos que ainda apoiam o governo. Em convenção realizada no sábado, o PMDB fixou prazo de 30 dias para resolver se abandona Dilma. Foi uma espécie de aviso prévio para uma decisão praticamente tomada.

Berzoini, nesse organograma, viraria secretário executivo do ministério que hoje comanda. Dilma também ofereceu a Lula a Casa Civil, mas ele não quer assumir essa pasta. Em conversas reservadas, o ex-presidente disse que a Casa Civil tem muito poder e que, ocupando esse cargo, seria considerado primeiro-ministro, constrangendo Dilma. “Se Lula vier, seguramente será para cuidar do que mais conhece, que é a política”, declarou o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner. (O Estado de São Paulo 5/03/2015)

 

Ativos da Petrobrás são alvo de gigantes

Ultra e Brookfield têm interesse em fatia da BR Distribuidora; Liquigás está na mira do conglomerado brasileiro e da concorrente Copagaz.

Desinvestimento. Liquigás não foi colocada oficialmente à venda, mas atrai interessados

Importantes ativos da Petrobrás são alvo de conglomerados brasileiros e estrangeiros. O Ultra, dono da Ipiranga (rede de postos), Ultragaz (gás de cozinha), Ultracargo (logística), Extrafarma (farmácias) e Oxiteno (químicos), tem interesse por uma das joias da coroa da estatal, a BR Distribuidora, líder em distribuição de combustíveis no País. Esse mesmo ativo está na mira da canadense Brookfield, apurou o ‘Estado’. A divisão de gás de cozinha da petroleira, a Liquigás, também tem sido cobiçada por concorrentes, incluindo o próprio Ultra e a Copagaz, de Ueze Zahran, quarta maior deste setor.

No ano passado, o presidente do conselho de administração do Ultra, Paulo Cunha, afirmou ao Estado que teria interesse em parte da BR Distribuidora, desde que a companhia pudesse ser fatiada. E esse interesse permanece. Inicialmente, a estratégia da Petrobrás era abrir o capital da BR Distribuidora, mas os planos foram abortados por conta da situação ruim para o mercado de capitais. A estatal, então, cogitou encontrar um investidor minoritário. No caso da Liquigás, de botijão de gás, a petroleira não colocou oficialmente o ativo à venda, mas ele já tem atraído interessados.

Fatia

Mannhardt reafirma a posição de que a BR Distribuidora faria sentido para o Ultra se as redes de postos de combustíveis da estatal nas regiões Norte e Nordeste fossem colocadas à venda separadamente. “Ter 100% do capital de parte de um negócio faz mais sentido para o grupo do que ser um acionista minoritário”, afirmou.

Considerada uma das empresas mais “redondas” pelo mercado, por estar em setores pouco sujeitos a oscilações da macroeconomia, o Ultra tornou-se comprador preferencial de importantes negócios colocados à venda no País. Por ter uma boa estrutura de caixa em um momento mais crítico da economia, muitos bancos têm batido à porta do conglomerado para oferecer ativos.

A empresa de botijão de gás da Petrobrás também está no radar de Ueze Zahran, dono da Copagaz. Porém, segundo o empresário, a compra seria feita com um pool de outros concorrentes menores que atuam nesse segmento. Ele afirmou que não há negociações em andamento. Para o Ultra, a Liquigás seria um ativo estratégico, porque colocaria o conglomerado na liderança do segmento. Mannhardt não informou se há conversas entre os grupos. O Ultra também não descarta aquisições no varejo farmacêutico – a Big Ben, uma das bandeiras da BR Pharma, do BTG, é um dos ativos à venda. O executivo não comenta.

Já para a Brookfield, todos os negócios da BR Distribuidora podem ser alvo, assim como a parte da estatal na Braskem. “Se pudesse elencar as prioridades da Brookfield, diria que a Abengoa é a primeira, a BR e Braskem viriam em seguida”, disse uma fonte próxima à empresa. A gestora não comenta o assunto.

Procurada pelo Estado, a Petrobrás informou que a “carteira de desinvestimento é dinâmica e o desenvolvimento das transações dependerá das condições negociais e de mercado, podendo sofrer alterações em função do ambiente externo e da análise contínua dos negócios da companhia”. Ainda segundo a nota, a estatal informou que “fatos julgados relevantes sobre o tema serão divulgados ao mercado”. (Folha de São Paulo 14/03/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Déficit no radar: A valorização do dólar ante o real pesou sobre o açúcar demerara durante boa parte da sessão de ontem na bolsa de Nova York, mas a commodity disparou antes do fechamento. Os lotes para julho fecharam em alta de 27 pontos, a 15,33 centavos de dólar por libra-peso. A Organização Internacional do Açúcar manteve na semana passada a previsão de déficit global para a atual safra, após cinco anos consecutivos de superávit. Mas o Rabobank estimou ontem que o Brasil produzirá 34 milhões de toneladas de açúcar em 2016/17, alta de 10,4% sobre a safra atual, estimada em 30,8 milhões de toneladas. O banco espera que 43,5% desse volume seja destinado à fabricação de açúcar, acima dos 40,8% desta safra. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 77,91, avanço de 0,17%.

Suco de laranja: Produção na Flórida: A menor produção de laranja nos EUA voltou influenciar as cotações do suco de laranja na bolsa de Nova York ontem. Os contratos futuros de suco congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) com vencimento em julho negociados a US$ 1,2765 por libra-peso, alta de 575 pontos. Na semana passada, o USDA elevou sua estimativa para a safra de laranja da Flórida ­ segundo maior pomar de citros do mundo, em 2,9%, para 71 milhões de caixas nesta safra 2015/16. No entanto, essa estimativa representa volume 27% inferior ao da safra passada, menor patamar em pelo menos 50 anos. No mercado doméstico, o preço médio da laranja pago pela indústria paulista ao citricultor ficou em R$ 13,86 por caixa, retração de 0,7%, segundo levantamento do Cepea. No acumulado de março, a queda é de 0,3%.

Milho: Clima nos EUA: A combinação entre adversidades climáticas e uma cobertura de posições vendidas contribuiu para os ganhos do milho na bolsa de Chicago ontem. Os contratos com entrega em maio fecharam em alta de 3,75 centavos, a US$ 3,6875 por bushel. Chuvas na região do Delta dos EUA podem atrasar o plantio da próxima safra 2016/17, que começa em poucas semanas no país. Com isso, crescem as especulações de que parte dos produtores desista de semear milho e migre para outra cultura. Mas, analistas chamam atenção para o fato de que, mesmo se houver desistências, os EUA ainda plantarão muito milho, o que tende a amortecer os impactos na oferta global. No oeste da Bahia, a saca de milho foi negociada a R$ 39,25, conforme a Associação de Agricultores e Irrigantes do Estado (Aiba).

Trigo: Tensão climática: Na esteira da alta do milho e diante das preocupações com a seca nas Grandes Planícies dos EUA, os preços do trigo atingiram ontem o maior patamar em cinco semanas na bolsa de Chicago. Os lotes com vencimento em maio subiram 3 centavos de dólar, a US$ 4,7575 por bushel. Na bolsa de Kansas, onde o trigo de melhor qualidade é negociado, os papéis de mesmo vencimento tiveram alta de 6 centavos de dólar, a US$ 4,89 por bushel. Nos últimos dias, o clima mais ameno permitiu que parte das lavouras saísse da dormência prematuramente, o que as torna mais vulneráveis caso haja uma nova onda de frio. Há receios porque as previsões apontam justamente para queda nas temperaturas nos próximos dias. No Paraná, o preço médio do trigo subiu 0,58% ontem, a R$ 759,40 por tonelada, conforme o Cepea. (Valor Econômico 15/03/2016)