Setor sucroenergético

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Raízen Combustíveis

A Raízen Combustíveis registrou lucro líquido atribuível a acionistas controladores de R$ 181,3 milhões no quarto trimestre de 2016, período de janeiro a março deste ano, com queda de 46% na comparação anual.

No trimestre, a receita líquida cresceu 16,6%, para R$ 16,4 bilhões, como resultado de aumento do volume vendido e de preços mais elevados da gasolina, do diesel e do etanol. Já a receita do segmento de aviação caiu.

O Ebitda da Raízen Combustíveis teve queda de 4,9%, para R$ 589,5, mas o Ebitda ajustado cresceu 6,5%, para R$ 590,3 milhões.

O custo dos produtos vendidos teve alta de 17,7%, e as despesas com vendas, gerais e administrativas subiram 10,6%.

O resultado financeiro, que era positivo em R$ 13 milhões, ficou negativo em R$ 133 milhões.

A Raízen Combustíveis informou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no ano-safra 2015/16, 3% menor do que o da safra 2014/15 e expansão da receita líquida de 12,3%, para R$ 63,7 bilhões. (Valor Econômico 30/05/2016)

 

Açúcar: Atraso na colheita

As preocupações com o andamento da colheita da safra 2015/16 no Centro-Sul do Brasil sustentaram as cotações do açúcar demerara na bolsa de Nova York na sexta-feira.

Os contratos com vencimento em outubro encerraram o pregão cotados a 17,68 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 5 pontos (0,28%).

O clima chuvoso na semana passada gerou apreensão entre os investidores sobre o andamento dos trabalhos na principal região produtora de cana-de-açúcar do Brasil.

O país é o maior produtor mundial de açúcar e, num cenário de déficit global do produto, ganha ainda mais peso na formação dos preços no mercado futuro de Nova York.

Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 76,37 a saca de 50 quilos na sexta-feira, alta de 0,21% sobre a véspera. (Valor Econômico 30/05/2016)

 

João Lyra avança no diálogo para recuperar empresas de seu grupo

Com fôlego de gato e em meio à crise que o país vive em todos os segmentos produtivos, o empresário João Lyra trabalha para retomar o império que lhe pertence: muitas terras para plantio de cana-de-açúcar, imóveis, cinco usinas de cana-de-açúcar, empresas de comunicação, concessionária de carro, táxi aéreo e outros empreendimentos que geravam 17 mil empregos em Alagoas e nove mil em Minas Gerais.

Fundador e presidente do grupo que leva seu nome (JL), o empresário, que sofreu as consequências da crise internacional do preço do açúcar e mais a inundação da usina Laginha, da mesma forma que aconteceu com outras 80 indústrias sucroalcooleiras de Alagoas e do Brasil, foi afetado pelo fantasma da falência. Mas ele continuou no Estado abrindo o diálogo na esperança de recuperar a massa falida.

Ao contrário de outros empresários do setor, como João Tenório, que fechou a potente Usina Triunfo e foi morar na Inglaterra JL ficou para enfrentar com muito estilo e paciência a crise que se abateu sobre suas empresas. Praticamente só, sem o cortejo de empresários e políticos que lotavam seu escritório para consultá-lo, resolveu lutar contra tudo e todos para rever o patrimônio que lhe pertence.

O que ele mais lamenta a ausência de dois fieis amigos: udenista Antônio Gomes de Barros com quem sempre mantinha um bom diálogo e tomava café da manhã em sua residência na Praça Sinimbu e o palmarino empresário Lula Pinto. Ambos se vivos estivessem, JL tinha certeza que contava com sua solidariedade. Por coincidência, os dois fieis amigos já falecidos são amizades da querida União dos Palmares onde foi instalada a Usina Laginha.

Nessa luta contra o tempo e afastamento de velhos aliados dos bons tempos de safras nas usinas, somente duas figuras leais continuaram ao lado do empresário nesse tempo de vacas magras: o senador Fernando Collor e seu primo e ex-suplente Euclides Mello. Entre os assessores, o fiel escudeiro Paulo Santos, mais conhecido por Paulão, que se mantém firme como um pára-choque diante do patrão.

Os aliados desapareceram

Ninguém mais é visto no assediado escritório do Grupo JL em Guaxuma. Mas o diálogo, aliado aos esforços do empresário, está avançando. JL já apresentou nos autos do processo na Justiça o crédito 4870, que vai lhe garantir resolver o impasse dos débitos fiscais. Também está empenhado em uma solução para efetuar pagamento dos funcionários de suas empresas.

Um dos empreendimentos do grupo que deve voltar com toda a força que tinha, é a Rádio Jornal, seguindo uma programação pautada no jornalismo. O empresário e ex-deputado federal JL guarda fortes lembranças da emissora. Da mesma forma, apesar de ser enganado e abandonado por muitos, recorda como troféu o glorioso título de campeão que, como presidente, conquistou para o CSA. (Alagoas 24 Horas 28/05/2016)

 

Justiça homologa recuperação judicial e usina de Naviraí será reativada

Infinity Bio-Energy, controlado pelo grupo Bertin e dono de seis usinas no país, tem dívidas acumuladas de R$ 2 bilhões.

A possibilidade de reativação da usina Infinity Agrícola, no município de Naviraí, a 366 km de Campo Grande, ganhou força com a decisão tomada nesta semana pelo juiz Paulo Furtado, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. Na segunda-feira (23) ele homologou o novo plano de recuperação judicial da companhia sucroalcooleira controlada pelo grupo Bertin.

Pelo menos 1.800 pessoas perderam o emprego desde o ano passado, quando a usina entrou em crise e não conseguiu manter a produção. Atualmente apenas as lavouras de cana estão sendo cortadas e vendidas, para pagar direitos trabalhistas – medida determinada pela Justiça.

Com a recuperação judicial, os trabalhadores têm esperança que a indústria volte a produzir e retome as contratações.

O presidente Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Álcool e do Açúcar de Naviraí, Altair Custódio, disse que a maioria dos trabalhadores que perderam o emprego com a crise da usina continua desempregada.

“Alguns trabalhadores arrumaram emprego em outras usinas da região ou mudaram de ramo, outros foram embora da cidade, mas muitos continuam desempregados e veem na possível reativação da usina uma chance de voltar a trabalhar no setor. Muitos só sabem fazer isso e estão expectativa”, afirmou o sindicalista.

Recuperação

A Infinity Bio-Energy tem seis usinas e acumula dívida de R$ 2 bilhões. De acordo com o jornal Valor Econômico, o plano de recuperação judicial, homologado pelo juiz Paulo Furtado, foi desenvolvido pela consultoria EXM Partners e aprovado em assembleia em dia 29 de abril por credores que representavam mais de 80% dos valores devidos.

O plano prevê a alienação de quatro usinas para pagar parte dos credores, o que deve abater quase toda a dívida da companhia.

A usina de Naviraí e a Ibirálcool, em Ibirapuã (BA), estão sob controle dos credores Bradesco, Santander, HSBC e fundos de investimento Carval e Amerra, com os quais a Infinity tem dívida de R$ 1 bilhão.

Conforme o Valor, na terça-feira (24) a Justiça autorizou os credores a leiloarem essas duas usinas. A unidade sul-mato-grossense tem capacidade de processar 3,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Já a usina baiana tem capacidade de moagem de 1 milhão de toneladas.

O juiz paulista permitiu também a possibilidade de transferência para os credores extraconcursais e para o BNDES das usinas Disa, em Conceição da Barra (ES), e Alcana, em Nanuque (MG).

O Infinity continuará com o controle das usinas Cridasa, em Pedro Canário (ES), e Cepar (Central Energética Paraíso), de São Sebastião do Paraíso (MG). Conforme o plano homologado, essas plantas serão responsáveis em gerar receitas para abater o restante da dívida, que são débitos tributários. São pelo menos R$ 400 milhões de dívidas da Infinity só com impostos. (Campo Grande News 27/05/2016)

 

Conab divulga estimativa da safra canavieira 2016/17

A Companhia Nacional de Abastecimento - Conab divulgou a primeira estimativa da safra 2016/17 de cana-de-açúcar. O levantamento aponta para uma moagem de 690,98 milhões de toneladas, aumento de 3,8% em relação à moagem da safra 2015/16. A produção de etanol deve se manter acima de 30 bilhões de litros, redução de apenas 0,4%. Deverão ser produzidos 11,7 milhões de m3 de anidro e 18,6 milhões de m3 de hidratado.

Devido às condições climáticas favoráveis, a colheita de cana-de-açúcar está adiantada no primeiro mês da safra 2016/17. Em abril, a produção de etanol foi de 2,89 bilhões de litros, aumento de 59% em relação à produção do ano anterior. A produção de hidratado foi de 1,9 bilhão de litros, aumento de 48% em relação à safra anterior. Já a produção de anidro nesta safra foi de 0,96 bilhão de litros (Mapa, 27/5/16)

 

Produção de biodiesel no Brasil atinge 1.196 mil m³ em abril

Em 2016, a produção acumulada de biodiesel no Brasil atingiu 1.196 mil m³, um decréscimo de 6% em relação ao total produzido no mesmo período de 2015, que foi de 1.270 mil m³. Apenas em abril, o volume produzido foi de 301 mil m³. Os dados constam na edição nº 99 do Boletim dos Combustíveis Renováveis. A publicação é elaborada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

A capacidade instalada do biodiesel autorizada a operar comercialmente em abril de 2016 alcançou 7.243 mil m³/ano (604 mil m³/mês). Desse total, 91% são referentes às empresas detentoras do Selo Combustível Social. Nesse período, 49 unidades estavam aptas a operar comercialmente, com uma capacidade média instalada de 148 mil m³/ano (411 m³/dia). Dessas, 38 detinham o Selo.

A região Centro-Oeste liderou a produção de biodiesel no cenário nacional, com a participação de 49,1%. Já a região sul foi responsável por 40,1% do produto, seguida pelo sudeste, que produziu 6% do biodiesel. As regiões nordeste e norte representaram, respectivamente, 7,4% e 3,5% do total.

Com relação às matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel, no acumulado até o mês de março, a participação das três principais matérias-primas foi: 75,2% soja, 18,0% gordura bovina e 1,7% algodão.

Produção de etanol

A Companhia Nacional de Abastecimento - Conab divulgou a primeira estimativa da safra 2016/17 de cana-de-açúcar. O levantamento aponta para uma moagem de 690,98 milhões de toneladas, aumento de 3,8% em relação à moagem da safra 2015/16. A produção de etanol deve se manter acima de 30 bilhões de litros, redução de apenas 0,4%. Deverão ser produzidos 11,7 milhões de m3 de anidro e 18,6 milhões de m3 de hidratado.

Devido às condições climáticas favoráveis, a colheita de cana-de-açúcar está adiantada no primeiro mês da safra 2016/17. Em abril, a produção de etanol foi de 2,89 bilhões de litros, aumento de 59% em relação à produção do ano anterior. A produção de hidratado foi de 1,9 bilhão de litros, aumento de 48% em relação à safra anterior. Já a produção de anidro nesta safra foi de 0,96 bilhão de litros. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). (Udop 27/05/2016)