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Brasil produz mais etanol mesmo com alta do preço do açúcar

A recuperação dos preços do petróleo deste ano fez uma vítima improvável: a sobremesa.

Para entender, basta olhar o exemplo da processadora de cana-de-açúcar Usina Batatais, de São Paulo.

Devido às margens atraentes do combustível, a empresa está usando a safra maior de cana para produzir mais etanol e deixando seu volume de produção de açúcar bruto inalterado.

Mesmo após o aumento recente dos preços do açúcar, “já não há mais tempo, nem cana” para fazer uma troca, disse o presidente da Batatais, Bernardo Biagi.

Esta é uma história que se repete pelo Brasil, o maior produtor e exportador mundial de açúcar. Isto poderia piorar o déficit global de oferta após o clima seco ter prejudicado as safras da Índia e da Tailândia, a segunda maior exportadora.

Os preços estão sendo negociados próximos do nível mais alto em quase dois anos e os hedge funds estão fazendo uma aposta recorde na continuidade da alta.

“As margens do etanol foram boas e isto levou mais açúcar em direção à indústria do etanol”, disse Arlan Suderman, economista-chefe para commodities da INTL FCStone Financial em Kansas City, Missouri, nos EUA.

“Se você analisa a produção global de açúcar, a região Centro-Sul do Brasil é, realmente, o único ponto positivo da produção mundial no momento. Portanto, o mundo está olhando para ela”.

Alta do preço

O açúcar bruto subiu 23 por cento neste ano, para 18,75 centavos de dólar a libra, na ICE Futures U.S., em Nova York. Na sexta-feira, os preços chegaram a 18,79 centavos de dólar, nível mais alto desde 23 de junho de 2014.

Os hedge funds e outros grandes especuladores aumentaram suas posições compradas na commodity em 4,9 por cento, para 222.686 futuros e opções dos EUA, na semana que terminou em 31 de maio, mostraram dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA três dias depois. É o nível mais alto desde o início dos dados, em 2006.

Analistas e traders também estão esperando mais aumentos de preço. Os futuros poderiam chegar a 19,9 centavos de dólar até o fim do ano, segundo a média de 15 estimativas de uma pesquisa da Bloomberg News.

Mais da metade dos participantes previram que o açúcar tocará a casa dos 20 centavos de dólar, que seria o preço mais elevado desde outubro de 2013.

“Os problemas climáticos e o déficit manterão o mercado com tendência de alta”, disse Donald Selkin, estrategista-chefe de mercado da National Securities em Nova York, que ajuda a gerenciar cerca de US$ 3 bilhões.

Ele prevê que os futuros de julho atingirão 20 centavos de dólar em algumas semanas. (Bloomberg 06/06/2016)

 

STJ avalia prejuízo de usina com tarifa congelada

A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu novamente o julgamento de processo pelo qual analisa o modo de apuração de valor devido pela União à usina Agro Industrial Tabu. A companhia teve prejuízo com o congelamento de tarifas de açúcar e álcool estabelecido por planos econômicos nas décadas de 80 e 90.

A matéria já foi decidida pelo STJ em recurso repetitivo, mas cabe análise de cada caso concreto. Um pedido de vista do próprio relator, ministro Og Fernandes, suspendeu novamente o julgamento. Por enquanto, foram proferidos dois votos.

O relator dispensou a apresentação de balanços contábeis para a verificação do prejuízo. Já o voto lido na retomada da sessão, na semana passada, não julgou o mérito, considerando que o processo demanda reanálise de provas, o que não pode ser feito no STJ.

As usinas alegam que tiveram custos e preços de venda administrados pela União a partir da década de 1980, por meio do antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). E que o preço de venda teria sido fixado abaixo do valor de custo. As ações judiciais das usinas para pleitear o pagamento dos danos sofridos têm como base estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizado a pedido do IAA.

Em recurso repetitivo, a 1ª Seção do STJ reconheceu que as usinas tiveram prejuízos, mas os ministros exigiram a comprovação dos danos sofridos, por meio da apresentação de balanços contábeis. Destacaram que continuariam valendo as decisões que só dependessem de execução.

No caso da Agro Industrial Tabu, já havia uma decisão indicando que o valor devido seria apurado na liquidação, com a verificação dos documentos contábeis, que não constavam nos autos. Para o relator, ministro Og Fernandes, o acórdão considerou que os danos já haviam sido comprovados por laudo pericial.

Na sessão, o ministro Herman Benjamin resumiu seu voto-vista. Para ele, o processo demanda re-análise de provas, o que não pode ser feito do STJ, conforme estabelece a Súmula nº 7. O ministro afirmou que seu voto não traz exatamente uma divergência com o do relator, apesar de ele não conhecer o recurso da empresa. Na sequência, o relator pediu vista.

O assunto receberá ainda a palavra final do Supremo Tribunal Federal, que analisará recurso contra decisão do STJ no repetitivo. A matéria interessa a aproximadamente 290 empresas em situação parecida. A União calcula em R$ 173,5 bilhões o impacto que pode ter com as decisões, segundo estimativa da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). (Valor Econômico 07/06/2016)

 

Lucro da São Martinho caiu 32% na safra

A estratégia de concentrar as vendas de etanol na segunda metade da safra, aliada ao bom momento do setor sucroalcooleiro por causa da recuperação dos preços do açúcar e do biocombustível, turbinou os resultados da sucroalcooleira São Martinho no quarto trimestre da temporada 2015/16, encerrada em março.

No período, a companhia obteve um lucro líquido de R$ 68,9 milhões, 21,9% acima do mesmo período da safra anterior. Esse resultado contribuiu para que a São Martinho encerrasse o ciclo com lucro líquido de R$ 194,3 milhões. Mas o resultado foi 32% inferior ao da safra precedente.

Em entrevista ao Valor, Fábio Venturelli, presidente da São Martinho, disse que essa diminuição reflete uma "normalização" dos resultados, já que na safra passada a companhia obteve um ganho não recorrente ao vender sua participação na Agropecuária Boa Vista. "Se desconsiderar isso, o lucro está em linha com o que esperávamos para a safra", afirmou o executivo.

A receita do último trimestre refletiu especialmente a elevação dos preços do açúcar, saltando 23,3%, para R$ 438,8 milhões. Desse total, R$ 392,2 milhões foram provenientes das vendas do produto, uma alta de 13% ante igual período da safra anterior.

A estratégia de segurar etanol para vender no fim da safra foi mantida, embora de forma menos intensa do que no ciclo anterior, época em que o retorno da Cide sobre a gasolina gerou forte otimismo no setor. "Desta vez, dividimos [as vendas] com o terceiro trimestre", explicou Felipe Vicchiato, diretor financeiro da São Martinho.

Na safra 2015/16, a receita líquida da empresa cresceu 20%, alcançando R$ 2,8 bilhões. As vendas de etanol hidratado (que compete com a gasolina) geraram um faturamento de R$ 501,9 milhões, alta de 16,5%.

Já a geração de energia elétrica a partir de biomassa não contribuiu positivamente para a receita da safra, afetada por uma medida do governo no início de 2015 que reduziu o preço máximo de referência para o mercado de energia no curto prazo, disse Vicchiato.

Com esse resultado, o foco da companhia agora é diminuir a alavancagem, que teve ligeira redução no último trimestre. A relação entre o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado e a dívida líquida encerrou março em 2,1 vezes, ante 2,2 vezes no mesmo mês de 2015. A meta, segundo Venturelli, é levar essa relação para 1,5 vez.

O único investimento que a companhia fará nesta safra é na expansão da Usina Santa Cruz, já anunciada em 2015. A empresa concluirá este ano o aporte de R$ 60 milhões para elevar a capacidade da planta, de 4,5 milhões de toneladas para 5,2 milhões de toneladas de cana. A mudança estará pronta para a safra 2017/18. (Valor Econômico 07/06/2016)

 

Moagem antecipada de cana eleva geração de energia em usinas à biomassa no 1° tri

As usinas de energia movidas à biomassa tiveram alta de 10,5 por cento na produção de eletricidade no primeiro trimestre, ante mesmo período de 2015, afirmou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) nesta segunda-feira, em um movimento atribuído por um executivo da indústria à antecipação da moagem de cana no país.

Segundo a CCEE, a geração de energia por essas usinas, das quais cerca de 80 por cento são movidas a bagaço de cana, somou 722,6 megawatts médios entre janeiro e março, acima dos 654,2 megawatts médios registrados no mesmo período de 2015.

O gerente de bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Zilmar Souza, disse à Reuters que a maior produção deve-se à antecipação da moagem de cana no centro-sul, que tradicionalmente ganha mais força a partir de abril.

"A geração de energia acompanhou essa moagem antecipada... a necessidade de moagem precisa de energia", afirmou.

Segundo ele, essa maior geração resulta também em uma maior comercialização de excedentes de energia elétrica pelas usinas.

"Várias (usinas) tinham cana da safra passada ainda disponível para moer nessa safra... anteciparam o início da safra", afirmou Sousa.

Segundo a CCEE, as usinas à biomassa fecharam março com um total de 11,5 gigawatts em potência instalada. O número representa cerca de 8 por cento da capacidade de geração instalada no Brasil. (Reuters 06/06/2016)

 

Olam vê déficit de açúcar em expansão; diz que alta dos preços é justificada

Os preços do açúcar têm potencial para subir ainda mais após tocarem máximas em mais de dois anos e meio nesta segunda-feira, com a produção não conseguindo acompanhar a demanda em expansão pelo adoçante, afirmou o chefe de operações com açúcar da Olam Internacional em entrevista à Reuters.

Piero Carello disse que a Olam vê déficit global de açúcar crescendo para 7 milhões de toneladas em 2016/17 (outubro a setembro), ante um déficit de 4 milhões de toneladas estimado para 2015/16.

Os contratos futuros do açúcar na bolsa ICE subiram nesta segunda-feira para máxima em dois anos e meio de 19,42 centavos de dólar por libra-peso, impulsionados pelo sentimento de que o mercado global de açúcar deverá enfrentar um déficit após diversos anos de excedentes.

"Acreditamos que há justificativa nos fundamentos para a alta", disse Carello. "Os futuros do açúcar bruto podem ser negociados na casa inferior dos 20 centavos de dólar por libra-peso".

"O mercado precisa subir para um patamar em que ele sinalize que nós (o mundo) precisamos de açúcar", adicionou o executivo.

Carello disse que o consumo global de açúcar segue robusto, subindo cerca de 2 por cento por ano, ou mais de 3 milhões de toneladas.

A alta do consumo tem sido guiada pela Ásia, onde o crescimento da população e mudanças nos hábitos alimentares elevaram a demanda, na contramão do mundo desenvolvido, onde diversos países consideram taxar o adoçante para combater a obesidade.

Uma seca no segundo maior produtor, a Índia, também ajudou a levar o mercado global para um déficit.

A Olam projeta que a produção de açúcar da Índia cairá para 23 milhões de toneladas em 2016/17, ante 25,2 milhões de toneladas em 2015/16, devido à seca em regiões produtoras, incluindo Maharashtra.

"Se as (próximas chuvas de) monções vierem abaixo da expectativa, a produção na Índia poderá cair para até 20 milhões de toneladas, e isso pode significar que a Índia talvez precise de importações (na próxima temporada)", disse Carello.

Chuvas que interrompem a colheita de cana no centro-sul do Brasil, além de causar congestionamentos e atrasos nos embarques em portos do país, também ajudaram na recuperação dos contratos futuros de açúcar bruto, que subiram 56 por cento desde o final de fevereiro.

"As notícias (no Brasil) chamaram a atenção das pessoas, jogando gasolina na fogueira", disse Carello.

Ele disse que espera uma modesta alta na produção da Tailândia, segundo maior exportador global, para 10 milhões de toneladas de açúcar em 2016/17, ante 9,6 milhões de toneladas em 2015/16.

A produção da União Europeia deverá subir para 18,4 milhões de toneladas em 2017/18, ante 15,5 milhões em 2016/17 e 13,8 milhões em 2015/16, sinalizando um potencial para que o bloco seja um dos 10 maiores exportadores, com algo entre 2 e 2,5 milhões de toneladas por ano. (Reuters 06/06/2016)

 

Desempenho das usinas à biomassa cresce 10,5% no 1º trimestre de 2016

Capacidade instalada da fonte alcança 11,5 GW em março; São Paulo destaca-se com 44,7% da geração no país.

Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontam que, nos três primeiros meses do ano, as usinas térmicas movidas à biomassa produziram 10,5% a mais de energia na comparação com mesmo período do ano passado. A geração no período foi de 722,6 MW médios, enquanto atingiu 654,2 MW médios em 2015.

A capacidade instalada das plantas movidas à biomassa do Sistema Interligado Nacional - SIN também atingiu marca expressiva, chegando a 11,5 GW em março. A expansão é de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a capacidade era de 10,5 GW.

Segundo o boletim InfoMercado mensal, a geração, em março, foi de 1.077 MW médios com destaque para o desempenho de São Paulo, que segue como principal produtor de energia proveniente de biomassa. As usinas paulistas entregaram 481 MW médios, o equivalente a 44,7% de toda a geração da fonte no SIN. Mato Grosso do Sul, Bahia e Paraná aparecem na sequência com 275,7 MW médios, 61,9 MW médios e 59 MW médios gerados, respectivamente.

Na análise da capacidade instalada, o estado de São Paulo (5.166 MW) também é o principal destaque, seguido por Mato Grosso do Sul (1.830 MW), Minas Gerais (1.177 MW) e Goiás (1.034 MW).

Os dados consolidados da CCEE apontam ainda que o bagaço de cana foi o combustível mais utilizado na geração das usinas movidas à biomassa. O material representou cerca de 80% do total, com 858,9 MW médios. Na sequência, aparecem o licor negro com 13% (141 MW médios) e o biogás proveniente de resíduos sólidos urbanos com 3% do total (32 MW médios).

Em março, 244 plantas movidas à biomassa, em funcionamento, estavam cadastradas na CCEE, frente às 229 instalações registradas no mesmo período de 2015. (CCEE 06/06/2016)

 

Chuva afeta colheita de cana, mas é 'prematuro' falar em moagem menor, diz Datagro

As chuvas que atingem as principais regiões produtoras de cana do centro-sul do Brasil desde meados de maio impediram a moagem durante vários dias, mas o impacto das precipitações para o setor, até o momento, é favorável para o desenvolvimento da safra atual (2016/17) e da próxima temporada (2017/18), afirmou à Reuters o presidente da consultoria Datagro, Plinio Nastari.

Segundo ele, é "prematuro" afirmar que as projeções de moagem do centro-sul na safra atual serão reduzidas pelas intensas precipitações recentes, até porque há expectativa de que o fenômeno La Niña traga tempo mais seco, favorável ao processamento de cana, no segundo semestre. Ele disse ainda que as chuvas atrasam o atracamento dos navios para açúcar nos portos, mas destacou que as filas das embarcações estão maiores por conta da maior demanda pelo produto brasileiro. (Reuters 06/06/2016)

 

Chuvas fortes causam grandes filas de navios para exportação de açúcar do Brasil

Chuvas atípicas em junho continuaram a castigar os principais terminais exportadores de açúcar do Brasil nesta segunda-feira, suspendendo as operações nos portos, com um grande volume do adoçante aguardando para ser embarcado para o exterior e ajudando a elevar os preços da commodity para uma máxima de dois anos e meio.

As chuvas também continuam a interromper a colheita no principal cinturão de cana do centro-sul, lembrando o mercado sobre o primeiro déficit global de açúcar em seis anos.

Após um mês de abril muito seco, que impulsionou o início antecipado de uma safra recorde 2016/17, chuvas acima da média no fim de maio e em junho estão forçando os navios a aguardar muito mais que o normal para carregar o açúcar nos portos brasileiros, trazendo riscos de escassez de fornecimento para algumas refinarias.

"É difícil carregar os navios sob a chuva, então os atrasos estão se acumulando", disse a gerente comercial da empresa SA Commodities Isadora Lopes, em Santos.

As chuvas acumuladas até o momento em junho são o triplo da quantidade que normalmente choveria na região costeira do Estado de São Paulo.

Dados da SA Commodities mostram que há 29 navios aguardando para serem carregados com açúcar em Santos ante 15 na mesma época do ano passado. O total de açúcar que espera para ser carregado corresponde a 1,4 milhão de toneladas, ante 400 mil toneladas um ano atrás.

O navio para o transporte de açúcar a granel Clia, por exemplo, aproximou-se da costa brasileira perto de 9 de maio para ser carregado com 74 mil toneladas de açúcar para a comercializadora de commodities francesa Sucden. Ele só atracou no terminal da Rumo no domingo.

"A infraestrutura já era insuficiente. Você acrescenta a isso um começo antecipado de uma colheita recorde, melhores retornos para exportações de açúcar devido à fraqueza da moeda e, acima de tudo, o tempo chuvoso", disse o advogado Alex Bahov, que supervisiona contratos de navegação, em Santos.

De acordo com ele, transportadores estão sujeitos a multas diárias que variam entre 2 mil dólares a 12 mil dólares, dependendo do contrato, quando os cargueiros ficam mais do que o programado inicialmente.

REAÇÃO DOS PREÇOS

As condições climáticas do Brasil, que afetam ambas a colheita e as operações portuária, são um fator crucial por trás alta dos contratos futuros do açúcar, os quais atingiram máxima de 2 anos e meio nesta segunda-feira.

O presidente da Datagro, Plinio Nastari, disse nesta segunda-feira que as usinas perderam quatro dias de colheita na segunda metade de maio, uma situação que parece se repetir no início de junho.

"É prematuro dizer que as usinas não vão moer tudo o que foi planejado", disse Nastari.

Ele acredita que o congestionamento nos portos é mais um sinal da forte demanda por açúcar brasileiro, em um momento de dificuldades de produção em outros mercados, em vez de um problema causado apenas pelo clima.

O operador da Marex Commodities Luiz Mendonça acredita que o mercado está olhando para o futuro e reagindo ao que deve ser um grande déficit global para este ano e o próximo.

"Evidentemente este tempo não ajuda as operações portuárias, nem a colheita, mas ainda é cedo para estimar qualquer possibilidade de perdas na produção", ele disse.

A Copersucar, maior comercializadora de açúcar do mundo, que administra um grande terminal privado no Brasil, disse que suas operações estavam ocorrendo "de acordo com os planos".

A Rumo, uma companhia de transportes controlada pela brasileira Cosan, parceira da Royal Dutch Shell na líder em produção de açúcar Raízen, não tinha um comentário imediatamente sobre a situação de seu terminal em Santos. (Reuters 06/06/2016)