Setor sucroenergético

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Santal é a salvação da lavoura da AGCO

A AGCO vai vender a Santal, sua fabricante de equipamentos para a indústria sucroalcooleira. Trata-se de uma medida desesperada. A empresa será alienada com o preço na bacia das almas, pois o mercado de etanol vive um momento de agrura – vide o caso da maior concorrente da Santal, a tradicionalíssima Dedini, que entrou em recuperação judicial.

As circunstâncias do mercado são péssimas para a venda da Santal, mas a AGCO não tem outra saída se não colocar o ativo na prateleira. O momento do grupo norte-americano no Brasil é tenebroso. Em 2015, as vendas de tratores caíram 30%. As de colheitadeiras, 40%.

A situação chegou a tal ponto que a AGCO virou uma espécie de Casas Bahia da indústria de máquinas agrícolas: em uma estratégia comercial de guerra, começou a fechar vendas com pagamento apenas em

2017, uma prática totalmente fora dos seus padrões. O Brasil é um mercado estratégico para a AGCO. Trata-se de uma das três maiores operações do grupo em todo o mundo.

Mas, de dois anos para cá, tem perdido importância relativa nos resultados da companhia. A subsidiária brasileira chegou a responder por 15% da receita global do grupo, em torno de US$ 10 bilhões. É provável que este índice caia para 10% até 2017. (Jornal Relatório Reservado 18/03/2016)

 

Cresce poder de fogo das usinas na negociação de etanol anidro

Diferentemente do que aconteceu há um ano, quando os preços do etanol ainda estavam sob o efeito de perspectivas pessimistas, as usinas do país negociam hoje com as distribuidoras munidas de mais cartas na manga. As atuais cotações do etanol e do açúcar, mais elevadas, devem ajudar as usinas a firmarem contratos de anidro a preços mais atrativos para a safra 2016/17. Até 31 de março, os dois lados, usinas e distribuidoras, precisam firmar acordos de compra e venda de 70% do etanol anidro que será misturado à gasolina nos próximos 12 meses, conforme regras da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Na mesa, um volume de 7,7 bilhões de litros e um montante superior a R$ 16 bilhões.

Com o açúcar remunerando mais do que o etanol, a tendência é de que a produção do biocombustível não cresça muito ou fique estável na próxima safra, a 2016/17, que começa em 1º de abril, uma vez que as usinas devem destinar mais caldo da cana para fabricação do açúcar. Afora isso, os estoques do biocombustível neste ano estão mais baixos do que em 2015, quando o consumo do produto no país foi recorde, diz Bruno Lima, da consultoria americana FCStone.

Por isso, ele avalia que a tendência é de os contratos de compra e venda de anidro voltarem a remunerar o produto em patamares mais próximos dos preços históricos. Isto é, com um prêmio de 13% a 14% sobre o etanol hidratado, usado como combustível.

No ano passado, quando os estoques estavam altos e havia perspectiva de uma produção grande na safra, as distribuidoras ganharam na queda de braço e conseguiram pressionar os prêmios para patamares entre 10% e 11%. "Os estoques altos no início de 2015/16 atrapalharam muito as usinas. Em alguns casos, contratos de anidro foram fechados com apenas 9,5% de prêmio", observa Lima.

Pelas regras da ANP, depois que as distribuidoras apresentam ao órgão regulador contratos de aquisição de 70% do anidro que vão misturar nos 12 meses, têm o direito de comprovar a aquisição de outros 20% até 1º de junho, cumprindo, portanto, a determinação de deixar "em aberto" apenas 10% da demanda projetada.

Esse sistema, regulamentado pela ANP há cerca de quatro anos, é considerado ineficiente por parte do mercado, por forçar que haja a compra e venda de um grande volume de etanol num espaço curto de tempo, avalia o presidente da consultoria Datagro, Plínio Nastari. Em sua visão, esses contratos têm outra falha que é a de referenciar os preços do anidro com base no preço spot (à vista) do hidratado, quando deveriam se basear no preço futuro do anidro. Por Fabiana Batista | De São Paulo 21/03/2016 Cresce poder de fogo das usinas na negociação de etanol anidro

Na região Nordeste, as usinas também reinvidicam que a ANP regionalize a obrigatoriedade desses contratos antecipados de anidro, segundo o presidente do sindicato que representa as usinas de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha. "As portarias da ANP deveriam fomentar compras antecipadas na região Nordeste. As distribuidoras priorizam compras no Centro-Sul".

Em oito dias úteis, termina o prazo para a apresentação desses contratos pelas distribuidoras. Para Lima, da FCStone, não há perspectiva de mudanças drásticas nos fundamentos do setor. No entanto, o consumo de combustíveis do Ciclo Otto (gasolina e etanol) está um pouco menor neste ano. O comportamento daqui em diante ainda é uma dúvida, afirma. Para a Datagro, o consumo de anidro em 2016/17 será de 12,02 bilhões, 6,4% acima do projetado para 2015/16 (11,3 bilhões). (Valor Econômico 21/03/2016)

 

New York Times publica duro editorial sobre Dilma

Jornal estadunidense considerou "ridícula" explicação da presidente para entrada de Lula no governo.

Em duro editorial publicado nesta sexta (18), o jornal americano "The New York Times" afirmou que a presidente Dilma Rousseff (PT) "luta por sobrevivência política", mas que, "surpreendentemente, parece ter achado que tinha capital político de sobra" quando indicou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil.

Sua explicação para a indicação, de que Lula é um negociador de talento e, assim, ajudaria o Brasil a conter suas diversas crises, foi "ridícula", segundo o jornal.

Para o "New York Times", Dilma criou outra crise, "de confiança em seu próprio julgamento".

O texto diz que Lula e Dilma querem retardar o máximo possível o dia de julgamento de Lula "dando a ele as proteções da Justiça a que membros do governo têm direito".

"Cerca de 50 autoridades, incluindo políticos de outros partidos- foram envolvidos no escândalo da Petrobras, e os brasileiros estão enojados com seus líderes, com razão. O último artifício do governo petista fez manifestantes irem às ruas pedir a renúncia de Dilma", diz o editorial. "Se suas últimas manobras impelirem o impeachment para a linha de chegada, Dilma só poderá culpar a si mesma." (New York Times 19/03/2016)

 

Jornal sugere renúncia de Dilma por risco de intervenção militar

O jornal britânico "The Observer", edição dominical do "The Guardian", defendeu a saída da presidente Dilma Rousseff e a convocação de novas eleições no país. O editorial publicado neste domingo cita que a preparação brasileira para a realização dos Jogos Olímpicos em agosto, no Rio, se dá em meio a uma crise econômica, o pânico com a epidemia do vírus da zika, protestos e um escândalo de corrupção ­ eis por que o jornal traça um paralelo com a "maratona" que será necessária para resolver a crise atual.

"Uma preocupação óbvia é que esses protestos [pró e contra o governo], se perderem o controle, possam degenerar em violência generalizada, levando ao risco de intervenção militar", diz o texto.

Para o "Observer", a democracia brasileira, restabelecida em 1985, "ainda não é uma planta tão robusta que não possa ser desenraizada de novo por uma combinação de fracasso político e emergência econômica generalizados".

Por isso, finaliza o editorial, "o dever de Dilma é simples: se ela não pode restabelecer a calma, deve convocar novas eleições ou sair".

O jornal britânico lembra que os escândalos de corrupção atingem "Dilma, Lula, líderes da oposição e muito do establishment do país", incluindo "cerca de um quarto dos membros do Congresso", e vêm acompanhados de uma crise econômica.

"Como exportador líder de commodities como açúcar, carne, café, tabaco e soja, [a economia brasileira] foi desproporcionalmente atingida pela queda na demanda global hoje em curso", diz o editorial, que ressalva, citando as políticas intervencionistas do primeiro mandato de Dilma, que o sofrimento brasileiro foi também autoinfligido.

O "Observer" faz ainda um paralelo da crise brasileira com o contexto da América Latina, de "recuo" da esquerda, lembrando a morte de Hugo Chávez que pôs a "revolução bolivariana de joelhos" na Venezuela  e a guinada à direita da Argentina.

"O Brasil mostra que os líderes da esquerda cometeram muitos erros. Mas não é sua ideologia que é rejeitada e, sim, sua incompetência e ilegalidades."

A publicação britânica não foi a única a dedicar espaço à crise brasileira nos últimos dias. Na sexta-feira, o norte-americano "The New York Times" publicou duro editorial criticando a nomeação de Lula para a chefia da Casa Civil de Dilma Rousseff. Classificando a medida como uma "luta por sobrevivência política", o jornal disse que a explicação da presidente foi "ridícula". (Valor Econômico 20/03/2016)

 

Kátia Abreu deve deixar o Ministério da Agricultura

Kátia Abreu deve deixar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, antecipando-se à decisão ainda não oficial de seu partido, o PMDB, de romper com o governo de Dilma Rousseff.

A ministra discordaria da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil. (Canal Rural 18/03/2016)

 

Mercado de Açúcar: EM TRINTA DIAS 30% DE ALTA

O mercado futuro de açúcar em NY fechou mais uma semana com expressiva alta. O vencimento maio/2016 encerrou a sexta-feira negociado a 15.97 centavos de dólar por libra-peso após ter visitado a região dos 16 centavos, acumulando uma variação positiva de 84 pontos na semana, ou pouco mais de 18 dólares por tonelada.

Pode-se atribui a firmeza do mercado à Tailândia, cuja safra encolheu, à China que deverá demandar (importar) mais açúcar branco e ao Brasil cuja fixação de preços está em compasso de espera uma vez que os reais obtidos nas fixações da 2016/2017 e da 2017/2018 são menores agora pois o real se valorizou em relação ao dólar. De 22 de fevereiro, quando atingiu 12.45 centavos de dólar por libra-peso até a sexta-feira o mercado subiu 365 pontos, ou seja, quase 30%.

O fechamento da sexta convertido pela taxa de câmbio do Banco Central foi de R$ 1,325 por tonelada FOB. Os meses de negociação com vencimento mais longo diminuíram seus valores em reais por tonelada. Essas chances perdidas, seja por falta de crédito para poder operar derivativos, seja por falta de coragem de fixar e correr o risco de o mercado continuar subindo, confirmam a máxima de que “ninguém quebra com lucro no bolso”.

O desempenho das commodities agrícolas no acumulado do ano melhorou bastante, mas ainda tem chance de subir mais. Óleo de soja subiu 7.8%, o petróleo subiu 7.5%, o açúcar subiu 4.5%, enquanto trigo, algodão e suco de laranja continuam no vermelho.

Os fundos continuam posicionados no açúcar e a trajetória de preços os estimula a pelo menos manterem suas posições. Deixe os lucros crescerem, nos ensinam os mestres. Uma eventual mudança de governo no Brasil via impeachment da presidente Dilma pode elevar os valores de NY para 16.75 centavos de dólar por libra-peso (tomando como base um preço mínimo de R$ 1.250 por tonelada).

Temos afirmado aqui que o açúcar deverá entrar num ciclo de alta (veja relatório da semana passada). Algumas simulações de produção e consumo feitas para as próximas duas safras, dão indicações que nosso sentimento se solidifica. Pela análise de consumo dos países da Ásia, Oriente Médio e Norte da África, e considerando a limitação de aumento na capacidade de produção de alguns países (Brasil, por exemplo, cuja produção de cana está basicamente estancada há alguns anos) estimamos que tanto a safra 2016/2017 como a 2017/2018 podem apresentar déficit. O consumo mundial cresce a taxas de 1.9% (nosso número) até 2.2% (número da ISO) enquanto a produção se arrasta nos 1.6-1.7%, qualquer oscilação causada pelo tempo pode abrir um buraco entre produção e consumo.

Um respeitado analista europeu rebate meu comentário de que os altos estoques mundiais se constituem em um fator baixista para o mercado. Ele discorda argumentando que “a China mantém 6.5 milhões de toneladas, mas esse açúcar não vai para o mercado”. Nem “a Tailândia mantém estoques hoje (ao contrário de há dois anos) ”. E arremata com uma daquelas verdades que costumamos não querer enxergar: “eu acho que os estoques são um subproduto de estatísticos preguiçosos que tomam o estoque anterior (totalmente desconhecido), somam a produção (precisa), deduzem o consumo (desconhecido) e pronto”. Verdade.

Enquanto isso, o consumo de combustíveis no país continua caindo em termos de gasolina equivalente. Nos últimos doze meses a queda já é de 1.5% com tendência a piorar. No entanto, o estoque de passagem de etanol vai ser bastante curto. O início da safra pode atrasar e vai certamente diminuir no maio a disponibilidade de açúcar.

O Sindicato do Crime continua envergonhando todo o país lá fora. O Brasil tem sido manchete em quase todos os jornais do mundo em função da crise política e moral que estamos atravessando. Com o ato de nomear Lula para seu ministério para que ele adquirisse foro privilegiado faz de Dilma a presidente que mais envergonhou o Brasil em toda sua história republicana. Não há limites para a falta de vergonha na cara e o cinismo dessa camarilha. O nefasto ex-presidente Lula é verdadeiramente um profeta quando disse há alguns anos que “no Brasil o pobre que rouba vai para a cadeia e o rico que rouba vira ministro”. A Suprema Corte há de julgar esses criminosos infames com o devido rigor da Lei.

Faltam pouquíssimas vagas para o encerramento das inscrições para o XXV Curso Intensivo de Futuros, Opções e Derivativos em Commodities Agrícolas que ocorre nos dias 29, 30 e 31 de março em São Paulo, das 09 às 17 horas. Para mais informações mande uma mensagem parapriscilla@archerconsulting.com.br

 

TRT condena Abengoa por 'salário por produção' para cortadores de cana

Empresa terá que efetuar o pagamento salarial pelo tempo de serviço.

Valor da multa em caso de descumprimento é de R$ 1,5 mil por funcionário.

A Justiça condenou a Abengoa Bioenergia a não vincular o salário de cortadores à quantidade de cana-de-açúcar colhida por eles, prática conhecida como ‘salário por produção’. A sentença é da 1ª Turma de desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, em Campinas (SP), que reformou uma decisão da Vara do Trabalho de Porto Ferreira (SP).

Pelo acórdão, a empresa terá de adotar o sistema de pagamento salarial por tempo de trabalho, sob pena de multa de R$ 1,5 mil por trabalhador atingido. A empresa, que tem operações nas usinas São Luiz e São João, localizadas respectivamente em Pirassununga e São João da Boa Vista, informou que vai recorrer.

O autor da ação foi o Ministério Público do Trabalho (MPT). Segundo o órgão, "o salário por produção está intimamente ligado às condições de saúde e segurança do trabalho no corte manual de cana-de-açúcar". "Em decorrência do baixo piso das diárias mínimas (ou até do não pagamento das diárias), os trabalhadores acabam por praticar um esforço subumano na busca por um ganho salarial mais compensador, o que pode resultar em casos de exaustão, doenças ocupacionais e até mortes", justificou o ministério.

Descumprimento

Além da ação civil pública, a Abengoa responde a uma execução judicial no valor de R$ 112 mil pelo descumprimento de um acordo firmado com o MPT perante o Judiciário Trabalhista.

De acordo com a Justiça, a empresa desrespeitou cláusula em que se comprometeu a fazer a medição de temperatura nas frentes de trabalho e, se observado calor excessivo, a conceder pausas para descanso, ou realizar a suspensão das atividades. O processo tramita na Vara do Trabalho de Porto Ferreira.

Jornada

Na avaliação da Abengoa, a remuneração por produção, "conforme previsto no art. 7º da Constituição Federal, foi legitimamente contratada em acordo coletivo celebrado com o sindicato da categoria e atende aos interesses dos próprios trabalhadores, estimulando e incrementando a atividade econômica do país".

A companhia destacou que os trabalhadores não estão submetidos a "extenuantes jornadas" e a esforços físicos que coloquem em risco a saúde. "A jornada de trabalho dos cortadores de cana é das 7h às 15h20, com intervalo de 1h20, além de quatro pausas para descanso", informou a empresa. (G1 18/03/2016)

 

Polêmico, Roger Agnelli multiplicou por 10 lucro da Vale

Executivo foi presidente da mineradora de 2001 a 2011, quando deixou a função por desavenças com o governo; ele e mais seis pessoas morreram em um acidente aéreo em SP neste sábado.

O executivo Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, é uma das sete pessoas que morreram no acidente aéreo deste sábado em São Paulo. Agnelli tinha 56 anos e era famoso por ser um executivo ousado e de temperamento forte. Foi presidente da Vale por 11 anos, entre 2001 e 2011, período em que companhia passou de oitava mineradora mundial para segunda posição.

Admirado e ao mesmo tempo temido por seu estilo de gestão, o executivo fez o lucro da compannhia sair de R$ 3 bilhões para R$ 30 bilhões no mesmo período. Agnelli chegou a ser eleito pela revista de gestão empresarial Harvard Business Review como o quarto CEO com melhor desempenho no mundo no período entre 1995 e 2010. A lista era liderada por Steve Jobs, ex-CEO da Apple, seguido do presidente da Amazon, Jeffrey Bezos, e pelo ex-CEO da Samsung, Yun Jong-Yong.

Nascido em São Paulo e formado em Economia pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Roger Agnelli começou sua carreira profissional 1981, no Bradesco, como analista de investimentos. Nessa época ele não havia concluído a graduação, mas já chamava a atenção por seu perfil de negociador agressivo e pela rede de relacionamentos que cultivava. Em 1998 tornou-se diretor executivo - aos 38 anos, foi o mais jovem profissional a assumir uma diretoria do Bradesco. Agnelli trabalhou no banco até 2000, quando assumiu a presidência da Bradespar.

Criada pelo Bradesco para cuidar dos investimentos do banco em outros negócios, a Bradespar é uma das principais acionistas da Vale. Mineradora criada em 1942 pelo governo brasileiro, a então Companhia Vale do Rio Doce foi privatizada em 1997 por R$ 3,3 bilhões. Em 2000, Agnelli acumulava as presidências da Bradespar e do Conselho de Administração da Vale, onde teve seu primeiro contato com a companhia que iria comandar.

Nesses dois cargos, Agnelli travou uma disputa interna na Vale com o empresário Benjamin Steinbruch, dono da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e também acionista da mineradora. Após um acordo que envolveu a separação completa entre CSN e Vale, Agnelli assumiu em julho de 2001 a presidência da Vale, substituindo o embaixador Jorio Dauster. Para isso, renunciou aos cargos na Bradespar e no Conselho da Vale.

Durante sua gestão a Vale se globalizou, comprando empresas no mundo todo, como a canadense de níquel Inco, e também expandiu suas fronteiras de atuação para áreas como carvão, fertilizantes e energia, além de construir uma frota própria de super navios mineraleiros, os Valemax. Com faro para oportunidades de negócios e arrojado, ele levou a Vale à China antes do país se tornar a atual potência; também prospectou investimentos em países da África.

Em maio de 2011 Agnelli foi substituído no comando da companhia por Murilo Ferreira, que deu início a uma gestão mais austera diante do fim do boom de preços do minério de ferro. 

A saída de Agnelli da Vale foi marcada por tensões no campo político. A relação do executivo com o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a estremecer durante a crise de 2008, quando a Vale anunciou uma demissão expressiva, apesar dos apelos de Lula para que as grandes empresas mantivessem os empregos.

O desgaste cresceu com a resistência de Agnelli em ampliar investimentos no setor siderúrgico, como queria o governo federal. Em 2010, em meio a rumores sobre sua saída iminente, o CEO da Vale chegou a declarar durante viagem à África que as especulações sobre sua saída eram propagadas por integrantes do PT interessados em lotear cargos na companhia.

"Tem muita gente procurando cadeira, essa é a realidade. E normalmente é a turma do PT. Em toda eleição acontece isso. Agora, quem decide são os acionistas", afirmou. A mineradora tem entre seus principais acionistas o próprio governo, o fundo de pensão do Banco do Brasil (Previ) e o BNDES, por meio de seu braço de participações.

Após deixar a Vale, Agnelli permaneceu cerca de um ano fora do mercado, passeando e fazendo estudos na Europa e nos Estados Unidos. Em dezembro de 2011 ele fundou a holding AGN e, em julho de 2012, uniu-se ao banco BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, para criar a B&A Mineração. O foco era explorar projetos minerários no Brasil, América Latina e África. Com a queda dos preços das commodities, o executivo decidiu congelar o projeto de exploração de cobre da empresa no Chile, até ter sinais de recuperação do mercado.

A B&A tem ainda um investimento na área de fertilizantes em Bonito, no Pará. A holding de Agnelli tem, além da sociedade na B&A, atuação em bioenergia. A AGN Bioenergia vinha investindo em plantio de cana mais produtiva para ser vendida às usinas para produção exclusiva de etanol e de bagaço para cogeração de energia, mas que ainda não é viável comercialmente.

Logo após a tragédia da Samarco, em novembro, Agnelli deu uma entrevista ao Estado, em que comentou o acidente. "Eu não acho correto falar da Vale. Mas eu torço por ela. Sou acionista (da empresa) e continuo torcendo. Eu tinha uma paixão muito grande pela Vale, respeito demais a empresa, os profissionais que estiveram comigo e que estão lá. É um momento difícil que (ela) está passando, ainda culminando com esse acidente, que é difícil de explicar e que não era para acontecer de forma nenhuma, mas aconteceu. Alguma coisa aconteceu: negligência não é, incompetência não é. Nada disso. A Vale e a Samarco são empresas absolutamente preocupadas com essas questões ambientais e, principalmente, com barragens. Alguma coisa muito fora do imaginável aconteceu", defendeu. (O Estado de São Paulo 20/03/2016)

 

Avião que caiu em São Paulo era experimental e não tinha caixa-preta

Por ser um monomotor, caixa-preta não é necessária.

Modelo CA-9, americano, voava em testes para o empresário desde 2012.

A aeronave que caiu no bairro da Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo, no sábado (19), matando o empresário Roger Agnelli, cinco pessoas de sua família e o piloto era norte-americana e voava no Brasil de forma experimental - ou seja, em teste para verificação de critérios de segurança e operação.

Morreram no acidente Agnelli, ex-presidente da Vale, Andrea Agnelli, sua mulher, Anna Carolina e João Agnelli, seus filhos, Parris Bittencourt, marido de Anna, Carolina Marques, namorada de João, e o piloto, Paulo Roberto Bau.

A presidente Dilma Rousseff e a Vale lamentaram a morte do empresário por meio de notas.

O modelo CA-9, da norte-americana Comp Air Aviation, de prefixo PR-ZRA, não tinha nenhuma caixa-preta, caixa de voz e de dados, segundo a Força Aérea Brasileira. Por ser um monomotor e estar em caráter experimental, os dispositivos não são necessários, conforme a legislação brasileira, para este modelo de aeronave.

O modelo foi comprado por Agnelli e pertencia a ele desde dezembro de 2012, conforme os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O modelo estava com a documentação em dia e tinha capacidade para até 3.900 kg e 7 pessoas (incluindo o piloto). Ele é feito de fibra de carbono, tem asa alta e trem de pouso fixo. No site da companhia consta a informação de que a aeronave ainda não tem data para certificação nos Estados Unidos.

"Aeronave não certificada, voando em caráter experimental, não possui um nível de segurança confirmado para estar voando, é como se estivesse em teste, por conta e risco do proprietário", explica o comandante Carlos Camacho, que atua na área de segurança operacional na aviação civil.

"Toda aeronave voando representa um risco, mas uma aeronave experimental ele é bem maior. É uma grande irresponsabilidade manter este tipo de quesito, deveriam ser criados ao menos critérios básicos para garantir a segurança de uma aeronave experimental, certificando-as e aprovando-as para voarem no país", defende Camacho.

Risco

O advogado Augusto Fonseca da Costa perdeu o filho em janeiro de 2015 em queda de aeronave experimental em Toledo, no Paraná. Ele criou a Associação Brasileira de Vítimas da Aviação Civil, defendendo uma campanha contra a aviação experimental no país.

"Isso é uma irregularidade e iresponsabilidade absurda da Anac ao enquadrar aeronaves como experimentais para se furtar a critérios de segurança. Isso é uma bagunça total. Vários tipos de aeronaves de teste estão voando por aí no país sem critérios. São protótipos de laboratório, em fase de teste, que são colocados aos milhares no mercado, representando um risco ao consumidor", afirma Augusto da Costa.

"Quem compra lê que é experimental mas não tem ideia do que isso significa, não sabe o que é. São produtos sem regras que matam pessoas todos os dias, foi o que matou meu filho", defende o advogado.

O G1 questionou a Anac os critérios para a liberação de uma aeronave experimental e o prazo para a certificação, mas até a publicação desta reportagem não recebeu posicionamento. A reportagem telefonou para a agência várias vezes e também mandou e-mails.

No site da Anac consta a informação de que, para a homologação do avião como experimental, será feita uma vistoria técnica após um processo de análise. Para que seja expedida a matrícula e permitido o voo, é necessário uma apólice de seguro.

Neste domingo, investigadores da Força Aérea voltaram ao local da tragédia para coletarem novos indícios e buscarem imagens que podem ajudar a levar a fatores que contribuíram para o acidente.

"A perícia encontrou um alto grau de destruição, um nível de destruição muito alto", afirma o coronel Madison Almeida do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) 4, órgão subordinado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que responde pela área de São Paulo.

A aeronave decolou às 15h20 da cabeceira 12 de Campo de Marte e seguia com destino ao Santos Dumont, no Rio de Janeiro, caindo três minutos após a decolagem.

Não há informações ainda sobre se o piloto alertou à torre do Campo de Marte após a decolagem que havia pane.

Outro fator analisado pelos investigadores é o histórico do piloto Paulo Roberto Bau, de 33 anos. Ele teria que ter uma habilitação específica para o modelo que era de Agnelli. A investigação também quer saber se o piloto reportou panes nos voos anteriores ou se a aeronave passou por alguma manutenção recente.

O major Henguel Ricardo Pereira, que coordenou a ação do Corpo de Bombeiros no resgate, afirmou que os corpos estavam "bem prejudicados e mutilados". "No local, a aeronave foi destroçada pelo choque e os corpos estavam multilados e queimados", disse ele. Foram recolhidos sete crânios no local. (G1 20/03/2016)

 

Credores rejeitam plano de recuperação e abrem caminho para falência

Surgida no auge da euforia do setor sucroenergético, em 2006, a Infinity Bio-Energy teve ontem (17) rejeitado o segundo plano de recuperação judicial, o que abriu caminho para a Justiça decretar a falência da companhia com seis usinas controladas pelo grupo Bertin. O plano, que previa, basicamente, a cisão das usinas em três blocos de duas unidades cada e a divisão de dois deles entre os credores, foi rejeitado por um dos grupos que representava maioria dos presentes na assembleia encerrada esta noite, em São Paulo (SP).

Segundo representantes da Infinity, medidas judiciais serão tomadas contra esse grupo de credores com o intuito de reverter a decisão e, posteriormente, uma possível decretação de falência. Pelo plano rejeitado, um dos blocos, com as usinas Alcana, em Nanuque (MG), e Disa, em Conceição da Barra (ES), esta a única das seis ainda em operação, seria destinado a um grupo de credores, incluindo os trabalhistas, que aprovaram o plano, mas também os que rejeitaram a proposta.

Com esse grupo a Infinity tem dívidas estimadas em R$ 350 milhões. A previsão é que houvesse um leilão desses ativos e os recursos arrecadados divididos entre os credores caso estes aprovassem o plano. As unidades Ibirálcol, em Ibirapuã (BA), e Usinavi, em Naviraí (MS), já estão alienadas e permaneceriam com um grupo de credores financeiros, principalmente fundos de investimentos. Detentores de um crédito de R$ 1,6 bilhão, esses credores eram maioria no quesito financeiro, mas minoria entre os presentes na assembleia.

Já a Infinity permaneceria com as usinas Cridasa, em Pedro Canário (ES) e Cepar, em São Sebastião do Paraíso (MG). Caso o plano fosse aprovado, a companhia poderia retomar a operação das usinas ou utilizá-las, em uma futura venda, para pagar credores não sujeitos à recuperação judicial.

A Infinity Bio-Energy foi criada pelo ex-diplomata Sergio Thompson-Flores, com suporte de fundos internacionais e ainda da captação de recursos da AIM, bolsa para novas companhias em Londres. Com usinas de baixa capacidade operacional, em regiões pouco tradicionais para a cultura e ainda sob uma crise do setor sucroenergético, iniciada em 2008, a companhia recorreu, como outras, à recuperação judicial. Pouco tempo após a aprovação do primeiro plano, a empresa vendeu, em 2010, 71% das ações ao Grupo Bertin.

Mas a operação não mudou o cenário da Infinity, que seguiu em crise desde então até recorrer novamente à Justiça. (Agência Estado 18/03/2016)

 

Agricultores optam por consertar maquinário agrícola antigo no PR

Incerteza na economia e juros altos freiam venda de tratores e máquinas.

É bom para as oficinas que veem o movimento aumentar.

Em vez de comprar máquinas nova, agricultores do oeste do Paraná estão optando pelo conserto do equipamento usado. É bom para as oficinas que veem o movimento aumentar.

O trator com 12 anos de uso acabou de voltar do conserto e está em pleno funcionamento. Em outros tempos o agricultor João Nazari teria trocado o trator usado por outro novinho. O produtor ainda tem outros dois que irão para a oficina. “A indefinição econômica do país a a gente tem cautela de fazer novos investimentos”, diz.

Consertar um equipamento agrícola também não sai barato. A reforma de um trator custou R$ 12 mil, mas se o agricultor fosse trocar por um novo teria que tirar do bolso R$ 60 mil. O jeito é mandar para o conserto.

Desde 2014, o movimento subiu 30% na oficina. Os tratores ficam em fila do lado de fora. Por causa do aumento no movimento, os donos da oficina já planejam aumentar o investimento no negócio.

“A gente vai dobrar o tamanho da oficina pra conseguir melhorar o atendimento ao cliente”, diz o gerente Cesar Boratto.

Em outra oficina o trabalho é tanto que foi preciso contratar funcionários. Há dois anos eram 12 funcionários. Hoje, são mais de 30. Também está sendo erguido um barracão de 700 metros.

De acordo com a Anfavea, em fevereiro, a venda de máquinas agrícolas novas registrou uma queda de 36,5% se comparado com o mesmo mês do ano passado. (Globo Rural 20/03/2016)

 

Setor agrícola adere protestos em favor do impeachment

Caminhões paralisados em estrada; setor adere ao movimento pró-impeachment do governo Dilma.

Entidades e produtores rurais de Mato Grosso, principal Estado produtor de grãos do país, juntam-se às manifestações a favor do impeachment e contra a corrupção.

No final da tarde desta quinta-feira (17), havia manifestações em cinco trechos das rodovias BR-163 e BR-364: Rondonópolis, Cuiabá, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso.

Os participantes das manifestações formavam um público bem variado, que ia de produtores rurais a caminhoneiros, passando por maçons e apoiadores da redução de tributos.

E outras manifestações virão na próxima semana. Na avaliação de entidades e produtores, há necessidade de mudanças urgentes na direção política e econômica do país.

Mas há um problema, segundo eles: o histórico dos que estão na fila para eventuais substituições dos que saem.

Endrigo Dalcin, presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso), diz que é necessária a mudança do governo porque "não existe a possibilidade de reversão da situação atual". As coisas pioram na política e complicam ainda mais a economia, segundo ele.

O agronegócio já começa a ser afetado por essa instabilidade. Dalcin elenca dificuldades de crédito, custos elevados de produção e incertezas do câmbio entre os principias problemas no campo.
"As indecisões políticas levam às incertezas econômicas. Todo esse governo precisa ser trocado", diz ele.

ELEIÇÕES

O presidente da Aprosoja diz que a saída é a realização de novas eleições, o que daria confiança ao mercado.

Rui Prado, presidente do Sistema Famato/Senar, também concorda sobre a necessidade de novas eleições. Afirma, no entanto, que "o povo brasileiro precisa das decisões dos políticos".

A Famato está convocando uma reunião, em Cuiabá, para a próxima segunda-feira (21) a fim de discutir impeachment e corrupção. Entre os convidados estão políticos de vários partidos.

"Será uma reunião suprapartidária, e os políticos precisam ouvir o que a classe empresarial tem a dizer", afirma.

Nílton José de Macedo, presidente da Fetagri (Federação de Trabalhadores da Agricultura e Pecuária), uma entidade que congrega 500 mil trabalhadores da agricultura familiar e assalariados no campo em Mato Grosso, também participará da reunião de segunda-feira.

Diz, no entanto, que vai discutir a questão rural nessa conjuntura política, não se posicionando a respeito do impeachment.

"Hoje até que não está ruim para a agricultura familiar, mas há sinais de uma piora, principalmente na área de previdência", diz ele.

A situação econômica do país é ruim, mas a política é pior ainda, segundo Macedo.

"A única saída é um plano para tirar o país dessa crise, mas está difícil acreditar em políticos", acrescenta.

Dalcin concorda em que o cenário não é muito bom, tendo em vista os políticos que estão na fila para substituir os que devem sair. "Até o PSDB já está contaminado pela Lava Jato", diz ele.

Mesmo sendo o setor ainda menos afetado pela crise econômica, Dalcin diz que os produtores já abandonaram os investimentos em máquinas, silos e abertura de novas áreas.

"Vamos apenas utilizar as áreas mais produtivas para obter o máximo de produção. Os custos estão altos demais."

DANÇA DAS CADEIRAS

Para elucidar o momento difícil do pais, Dalcin diz que "há uma cadeira com 40 políticos rodando em volta. Quando a música parar, não se tem a mínima ideia de quem vai ocupar o assento", diz ele.

Glauber Silveira, presidente da Associação de Reflorestadores e da Câmara Setorial da Soja, diz que realmente está difícil uma solução para o país.

O problema passa não só pelo Congresso Nacional mas também pelo Judiciário.

Com relação aos políticos, ele acredita que deveriam ser convocadas novas eleições para todo o sistema brasileiro.

Quanto ao Judiciário, afirma que parte do STF (Supremo Tribunal Federal) está impregnada por interesses políticos.

E a falta de instituições sérias coloca em perigo até o agronegócio, que ainda sobressai em relação a essa crise.

Um dos exemplos, segundo ele, é a tentativa atual de colocar impostos sobre o setor. (Folha de São Paulo 18/03/2016)

 

Commodities Agrícolas

Café: Influência política: Impulsionados pela valorização do real em relação ao dólar, os contratos futuros de café arábica alcançaram na sexta-feira o maior patamar em cinco meses na bolsa de Nova York. Maio fechou a US$ 1,3430 por libra-peso, em alta de 175 pontos. Teoricamente, o movimento cambial observado tira competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, daí o salto das cotações. O Brasil é o maior produtor e exportador de café arábica do mundo. Pelo lado dos fundamento, a quebra da safra capixaba de café robusta também continuou a oferecer sustentação às cotações do arábica, que deverá ser mais demandado para os blends. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos de café de boa qualidade foi negociada entre R$ 500 e R$ 520, conforme o Escritório Carvalhaes.

Suco de laranja: Sessão volátil: Em uma sessão particularmente volátil, os contratos futuros do suco de laranja encerraram a sexta-feira com leve alta na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em julho subiram 15 pontos, para US$ 1,28 por libra-peso. No início da semana passada, novas estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre a produção de laranja da Flórida deu fôlego às cotações, o volume previsto (71 milhões de caixas de 40,8 quilos) ficou abaixo do esperado, mas nos pregões de quarta e quinta houve queda. De qualquer forma, houve valorização acumulada na semana passada de 5%. No mercado spot paulista, a caixa destinada às indústrias foi negociada, em média, por R$ 14,11, conforme levantamento do Cepea/Esalq. No mês, a alta acumulada chega a 1,44%.

Algodão: Queda em NY: Após subirem por dois pregões consecutivos, os contratos futuros do algodão encerraram a sessão de sexta-feira se o dia em queda na bolsa de Nova York. Julho caiu 123 pontos, para 57,06 centavos de dólar por libra-peso. As valorizações foram motivadas pela boa demanda externa pelo produto americano, que na semana que terminou em 10 de março superou as expectativas. Mesmo assim, houve perdas acumuladas na semana passada, que poderão ser revertidas caso se confirmem as estimativas de queda da área plantada nos EUA na safra 2016/17. Nas principais praças de Mato Grosso, as negociações giram entre R$ 72 e R$ 76, conforme informações do Instituto mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ligado à Famato, que representa produtores do Estado.

Soja: Câmbio e clima: O câmbio e o clima nos Estados Unidos guiaram as negociações de contratos futuros da soja na sexta-feira na bolsa de Chicago. Mas os traders não se empolgaram com as notícias à disposição e os preços permaneceram praticamente estáveis, depois de terem alcançado o maior patamar em três meses na véspera por conta da aquecida demanda externa pelo produto americano. Julho encerrou o último pregão da semana passada a US$ 9,0425, em alta de 0,25 centavo de dólar sobre a véspera. Novas previsões climáticas para regiões produtoras nos EUA também ofereceram sustentação às cotações. No Paraná, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 63,33, conforme informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura. (Valor Econômcio 21/03/2016)