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Açúcar: Tempo perdido

A previsão de clima seco no CentroSul do Brasil nos próximos dias fez com que os contratos futuros do açúcar demerara registrassem queda ontem na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em outubro fecharam o pregão a 19,64 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 9 pontos.

Segundo a trading Sucden Financial, os embarques da commodity nos portos brasileiros devem ser normalizados com a persistência do clima seco depois que as chuvas retardaram a moagem e os carregamentos nos portos na semana passada.

Na última semana, a espera para os embarques em Paranaguá chegou a 20 dias, de acordo com a trading.

No mercado interno, o indicador Cepea Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 83,11 a saca de 50 quilos ontem, alta de 0,63%. (Valor Econômico 14/06/2016)

 

Produtores tentam recuperar lavoura de cana após chuvas

O excesso de umidade e os ventos que derrubaram parte da produção são os principais desafios para os produtores.

Depois de enfrentar muita chuva, produtores de cana tentam recuperar o atraso na colheita em Piracicaba, no interior de São Paulo. Por enquanto, o frio não é problema para a produção e pode até trazer benefícios para a cultura, segundo relatou o produtor de cana Gilmar Soave. "Nesta época o frio é até benéfico, pois ele vai trazer maior maturação do canavial. Lógico que se for uma geada intensa, ele pode causar algum problema das canas, mas como o solo está úmido, nós acreditamos que não tenha problema nenhum."

A chuva que caiu entre janeiro e junho, no entanto, foi considerada bem acima da média e pode prejudicar o produtor em alguns casos. "De janeiro até este período de safra nós tivemos 1.060 mm de chuva, o que é muita chuva. Normalmente de janeiro a junho chove em torno de 500 a 600 mm na região e tudo isto traz consequências, como a dificuldade de tirar a cana da lavoura”, disse José Rodolfo Penatti, gerente do departamento técnico da Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba (Afocapi).

"O que prejudicou também junto com a chuva que veio em excesso foi o vento que derrubou a Cana. Então, esta cana que caiu dificilmente vai atingir o ATR que era esperado", completou Gilmar Soave.

O ATR ao qual o produtor se referiu é o açúcar total recuperável por tonelada de cana e serve para calcular quanto o produtor vai receber da usina. Para Gilmar Soave, a chuva deve provocar uma queda de cerca de 10 ATR por tonelada, passando de 140 para pouco menos de 130.

A safra da cana começou em abril e, dos 120 mil hectares de cana na região de Piracicaba, aproximadamente 15% da área foi colhida até o momento. Mesmo com este atraso, a expectativa ainda é de conseguir colher toda a cana até o final do ano. (Canal Rural 13/06/2016)

 

Com a rede da Ale, Ipiranga supera BR na venda de etanol

A aquisição da rede de postos da Alesat pela Ipiranga promete consolidar a posição da distribuidora do grupo Ultrapar na vice-liderança do mercado de combustíveis e aumentar ainda mais a concentração do setor. Embora não afete diretamente os planos da Petrobras de vender uma fatia minoritária da BR Distribuidora, analistas consultados pelo Valor avaliam, contudo, que o negócio pode tornar mais difícil a missão da estatal de arranjar um sócio estratégico para sua distribuidora.

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), a expectativa é que a companhia assuma a liderança nas vendas de etanol no país e se aproxime de sua principal concorrente, a BR, que permanece à frente do mercado de gasolina. No mercado total, a BR ainda é a maior distribuidora do país, apesar de ter uma rede com 8.173 postos, menos que os 9.241 postos da nova empresa. Mas tem volume de venda maior, pois comercializa outros derivados, caso do óleo combustível.

Juntas, Ipiranga e Ale concentram 20,7% das vendas de etanol no Brasil até abril, o que coloca a distribuidora do grupo Ultra como líder desse mercado. Em 2015, a companhia era apenas a terceira do ranking, atrás da BR (20,3%) e Raízen (19,4%), segundo a ANP. Já no mercado de gasolina, a Ipiranga deve ganhar cerca de cinco pontos percentuais e se aproximar ainda mais dos números da BR. Com a incorporação da rede da Alesat, a distribuidora deve atingir uma fatia de 25,3% das vendas do derivado, contra uma participação de 25,8% da Petrobras, de acordo com dados da ANP e Sindicom.

O J.P.Morgan estima que a Ipiranga vai passar a deter 18% dos postos de combustíveis do Brasil. O principal ganho da empresa do grupo Ultra será no Nordeste, onde a fatia da companhia deve subir de 6% para pouco mais de 10%. O terceiro lugar é da Raízen, com 5.730 pontos de venda.

BR, Ipiranga, Raízen e Alesat concentram pouco mais da metade do volume de vendas de combustíveis do Brasil O J.P. Morgan avalia que a intenção do Ultra é tentar replicar o modelo de negócios da Ipiranga na Ale. Segundo o banco, o aumento da eficiência poderá elevar o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) da Alesat entre R$ 350 milhões e R$ 420 milhões por ano, contra os R$ 275 milhões reportados em 2015. Já o banco Itaú destacou que a compra da rede de postos da Alesat pelo grupo Ultra poderá "levantar algumas preocupações específicas" relacionadas à concentração de mercado nas regiões Sul e Sudeste. A Ipiranga, marca usada pelo Ultra, tem mais de 2.300 postos no Sul e outros 3.000 postos no Sudeste e a aquisição da Ale deve adicionar mais 1.000 e 210 postos em cada região, respectivamente. BR, Ipiranga, Raízen e Alesat concentram pouco mais da metade do volume de vendas de combustíveis do Brasil. Com a aquisição, apenas três, e não mais quatro empresas, passarão a representar essa fatia. Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, o negócio não chega a afetar diretamente os planos da Petrobras de vender uma parcela da BR, mas o aumento da concentração do mercado torna menos provável uma oferta dos grandes grupos do setor pela estatal.

"[A compra da Ale] não cria dificuldade para a Petrobras. Mas o grande problema é que, com o negócio, começa a haver um mercado mais concentrado, o que pode criar dificuldades para novas aquisições pela Ipiranga, em função do Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica]", disse Pires, que aponta como saída o fatiamento da BR.

Outra fonte não aposta em venda fatiada, porque ela levaria à perda da marca BR, que é muito forte e um dos ativos valiosos. Nesse caso, pode ser mais atraente, diz a fonte, atrair um sócio estratégico de fora, que possa ajudar a aumentar a governança e ajudar a valorizar a empresa para vender mais à frente. (Valor Econômico 14/06/2016)

 

São Martinho anuncia emissão de CRA de R$ 300 milhões

A Octante Securitizadora publicou nesta na última sexta-feira (10), aviso ao mercado sobre a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) lastreados em direitos creditórios do agronegócio da São Martinho no montante de R$ 300 milhões, conforme havia antecipado o Broadcast em março.

A emissão pode alcançar R$ 400 milhões se forem exercidos os lotes opcional e suplementar. Os CRAS têm vencimento em 30 de julho de 2019. A colocação está sendo feita com esforços amplos de distribuição, segundo a instrução 400 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com cronograma preliminar, o roadshow da operação será iniciado nesta sexta e o processo de bookbuilding está previsto para o dia 7 de julho. A operação tem como coordenador líder o Itaú BBA e como coordenadores o Bradesco, o Citibank e a XP Investimentos.

Segundo o aviso publicado ao mercado, os CRAs são lastreados em direitos creditórios representados por nota de crédito à exportação (NCE) de emissão da São Martinho. (Agência Estado 13/06/2016)

 

Compradores de etanol se retraem à espera de maior oferta em SP, diz Cepea

Os compradores de etanol reduziram suas aquisições do combustível na última semana, aguardando menores preços com a retomada da colheita e moagem de cana em São Paulo, informou nesta segunda-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo.

De acordo com o Cepea, as condições climáticas apresentaram melhora para moagem desde quarta-feira e então as usinas recomeçaram as atividades interrompidas devido às chuvas.

"A previsão de que as chuvas dariam lugar ao tempo seco fez com que os distribuidores esperassem para negociar quando a oferta crescesse, em busca de preços menores", comentou o Cepea.

Após ter sofrido seguidas altas em maio, o indicador semanal do Cepea para o etanol hidratado mostrou, na semana entre 6 e 10 de junho, uma certa estabilidade ante a semana anterior, a 1,5355 real por litro do combustível (preço na usina em São Paulo).

Já o etanol anidro apresentou alta de 1,5 por cento em relação ao período de 30 de maio a 3 de junho, encerrando em 1,7348 real por litro em 10 de junho. (Reuters 14/06/2016)

 

Exportações de açúcar crescem 16% sobre ano anterior

As exportações brasileiras de açúcar em bruto deste mês superam em 16% as de igual período do ano passado, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

No ritmo atual de vendas externas, o país deverá colocar 1,8 milhão de toneladas para fora dos portos neste mês. Já as vendas de açúcar refinado podem recuar para 280 mil toneladas.

O desequilíbrio internacional entre oferta e demanda de açúcar permite uma melhora nos preços externos. O refinado teve evolução de 24%, enquanto o em bruto subiu 1,3%, em relação a junho de 2015.

O primeiro contrato do açúcar negociado em Nova York teve evolução de 67% nos últimos 12 meses (Folha de S.Paulo, 14/6/16)

 

Geadas atingem áreas de cana de MS, mas impacto parece ser pequeno, diz BioSu

Geadas atingiram diversas áreas de cana em Mato Grosso do Sul no domingo e nesta segunda-feira, mas a severidade do fenômeno para provocar perdas relevantes à safra parece ter sido baixa, segundo avaliação preliminar da associação de usinas do Estado, a BioSul.

"As ocorrências (de geada) se deram sobretudo em baixadas e várzeas, locais de maior incidência do fenômeno", comentou a associação em nota, acrescentando que avaliação mais precisa dos impactos leva pelo menos uma semana para ser concluída. (Reuters 14/06/2016)