Setor sucroenergético

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Duas usinas da Infinity, do Grupo Bertin, passarão para os credores

As duas usinas da companhia sucroalcooleira Infinity Bio-Energy, controlada pelo Grupo Bertin, que foram a leilão judicial hoje não receberam nenhum lance e passarão ao controle dos credores de forma proporcional à participação de cada um no montante total da dívida. O plano de alienação dos ativos da Infinity foi desenvolvido pela consultoria EXM Partners.

A Usina Ibirálcool, localizada no município de Ibirapuã (Bahia), deverá ficar sob controle da Amerra Capital Management, gestora de fundos americanos, um dos credores majoritários da companhia, segundo uma fonte a par do assunto. Já o controle da Usina Usinavi, em Naviraí (Mato Grosso do Sul), deverá ser dividido entre o Amerra, o fundo de investimentos americano CarVal e demais credores. Os fundos Amerra e CarVal são credores extra-concursais.

A dívida da usina na Bahia é de R$ 101,649 milhões, enquanto o endividamento da planta sulmatogrossense é de R$ 943,478 milhões. Ambos os valores foram convertidos de dólar em reais. A dívida somada representa cerca de metade da dívida total do Grupo Infinity, de R$ 2 bilhões.

A Usinavi possui capacidade de processamento de 3,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra, enquanto a Ibirálcool tem capacidade de moagem de 1 milhão de toneladas.

O resultado será apresentado amanhã ao juiz responsável pelo caso, Paulo Furtado, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. A expectativa é que ele homologue o resultado no máximo até a próxima semana. Assim que o resultado for homologado, há ainda um prazo de dez dias úteis para a apresentação de recursos. A decisão não precisa mais passar pelo crivo dos credores.

As regras do edital do leilão previam que aqueles que adquirissem as usinas deveriam dar preferência à contratação dos trabalhadores que foram demitidos por meio de novos contratos de trabalho. (Valor Econômico 24/06/2016)

 

Índia será a “bola da vez”, e isso é bom para o setor sucroenergético

O PIB da Índia já cresce mais que o da China e o aumento do poder aquisitivo eleva o consumo de açúcar.

Em 2015, o PIB (Produto Interno Bruto) da Índia apresentou um crescimento de 7,6%, superou o ritmo de crescimento da China, cuja economia avançou 6,9%, enquanto isso, o Brasil teve queda de 3,8%. Segundo o Merrill Lynch, a economia indiana também pode ultrapassar a francesa e a britânica até 2019.

A Índia tem hoje 1,2 bilhões de habitantes e, como não tem uma política para conter o crescimento de sua população, espera-se que o país seja o mais populoso do mundo por volta de 2035.

Há uma esperança de que a Índia se torne um motor da economia global em alguns anos. O país ainda tem uma grande população rural, por exemplo, e o efeito do avanço do processo de urbanização deve ser um propulsor de crescimento.

Além disso, conforme os custos da força de trabalho chinesa aumentam, os investidores procuram alternativas em países como Vietnã, Camboja, Indonésia e - sem dúvida nenhuma - Índia.

Segundo cálculos do Banco Mundial, o PIB per capita indiano em 2015 foi de US$ 1,6 mil, com o crescimento da economia segue para um patamar médio de US$ 2, 8 mil. O do Brasil, em 2015, foi US$11,6 mil. A renda do indiano ainda é baixíssima, mas em decorrência do tamanho da população, qualquer aumento de renda causa grande impacto.

A Índia é o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do mundo e um grande consumidor de açúcar. Para o economista Marcos Fava Neves, a Índia é a “bola da vez” na economia mundial, e o crescimento da renda contribuirá para o maior consumo de açúcar naquele país, fazendo com que entre menos açúcar indiano no mercado internacional, ou até mesmo, levando de forma mais constante a Índia s ser grande importador do produto. (Cana Online 23/06/2016)

 

Ações de maiores fabricantes de etanol nos EUA sobem com queda do milho

As ações das maiores fabricantes de etanol dos EUA registram alta expressiva nesta quinta-feira, 23, na Bolsa de Nova York (NYSE). O mercado é impulsionado pelos preços de milho, que recuam pela quarta sessão consecutiva na Bolsa de Chicago (CBOT) e dão um pouco de fôlego às companhias.

Nos EUA, o biocombustível é feito principalmente com o grão. Nas últimas semanas, os preços do cereal avançaram em meio a preocupações com o clima quente e seco no Meio-Oeste do país, mas já caíram mais de 11% nesta semana com chuvas na região.

No início da tarde desta quinta (horário de Brasília), a ação da Archer Daniels Midland (ADM) subia 1,64%. Andersons avançava 3,36%, enquanto Great Plains subia 6,78%. (Dow Jones Newswires 23/06/2016)

 

DILMA ROUSSEFF DESVIA CERCA DE US$ 230 MILHÕES PARA CONTA PESSOAL NA SUÍÇA

Passaporte e assinatura comprovam que Dilma desviou R$ 680 milhões para uma conta na Suíça.

A notícia que vai abalar o país, divulgada pela revista Istoé, revela “bomba” sobre a presidente Dilma Rousseff.

Uma reportagem exclusiva mostra o histórico de uma conta da presidente na Suíça, com informações na qual Dilma recebe no ano de 2012 propinas da famosa “Operação Angola”. A revista já circula por todo pais, levando espanto e revolta para o povo brasileiro.

De acordo com a notícia, foi feito um depósito na suposta conta CH3008679000005163446, que seria da presidente, na quantia de US$ 237 milhões. A conta foi aberta no banco Morgan Stanley, nos Estados Unidos, em 2012.

A reportagem da revista Istoé deixa claro o fato e provas de onde veio o dinheiro.

Giles Azevedo era chefe de gabinete de Dilma Rousseff, assessor parlamentar e de suprema confiança. Giles é considerado os ouvidos e olhos da presidente, e é a pessoa que tem autorização para falar em seu nome, Dilma confia muito em Gilez Azevedo, principalmente em seus trabalhos de maior responsabilidade. Provas contra Gilez mostram que ele é o homem por trás de Dilma e que ele buscou recursos ilegais para campanhas da presidente.

A procuradoria Geral da Republica obteve todos as dados fornecidos e conta bancária secreta de Dilma Rousseff, e sem nenhuma sombra de dúvidas, de acordo com eles, todos os documentos apresentados são provas reais com fotos e cópias originais, comprovando também valores e movimentação das contas bancárias.

O Ministério Publico Suíço enviou ao Brasil uma série de documentos, entre eles documentos pessoais de Dilma, visto norte-americano, passaporte, data de nascimento, nome completo e também um endereço de uma casa em um condomínio de luxo no valor de US$ 3 milhões. Dados comprovam também uma conta da presidente nos EUA nos últimos três anos.

Os documentos fornecidos pela Suíça foram importantes para uma nova investigação. Os dados mostram que a presidente Dilma era cliente de um banco nos Estados Unidos, com o nome de Meryll Lynch, que hoje é o atual Julius Baer. A presidente é cliente desse banco desde 2012.

Ainda em 2012, Dilma abriu uma conta em uma filial do mesmo banco em Nova Iorque. Passados três anos, a presidente fez uma transferência de conta dos EUA para um banco em Genebra, na Suíça.

O dono do banco na Suíça mostrou o histórico de Dilma no ano de 2016, com uma movimentação no valor de mais de R$ 680 milhões. Dilma diz que esse dinheiro foi usado para campanhas políticas. (Blasting News 23/06/2016)

 

Nas negociatas entre maus políticos e maus empresários perde o País

O vídeo divulgado pela TV Globo na última quarta-feira, mostrando detalhes da reunião promovida no Rio de Janeiro da qual participou o ex-senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) - então presidente nacional do PSDB - que pede propina de R$ 10 milhões para melar uma CPI que investigava a Petrobras, deixa claro que o mais difícil neste momento é encontrar um só político que possa ser considerado ético e não envolvido em atos de corrupção.

Aqui mesmo, neste espaço, nunca deixamos de mencionar que a estratégia operacional do ‘Mensalão’, que se constituiu no primeiro grande escândalo de corrupção envolvendo Lula, PT & Cia. apenas copiou as táticas iniciadas por tucanos em Belo Horizonte e que tinha em Marcos Valério seu grande operador.

A diferença é que os tucanos conseguiram e ainda conseguem manipular a Justiça evitando que os seus denunciados, com provas robustas e fartas, sejam condenados. Mais hábeis, os tucanos pelo menos neste quesito, se mostram superiores aos seus colegas quadrilheiros do PT e partidos aliados, PMDB à frente.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) conseguiu afastar da chefia da Casa Civil do Palácio dos Bandeirantes seu secretário Edson Aparecido (Ambos na foto), depois que o escândalo da ‘Merenda, que vai lhe custar muito caro, notadamente nas próximas campanhas eleitorais incluindo a de outubro deste ano - chegou ao gabinete do secretário.

Com efeito, pouco antes do escândalo chegar à mídia e enlamear o Governo do Estado, Edson Aparecido conseguiu o feito de convencer Alckmin a fechar um acordo com lideranças do MST, que chegaram a ser recebidas em audiência no Palácio dos Bandeirantes, da qual participaram praticamente todos os secretários de Estado.

Antes ainda, Aparecido conseguiu vetar a realização de um evento internacional focado em etanol de 2ª geração que estava agendado para ser promovido num dos auditórios do Palácio dos Bandeirantes, do qual participariam o governador Alckmin e vários secretários de Estado.

Segundo fonte do cerimonial do Palácio dos Bandeirantes, até então nunca um evento com este propósito fora vetado. Os organizadores ficaram sabendo através de um deputado estadual tucano com trânsito livre no Palácio e também de uma das principalis lideranças sindicalistas e que sempre apoiou Alckmin, que a decisão de Edson Aparecido decorria de um ‘pedido’ de veto por parte de entidade ligada ao setor sucroenergético.

Este fato mostra que os tucanos, além de envolvidos em denúncias que começam a ser apuradas no âmbito da Lava-Jato, também reúnem ‘expertise’ em boicotar ações que envolvam seus ‘patrocinadores’. Ou seja, a tal ‘social-democracia’ pouco tem a ver com o social e muito menos com a democracia.

Ao contrário, pois estão eles muito mais para ocuparem as páginas policiais dos jornais e da mídia, do que as de economia e política. Tudo leva a crer que este tipo de políticas e de políticos, já fazem parte do passado mais negro pelo qual passamos ou, melhor, integram o processo de travessia pela qual estamos passando.

Sim, pois quando se juntam escroques, bandidos, ladrões, corruptos e corruptores que vivem chafurdando na lama da política e dos negócios, o resultado já é previsível e quem perde são os cidadãos de bem (Ronaldo Knack é Jornalista e bacharel em Administração de Empresas e Direito. É também fundador e editor do BrasilAgro; ronaldo@brasilagro.com.br