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Preço do etanol cai em 13 Estados e no DF e sobe em 11

Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros caíram em 13 Estados e no Distrito Federal, subiram em outros 11 e ficaram estáveis em Tocantins nesta semana. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que não informou a referência para o Amapá. No período de um mês, os preços caíram em cinco Estados e recuaram em outros 20 e no Distrito Federal - também desconsiderando-se o Amapá.

Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a cotação subiu 0,13% na semana, para R$ 2,286 o litro. No período de um mês, acumula valorização de 2,42%. Na semana, a maior alta ocorreu em Pernambuco (1,87%) e o maior recuo, no Piauí (2,28%). No mês, oetanol subiu mais em São Paulo (2,42%) e recuou mais no Distrito Federal (6,73%).

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,89 o litro, em São Paulo, e o máximo foi de R$ 4,069 o litro, no Rio Grande do Sul. Na média, o menor preço foi de R$ 2,286 o litro, em São Paulo. O maior foi registrado em Roraima, a R$ 3,685 por litro.

O etanol continuou competitivo em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo nesta semana, a sexta consecutiva, de acordo com dados da ANP compilados pelo AE-Taxas. No restante do País, o derivado de petróleo continua mais vantajoso.

Segundo o levantamento, o preço do etanol em Goiás equivale a 69,59% do da gasolina. Em Mato Grosso, a relação está em 66,25%; em Minas Gerais, em 69,10%; e em São Paulo, 66,09%. O biocombustível tem a menor vantagem em Roraima, onde o preço equivale a 95,22% do valor da gasolina na bomba - a relação é favorável ao etanolquando está abaixo de 70%.

Em São Paulo, a gasolina tem cotação média de R$ 3,459 o litro, enquanto o etanolhidratado, de R$ 2,286 o litro. (Agência Estado 24/06/2016)

 

Açúcar: Parada técnica para tomar fôlego – Por Arnaldo Luiz Corrêa

A decisão histórica dos eleitores britânicos pela saída do Reino Unido da União Europeia foi um acontecimento que derrubou não apenas o mercado acionário, mas também levou as commodities de roldão. Sem exceção, todas elas fecharam no vermelho e o açúcar até que se comportou de maneira exemplar. Encerrou a sexta-feira a 19.16 centavos de dólar por libra-peso (vencimento outubro/2016), uma queda de 74 pontos em relação à semana anterior, mas praticamente inalterado no dia se recuperando heroicamente após mergulhar de cabeça até 18.53 centavos de dólar por libra-peso durante o tumultuado pregão desta sexta-feira.

O petróleo e o cacau caíram 5% e foram as commodities que mais sofreram no dia. Café também se desvalorizou fortemente, com pouco mais de 4%.

A saída do Reino Unido é um episódio triste que enfraquece a Europa, escancara a intolerância que se expande em todo o continente e expõe o populismo perverso que não apenas empobrece o país, mas abre mais espaço para a atuação dos grupos nacionalistas radicais da Alemanha e da França. O populismo, nesse caso de direita representado por uma figura esdrúxula como esse tal de Nigel Farage, também contamina os países civilizados. Para piorar o cenário, só precisamos que Trump vença as eleições nos Estados Unidos e que o impeachment de Dilma não seja aprovado. Aí, só mudando de galáxia.

A queda do mercado em 169 pontos no vencimento outubro/2016 (entre a máxima de 20.22 centavos de dólar por libra-peso e a mínima na semana de 18.53 centavos de dólar por libra-peso), com a provável liquidação parcial dos fundos (de terça até sexta), fez diminuir o ritmo de compra de opções usada como proteção para o fluxo de caixa corroído devido às chamadas de margem, já que os vendidos ganham fôlego. Tanto é assim que a volatilidade das opções caiu acima de dois pontos percentuais para o vencimento outubro/2016 e 1.8 ponto percentual para o vencimento março/2017. O mercado subiu muito e rapidamente e as chamadas de margem acionaram a compra irracional de opções como cobertura. Era momento de vender opções e capturar valor-tempo.

Embora os fundamentos do açúcar sejam construtivos e deverão se consolidar ao longo desta safra, o cenário macro foi afetado enormemente pelos acontecimentos na Europa. É um momento em que devemos assistir a uma acomodação das atuais posições e/ou uma diminuição do apetite especulativo.

Tendo em vista o alargamento do spread julho/outubro e outubro/março, tudo leva a crer que o momento do físico ainda é insuficiente para segurar os níveis atuais de preços. Até as pedras sabem que grande parte desse movimento de alta foi capitaneado pelos fundos. Dessa forma, acreditamos que ainda vamos assistir a uma correção de preços antes de o mercado retomar a alta que será influenciada por números mais frescos de moagem e disponibilidade de açúcar.

Nosso modelo ainda aponta para preços acima de 22 centavos de dólar por libra-peso no último trimestre deste ano, refletidos no vencimento março/2017. O mercado em NY antecipou-se a esse quadro.

A posição em aberto do mercado também caiu pouco mais de 33.000 lotes indicando que houve uma liquidação objetivando a tomada de lucro, mas os fundos não-indexados quebraram mais um recorde e agora estão comprados em 337.000 lotes com base no fechamento da última terça-feira ao preço médio de 17.00 centavos de dólar por libra-peso no vencimento de outubro/2016, segundo estimativa da Future Analysis Consultoria (www.futureanalysis.com.br), ou seja, um lucro “básico” de US$ 1.6 bilhão.

Observou-se um aumento na posição em aberto para os vencimentos da safra 2017/2018 podendo indicar que existe uma propensão por parte das empresas (usinas) em aproveitar os excelentes valores em reais por tonelada que estão aí para ser abocanhados. Creio que o mercado vai dar uma parada técnica para recuperar o fôlego e tomar um pouco de água. O touro subiu terreno íngreme de maneira muito rápida.

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Caso você queira receber nossos comentários semanais de açúcar diretamente no seu e-mail basta cadastrar-se no nosso site acessando o link http://archerconsulting.com.br/cadastro/ (Arnaldo Luiz Corrêa é diretor da Archer Consulting - Assessoria em Mercados de Futuros, Opções e Derivativos Ltda.)