Setor sucroenergético

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Negado pedido de falência da São Fernando

O juiz Jonas Hass Silva Junior, da 5ª Vara Cível de Dourados, indeferiu na sexta-feira um pedido de falência da Usina São Fernando, localizada no município sul-mato-grossense, apresentado pelo banco francês BNP Paribas. A empresa pertence à família do empresário José Carlos Bumlai (Na foto com o ex-presidente Lula), que está preso no âmbito das investigações da operação Lava Jato.

Em seu pedido, o banco argumentou que a Usina São Fernando omitiu documentos com informações financeiras, entre os quais projeções e demonstrações de fluxo de caixa de controladas. O juiz avaliou que não houve omissão, uma vez que a usina já havia apresentado outros documentos com os dados já realiados de fluxo de caixa.

“Exigir documentos de ‘projeção’ financeira, quando se tem o ‘realizado’ perde o seu sentido”, avaliou o juiz. Os demais documentos, acrescentou, já tinham sido apresentados. O banco já havia sido responsável pelo cancelamento de uma assembleia de credores da usina em 10 de março. Para o BNP, os documentos apresentados não eram suficientes para avaliar o novo plano de recuperação judicial da empresa. (Brasil Agro 22/06/2016)

 

Setor sucroenergético não terá movimentos expansionistas até 2017, diz Copersucar

O presidente do conselho administrativo da Copersucar S.A., Luís Roberto Pogetti avaliou nesta terça-feira, 21, que o setor sucroenergético brasileiro não terá o esperado movimento expansionista ao menos até 2017. Segundo ele, o longo período de crise do setor e o crédito restrito serão fatores limitantes para a retomada dos investimentos.

"Não é um ano de cenário mais positivo como este que fará com que o setor coloque a casa em ordem. Há uma limitação relevante de crédito e para os que estão com a casa em ordem não enxergo apetite nesse momento", disse. "Além disso, não há uma política pública de longo prazo clara para o etanol", completou.

Já Paulo Roberto de Souza, diretor presidente da Copersucar avaliou que o movimento neste período será de recuperação de margem para usinas, com o cenário positivo no mercado internacional, o que também sustentará o etanol.

A Copersucar S.A. é comandada por 20 grupos sucroenergéticos com um processamento de 93 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Na safra passada, eram 23 grupos com uma oferta de 95 milhões de toneladas de cana. Deixaram a companhia os grupos GVO, Rio Verde e Usina Batatais.

Para a safra 2016/17, a Copersucar estima uma moagem de 620 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul. Diferentemente da safra passada, a expectativa é de moagem de toda oferta, sem que haja cana deixada no campo para a safra 2017/18.

A companhia espera que no próximo período o processamento de cana tenha uma redução no Centro-Sul. "A oferta menor de cana no início do próximo período será ajudada pelo canavial envelhecido, com uma média 3,6 anos de idade enquanto o ideal é 3 anos e por uma taxa de renovação de 10% enquanto o ideal é de 18%", explicou Souza. (Agência Estado 21/06/2016)

 

Açúcar: Demanda chinesa

A retração de 74% nas importações chinesas de açúcar em maio e de 54% no acumulado de 2016 derrubaram as cotações do demerara ontem na bolsa de Nova York.

Os papéis com vencimento em outubro fecharam o pregão a 19,34 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 42 pontos (2,13%).

Segundo a consultoria Zaner Group, a perspectiva de uma produção de 5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na Austrália também ajudou a pressionar as cotações na bolsa mesmo num cenário altista.

Segundo a consultoria Datagro, o mercado mundial deve apresentar um déficit de 6,2 milhões de toneladas do produto em 2015/16.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 86,57 a saca de 50 quilos, alta de 0,6%. (Valor Econômico 22/06/2016)

 

Falta de investimento limita produção de açúcar no Brasil

A escalada dos preços do açúcar no Brasil ainda é insuficiente para estimular as usinas a retomar os investimentos, afirma o principal executivo da Biosev S.A., segunda maior produtora do país.

Embora a atividade tenha voltado a ser rentável, as usinas ainda relutam em ampliar capacidade já que muitas ainda lidam com a ressaca da dívida herdada do último ciclo de expansão, afirmou Rui Chammas, o CEO da Biosev, em entrevista em São Paulo. Ao mesmo tempo, a política do governo para o etanol segue pouco clara, gerando insegurança entre os investidores.

A Biosev, que é controlada pela trading agrícola Louis Dreyfus Commodities, é a maior produtora de açúcar e etanol do país depois da Raízen, a joint venture entre Cosan e Shell.

A dívida total do setor sucroalcooleiro saltou de R$ 38 bilhões para R$ 96 bilhões nos últimos seis anos após uma década de forte expansão, segundo uma estimativa da consultoria Datagro. O montante aumentou ainda mais depois que o real perdeu um terço de seu valor no ano passado. Cerca de 50 usinas de etanol e açúcar do país fecharam e 70 entraram com pedido de recuperação judicial desde 2011 – cerca de 30 por cento do total, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

Mesmo com os aumentos recentes de preço, "as pessoas ainda têm uma forte lembrança da crise provocada pelo investimento excessivo nesse setor", disse Chammas. Empresas como a Biosev estão focadas no pagamento da dívida, na redução dos níveis de alavancagem e na geração de caixa antes de considerar uma expansão, disse ele.

A capacidade do Brasil de expandir sua produção está sendo limitada em um momento em que traders e analistas projetam déficits mundiais de produção por três safras seguidas. Os futuros do açúcar bruto negociados na ICE Futures, em Nova York, subiram 30 por cento neste ano e estão sendo negociados perto do nível mais alto desde outubro de 2012. Quando medidos em reais, os preços são os mais altos da história após a desvalorização da moeda brasileira.

Embora os sinais de que o governo deixará de interferir nos preços domésticos dos combustíveis sejam positivos, os produtores não pretendem retomar investimentos em capacidade enquanto o Brasil não aprovar regras claras e de longo prazo para o uso do etanol. O controle dos preços da gasolina prejudicou as usinas de cana-de-açúcar do país nos últimos anos porque tornaram o etanol menos atraente para os consumidores.

A Raízen também não possui planos de expansão ou de aquisição atualmente já que as margens do setor ainda não são elevadas o suficiente para estimular investimentos em capacidade, disse Marcos Lutz, CEO da Cosan, a repórteres em um evento em São Paulo na semana passada. (Bloomberg 21/06/2016)

 

Alvean falha em obter lucro em 2015/16 com perdas na negociação de açúcar

Perdas na divisão de trading de açúcar na segunda parte do ano safra 2015/16, quando os preços subiram constantemente, prejudicaram o desempenho financeiro da Alvean, a maior comerciante global da commodity, que não conseguiu obter um lucro.

A Alvean, uma joint venture de comércio de açúcar entre a empresa de alimentos Cargill e a brasileira Copersucar, teve bons resultados no início do ano safra, mas um resultado ruim na segunda parte apagou os ganhos anteriores, disse o presidente-executivo da Copersucar, Paulo Roberto de Souza.

"No caso da Alvean, temos dois fatores. Um é o mercado físico, originar açúcar e entregar no destino. Isso foi espetacular. No lado do trading não foi um ano bom para a Alvean. E, portanto, terminou no zero a zero", afirmou Souza, em entrevista a jornalistas nesta terça-feira.

Ele se recusou a elaborar sobre as estratégias de negociação.

A Alvean foi formada em 2014, quando a Cargill e a Copersucar decidiram combinar suas operações de comércio global de açúcar.

Souza disse que a empresa negociou 11,5 milhões de toneladas de açúcar, ou cerca de 30 por cento do mercado global, de abril de 2015 a março de 2016.

A empresa espera que o volume aumente entre 10 e 15 por cento na atual temporada, estimando a produção de açúcar do centro-sul em cerca de 35 milhões de toneladas, ante 31,5 milhões de toneladas na temporada passada.

Os preços do açúcar aumentaram de forma constante desde meados de 2015, à medida que as projeções de déficit global foram acentuadas.

O açúcar bruto para outubro, em Nova York, atingiu uma máxima de contrato de 20,22 centavos de dólar por libra-peso em 16 de junho.

As usinas no Brasil venderam antecipadamente a produção enquanto o mercado subia, mas muitos fixaram os preços muito cedo, ficando vulneráveis a chamadas de margem da bolsa.

A Copersucar, que é responsável pela venda de açúcar e etanol produzido por 20 grupos do Brasil, registrou lucro líquido de 32 milhões de reais no período 2015/16, ante prejuízo de 8 milhões de reais em 2014/15. A receita líquida saltou 25 por cento, para 26,3 bilhões de reais.

A empresa registrou vendas do biocombustível em 2015/16 de 5 bilhões de litros, alta de 16,3 por cento ante a temporada 2014/15, favorecida pelo crescimento da demanda e pela recuperação dos preços. (Reuters 21/06/2016)

 

Preço da cana sobe 21% em Minas Gerais, após anos de crise

Produtores da região do Triângulo Mineiro também se entusiasmam com chuva no final da safra, que beneficia o canavial.

Com quase um terço de sua safra colhida, os produtores de cana-de-açúcar de Minas Gerais estão animados com os preços, que superam em 21% os valores alcançados pela tonelada no mesmo período do ano passado. Nos últimos dias, o solo encharcado tem dificultado o trabalho das máquinas nas lavoras. Mas a chegada das chuvas também é vista com bons olhos pelos agricultores.

A umidade foi importante para o desenvolvimento e a qualidade dos canaviais. Na região do Triângulo Mineiro, a produtividade média nesta safra deve ser de 88 toneladas por hectare, 6% a mais que no ciclo passado.

O produtor rural Ademir Ferreira de Melo, de Campo Florido (MG), acredita que a chuva vai ajudar a manter a produção da cana no final da safra. No total, ele cultivou 2,5 mil hectares.

De acordo com o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas do estado, Mário Ferreira Campos, 2016 é um ano de recuperação, após um intervalo prolongado de baixas. “Vamos terminar no azul, e isso vai pagar parte da dívida enorme que temos, criada no período de intervenção dos preços”, afirma.

Segundo dados da entidade, a produção mineira de etanol deve atingir três bilhões de litros, mesmo volume registrado na temporada passada. Já o volume de açúcar deve ser de 3,5 milhões de toneladas, incremento de 5% na comparação com o ciclo anterior.

Já a quantidade média de Açúcar Total Recuperável (ATR) deve ser de 136 quilos por tonelada, 4% superior ao da safra anterior. Para o gerente agrícola da Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Campo Florido, Rodrigo Piau, o ano foi marcado pelo uso de variedades precoces e uso de maturadores.

“O início da safra foi sem chuva, o que favoreceu a produção de açúcar na cana. Com isso, nós esperamos uma safra com maior qualidade e também mais produtiva”, diz Piau.

Mário Ferreira Campos explica que, atualmente, o açúcar é o que mais remunera a atividade, por isso os agricultores estariam priorizando o produto, mas sem deixar o etanol de lado. “Nós não vemos necessidade de aumentar a produção de etanol em 2016. (Canal Rural 21/06/2016)

 

Bônus da Cosan

A Cosan obteve, até sexta-feira à noite, a adesão de 75,28% dos detentores de bônus com vencimento em 2023 e de 80,53% da emissão que expira em 2018 à oferta de recompra desses papéis.

A companhia divulgou ontem os resultados iniciais da operação. Junto com a oferta de recompra, a companhia quer o consentimento dos credores para eliminar condições restritivas das escrituras dessas emissões.

A Cosan já obteve maioria necessária para fazer as mudanças. O prazo para adesão à oferta de recompra e à solicitação de alteração nas cláusulas vence às 23h59 de 1º de julho, no horário de Nova York. (Daniela Meibak). (Valor Econômico 21/06/2016)

 

São Martinho e CRA

A emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que terá como lastro notas de crédito à exportação (NCE) do Grupo São Martinho, começou a receber propostas na sexta-feira. As propostas poderão ser apresentadas até 6 de julho, conforme prospecto preliminar.

A emissão deve captar R$ 300 milhões. O valor pode ir para R$ 405 milhões se houver demanda suficiente para a emissão de um lote adicional de 20% da quantidade de CRAs originalmente ofertados e um lote suplementar de 15%. (Valor Econômico 21/06/2016)

 

Biofertilizante pode aumentar eficiência na adubação dos canaviais

O setor sucroenergético brasileiro pode estar próximo de usufruir dos benefícios da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), método que poderá elevar em no mínimo 15% a absorção de adubo nitrogenado no solo, proporcionando redução de custos e menor emissão de gases de efeito estufa sem perda de produtividade.

O consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Alfred Szwarc, cita os recentes avanços nas pesquisas feitas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) envolvendo um biofertilizante específico para as lavouras canavieiras.

Também conhecido como inoculante, este insumo biológico auxilia o processo de FBN e potencializa a ação de bactérias que transformam o nitrogênio do ar em alimento (açúcar, no caso da cana). Isso diminui a necessidade de produtos industriais como forma de enriquecer o solo.

“Associado ao inoculante natural, o uso do fertilizante industrial poderá ser otimizado, reduzindo as suas doses de aplicação no campo e, por consequência, os gastos do produtor. Quando estiver disponível comercialmente, este biofertilizante representará um importante avanço tecnológico para o setor sucroenergético”, ressalta o executivo da Unica. Para a Embrapa, a expectativa é que o inoculante da cana esteja nas prateleiras em um período máximo de cinco anos.

Alfred pondera que embora a fertilização nitrogenada seja uma das principais responsáveis pelo crescimento na oferta de alimentos a partir do século 20, a adubação com este tipo de elemento químico pode representar, no mínimo, 20% do custo total de produção. “A exemplo da cana-de-açúcar, a maioria das culturas agrícolas no Brasil ainda é dependente da fertilização nitrogenada, e quando tem que importar este insumo (grande parte produzida por China e Rússia) o produtor brasileiro sofre quando o dólar sobe”, completa.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa, Cláudia Pozzi Jantalia, quando o nitrogênio é absorvido – em média, usa-se 80 quilos por hectare de cana –, ele não é consumido em sua totalidade pela planta. “Se ela aproveitou 30% do fertilizante aplicado pelo produtor, a planta inoculada chega a aproveitar 45%. Ou seja, observa-se um ganho de 15%”, revela. Grande parte do que não for absorvido ficará acumulado no solo, segundo a especialista.

“De 100% do nitrogênio ativo (nitrato e amônia) presente no solo, o que fica disponível para a planta são apenas 5%. O restante, com exceção do que não for ‘perdido’, ficará na forma de nitrogênio orgânico, formando uma parede celular de bactérias e/ou raízes”, revela Claudia.

Emissões

Em relação à diminuição das emissões de GEEs em função da adoção do inoculante, a especialista da Embrapa explica que reduzir a dose do fertilizante feito à base de petróleo significará lançar menos poluentes durante a sua produção industrial e utilização no campo.

“De forma resumida, existem as emissões diretas, que são oriundas das plantas industriais que o fabricam, e as indiretas, geradas no processo agrícola. Neste último caso, na fase de adubação, ela se dá quando o nitrogênio toma outros destinos que não sejam a planta em si, podendo tomar o caminho do subsolo (lixiviação), atingindo o lençol freático, onde as raízes da cana não chegam, ou o da forma gasosa (volatilização de amônia), lançando óxido nitroso no ar”, observa a especialista. (Unica 21/06/2016)

 

Copersucar voltou a lucrar no ciclo 2015/16

O início da recuperação do setor sucroalcooleiro na safra passada embalou os resultados da Coopersucar, maior trading de açúcar e etanol do mundo, mas o mesmo não ocorreu com a Alvean, joint venture para o segmento de açúcar na qual a companhia tem 50% de participação ao lado da americana Cargill.

A Coopersucar alcançou um lucro líquido de R$ 32 milhões no ano safra 2015/16, encerrado em 31 de maio, após um ciclo com prejuízo de R$ 8,4 milhões. O resultado teve forte contribuição do aumento das receitas, que avançaram 25%, para R$ 26,3 bilhões.

O destaque ficou por conta das operações de etanol, segundo Paulo Roberto de Souza, diretor presidente da Copersucar. Do faturamento total, as operações da Eco-Energy Biofuels, comercializadora de etanol nos EUA, contribuíram com 47%. Essa receita foi obtida com a negociação de 8,5 bilhões de litros do produto, alta de 13%. A expectativa é que na safra atual esse volume cresça entre 5% e 10%, o que significaria uma movimentação de até 9,35 bilhões de litros.

A venda de etanol pela Copersucar, concentrada no mercado doméstico, assegurou 29% das receitas da safra passada. A companhia negociou ao longo da safra 5 bilhões de litros, dos quais 4,3 bilhões no Brasil. O volume total superou em 16% o comercializado no ciclo anterior graças ao aumento da demanda, favorecida pelo retorno da cobrança da Cide sobre a gasolina.

Parte desse volume maior também foi carregado para a entressafra, quando os preços do etanol estão mais altos. "Nesse ano, além do fluxo normal, foram [negociados na entressafra] 500 milhões de litros de etanol adicionais", afirmou Souza em teleconferência com jornalistas.

A comercialização de açúcar, por sua vez, não foi o ponto forte do resultado da trading na safra passada. Embora as cotações internacionais da commodity tenham começado a reagir no segundo semestre de 2015, esse foi justamente o período em que a Alvean, que operou pela primeira vez uma safra completa, teve resultados negativos que anularam os ganhos do primeiro semestre. No cômputo da safra, a Alvean não registrou nem lucro, nem prejuízo.

A Copersucar não revelou qual foi sua política de fixação de preços do açúcar, mas ressaltou que o volume negociado pela joint venture alcançou 11,5 milhões de toneladas. Com isso, a nova trading lidera a comercialização de açúcar no mundo, com 30% de participação de mercado. O volume aproximouse da meta estabelecida para a Alvean em três anos, de 12 milhões de toneladas.

Segundo o diretor presidente da Copersucar, essa meta deverá ser batida na safra atual, quando se espera que o volume de açúcar vendido pela joint venture aumente entre 10% e 15%. A maior parte desse crescimento deve vir da produção do Centro-Sul. Na safra 2015/16, o açúcar brasileiro negociado pela Alvean totalizou 5 milhões de toneladas.

Os desembolsos com investimentos foram mais modestos na safra, até porque, na temporada precedente, a Copersucar desembolsou um volume expressivo para capitalizar a Alvean. Por isso, no ciclo 2015/16, os aportes caíram 62,8%, para R$ 265,2 milhões.

Desse montante, R$ 180 milhões foram direcionados à Eco-Energy, que adquiriu um terminal de transbordo nos EUA e iniciou a construção de outros três naquele país. O recurso também foi usado para elevar a participação da Copersucar no negócio, que passou para 77% no fim da safra passada e já está em 89%, após um novo aporte em abril.

Os demais R$ 80 milhões foram investidos na conclusão do Terminal Açucareiro da Copersucar (TAC), do porto de Santos, e do Terminal Copersucar de Etanol (TEC), que foi interligado com a Refinaria de Paulínia. Antes da interligação, o terminal operava com 40% de capacidade, e agora opera com capacidade plena, de 180 bilhões de litros.

O terminal portuário, por sua vez, movimentou 6,2 milhões de toneladas de produtos no ciclo 2015/16. A meta para esta safra é movimentar 8 milhões de toneladas, com 6,5 milhões de toneladas de açúcar e 1,5 milhão de toneladas de grãos.

A Copersucar encerrou 2015/16 com endividamento líquido de estoques (descontado o valor dos produtos em estoque no último dia do exercício) de R$ 1,1 bilhão, queda de 28% em relação à safra anterior. (Valor Econômico 22/06/2016)

 

Denúncias de Cerveró sobre Copersucar são infundadas, diz presidente da empresa

O presidente do conselho de administração da Copersucar, Luís Roberto Pogetti, refutou nesta terça-feira, 21, as denúncias feitas em delação premiada pelo ex-diretor de Internacional da Petrobras e da BR Distribuidora Nestor Cerveró, de que o ex-ministro e ex-presidente da Petrobras Biocombustível Miguel Rossetto teria feito lobby para que a companhia se tornasse a única vendedora de etanol para a estatal.

No depoimento, Cerveró disse ainda que a Copersucar controlaria o pagamento de propinas no negócio. "Isso é absolutamente infundado. A Copersucar vende para todo o mercado mundial, inclusive para a BR, e nunca fez pagamentos de nada além para vender. Essa é a postura clara e cristalina", disse Pogetti em uma conversa com jornalistas após a divulgação do balanço da companhia. (Agência Estado 21/06/2016)