Setor sucroenergético

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Pedro Mizutani, da Raízen, é eleito presidente do conselho da Unica

Pedro Mizutani, vice-presidente de Relações Externas e Estratégia da Raízen, acaba de ser eleito, por unanimidade, presidente do Conselho Deliberativo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Ele substitui Luís Roberto Pogetti, que ocupava interinamente o cargo desde a saída do ex-ministro Roberto Rodrigues, em fevereiro do ano passado.

“O excelente trabalho desenvolvido pelo Pogetti ao longo deste último ano certamente terá a sua continuidade assegurada na gestão do Pedro, executivo de muita experiência e confiança. Seu profissionalismo e dedicação se estendem a todas as atividades que exerce”, afirma, em comunicado, a presidente da Unica, Elizabeth Farina.

No mesmo comunicado, Mizutani diz que um dos maiores desafios de seu mandato, que terá duração de dois anos, “será reforçar o quadro de associados da entidade, conferindo ainda mais representatividade à organização, independentemente do tamanho das empresas afiliadas”. (Valor Econômico 26/04/2016 às 18h: 11m)

 

Raízen estima quanto às usinas terão de investir para chegar a 50 bilhões de litros

Avaliação de Pedro Mizutani é feita em evento da F. O. Licht.

Se as usinas do Brasil quiserem cumprir o acordo recém-ratificado por 175 países na ONU, serão necessários R$ 100 bilhões para ampliar a produção de etanol.

A informação foi prestada na manhã desta terça-feira (26/04) por Pedro Mizutani, vice-presidente de Relações Externas e Estratégia da Raízen, gigante do setor sucroenergético da Shell e da Cosan, durante o evento F. O. Licht Sugar & Ethanol Brazil, na capital paulista.

Conforme Mizutani, o cálculo de R$ 100 bilhões equivale a quanto às usinas precisarão investir para ampliar de atuais 28 bilhões de litros para 50 bilhões de litros como previsto pelo acordo da ONU. O aumento da produção está previsto para 2030.

O vice-presidente da Raízen fez as contas levando em conta o dólar a R$ 3.

Demanda mundial

Durante sua participação no evento da F. O. Licht, Mizutani lembrou que o etanol é o combustível que o mundo necessita para suprir as necessidades mundiais de combustíveis.

Pelas suas projeções, a população mundial deverá crescer mais de 40% até 2050, o que exigirá 87,50 milhões de barris de petróleo por dia para dar conta da demanda atual. “O Brasil possui 851 milhões de hectares, dos quais 10 milhões de hectares vão para o cultivo de cana e metade segue para a produção de etanol”, disse.

Além do etanol convencional, há, também o de segunda geração, processado a partir da biomassa da cana, como a palha. Há, disse, 60 milhões de toneladas de palha com a colheita da cana, e embora seja um desafio retirar essa biomassa, ela é fonte para ampliar a produção do biocombustível.

“Com o etanol de segunda geração, pode­se produzir 50% a mais na mesma área”, explicou. (Jornal Cana 26/04/2016)

 

Etanol: Açúcar remunera 75% a mais que hidratado

Com as fortes desvalorizações do etanol, a vantagem do açúcar sobre o combustível atingiu o maior nível do ano. Na última semana, o açúcar cristal remunerou 64% a mais que o anidro e 75% a mais que o hidratado no estado de São Paulo. No comparativo com a média dos dois etanóis, a vantagem do açúcar foi de 69,5%. Entre os etanóis, oanidro remunerou 7% a mais.

O preço médio do etanol anidro que seria equivalente ao do açúcar cristal foi calculado em R$ 2,5567/litro (sem impostos). Para obter equiparação com o açúcar, o hidratado precisaria ter tido média de R$ 2,4019/litro (sem impostos). O preço do etanol hidratado que seria equivalente ao do anidro teria que ser de R$ 1,4667/litro (sem impostos).

A perda de competitividade do etanol começou a aumentar em meados de março, com o foco das usinas do Centro-Sul voltado para a produção de etanol devido à melhor liquidez do combustível e também por questões técnicas. Nos último mês (da semana iniciada em 21 de março até a finalizada em 22 de abril), o preço do hidratado caiu 29% e do anidro, 25,1%. No mesmo período, o açúcar recuou 1%.

Na última semana, o Indicador Cepea/Esalq semanal do hidratado no estado de São Paulo fechou a R$ 1,3725/l (sem impostos, a retirar), ligeira alta de 0,25%. De maneira geral, foram poucas negociações, já que boa parte das distribuidoras tinha bom volume em estoque. Do lado da oferta, poucas unidades produtoras paulistas estiveram ativas no mercado spot, mas houve entrada de etanol de outros estados, com destaque para cargas de Goiás. O Indicador diário do hidratado Esalq/BM&FBovespa posto Paulínia fechou a R$ 1.298,50/m3 na sexta-feira, queda de 1,81% na comparação de uma sexta com a outra. O Indicador Cepea/Esalq semanal do anidro recuou 1,21%, indo para R$ 1,5612/l (sem impostos e sem frente).

Na Bolsa de Chicago (CME/CBOT), o contrato de etanol anidro combustível desnaturado (primeiro vencimento - Maio/16) caiu 1,75% na comparação da última sexta-feira com a sexta anterior, fechando a semana com média de US$ 1,553,2/galão (US$ 410,36 m³). Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato futuro de crude oil com vencimento em Junho/16 teve média de US$ 42,39/barril na semana, aumento de 8,35% na comparação entre as duas últimas sextas-feiras. (Agência Estado 26/04/2016)

 

Eventual governo de Michel Temer ainda levanta interrogações, diz Unica

A presidente-executiva da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Elizabeth Farina, disse nesta terça-feira, 26, ao Broadcast Agro (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado) que um eventual governo de Michel Temer (PMDB) ainda levanta "muitas interrogações" quanto ao relacionamento com o setor sucroenergético. "Quem vai ser o ministro da Fazenda? Quem vai ser o ministro da Agricultura?", indagou.

O vice-presidente da República pode assumir a Presidência, caso o Senado dê continuidade ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, cuja admissibilidade já foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Se isso ocorrer, Dilma poderá ficar afastada do Planalto por até 180 dias.

Farina ressaltou, porém, que a agenda da entidade continua a favor da diferenciação tributária entre etanol e gasolina, tema que está entre as prioridades da Unica neste ano. Isso porque o crédito presumido que equivale a zerar a alíquota PIS/Cofins incidente sobre o etanol acaba em dezembro.

A compensação tributária, que significou um corte de R$ 0,12 por litro, foi tomada em 2013. "Temos de cuidar desse tema, da reforma do PIS/Cofins", comentou Farina. (Agência Estado 26/04/2016)

 

Usinas do Centro-Sul aceleram moagem e elevam contratações

O acelerado início da moagem da safra de cana nesta safra 2016/17 no Centro-Sul do Brasil, que processa cerca de 90% da matéria-prima no país, permitiu que as usinas sucroalcooleiras da região praticamente duplicassem a abertura de empregos formais em março, apesar dos problemas de liquidez de muitas empresas do segmento. O resultado contrasta com o observado na economia brasileira em geral no mês, marcado por um número recorde de postos de trabalho fechados.

As usinas dos seis Estados do Centro-Sul registraram saldo líquido de geração de 22.254 vagas de trabalho com carteira assinada no mês passado, ante as 11.348 vagas geradas pelo segmento na região em março do ano passado, conforme levantamento da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Geralmente, o segmento sucroalcooleiro registra saldo positivo de geração de empregos entre abril a setembro, na época da safra. Segundo o diretor técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues, a principal razão para o incremento antecipado no nível de emprego e no volume processado de cana pelo segmento foi a perspectiva das companhias de que o volume de matéria-prima a ser moído na safra será elevado.

"Em março, houve muita empresa que já tinha terminado a safra [2015/16] em dezembro e janeiro e iniciou a moagem [de 2016/17]". De acordo com Pádua, se as usinas não tivessem começado a moagem antes da época, "não daria tempo de processar tudo até dezembro".

A antecipação das atividades no ciclo atual também pode ter ocorrido, em alguns casos, por necessidade de geração de caixa ou para aproveitar os preços mais elevados do açúcar e do etanol ao longo da entressafra. Mas Pádua reiterou que esses não foram os motivos principais.

O diretor da Unica afirmou que, em geral, as usinas que lideraram a abertura de vagas em março são as que estão mais capitalizadas, embora o movimento não dependa da situação financeira das companhias.

O Estado que mais se destacou na geração de empregos foi São Paulo, onde as usinas sucroalcooleiras registraram um saldo líquido positivo de 15.576 postos. Em março do ano passado, as usinas paulistas haviam aberto 5.668 vagas. Em seguida ficaram as usinas de Goiás, responsáveis pela abertura de 1.955 empregos formais no mês passado, e as do Paraná, onde foram abertas outras 1.782 vagas de trabalho.

Diante de uma perspectiva de que o volume a ser processado nesta safra seja robusto, Pádua avaliou que a moagem da safra 2016/17 deverá se estender até dezembro e que o balanço entre vagas abertas e fechadas pelo segmento no acumulado do ano tenderá ao equilíbrio.

A geração de empregos pelo segmento no Centro-Sul compensou o fechamento de vagas no Norte e no Nordeste, já que em março as usinas dessas regiões entram na entressafra. No balanço nacional, a geração de empregos em todo o país em março foi positiva em 1.131 vagas, invertendo o resultado líquido do mesmo mês de 2015, quando o segmento havia fechado 4.757 postos de trabalho.

Os resultados de março, embora alentadores, ainda não apagaram a marca negativa do balanço dos últimos meses. No acumulado do primeiro trimestre, as usinas de todo o país mais fecharam vagas do que contrataram. O saldo do período mostra que foram fechadas 30.382 vagas de trabalho pelo segmento sucroalcooleiro, enquanto no mesmo período de 2015 houve perda de 11.398 empregos formais. (Valor Econômico 27/04/2016)

 

Etanol deve ir para R$ 2,19 a R$ 2,29 o litro após queda de preço em SP, diz SCA

O preço do etanol hidratado deve cair dos atuais R$ 2,50 para entre R$ 2,19 e R$ 2,29 o litro nos postos de combustíveis de São Paulo para se adequar à forte desvalorização registrada pelo biocombustível nas usinas do Estado. A projeção foi feita pelo CEO da trading SCA, Martinho Ono, nos bastidores do F.O. Lichts Sugar & Ethanol Brazil, evento anual da consultoria realizado em São Paulo. "Acho que o recuo pode ser de R$ 0,10 em R$ 0,10 nas próximas semanas", comentou.

Com essa queda, a paridade do álcool frente a gasolina pode ir para 63% a 64% - o etanol é competitivo quando a relação está abaixo de 70%.

Conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), o litro do hidratado na usina, sem impostos, estava em R$ 1,37 na semana passada. Já de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a paridade no território paulista beirou os 71% na semana encerrada no sábado, 23.

Segundo Ono, o clima "excepcionalmente favorável" à moagem de cana-de-açúcar durante o mês de abril reduziu os temores quanto ao abastecimento interno de etanol. De acordo com ele, o Centro-Sul do País iniciou abril com estoques de álcool 1,1 bilhão de litros menores na comparação anual, mas o avanço da safra 2016/17 neste mês deve fazer com que a região comece maio com reservas superiores às de igual mês de 2015.

Quanto às exportações, Ono projetou que o País pode embarcar neste ano o mesmo volume de 2015, em torno de 1,9 bilhão de litros, com o resultado final sendo influenciado pelo câmbio. Caso o dólar se deprecie mais, as vendas ao exterior podem ser menores. (Agência Estado 26/04/2016)

 

USJ altera condições de oferta de troca de bônus

Após semanas de negociação com os seus credores, a USJ Açúcar e Álcool alterou as condições da sua oferta de troca dos bônus com vencimento em 2019. As principais mudanças da nova proposta são a redução do desconto na oferta de troca ("haircut", no termo em inglês), aumento das garantias e extensão do prazo das novas notas.

A oferta anterior incluía como garantia a hipoteca da usina da empresa em Araras (SP), mas o formato jurídico não agradava os detentores dos bônus, de acordo com uma fonte que preferiu não ser identificada. A nova proposta coloca a usina em garantia como alienação fiduciária, inclui terras ao redor da unidade e a cana-de-açúcar plantada no local.

A empresa reduziu também na nova proposta o "haircut" na troca dos ativos, que passou de 35% a 40% na oferta anterior para 25% a 30% na atual. Por fim, o vencimento dos novos bônus muda de 2019 para 2021. Esses títulos fazem parte de uma emissão realizada em 2012, na qual a companhia captou US$ 275 milhões.

Conforme explica uma pessoa próxima à reestruturação, a empresa busca atingir a adesão de 90% dos detentores dos bônus. Caso não consiga alcançar esse percentual, mas tenha o aval de mais de 60% dos detentores dos títulos, a companhia passa para a recuperação extrajudicial.

"A legislação da recuperação extrajudicial prevê que se a empresa atingir a aprovação de 60% ou mais de uma classe de credores [nesse caso, os "boldholders"], consegue aprovar o plano e arrastar os credores dissidentes", diz essa fonte. "É um incentivo para aumentar a adesão na oferta de troca e evitar o processo extrajudicial, que é desgastante e leva tempo".

Com a adesão de 90% dos investidores, a troca dos bônus é feita com "haircut" de 25%. Caso a adesão não atinja esse percentual, a empresa entra em recuperação extrajudicial, com apresentação do plano até 31 de outubro e, posteriormente, aprovação do juiz. Após esse processo será feita a troca dos bônus com desconto de 30%.

A nova oferta irá expirar em 6 de maio. Está previsto pagamento de juros da emissão de bônus no dia 9 de maio, o que deixa a companhia com prazo mais apertado para resolver a situação. (Valor Econômico 27/04/2016)

 

 

 

Volume de etanol negociado é baixo e preço do hidratado se estabiliza

Na última semana, o Indicador Cepea/Esalq semanal do hidratado no estado de São Paulo fechou a R$ 1,3725/l (sem impostos, a retirar), ligeira alta de 0,25%. De acordo com pesquisadores do Cepea, foram poucas negociações captadas, já que boa parte das distribuidoras tinha bom volume em estoque.

Do lado da oferta, poucas unidades produtoras paulistas estiveram ativas no mercado spot, mas houve entrada de etanol de outros estados, com destaque para cargas de Goiás.

O Indicador Cepea/Esalq semanal do anidro recuou 1,21%, indo para R$ 1,5612/l (sem impostos e sem frente). Com as fortes desvalorizações do etanol entre março e início de abril, a vantagem do açúcar sobre o combustível atingiu o maior nível do ano, segundo cálculos do Cepea.

Na semana passada, o açúcar cristal remunerou 64% a mais que o anidro e 75% a mais que o hidratado no estado de São Paulo. O preço médio do etanol anidro, que seria equivalente ao do açúcar cristal, foi calculado em R$ 2,5567/litro (sem impostos). (Cepea / ESALQ 26/04/2016)

 

Brasil supera China como maior importador de etanol norte-americano

De acordo com a Datagro, dos 259,37 milhões de litros de etanol exportados pelos EUA em fevereiro deste ano, 83,59 milhões de litros foram enviados para o mercado brasileiro.

O Brasil foi um dos principais destinos das exportações de etanol dos Estados Unidos. De acordo com a Datagro, dos 259,37 milhões de litros de etanol exportados pelos EUA em fevereiro deste ano, 83,59 milhões de litros foram enviados para o mercado brasileiro.

Neste período, o Brasil superou a China nas importações do etanol norte-americano. Os chineses adquiriram apenas 33,65 milhões de litros.

Já a Ásia continua responsável por absorver boa parte das vendas externas. Somente para Índia, por exemplo, os EUA aumentaram as exportações para 32,08 milhões de litros em fevereiro.

Os EUA deverão expandir ainda mais suas exportações. No acumulado do ano, já foram 593,18 milhões de litros exportados, contra 590,62 milhões no mesmo período de 2015.

Consequentemente, devido à ampla oferta no mercado doméstico em adição à baixa disponibilidade no Brasil, os EUA reduziram as importações. De janeiro a fevereiro, foram 102,76 milhões de litros importados, ante 135,65 milhões de litros no mesmo período do ano passado. (Infomoney 26/04/2016)