Setor sucroenergético

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Açúcar tem maior valor desde outubro de 2014

Os preços internacionais do açúcar subiram ontem a patamares não vistos desde 8 de outubro de 2014 na bolsa de Nova York. A alta refletiu a compra por parte de fundos, estimulados pelo cenário de primeiro déficit de oferta global em 2015/16, após cinco anos de superávit. Os contratos futuros de segunda posição do açúcar demerara tiveram alta de 4,2%, ou 69 pontos, e fecharam a 17,08 centavos de dólar a libra-peso.

Segundo Ricardo Nogueira, analista da consultoria FCStone, os investidores esperavam que a União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica) divulgasse ontem o balanço da moagem de cana-de-açúcar da segunda metade de abril, o que não ocorreu.

"Como esse relatório é considerado 'baixista', por conta da safra acelerada no Centro-Sul do país, acredito que os fundos que esperavam por ele voltaram a comprar ainda mais, já que o relatório só deve sair na segunda-feira", avaliou Nogueira.

A disparada do açúcar em Nova York também esteve relacionada ao recuo do dólar em relação ao real ontem. Além de refletir o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a queda da moeda americana também foi influenciada por pressões externas. (Valor Econômico 12/05/2016)

 

Helicóptero nos canaviais: as vantagens da aeronave na aplicação de defensivos agrícolas

Com o avanço da tecnologia no campo novas práticas começam a ser introduzidas quando o assunto é aplicação de defensivos. A busca pela redução de custos também movimenta essa procura. É por isso que o uso do helicóptero na aplicação de defensivos em cana tem ganhado força novamente. Mais ágeis e práticos, a aeronave de asa móvel, como é conhecida, pode trazer grandes melhorias na aplicação desses produtos, sendo uma alternativa ao uso de tratores, aviões agrícolas e demais práticas.

O assunto foi discutido durante a 1ª Aula/Palestra Agrícola da UniUDOP de 2016. O engenheiro agrônomo, Yasuzo Ozeki, especialista neste tipo de aplicação de defensivos, palestrou sobre toda essa tecnologia e ressaltou as vantagens do uso de helicópteros, como a operacionalidade e agilidade.

"O uso do helicóptero para essa prática está reaparecendo, todo mundo está curioso em saber suas vantagens. Nós já temos alguns resultados em usinas e foi comprovado que dá certo. Nossa presença aqui hoje foi justamente para isso, sanar a curiosidade e as dúvidas no assunto", frisa o engenheiro.

A Syngenta, uma das líderes no mercado cana-de-açúcar na oferta de defensivos, criou um produto para ajudar nesse processo, o Lumica. Investindo muito em testes feitos com o uso de helicópteros, a empresa já constatou uma economia de defensivos em torno de 30% a 40%, além do custo operacional que também apresenta um declínio com o produto.

Durante a programação, também foi apresentado um case sobre "Nova era no controle de plantas daninhas", pelo diretor da Baldan Soluções Integradas, Edison Baldan Junior.

Com mais de 70 participantes, o curso trouxe bons resultados para quem esteve presente. Além dos conhecimentos apresentados na palestra, a empresa Climb AirCraft, especializada em serviços de helicópteros com certificação para realizar pulverização agrícola, mostrou na prática o uso de helicópteros na aplicação de defensivos nos canaviais, encerrando a programação do evento.

Para conferir a reportagem completa sobre o uso de helicópteros nos canaviais, clique aqui. Se preferir, acesse nosso canal no Youtube: www.youtube.com/tvudop. (Cana Online 11/05/2016)

 

Longevidade dos canaviais é o “pulo do gato” para quem produz cana

Canaviais mais produtivos por vários cortes reduz a renovação.

“Plantar cana-de-açúcar é muito caro”, sublinha Mário Sérgio Mathias, gerente corporativo de planejamento agrícola do Grupo Coruripe, com quatro unidades em Minas Gerias e uma em Alagoas. Por isso, ressalta o executivo, a empresa tem como premissa melhorar a performance para conseguir ter canavial velho e altamente produtivo. “Por esta visão, ao longo dos anos temos reduzido nossa taxa de reforma no Triângulo Mineiro.” Se antes a renovação anual dos canaviais girava em torno de 20%, caiu para 17% e hoje está entre 12% e 10%. “Hoje nossa média de idade em MG está em torno de 3,1 anos”, afirma Mathias.

Para Mathias, este é o pulo do gato para quem produz cana. Mas o segredo da longevidade maior, com alta produtividade, é utilizar bem das tecnologias disponíveis. “Em cima de toda essa tecnologia implementada, vamos conseguindo diminuir nossa taxa de renovação e atingindo resultados satisfatórios”, diz.

O executivo destaca que a política do Grupo Coruripe foi o que permitiu que as quatro unidades da companhia em Minas Gerais terminassem a última safra perto da casa dos três dígitos de produtividade, ou superando bem este patamar, o que foi o caso da unidade Iturama. “Estes resultados são frutos do pacote tecnológico que empregamos”, finaliza.

Veja matéria completa na editoria Gestão, edição 32 da revista Digital CanaOnline. No site www.canaonline.com.br você pode visualizar as edições da revista ou baixar grátis o pdf. (Cana Online 11/05/2016)

 

Queima ilegal de cana rende multa de R$ 4,2 milhões a Usina Guarani em SP

Ação civil cita 250 hectares incendiados em 2010 e 2014 em Barretos, SP.

Empresa nega responsabilidade e informou que vai recorrer da decisão.

A Usina Guarani, considerada a terceira maior produtora de açúcar do país, foi condenada em primeira instância a uma multa de R$ 4,2 milhões por queima ilegal da palha de cana-de-açúcar em Barretos (SP) em 2010 e 2014, quando a prática estava suspensa ou proibida por resoluções estaduais.

O juiz da 2ª Vara Cível Carlos Fakiani Macatti argumentou que, mesmo não sendo comprovada a causa dos incêndios, a empresa processou a cana e se beneficiou da matéria-prima. Ainda cabe recurso.

Em nota, o grupo Tereos, detentor da Guarani, negou responsabilidade nos incêndios e afirmou que vai recorrer da decisão.

Queima ilegal de cana

A Promotoria de Barretos ajuizou em maio de 2015 uma ação civil pública por danos ambientais citando "dois grandes incêndios" que atingiram uma área estimada de 250 hectares no município.

O primeiro foi em julho 2010 - quando a queima da cana estava suspensa por uma resolução da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) - em 120 hectares da Fazenda Guajupiá. Quatro anos depois, em agosto de 2014, quando a prática estava proibida por outra resolução do órgão, o fogo se alastrou por 130 hectares da Fazenda Buracão.

Na ação, o Ministério Público solicitou que a empresa reparasse o dano "independente da culpa" por ter ateado fogo nos canaviais de maneira proposital ou por não ter tomado os cuidados necessários para evitar os incêndios.

No processo, a empresa alegou que os danos não foram comprovados nos autos, que só realiza colheita de forma mecânica, que não é proprietária de nenhuma das fazendas e que, em um dos incêndios, o fogo começou a se alastrar em uma área de preservação permanente, não no canavial.

O magistrado citou o princípio da responsabilidade objetiva e concluiu pela condenação da empresa à multa de R$ 4,2 milhões a ser recolhida ao fundo estadual para reparação de interesses difusos lesados.

"A cana queimada foi colhida e processada pela ré, a qual, portanto, inequivocamente obteve proveito econômico deste fato. E em sendo beneficiária da prática, deve responder pelos danos daí advindos", afirmou Macatti.

Grupo Tereos

Em nota, a Guarani afirmou que vai recorrer da decisão. A empresa informou que, desde 2007, cumpre o Protocolo Agroambiental, que estabeleceu o fim do uso da queima no corte da cana. Segundo a Guarani, praticamente 100% da colheita de cana da companhia é realizada de forma mecanizada. (G1 11/05/2016)

 

Blairo Maggi filia-se ao PP para assumir Agricultura em governo Temer

O senador Blairo Maggi (MT) filiou-se ao PP nesta quarta-feira para assumir o Ministério da Agricultura no cada vez mais próximo governo do vice-presidente Michel Temer.

O ato oficial de filiação ocorreu na liderança do PP na Câmara dos Deputados, enquanto no outro lado do Congresso senadores debatiam na sessão de votação da instauração do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que deve resultar no afastamento da petista por até 180 dias.

Questionado, sobre o que falta para tornar-se ministro da Agricultura, Maggi disse a repórteres que apenas “ter o presidente e a nomeação”.

O senador, que deixou o PR para se filiar ao PP, afirmou a jornalistas que confirmada sua nomeação para o posto, defenderá a ampliação do prazo para que pequenos e grandes proprietários façam o Cadastro Ambiental Rural (CAR), e a redução de custos para os produtores.

Maggi disse ainda que é importante “fazer com que o produtor mantenha sua renda”.

Na semana passada, o senador afirmou que havia sido convidado pelo PP para ser o ministro da Agricultura num governo comandado por Temer e aceitou a “missão”.

“Fui convidado pelo Partido Progressista para assumir o Ministério da Agricultura. Aceitei, falta oficialização do futuro presidente Michel Temer”, disse Blairo no Twitter.

Grande produtor de soja, Blairo, gaúcho radicado no Mato Grosso, foi governador do Estado por dois mandatos e é senador desde 2011. (Reuters 11/05/2016)

 

Etanol tem produção recorde de 30 bilhões de litros

A produção brasileira de etanol bateu recorde em 2015, ao atingir 30 bilhões de litros, um crescimento de 6% em relação a 2014. A constatação é da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que divulgou hoje (10) o estudo Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis no Brasil 2015.

Para o estudo, os principais fatores que levaram a essa safra recorde foram a boa safra de cana de açúcar e as medidas governamentais que aumentaram a atratividade do etanol, como a elevação do percentual de anidro na gasolina C; o retorno da Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide) e a elevação do PIS/Cofins para a gasolina A.

Ao justificar os bons resultados, a EPE ressalta o fato de que, no aspecto de políticas públicas direcionadas ao setor, destacam-se dois pontos: a elevação do percentual de anidro na gasolina C, que passou de 25% para 27%; o aumento do preço de realização da gasolina A, o retorno da Cide e a elevação do PIS/Cofins para a gasolina que, juntos, contribuíram para o aumento do preço da gasolina C ao consumidor final.

O estudo da EPE, empresa responsável pelo planejamento energético do país, ressalta, ainda, que no ano passado, o país atingiu 660 milhões de toneladas de cana processada. Na avaliação da empresa, no entanto, o açúcar foi o contraponto, já que apresentou nova baixa em sua produção, atingindo 34 milhões de toneladas, redução motivada pelos baixos preços desse produto no mercado internacional.

Etanol hidratado

O relatório da EPE destaca, ainda, o crescimento expressivo de 34% da demanda do etanol hidratado, alcançando 19 bilhões de litros no ano passado, mesmo com a queda de 7% no consumo de gasolina C e de licenciamentos de veículos leves novos, o que aconteceu pelo terceiro ano consecutivo.

Outro dado importante para o setor foi a relevante contribuição da bioeletricidade proveniente das usinas do setor sucroenergético, que superou em 18,5% a quantidade injetada no Sistema Interligado Nacional em 2014.

A EPE ressalta, também, o fato de que os recordes de produção de etanol e de processamento da cana de açúcar foram atingidos mesmo com a queda dos desembolsos por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor sucroalcooleiro.

Outro dado divulgado hoje se refere ao biodiesel, cuja produção, em 2015, atingiu 3,9 bilhões de litros do produto, volume 15% superior ao de 2014. (Agência Brasil 12/05/2016)

 

Bolsa ICE lança contrato futuro para açúcar branco em contêineres

A bolsa ICE Futures Europe informou nesta quarta-feira que planeja lançar em 20 de junho um contrato futuro para o açúcar branco em contêineres e o primeiro vencimento negociado será para outubro de 2016.

O contrato, que um dia poderá superar o atual contrato de referência global para o açúcar branco, reflete a crescente dominância do comércio de açúcar em contêineres.

Operadores estimam que cerca de 75 por cento do comércio global de açúcar branco ocorra em contêineres, uma fatia que deverá crescer ao longo dos anos.

A ICE também opera o atual contrato futuro de referência para o açúcar branco, que está baseado no método tradicional de transportar açúcar em grandes navios graneleiros.

A bolsa disse em uma circular que o contrato deverá ter liquidação física, com contratos equivalentes a 50 toneladas. As entregas serão nos meses de março, maio, agosto, outubro e dezembro.

Os portos de entrega incluem Paranaguá e Santos, no Brasil, além de Bangkok e Laemchabang, na Tailândia; Mundra, na Índia; Jebel Ali nos Emirados Árabes; Jeddah, na Arábia Saudita; Roterdã, na Holanda; Penang e Port Kelang, na Malásia e Le Havre, na França. (Reuters 11/05/2016)

 

Agronegócio foi o único a resistir à desaceleração

Por uma década, política de crédito e boom de commodities ajudaram setor, mas expansão expôs vários gargalos.

Considerado um “oásis” em meio à desaceleração econômica, o agronegócio vem, nos últimos anos, colecionando grandes números e cravando sua competitividade no cenário internacional. No governo petista, o País bateu recordes de produção e virou o principal exportador mundial de soja. Mas infraestrutura deficitária e incertezas em relação a crédito e câmbio causam preocupações.

De 2003 a 2015,a produção de grãos no País cresceu mais de 70%. Parte desse avanço se deveu, além do investimento pesado em tecnologia, à política de crédito favorável. Do primeiro mandato de Lula ao ano passado, o montante de recursos do crédito rural, reajustados pela inflação de dezembro, cresceu quase 140%, segundo o Banco Central.

“Houve ao longo do período razoável liberação de crédito, pois o sistema financeiro teve expansão bastante grande nos últimos 14 anos”, diz Fabio Silveira, sócio-diretor da MacroSector. “O agronegócio acabou crescendo. O mérito do governo foi não interferir demais.”

Por uma década, o setor também foi alavancado pelo boom das commodities, com preços valorizados pela crescente demanda da China. “Exportações do agronegócio foram fundamentais para o crescimento das reservas brasileiras de 2003 a 2013, o que também contribuiu para a estabilidade do câmbio.”

Mas a expansão expôs a deficitária infraestrutura do País, com gargalos nas logísticas de transporte, armazenagem e escoamento. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), 9% a 13% da soja é desperdiçada no transporte até os portos e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não conseguiu reverter esse quadro, já que boa parte das obras não saiu do papel.

Outra crítica do setor no governo Dilma foi ao controle do preço da gasolina. “A produção de álcool, que vinha crescendo de forma significativa nos anos de 2005, 2006 e 2007, teve grande retrocesso”, diz Bruno Lucchi, da CNA. Usinas de açúcar e etanol encerraram a safra 2015/16 com endividamento recorde de R$ 95 bilhões.

No fim do primeiro mandato de Dilma, além da paradeira das obras de infraestrutura, a queda do apetite chinês e a recuperação mundial dos estoques provocaram baixa nos preços de commodities em dólar. A rentabilidade da safra 2014/2015 foi mantida graças ao câmbio.

Com a recessão, o volume e o preço do crédito para as próximas safras também causam apreensão. “Somos eficientes da porteira para dentro, mas o custo de escoamento aumenta a cada dia”, diz João Martins, presidente da CNA. “Plantamos com um dólar a R$ 3,80 e podemos colher com R$ 3”. (o Estado de São Paulo 12/05/2016)

 

UE exclui etanol e carne de oferta de acordo comercial com Mercosul

A União Europeia (UE) e o Mercosul trocaram ofertas tarifárias nesta quarta-feira (11) para negociar um acordo de livre comércio, do qual foram excluídos alguns produtos sensíveis para o bloco europeu.

"Esta é a primeira troca de ofertas, desde 2004, e um passo importante para fazer avançar o processo de negociação", indicaram as partes em comunicado. As negociações para um tratado de livre-comércio entre UE e Mercosul foram retomadas em 2010, depois que a troca de ofertas feita seis anos antes não permitiu que as discussões avançassem.

"Como esperado, ninguém ficou completamente satisfeito", disse à agência de notícias AFP uma fonte do Mercosul. Carne bovina e etanol, dois produtos importantes para o bloco sul-americano, foram deixados de fora da oferta da UE, que não ofereceu quotas. Essa questão ficou para ser definida "no futuro", acrescentou a fonte.

A chanceler argentina, Susana Malcorra, que tem estimulado essa troca desde a posse do presidente liberal, Mauricio Macri, escreveu no Twitter que se trata "de um primeiro e importante passo para chegar a um acordo que satisfaça ambas as partes".

A UE e o Mercosul vão "analisar ofertas" e voltarão a se reunir antes do verão (inverno, no hemisfério Sul).

Esta troca foi adiada diversas vezes desde 2014 e nas últimas semanas foi questionada pela relutância de países europeus em incluir produtos agrícolas "sensíveis" na oferta. O setor passa por uma grave crise.

"Os dois lados mantêm seu total compromisso nessa negociação, com a perspectiva de grandes benefícios econômicos e políticos (...) de um acordo ambicioso e equilibrado", acrescentou o comunicado.

A comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmstrom escreveu em um tuíte: "Intercâmbio de ofertas hoje entre a UE e o Mercosul. Primeiro passo para retomar nossas negociações comerciais. Importante econômica, politica e culturalmente".

QUESTÃO AGRÍCOLA

Em abril, 20 países da UE, liderados pela França, maior potência agrícola europeia, pediram à Comissão Europeia um estudo de impacto sobre o efeito que teria uma abertura comercial às exportações do Mercosul no setor agrícola, antes da troca.

Os países alertaram, na época, que incluir os "produtos sensíveis" poderia ter repercussões em todas as negociações comerciais da UE, em particular a que está sendo feita com os Estados Unidos.

Metade das importações da UE vindas do Mercosul correspondem a produtos agrícolas, setor em que a UE tem um déficit comercial de aproximadamente € 20 bilhões, segundo cálculos da Comissão.

"Somos muito conscientes da crise do setor agrícola", reconheceu a comissária europeia de Comércio. "60% de nossas importações agrícolas do Mercosul correspondem a soja e forragem para o setor suíno".

As organizações profissionais do setor agrícola e as cooperativas europeias, Copa-Cogeca, reagiram a essa nova etapa manifestando sua oposição a um acordo de livre comércio.

O secretário-geral da Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, lamentou, que a Comissão tenha avançado na troca "apesar das advertências de 20 ministros da UE".

"Estou extremamente decepcionado que a oferta continue incluindo produtos agrícolas sensíveis", disse.

Segundo os estudos citados pela Copa-Cogeca, a UE poderá perder até € 7 bilhões em caso de um acordo com o Mercosul, "que já é um grande exportador de matérias-primas agrícolas".

Para a UE, o Mercosul, que não fechou acordos comerciais com nenhum bloco comercial no mundo, representa um mercado de 260 milhões de pessoas. Um bloco bi-regional criaria uma área de livre-comércio de 760 milhões de pessoas.

Segundo dados da Comissão Europeia, o bloco sul-americano é o sexto mercado mais importante para as exportações da UE. O intercâmbio comercial foi de cerca de € 88 bilhões em 2015.

A UE é o principal sócio comercial do Mercosul. (Folha de São Paulo 11/05/2016)