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Canaplan discute perspectivas para a safra 2016/2017 em 1ª reunião anual

No dia 15 de abril, a Consultoria Canaplan realizará a primeira reunião de 2016, com o propósito de discutir as Perspectivas para a Safra 2016/17 da Região Centro/Sul do Brasil. Segundo a organização do evento, este ano teremos uma safra canavieira com variáveis diferentes e perspectivas complexas, o que torna o encontro ainda mais favorável neste momento. A UDOP apoia institucionalmente o evento.

Diversas unidades e especialistas discutirão informações importantes sobre o setor e temas como perspectivas de produção e custos, mercado e cenários, entre outros. Essa troca torna produtivo o debate sobre o tema e coopera para a busca de soluções melhores neste ano/safra.

Para iniciar o evento, a equipe Canaplan fará uma avaliação da safra 2015/2016 e as projeções para a 2016/2017 da Região Centro/Sul. Em seguida, a Rabobank, mostra os "Aspectos econômico-financeiros fundamentais - Safra2016/2017" e a Esalq/USP apresentará os "Custos de produção e evolução".

Grandes empresas do setor irão compor os painéis de debates, entre elas a Raízen,Syngenta, Clealco, Guarani Tereos, Alto Alegre, São Martinho, dentre outras. Para encerrar, o coordenador da Canaplan, Luiz Carlos Correa Carvalho (Caio) (Foto), junto com Tarcilo Rodrigues, da Bioagência e Luiz Silvestre, da Sucden, questionam o que será do mercado de açúcar e etanol na safra 2016/2017.

A ficha de inscrição está disponível no portal da Canaplan (www.canaplan.com.br). Mais informações canaplan@canaplan.com.br ou (19) 3434-3099.

STJ decide disputa milionária sobre usinas de açúcar e álcool

Uma disputa de US$ 150 milhões entre a empresa espanhola Abengoa (energia) e o grupo brasileiro Dedini Ometto, do setor de açúcar e álcool, pode chegar ao fim.

Nesta quarta-feira (16), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) deve julgar a questão, ao homologar ou não a decisão de uma corte arbitral internacional que determinou o pagamento do valor para a Abengoa no caso que envolve a compra, em 2007, de duas usinas de moagem de cana pelos espanhóis.

A Dedini acusa os julgamentos da corte arbitral da Câmara de Comércio Internacional de serem direcionados.

Um dos árbitros que assina a decisão, David Rivkin, é sócio do escritório de advocacia Deveboise & Plimpton, que prestou serviços à Abengoa em projetos de usinas solares nos EUA. Em um único projeto, no Arizona, o escritório recebeu US$ 4,4 milhões.

Os advogados do grupo brasileiro dizem que a proximidade entre Rivkin e a companhia estabelece um claro conflito de interesses e que, na posição de presidente da corte arbitral, o advogado deveria ter se declarado impedido de julgar a questão.

Em outros embates no exterior, na França e nos Estados Unidos, a Dedini tentou derrubar a decisão com o mesmo argumento.

No entanto, o caso não chegou a ser julgado em Paris, a Justiça de Nova York disse não ter encontrado provas suficientes de que houve favorecimento por parte de Rivkin. As indenizações favoráveis à Abengoa somam cerca de US$ 150 milhões.

O advogado também é presidente do International Bar Association, uma associação de tribunais e magistrados.

Questionado sobre o suposto conflito de interesses, o órgão não respondeu.

Procurada, a Abengoa afirma que o caso está sendo acompanhado pela matriz espanhola. Por sua vez, a matriz não respondeu aos questionamentos.

ENTENDA

A conta cobrada pela espanhola remete à negociação de duas usinas de moagem de cana de açúcar em 2007, pelas quais a Abengoa pagou € 200 milhões, além de assumir dívidas de € 280 milhões.

Ela alega que a Dedini omitiu dados fidedignos sobre a capacidade de moagem das usinas, além de ter firmado acordos coletivos com os trabalhadores durante as negociações de venda das usinas.

Em poucos anos, o descumprimento desses acordos coletivos gerou mais de mil processos trabalhistas. Ela também produziu dificuldades para a empresa extrair a produtividade esperada das unidades brasileiras. (Folha de São Paulo 16/03/2016)

 

Lula e Temer podem ser incluídos em inquérito da Lava Jato no STF

Menções a ex-presidente e vice em delação de Delcídio Amaral devem ser anexadas à investigação da Corte; material de inquérito que corre na Justiça Federal do Paraná também deve constar em pedido relativo à Lula.

A Procuradoria-Geral da República deve pedir a inclusão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Michel Temer no inquérito que apura formação de quadrilha por políticos que supostamente atuaram no esquema de corrupção na Petrobrás, segundo fontes ligadas à investigação. A investigação corre no Supremo Tribunal Federal desde março do ano passado e apura cerca de 40 pessoas, entre elas parlamentares e lideranças do PMDB, PT e PP.

Investigadores avaliam a possibilidade de que as menções feitas pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) em delação premiada sejam também incluídas na investigação que corre no Supremo e tenta mostrar o sistema organizado de políticos no recebimento de propina e benefícios oriundos de contratos da Petrobrás.

Ex-presidente Lula e o vice, Michel Temer

A delação de Delcídio, homologada nessa segunda-feira, 14, pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato na Corte, reforça a apuração sobre o PMDB e sobre o PT no inquérito, o que pode gerar a inclusão de Temer e Lula no rol de investigados.

No caso de Lula, além das menções feitas por Delcídio, os procuradores devem solicitar informações à Justiça Federal no Paraná, que conduz a investigação que tem o ex-presidente como alvo. Se Lula for confirmado ministro de Estado, no entanto, a solicitação nem será necessária, pois todo o material de investigação que corre na justiça de primeira instância será encaminhado para a PGR e para o Supremo Tribunal Federal.

Na delação, Delcídio detalha a proximidade do ex-presidente com seu amigo pessoal, o pecuarista José Carlos Bumlai, réu na Operação Lava Jato. O senador petista também relata tentativa de Lula evitar o depoimento do lobista Mauro Marcondes, réu na Operação Zelotes, na CPI do Carf.

Já com relação a Temer, procuradores devem avaliar sua inclusão unicamente com base nas falas de Delcídio. O delator envolve o vice-presidente em suposto esquema de aquisição ilícita de etanol pela BR Distribuidora. O peemeebista teria, segundo Delcídio, "apadrinhado" o ex-diretor da subsidiária da Petrobrás João Augusto Henriques, supostamente envolvido no caso e que fez pagamentos indicados como propina ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Por meio de sua assessoria de imprensa, o vice-presidete Michel Temer disse que não comentaria o caso. Interlocutores alegam que ele é presidente de um partido e, nessa condição, não pode ser responsabilizado por eventuais falhas cometidas por seus correligionários.

 Obstrução. A Procuradoria não descarta incluir o nome de Lula e de Bumlai também na acusação contra Delcídio por tentativa de obstrução de investigações da Lava Jato. Na delação, o senador conta que Lula pediu que o parlamentar ajudasse Bumlai para garantir o silêncio do ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, em eventual depoimento aos investigadores. Segundo Delcídio, foi intermediado o pagamento de valores por Maurício Bumlai, filho do pecuarista, ao então advogado de Cerveró.

Delcídio foi denunciado em dezembro pela PGR, ao lado de André Esteves, do BTG Pactual, Diogo Ferreira, assessor do parlamentar, e Edson Ribeiro, ex-advogado de Cerveró por tentativa de atrapalhar as investigações da Lava Jato. (O Estado de São Paulo 15/03/2016 às 17h: 39m)

 

Temer ‘apadrinhou’ suposto operador de etanol na Petrobras

Um dos supostos operadores do esquema de desvios de recursos da Petrobras, preso na Operação Lava-Jato, era "muito ligado", teve seu nome "avalizado" e foi "apadrinhado" pelo vice-presidente da República, Michel Temer (Foto), segundo a delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS). O lobista João Augusto Henriques, preso em setembro na 19ª fase da Operação Lava-Jato, é suspeito de operar propina para o PMDB. A acusação contra ele é de envolvimento na operação de US$ 31 milhões de propina a partir de contratos da Diretoria Internacional da Petrobras. Segundo Delcídio, Henriques e Temer são bastante próximos.

No anexo da delação, quando o delator rascunha o que será dito aos investigadores, Delcídio chegou a expressar que "o 'padrinho' de João Henriques no esquema do etanol foi Michel Temer, atual vice-presidente da República". O esquema delatado está no termo de colaboração número 13 e diz respeito à aquisição de etanol na BR Distribuidora. Henriques foi diretor na BR entre 1998 e 2000 e uma de suas atribuições era a compra de etanol, o que levava a uma "relação estreita" com usineiros.

"João Augusto Henriques fazia operações, enquanto diretor na BR Distribuidora, para obter recursos a partir da variação do preço de compra do etanol junto às usinas. A forma de obtenção de recursos ilícitos nas operações de compra de etanol consistia na manipulação das margens de preço do produto, entre 1999 e 2000", afirmou Delcídio. Depois, "em 2007 ou 2008", Henriques foi cotado para ser diretor da Área Internacional da Petrobras "com o apadrinhamento de Michel Temer e da bancada do PMDB na Câmara". A então ministra Dilma Rousseff vetou o nome, conforme a delação.

"O depoente sabe dizer que João Augusto Henriques era apadrinhado por Michel Temer, ao menos até a tentativa de ser diretor na Diretoria Internacional da Petrobras", registra o termo de depoimento. Delcídio afirmou ainda que o PMDB do Senado aceitou passar a diretoria para o PMDB da Câmara. "O nome do PMDB era João Augusto Rezende Henriques, que era muito ligado a Michel Temer. O nome de Henriques foi avalizado pelo Michel Temer", registra o termo de colaboração.

O diretor acabou sendo Jorge Zelada, também ligado ao PMDB. Zelada também foi preso na Lava-Jato suspeito de operar o esquema de propina na Petrobras. "Jorge Zelada foi chancelado por Michel Temer e a bancada do PMDB na Câmara. João Augusto sempre atuou nas 'sombras' de Jorge Zelada", disse Delcídio, em depoimento. (O Globo 16/03/2016)

 

Diretores condenados na Lava Jato tinham aval de Temer, diz Delcídio

Em seu acordo de colaboração com a Justiça, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) afirma que o vice-presidente Michel Temer teve participação direta na nomeação de executivos da Petrobras condenados em uma ação da Operação Lava Jato.

O acordo de delação de Delcídio foi confirmado nesta terça-feira (15) pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.

Em depoimento, Delcídio acusou de irregularidades na subsidiária BR Distribuidora João Augusto Henriques, que foi diretor na empresa de 1998 a 2000, no governo Fernando Henrique Cardoso.

O senador disse que Henriques fazia "operações" na BR Distribuidora para conseguir recursos a partir da variação do preço do etanol nas usinas.

"A forma de obtenção de recursos ilícitos nas operações consistia na manipulação das margens de preço do produto, estabelecidas pela assim chamada 'Escola de Piracicaba', ligada à área de agronomia", diz o termo de delação.

Delcídio não dá outras informações sobre Temer relacionadas a esse caso.

Henriques foi preso na 19ª fase da Lava Jato, em setembro passado, e acabou condenado pelo juiz Sergio Moro em fevereiro. Nesse processo, ele era acusado de ser operador de propinas após deixar a BR Distribuidora.

JORGE ZELADA

Outro ex-executivo apontado como apadrinhado de Temer é Jorge Zelada, que foi diretor da área Internacional da Petrobras de 2008 a 2012, por indicação do PMDB.

Zelada está preso desde julho do ano passado e foi condenado na mesma ação penal de Henriques.

Em seu depoimento, Delcídio afirmou que o governo Lula, em 2007, aceitou dar a diretoria Internacional a um indicado do PMDB em troca de apoio no Congresso em uma votação envolvendo a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

O nome peemedebista para o cargo, com aval também de Temer, era Henriques, mas, segundo Delcídio, a escolha foi vetada pela então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O próprio Henriques, diz o depoimento, então indiciou Zelada para o cargo. "Jorge Zelada foi chancelado por Michel Temer e a bancada do PMDB na Câmara", diz o relato do senador.

Temer, por meio de sua assessoria, disse que nunca foi padrinho de João Augusto Henriques. Afirmou que a indicação para a BR Distribuidora foi feita pela bancada do PMDB na Câmara, assim como a de Jorge Zelada na Petrobras, posteriormente.

OUTRO LADO

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), negou o teor das declarações sobre sua suposta influência na indicação de diretores da Petrobras citada na delação de Delcídio.

"Temer não conhecia João Augusto Henriques quando este foi indicado diretor da BR Distribuidora, portanto não poderia ser padrinho de quem não tinha nenhum conhecimento. Também não o indicou para a diretoria Internacional da Petrobras, cargo reivindicado pela bancada do PMDB de Minas em 2007. Não foi aceito. Seu substituto foi Jorge Zelada, também indicado por deputados mineiros", diz nota de sua assessoria. (Folha de São Paulo 15/03/2016)

 

Canaplan discute perspectivas para a safra 2016/2017 em 1ª reunião anual

No dia 15 de abril, a Consultoria Canaplan realizará a primeira reunião de 2016, com o propósito de discutir as Perspectivas para a Safra 2016/17 da Região Centro/Sul do Brasil. Segundo a organização do evento, este ano teremos uma safra canavieira com variáveis diferentes e perspectivas complexas, o que torna o encontro ainda mais favorável neste momento. A UDOP apoia institucionalmente o evento.

Diversas unidades e especialistas discutirão informações importantes sobre o setor e temas como perspectivas de produção e custos, mercado e cenários, entre outros. Essa troca torna produtivo o debate sobre o tema e coopera para a busca de soluções melhores neste ano/safra.

Para iniciar o evento, a equipe Canaplan fará uma avaliação da safra 2015/2016 e as projeções para a 2016/2017 da Região Centro/Sul. Em seguida, a Rabobank, mostra os "Aspectos econômico-financeiros fundamentais - Safra2016/2017" e a Esalq/USP apresentará os "Custos de produção e evolução".

Grandes empresas do setor irão compor os painéis de debates, entre elas a Raízen,Syngenta, Clealco, Guarani Tereos, Alto Alegre, São Martinho, dentre outras. Para encerrar, o coordenador da Canaplan, Luiz Carlos Correa Carvalho (Caio) (Foto), junto com Tarcilo Rodrigues, da Bioagência e Luiz Silvestre, da Sucden, questionam o que será do mercado de açúcar e etanol na safra 2016/2017.

A ficha de inscrição está disponível no portal da Canaplan (www.canaplan.com.br). Mais informações canaplan@canaplan.com.br ou (19) 3434-3099.

 

Açúcar: Influência cambial

Após três sessões consecutivas em alta, os preços do açúcar demerara recuaram ontem na bolsa de Nova York, pressionados por uma nova rodada de valorização do dólar ante o real.

Os contratos para julho fecharam em baixa de 6 pontos, a 15,27 centavos de dólar por libra-peso.

O fortalecimento do dólar incentiva as vendas externas pelos produtores do Brasil (principal produtor mundial), porque aumenta a rentabilidade das exportações.

Com mais oferta no mercado, os preços tendem a cair.

Além disso, previsões indicam que o clima seguirá favorável ao desenvolvimento dos canaviais em São Paulo, maior região produtora de cana do Brasil.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 77,60, com queda de 0,40%. (Valor Econômico 16/03/2016)

 

Açúcar: À espera da nova safra, compradores se retraem

As negociações envolvendo o açúcar cristal seguem estáveis no mercado spot paulista e os preços, em queda. Segundo pesquisadores do Cepea, a indicação de que algumas usinas podem iniciar a safra de 2016/17 neste mês tem afastado parte dos compradores do mercado, que aguarda o aumento da oferta para efetivar novas aquisições.

Nessa segunda-feira, 14, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal cor Icumsa entre 130 e 180, mercado paulista, fechou a R$ 77,91/saca de 50 kg, baixa de 0,46% em relação à segunda anterior, 7. (Cepea /ESALQ 15/03/2016)

 

Açúcar começa semana em alta e resistência vai a 15,50 cents/lb em NY

Os futuros de açúcar demerara iniciaram a semana em alta na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Sustentados por uma nova previsão de déficit no ano-safra global 2015/16, os contratos romperam a resistência de 15,30 cents e trabalham agora com teto inicial nos psicológicos 15,50 cents por libra-peso.

O suporte veio após o Rabobank divulgar seu relatório trimestral sobre o mercado de açúcar, no qual elevou de 4,8 milhões para 6,8 milhões de toneladas o déficit previsto para temporada 2015/16, que se encerra em 30 de setembro. Trata-se do primeiro déficit após cinco ciclos consecutivos de excedente.

"Como consequência, ao término de 2015/16, a relação entre estoques e consumo deve ficar ligeiramente abaixo da média histórica de dez anos, sugerindo um retorno a uma situação de oferta e demanda mais balanceada", destacou a instituição.

Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting, pondera, no entanto, que todos os ganhos recentes dependem da demanda. "Esse fortalecimento (do açúcar) precisa ser validado pelo mercado físico, cuja demanda sofreu uma paralisação após a entrega de açúcar da Bolsa na expiração do contrato com vencimento em março. Os prêmios para embarque imediato ainda não demonstraram a robustez necessária para a consolidação desse movimento de alta", avaliou, em relatório semanal.

Dessa forma, portanto, os futuros trabalham com suporte em 15 cents/lb e resistência nos psicológicos 15,50 cents/lb.

Nesta semana, as atenções estão no clima no Brasil, que finalmente ficou menos úmido e deve permitir o avanço da colheita da safra 2016/17. O petróleo, por sua vez, voltou ao radar. Isso porque o Irã anunciou ontem que pretende elevar em 25% o ritmo de produção, para 4 milhões de barris por dia, remando contra os esforços de reduzir a oferta global para sustentar a commodity.

O maio do demerara avançou 29 pontos (1,92%) e terminou a segunda-feira em 15,42 cents/lb, com máxima no dia de 15,44 cents/lb (mais 31 pontos) e mínima de 15,02 cents/lb (menos 11 pontos). Julho subiu 27 pontos (1,79%) e encerrou em 15,33 cents/lb. O spread maio/julho variou de 7 para 9 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) fechou a segunda-feira em R$ 77,91/saca, alta de 0,17%. Em dólar, ficou em US$ 21,38 (-0,97%).

Conforme o centro de estudos, as negociações envolvendo o açúcar cristal seguem estáveis no mercado spot paulista - volumes mais expressivos são captados apenas em casos pontuais. A indicação de que algumas usinas podem iniciar a safra de 2016/17 neste mês tem afastado parte dos compradores do mercado, que aguarda o aumento da oferta para efetivar novas aquisições, explicou o Cepea, em relatório antecipado ao Broadcast Agro.

Quanto às paridades, de 7 a 11 de março as vendas de açúcar cristal no spot paulista ainda remuneraram 10% mais que as externas. Enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 78,12/saca, as cotações do contrato maio na ICE Futures US equivaleriam a R$ 71,01/saca. (Agência Estado 15/03/2016)

 

Cresce exportação de açúcar do Brasil para países árabes

Os países árabes representam o maior mercado para o açúcar exportado pelo Brasil. Segundo levantamento da Datagro, nos últimos dois anos, as exportações brasileiras para este grupo foram respectivamente 35,6% e 35,4% do volume total embarcado. Em 2014, por exemplo, o maior destino dentre os países árabes foram os Emirados Árabes Unidos, com um volume de 2,2 milhões de toneladas métricas de açúcar embarcadas, ou 9,2% das exportações totais do país. Já em 2015, foram 6% do volume total exportado.

O segundo principal destino do açúcar brasileiro entre os árabes foi a Argélia, que representou 6,9% do total em 2014, e 6,8% em 2015.

Durante o ano passado, também houve crescimento dos embarques do adoçante para o Iraque, Marrocos, Mauritânia e Tunísia.

Ainda de acordo com a consultoria, dentre todos os destinos exportados pelo Brasil, a maior proporção atingida foi a China com 2,5 milhões de toneladas de açúcar, ou seja, 10,44% somente em 2015. Enquanto isso, em o segundo maior comprador foi Bangladesh com 2,46 milhões toneladas, representando 10,27% do total. (DCI 14/03/2016)

 

Preços de etanol seguem firmes neste final de entressafra

Algumas usinas que não estavam no mercado passaram a comercializar etanol hidratado na última semana, finalizando os estoques da safra atual. No entanto, esse volume não foi suficiente para reduzir os preços, mesmo em um momento de baixo interesse das distribuidoras – seja pela demanda desaquecida no varejo, seja pela expectativa de aumento da oferta da nova safra. O Indicador Cepea/Esalq (SP) do hidratado foi de R$ 1,9528/litro (sem frete e sem impostos) na última semana, praticamente estável.

No segmento de anidro, apesar de bons volumes terem sido ofertados a valores menores na última semana, outros saíram a preços firmes e, no balanço, o preço se sustentou. O Indicados Cepea/Esalq foi de R$ 2,0967/litro (sem frete e sem impostos), ligeira alta de 0,6% em relação à semana anterior.

Em ritmo semelhante, o Indicador diário do hidratado Esalq/BM&FBovespa posto Paulínia aumentou 0,5% ao serem comparadas as duas últimas sextas-feiras, indo para R$ 1.896,50/m3.

Conforme cálculos do Cepea, na última semana, o açúcar remunerou 25% a mais que o anidro e 26% que o hidratado no mercado paulista. Comparando-se os dois tipos de etanol, o anidro teve vantagem de 1%.

O preço médio do etanol anidro que seria equivalente ao do açúcar cristal foi calculado em R$ 2,6320/litro (sem impostos). Para obter equiparação com o açúcar, o hidratado precisaria ter tido média de R$ 2,4655/litro (sem impostos). O preço do etanol hidratado que seria equivalente ao do anidro teria que ser de R$ 1,9796/litro (sem impostos).

Foram moídas 603,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar até o dia 1º de março, aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo relatório quinzenal da Única divulgado na última semana. No acumulado da safra, a produção de etanol foi de 27,6 bilhões de litros. O volume de anidro, de 10,6 bilhões de litros, foi 2% inferior ao registrado na temporada passada; já a produção de hidratado alcançou os 17 bilhões de litros, aumento de 12%.

Na Bolsa de Chicago (CME/CBOT), o contrato de etanol anidro combustível desnaturado (primeiro vencimento – Abril/16) subiu 3,17% na comparação das últimas duas sextas-feiras, com média de US$ 1,407/galão (US$ 371,84/m3) no período. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato futuro de crude oil com vencimento em Abril/16 teve média semanal de US$ 37,81/barril, aumento de 7,2% também levando em conta as últimas duas sextas-feiras. (Agência Estado 15/03/2016)

 

Brasil se sai melhor do que EUA na crise de preço das commodities

Os Estados Unidos sofrem com mais intensidade as mudanças de cenários no mercado internacional de commodities do que o Brasil.

Um exemplo é o balanço entre exportações e importações norte-americanas nesse setor no mês de janeiro. O país obteve o menor saldo para o período desde 2006.

Tradicionalmente um mês bom de saldo, o resultado entre exportações e importações de janeiro deste ano foi um superávit de apenas US$ 590 milhões, segundo dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Já no Brasil, mesmo com a forte desaceleração internacional de preços das commodities, o setor de agronegócio mantém o mesmo patamar do início de anos anteriores, conforme dados do Ministério da Agricultura.

Em janeiro, o saldo nacional foi um superávit do agronegócio de US$ 4,1 bilhões, próximo dos US$ 4,4 bilhões de janeiro de 2015.

A perda de participação dos norte-americanos ocorre devido a uma presença menor no mercado internacional em volume e a uma valorização do dólar, tornando o produto deles mais caro.

Já o Brasil caminha no sentido inverso. O país consegue recordes de exportações em volume em praticamente todos os principias itens que produz e que exporta. É o caso de soja, milho, café e até alguns tipos de carnes.

De outro lado, a queda do valor da moeda brasileira dá mais competitividade ao produto nacional, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, devido à alta do dólar.

Os casos da soja e do milho são elucidativos. A tonelada da oleaginosa recuou de US$ 369,2, em janeiro do ano passado, para US$ 321,7 no primeiro mês deste ano em Chicago.

Os Estados Unidos perderam no preço e em volume. Este recuou para 31,9 milhões de toneladas de outubro a janeiro, 9% menos do que em igual período anterior.

Já o Brasil também perdeu em valores, devido à queda média dos preços, mas ganhou em volume.

As exportações brasileiras de soja subiram para 54 milhões de toneladas em 2015. Em 2012, eram apenas 33 milhões de toneladas. Neste ano, deverão subir para 55,3 milhões de toneladas, segundo a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).

As exportações brasileiras de milho, também com bom ritmo, atingiram o recorde de 28,9 milhões de toneladas no ano passado.

Os norte-americanos perderam presença, ainda, no mercado internacional de carne de frango, trigo, arroz, frutas e vegetais, além de milho e soja. Em todos esses itens, os EUA exportaram um volume menor de produto do que na safra anterior.

E o cenário para os norte-americanos não se apresenta favorável nesta safra. De outubro a janeiro, as exportações do agronegócio somaram US$ 46 bilhões, abaixo dos US$ 55 bilhões de igual período anterior. (Folha de São Paulo 16/03/2016

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Influência cambial: Após três sessões consecutivas em alta, os preços do açúcar demerara recuaram ontem na bolsa de Nova York, pressionados por uma nova rodada de valorização do dólar ante o real. Os contratos para julho fecharam em baixa de 6 pontos, a 15,27 centavos de dólar por libra-peso. O fortalecimento do dólar incentiva as vendas externas pelos produtores do Brasil (principal produtor mundial), porque aumenta a rentabilidade das exportações. Com mais oferta no mercado, os preços tendem a cair. Além disso, previsões indicam que o clima seguirá favorável ao desenvolvimento dos canaviais em São Paulo, maior região produtora de cana do Brasil. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal ficou em R$ 77,60, com queda de 0,40%.

Cacau: Otimismo com entregas: Os preços do cacau cederam na bolsa de Nova York ontem, em meio a notícias otimistas vindas do oeste da África. Os contratos para maio fecharam em queda de US$ 28, a US$ 3.053 por tonelada. Na Costa do Marfim, principal produtor mundial, o total da amêndoa entregue nos portos está praticamente no mesmo ritmo de um ano atrás, o que surpreendeu analistas e traders, que esperavam impactos mais significativos da estiagem no tamanho da safra local. Esses números são acompanhados com atenção pelo mercado porque o clima na Costa do Marfim é idêntico ao de Gana, país vizinho que é o segundo maior produtor global de cacau. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba da amêndoa foi negociada por R$ 144, em média, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Pressão baixista: A soja recuou ontem na bolsa de Chicago, sob o peso do dólar firme, da queda do petróleo, dos estoques abundantes nos EUA e do progresso da colheita na América do Sul. Os lotes para julho fecharam em baixa de 4,25 centavos, a US$ 8,9775 por bushel. A desvalorização do petróleo desestimula as refinarias a misturarem o biodiesel de soja aos combustíveis fósseis, o que significa menor demanda pela oleaginosa. Além disso, o dólar em alta também torna a soja americana mais cara para os compradores estrangeiros. Já na América do Sul, a produtividade da soja recém-colhida está acima do inicialmente esperado, o que contribui para empurrar os preços da oleaginosa para baixo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca no Paraná ficou em R$ 70,13, alta de 1,86%.

Trigo: Peso do dólar: A alta do dólar ante outras moedas colaborou ontem para a queda do trigo nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para julho fecharam em US$ 4,8450 por bushel, baixa de 1,25 centavo. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento caíram 0,25 centavo, a US$ 4,9875 por bushel. O dólar mais forte diminui a atratividade do trigo dos EUA, que fica mais caro para os compradores estrangeiros. Contudo, persistem as preocupações com a seca nas Grandes Planícies dos EUA, onde se concentra a produção do cereal no país. O clima mais ameno nos últimos dias permitiu que parte das lavouras saísse da dormência, deixando­as vulneráveis caso haja uma nova onda de frio. No Paraná, a saca foi negociada a R$ 39,83, em queda de 0,03%, segundo o Deral. (Valor Econômico 16/03/2016)