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Para sair da crise, Ometto defende CPMF, desde que Estado limite gasto

Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do conselho de administração da Cosan, afirma que é preciso agir para resolver o problema fiscal do Brasil.

Dada a gravidade do déficit, o controlador de um dos maiores grupos brasileiros chega a admitir a volta da CPMF, apesar da alta carga tributária já existente no país.

"A festa já foi dada e a conta terá de ser paga. Precisa ver como fica depois. Se fosse só para resolver o problema [temporário], mas ter a garantia de que o governo não voltaria a gastar mais do que arrecada, poderia ser", diz.

"Quem não vive com R$ 1 mil, não vive com R$ 10 mil. Então, precisa transformar as regras porque se não amanhã vai ter de dobrar, para pagar outra conta", afirma.

Outra alternativa tributária seria aumentar a Cide sobre os derivados de petróleo, diz o controlador da Cosan.

"Mas ela aumenta o preço do diesel e da gasolina, é inflacionária -o que a CPMF também é, mas de maneira mais disfarçada, as pessoas sentem menos [o imposto]. E a CPMF tem a vantagem, para o governo, pela forma que é cobrada. Entra direto na veia e não tem sonegação. Mas não sei o que eles estão pensando", acrescenta.

Sobre a crise política, prefere não fazer comentários, por ora. "Há muita turbulência. É hora dos políticos se manifestarem."

R$ 6,5 BILHÕES foi o lucro bruto em 2015

19,3% foi o aumento da receita líquida da Cosan Limited de 2014 a 2015

R$ 395 MILHÕES foi o lucro líquido no quarto trimestre do ano passado

53,6% foi a variação de Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) no período. (Folha de São Paulo 19/04/2016)

 

Fundos puxam alta do açúcar em Nova York

O mercado futuro do açúcar deu continuidade à forte alta de preços ontem, refletindo uma onda de compras de fundos especulativos que fez o mercado descolar de fatores macroeconômicos.

Os contratos do açúcar demerara negociados na bolsa de Nova York com segunda posição de entrega fecharam a 15,54 centavos de dólar a libra-peso ontem. Em duas sessões, os papéis acumularam uma valorização de 8,14% (117 pontos).

Para Bruno Zanetti, analista da FCStone, os especuladores aumentaram sua posição líquida comprada (aposta na alta dos preços) na bolsa em 15 mil a 20 mil contratos. O movimento encontra alguma sustentação no aperto da oferta na Ásia, onde a seca afeta a produção em países como Índia e Tailândia, reduzindo o volume para exportação.

"Os prêmios [oferecidos sobre o preço internacional do açúcar] na Ásia estão fortes. A demanda está lá", afirmou Zanetti. O analista avalia que o mercado ainda tem espaço técnico para mais uma onda de compras especulativas, mas que as cotações da commodity devem encontrar resistência no nível de 15,50 centavos de dólar libra-preso. (Valor Econômico 19/04/2016)

 

Agronegócio sente 'esperança' após votação na Câmara

Presidente da Abag diz que setor está esperançoso e que vê com bons olhos uma possível gestão Temer.

O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, afirmou nesta segunda-feira ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que o setor recebeu "muito positivamente" oprosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, aprovado domingo à noite pela Câmara dos Deputados. "A gente sente uma esperança a partir de agora", disse ele, que também é sócio-diretor da consultoria Canaplan.

Para Corrêa Carvalho, também há "boa impressão" em relação à figura do vice-presidente Michel Temer, que pode vir a assumir a Presidência da República caso o Senado Federal aceite e instale o processo de impeachment. "Ele é o oposto da Dilma. Acho que, com ele, a relação entre Congresso e Executivo vai melhorar muito. Ele provavelmente vai ter um ótimo relacionamento com o Judiciário. Ele tem chances de fazer um governo de transição muito importante."

Ainda de acordo com Corrêa Carvalho, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB-TO), "ficou numa posição muito à deriva" de seu próprio partido. Isso porque ela se manteve fiel à presidente Dilma mesmo após o desembarque do PMDB do governo, no fim de março, o que gerou críticas do próprio agronegócio a essa postura. O presidente da Abag ponderou que acredita que, num eventual governo Temer, há "grandes chances" de que haja um Ministério da Agricultura mais fortalecido.

Especulações em Brasília dão conta que entre os nomes para assumir a Agricultura em um eventual governo de Michel Temer estão o ex-secretário de Agricultura de São Paulo, João Sampaio; o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e vice-líder da bancada do PSD, deputado federal Marcos Montes (MG); e o ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócio da FGV (GV Agro), Roberto Rodrigues. (Agência Estado 18/04/2016)

 

São Martinho projeta aumento de 2,6% em sua moagem de cana em 2016/17

O grupo São Martinho, um dos maiores produtores de açúcar e etanol do país, divulgou hoje, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o “guidance” de sua moagem de cana e de sua produção de açúcar e etanol para esta safra 2016/17, que começou no dia 1º de abril.

A empresa espera que sua moagem alcance 20,553 milhões de toneladas de cana, 2,6% mais que no ciclo 2015/16. Sempre levando em conta os riscos e incertezas que cercam o segmento, a São Martinho previu que a produção de açúcar crescerá 10,2% na comparação, para 1,356 milhão de toneladas, que a de etanol anidro aumentará 2,2%, para 455 bilhões de litros, e que a de etanol hidratado será 11,1% maior (340 bilhões de litros).

O “mix” da nova safra, como indicam os volumes projetado, será um pouco mais açucareiro. Se na temporada 2015/16 50% da moagem foi direcionada ao açúcar, em 2016/16 o percentual deverá aumentar para 51%. A cogeração de energia da empresa a partir de biomassa também deverá registrar incremento, 1,6%, para 753 mil megawattshora (MWh). (Valor Econômico 18/04/2016)

 

Biosev moeu 31 milhões de toneladas de cana na safra 2015/16

A Biosev, segunda maior produtora de açúcar e etanol do país, controlada pela multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities, divulgou hoje, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que processou na safra 2015/16 (encerrada em março) seu maior volume de cana das últimas cinco safras.

Em suas 11 unidades de processamento foram moídas 31 milhões de toneladas da matéria-prima, que apresentaram um rendimento de 127,5 quilos de açúcar por tonelada de cana (ATR). O ATR total (calculado pela multiplicação do volume de moagem pelo ATR da cana) resultou em 3,946 milhões de toneladas, superando em 8% o ATR total da safra anterior.

De acordo com a companhia, a elevação do rendimento é fruto da decisão de estender o processamento de cana no quarto trimestre fiscal de 2016, período em que o tero de açúcar na cana costuma ser menor.

Além disso, a taxa de utilização da capacidade instalada foi de 85%, também o maior valor registrado pela companhia nas últimas cinco safras.

A Biosev destacou, ainda, que a produtividade dos canaviais cresceu 14% ante a temporada anterior e ficou em 76,2 toneladas por hectare. (Valor Econômico 18/04/2016 às 18h: 53m)

 

Preço do etanol ao consumidor recua em 18 Estados brasileiros

O consumidor está começando a sentir apenas agora o aumento da oferta de etanol no mercado interno. Na última semana móvel encerrada dia 16, os preços do etanol hidratado (utilizado diretamente no tanque dos veículos) caíram em 18 Estados, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP). Houve alta em sete Estados, e em dois, os valores médios ficaram estáveis.

No maior centro consumidor de combustíveis do país, São Paulo, o preço do etanol hidratado caiu 3,6% no período, para R$ 2,607 o litro. Os preços do combustível já vêm em queda há três semanas, mas o recuo mais acentuado ocorreu apenas na semana passada.

Por enquanto, o etanol é negociado a 73% do preço da gasolina no mercado paulista, o que ainda mantém o biocombustível acima da paridade ideal de 70%, que corresponde à eficiência energética do etanol ante o combustível fóssil.

Também foi expressiva a queda do preço do etanol hidratado em Minas Gerais. Em uma semana, o produto caiu 2,6%, para R$ 2,872 o litro. Nessa praça, o preço já vinha em queda há quatro semanas.

Os produtores, porém, vêm sentindo a desvalorização do etanol com mais intensidade e há mais tempo, já que a oferta tem crescido com o avanço do processamento de cana­deaçúcar da safra 2016/17. Conforme levantamento do Cepea/Esalq, o preço do etanol hidratado recebido na usina em São Paulo caiu 4% apenas na semana até o dia 15, para R$ 1,3691 o litro. Em quatro semanas, o preço já recuou 29%.

Segundo especialistas do setor, as distribuidoras estão evitando repassar a queda dos preços do biocombustível para incorporar os ganhos nas margens. Para Bruno Lima, consultor de gerenciamento de risco do setor de açúcar e etanol da FCStone, as distribuidoras ainda não repassaram a queda dos preços aos postos porque estão entregando ao mercado o produto comprado a valores mais elevados.

Lima estima que, conforme os preços mais baixos começarem a chegar ao consumidor, a demanda poderá reaquecer, estancando a queda de preços. Um trader observa que a baixa já é muito elevada nos grandes centros consumidores, o que indica que alguns postos começaram a repassar a retração nas usinas. Ele acredita que o litro deverá cair para entre R$ 2,20 a R$ 2,30 em até três semanas. (Valor Econômico 19/04/2016)

 

Cargill amplia aporte em logística no Brasil

A Cargill, maior empresa de agronegócios do mundo, prepara­se para colocar em operação, até junho, sua primeira frota fluvial do país. É o mais recente investimento realizado pela companhia em sua decisão de se posicionar estrategicamente na matriz amazônica.

Com R$ 120 milhões injetados na frota própria, a Cargill fecha o triênio 2014­2016 com investimentos de R$ 675 milhões em infra-estrutura logística e portuária no país; sendo 82% desse montante destinado ao chamado "Arco Norte", a nova rota para o escoamento de grãos do Centro-Oeste.

Ao Valor, a companhia afirmou que os planos de investimentos não param por aí: a Cargill pretende encerrar 2018 com investimentos que podem chegar a R$ 528,5 milhões, caso os arrendamentos de dois terminais portuários em Santos (SP) e Paranaguá (PR) sejam prorrogados pelo governo federal.

"Como se vê, a crise brasileira não parou o nosso trabalho", diz Clythio Buggenhout, diretor nacional de Portos da Cargill, evitando se estender sobre as expectativas em relação ao governo na entrevista concedida dias antes da votação na Câmara dos Deputados que aprovou o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Diferentemente da matriz, deslocada de uma mansão em Mineápolis para uma sede de escritórios mais convencional, a subsidiária brasileira, que também está de casa nova, passou a ter sua sede em um prédio mais pomposo na zona sul de São Paulo. Não que as coisas estejam espetaculares por aqui, a batalha da trading por margens continua acirrada diante da nova conjuntura no mercado de commodities e incertezas econômicas à frente. Mas, até por esse motivo, a finalização do ciclo de investimentos previstos para o Brasil, um mercado grande e estratégico, é vista como crucial pela companhia.

Com um departamento recém-criado voltado aos transportes e uma atuação agressiva em gestão portuária, a Cargill foca seus esforços em elevar a produtividade nas operações com grãos para o Norte e, ao mesmo tempo, garantir sua presença nos portos do Sudeste.

A maior expectativa está no Arco Norte, que promete trazer ganhos de custo, eficiência e tempo ao transporte de grãos. O epicentro dos investimentos é o rio Tapajós, no Pará, onde a Cargill tem se preparado para elevar sua capacidade de escoamento anual para 5,5 milhões de toneladas de grãos em Santarém. Na recepção, avança na construção de seu terminal fluvial em Miritituba, que espera estar pronto até o fim deste ano.

Nesse sentido, a decisão de construir uma frota própria de 20 barcaças e um empurrador foi um importante sinal de verticalização para o que deve ser o "maior corredor de exportação de grãos nos próximos anos", diz Rodrigo Koelle, diretor da Cargill Transportes, unidade criada em 2013 para executar os projetos de transportes. Trata-se também da segunda frota própria da Cargill no mundo, depois da Argentina. Nos EUA, a múlti ainda detém 1,2 mil embarcações, em leasing.

Sob o comando de Koelle, a companhia americana estruturou projetos nos modais hidroviário, rodoviário e ferroviário para dar eficiência às operações no Brasil. Cabe ao executivo, por exemplo, fazer a interlocução com o governo e demais tradings na Ferrogrão, a ferrovia defendida pelo agronegócio como forma de levar os grãos do Mato Grosso a Miritituba.

Koelle também criou a figura do Operador Logístico Rodoviário, por meio do qual trabalha diretamente frotistas, sem subcontratados, em busca de eficiência e rapidez na identificação de gargalos.

Mas são nos portos que a Cargill mais tem chamado a atenção. A trading surpreendeu o mercado no mês passado ao não apresentar proposta no leilão do terminal para grãos em Vila do Conde (PA). A própria empresa pressionara o governo a arrendar a área e arrematar o terminal sempre foi uma estratégia pública da Cargill para completar sua matriz amazônica.

No entanto, afirma Buggenhout, o cenário mudou. "A equação da análise de atratividade da área não fechou". Além de condições diversas do mercado, incertezas no cenário político e econômico, a companhia diz estar em processo de maturação dos investimentos em Santarém e Miritituba. "Não se põe dinheiro em capacidade que não será usada no curto e médio prazo. A gente tem uma sobre capacidade em Santarém e Miritituba. O médio prazo já está atendido", argumenta ele.

Mas Buggenhout diz que continua olhando editais. "Até lá podem ocorrer coisas que mudem o cenário. Parcerias podem acontecer".

Paralelamente, a empresa buscar prorrogar suas operações no Sudeste, região indispensável para qualquer exportador. Em suas duas últimas tacadas, a múlti propôs investir R$ 350 milhões na construção de um pier em Paranaguá em troca de ter seu contrato prorrogado por mais 15 anos. O caso está em análise na Secretaria dos Portos e a Cargill opera desde março por decisão judicial até que o governo se pronuncie a favor ou contra a proposta de prorrogação.

No mês passado, a Cargill também protocolou o pedido de prorrogação por mais 20 anos do terminal de açúcar no Guarujá, que opera com a sucroalcooleira Biosev. Na mesa, um investimento de R$ 160 milhões (dividido entre as partes) em melhorias das instalações. O contrato expira em agosto de 2018. (Valor Econômico 19/04/2016)

 

Produção de açúcar da Índia cai 8,3% no acumulado da safra

As usinas de açúcar da índia produziram 24,3 milhões de toneladas do produto desde 1º de outubro, quando a temporada de moagem começou, uma queda de 8,3 por cento ante o total registrado no mesmo período do ciclo anterior, de acordo com dados da associação da indústria.

A queda na produção da Índia, maior consumidor global e segundo produtor de açúcar após o Brasil, ocorre após duas estiagens seguidas, que reduziram a produtividade da cana-de-açúcar.

Com a temporada se encerrando, muitas usinas já paralisaram suas operações.

O governo reduziu ao final de março a estimativa de produção de açúcar do país em 1,4 por cento, para 25,64 milhões de toneladas.

As perspectivas menores elevaram os preços do açúcar no mundo.

Contudo, a Índia deverá esperar pelo menos até o início da nova temporada de monções, que começa em junho, antes de realizar qualquer mudança nas políticas de açúcar, apesar do salto nos preços domésticos que afetaram as exportações. (Reuters 18/04/2016)

 

Redução em estimativa de açúcar da Índia pode impactar preços

Quaisquer reduções de estimativas para a produção de açúcar na Índia devido à seca podem levar a uma alta dos preços globais do açúcar, ampliando um rali que tem sido alimentado pelo aumento de estimativas de déficit global, disseram operadores nesta segunda-feira.

Eles disseram que a produção na Índia em 2015/16 pode ser significativamente menor que as estimativas atuais, sugerindo que há espaço para um déficit ainda maior nessa temporada.

A comercializadora de commodities Czarnikow, por exemplo, revisou para cima sua estimativa de déficit global na temporada 2015/16 para 11,4 milhões de toneladas na semana passada, disparando uma elevação nos contratos futuros do açúcar bruto, mas alguns veem sua estimativa para a safra da Índia de 29 milhões de toneladas como ainda muito alta.

Operadores disseram que está surgindo um consenso de que a safra pode ser de cerca de 25,5 milhões de toneladas.

"Se eles reduzirem a número da Índia, o déficit seria significativamente maior", disse um operador sênior europeu. (Reuters 18/04/2016)

 

Preço de commodities se recupera em abril e alivia exportadores

Os preços das commodities estão dando um alívio para os exportadores brasileiros neste mês.

Os valores de negociações de muitos dos produtos da balança do agronegócio interromperam a tendência de queda e até voltaram a subir.

A diferença entre os valores atuais, em relação aos de há um ano, no entanto, ainda é muito grande.

O carro chefe da balança comercial, a soja, é um exemplo. A tonelada da oleaginosa está sendo negociada, em média, a US$ 350 neste mês.

A variação é pequena em relação aos valores de março, quando o produto estava sendo negociado a US$ 349, mas essa interrupção da queda foi importante porque esse é um dos meses de maior volume de exportação do país.

Mesmo com essa ligeira recuperação, os preços atuais da soja ainda se mantêm distantes dos de há um ano, quando a tonelada era negociada a US$ 387.

O açúcar também ganhou preço neste mês. O valor médio da tonelada do produto em bruto está sendo comercializado a US$ 308, com alta de 4,2% ante os de março.

A demanda mundial pelo produto volta a superar a oferta, o que deve inibir a queda do preço.

O Brasil, principal produtor mundial de açúcar, deverá produzir 37,5 milhões de toneladas na safra 2016/17, acima dos 33,5 milhões do período anterior.

Os dados são da Conab (Companhia Nacional do Abastecimento), que estima que pelos menos 290 milhões de toneladas de cana-de-açúcar serão destinadas à produção de açúcar no país.

As carnes também tiveram os preços melhorados neste mês. A principal alta ocorreu com a bovina, cujo valor da tonelada subiu para US$ 3.917, em média.

A carne suína obteve o segundo melhor desempenho, com alta de 4% no período, a tonelada foi a US$ 1.813, enquanto a de frango teve recuperação de 1% no mês.

Todos os valores atuais, porém, estão bem inferiores aos de há um ano, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Essa recuperação de preços se estende também para petróleo e minério de ferro. No primeiro caso, os preços deste mês superam em 26% os de março, enquanto o petróleo teve valorização de 12% neste mês.

Mas vários produtos importantes da balança do agronegócio que não mostraram recuperação no mês. Entre eles está celulose, que teve queda de 13% nos preços médios deste mês, em relação aos de março.

O acompanhamento de preços da Secex se refere apenas aos 11 primeiros dias úteis do mês. Os valores devem ter alterações até o final do mês.

Volume menor

Se os preços das commodities melhoram em abril, o volume de exportação de alguns produtos recua no período. É o que ocorre com as carnes.

Bovina Após ter atingido um bom patamar de exportações em março, quando foram colocadas 111 mil toneladas de produto "in natura" no mercado externo, as exportações deste mês devem recuar para apenas 86 mil toneladas.

Suína

O mesmo ocorre com as exportações de carne suína. No mês passado, as exportações somaram 57 mil toneladas de produto "in natura". Para este mês, os dados preliminares, com base em números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), indicam queda para 54 mil toneladas.

Frango

Líder nacional em volume e receitas nas exportações, o frango poderá ter aumento nas vendas externas neste mês. O volume de produto "in natura" deverá subir para 390 mil toneladas.

Mais carne

Os concorrentes brasileiros no setor de carnes temem que a crise política e econômica do país resulte em queda de consumo interno e, consequentemente, aumento de volume a ser exportado.

Menos carne

Os dados preliminares de abril indicam, no entanto, um volume menor de exportação. Se esses dados se confirmarem, o problema passa para o mercado interno brasileiro.

Preços

Ou seja, o país poderá ter um volume maior de carne em um período de queda de renda. O resultado serão preços menores.

Milho

A área semeada chega a 13% nos Estados Unidos, acima do patamar de 7% de igual período de 2015. Nos últimos cinco anos, a média de plantio nesse período era de 8%, segundo dados do Usda (Departamento de Agricultura dos EUA). (Folha de São Paulo 17/04/2016)

Fila de navios para embarque de açúcar aumenta de 12 para 26 na semana, diz Williams Brazil

O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros aumentou de 12 para 26 na semana encerrada quarta-feira passada, dia 13, segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 4 de maio.

Foi agendado o carregamento de 833,80 mil toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos (SP), de onde sairão 609,80 mil t, ou 73% do total. Paranaguá responderá por 21% (174 mil t); Maceió, por 4% (35 mil t); e Recife, por 2% (15 mil t).

Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 279,95 mil t. No da Rumo, estão agendadas 329,85 mil t.

A maior parte do açúcar a ser embarcado é da variedade VHP, açúcar bruto de alta polarização, com 771,80 mil toneladas. Outras 62 mil toneladas são de cristal B-150, carregado ensacado. (Agência Estado 18/04/2016)

 

Commodities Agrícolas

Cacau: Moagem emergente: O crescimento da moagem de cacau em países emergentes se sobrepôs à queda do processamento da commodity na Europa e na América do Norte, elevando as cotações da amêndoa na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos futuros de cacau para julho fecharam o pregão a US$ 2.225 por tonelada, alta de US$ 28. Enquanto a moagem de cacau caiu 0,2% na Europa e 2,24% na América do Norte no primeiro trimestre; a Malásia registrou um aumento de 4% no volume de cacau moído no período (interrompendo uma sequência de redução que vinha desde 2011/12). Na Indonésia, por seu turno, a moagem cresceu 24%. No Brasil, o preço médio do cacau em Ilhéus e Itabuna, ambos na Bahia, ficou estável em R$ 146 a arroba, de acordo com levantamento do Centro Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Temor com oferta: Os preços do algodão dispararam em Nova York ontem, influenciados pela desvalorização global do dólar e por sinais de baixa oferta da Índia. Os lotes para julho fecharam em alta de 221 pontos, a 62,23 centavos de dólar a libra-peso. A Índia é o maior produtor de algodão do mundo, mas há temores com a redução da oferta no mercado spot do país. Esses receios ofuscaram a notícia de que a China planeja leiloar 1,95 milhão de toneladas de algodão de seus estoques entre 3 de maio e 31 de agosto. O enfraquecimento do dólar também serviu como suporte, uma vez que reduz o valor da pluma americana no mercado global, atraindo a demanda para os EUA. No oeste da Bahia, a arroba foi negociada a R$ 79,70, de acordo com a Aiba, associação que representa os produtores locais.

Soja: Realização de lucros: Os contratos futuros de soja encerraram a segunda-feira em queda na bolsa de Chicago. Os lotes com vencimento em julho fecharam o pregão a US$ 9,63 por bushel, baixa de 1,25 centavo de dólar. De acordo com analistas, os investidores se mostraram divididos ontem entre realizar os lucros acumulados na sexta-feira e as incertezas com a oferta do grão na Argentina, onde as previsões de mais chuvas nas regiões produtoras voltaram a preocupar os investidores. Isso porque as chuvas recentes atrasaram os trabalhos de colheita e podem afetar a produtividade das lavouras do país. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá, no Paraná, ficou em R$ 78,53 por saca ontem, valorização de 2,32%. No acumulado de abril, o mesmo indicador registra uma alta de 5,64%.

Trigo: Recompra: Um movimento técnico de recompra de posições elevou as cotações do trigo nas bolsas americanas no pregão de ontem. Em Chicago, os contratos futuros do cereal com vencimento julho fecharam a US$ 4,81 por bushel, alta de 13,50 centavos de dólar. Já em Kansas, onde o trigo de melhor qualidade é negociado, os papéis com entrega para julho fecharam a sessão em US$ 4,755 o bushel, alta de 7,25 centavos de dólar. De acordo com o analista Jason Britt, presidente da corretora Central States Commodities, os investidores estão "começando a ficar desconfortáveis estando tão vendidos", o que estimula a recompra de posições. No Paraná, o preço médio do trigo ficou ontem em R$ 765,48 por tonelada, queda de 0,56%, segundo levantamento do Cepea. No acumulado de abril, o preço caiu 0,52%. (Valor Econômico 19/04/2016)