Setor sucroenergético

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Investidores em busca de usina no Centro-Oeste

Além da já anunciada usina de biomassa em Suzanópolis (SP), a francesa Albioma e a colombiana Pantaleon têm um projeto similar para o Centro-Oeste. (Jornal Relatório Reservado 17/06/2016)

 

Crise canavieira gera vila fantasma em Igarapava, no interior de SP

Ela já teve segurança, atendimento médico, farmácia, centro esportivo com sauna, aluguel e água gratuitos e mais de mil habitantes.

Hoje, a vila de funcionários da Usina Junqueira, em Igarapava (na divisa entre São Paulo e Minas), expõe o declínio dos empregos no setor canavieiro no interior do Estado, maior produtor de açúcar e etanol no país.

Construída a partir de 1940 pela família Junqueira para empregados da usina, a vila tem 273 casas e outros 29 imóveis, como restaurante, escola, mercado e igrejas.

Desde 2002, quando a Fundação Sinhá Junqueira, que a administra, arrendou a usina para o hoje grupo Raízen, passa por um encolhimento.

O local perdeu a guarita de segurança e sofreu demissões em massa. Uma das ruas tem todos os imóveis de um dos lados interditados devido ao risco de desabamento.

Hoje há 163 imóveis ocupados, dos 302 existentes.

A fundação, que hoje tem 88 funcionários, mas chegou a 5.000 na safra, diz que pretende demolir 54 casas, mas não acabar com o local.

"O ideal é que a vila fosse municipalizada", diz o superintendente da fundação, Valdir Crivelaro. Dos mais de 70 km de estrada de ferro, resta uma maria-fumaça exposta na praça e peças no museu.

ÊXODO

Próxima ao rio Grande e às margens da rodovia Anhanguera, a vila é uma das obras criadas por Theolina Junqueira, a Sinhá Junqueira, mulher do coronel Quito Junqueira, um dos maiores fazendeiros do país no século 20.

As casas, a 7 km do centro da cidade, permitiam aos empregados morar perto do trabalho. Hoje, a decadência reflete a perda de empregos no setor. A cada ponto percentual de avanço da mecanização das operações nos canaviais, 2.700 trabalhadores perderam vagas, segundo o estudo do Instituto de Economia Agrícola, do Estado.

A inovação industrial e as fusões também reduziram as equipes e, com a crise do setor desde a década passada, 300 mil vagas foram extintas.

Moradores se queixam da insegurança, da falta de um posto de saúde, de lixo e mato alto em algumas casas.

"Estava em outra casa, mas tinha muito rato. Um dia acordei com uma cobra no quarto. A vila não tem mais ninguém, está abandonada mesmo e dá dó", disse a aposentada Dejanira Maria de Jesus Ferreira, há 12 anos no local. Ela morava na rua em que as casas já não têm telhado, portas ou janelas. A demolição foi paralisada após pedido da Promotoria.

FUTURO INCERTO

Para Crivelaro, são necessários mais de R$ 70 mil para reformar cada casa, afetada por umidade ou -ironia- treminhões de cana que passam numa estrada atrás da rua mais atingida pelas demolições.

"A fundação tem ações sociais em três cidades da região, além de Igarapava. Reformar as casas para alugar pelos valores cobrados, de R$ 200, faz com que a conta não feche. É melhor investir nos projetos." O investimento anual em filantropia supera R$ 3 milhões, segundo ele.

"Arrendamos porque no setor só vai ficar quem é grande. Éramos uma usina só, mas apenas os grandes vão sobreviver", diz o superintendente da fundação, ao explicar as mudanças na vila.

O contrato, válido desde 2002, vence em 2021, mas pode ser renovado automaticamente, conforme ele.

A posição é diferente da defendida pela prefeitura. O prefeito Carlos Augusto Freitas (PSD) disse que desde 2013 tenta encontrar uma saída para a vila, mas não obteve respostas da fundação.

"Queríamos desapropriar, mas não aceitaram. Depois a proposta foi de lotear e a fundação vender as casas. Levei o perímetro urbano da cidade até lá, para facilitar a venda como loteamento, mas fui surpreendido quando soube que estavam demolindo."

Por isso, segundo o prefeito, a administração estuda formas de tombar o conjunto arquitetônico.

A advogada da fundação, Glaucia Cristina Ferreira Mendonça, por sua vez, disse que a fundação tenta urbanizar o local, hoje considerado imóvel rural.

Segundo Crivelaro, foram investidos R$ 800 mil em fiação elétrica nos últimos anos. "Se fossemos derrubar a vila toda, investiríamos? Nossa intenção é das melhores e gostaríamos que a prefeitura assumisse a vila."

O museu do local também foi restaurado em dezembro. Conforme o superintendente, a maioria dos atuais moradores não tem elo nem com a usina nem com a trajetória histórica da vila. (Folha de São Paulo 19/06/2016)

 

Uma safra de retomada nas usinas

O populismo com o preço da gasolina arruinou a indústria do etanol. Agora, sem a interferência política direta na Petrobras, o setor começa a se reerguer.

Em uma sala apelidada de Pentágono, localizada em Piracicaba, no interior paulista, quarenta profissionais da Raízen controlam quase 400 colhedoras espalhadas pelos canaviais que abastecem as 24 usinas da empresa.

O Pentágono foi inaugurado há três meses, a tempo de testemunhar, pela primeira vez desde que o setor foi atingido pela crise, em 2008, uma colheita ser aberta com boa dose de otimismo. Um ânimo ainda cauteloso, mas fundamentado: a alta nos preços do etanol e do açúcar recuperou a rentabilidade das companhias.

As perspectivas para as vendas do combustível são favoráveis, assim como as de exportação de açúcar. Na Raízen, a maior empresa do setor sucrocooleiro, a projeção é encerrar a safra com uma moagem de até 64 milhões de toneladas de cana, uma alta de 2%. Na região Centro-Sul do país, que concentra 70% desse processo, espera-se um avanço de até 12% na produção de açúcar.

As vendas de etanol começaram a se recuperar no ano passado, depois que o governo elevou a tributação sobre seu principal concorrente, a gasolina, e deixou a Petrobras livre para reajustá-lo. Houve um salto de 37% nas vendas de álcool combustível, para um volume recorde de 17,9 bilhões de litros.

No caso do açúcar, o aumento das cotações começou nos meses finais de 2015, com a reversão do quadro de excesso de oferta no mundo. Por fim, a desvalorização do real diante do dólar reforçou a competitividade brasileira lá fora.

A recuperação beneficia toda a cadeia produtiva. Na fábrica de máquinas Zanini Renk, em Cravinhos, na região de Ribeirão Preto, o ritmo crescente de produção destoa da retração de um dos setores mais afetados pela recessão. As consultas de clientes para a aquisição de equipamentos subiram 15% em maio e outros 20% nos primeiros dias de junho.

A expectativa é que a receita com as vendas encerre o ano com um aumento real (acima da inflação) de 5% em relação a 2015. “Com a mudança de governo e a recuperação dos preços, as empresas começam a tirar projetos da gaveta”, diz Mauro Cardoso, presidente executivo da Zanini Renk. Para a siderúrgica russa NLMK, que produz chapas de aço para empresas do setor, as encomendas para o fim do ano, quando é realizada a manutenção de equipamentos, subiram 30%.

“O setor está pronto para decolar”, afirma Alexandre Figliolino, sócio da consultoria MB Agro. Mas não será uma recuperação por igual, adverte ele. Para os grandes grupos, será a oportunidade de ampliar as margens e reduzir as dívidas, abrindo espaço para uma onda de aquisições a partir de 2017, com os mais fortes absorvendo os mais fracos. Quem investiu em eficiência está mais bem posicionado.

“Commodities operam em ciclos”, diz João Alberto de Abreu, vice-presidente da Raízen. “Por meio de boas práticas de gestão, excelência operacional, investimento em inovação e tecnologia, a empresa pode ter um negócio rentável mesmo nos momentos de depressão do mercado. Quando os preços sobem, a empresa se beneficia mais ainda”. No último ano, o lucro da companhia teve um salto de 78%.

“A crise tem um aspecto positivo: as empresas buscam aumentar a eficiência de maneira muito mais obsessiva”, analisa Jacyr Costa Filho, diretor para o Brasil da francesa Tereos, controladora do grupo Guarani. “Investimos também em novas variedades de cana, que rendem até 30% a mais de toneladas de açúcar por hectare”. Para outras usinas, será a oportunidade de recuperar o atraso.

“Muitas empresas não fizeram a renovação adequada dos canaviais e da frota agrícola nem a manutenção do parque industrial. Agora é a hora de voltar a investir na própria operação”, afirma Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, a Única. Segundo ele, é prematuro falar em retomada dos projetos de expansão. “É preciso que haja políticas de longo prazo”;

Segundo Figliolino, metade das empresas ainda enfrenta dificuldades financeiras. São companhias que entraram em crise com a decisão do governo de segurar o preço da gasolina a partir de 2010. Isso afetou a competitividade do etanol. No intervalo de três anos, a comercialização do combustível despencou 40%. A cotação do açúcar também passou a cair.

A reversão nos valores de comercialização encontrou empresas que haviam se endividado fortemente para fazer investimentos em expansão. É o caso da Odebrecht Agroindustrial, a terceira maior companhia do setor, cuja dívida é de 10,3 bilhões de reais. Desde 2008, 85 usinas fecharam as portas. Outras 71 entraram com pedido judicial, das quais 31 acabaram encerrando as atividades.

Boa parte dos lucros é escoada para o pagamento de juros – um quinto dos recursos teve esse destino na safra encerrada no ano passado. Para que o setor consolide a recuperação, será imprescindível reconquistar a credibilidade perante os investidores e os credores, e isso não ocorrerá sem que o governo assegure que não vai mais interferir de forma arbitrária.

O investidor quer saber como o preço do combustível é formado, se há regras claras”, diz Arnaldo Corrêa, diretor da Archer Consulting. Essa é uma das razões pelas quais foi bem-vista a indicação de Pedro Parente para a presidência da Petrobras, depois de treze anos de nomeações políticas. Parente têm experiência no agronegócio, pois comandou a operação brasileira da Bunge, um gigante mundial do setor, entre 2010 e 2014.

Ocupou também cargos relevantes no setor público. Antes de tudo, prometem recuperar a lógica de mercado na administração da estatal. Esse deverá ser um primeiro e decisivo passo na retomada não apenas das usinas de cana, mas também da própria Petrobras (Veja edição nº 2483 19/06/2016)

 

Usina flex no MT interrompe fabricação de etanol de milho motivada por alta de preço

A Usina Porto Seguro, localizada em Jaciara (MT), interrompeu desde janeiro a sua produção de etanol a partir do milho. O preço da saca de 60 quilos do cereal e a escassez do produto foram os principais motivos para a paralisação das atividades na indústria, que é flex (produz etanol a partir de milho e cana-de-açúcar). No último dia 15 de junho a empresa iniciou a produção do combustível através da cana-de-açúcar.

Desde janeiro, o Brasil vem registrando desabastecimento de milho, motivado principalmente pelo crescimento das exportações e baixos estoques públicos, o que está elevando o preço da saca de 60 quilos. Em Mato Grosso, hoje, a saca de milho está cotada em média a R$ 33, podendo chega a R$ 38,10 em alguns municípios, como é o caso de Alto Araguaia. Outro fator que contribui para o aumento da saca é a quebra da produção em 2016 no país.

A produção de etanol a base de milho é realizada pela Usina Porto Seguro durante a entressafra da cana-de-açúcar, que tem período de seis meses. "O mercado mundial desse grão enfrenta em 2016 uma realidade atípica, em que os maiores produtores mundiais tiveram quebra de safra, entre eles o Brasil. Para o mercado, isso significa duas coisas: fica difícil encontrar milho para comprar e, quando encontra, está muito caro", justifica o diretor da Usina Porto Seguro, Michael Hebert Matheus.

Em 2015, a Usina Porto Seguro moeu em média 500 toneladas de milho por dia, o que significa uma produção de aproximadamente 200 metros cúbicos de etanol.

O diretor da usina explica que o mercado tem muitas nuances e que o custo de produção envolve não apenas a cotação do milho, mas insumos, que em sua maioria são cotados em dólar e até mesmo do valor de mercado do próprio etanol.

"A cotação no Mato Grosso hoje varia próximo de 30 a 40 a saca, o que já sinaliza uma queda. Há um mês chegava a 50 reais a saca. Acreditamos, ainda, que no segundo semestre poderemos retomar a produção do etanol a partir do milho se a especulação continuar caindo. Além disso, o governo Temer tem dado sinais de alta do combustível, tanto da nova direção da Petrobras, quanto da equipe econômica, que pretende refundar a Cide. Estamos muito atentos ao mercado e quando for o momento de retomar a produção estaremos já com as novas aquisições prontas para trabalhar a todo vapor", comentou Michael Hebert Matheus ao Agro Olhar.

Demissões

A falta de milho em muitas indústrias brasileiras, principalmente em cooperativas de frangos na região Sul do país, gerou férias coletivas e até mesmo demissões. Conforme o diretor da Usina Porto Seguro, "não se pode dizer que houve demissões. O fato é que a usina costumava ter apenas seis meses de produção anuais e, naturalmente, durante o período da safra tem mais colaboradores trabalhando. Em 2015, conseguimos, pela primeira vez na história, fazer uma produção contínua. Com a alta da cotação do milho, paramos a produção, mas não os trabalhos".

Segundo ele, durante este período em que a produção de etanol de milho ficou paralisada toda a mão-de-obra foi utilizada para a realização de reforma dos equipamentos, além de usarem esse tempo para se preparar para a safra da cana. "Havia máquinas que aguardavam investimentos há mais de uma década e agora temos aquilo que há de mais moderno no mercado".

Retomada após crise

Há dois anos, a usina caminhava para sua falência. A Porto Seguro, ao assumir a gestão, realizou mudanças profundas com investimentos de mais de R$ 80 milhões, o que permitiu o aumento da capacidade produtiva e a novas negociações "que nos permitem hoje dizer que a Usina Porto Seguro é uma empresa viabilizada, completamente recuperada e que volta a gerar riqueza para Jaciara e para o estado do Mato Grosso", conforme relata o diretor.

Um novo investimento que pode chegar a R$ 5 milhões está sendo realizado. "Estamos fazendo um investimento que deve chegar a R$ 5 milhões em novas dornas e outros equipamentos que permitirão separar a produção do etanol a partir do grão. A partir daí, a UPS passará a ser caracterizada como full. Isso significa uma capacidade de produzir simultaneamente o etanol de cana e de milho. Havendo viabilidade de mercado, será possível produzir etanol de grão 365 dias por ano", diz Michael Hebert Matheus. (Agro Olhar 17/06/2016)

 

Açúcar: Efeito Índia

A decisão do governo indiano de taxar em 20% as exportações de açúcar do país levaram os contratos futuros do açúcar demerara a retomarem a trajetória de alta interrompida na quinta-feira.

Os papéis com vencimento em outubro encerraram o último pregão da semana passada com valorização de 14 pontos, cotados a 19,90 centavos de dólar a libra-peso.

A medida adotada pela Índia, que é o maior consumidor mundial da commodity, visa a controlar os preços no mercado interno, evitando um possível desabastecimento por conta dos altos preços no mercado internacional e do déficit na oferta mundial.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 85,29 a saca de 50 quilos, alta de 0,48%. (Valor Econômico 20/06/2016)

 

ATR SP fecha maio com desvalorização de 1,18% no acumulado

O Conselho dos Produtores de Cana-de-açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Consecana-SP), divulgou hoje (17) os dados referentes ao ATR - Açúcares Totais Recuperáveis do mês de maio. Em comparação ao mês anterior, os preços caíram 1,18%, fechando em R$ 0,5812 no acumulado. Já o valor mensal teve desvalorização de 2,29%, passando de R$ 0,5881 para R$ 0,5749.

Os contratos de parceria baseados no índice de cana campo foram cotados em R$ 63,46 a tonelada, contra R$ 64,21 do mês de abril, registrando assim uma queda de 1,18%. Já a cana esteira em maio fechou em R$ 70,89, sendo o número também 1,18% menor quando comparado ao mês de abril.

Em São Paulo, o índice cana campo é de R$ 109,19 quilos de ATR por tonelada de cana. Já a cana esteira é de R$ 121,974 quilos de ATR. (UDOP 17/06/2016)

 

Usinas do Brasil já fixaram preços para 65% a 70% do açúcar

O diretor da Datagro, Guilherme Nastari, disse nesta quinta-feira, 16, durante painel no Seminário Perspectivas para o Agribusiness 2016-17, em São Paulo, que "entre 65% e 70% do açúcar (que o Brasil vai exportar) já está com os preços fixados". O porcentual supera o de anos anteriores, pois muitos produtores tiraram proveito da disparada do dólar e fizeram hedge. Conforme ele, o valor médio fixado ficou entre 14 centavos e 15 centavos de dólar por libra-peso.

Nastari acrescentou que a manifestação do fenômeno climático El Niño, que provocou chuvas em excesso no Centro-Sul do País, deve acabar na virada de julho para agosto, sendo substituído pelo La Niña, que se caracteriza por menos precipitações nas áreas produtoras da região. Isso pode contribuir com o andamento da colheita e moagem decana pelas usinas. (Agência Estado 17/06/2016)

 

Márcio Félix será o novo secretário de combustíveis renováveis do MME

O engenheiro Márcio Félix será o novo Secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME). Félix, que é servidor da Petrobras, aceitou o convite feito pelo ministro Fernando Coelho Filho, para completar a equipe do MME.

Félix é graduado em Engenharia Eletrônica pela Universidade de Brasília, com especialização em Engenharia do Petróleo, pela Universidade Petrobras e MBA em Gestão Empresarial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Ele ocupa o cargo que era de Marco Antônio Martins Almeida. Em abril, Martins Almeida havia assumido o MME em substituição a Eduardo Braga.

O novo secretário trabalha na Petrobras há 33 anos e, atualmente, exerce o cargo de gerente-geral de América do Norte e África na Exploração e Produção Internacional.

Coelho Filho completa seu secretariado com a escolha de Félix. No dia 30 de maio, foram confirmados os nomes dos secretários de Energia Elétrica, de Planejamento e Desenvolvimento Energético, e de Geologia e Mineração do MME: Fábio Lopes Alves, Eduardo Azevedo e Vicente Lôbo, respectivamente. Para a secretaria-executiva, foi nomeado Paulo Pedrosa. O matemático Luiz Augusto Barroso será o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). (MME 17/06/2016)

 

STJ adia julgamento e desfecho do caso Abengoa-Dedini fica para agosto

A disputa entre a espanhola Abengoa e a brasileira Dedini Agro vai se arrastar por mais tempo. A expectativa era de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) completasse o julgamento nesta semana, mas a corte ministerial adiou a análise para depois do recesso, ou seja, para agosto.

O processo já foi retardado por um pedido de vistas em abril. Por ora, dois dos 15 ministros indeferiram a homologação de decisão de uma corte arbitral internacional que determinava à Dedini o pagamento de R$ 150 milhões à Abengoa, em um caso que envolve a compra, em 2007, de usinas de cana-de-açúcar.

A Abengoa adquiriu em 2007 o controle da Dedini Agro por R$ 1,3 bilhão e assumiu R$ 730 milhões em dívidas. Na negociação estavam unidades de processamento de cana localizadas em Pirassununga e São João da Boa Vista, ambas no interior paulista. O conglomerado espanhol, entretanto, afirma que teve prejuízos por causa de números superestimados de moagem divulgados pela Dedini e cobra ressarcimento.

As duas usinas da Abengoa têm capacidade instalada para quase 7 milhões de toneladas de cana por temporada. No ciclo 2016/17, que começou em abril, a expectativa da companhia é de processamento em torno de 5,8 milhões de toneladas. (Agência Estado 17/06/2016)