Setor sucroenergético

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Bilionária suíça dona da Louis-Dreyfus dá à luz gêmeas aos 53 anos

A bilionária Margarita Louis-Dreyfus, herdeira e presidente da gigante agrícola Louis-Dreyfus Commodities, acaba de se tornar mamãe de gêmeas.

Aos 53 anos, Margarita é a 171ª pessoa mais rica do mundo e a 21ª mulher mais poderosa da Europa e da Ásia, dona de um patrimônio avaliado em US$ 8,1 bilhões (cerca de R$ 29,2 bilhões), segundo as revistas"Forbes" e "Fortune".

Além de acionista majoritária e presidente da companhia, avaliada em 12o bilhões de euros (cerca de R$ 487 bilhões), ela é dona do time de futebol Olympique de Marseille.

A assessoria da família informou à imprensa suíça que mamãe e bebês passam bem.

O pai das gêmeas é Philipp Hildebrand, antigo presidente do banco central suíço, que deixou o cargo em 2012 durante um escândalo de corrupção.

Hoje ele é vice-presidente da BlackRock, maior empresa de gestão financeira do mundo.

Nascida Margarita Bogdanova, na Rússia, a bilionária tem outros três filhos com o primeiro marido, Robert Louis-Dreyfus, de quem herdou a companhia: Eric, 24, e os gêmeos Maurice e Kirill, 18. Robert morreu em 2009, de leucemia.

Presente em mais de 90 países, inclusive no Brasil, a Louis-Dreyfus é a maior comercializadora do mundo de arroz e algodão e a segunda maior de açúcar, além de trabalhar com grãos, óleos, café, sucos de frutas, laticínios, metais, transporte marítimo e fertilizantes.

Ao lado das outras gigantes Archer Daniels Midland, Bunge e Cargill, forma o chamado quarteto "ABCD" do controle do comércio agrícola.

Robert Louis-Dreyfus era primo de Gérard Louis-Dreyfus, antigo CEO da companhia e pai da atriz Julia Louis-Dreyfus, estrela das séries "Seinfeld" e "Veep". (Folha de São Paulo 21/03/2016 às 20h: 27m)

 

MT: PF apura indícios de fraude milionária em recuperação judicial

O juiz da Segunda Vara Cível da Comarca de Jaciara, Valter Fabrício Simioni da Silva, avaliou o que ele considerou como “gravíssimas" as denúncias de um suposto conluio fraudulento envolvendo o processo de recuperação judicial da Usina Jaciara S.A e da Usina Pantanal de Açúcar e Álcool Ltda. De acordo com o magistrado, o levantamento dos dados da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Mato Grosso (Fetagri) e de outros sindicatos junto a Procuradoria-Geral de Justiça de Mato Grosso (PGJ-MT) dão “fortes indícios” de “crimes falimentares e contra a ordem tributária” por parte da arrematante Porto Seguro Negócios Imobiliários S.A. e seus sócios proprietários, os advogados Michael Herbert Matheus e Micael Heber Mateus (conhecido como “Sombra”), além de nomes vinculados ao Grupo Naoum (ex-proprietária das Usinas), que são Mounir Naum, Georges Habib Naoum, Alzira Gomes Naoum, Ângela Maria Santos Naoum e Lúcia Gomes Naoum, ainda, o advogado Tomaz Luiz Santana e o administrador judicial Júlio Tardin.

De acordo com a acusação, que consta nos autos da ação cível, juntada pelo Ministério Público Estadual (MPE), os supostos atos ilícitos estão ligados a alienação dos ativos das empresas recuperandas por meio da criação da uma Unidade de Produção Independente (UPI), autorizada em Assembléia Geral de Credores (AGC), que fora realizada no dia 17 de janeiro de 2014, e homologada em juízo, em decisão proferida em 13 de março daquele ano.

O órgão acusador relata que a proposta de alienação dos ativos, mediante UPI fora apresentada “de forma inesperada” na primeira AGC, realizada em 05 de dezembro de 2013 pelo advogado Tomaz Luiz Santana. Tomaz representava, à época, a credora Ecomulti. O relato aponta que, na ocasião, a idéia teria surgido por receio de calote.

A alienação da UPI foi consumada na AGC de 07 de março de 2014. No dia, houve a abertura dos envelopes das duas interessadas, que eram a Porto Seguro Negócios Imobiliários S.A. e a Pérola distribuidora e Logística Ltda. A primeira fora vencedora, com a oferta de R$ 200 milhões, que seriam pagas em 12 prestações anuais e com reversão de recursos em favor dos credores, expedindo Carta de Arrematação dos bens das recuperandas em 26 de março de 2014.

Entretanto, antes mesmo da realização das assembléias, as devedoras já haviam formalizado um “secreto” (termo usado nos autos) Instrumento Particular de Compra e Venda de Ativos Patrimoniais com a empresa Atrium S.A – Incorporadora e Construtora, em 27 de janeiro de 2014. O acordo "secreto" se daria por meio da alienação total dos ativos das recuperandas, “sem qualquer autorização judicial ou dos credores”, consta nos autos.

O advogado Michael Herbert Matheus, sócio administrador da Porto Seguro Negócios Imobiliários S.A., teria assinado o instrumento na condição de “testemunha”, segundo consta nos autos.

Posteriormente, em 07 de fevereiro de 2014, a Atrium S.A entabulou com as recuperandas o Instrumento Particular de Assunção de Solidariedade de Dívidas, por meio do qual os sócios proprietários da Porto Seguro assumiriam as obrigações contraídas pela Atrium no contrato.

Entretanto, no CNPJ da “suposta empresa” Atrium consta o telefone do escritório dos representantes da Porto Seguro.

Michael Herbert Matheus participou da primeira AGC, a de 05 de dezembro de 2013, e foi convidado pelo Administrador Judicial das recuperandas, Julio Tardin, para compor a mesa e auxiliar a “condução dos trabalhos”, sendo apresentado como profissional que “contribuiu sistematicamente para a produção da LRF (Lei de Recuperação e Falências)”, segundo consta nos autos.

Todavia, três meses depois, na AGC do dia 03 de março de 2014, quando foi consumada a alienação da UPI, o mesmo advogado apresentou-se como Diretor Presidente da Porto Seguro Negócios Imobiliários S.A.

Por fim, o órgão acusador relata que o advogado Tomaz Luiz Santana, idealizador da proposta de alienação dos ativos por meio de UPI e então representante da Ecomulti, já representava, na assembleia daquele dia, a arrematante Porto Seguro.

Avaliações

Segundo os investigadores, que as pessoas e as empresas acima mencionadas, “em conluio, engendraram as negociatas com a finalidade de transferir o patrimônio das devedoras (ou simular a transferência) com a eliminação de todas as penhoras, arrestos, sequestros, hipotecas e demais restrições sobre todas as matrículas dos imóveis que integravam os ativos das recuperandas, aproveitando-se do disposto no artigo 60, parágrafo único, da LRF”, consta nos autos.

Ainda, apontam que a Porto Seguro, atual proprietária dos bens que integram a UPI, já transferiu para terceiros mais de 90% do patrimônio.

Outras denúncias

As investigações apontaram ainda que o advogado sócio proprietário da Porto Seguro Negócios Imobiliários S.A., Micael Heber Mateus, já fora acusado por prática de outro crime, conforme reportagem veiculada pela revista Isto É, de 07 de julho de 1999. À época, fora denunciado por prática de crimes durante o trâmite do processo de falência da Encol, na comarca de Goiânia-GO.

Decisão do juiz

O magistrado Valter Fabrício da Silva avalia: “Com relação aos representantes das recuperandas, o simples fato de entabularem o contrato de compra e venda dos ativos da Usina Pantanal e Usina Jaciara com a empresa Atrium por meio do contrato [...] sem qualquer autorização judicial, por si só, em tese configura crime de fraude contra credores, previsto no artigo 168, da LRF, além de outros eventuais tipos penais a serem apurados pelos órgãos competentes, inclusive, pela própria Polícia Federal, em razão de possíveis prejuízos causados à União, credora de R$ 431.867.910,27”, consta nos autos.

Para o juiz, é considerável o fato de não ser a primeira acusação contra os sócios proprietários das recuperandas, uma vez que eles já possuem contra eles, indícios da prática do crime de “emissão e aceite de duplicatas simuladas”, previsto no artigo 172 do Código Penal, às vésperas do pedido de recuperação judicial, referentes a valores de R$ 19.968.900,00 e R$ 14.339.000,00, além de indícios de outros fatos típicos falimentares, aponta o juiz, como falsidade documental, sonegação fiscal e outros, além da prática de gestão fraudulenta por parte dos representantes das recuperandas, bem como, o registro de condenação dos administradores Mounir Naum e Georges Habib Naoum pela prática do crime de apropriação indébita em decisão proferida pelo e. Tribunal Regional Federal da 1ª Região, segundo consta nos autos.

Quanto ao Administrador Judicial, Julio Tardin, há também indícios nos autos de sua participação nos fatos denunciados, aponta o magistrado, pois, nas AGC´s que antecederam a alienação da UPI apresentou o advogado Michael Herbert Matheus para auxiliar os trabalhos da mesa, demonstrando proximidade com o representante legal da proponente vencedora, consta nos autos.

Interesses

Para o magistrado, é possível considerar as razões pela qual o administrador judicial defenda “com unhas e dentes” a manutenção do processo, afastando todo e qualquer pedido de decretação de falência, “que mais se assemelham à manifestação dos patrocinadores das recuperandas e da arrematante Porto Seguro Negócios Imobiliários S.A. do que propriamente ao parecer de um Administrador Judicial”. Para o magistrado, o motivo seria o fato de a remuneração já determinada pelo juízo falimentar ser o montante aproximado de R$ 3.345.021,00, ou 1,5% sobre o valor da dívida das recuperandas.

Supostas Participações

Para o juiz, há “fortes indícios” de “prévio ajuste” com os demais envolvidos na alienação do patrimônio das devedoras por parte do advogado Tomaz Luiz Santana.

Quanto a participação dos sócios proprietários e representantes da Porto Seguro Negócios Imobiliários S.A., Michael Herbert Matheus e Micael Heber Mateus, em eventual fraude contra os credores é evidenciada, na avaliação do juiz, por meio dos contratos que apontam indícios, “senão provas incontestáveis”, de que a alienação da UPI em assembleia geral de credores não passou de uma “grandiosa fraude bem engendrada”, consta no texto.

Decisão

Ainda que a alienação da UPI tenha sido aprovada em AGC e homologada por decisão transitada em julgado, diante dos novos fatos, trazidos mediante documentos juntados pelo MPE, é “imprescindível o imediato bloqueio de todas as matrículas dos imóveis que compõem a UPI alienada”, determina o juiz.

Para apuração de eventual responsabilidade criminal dos envolvidos, o magistrado determina que se encaminhe cópia da decisão ao Ministério Público.

Para apuração de eventual prática de tipos penais contra a ordem tributária em prejuízo da União, o magistrado determinou encaminhamento de cópia à Superintendência da Polícia Federal do Estado de Mato Grosso (PF-MT), bem como à Procuradoria Geral da República (PGR). Por fim, solicita notificação à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

A decisão é datada de 15 de março deste ano.

O Outro Lado

As recuperandas Usina Jaciara, que hoje responde por “Usina Porto Seguro Jaciara” e Usina Pantanal, que também responde por “Usina Porto Seguro Pantanal”, foram procuradas. A primeira prometeu enviar a solicitação para o setor jurídico, com a segunda, não obtivemos contato com o setor responsável.

Não conseguimos os telefones da empresa Porto Seguro Negócios Imobiliários e do Grupo Naoum, uma vez que todos os números disponíveis na internet não mais existem.

Os contatos de Júlio Tardin, Tomaz Luiz Santana, Michael Herbert Matheus e Micael Heber Mateus também foram procurados, entretanto, todos os números disponíveis na internet também não mais existem. (Olhar Jurídico 21/03/2016)

 

Recompra da Raízen

A Raízen Energia anunciou o resultado da recompra de bônus com vencimento em 2017.

A empresa recomprou US$ 195,9 milhões de "senior notes", cerca de 48,99% do total emitido.

Em fevereiro, a companhia informou a intenção de tirar do mercado até US$ 200 milhões de bônus. As "senior notes" foram emitidas em janeiro de 2007 no montante de US$ 400 milhões. ( Valor Econômico 22/03/2016)

 

Para Raízen, custo de produção de açúcar no Brasil está entre os mais baixos do mundo

A Raízen, joint venture entre Shell e Cosan, destacou nesta segunda-feira que o Brasil ainda figura como um dos países com menor custo de produção de açúcar. Atualmente, são necessários algo em torno de 12 centavos e 13 centavos de dólar para fabricar uma libra-peso do alimento.

Já na Tailândia, segundo maior exportador mundial, o custo fica perto de 20 centavos de dólar, enquanto na Índia, bem próximo de 25 centavos de dólar por libra-peso. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira pela Raízen durante o Cosan Day 2016, evento com analistas e investidores que ocorre em São Paulo.

A partir desses dados, é possível afirmar que o Brasil é um dos poucos a ter seus custos cobertos pelos preços do açúcar no mercado internacional. Nas últimas semanas, os contratos futuros da commodity têm oscilado entre 14 cents e 16 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova York (ICE Futures US).

Durante o evento, a Raízen informou ainda que os custos com plantio e trato cultural na safra 2015/16, que se encerra neste mês, devem cair 18,6%, para R$ 734 milhões. O montante refere-se às 31 milhões de toneladas de cana própria, volume este 6,8% maior na comparação com o registrado no ciclo 2014/15.

A Raízen foi formada em 2011. Além da área de cana-de-açúcar, chamada de Raízen Energia, com 24 usinas espalhadas pelo País, a companhia também opera com distribuição de combustíveis (Raízen Combustíveis). Em 2015, seus 5.682 postos comercializaram 25,07 bilhões de metros cúbicos. (Agência Estado 21/03/2016)

 

Preço alto do etanol afasta consumidor

Depois de "resistirem" por meses à alta de preços do etanol hidratado iniciada no último trimestre do ano passado, motoristas brasileiros que antes abasteciam seus veículos com o biocombustível resolveram recuar. No primeiro bimestre, as vendas do produto caíram, em média, 6,7% no país em relação ao mesmo intervalo de 2015, e a percepção é que o tombo vai se acentuar em março.

Não é para menos. Desde outubro passado, os preços do hidratado ao consumidor final só sobem. Saíram do patamar médio de R$ 2,00 por litro nos postos do Estado de São Paulo para bater R$ 2,74 na semana passada, conforme dados da Agência Nacional de petróleo (ANP), uma valorização de 37%. Nessa mesma comparação, os preços médios da gasolina nos postos paulistas subiram 8,9%, de R$ 3,287 para R$ 3,572 por litro.

Com isso, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina subiu de 66%, em outubro, para 76% neste mês. Conforme parâmetro mais aceito pelo mercado, para ser vantajoso economicamente ao motorista, o etanol tem que valer até 70% do preço da gasolina.

Mas não é essa relação que vem pesando no bolso do motorista brasileiro, segundo especialistas. O consumidor vem escolhendo o combustível mais "barato" em termos absolutos. Até janeiro, a diferença de preços entre etanol e gasolina estava se mantendo no patamar de R$ 1 por litro. "Com essa diferença, o consumidor conseguia colocar mais combustível no tanque ao escolher etanol", disse um trader. Mas, em fevereiro e março, essa diferença de R$ 1 caiu, chegando a patamares mais próximos de R$ 0,80 por litro.

Assim, uma parte dos consumidores que antes abastecia seus veículos com etanol passou a migrar para a gasolina. Além disso, observa-se uma redução do consumo do chamado ciclo Otto, que engloba os dois biocombustíveis ­ considerando que o etanol tem um rendimento energético equivalente a 70% do rendimento da gasolina.

No primeiro bimestre deste ano, as vendas de combustíveis desse grupo recuaram 3,47%, para 8,431 bilhões de litros, conforme cálculos realizados com base em informações da ANP. Em igual intervalo de 2015, essas vendas atingiram 8,735 bilhões de litros.

A desaceleração do consumo de combustíveis no país começou no ano passado, com a queda da atividade econômica. Em 2015, a venda de combustíveis do ciclo Otto cresceu apenas 0,3%, depois de anos consecutivos de taxas de crescimento superiores a 6%.

O patamar de queda das vendas do ciclo Otto dos primeiros dois meses deste ano deve persistir ao longo de 2016, na visão da maior trading de etanol do mundo, a Copersucar. A companhia projeta uma retração de 3% neste ano.

Mais otimista, a SCA Trading projeta que, na média do ano, o consumo do ciclo Otto em 2016 vai cair 1,3% frente a 2015. "Vemos um recuo mais acentuado no primeiro semestre, na ordem de 3%, mas uma estabilização no segundo", avalia o diretor da SCA, Martinho Seiiti Ono.

Independentemente do desempenho do ciclo Otto, a demanda por etanol tende a se recuperar um pouco com a entrada da nova safra de cana do Centro-Sul. Algumas usinas começaram a produzir etanol em março, o que já causa alguma pressão sobre os preços nas usinas. O indicador Cepea/Esalq para o hidratado na usina entre 14 e 18 de março caiu 1,01%, para R$ 1,9330 o litro.

"Esse novo preço deve demorar uns 15 dias para chegar na bomba", diz Ono. Ele observa, no entanto, que para voltar a ficar mais competitivo nos postos, o etanol teria que cair na usina dos atuais R$ 1,93 para R$ 1,65 o litro. "Com isso, o preço nos postos teria potencial para cair de R$ 2,74 para R$ 2,49 o litro [em São Paulo]". (Valor Econômico 22/03/2016)

 

Usina Ester emite R$ 60 milhões em debêntures para pagar fornecedores

A Usina Açucareira Ester, de Cosmópolis (SP), anunciou a emissão de R$ 60 milhões em debêntures. Serão 6 mil unidades nominais, escrituradas, sem certificados e sem possibilidade de serem convertidas em ações.

A unidade, com capacidade de moagem de milhões de toneladas, é uma das mais antigas do estado de São Paulo em atividade.

A justificativa da empresa para emissão dos papéis é gerar liquidez para realização de negócios com produtores rurais e cooperativas. As debêntures foram emitidas no dia 11 deste mês e têm vencimento em cinco anos. Como garantia, a usina ofereceu o valor total das debêntures em ativos imobilizados e diretos sobre contratos de exportação de açúcar.

O último balanço divulgado pela empresa mostra prejuízo de R$ 9 milhões na safra 2014/15 e queda de R$ 52 milhões na receita. Apesar disso, o prejuízo registrado é bem menor que o da safra 2013/14, em que a empresa apresentou resultado negativo de R$ 50,1 milhões.

Também de acordo com o último balanço, a maior parte da dívida da empresa está concentrada no curto prazo. Além dos R$ 60 milhões relativos à emissão das debêntures — que vão para o endividamento de médio prazo. No ano-safra 2014/15 a dívida da empresa somava R$ 319,5 milhões, sendo 74% (R$ 198,4 milhões) no curto prazo e 27% (R$ 121 milhões) no longo prazo. (Nova Cana 21/03/2016)

 

Desvalorização do real afetou resultado global da Louis Dreyfus em 2015

A francesa Louis Dreyfus, uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, anunciou ontem que seu lucro líquido global despencou em 2015 para o menor patamar em uma década.

Conforme informações divulgadas pela multinacional, o resultado caiu para US$ 211 milhões, ante US$ 648 milhões em 2014. O tombo foi creditado à baixa dos preços internacionais de produtos como arroz, algodão, soja e trigo. Como o grupo tem forte presença no Brasil, a desvalorização do real ante o dólar também foi apontada como um fator fundamental para a piora observada no desempenho financeiro.

Segundo a empresa, suas vendas consolidadas também recuaram no ano passado na comparação com 2014, 14%, para US$ 55,7 bilhões. Gonzalo Ramirez, apontado como CEO da Louis Dreyfus em setembro, depois de um vazio de 18 meses no comando da companhia, lembrou, em comunicado, que 2015 "foi um ano difícil para todo o setor, marcado por questões geopolíticas que contribuíram para um ambiente comercial de oportunidades reduzidas". Para ele, os resultados colhidos, mesmo piores, mostram resiliência diante das condições adversas registradas.

Além de ter destacado o peso da desvalorização do real sobre os resultados, o executivo salientou que a retração dos preços de muitas das commodities que estão no foco da companhia e a menor volatilidade dessas cotações, que também afetou os resultados, continuará a dar o tom até que "uma ou duas safras sejam perdidas".

Ramirez admitiu que a companhia está em busca de joint ventures nos segmentos de suco de laranja, cuja produção está concentrada no Brasil e lácteos, mas negou que "qualquer plataforma" esteja à venda. A Louis Dreyfus opera em mais de 100 países. (Valor Econômico 22/03/2016)

 

Kátia Abreu desmente possível saída do Ministério da Agricultura

Kátia Abreu desmentiu a possível saída do Ministério da Agricultura em sua conta no Twitter. Na semana passada, houve boatos de que ela deixaria a pasta após rixas entre seu partido (PMDB) e o governo petista.

Segundo a ministra, ela estava envolvida com a morte de seu pai na quinta-feira (17/3) e não teria comentado esse assunto com ninguém.

"Estava envolvida completamente com a saúde do meu pai que veio a falecer na quinta. Ontem fui informada das especulações sobre minha saída do governo.", disse na rede social no dia 19 de março. "Não mencionei este assunto com ninguém. São apenas ilações", complementou.

Já nesta segunda-feira (21/3), Kátia se irritou após ser atacada por internautas ao twittar sobre um sermão que ouviu em uma missa. "O sermão de hoje na igreja foi sobre o julgamento e crucificação de Cristo. É difícil crer que a turba absolveu um criminoso e condenou Jesus", disse. Para seguidores, seria uma comparação com a atualsituação política do país e investigados. (Reuters 22/03/2016)

 

Com alta dos preços, BTG Pactual recomenda compra de ações do setor sucroenergético

Analista afirmam que tendência de déficit de açúcar no mercado mundial deve permanecer e preços de etanol continuarão rentáveis

O BTG Pactual aponta que 2016 será um bom ano para empresas do setor sucroenergético, e recomenda compra de ações da Cosan (CSAN3), São Martinho (SMTO3) e da empresa argentina do setor, Adecoagro. A recomendação apresentada em relatório enviado a clientes, baseia-se na alta dos preços do açúcar no mercado mundial e a estabilização dos preços do etanol em um patamar bastante rentável.

Um dos pontos considerados pela empresa é o déficit mundial de açúcar para esta safra, que segundo o relatório “não há sinais de que a tendência vai mudar”, considerando que o consumo cresce e a capacidade de abastecimento está limitado em muitos países.

Questões climáticas podem intensificar esse déficit, como a falta de chuva na Índia e o El Niño, na Tailândia, ambos importantes produtores da commodity. Isso deve aumentar ainda mais a pressão ascendente sobre os preços. Em relação ao etanol, a empresa prevê que os preços “devem permanecer em níveis muito rentáveis”. (Info Money 21/03/2016)

 

Investidores precisam olhar para o setor de açúcar e etanol, diz BTG

Banco mantém recomendação de compra para Adecoagro, Cosan e São Martinho.
BTG Pactual vê razões para ser otimista em relação ao preço do açúcar (REUTERS/Paulo Whitaker)

Os investidores devem ao menos dar um passo para trás e olhar para o setor de açúcar e etanol neste momento, de acordo com o banco BTG Pactual. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (21), o banco informou que o ano de 2016 será ótimo para o setor: “Os preços do açúcar e do etanol devem permanecer favoráveis.”

O banco vê razões para ser otimista em relação ao preço do açúcar, dadas a tendência de crescimento de consumo e a limitação da capacidade de abastecimento em muitos países. “Vemos um déficit mundial neste ano e não há sinais de que essa tendência mudará”, diz o documento, assinado pelos analistas Jose Luis Rizzardo e Thiago Duarte.

Apesar de reconhecerem que o preço do etanol deverá cair um pouco, os analistas afirmam que ele permanecerá em níveis muito rentáveis. “A cereja no topo do bolo é que a próxima colheita deverá ter mais cana-de-açúcar a ser esmagada, impulsionando a capacidade de utilização para níveis recordes e diluindo os custos dos produtores.”

Bom momento “está aqui para ficar”

O relatório do BTG cita o bom momento do setor - que “está aqui para ficar” - e mantém a recomendação de compra para as ações da Adecoagro (AGRO), Cosan (CSAN3) e São Martinho (SMTO3). O preço-alvo dos papéis da Cosan foi elevado de R$ 31 para R$ 40, enquanto o das ações do Grupo São Martinho teve alta de R$ 55 para R$ 65. Por fim, o preço-alvo das ações da Adecoagro - negociadas em Nova York - subiu de US$ 12 para US$ 16. (O Financista 21/03/2016)

 

Usinas estão perto do limite de utilização da capacidade instalada, diz BTG

O BTG Pactual avalia que as usinas e destilarias de cana-de-açúcar do Brasil estão perto do limite de utilização da capacidade instalada. Em relatório assinado pelos analistas Thiago Duarte e José Luis Rizzardo, a instituição destaca que a taxa de uso deve chegar a 96,9% na safra 2016/17, ante 92,1% em 2015/16 e 74,4% em 2011/12. Como não há no curto prazo qualquer perspectiva de expansão da capacidade, a tendência é de que os preços de açúcar e etanol aumentem, disse o banco.

Desde a safra 2007/08, quando o setor passou a enfrentar dificuldades por causa da crise de crédito global, 68 usinas já fecharam as portas, informou o BTG, com base em números da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Nenhuma nova usina (greenfield) é aberta desde a temporada 2013/14.

No geral, o banco prevê cotações mais altas para açúcar e etanol neste ano, considerando a perspectiva de déficit na produção global do alimento e de maior demanda pelo biocombustível no Brasil. No relatório, o BTG reiterou a recomendação de compra para as ações da Cosan, cujo preço-alvo passou de R$ 31 para R$ 40; São Martinho, com preço-alvo passando de R$ 55 para R$ 65; e Adecoagro, de US$ 12 para US$ 16. (Agência Estado 21/03/2016)

 

Amyris anuncia projeto de expansão de fábrica em Brotas (SP)

A companhia de biotecnologia norte-americana Amyris anunciou nesta segunda-feira um projeto de expansão de seu complexo industrial em Brotas (SP). De acordo com a empresa, será acrescentada à fábrica uma unidade de aromas e fragrâncias capaz de atender à demanda crescente por Biofene, nome comercial do composto farneseno, feito a partir de cana-de-açúcar.

A companhia informou que ainda está em discussão com colaboradores e parceiros para financiar as obras, que devem começar no segundo semestre deste ano. “Após muitos de anos de desenvolvimento e aplicação do produto com nossos parceiros estratégicos, partimos agora para a fase de comercialização”, disse, em nota, o presidente e executivo-chefe (CEO) da Amyris, John Melo.

Ele continua: “Estamos muitos animados com esse projeto, que tornará esta plana uma das maiores fornecedoras de aromas e fragrâncias do mundo”. Conforme a Amyris, o segmento de cuidados pessoais gerou receita de US$ 25 milhões à empresa em 2015 e deve contribuir com US$ 40 milhões em 2016. (Agência Estado 21/03/2016)

 

EUA devem flexibilizar cotas de importação de açúcar, afirma Sopex

Os Estados Unidos devem flexibilizar as cotas de importação de açúcar nos próximos meses, avalia o analista John Stansfield, da trading Group Sopex. Ele afirma que a oferta está apertada no país, que trabalha com um sistema de cotas similar ao verificado na União Europeia (UE). Os futuros de açúcar avançaram 5,4% em março.

Na avaliação do analista, importadores devem comprar "algumas centenas de milhares de toneladas" de açúcar para maio, o que deverá fornecer algum suporte aos preços, assim como maior demanda pelo açúcar produzido em mercados menores, como Guatemala.

Na manhã desta segunda-feira, 21, o vencimento maior do demerara operava estável, a 15,97 cents por libra-peso. (Dow Jones 22/03/2016)

 

ATR-SP: fevereiro tem alta de 2,65% no valor mensal

O Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Consecana-SP) divulgou os valores do quilo de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) mensal e acumulado referentes ao mês de fevereiro de 2016.

Segundo o Consecana-SP, o ATR registrou alta de 2,44% no acumulado, cotado a R$ 0,5485 em fevereiro ante R$ 0,5354 em janeiro de 2016. O valor mensal teve valorização de 2,65%, passando de R$ 0,6810 em janeiro para R$ 0,6991 no mês passado.

Os contratos de parceria baseados no índice de cana campo fecharam fevereiro em R$ 59,89 a tonelada, alta de 2,44% ante os R$ 58,46 a tonelada de janeiro. A cana esteira também subiu 2,45%, negociada a R$ 66,90 a tonelada contra os R$ 65,30. (UDOP 21/03/2016)

 

Brasil cai no ranking de importação de agrícolas da UE

Um dos principais setores da economia brasileira, o agronegócio começa a apresentar sinais de problemas no mercado externo.

Líder mundial em fornecer produtos agropecuários para a União Europeia, o Brasil está perdendo espaço para outros concorrentes.

É o que mostram dados da UE desta segunda (21). A exportação brasileira dos últimos 12 meses até janeiro somou R$ 52 bilhões para o bloco, 1,3% a menos do que em igual período anterior.

Nos últimos 12 meses, a participação brasileira no total de alimentos importados pela União Europeia (28 países) foi de 12%, abaixo dos 13% de igual período anterior.

Já os Estados Unidos, que buscam uma aproximação cada vez maior do mercado europeu, elevaram a participação de 10% para 11%.

O problema para o Brasil é que, após liderar as exportações para a UE em 12 meses, o país teve acentuada queda em janeiro último.

Nessa avaliação, a União Europeia considera o quanto cada país teve de evolução ou redução das exportações para o bloco.

O Brasil exportou R$ 3,76 bilhões no primeiro mês do ano para a UE, 5% menos do que em janeiro de 2015.

Nesse mesmo período, dez países elevaram as exportações para a Europa, enquanto o Brasil esteve entre os que mais tiveram queda no valor dessas exportações.

A redução nas vendas externas do Brasil foi de R$ 200 milhões no mês.

Apesar desse desempenho menor, o Brasil foi o segundo maior exportador para a UE no primeiro mês do ano, atrás apenas dos Estados Unidos, cujas exportações corresponderam a R$ 5,13 bilhões no mesmo.

O Brasil pode estar passando apenas por problemas pontuais nas vendas externas –a Europa importou 8% menos soja, um dos itens líderes da balança do Brasil.

Mas o avanço das negociações entre europeus e norte-americanos representam um perigo para o país.

Além disso, estão emperradas as negociações do Mercosul com os europeus, diminuindo as chances de o país melhorar o volume exportado para a União Europeia no futuro.

EXPORTAÇÕES

Quando avaliadas as exportações dos países do bloco, elas também preocupam. Os europeus estão avançando em países sobre os quais o Brasil deposita um olhar especial. Entre eles, africanos, Oriente Médio e Ásia.

Eliminada boa parte das sanções econômicas sobre o Irã, os europeus também se voltam para o país, um mercado promissor.

O bloco elevou em 44% as exportações de janeiro deste ano, em relação a igual período de 2015, para o Irã.

A exportação europeia cresce também para a China, principal parceiro do Brasil. A alta é de 39% em 12 meses.

Resta ao Brasil a Rússia. Devido a sanções econômicas, as exportações da União Europeia para os russos recuaram 36% no ano passado.

Concorrência 1

A União Europeia, mesmo sem produzir café, elevou em 13% as exportações do produto torrado e moído nos últimos 12 meses até janeiro, ante igual período anterior. Incluindo chá, o valor foi de R$ 4 bilhões.

Concorrência 2

Os europeus aumentam também as exportações de gado vivo, um mercado disputado pelos brasileiros. As vendas subiram 25%, somando R$ 9,7 bilhões.

Soja

As exportações da oleaginosa já indicam um volume superior a 7 milhões de toneladas neste mês, conforme dados até agora da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). No mesmo mês do ano passado, haviam saído 5,56 milhões de soja pelos portos brasileiros.

AÇÚCAR

+2,00% ontem, em Nova York

CAFÉ

-1,72%  ontem, em Nova York. (Folha de São Paulo 22/03/2016)

 

Commodities Agrícolas

Café: Pressão do câmbio: As cotações do café arábica recuaram na bolsa de Nova York ontem, pressionadas pelo câmbio. Os contratos com vencimento em julho fecharam em queda de 280 pontos, a US$ 1,3335 por libra-peso. O dólar voltou a se valorizar em relação ao real, o que estimula as vendas externas de café pelos produtores do Brasil, maior fornecedor global do grão, na medida em que aumenta a rentabilidade das exportações. Com mais oferta da no mercado, os preços tendem a cair. Do lado dos fundamentos, as condições continuam favoráveis às lavouras em Minas Gerais e São Paulo, onde se concentram os cafezais de arábica no Brasil. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 499,54 a saca, uma queda diária de 1,59%.

Cacau: Clima favorável: O cacau devolveu ganhos na bolsa de Nova York ontem. Os contratos com vencimento em julho fecharam em baixa de US$ 43, a US$ 3.074 por tonelada. Mapas climáticos indicam chuvas para o oeste da África, que concentra os principais produtores de cacau do mundo. Essa condição tende a favorecer as lavouras para a safra intermediária da amêndoa, depois de um período de seca e calor intenso. Além disso, não há grandes preocupações climáticas em relação à colheita da safra principal de cacau no oeste africano. No Brasil, o clima também permanece benéfico à colheita da amêndoa na Bahia, principal região produtora do país. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba está sendo negociada à média de R$ 146, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Dados conflitantes: Depois de despencar na sexta-feira, o algodão voltou a subir ontem em Nova York, em meio a dados conflitantes em relação à demanda. Os lotes para julho fecharam em alta de 102 pontos, a 58,08 centavos de dólar por libra-peso. Na semana passada, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que as vendas externas de algodão pelo país totalizaram 48,96 mil toneladas na semana até 10 de março, alta de 22% sobre a semana anterior. O país é o maior fornecedor global da fibra. Ontem, porém, autoridades da China informaram que o país importou 56,23 mil toneladas de algodão em fevereiro, queda de 65% na comparação anual. No oeste da Bahia, a arroba da pluma foi negociada à média de R$ 79,36, conforme a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Trigo: Frio nos EUA: Temperaturas baixas no sul das Grandes Planícies americanas, onde se concentra o cultivo de trigo no país, contribuíram para impulsionar os preços do trigo ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para julho fecharam com valorização de 3,25 centavos, a US$ 4,7350 por bushel. Conforme analistas, o clima frio no fim de semana nos EUA danificou até 20% da safra de inverno de trigo duro (de maior qualidade, usado na panificação). Uma geada tardia pode prejudicar as lavouras causando um fenômeno conhecido como "winterkill", que ocorre quando as plantas de trigo não estão suficientemente protegidas do frio por uma camada de neve. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal destinado à panificação oi negociada por R$ 40,16, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral). (Valor Econômico 22/03/2016)