Setor sucroenergético

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Dívida de R$ 10 bilhões das usinas: Odebrecht consegue estender prazo para pagamento

A Odebrecht acaba de fechar um acordo com os credores para alongar a dívida de R$ 10 bilhões da Odebrecht Agroindustrial, sua encrencada empresa de etanol. Bradesco, Santander, Banco do Brasil, Itaú e BNDES toparam que o prazo de vencimento das dívidas passasse de quatro anos para dez anos. O acordo está aprovado pelas partes envolvidas, falta apenas sua formalização.

A propósito, este tipo de renegociação será mais e mais frequente nos próximos meses. "Do contrário, a quebradeira será geral", diz um presidente de um grande banco. 9Lauro Jardim 25/04/2016)

 

Setor sucroenergético começa safra 2016/17 com dívida de quase R$ 100 bi

O setor sucroenergético nacional começou a safra 2016/17, em 1º de abril, com endividamento próximo de R$ 100 bilhões. De acordo com relatório semanal da Archer Consulting, especializada no segmento, o endividamento das usinas está em R$ 92,886 bilhões.

Para a atual temporada, a consultoria projeta receita de R$ 93,062 bilhões – o montante não leva em consideração a cogeração de energia elétrica. Pela previsão da Archer, o Centro-Sul, que responde por 90% da produção de cana-de-açúcar do País, processará 618,5 milhões de toneladas da matéria-prima nesta safra, que vai até 31 de março do ano que vem.

Caso se concretize, o volume será maior que o recorde de 617 milhões de toneladas alcançado em 2015/16. A consultoria prevê, ainda, produção de 34,35 milhões de toneladas de açúcar e 27,49 bilhões de litros. Essa fabricação leva em conta um mix de 43,5% da oferta de matéria-prima para o alimento. (Agência Estado 25/04/2016)

 

Vantagem do açúcar sobre o etanol hidratado chega a 75%, a maior do ano, diz Cepea

A forte desvalorização registrada pelo etanol nas últimas semanas fez com que o biocombustível perdesse atratividade para as usinas ante o açúcar. Cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) mostram que a vantagem do alimento sobre o álcool atingiu, na semana passada, o maior nível do ano.

O cristal remunerou 64% mais que o anidro e 75% mais que o hidratado no Estado de São Paulo. Considerando-se a média conjunta de hidratado e anidro, o açúcar rendeu 69,5% mais que ambos.

Segundo o Cepea, o preço médio do anidro que seria equivalente ao do açúcar cristal foi calculado em R$ 2,5567 por litro (sem impostos). Para essa mesma equiparação, o hidratado precisaria ter tido média de R$ 2,4019 por litro (sem impostos).

"A perda de competitividade do etanol começou a aumentar em meados de março, com o foco das usinas do Centro-Sul voltado para a produção de etanol devido à melhor liquidez do combustível e também por questões técnicas", explicou o Cepea, em relatório antecipado ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

No último mês (da semana iniciada em 21 de março até a finalizada em 22 de abril), o preço do hidratado caiu 29% e o do anidro, 25,1%. No mesmo período, o açúcar recuou apenas 1%. Na última semana, o Indicador Cepea/Esalq semanal do hidratado em São Paulo fechou a R$ 1,3725 por litro. Já o do anidro ficou em R$ 1,5612 por litro.

Os valores são sem impostos e referem-se ao produto retirado nas usinas. (Agência Estado 25/04/2016)

 

Cana transgênica no Brasil só deve ser liberada para plantio comercial a partir de 2017

Desde 1994 que o país desenvolve pesquisas com cana transgênica, mas, até agora só há autorização para testes de campo. O plantio comercial deve ser autorizado no ano que vem.

O Brasil começou as pesquisas com cana transgênica em 1994 e já detém a tecnologia para o plantio, mas, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) ainda não liberou o plantio comercial da cana geneticamente modificada. Atualmente, só há autorização para testes em campo.

A previsão é de que a primeira e segunda geração de cana transgênica no Brasil, resistente a broca, vire realidade nas safras 2018/2019 e 2019/2020, respectivamente. Essas foram algumas das informações repassadas na manhã desta quarta-feira (20), pelo Pesquisador, Professor e Doutor Tercilio Calsa Júnior, do Departamento de Genética da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para produtores de cana-de-açúcar da Paraíba.

A ação, que fez parte do ciclo de palestras técnicas realizadas pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), aconteceu no auditório da entidade e reuniu produtores, industriais e interessados no assunto. Segundo o palestrante, a complexidade do genoma da cana é o principal empecilho para a utilização da cana transgênica no plano comercial.

“O genoma da cana é muito complexo e resultante de vários cruzamentos, daí quando se acha uma tecnologia que combate à seca, ela é vulnerável a insetos, quando não é vulnerável a insetos tem baixa resistência a seca, etc”, explica o professor, lembrando que já existem estudos com mais de 40 variedades de cana transgênica para ser plantada no país aguardando autorização do CTNBio. “Uma destas variedades deve ser liberada para plantio a partir do ano que vem”, disse Dr. Tercilio.

Para o pesquisador, o que aconteceu com a soja, milho, algodão e outras culturas que usam a modificação genética, deve ocorrer também, com a cana-de-açúcar. “Sempre que há uma comprovação de que a espécie geneticamente modificada dá maior produtividade e reduz custos, sem trazer complicações para seu consumo e comercialização, a tendência natural é que ela seja adotada em maior escala, como aconteceu com a soja transgênica que responde hoje por 82% do mercado, com o algodão que tem 68% oriunda de semente transgênica”, afirma Dr. Tercilio, lembrando que numa escala de pesquisa e avanços com a cana transgênica, o Brasil ocupa a oitava posição, atrás dos EUA, Austrália, China, Índia, Argentina, Colômbia e África do Sul, nessa ordem. (Asplan 25/04/2016)

 

Preço do etanol caiu em 19 Estados na semana passada, diz ANP

Os preços médios do etanol hidratado, utilizado diretamente no tanque dos veículos, caíram nos postos de combustíveis de 19 Estados do país na semana móvel encerrada no dia 23, de acordo com levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A atual tendência de queda reflete o avanço do processamento de cana-de-açúcar nesta safra 2016/17, que tem aumentado a oferta disponível.

A maior desvalorização ocorreu em São Paulo, onde o preço médio do etanol ficou em R$ 2,505 o litro, um recuo de 3,91% em relação à semana anterior. Em Mato Grosso do Sul, a baixa foi de 3,17%, para uma média de R$ 2,966 o litro.

Também houve desvalorizações expressivas no Paraná (2,33%), em Goiás (2,13%) e no Rio de Janeiro (2,07%).

Em seis Estados houve aumento dos preços médios, com destaque para Alagoas, onde a alta foi de 2,24%, para R$ 3,467 o litro.

Apesar da tendência descendente nos postos, os preços recebidos pelas usinas paulistas registraram leve aumento na semana passada. Entre os dias 18 e 22, o indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado nas usinas do Estado teve alta marginal de 0,2%, para R$ 1,3725 o litro. (Valor Econômico 25/04/2016)

 

Guarani anuncia novo gerente para ampliar presença no varejo

A Guarani, empresa do grupo Tereos, um dos líderes globais do setor sucroalcooleiro, especializado na produção de açúcar, etanol, energia, além de amido de milho, acaba de anunciar a chegada de seu novo Gerente de Produtos de Varejo, Gustavo Leite Segantini, que tem como desafio de alavancar a venda de açúcar da marca em todo o território brasileiro.

"A Tereos sempre teve forte presença no mercado industrial e de exportação de açúcar. Diante do aumento de consumo em níveis nacional e global, a companhia decidiu apostar na criação de uma nova área dedicada ao mercado de varejo. Minha missão é desenvolver e implementar um plano estratégico que faça a empresa ampliar seu market share por meio do açúcar Guarani, tornando a marca uma das mais consumidas e reconhecidas no país nos próximos anos", explica Segantini.

Antes de assumir o cargo de Gerente de Produtos de Varejo da Guarani Tereos Açúcar e Etanol, o executivo, formado em Ciências Econômicas pela USP e com especialização em Gestão Estratégica de Marketing pela Harvard Business School, estava há 14 anos na AmBev, onde vinha atuando como Head de Marketing de Plataformas Brahma. (Assessoria de Imprensa Tereos 25/04/2016)

 

MWh da biomassa de cana no spot recua, mas segue acima de R$ 50

Confira o desempenho do valor médio na região Sudeste / Centro-­Oeste:

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), usado como indicador para venda do megawatt-hora (MWh) da biomassa da cana-de-açúcar no mercado spot, caiu R$ 0,57 médio no sub mercado Sudeste / Centro-Oeste do País.

Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que faz a gestão do PLD, entre o sábado (23/04) à próxima sexta-feira (29/04), o PLD médio no Sudeste / Centro-Oeste vale R$ 51,41/MWh. Na semana anterior (16 a 22/04), a média do indicador no sub mercado ficou em R$ 51,98.

Apesar de menor, o PLD médio recupera o valor médio que, desde o fim de março, oscilou entre R$ 42 e R$ 48/MWh. (Jornal Cana 25/04/2016)

 

Vendas de diesel caem no 1º tri; gasolina sobe ganhando mercado do etanol

As vendas de diesel no Brasil caíram no primeiro trimestre, em meio à pior recessão econômica em décadas, enquanto a gasolina teve uma leve alta nas vendas, ganhando competitividade em relação ao etanol hidratado, seu concorrente renovável no abastecimento de veículos flex.

As vendas de diesel caíram 6,1 por cento nos primeiros três meses do ano em relação ao mesmo período de 2015, para 81,579 milhões de barris, publicou nesta segunda-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em março, as vendas de diesel caíram 5,4 por cento ante o mesmo mês do ano anterior, para 29,84 milhões de barris.

Já as vendas de gasolina C avançaram 1,4 por cento entre janeiro e março ante o mesmo período do ano anterior, para 66,13 milhões de barris, ganhando competitividade em relação ao etanol hidratado, cujas vendas recuaram 12,3 por cento na mesma comparação, para 21,9 milhões de barris.

O ganho de mercado da gasolina no primeiro trimestre foi puxado pelas vendas de março, que cresceram 9,5 por cento na comparação com o mesmo mês do ano anterior, para 23,44 milhões de barris, enquanto as vendas de etanol hidratado caíram 22 por cento, para 7,1 milhões de barris.

Somando todos os combustíveis, as vendas das distribuidoras recuaram 5 por cento no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, para 206,9 milhões de barris. Em março, as vendas caíram 4,2 por cento em relação ao mesmo mês de 2015.

Os combustíveis somados são etanol, gasolina C (etanol anidro e gasolina A), gasolina de aviação, gás liquefeito de petróleo (GLP), óleo combustível, óleo diesel, querosene de aviação e querosene iluminante.

O recuo progressivo das vendas de combustíveis vem sendo associado por especialistas à menor atividade econômica e à queda estimada no consumo das famílias.

Apesar disso, representantes do setor estão traçando estimativas de aumento da demanda no longo prazo, o que trará a necessidade de crescimento das importações de derivados do petróleo. (Reuters 25/04/2016)