Setor sucroenergético

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Cade aprova joint venture entre Raízen e Wilmar para venda de açúcar VHP

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a formação de joint venture entre as empresas Raízen Energia e Wilmar Sugar Pte, do Grupo Wilmar, de Cingapura. A decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Pelo acordo, a nova empresa irá atuar na produção e comercialização (exportação) de açúcar very high polarization (VHP) brasileiro no exterior. A joint venture será responsável pela realização de todas as atividades necessárias à originação do açúcar no Brasil e sua disponibilização física para colocação no mercado internacional, incluindo transporte, armazenamento e elevação do produto no território brasileiro.
De acordo com as empresas, também será objetivo da joint venture a realização de estudos conjuntos para identificação de oportunidades no desenvolvimento de negócios no segmento de logística, a fim de otimizar o desenvolvimento das atividades.
A joint venture será composta por duas sociedades, uma constituída na Suíça (JV International) e outra no Brasil (JV Brasileira). Raízen e Wilmar deterão cada uma 50% das ações da JV International, segundo informa documento sobre a operação encaminhado ao Cadê. (Agência Estado 17/03/2016)

 

Cana: CNA quer mais crédito sem aumento de juros

O presidente da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ênio Fernandes, defende que haja mais crédito, sem aumento de juros, para o setor sucroenergético na safra 2016/2017, que começa em abril. Em sua avaliação, isso é essencial para que a cadeia se mantenha "competitiva e gerando renda".

A declaração foi dada na quarta­feira, dia 16, durante a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura. Na ocasião, foram discutidas também propostas para o próximo Plano Agrícola e Pecuário (PAP), que devem ser levadas à ministra Kátia Abreu no fim deste mês.

Segundo Fernandes, o setor passa por um momento favorável graças ao maior volume de chuvas, o aquecimento da demanda pelo etanol e o câmbio, com a alta do dólar. "O câmbio atua nas duas pontas. Aumenta os custos, mas também o faturamento. Quando fazemos essa composição, houve mais benefícios do que malefícios", disse. (CNA 17/03/2016)

 

Abag e CNA reagem à nomeação de Lula

Entidades reprovaram a ida do ex-presente da República ao Ministério da Casa Civil.
A nomeação do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Sila, ao Ministério da Casa Civil repercutiu negativamente entre as entidades do agronegócio. Para Luiz Carlos Corrêa Carvalho (Foto), presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), foi uma péssima notícia para o setor. Não sabemos em quem de fato está no poder. Se entrarmos de novo em uma aventura heterodoxa, pautada pelo protecionismo, certamente o setor não vai aguentar", afirmou.
Sem citar nomes, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou uma nota intitulada “Contra a irresponsabilidade política e as soluções casuísticas”, minutos depois do anúncio oficial do Palácio do Planalto. No documento, a entidade ressalta ter a obrigadão de “expressar as preocupações dos produtores rurais diante das graves dificuldades que vive o País”.
A nota reforça que o agronegócio é o único segmento da economia brasileira a apresentar resultado positivo na balança comercial, afirmando que com isso “o setor se credencia a alertar para o desastre iminente”.
De acordo com a CNA, o Brasil passa por profunda recessão em virtude dos erros de concepção e condução da política econômica. “O governo é parte central desse drama”, destaca o documento. Em outros trechos a entidade lamenta que “Nada está sendo feito para resolver os verdadeiros problemas do País e das pessoas” e “Quem está pagando o preço por isso é o setor produtivo”.
Por afim a publicação garante que a entidade “repudia qualquer movimentação social que acirre os ânimos e gere violência”. “Esperamos que as instituições e o sistema político, em sintonia com o sentimento geral da sociedade, encontrem o caminho de volta ao crescimento, ao equilíbrio e à harmonia entre os brasileiros”, concluiu . (Agência Estado 16/03/2016)

 

Embrapa faz capacitação para plantio em escala

Cuba decidiu apostar na expertise brasileira para a produção de grãos e na pecuária de pequeno porte, num esforço de relançar a atividade agropecuária na ilha. Nos últimos dez anos, como reflexo da maior aproximação entre as áreas diplomáticas dos dois países, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com outras agências brasileiras e instituições cubanas, desenvolveu uma dúzia de iniciativas de cooperação técnica, envolvendo recursos ligeiramente superiores a US$ 1,5 milhão. Esse investimento não considera, no entanto, os desembolsos da própria Embrapa para financiar horas de serviços dedicadas por seus pesquisadores no desenvolvimento de soluções para a agricultura cubana. Dentre os projetos, apenas um continua em execução neste ano, de acordo com a Secretaria de Relações Internacionais da Embrapa. Trata­se da terceira fase do programa de assistência técnica para a produção de milho e soja em território cubano, em apoio ao Projeto Cubasoy, incluindo capacitação de pessoal na aplicação de tecnologias, no manejo e na gestão de cultivos daqueles grãos. Além da Embrapa, participam a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), subordinada ao Ministério de Relações Exteriores do Brasil, o Ministerio de Comercio Exterior y las Inversiones Extrangeras (Mincex) e a Unión Agropecuaria Militar (UAM), pelo lado cubano, numa inversão de US$ 218,999 mil. Iniciado no final de 2012, com prazo previsto para conclusão até novembro, a terceira fase daquele projeto pretende transferir tecnologias já aplicadas por produtores brasileiros, capacitando técnicos cubanos no plantio em larga escala, no manejo de pragas, melhoramento genético das plantas e até na colheita mecanizada. A proposta é fazer a reconversão de áreas anteriormente destinadas ao plantio de cana para a produção de grãos. Cerca de 40 mil hectares chegaram a ser plantados nas etapas anteriores do programa, iniciado em junho de 2008. Com praticamente os mesmos objetivos, as duas etapas anteriores foram executadas entre 2008 e 2009 e entre 2010 e 2012, resultando em investimentos de US$ 288,018 mil no período, distribuídos entre os mesmos parceiros. Foram utilizadas variedades brasileiras para transferência de tecnologia aos cubanos, treinados também para fazer o manejo das águas no processo de produção de soja. Entre abril de 2012 e o mesmo mês de 2014, agora envolvendo a Embaixada de Cuba em Brasília, a UAM e a Embrapa, foram realizadas uma série de visitas a campo e workshops no Brasil para capacitação de pessoal na produção, no armazenamento e na certificação de sementes de soja e milho híbrido, destinadas ao plantio em Cuba. O interesse em diversificar a produção, criando novas opções de renda para o campo, levou os dois lados a desenvolverem, entre 2011 e 2013, mais um projeto de cooperação, desta vez destinado a incrementar a criação de ovinos e caprinos em áreas historicamente ocupadas pela cana. A ideia era transferir tecnologia e o conhecimento acumulado pela Embrapa e produtores brasileiros ao lado cubano, com treinamento de técnicos e sua capacitação não apenas na criação, mas também no aprimoramento genético dos rebanhos e no processamento de carnes e do couro. A Embrapa participou ainda de projetos que ajudaram Cuba a desenvolver uma legislação para regular a presença de metais pesados em alimentos, transferindo técnicas para identificar a contaminação de produtos e insumos utilizados pela agricultura. E ainda contribuiu para aprimorar sistemas de controle de pragas com uso de genética e de sistemas de combate biológico, especialmente na exploração de tomate e pimentão. Nesta área, com a colaboração dos institutos de Pesquisas em Horticultura “Liliana Dimitrova” (IIHLD) e de Investigaciones de Sanidad Vegetal (Inisav), e participação ainda do Ministerio para la Inversion Extrangera y la Colaboración Económica (Minvec), os projetos de pesquisa desenvolvidos tiveram mão dupla, com o desenvolvimento de cultivares mais resistentes a ataques de plantas daninhas e doenças de interesse dos dois lados. (Valor Econômico 18/03/2016)

 

Délcidio envolve usinas da Brenco em escândalo de corrupção da Lava Jato

O depoimento do senador Delcídio do Amaral na operação Lava Jato trouxe indícios de que a indústria sucroenergética também pode estar envolvida no esquema de lavagem de dinheiro que envolve a Petrobras.
A denúncia envolvendo usinas de etanol foi destacado pela Reuters e ganhou espaço ontem (15) no norte-americano The New York Times com o título: Delação de senador arrasta indústria brasileira de etanol para escândalo de propinas.
No documento de delação premiada com 250 páginas, Amaral explica como fundos da estatal petroleira foram desviados para uma start-up do setor de etanol. O senador já havia sido preso em novembro por obstruir uma investigação federal.
De acordo com o testemunho, Philippe Reichstul (Foto), presidente da Petrobras de 1999 a 2001, ajudou a direcionar fundos da estatal para a Brenco, empresa de biocombustíveis fundada em 2006 com foco no mercado de etanol. A empresa teve como investidores o indiano Vinod Khosla, um dos fundadores da Sun Microsystems; o americano Steve Case, fundador da AOL, e a investidora Tarpon.
Reichstul negou as acusações do senador e considerou o depoimento absurdo, além de alegar desconhecer projetos de financiamento e formação de capital de lançamento para a Brenco durante seu período na petroleira.
Diante de dificuldades financeiras a Brenco foi comprada pela divisão de cana-de-açúcar da Odebrecht em 2010. A empreiteira é o maior conglomerado de engenharia da América Latina e a figura central do esquema de propinas e contratos superfaturados com a Petrobras.
Além da Brenco, o senador citou a família Bumlai 111 vezes no depoimento. José Carlos Bumlai ficou conhecido pelo relacionamento com o ex-presidente Lula. O pecuarista é controlador da usina São Fernando, que teve a falência solicitada pelo BNDES. Ele também foi preso em novembro do ano passado devido ao envolvimento no esquema de propinas e lavagem de dinheiro. (Reuters 17/03/216)

 

Credores rejeitam plano de recuperação e abrem caminho para falência da Infinity

Surgida no auge da euforia do setor sucroenergético, em 2006, a Infinity Bio-Energy teve ontem (16) rejeitado o segundo plano de recuperação judicial, o que abriu caminho para a Justiça decretar a falência da companhia com seis usinas controladas pelo grupo Bertin. O plano, que previa, basicamente, a cisão das usinas em três blocos de duas unidades cada e a divisão de dois deles entre os credores, foi rejeitado por um dos grupos que representava maioria dos presentes na assembleia encerrada esta noite, em São Paulo (SP).
Segundo representantes da Infinity, medidas judiciais serão tomadas contra esse grupo de credores com o intuito de reverter a decisão e, posteriormente, uma possível decretação de falência. Pelo plano rejeitado, um dos blocos, com as usinas Alcana, em Nanuque (MG), e Disa, em Conceição da Barra (ES), esta a única das seis ainda em operação, seria destinado a um grupo de credores, incluindo os trabalhistas, que aprovaram o plano, mas também os que rejeitaram a proposta.
Com esse grupo a Infinity tem dívidas estimadas em R$ 350 milhões. A previsão é que houvesse um leilão desses ativos e os recursos arrecadados divididos entre os credores caso estes aprovassem o plano. As unidades Ibirálcol, em Ibirapuã (BA), e Usinavi, em Naviraí (MS), já estão alienadas e permaneceriam com um grupo de credores financeiros, principalmente fundos de investimentos. Detentores de um crédito de R$ 1,6 bilhão, esses credores eram maioria no quesito financeiro, mas minoria entre os presentes na assembleia.
Já a Infinity permaneceria com as usinas Cridasa, em Pedro Canário (ES) e Cepar, em São Sebastião do Paraíso (MG). Caso o plano fosse aprovado, a companhia poderia retomar a operação das usinas ou utilizá-las, em uma futura venda, para pagar credores não sujeitos à recuperação judicial.
A Infinity Bio-Energy foi criada pelo ex-diplomata Sergio Thompson-Flores, com suporte de fundos internacionais e ainda da captação de recursos da AIM, bolsa para novas companhias em Londres. Com usinas de baixa capacidade operacional, em regiões pouco tradicionais para a cultura e ainda sob uma crise do setor sucroenergético, iniciada em 2008, a companhia recorreu, como outras, à recuperação judicial. Pouco tempo após a aprovação do primeiro plano, a empresa vendeu, em 2010, 71% das ações ao Grupo Bertin.
Mas a operação não mudou o cenário da Infinity, que seguiu em crise desde então até recorrer novamente à Justiça. (Agência Estado 17/03/2016)

 

Clima e câmbio devem estimular produção na próxima safra de cana

Ênio Fernandes, da CNA, defende aumento do crédito, sem aumento dos juros, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool.
As perspectivas para a safra 2016/2017 do setor sucroalcooleiro são boas. Com o clima e o câmbio favoráveis e melhores preços de comercialização, a produção de cana-de-açúcar, etanol e açúcar deve crescer no Brasil, assim como as exportações. Com este cenário, representantes do segmento debateram, nesta quarta-feira (16/3), na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), propostas para o próximo Plano Agrícola e Pecuário (PAP), que devem ser levadas à ministra Kátia Abreu no final deste mês.
“Nossa meta é aumentar o volume de crédito, sem aumento da taxa de juros, para manter o setor competitivo e gerando renda”, revelou o presidente da Comissão Nacional de Cana-de-açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ênio Fernandes. Segundo ele, entre os motivos que ajudam a explicar o momento favorável, estão o maior volume de chuvas, o aquecimento da demanda, pelo etanol, e o câmbio favorável, com a alta do dólar, que alavancou as exportações. “O câmbio atua nas duas pontas. Aumenta os custos, mas também o faturamento. Quando fazemos essa composição, houve mais benefícios do que malefícios”.
Apesar do cenário positivo para a atividade sucroenergética, Fernandes alertou para a crise que tem levado ao fechamento de usinas ou a aquisição delas por outras indústrias maiores, em razão do alto endividamento, que chega ao total aproximado de R$ 70 bilhões. “Em alguns casos, o endividamento é tão grande que nem os bons momentos conseguem sanar. Infelizmente é uma realidade que ainda se mantém”, afirmou presidente da Comissão de Cana-de-Açúcar da CNA. (CNA 17/03/2016)

 

Reino Unido revela plano para taxar açúcar da indústria de refrigerantes

O Reino Unido irá introduzir uma taxa sobre o açúcar nos refrigerantes dentro de dois anos, na tentativa de combater o problema de obesidade no país, disse nesta quarta-feira o ministro de Finanças, George Osborne, em um anúncio surpresa, abalando os preços das ações de empresas de bebidas e de açúcar.
Apenas alguns meses após o governo descartar um imposto sobre o açúcar, Osborne disse que a taxa prevista, que será imposta sobre as empresas com base no conteúdo de açúcar nas bebidas, vai gerar uma arrecadação equivalente a 730 milhões de dólares.
"Claro que algumas empresas podem escolher repassar isso para o preço cobrado dos consumidores, e isso terá um impacto no consumo também", disse Osborne ao parlamento, durante seu discurso anual sobre o orçamento.
"Nós entendemos que a taxa afeta o comportamento. Portanto, vamos taxar as coisas que queremos reduzir, e não as coisas que queremos encorajar."
As ações de companhias de bebidas e de açúcar caíram após a notícia, com a Britvic a AG Barr recuando entre 3 e 5 por cento. O papel do grupo açucareiro Tate & Lyle recuou 2 por cento.
Países escandinavos já impuseram tarifas semelhantes, com diferentes graus de sucesso ao longo dos últimos anos. Em 2012, a França e a Hungria entraram na lista, seguidas pelo México, em 2014. (Reuters 17/03/2016)

 

Opinião: A limitada ajuda do etanol à inflação

O preço do etanol hidratado aparentemente chegou ao teto na entressafra de cana-de-açúcar. E foi um nível histórico, a maior cotação já registrada em valores absolutos, sem considerar a inflação, com o combustível negociado nas usinas a R$ 1,95 o litro nas duas últimas semanas. O valor é 53% superior ao de igual período do ano passado. Nos postos, o álcool também bateu recordes seguidos e o litro beirou os R$ 3 em São Paulo, Estado maior produtor e com o menor Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do País cobrado sobre o combustível.
Com o início da colheita da cana-de-açúcar na safra 2016/2017, usinas dão prioridade para a produção do etanol hidratado à fabricação de açúcar. Neste momento, companhias correm primeiro para abastecer os próprios tanques e evitar um colapso de abastecimento, sempre negado pelas próprias usinas e entidades setoriais, mas que se tornou iminente no fim da entressafra. Só não faltou etanol neste início de ano graças à queda no consumo com a alta nos preços e à crise econômica, e ainda porque usinas se atreveram a colher cana e a produzir etanol mesmo em condições climáticas adversas.
O aumento da oferta deve, naturalmente, baixar os preços do etanol nas usinas e nas bombas. Como é comum em começos de safra, usinas menos capitalizadas desovam a produção mais rapidamente em busca de liquidez e os valores recuam. Como o etanol e a gasolina, esta com entre 25% e 27% de álcool anidro misturado, respondem por uma fatia importante de indicadores de inflação, a queda é um alívio para o consumidor e, principalmente, para o governo desesperado em busca de boas notícias.
Mas a notícia ruim é que o recuo do preço do etanol nos postos e os impactos na inflação devem ser limitados e ainda restritos ao começo da safra. Projeções do setor apontam que R$ 1,85 seria piso. Isso porque se o litro álcool atingir esse valor nas usinas, uma baixa de apenas R$ 0,10, ou 5% sobre os atuais preços médios, o açúcar passa a ser muito mais remunerador. Na safra passada, em meados de 2015, o piso de preços do etanol foi de R$ 1,16 nas usinas, valor impensável para 2016/2017.
É claro que nem toda usina tem a capacidade de virar a chave e passar a produzir só açúcar. E se isso acontecesse, a pressão sobre o mercado mundial derrubaria também o preço da commodity. Mas o cenário de déficit global e de preços do açúcar em alta, além de câmbio positivo, mostram que o piso para o etanol nesta safra será mais alto que o da passada. É bom para o produtor. Mas muito ruim para o consumidor e para o governo. (Agência Estado 17/03/2016)

 

Bunge compra 23,3 mil toneladas de açúcar da Tailândia

A Bunge realizou a compra de 23,33 mil toneladas de açúcar da Tailândia, informou nesta quarta-feira o órgão estatal tailandês para açúcar, Thai Cane & Sugar. A entrega deverá ocorrer entre 1º de julho e 15 de setembro.
A compra foi realizada por meio de leilão e foi dividida entre 6 mil toneladas de açúcar demerara que será destinado ao mercado japonês, 109 pontos acima dos preços verificados na ICE Futures, enquanto as outras 17,3 mil toneladas eram da variedade VHP, negociados 137 pontos acima do nível na ICE Futures. (Down Jones 17/03/2016)

 

Mercado de açúcar da Rússia enfrenta excesso de oferta em 2016, diz associação

O mercado de açúcar doméstico da Rússia enfrentará um excesso de oferta se os produtores aumentarem a área de cultivo de beterraba em 2016, disse o líder da Associação de Produtores de Açúcar do país, Andrey Bodin, em uma conferência nesta quinta-feira.
A Rússia tem aumentado a produção de açúcar doméstica nos últimos anos, com o país visando se tornar autossuficiente em vez de ser um grande importador global.
"Se nossos produtores cultivarem mais, então pode haver uma superprodução em nosso mercado", disse Bodin.
Ele reconhece que os países da Comunidade dos Estados Independentes podem reduzir suas importações de açúcar bruto e branco em 17 por cento para 1,6 milhão de toneladas de açúcar bruto e 355 mil toneladas de açúcar branco em 2016, com expectativas de que a demanda por açúcar bruto caia na Rússia, Belarus e Cazaquistão.
Ele não deu nenhuma estimativa para o ano comercial de 2016/17, que começa em 1º de outubro.
O grupo de países da CEI, dominado por Moscou, deve produzir 7,9 milhões de toneladas de açúcar de beterraba em 2016, uma alta de 9 por cento ante o ano passado, disse Bodin.
Segundo ele, os países do grupo deverão elevar a área de cultivo de açúcar de beterraba em 2016 em 9 por cento, para 1,5 milhão de hectares, com 1,1 milhão de hectares na Rússia, ante 1 milhão de hectares no ano anterior. (Reuters 18/03/2016)

 

Instalação do kit GNV cresce 132% em SP

De acordo com a Comgás, economia por quilômetro rodado chega a atingir 57% em relação ao etanol.
A alta do preço dos combustíveis aumentou a procura pela conversão do veículo para rodar com o Gás Natural Natural, o GNV. No primeiro bimestre deste ano foram feitas 954 conversões, um crescimento de 132% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas em fevereiro, 532 veículos foram adaptados para uso do GNV. Os dados são da Companhia de Gás de São Paulo, a Comgás.  
Segundo a empresa, a economia por quilômetro rodado chega a atingir 57% em relação ao etanol e 54% na comparação com a gasolina. Conforme essas estimativas, o consumidor paga por quilômetro rodado R$ 0,38 com etanol, R$ 0,35 com gasolina e apenas R$ 0,16 com GNV. Os números tomam por base a média de consumo de um veículo com cada combustível e a média de preços apurada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) nos postos de combustíveis paulistas no mês de fevereiro. 
Preço na bomba
O combustível voltou a aumentar em fevereiro. O custo médio do etanol no segundo mês do ano teve alta de 3,6% na comparação com janeiro, encerrando o mês a R$ 3,30 o litro . A maior variação de preço por litro do combustível foi registrada no estado do Amapá a 12,12%, chegando a R$ 3,70 o litro, o valor mais alto do País. São Paulo tem o melhor preço para abastecer com o combustível, vendido por R$ 2,76 o litro.Os dados são do Índice de Preços Ticket Car, o IPTC.
Ainda segundo a pesquisa feita pelo IPTC, o custo médio por litro da gasolina aumentou 0,73% em fevereiro, enquanto a média de preço de litro ficou em R$ 3,88. A maior alta foi identificada no estado do Amazonas, com 4%, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 2,74%. O melhor preço por litro da gasolina foi identificado em São Paulo, oferecida por R$ 3,60. (O Estado de São Paulo 17/03/2016)